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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Fontes de Aldeia

Passeios e Passeatas (V)

Fonte do Salto

Fonte do Salto. Foto original. 2021.07.11.jpg

Fonte da Bica

Fonte da Bica. Foto original. 2021.07.09.jpg

Fonte do Boneco

Fonte do Boneco. Foto Original. 2021.07.09.jpg

Fonte de Alter

Fonte de Alter. Foto Original. 2021.07.09. jpg

Fonte da Ordem

Fonte da Ordem. Foto original. 2021.07.09.jpg

Fonte das Pulhas

Fonte das Pulhas. Foto original. 2021.07.08.jpg

Duas Quadras de João Guerreiro da Purificação 

Quadras do Srº João. Foto original. 2021.07.08.jpg

As Fontes estão ou não bonitas? Convidam a passeios e passeatas.

(Parabéns e Obrigado a todos que contribuíram para tal.)

E as Quadras?! Bem bonitas também e com bons conselhos.

 

Passeios e Passeatas (Retrospetiva)

Estruturação de Área Temática

Aldeia. Foto Original. 2021.05.22.jpg

 

Resolvi estruturar uma Área Temática no blogue, subordinada ao título supracitado.

Postais genérica ou especificamente ligados a este tema, tenho vindo a publicar vários.

Neles, divulguei alguns aspetos de interesse de Localidades Portuguesas. (No futuro, eventualmente estrangeiras, quando surgir essa oportunidade.)

Essa divulgação fotográfica concretizou-se após visitas a Aldeias, Vilas ou Cidades do nosso País.

Visitas, algumas vezes, “organizadas” propositadamente com esse fim.

Outras vezes, face a circunstâncias / ocorrências com objetivos variados e finalidades diversas, mas em que aproveitamos para passear.

“Passeatas” realizadas no contexto do nosso dia-a-dia, mas a que também atribuímos a categoria lúdica, porque, mesmo nas atividades diárias, podemos descobrir motivos de interesse e deles darmos conhecimento à Comunidade de Internautas.

Hoje, neste Postal nº927, faço uma retrospetiva de Locais, já apresentados no blogue, com postais divulgativos de paisagens, monumentos, vistas, iconografias típicas, aspetos peculiares de algumas das nossas Terras Portuguesas.

Cito-os por ordem cronológica, dos mais recentes para os mais antigos, no blogue: 

Sesimbra

 https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/castelo-de-sesimbra-266312

Óbidos

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/obidos-vila-medieval-260784

Nisa

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/artesanato-de-nisa-e-poesia-259303

Almada

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/passeio-virtual-por-almada-234101

Aldeia da Mata

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/sugestao-para-percursos-pedestres-ii-233543

Portalegre

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/passeio-virtual-na-cidade-de-regio-ii-231379

 

Ficam outros, por registar no postal, que o Caro/a Leitor/a, poderá ir descobrindo em “Aquém – Tejo”, navegando nas águas internáuticas desta plataforma virtual.

Futuramente, irei dando a conhecer, virtualmente, outras “visitas” que temos vindo a concretizar.

Nos aguarde, Se Faz Favor.

A próxima passeata será dedicada a SETÚBAL, Princesa do Sado.

 

Os Cardos são Nardos! (1ª Versão)

Os cardos são nardos!

 

Cardos no Caminho do Vale. Foto original.2021.05. jpg

 

Os cardos são nardos!

Os cardos são nardos,

Nesta Primavera.

 

As urzes floridas,

As urzes floridas

São as mais queridas,

Desta nossa terra.

 

Searas, tão lindas!

Searas, tão loiras.

No suor do rosto

dessas lindas moiras.

 

Pão que regaste

Pão que ceifaste

E outros comeram…

 

Campos floridos,

Amados, queridos,

Sois tão lindos,

Na Primavera…

 

Lá vem o Estio.

Lá vem o Verão.

E, seja por destino,

Seja por condão,

Os campos floridos

Não sei onde estão.

