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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

A Luz e a escuridão!

A Luz é sempre melhor que a escuridão!

Sugestões / Pedidos / Propostas.

Hoje, no blogue Aquém-Tejo, coloco alguns assuntos, simples pedidos / sugestões / propostas, que tenho efetuado aos Órgãos Autárquicos da minha Aldeia. Concretamente à respetiva Junta de Freguesia e Câmara Municipal.

Coisas bem simples, mas que parecem quase transcendentes, dado que não sendo a primeira vez que formulo esses pedidos / sugestões eles tardam em serem realizados.

Azinhaga Atafona. Foto Original. 2021.05.02. jpg

Sugestão de colocação de uma lâmpada no poste, junto ao quintal de Drº Agostinho. Onde?! Na antigamente designada “Azinhaga da Atafona”, atualmente nomeada por “Travessa do Fundão”.  No local onde ela se “cruza” com a “Azinhaga do Poço dos Cães”, a “Azinhaga Estreitinha” e a “Azinhaga” que liga para a Fonte e Ribeira do Salto e para a Ribeira da Lavandeira.

Da primeira vez que fiz estes pedidos, julgo que em 2017/18, não obtive qualquer resposta.

Ao pedido efetuado este ano, 25/06, a Junta de Freguesia teve a amabilidade de me responder. Ainda espero resposta da Câmara.

Tenho hesitado muito em trazer estes assuntos ao blogue, porque não gosto de escrever “coisas negativas” sobre a minha Aldeia. Aquém Tejo tem vários postais sobre Aldeia e, neles, valorizando o que Aldeia tem de bom.

Sim, porque uma aldeia, por ser aldeia, não tem menos importância ou valor que uma cidade por ser cidade. Adiante…

Mas com este tardar em levar a cabo uma coisa tão simples como colocar uma lâmpada num poste, até eu me farto às vezes de ser aldeão!

E farta-me que neste País se julgue que é apenas Lisboa que conte. Que tanto dinheiro aí se gaste, muitas vezes a fazer e desfazer obras anteriores… E o Porto, vamos lá.

E o Interior seja esquecido. Mas se no Interior os agentes privados e públicos também se esquecem de pugnar por coisas tão simples… Depois, admiramo-nos que os mandantes deste país só se lembrem de Lisboa. Que está como está, diga-se.

E, sim, tratem lá de colocar uma lâmpada no poste. A Luz é sempre melhor que a escuridão!

 

Outros assuntos que também abordei:

Cruzamento Azinhagas. Foto Original. 2021.05.02.jpg

Estruturação de forma mais definitiva do espaço no “cruzamento” mencionado.

Isto é, em vez de colocarem entulhos e areão, pavimentarem com alcatrão ou eventualmente calçada. E um sistema de escoamento das águas pluviais.

Quintal abandonado. Foto original. 2021.05.02.jpg

E diligenciarem no sentido de que os particulares limpem os quintais abandonados, na localidade. E terrenos circundantes. Porque da Aldeia são também os terrenos que a rodeiam.

Quintal abandonado. Foto original. 2021.05.02.jpg

Nos pedidos efetuados, ilustrei e documentei com fotos, que acompanham também este postal. São de Maio. Agora as ervas estão secas. A serem cortadas com máquinas, todo o cuidado é pouco. À data referida, o respetivo corte estaria mais facilitado e menos perigoso.

Haja Saúde! Muita! E Cuidados: com os fogos e os focos. De Covid!

*******

P. S. – Este postal, específico sobre Aldeia da Mata, será, provavelmente, o último deste teor a figurar em “Aquém-Tejo”. Ontem, “criei” um blogue especialmente destinado à localidade: “Apeadeiro da Mata”. Aí figurarão os assuntos respetivos. Obrigado.

 

A Fonte do Salto!

Fonte do Salto. Foto Original. 2021.07.11.jpg

Uma sugestão de passeio. Ou passeata!

