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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Sugestão para Percursos Pedestres (II)

Outros Monumentos: Uns singelos, outros mais grandiosos!

Aldeia. Foto original. 2019. 04. jpg

E também Paisagens… da ALDEIA

Moinho Ti Luís Belo. Foto original Marco. 2015. 09.JPG

E ficam ainda vários elementos patrimoniais dignos de visitas campestres: as Azenhas ou Moinhos: o do Ti Luís Belo, (foto supra, autoria de Marco Rego), o das Caldeiras, o do Salgueirinho, o da Ribeira da Midre.

E o(s) Lagar(es)?

 

E Caro/a Leitor/a, já reparou na variedade de nomes que já referi, respeitantes sempre à mesma Ribeira?!

Ribeira do Salto. Foto original. 2020. 08. jpg

De Cujancas, é o nome oficial.

Mas localmente, só tem essa designação, a montante da Aldeia, quando si inicia, junto à ponte da estrada, Crato - Monte da Pedra e, a jusante, junto à ponte da Linha de Leste. No intervalo entre estes dois locais, para além dos nomes que já designei, ainda o de Ribeira das Vargens e o de Ribeira da Lameira. (…)

Se souber mais algum, comunique-o neste postal, SFF.

 

E só estes itens para visitar?

E a Anta do Tapadão?! Esse monumento grandioso, com mais de cinco mil anos?!

E a Igreja e o Adro à volta? E as vistas da Torre?! E a Araucária? 

Aldeia. Foto original. 2019. 04. jpg

E as Oliveiras milenares?

Oliveiras. 2020. 08. jpg

E a Casa Museu? E as Ermidas, as da localidade, São Pedro e Santo António e a da Senhora dos Remédios?!

E as Alminhas?!

E os Cruzeiros? (São do séc. XVII!)

E um passeio pelas Ruas e as particularidades que vamos encontrando?!

Rua do Saco. 2019. 07. jpg

Bem, meus Caros Leitores… temos material não apenas para um percurso pedestre, mas para vários.

Chaminé da Padaria do Saboga. Foto original. 2019. 07. jpg

É só precisoorganização e trabalho!

Sem quaisquer constrangimentos, envolvendo todos, sem exceção.

Digo eu, sei lá!

Oliveira Milenar. 2019. 12. jpg

Lembra-se de “Portugal O’Meeting 2017”?!

Aproveito para lembrar e para algo que me impressionou imenso. Envolveu centenas de pessoas de diferentes países, de vários continentes. Calcorrearam vários dos locais que mencionei nestes postais.

Pois, digo-lhe. NÃO deixaram lixo nos campos.

É também esse pedido que lhe faço. Quando visitar os nossos monumentos e / ou percorrer os nossos campos, NÃO deixe lixo: sacos, garrafas de plástico ou latas, restos de roupas ou calçado, maços de cigarros, eu sei lá!

Por favor!

Para além do mais... Passeie... E proteja-se, a si e os outros! SFF!

Fontes, Passadeiras e Pontes

Sugestão para Percursos Pedestres (I)

Aldeia vista da Tapada do Rescão. Foto Original. 2019. 04 .jpg

Este postal já anda para ser publicado há algum tempo… Este passeio virtual, hoje, vai ser dedicado à minha Aldeia: ALDEIA da MATA!

Caminho Fonte Pulhas  JFAM 2020.jpg

Começo por dizer que as fotos ilustrativas dos caminhos vicinais para as Fontes das Pulhas e do Salto foram extraídas do site da Junta de Freguesia, a quem agradeço. Duplo agradecimento, pelo trabalho efetuado na limpeza e arranjo dos caminhos para estas fontes, a que habitualmente nos dirigimos.

Parabéns, também!

Caminho Fonte Salto JFAM 2020.jpg

Ainda em Outubro, fomos buscar água a ambas e o trajeto estava excelente, nomeadamente nos locais onde mais se faz sentir a erosão. No caso das Pulhas, na rampa descendente junto à “Tapada do Rescão” e na do Salto, entre a Horta do Primo Valério e a “Tapada das Freiras”.

Entretanto, vieram as desejadas chuvas, por vezes fortes, de modo que não sei como estará o terreno, pois em Novembro não chegámos a ir buscar água.