 

Só vejo a terra madrasta

Que nos dá o pão,

Os campos sequinhos,

De água e de grão.

Seja por destino,

Seja por condão,

Os campos floridos

Não sei onde estão.

 

Não sei… Não sei

Onde estão!  

Cardos no Caminho Vale. Foto Original. 2021. 05. 02.jpg

 

Escrito em 1973? Na minha AldeiaAlentejo

Provavelmente escrito nesta fase de início de Verão, transição da Primavera, em que os campos alentejanos de sequeiro, a maioria na época, deixavam a garridice primaveril e ganhavam as tonalidades amarelas e acastanhadas, resultantes dos pastos e ervas secos.

“Sequinhos” será um regionalismo, significando que estavam muito secos, sequíssimos.

 

Indo eu a Caminho...

Malmequeres roxos. Foto original. 2021. 05. pg

… da Fonte da Bica… 

Fonte da Bica. Foto original. 2021. 05. jpg

Encontrei este sinal!

Sinal de Percurso. Foto Original. 2021. 05. jpg

Ora bem! Estamos no bom caminho. Sinal de que caminhos percorridos milhares de vezes, em Outrora, estão a ser assinalados como Percursos para Passeios Pedestres.

Parabéns a quem tomou esta iniciativa, a quem a executou. Desconheço a respetiva autoria. De louvar!

Aldeia da Mata. Foto original.20210507_150053.jpg

Agora há que completar os projetos de percursos pela Aldeia. E pô-los em execução. E essa atitude compete-nos a nós. Começar a percorrê-los. Adiante!

Casa típica. Foto Original. 2021. 02. jpg

Algo que temos vindo a defender há alguns anos, conforme postais sugeridos no final.

Se percorrer este trajeto, não se esqueça de visitar a “Oliveira Milenar”.

Trepadeira framboesa. Foto original. 2021. 05. jpg

E apreciar o trabalho engenhoso do  Amigo J. Serra, colega de Escola Primária e Admissão.

Na Agricultura pode haver grandes Artistas, pelo empenho com que se dedicam ao respetivo trabalho.

Terrenos cultivados. Foto original. 2021. 02. jpg

E ande a pé, SFF! Faz bem à saúde.

 

E ainda: Locais Pitorescos do Alentejo; Fontes, Passadeiras e Pontes; Sugestão para Percursos Pedestres (II).

 

Oliveira Milenar!

Futura Candidata a Árvore do Ano?

(Árvores com História II)

Oliveira Milenar I. Foto original. 2021. 02. jpg

No último postal abordei a escolha da “Árvore Europeia do Ano – 2021”, em que a representante de Portugal é o célebre “Plátano do Rossio, de Portalegre”.

Hoje, volto a escrever sobre árvores. Sobre uma Oliveira, dou-lhe categoria de nome próprio, dado que é um verdadeiro monumento vivo, cujo idade desconheço com exatidão, mas atrevo-me a atribuir-lhe uma longevidade à escala milenar. Não menos de dois mil anos!

Há um método de datação, patenteado por uma Universidade que calcula a idade a partir do perímetro da árvore. Fica um pouco caro. Desta também ainda não tive oportunidade de medir o perímetro da base. Tal como ainda não o fiz à outra que apresentei no postal sobre os Durrells.

Oliveira Milenar II. Foto original. 2021. 02.jpg

Terão as Árvores História?! Já formulei esta pergunta anteriormente. E, neste concurso de Árvores do Ano, é algo que pesa na respetiva avaliação. A pergunta poderá surpreender. Terão as Árvores também História ou terão pelo menos a sua história?

Já apresentei imagens de árvores impregnadas de História ou uma oliveira várias vezes centenária, quiçá milenar, é ou não um ser vivo carregado de História?! Um verdadeiro monumento vivo!

 

Estas oliveiras que tenho apresentado têm uma verdadeira história marcada nos respetivos troncos, histórias biológicas, climatéricas…

Mas também têm uma História Humana subjacente, que poderemos supor, subentender, congeminar, formular hipóteses.