Ponte do Salto. Acesso a Fonte. Foto original. 2021.07.11.jpg

Bem sei que fica longe do seu percurso de Vida, Caro/a Leitor/a. Mas para quem está por perto, proporciona um passeio bem sugestivo. A fonte está lindíssima. Ademais, agora, pintada. Tem uma água ótima. Muito fresca.

Perspetiva da Fonte. Foto Original. 2021.07.11.jpg

Para quem está longe, proporciono esta viagem virtual. Aprecie a arquitetura, singela, mas peculiar, apelativa, tradicional.

A bacia de receção da água e de colocação dos asados, simples, mas artística!

Bacia receção água. Fonte original. 2021.07.11.jpg

Há sempre, em qualquer localidade, uma fonte perto, mesmo nas cidades, por maiores que sejam.

Aliás, quanto maiores e mais opulentas as urbes, mais majestosas as fontes: a Fonte Luminosa, a Fonte Monumental, a Fonte da Boneca, a Fonte dos Amores, eu sei lá… a Fonte do Ídolo…  a Fontana de Trevi!

Na sua localidade qual a fonte que mais se destaca?!

Por aqui, pela Aldeia, eu evidencio esta, a Fonte do Salto! Nome original.

Perspetiva diferente. Foto original. 2021.07.11.jpg

Aventure-se e aprecie, SFF!

Pena não poder oferecer-lhe um copo de água num cocho.

Obrigado e muita saúde!

 

Sugestão para Percursos Pedestres (II)

Outros Monumentos: Uns singelos, outros mais grandiosos!

Aldeia. Foto original. 2019. 04. jpg

E também Paisagens… da ALDEIA

Moinho Ti Luís Belo. Foto original Marco. 2015. 09.JPG

E ficam ainda vários elementos patrimoniais dignos de visitas campestres: as Azenhas ou Moinhos: o do Ti Luís Belo, (foto supra, autoria de Marco Rego), o das Caldeiras, o do Salgueirinho, o da Ribeira da Midre.

E o(s) Lagar(es)?

 

E Caro/a Leitor/a, já reparou na variedade de nomes que já referi, respeitantes sempre à mesma Ribeira?!

Ribeira do Salto. Foto original. 2020. 08. jpg

De Cujancas, é o nome oficial.

Mas localmente, só tem essa designação, a montante da Aldeia, quando si inicia, junto à ponte da estrada, Crato - Monte da Pedra e, a jusante, junto à ponte da Linha de Leste. No intervalo entre estes dois locais, para além dos nomes que já designei, ainda o de Ribeira das Vargens e o de Ribeira da Lameira. (…)

Se souber mais algum, comunique-o neste postal, SFF.

 

E só estes itens para visitar?

E a Anta do Tapadão?! Esse monumento grandioso, com mais de cinco mil anos?!

E a Igreja e o Adro à volta? E as vistas da Torre?! E a Araucária? 

Aldeia. Foto original. 2019. 04. jpg

E as Oliveiras milenares?

Oliveiras. 2020. 08. jpg

E a Casa Museu? E as Ermidas, as da localidade, São Pedro e Santo António e a da Senhora dos Remédios?!

E as Alminhas?!

E os Cruzeiros? (São do séc. XVII!)

E um passeio pelas Ruas e as particularidades que vamos encontrando?!

Rua do Saco. 2019. 07. jpg

Bem, meus Caros Leitores… temos material não apenas para um percurso pedestre, mas para vários.

Chaminé da Padaria do Saboga. Foto original. 2019. 07. jpg

É só precisoorganização e trabalho!

Sem quaisquer constrangimentos, envolvendo todos, sem exceção.

Digo eu, sei lá!

Oliveira Milenar. 2019. 12. jpg

Lembra-se de “Portugal O’Meeting 2017”?!

Aproveito para lembrar e para algo que me impressionou imenso. Envolveu centenas de pessoas de diferentes países, de vários continentes. Calcorrearam vários dos locais que mencionei nestes postais.