Desejamos que continue transitável.

Caminho Fonte das Pulhas Foto original. 2020. 02. jpg

Este introdutório insere-se na sugestão dimanada do subtítulo.

Já referi aqui, em anterior postal, como seria interessante que fossem organizados percursos pedestres, estruturando eventos periódicos, enquadrados neste conceito de “palmilhar territórios a pé”.

Desfrutar das paisagens naturais que temos, no apreciar dos monumentos singelos ou mesmo grandiosos de que dispomos.

A ideia fica lançada para quem, de direito e com recursos, a possa organizar.

(Quando vivermos tempos melhores...)

Todavia, nada impede que, individualmente ou em pequenos grupos de núcleos familiares, as pessoas usufruam desses passeios.

Fetos nos muros. Foto Original. 2020. 01.jpg

Neste postal, sugestiono alguns dos aspetos a enquadrar nesse contexto de visitas, documentando fotograficamente com o que disponho.

 

A si, Caro/a Leitor/a, sugiro a recolha documental de outros elementos não expressos neste espaço comunicacional.

Fonte do Salto. Foto original. 2019. 11. jpg

As Fontes referidas são das que têm água que considero mais apetecível.

Fonte do Salto, Fonte da Bica, Fonte das Pulhas são as que mais frequentamos.

Mas também há quem goste de ir à Fonte da Baganha, à Fonte de Alter, à Fonte do Boneco.

Independentemente da preferência pela respetiva água, uma visita é sempre merecida. Acrescento ainda a Fonte da Ordem, nesta, a água está há muito interdita, mas, como singelo monumento, é muito peculiar.

Existem ainda outras fontes, ainda mais modestas, rústicas, mas que talvez mereçam visitas.

Digo: A do Sabugueiro, a do Salgueirinho… a da Fonte Silveira, coberta com tampa, perdeu parte da peculiaridade.

Haverá outras fontes, e mesmo as duas primeiras não sei como estarão.

E, enquadrando o tema sugerido, as Pontes: a da Ribeira do Salto

Ponte do Salto. Foto original. 2019. 02.jpg

(Também há a da Ribeira das Pedras. Mas não tenho foto.)

E as Passadeiras?!

Passadeiras da Lavandeira. Foto Original. 2020. 10. jpg

A foto supra é das Passadeiras da Ribeira da Lavandeira.

(Também existem as da Ribeira do Porcozunho e as da Ribeira das Pedras.)

Aventure-se, a conhecer as lindas paisagens!

Giestais. Foto original. 2019. 04.jpg

Para consulta: https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/consulta-publica-sobre-a-reforma-das-133960

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/cremacao-que-destino-dar-as-cinzas-143090

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/figos-da-india-148236

Sabe que flor é esta?!

Este postal é introdutório dos que quero publicar a partir de amanhã.

Foto Original. Silva. 2020.10.jpg

Foto original tirada na minha Aldeia, no caminho da Fonte das Pulhas, em 3 de Outubro, deste ano de 2020.

O nosso clima permite que, já no Outono, as silvas ainda floresçam. Não terão chegado a produzir amoras, já se vê, que, entretanto, choveu e bem(!), e certamente… adeus pétalas das flores…

Para o próximo ano haverá mais… lá para Junho.

As silvas são das plantas mais peculiares que conheço, no respeitante aos frutos: as saborosas amoras. Começam a dar em Junho, como as uvas, que começam a “pintar” nessa altura, e em anos bons, ainda há amoras em Novembro.

Quem ganha com isso é a passarada!

Até amanhã… e prestem atenção aos passarões, que por aí andam… SFF!

(Que também se cá usa.)

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/fontes-passadeiras-e-pontes-233188?tc=56072133428

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/sugestao-para-percursos-pedestres-ii-233543

O Alentejo a Cantar no Feminino

9º Encontro de Coros Femininos Alentejanos

 

Foto Original. Giestas. 2019.04.jpg

 

7 de Março de 2020  (Sábado) – 16 h.