Quem a plantou? Enxertada a partir de uma oliveira brava / zambujeiro? Semeada? Plantada a partir de um bacelo?

Quantas pessoas terão colhido a sua azeitona? Quantas gerações? Que pessoas se acolheram à sua sombra? Quantas cantigas ao desafio terão sido cantadas a partir dos seus ramos, enquanto homens colhiam e mulheres apanhavam a azeitona? Que juras, promessas de amor terão sido proferidas à sua beira? Alguém terá caído dos seus ramos enquanto colhia o seu fruto?

Aonde ia a azeitona ser desfeita em azeite? A que lagar, a que povoação?

Não muito longe também existiu um “povoado” romano. Terão sido esses habitantes – agricultores que plantaram esta oliveira?

Oliveiras e Aldeia. Foto original. 2021. 02. jpg

O povoado mais próximo atualmente é Aldeia da Mata, mas cuja fundação será bem mais recente. Existem documentos do século XVII, na própria localidade, os cruzeiros. Existem casas de habitação que possivelmente remontarão ao século XIV. A Oliveira é muitíssimo mais antiga, e existindo, é prova de que a região é habitada há vários séculos.

 

Também existe uma anta ou dólmen nas proximidades. Que terá cerca de cinco mil anos. O cultivo da oliveira parece ser posterior a essa data. Não terão sido esses habitantes mais antigos que a terão plantado, uma vez que será mais recente.

Não será fácil conjeturar que povo a terá plantado. Aliás na região existem várias oliveiras milenares, muitas, várias vezes centenárias, prova do respetivo povoamento por populações que se dedicavam à agricultura.

 

Sobre esta também só posso conjeturar e apresentar fotos de vários ângulos.

 

Oliveira e Ovelha. 2021. 02. jpg

E houve quem não resistisse à foto: uma ovelha chocalheira.

(Não, não é uma Selfie!)

 

 

Sugestão para Percursos Pedestres (II)

Outros Monumentos: Uns singelos, outros mais grandiosos!

Aldeia. Foto original. 2019. 04. jpg

E também Paisagens… da ALDEIA

Moinho Ti Luís Belo. Foto original Marco. 2015. 09.JPG

E ficam ainda vários elementos patrimoniais dignos de visitas campestres: as Azenhas ou Moinhos: o do Ti Luís Belo, (foto supra, autoria de Marco Rego), o das Caldeiras, o do Salgueirinho, o da Ribeira da Midre.

E o(s) Lagar(es)?

 

E Caro/a Leitor/a, já reparou na variedade de nomes que já referi, respeitantes sempre à mesma Ribeira?!

Ribeira do Salto. Foto original. 2020. 08. jpg

De Cujancas, é o nome oficial.

Mas localmente, só tem essa designação, a montante da Aldeia, quando si inicia, junto à ponte da estrada, Crato - Monte da Pedra e, a jusante, junto à ponte da Linha de Leste. No intervalo entre estes dois locais, para além dos nomes que já designei, ainda o de Ribeira das Vargens e o de Ribeira da Lameira. (…)

Se souber mais algum, comunique-o neste postal, SFF.

 

E só estes itens para visitar?

E a Anta do Tapadão?! Esse monumento grandioso, com mais de cinco mil anos?!

E a Igreja e o Adro à volta? E as vistas da Torre?! E a Araucária? 

Aldeia. Foto original. 2019. 04. jpg

E as Oliveiras milenares?

Oliveiras. 2020. 08. jpg

E a Casa Museu? E as Ermidas, as da localidade, São Pedro e Santo António e a da Senhora dos Remédios?!

E as Alminhas?!

E os Cruzeiros? (São do séc. XVII!)

E um passeio pelas Ruas e as particularidades que vamos encontrando?!

Rua do Saco. 2019. 07. jpg

Bem, meus Caros Leitores… temos material não apenas para um percurso pedestre, mas para vários.

Chaminé da Padaria do Saboga. Foto original. 2019. 07. jpg

É só precisoorganização e trabalho!