Pois, digo-lhe. NÃO deixaram lixo nos campos.

É também esse pedido que lhe faço. Quando visitar os nossos monumentos e / ou percorrer os nossos campos, NÃO deixe lixo: sacos, garrafas de plástico ou latas, restos de roupas ou calçado, maços de cigarros, eu sei lá!

Por favor!

Para além do mais... Passeie... E proteja-se, a si e os outros! SFF!

Fontes, Passadeiras e Pontes

Sugestão para Percursos Pedestres (I)

Aldeia vista da Tapada do Rescão. Foto Original. 2019. 04 .jpg

Este postal já anda para ser publicado há algum tempo… Este passeio virtual, hoje, vai ser dedicado à minha Aldeia: ALDEIA da MATA!

Caminho Fonte Pulhas  JFAM 2020.jpg

Começo por dizer que as fotos ilustrativas dos caminhos vicinais para as Fontes das Pulhas e do Salto foram extraídas do site da Junta de Freguesia, a quem agradeço. Duplo agradecimento, pelo trabalho efetuado na limpeza e arranjo dos caminhos para estas fontes, a que habitualmente nos dirigimos.

Parabéns, também!

Caminho Fonte Salto JFAM 2020.jpg

Ainda em Outubro, fomos buscar água a ambas e o trajeto estava excelente, nomeadamente nos locais onde mais se faz sentir a erosão. No caso das Pulhas, na rampa descendente junto à “Tapada do Rescão” e na do Salto, entre a Horta do Primo Valério e a “Tapada das Freiras”.

Entretanto, vieram as desejadas chuvas, por vezes fortes, de modo que não sei como estará o terreno, pois em Novembro não chegámos a ir buscar água.

Desejamos que continue transitável.

Caminho Fonte das Pulhas Foto original. 2020. 02. jpg

Este introdutório insere-se na sugestão dimanada do subtítulo.

Já referi aqui, em anterior postal, como seria interessante que fossem organizados percursos pedestres, estruturando eventos periódicos, enquadrados neste conceito de “palmilhar territórios a pé”.

Desfrutar das paisagens naturais que temos, no apreciar dos monumentos singelos ou mesmo grandiosos de que dispomos.

A ideia fica lançada para quem, de direito e com recursos, a possa organizar.

(Quando vivermos tempos melhores...)

Todavia, nada impede que, individualmente ou em pequenos grupos de núcleos familiares, as pessoas usufruam desses passeios.

Fetos nos muros. Foto Original. 2020. 01.jpg

Neste postal, sugestiono alguns dos aspetos a enquadrar nesse contexto de visitas, documentando fotograficamente com o que disponho.

 

A si, Caro/a Leitor/a, sugiro a recolha documental de outros elementos não expressos neste espaço comunicacional.

Fonte do Salto. Foto original. 2019. 11. jpg

As Fontes referidas são das que têm água que considero mais apetecível.

Fonte do Salto, Fonte da Bica, Fonte das Pulhas são as que mais frequentamos.

Mas também há quem goste de ir à Fonte da Baganha, à Fonte de Alter, à Fonte do Boneco.

Independentemente da preferência pela respetiva água, uma visita é sempre merecida. Acrescento ainda a Fonte da Ordem, nesta, a água está há muito interdita, mas, como singelo monumento, é muito peculiar.

Existem ainda outras fontes, ainda mais modestas, rústicas, mas que talvez mereçam visitas.

Digo: A do Sabugueiro, a do Salgueirinho… a da Fonte Silveira, coberta com tampa, perdeu parte da peculiaridade.

Haverá outras fontes, e mesmo as duas primeiras não sei como estarão.

E, enquadrando o tema sugerido, as Pontes: a da Ribeira do Salto

Ponte do Salto. Foto original. 2019. 02.jpg

(Também há a da Ribeira das Pedras. Mas não tenho foto.)