 

Salão do Clube Recreativo do Feijó – Feijó - Almada

Foto Original. Violetas. 2019.02.jpg

 

Grupos Participantes:

 

Grupo Coral Feminino Recordar a Mocidade do CIRL - Laranjeiro

Grupo Coral Feminino da Nossa Senhora das Neves - Beja

Grupo Coral Feminino Madrigal – Vila Nova de São Bento

Grupo Coral Feminino As Ceifeiras de Pias - Pias

Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó – Feijó.

 

(Apoio da Junta de Freguesia Laranjeiro / Feijó

Com Entrada Livre)

(Notas Finais:

Não utilizei o cartaz divulgador, aliás, muito bonito, com as singelas e apelativas pétalas das flores das estevinhas, brancas e rosas, porque no meu computador não consigo fazer transferências.

Optei pelas flores das giestas amarelas, quase, quase a florescerem, que a Primavera está aí.

Foto tirada na minha Aldeia, no ano passado.

Não desmerecem do evento, nem do Alentejo!

E um raminho de violetas: roxas, as de cheiro e brancas.)

 

Efeitos da tempestade “Elsa”: uma crónica já fora de tempo!

Não há fome que não dê em fartura - Seca que não dê em inundação!

 

Este post deveria ter saído da gaveta da memória, ainda no ano transato. Sai agora!

Oliveira caída 2019.jpg

 

Relativamente a 2019, tenho que registar que nos trouxe bastante chuva. Até demais, dirá muito boa gente. De facto, em Dezembro, muito especialmente nos dias e noites de 19 e 20, choveu pelos quatro anos em que praticamente não chovera, desde 2015. Uma verdadeira tempestade, “Elsa”, que assolou o país, descarregando milhões de litros de água, por todo o lado. Em compensação dos anos transatos e talvez dos próximos vindouros, digo eu. Paradoxal que ainda escassos dias, semanas antes, nos queixávamos da “seca severa” que desertificava a nação.

Friso este aparente paradoxo, mas não posso deixar de mencionar que estes períodos de seca e chuvas diluvianas ocorrem periodicamente, não sei se ciclicamente. Lembro-me, lembrar-nos-emos os mais velhos, que com estes problemas nos preocupamos, das cheias catastróficas que assolavam o Douro, a respetiva Ribeira, no Porto; a Régua…

De como o Tejo tinha cheias proverbiais, que alagavam a Lezíria, das povoações isoladas, dos cortes das estradas e da Linha do Norte. Situações que me recordo desde os anos cinquenta e sessenta, desde criança…

Do Mondego nem se fala!

Estranho, estranho sim, é que as previsões anunciadas, quando da construção das barragens do Douro, do Tejo; da Aguieira, no Mondego, dos açudes de Coimbra, da regularização do leito deste rio “Basófias”, a jusante da “Lusa Atenas”, que as previsões de que estas cheias catastróficas não se iriam verificar, saíram completamente defraudadas. Foi ver os rios extravasarem os respetivos leitos e inundarem as planícies, como fazem certamente desde que há memória.

Diferente, sim, do que ocorria nessas décadas dos idos cinquenta, sessenta, setenta, foi a previsão e as precauções tomadas face ao que era inevitável. Quanto ao mais, os rios, quando as chuvas são excessivas, extravasam.

“Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento…” B. Brecht.

 

Até a ribeira da minha Aldeia também saiu das margens e invadiu os terrenos circundantes. Mas já viveu cheias bem maiores que a deste ano. Lembro-me da de 1957, documentada na Ribeira das Pedras, que levou os parapeitos da Ponte do Salto.

Curiosa a nomenclatura desta Ribeira. Oficialmente designa-se Ribeira de Cujancas. Mas nos locais em que passa junto à povoação, à medida que se vai aproximando da Aldeia, vai adquirindo nomes específicos. Na Aldeia, o nome próprio só tem a montante, quando se inicia antes da ponte que liga Monte da Pedra a Crato, pela junção da Ribeira dos Canais, que vem de Flor da Rosa, com nascentes para os lados da Alagoa e a Ribeira proveniente dos lados de Vale do Peso.