Sem quaisquer constrangimentos, envolvendo todos, sem exceção.

Digo eu, sei lá!

Oliveira Milenar. 2019. 12. jpg

Lembra-se de “Portugal O’Meeting 2017”?!

Aproveito para lembrar e para algo que me impressionou imenso. Envolveu centenas de pessoas de diferentes países, de vários continentes. Calcorrearam vários dos locais que mencionei nestes postais.

Pois, digo-lhe. NÃO deixaram lixo nos campos.

É também esse pedido que lhe faço. Quando visitar os nossos monumentos e / ou percorrer os nossos campos, NÃO deixe lixo: sacos, garrafas de plástico ou latas, restos de roupas ou calçado, maços de cigarros, eu sei lá!

Por favor!

Para além do mais... Passeie... E proteja-se, a si e os outros! SFF!

Fontes, Passadeiras e Pontes

Sugestão para Percursos Pedestres (I)

Aldeia vista da Tapada do Rescão. Foto Original. 2019. 04 .jpg

Este postal já anda para ser publicado há algum tempo… Este passeio virtual, hoje, vai ser dedicado à minha Aldeia: ALDEIA da MATA!

Caminho Fonte Pulhas  JFAM 2020.jpg

Começo por dizer que as fotos ilustrativas dos caminhos vicinais para as Fontes das Pulhas e do Salto foram extraídas do site da Junta de Freguesia, a quem agradeço. Duplo agradecimento, pelo trabalho efetuado na limpeza e arranjo dos caminhos para estas fontes, a que habitualmente nos dirigimos.

Parabéns, também!

Caminho Fonte Salto JFAM 2020.jpg

Ainda em Outubro, fomos buscar água a ambas e o trajeto estava excelente, nomeadamente nos locais onde mais se faz sentir a erosão. No caso das Pulhas, na rampa descendente junto à “Tapada do Rescão” e na do Salto, entre a Horta do Primo Valério e a “Tapada das Freiras”.

Entretanto, vieram as desejadas chuvas, por vezes fortes, de modo que não sei como estará o terreno, pois em Novembro não chegámos a ir buscar água.

Desejamos que continue transitável.

Caminho Fonte das Pulhas Foto original. 2020. 02. jpg

Este introdutório insere-se na sugestão dimanada do subtítulo.

Já referi aqui, em anterior postal, como seria interessante que fossem organizados percursos pedestres, estruturando eventos periódicos, enquadrados neste conceito de “palmilhar territórios a pé”.

Desfrutar das paisagens naturais que temos, no apreciar dos monumentos singelos ou mesmo grandiosos de que dispomos.

A ideia fica lançada para quem, de direito e com recursos, a possa organizar.

(Quando vivermos tempos melhores...)

Todavia, nada impede que, individualmente ou em pequenos grupos de núcleos familiares, as pessoas usufruam desses passeios.

Fetos nos muros. Foto Original. 2020. 01.jpg

Neste postal, sugestiono alguns dos aspetos a enquadrar nesse contexto de visitas, documentando fotograficamente com o que disponho.

 

A si, Caro/a Leitor/a, sugiro a recolha documental de outros elementos não expressos neste espaço comunicacional.

Fonte do Salto. Foto original. 2019. 11. jpg

As Fontes referidas são das que têm água que considero mais apetecível.

Fonte do Salto, Fonte da Bica, Fonte das Pulhas são as que mais frequentamos.

Mas também há quem goste de ir à Fonte da Baganha, à Fonte de Alter, à Fonte do Boneco.

Independentemente da preferência pela respetiva água, uma visita é sempre merecida. Acrescento ainda a Fonte da Ordem, nesta, a água está há muito interdita, mas, como singelo monumento, é muito peculiar.

Existem ainda outras fontes, ainda mais modestas, rústicas, mas que talvez mereçam visitas.

Digo: A do Sabugueiro, a do Salgueirinho… a da Fonte Silveira, coberta com tampa, perdeu parte da peculiaridade.

Haverá outras fontes, e mesmo as duas primeiras não sei como estarão.