E as Passadeiras?!

Passadeiras da Lavandeira. Foto Original. 2020. 10. jpg

A foto supra é das Passadeiras da Ribeira da Lavandeira.

(Também existem as da Ribeira do Porcozunho e as da Ribeira das Pedras.)

Aventure-se, a conhecer as lindas paisagens!

Giestais. Foto original. 2019. 04.jpg

Para consulta: https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/consulta-publica-sobre-a-reforma-das-133960

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/cremacao-que-destino-dar-as-cinzas-143090

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/figos-da-india-148236

Sabe que flor é esta?!

Este postal é introdutório dos que quero publicar a partir de amanhã.

Foto Original. Silva. 2020.10.jpg

Foto original tirada na minha Aldeia, no caminho da Fonte das Pulhas, em 3 de Outubro, deste ano de 2020.

O nosso clima permite que, já no Outono, as silvas ainda floresçam. Não terão chegado a produzir amoras, já se vê, que, entretanto, choveu e bem(!), e certamente… adeus pétalas das flores…

Para o próximo ano haverá mais… lá para Junho.

As silvas são das plantas mais peculiares que conheço, no respeitante aos frutos: as saborosas amoras. Começam a dar em Junho, como as uvas, que começam a “pintar” nessa altura, e em anos bons, ainda há amoras em Novembro.

Quem ganha com isso é a passarada!

Até amanhã… e prestem atenção aos passarões, que por aí andam… SFF!

(Que também se cá usa.)

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/fontes-passadeiras-e-pontes-233188?tc=56072133428

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/sugestao-para-percursos-pedestres-ii-233543

O Alentejo a Cantar no Feminino

9º Encontro de Coros Femininos Alentejanos

 

Foto Original. Giestas. 2019.04.jpg

 

7 de Março de 2020  (Sábado) – 16 h.

 

Salão do Clube Recreativo do Feijó – Feijó - Almada

Foto Original. Violetas. 2019.02.jpg

 

Grupos Participantes:

 

Grupo Coral Feminino Recordar a Mocidade do CIRL - Laranjeiro

Grupo Coral Feminino da Nossa Senhora das Neves - Beja

Grupo Coral Feminino Madrigal – Vila Nova de São Bento

Grupo Coral Feminino As Ceifeiras de Pias - Pias

Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó – Feijó.

 

(Apoio da Junta de Freguesia Laranjeiro / Feijó

Com Entrada Livre)

(Notas Finais:

Não utilizei o cartaz divulgador, aliás, muito bonito, com as singelas e apelativas pétalas das flores das estevinhas, brancas e rosas, porque no meu computador não consigo fazer transferências.

Optei pelas flores das giestas amarelas, quase, quase a florescerem, que a Primavera está aí.

Foto tirada na minha Aldeia, no ano passado.

Não desmerecem do evento, nem do Alentejo!

E um raminho de violetas: roxas, as de cheiro e brancas.)

 

Efeitos da tempestade “Elsa”: uma crónica já fora de tempo!

Não há fome que não dê em fartura - Seca que não dê em inundação!

 

Este post deveria ter saído da gaveta da memória, ainda no ano transato. Sai agora!

Oliveira caída 2019.jpg

 

Relativamente a 2019, tenho que registar que nos trouxe bastante chuva. Até demais, dirá muito boa gente. De facto, em Dezembro, muito especialmente nos dias e noites de 19 e 20, choveu pelos quatro anos em que praticamente não chovera, desde 2015. Uma verdadeira tempestade, “Elsa”, que assolou o país, descarregando milhões de litros de água, por todo o lado. Em compensação dos anos transatos e talvez dos próximos vindouros, digo eu. Paradoxal que ainda escassos dias, semanas antes, nos queixávamos da “seca severa” que desertificava a nação.