De montante para jusante, vai adquirindo diferentes nomenclaturas, conforme o povo a foi batizando ao longo dos séculos, de geração para geração: Ribeira da Vargem, Ribeira das Caldeiras, Ribeira das Pedras, onde tem uma ponte rodoviária, Ribeira da Lavandeira, Ribeira do Salto, com a respetiva ponte, apenas pedonal, mais antiga que a rodoviária, mas talvez não tão antiga como habitualmente se julga; Ribeira do Porcozunho, Ribeira do Salgueirinho, Ribeira da Midre, Ribeira da Lameira e junto à ponte da Linha de comboio do Leste, volta a adquirir o nome original, Ribeira de Cujancas. Desagua na Ribeira de Seda, a montante da célebre ponte romana de “Vila Formosa”.

 

Curiosidades que me ocorrem sobre e a propósito da tempestade “Elsa”.

Que também fez estragos no “Vale”! A foto original testemunha, uma oliveira, várias vezes centenária, quantos centos não sei, que a tempestade derrubou. Fica para memória futura!

 

 

Quadras Tradicionais III

“Quadras e Santos Populares”

  

artemísia in. es.minitu.com

 

“De altemira fiz um ramo

De alfazema bem composto

O Amor que agora amo

Foi escolhido ao meu gosto.”

 

“Santo António é a treze

São João a vinte e quatro

São Pedro a vinte e nove

Santa Isabel no cabo.”

 

“São João perdeu a capa

No caminho do estudo

Juntaram-se as moças todas

Compraram-lhe uma de veludo.”

 

“São Pedro é um velhinho

Homem de muito juízo

Foi a quem Deus entregou

As chaves do Paraíso.”

 

“No altar de Santo António

Estão umas fitas amarelas

Santo António subiu ao Céu

A pedir pelas donzelas.”

 

“Orvalhadas, orvalhadas

Orvalheiras, orvalheiras

São João subiu ao Céu

A pedir pelas solteiras.”

 

“No altar de São Pedro estão

Umas fitas encarnadas

São Pedro subiu ao Céu

A pedir pelas casadas.”

 

“Santo António é uma cana

São João uma bandeira

São Pedro por ser velhinho

Senta-se numa cadeira.”

 

“Oh, meu rico Santo António

Um favor lhe quero pedir

Mande umas pinguinhas de água

Para o milho não dormir.”

 

“São João para ver as moças

Fez uma fonte de prata

As moças não vão lá

São João todo se mata.”

 

“São Pedro adormeceu

No colo da sua tia

Acorda, Pedro acorda

Que amanhã é o teu dia.”

 

“Nossa Senhora faz meia

A linha é feita de Luz

O novelo é Lua Cheia

As meias são para Jesus.”

 

Notas:

1 - Haveria múltiplas e diversas considerações que seria interessante explanar sobre estas “Quadras Populares”. Neste post apenas pretendo registá-las, documentando-as e dando-as a conhecer, ou recordar, para quem eventualmente já conheça.

2 – “Altemira” é a designação “tradicional”, na Aldeia, da planta artemísia.

3 – A recolha destas “Quadras Tradicionais” foi da competência de D. Maria Belo Caldeira, Aldeia da Mata, 2015/2016.

4 - A foto foi retirada de "es.minutu.com". Tentarei arranjar uma foto original, para partilhar também na net, como muitas, noutros posts.

Consulte também, SFF.

XIII Antologia de Poesia do C. N. A. P. – Poema: “Insatisfação”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Continuamos com a divulgação de Poesias da Antologia. No Post nº 308, “Insatisfação”, de Angelina Santos, de Portalegre.

 

“Insatisfação”

 

“Senhor?

Quem sou eu?

Tenho sede

E tenho água

Tenho fome

E tenho comida

Tenho frio

E tenho agasalho

Tenho dor

E tenho alegria

Tenho amor

E tenho ódio

Afinal quem sou?

Ninguém!...”

 

Angelina Santos, Portalegre

 

Ilustramos com uma apelativa fotografia original, de D.A.P.L., sugestionando uma fonte. ("Fonte do Salto").

 

Fonte do Salto Foto original DAPL 2015.jpg

 

 

 

 

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Dois Dias”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

E, no Post nº 304, lançamos on line o Poema “Dois Dias”, de Carlos Chagas Ramos, de Luanda.

E o que é a Vida?! Apenas dois dias...

 

 

“Dois Dias”

 

“A vida são dois dias!

No primeiro nascemos

No segundo morremos

Entre os dois erguias

O destino que queremos

Ou nos deixam pelo menos.