E, enquadrando o tema sugerido, as Pontes: a da Ribeira do Salto

Ponte do Salto. Foto original. 2019. 02.jpg

(Também há a da Ribeira das Pedras. Mas não tenho foto.)

E as Passadeiras?!

Passadeiras da Lavandeira. Foto Original. 2020. 10. jpg

A foto supra é das Passadeiras da Ribeira da Lavandeira.

(Também existem as da Ribeira do Porcozunho e as da Ribeira das Pedras.)

Aventure-se, a conhecer as lindas paisagens!

Giestais. Foto original. 2019. 04.jpg

Para consulta: https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/consulta-publica-sobre-a-reforma-das-133960

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/cremacao-que-destino-dar-as-cinzas-143090

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/figos-da-india-148236

Um Poema de Despedida!

“REQUIEM  PARA  UM  IRMÃO”

 

“Partiste

Assim como um suspiro, folha de árvore que cai

Alguma aragem, tão livre, como a natureza quis.

Olha, irmão,

Por aqui, o mundo gira igual, louco, caótico e indiferente.

O sol volta a pôr-se magnífico em fogo, lá no horizonte

Há vidas que hoje se te vão juntar e amanhã

Sempre a vida brotará de outros seres e haverá novo sol.

Perdeste o respirar, o olhar, a magia desta Primavera

Saberás de nós nesse outro lado? Como tudo é insondável!

E assim nos deixaste sem queixas, sem remorsos, como um guerreiro.

Onde estarás agora?

As tuas coisas, os teus objectos estão iguais no seu canto

Mas não são mais os mesmos sem ti

E esperam, esperam, sem jeito.

No bosque dos meus afectos sinto-te mais perto

O rio escorre seus murmúrios e continua

Com as libélulas, os peixes, os minúsculos insectos

Tudo no seu ritmo natural de sempre.

Flores selvagens, os pequenos algodões e os fulgores.

É primavera, as aves cantam e tudo mexe,

Há sinais ao redor, há perfumes, há rastolhadas,

Seres da terra de que não sei o nome

E por vezes o vento, nas ramagens,

Que tudo agita e tudo harmoniza.

Olha, meu irmão

Oiço o Réquiem de Mozart e deixo-me sucumbir

É tão belo, é tão triste, tão fora deste mundo

Como tu estás, agora!

Se por alguma razão que não sei

Se por algum profundo mistério

Se também tu estiveres a ouvir…

Será, será que também te comoves?”

 

ROLANDO AMADO RAIMUNDO

24 DE MAIO DE 2020

*******

Foto original. Portalegre vista do Passadiço. 2019. 05.jpg

 

Voltamos à Poesia.

 

Como algumas vezes neste blogue, um lindíssimo Poema de Despedida. Também tenho alguns meus escritos e aqui divulgados, acenando Adeus a Pessoas que nos são queridas. Também de outras pessoas.

Muito bonito, este Poema.

 

De Rolando A. Raimundo, também sócio do CNAP – um dos organizadores e participantes nas Tertúlias do Círculo. Também um dos colaboradores do Boletim Cultural, tal como D. Olívia, Alma Mater do Círculo, ativa divulgadora e promotora da Cultura ligada à Poesia e Artes; António Diniz Sampaio e Luís Filipe Soares, sócio nº 1 e fundador da APP, organizador e dinamizador das Antologias de Poesia, das Maratonas e outras atividades culturais, nos anos oitenta do séc. XX.

 

A divulgação deste Poema insere-se num dos propósitos deste blogue que é a divulgação de Poesia de “Outros Poetas e Poetisas”! Desiderato bastante bem documentado, com Poesia. De elementos da APP, do CNAP, de “Momentos de Poesia”, da SCALA; de Pessoas de Aldeia da Mata.

 

Poucos blogues, ou nenhuns (?), neste universo (digital), realizam ação igual ou semelhante.

Eu também agradeço a amabilidade de todos os participantes, que desse modo também engrandeçam este universo particular e específico de Aquém Tejo.