Friso este aparente paradoxo, mas não posso deixar de mencionar que estes períodos de seca e chuvas diluvianas ocorrem periodicamente, não sei se ciclicamente. Lembro-me, lembrar-nos-emos os mais velhos, que com estes problemas nos preocupamos, das cheias catastróficas que assolavam o Douro, a respetiva Ribeira, no Porto; a Régua…

De como o Tejo tinha cheias proverbiais, que alagavam a Lezíria, das povoações isoladas, dos cortes das estradas e da Linha do Norte. Situações que me recordo desde os anos cinquenta e sessenta, desde criança…

Do Mondego nem se fala!

Estranho, estranho sim, é que as previsões anunciadas, quando da construção das barragens do Douro, do Tejo; da Aguieira, no Mondego, dos açudes de Coimbra, da regularização do leito deste rio “Basófias”, a jusante da “Lusa Atenas”, que as previsões de que estas cheias catastróficas não se iriam verificar, saíram completamente defraudadas. Foi ver os rios extravasarem os respetivos leitos e inundarem as planícies, como fazem certamente desde que há memória.

Diferente, sim, do que ocorria nessas décadas dos idos cinquenta, sessenta, setenta, foi a previsão e as precauções tomadas face ao que era inevitável. Quanto ao mais, os rios, quando as chuvas são excessivas, extravasam.

“Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento…” B. Brecht.

 

Até a ribeira da minha Aldeia também saiu das margens e invadiu os terrenos circundantes. Mas já viveu cheias bem maiores que a deste ano. Lembro-me da de 1957, documentada na Ribeira das Pedras, que levou os parapeitos da Ponte do Salto.

Curiosa a nomenclatura desta Ribeira. Oficialmente designa-se Ribeira de Cujancas. Mas nos locais em que passa junto à povoação, à medida que se vai aproximando da Aldeia, vai adquirindo nomes específicos. Na Aldeia, o nome próprio só tem a montante, quando se inicia antes da ponte que liga Monte da Pedra a Crato, pela junção da Ribeira dos Canais, que vem de Flor da Rosa, com nascentes para os lados da Alagoa e a Ribeira proveniente dos lados de Vale do Peso.

De montante para jusante, vai adquirindo diferentes nomenclaturas, conforme o povo a foi batizando ao longo dos séculos, de geração para geração: Ribeira da Vargem, Ribeira das Caldeiras, Ribeira das Pedras, onde tem uma ponte rodoviária, Ribeira da Lavandeira, Ribeira do Salto, com a respetiva ponte, apenas pedonal, mais antiga que a rodoviária, mas talvez não tão antiga como habitualmente se julga; Ribeira do Porcozunho, Ribeira do Salgueirinho, Ribeira da Midre, Ribeira da Lameira e junto à ponte da Linha de comboio do Leste, volta a adquirir o nome original, Ribeira de Cujancas. Desagua na Ribeira de Seda, a montante da célebre ponte romana de “Vila Formosa”.

 

Curiosidades que me ocorrem sobre e a propósito da tempestade “Elsa”.

Que também fez estragos no “Vale”! A foto original testemunha, uma oliveira, várias vezes centenária, quantos centos não sei, que a tempestade derrubou. Fica para memória futura!

 

 

Quadras Tradicionais III

“Quadras e Santos Populares”

  

artemísia in. es.minitu.com

 

“De altemira fiz um ramo

De alfazema bem composto

O Amor que agora amo

Foi escolhido ao meu gosto.”

 

“Santo António é a treze

São João a vinte e quatro

São Pedro a vinte e nove

Santa Isabel no cabo.”

 

“São João perdeu a capa

No caminho do estudo

Juntaram-se as moças todas

Compraram-lhe uma de veludo.”

 

“São Pedro é um velhinho

Homem de muito juízo

Foi a quem Deus entregou

As chaves do Paraíso.”

 

“No altar de Santo António

Estão umas fitas amarelas

Santo António subiu ao Céu

A pedir pelas donzelas.”