 

Agarramos a vida

Com unhas e dentes

Na oportunidade perdida

Ganhamos o desgosto que sentes.

 

São tantas as voltas que dás

E acabamos sempre no mesmo

São dois dias que assaz

Acabam sempre em abismo.

 

Há quem tenha fé

Na ilusão de felicidade

Mas a caminhada a pé

Não nos retira a idade.

 

Assim temos por destino

Dois caminhos predestinados

Um nascimento divino

E uns finais indesejados.”

 

Carlos Chagas Ramos, Luanda.

 

 

 

De Chagas Ramos, ficaria muito apelativo, como ilustração, um desenho do próprio. Que desenha muito bem! Não tendo eu nada disponível, terei que me socorrer de alguma imagem da net. (...)

 

"A Ponte...entre cá e lá!" Foto original de DAPL 2015.jpg

 

Mas não!

Lembrei-me de uma foto de D.A.P.L. Uma ponte, que é um caminho e uma metáfora da Vida, entre cá...e lá! E um corrimão sempre aberto... ao Destino.

"... Assim temos por destino/Dois caminhos predestinados..."

XIII Antologia de Poesia do CNAP

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Neste Post Nº 294, dando seguimento à divulgação de Poemas da Antologia, deveria publicar um dos meus Poemas.

 

Estando eles já publicados no Blogue, respetivamente:

 

Sussurra-me ao ouvido”, no Post Nº 250, juntamente com a Ficha Técnica, a 13/12/2015.

 

Cacela Velha”, no Post Nº 251, a 15/12/2015.

 

Pelo que, se quiser ter a amabilidade de os consultar, remeto para os links seguintes:

Aqui! E Aqui! (S.F.F.)

 

Ilustro com uma foto, também original de D.A.P.L., de Cacela Velha, com placa indicativa do nome de rua atribuída à Poetisa Sophia de Mello Breyner.

Cacela Velha Foto original de DAPL 2014.jpg

 

Nesta localidade, Cacela, também nasceu um Poeta, na época muçulmana, de cujo nome não me lembro, mas de que também há referência na localidade.

Um lugar mágico e inspirador!

 

E este post segue na sequência do que foi dedicado, ontem, ao Romance, “O Príncipe com Orelhas de Burro” de José Régio, Poeta que muito aprecio. Talvez, noutro dia, a ele volte novamente. Quem sabe?!

 

 

Política – Eleições – e Algumas Questões Pertinentes

Educação... E não só!

 

Escola pública in. pt.wikipedia.org.jpg

 

Pontos Prévios:

 

0 – Volto a interromper a divulgação dos Poemas da XIII Antologia do C.N.A.P., para expor alguns aspetos sobre outras temáticas.

Também penso ainda voltar às Séries. Que até me informaram que se iniciou “Guerra e Paz”!

 

1 - Já que me debrucei em dois posts sobre questões de política, numa perspetiva “tout court”, isto é, no sentido imediato do termo, não vou deixar de continuar a debruçar-me sobre alguns temas que me despertem mais a atenção, quando achar conveniente. A não ser que me desiluda completamente…

Friso e repito, que essa é uma forma de expressão da Liberdade, que a Democracia nos deu e que a Internet permite exercer num contexto alargado.

 

2 - Esta nova Governação, bem como a nova Legislatura, dada a sua novidade formal, trouxera-me algumas esperanças, quiçá ilusões, que alguma coisa mudasse em termos de conteúdo.

Mas o que tenho observado, nomeadamente na Educação, deixa-me algumas perplexidades.

 

3 - Será que algum dos candidatos a próximo Presidente da República conseguirá pôr cobro a esta situação que é a de nos mais diversos campos e muito especificamente na Educação a legislação estar sempre a mudar?! Será?!

 

4 - Mudou o Governo, mudou bastante o enquadramento político partidário que sustenta esta governação, criou-se até um suporte governativo inédito em Portugal, algo que se suponha ser impensável, todavia, as metodologias, as estratégias governativas não mudaram nada.

 

5 - Mal tomou posse, este Governo logo tratou de alterar as Políticas legislativas onde mal tinham começado, especialmente na Educação. Onde era preciso haver alguma estabilidade, dado que o ano letivo já havia arrancado, em Setembro, quando o Governo tomou posse bem mais tarde, assim como a entrada em funcionamento da nova Assembleia da República.