 

(Foto? - Original de Cidade de Régio, vista do "Passadiço".)

«O Sino da Nossa Aldeia»

 

«O SINO da NOSSA ALDEIA»

(rancho)

Sino da Aldeia. Foto original. 2019. 07.jpg

 

«O sino da nossa aldeia

Sabe sentir como nós

Ri ou chora, canta ou reza,

O clamor da sua voz.

 

(Coro)

Vê o que tu fazes

Escuta o que eu digo

                         Espreita os meus passos                   (bis)

Se passo contigo

 

E se eu rio faz dlim dlim

Mas se eu choro faz dlão, dlão

O sino da nossa aldeia

Parece ter coração.

 

Mora no alto da torre

Toda cheia de luar!

Como firme sentinela

Que esta aldeia quer guardar.

 

Quando nós nos batizámos

Fez assim: dlim, dlim, dlim, dlim

Mas quando um dia casarmos

Fará: dlão, dlão, dlão, dlão, dlim.

 

No adro da nossa igreja

Brincámos em pequeninos

E ali, sem q’rer aprendemos

A gostar da voz dos sinos.

 

Quando estou longe d’Aldeia

Do sino, tenho saudades

Mas quando chego, me alegro

Com o toque das trindades!»

 

(Aldeia da Mata, Verão de 1960.)

In.

De Altemira Fiz Um Ramo – 2018 – (pag. 94) – “Cantigas de Dona Maria Águeda.

 

Torre Igreja. 2019. 07.jpg

 

A publicação desta “Cantiga” é uma Homenagem a esta Srª Professora de Aldeia da Mata, que exerceu o Magistério Primário em Vila Viçosa, terra natal de Florbela Espanca.

É também uma Homenagem à “Nossa Aldeia”!

Ilustrada com foto original, do Sino e da Igreja da “Nossa Aldeia”! - Memórias de “Outros Tempos”.

Quem detinha, na sua posse, estas “Cantigas” e, indiretamente, no-las fez chegar a nós, era D. Francisca Fonseca. O nosso Muito Obrigado!

Ai! A minha Aldeia! A minha Aldeia!

Gosto muito da “minha” Aldeia!

Foto original. Aldeia. 2019. jpg

Antes de mais o “minha”. Minha é uma força de expressão. É apenas uma apropriação afetiva, pelo muito, muitíssimo, que nos liga a ela. Que a “minha” Aldeia, é também “sua”, é também “tua”, é também “vossa” é também “dele” é também “dela”, é primordialmente “nossa”! Todos os que de algum modo estamos ligados a Aldeia, a consideramos “nossa”. A nossa Aldeia!

 

Foto Original. Aldeia. 2019. jpg

 

Neste blogue, que conta 757 postais, há uma boa percentagem deles diretamente dedicados a Aldeia da Mata. Muitos indiretamente, quase todos. Imensas fotos! A primeira etiqueta (tag) é precisamente aldeia da mata.

O pseudónimo que uso, há vários anos, ainda muito antes de entrar neste universo dos blogues, antes de saber que existiam ou mesmo antes da respetiva existência, desta parte não tenho a certeza, tem referência a Mata, precisamente uma homenagem à nossa Aldeia.

 

Rosa de Alexandria. 2019. 05. jpg

 

Tenho postais de Poesia: Tradicional, recolhida em Aldeia, da minha autoria, de pessoas de Aldeia da Mata.

Postais sobre o lançamento do livro: “De Altemira…”, na nossa localidade, da apresentação em Lisboa e em Almada.

Tenho textos sobre pesquisas históricas: “As Alminhas…”, o “Topónimo…”, “As Memórias Paroquiais…”.

Postais sobre ocorrências peculiares na Aldeia, sobre locais interessantes paisagisticamente.

Estórias e histórias...

E, muitas, muitas fotografias.

Rosa "Damascena". 2019. 05. jpg

 

E alguns postais sobre Pessoas que nos são por demais queridas e amadas.

 

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