 

“Orvalhadas, orvalhadas

Orvalheiras, orvalheiras

São João subiu ao Céu

A pedir pelas solteiras.”

 

“No altar de São Pedro estão

Umas fitas encarnadas

São Pedro subiu ao Céu

A pedir pelas casadas.”

 

“Santo António é uma cana

São João uma bandeira

São Pedro por ser velhinho

Senta-se numa cadeira.”

 

“Oh, meu rico Santo António

Um favor lhe quero pedir

Mande umas pinguinhas de água

Para o milho não dormir.”

 

“São João para ver as moças

Fez uma fonte de prata

As moças não vão lá

São João todo se mata.”

 

“São Pedro adormeceu

No colo da sua tia

Acorda, Pedro acorda

Que amanhã é o teu dia.”

 

“Nossa Senhora faz meia

A linha é feita de Luz

O novelo é Lua Cheia

As meias são para Jesus.”

 

Notas:

1 - Haveria múltiplas e diversas considerações que seria interessante explanar sobre estas “Quadras Populares”. Neste post apenas pretendo registá-las, documentando-as e dando-as a conhecer, ou recordar, para quem eventualmente já conheça.

2 – “Altemira” é a designação “tradicional”, na Aldeia, da planta artemísia.

3 – A recolha destas “Quadras Tradicionais” foi da competência de D. Maria Belo Caldeira, Aldeia da Mata, 2015/2016.

4 - A foto foi retirada de "es.minutu.com". Tentarei arranjar uma foto original, para partilhar também na net, como muitas, noutros posts.

Consulte também, SFF.

XIII Antologia de Poesia do C. N. A. P. – Poema: “Insatisfação”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Continuamos com a divulgação de Poesias da Antologia. No Post nº 308, “Insatisfação”, de Angelina Santos, de Portalegre.

 

“Insatisfação”

 

“Senhor?

Quem sou eu?

Tenho sede

E tenho água

Tenho fome

E tenho comida

Tenho frio

E tenho agasalho

Tenho dor

E tenho alegria

Tenho amor

E tenho ódio

Afinal quem sou?

Ninguém!...”

 

Angelina Santos, Portalegre

 

Ilustramos com uma apelativa fotografia original, de D.A.P.L., sugestionando uma fonte. ("Fonte do Salto").

 

Fonte do Salto Foto original DAPL 2015.jpg

 

 

 

 

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Dois Dias”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

E, no Post nº 304, lançamos on line o Poema “Dois Dias”, de Carlos Chagas Ramos, de Luanda.

E o que é a Vida?! Apenas dois dias...

 

 

“Dois Dias”

 

“A vida são dois dias!

No primeiro nascemos

No segundo morremos

Entre os dois erguias

O destino que queremos

Ou nos deixam pelo menos.

 

Agarramos a vida

Com unhas e dentes

Na oportunidade perdida

Ganhamos o desgosto que sentes.

 

São tantas as voltas que dás

E acabamos sempre no mesmo

São dois dias que assaz

Acabam sempre em abismo.

 

Há quem tenha fé

Na ilusão de felicidade

Mas a caminhada a pé

Não nos retira a idade.

 

Assim temos por destino

Dois caminhos predestinados

Um nascimento divino

E uns finais indesejados.”

 

Carlos Chagas Ramos, Luanda.

 

 

 

De Chagas Ramos, ficaria muito apelativo, como ilustração, um desenho do próprio. Que desenha muito bem! Não tendo eu nada disponível, terei que me socorrer de alguma imagem da net. (...)

 

"A Ponte...entre cá e lá!" Foto original de DAPL 2015.jpg

 

Mas não!

Lembrei-me de uma foto de D.A.P.L. Uma ponte, que é um caminho e uma metáfora da Vida, entre cá...e lá! E um corrimão sempre aberto... ao Destino.

"... Assim temos por destino/Dois caminhos predestinados..."

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