Além de que o Ano Letivo começa a ser preparado pelos principais Agentes Educativos, bem antes de começar. Em muitos aspetos, de um ano letivo para o outro.

E as eleições para a Assembleia da República foram só a 4 De Outubro!

Mas não, mal se iniciou esta Legislatura e este Governo tomou posse trataram logo de alterar questões fundamentais como seja a da Avaliação.

 

Questão principal:

 

- Não teria sido possível manter o que estava em funcionamento, deixar correr o ano letivo normalmente, ir fazendo análises e auscultações periódicas sobre o que eventualmente se pensasse mudar, no final fazer uma avaliação global e parcelar sobre os aspetos considerados críticos, e decidir então se haveria mudanças ou não e, caso fosse necessário mudar global ou parcialmente, implementar essas mudanças apenas no próximo ano letivo (2016/2017)?!

 

 

Algumas Inferências:

- Se há algo que tem sido pernicioso ao longo destes quarenta anos de Democracia e concretamente na Educação, têm sido as constantes mudanças que têm havido. Muda o governo, muda a legislação, mudam completamente os procedimentos, mesmo já tendo o ano letivo começado.

 

- Não há uma coerência estruturante na Educação. Não há um Projeto Educativo consistente, não há um pensar global sobre a Educação, se se pretende uma Escola Pública de qualidade, se o Ensino Privado deve ou não continuar a ser financiado pelo Estado, qual o modelo de Avaliação a implementar… (…)

 

Escola primária in pt.wikipedia.org.jpg

 

E, já agora, gostaria de levantar outras Questões.

 

- Será que os Exames fazem assim tanto “mal” aos alunos? Provas escritas, provas orais são assim tão traumatizantes?! Não serão também formas de aprender, de aprender a agir, de agir num contexto específico, sem dúvida alguma mais rigoroso do que é habitual numa sala de aula… Mas não será também essa uma outra forma de aprender, nomeadamente a saber estar nesse contexto específico de maior rigor e exigência?!

 

- A exigência e o rigor serão prejudiciais ao desenvolvimento, ao crescimento harmónico, dos jovens alunos?! Ao longo da Vida nunca irão vivenciar situações de stresse semelhantes ou muito mais desafiantes até, do que aquelas que se vivem numa sala de exames?

 

- Rigor e exigência promovem a desigualdade?

 

- O trabalho mata os Cidadãos?

 

Futuramente, voltarei ainda, talvez noutro dia, novamente a mais algumas proposições ou questões sobre Educação. Talvez…

 

Mas agora quero deixar mais algumas questões de âmbito mais alargado:

 

1 – Continua a fazer sentido persistir em “dividir”, este País tão pequeno, em “Esquerdas” e “Direitas”, como se não fossemos todos Cidadãos Nacionais de pleno Direito?!

2 – E insistir em criar e executar políticas sempre sob este prisma reducionista, de divisão, de malquerenças e equívocos?!

 

3 – Não haverão questões, situações, de tal ordem importantes que justifiquem uma abordagem nacional, independentemente de divisões e questiúnculas político-partidárias, que justifiquem “um sentar à mesa” de Pessoas capazes e avalizadas para a resolução de problemas globais e nacionais?!

 

Se os nossos políticos não reparam, nem quando andam de feira em feira, de mercado em mercado, sugiro que observem o estado calamitoso em que estão os cascos antigos de muitas das nossas Cidades, Vilas e Aldeias.

Chalet Cova Piedade Foto original de DAPL 2014.jpg

 

É só passearem-se, com olhos de ver, e repararem como se encontram muitos dos bairros antigos e zonas emblemáticas das nossas povoações.

A começar pela Capital!

 

Praça da Figueira Lisboa Photo original FMCL 2015 .jpg

 

Este é um campo que deveria ser um desígnio nacional!

Recuperar e investir nas zonas antigas das nossas povoações!

E este seria um trabalho sem fim que envolveria Todos, a todos os níveis.

Lisboa Avenidas Novas Foto original de FMCL 2015 .jpg

 

Voltarei a este assunto?!

 

 

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