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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Olhai, as Açucenas…no Chão!

No Chão da Atafona…a Caminho da Fonte das Pulhas! 

Açucenas no Chão. Foto original. 2022.05.15.jpg

No caminho das Pulhas, indo à Fonte

No começo, num Chão bem defronte

Admire a beleza das açucenas!

Nelas, lave seu pesar, suas penas

Mas, no olhar não se prenda apenas.

Sinta, por elas, também o perfume

Guarde mágoas suas, seu azedume.

E, enquanto Primavera perdura

Veja beleza na sua brancura.

A Natureza, mais bela, mais pura!

 

*******

Volto, finalmente, ao blogue! Com esta décima, escrita a 17/05/22, na Aldeia, inspirado na beleza das açucenas, ainda floridas, no Chão da Atafona, neste quase final de Maio, Primavera no seu auge. A possibilidade de acesso à escrita tem demorado que, aquando da publicação, ainda que floridas, quase me arriscava que terminassem a floração. Estas plantas são, todavia, de um modo de florir espaçado no tempo, dado que os diversos botões vão florescendo gradualmente, aumentando assim a respetiva possibilidade de fecundação.

Mas, deixemo-nos de prosas e apreciemos a Poesia! Que também irei publicar em “Apeadeiro…”

Votos de Saúde, que bem precisamos, que isto da Covid

e de Paz, que a guerra não há meio de terminar.

 

Poeiras do Sahara na Hera!

Era uma vez...

Poeiras na Hera. Foto Original. 2022.03.26.jpg

Efeitos das poeiras do Sahara, após as chuvas de Março. A foto é de 26 de Março, tal como a do Apeadeiro.

No Quintal de Cima - Aldeia da Mata.

Era preciso que chovesse mais um pouco...

E é preciso que o Ser Humano preste mais atenção à Natureza.

Que também tem os seus momentos maus...

Para que há-de o Homem criar ainda mais desgraças, tormentos, guerras?!

Já basta que a Natureza, de vez em quando, aqui e ali... liberte os seus monstros!

Haja Saúde. Haja Paz!

A-paz-nao-a-guerra

“Rota Histórica de Flor da Rosa”

Percurso Pedestre de Flor da Rosa  a Aldeia da Mata, passando pelo Crato.

Evocação de “Alminhas” em tempos de guerra!

Alminhas Novas Aldeia da Mata. Foto Original. 2022.02.02.jpg

Tenho consciência que os dias não estão muito para passeios. A chuva finalmente chegou. Tímida, é certo, mas desde o dia sete tem caído alguma água. Na Grande Lisboa, que lá para os Alentejo(s) nem por isso. Bendita água pluviosa! Tanta falta faz!

De qualquer modo, haverá tempo para voltar às caminhadas. No ano passado, tivemos oportunidade de realizar várias. Este ano, não tantas!

Todavia, aproveito para alertar para alguns aspetos sobre o percurso pedestre citado. Iniciando-se em Flor da Rosa, junto ao Mosteiro, segue na direção do Crato, posteriormente para Aldeia da Mata, terminando na Anta do Tapadão. Em Aldeia, que é a parte que conheço, integra, devidamente assinaladas, as Fontes do Boneco, da Ordem e da Bica, desde 2021, quando este trajeto foi estruturado no terreno.

Já me congratulei com esse facto, que corresponde, parcialmente, ao que venho defendendo. Isto é, organização de um Percurso Pedestre pelos arredores da Aldeia, incluindo as várias Fontes já divulgadas nos blogues e as Pontes da Ribeira do Salto e da Ribeira das Pedras.

As Passadeiras: da Ribeira das Pedras, do Porcozunho e da Lavandeira. No acesso a esta Ribeira, a respetiva calçada.

Percurso que tenho designado: Por Fontes, Passadeiras e Pontes.

Voltando ao Percurso Histórico referido, atentando no que constatei e respetivos monumentos locais assinalados, verifiquei que as Alminhas de Aldeia da Mata, tanto as Alminhas Novas como as Alminhas Velhas não estão referenciadas.

Um contrassenso! Porque estes monumentos, singelos é certo, estão associados, por tradição oral, a um combate, trágico como todos os combates, ocorrido precisamente à entrada de Aldeia da Mata, em 1801, na designada “Guerra das Laranjas”. E que se iniciou, pasme-se(!) precisamente em Flor da Rosa, junto ao Mosteiro.

A ocorrência desse combate, historicamente designado “O Combate de Flor da Rosa”, está documentada. Consultei documentos sobre o facto, no Arquivo Histórico Militar, em Lisboa e tenho cópia em CD da respetiva descrição.

Para saber um pouco mais sobre o assunto, consulte, SFF, para melhor esclarecimento!

De modo que o que pretendo é lançar um apelo aos Organizadores destes percursos.

SR.s Organizadores, façam favor de assinalar devidamente as “Alminhas de Aldeia da Mata”, como parte integrante e estruturante desse Percurso Histórico!

Como?! Saberão melhor que eu.

Uma sinalefa condizente com a respetiva situação no percurso?!

Hei-de comunicar, nomeadamente a CIMAA.

Grato pela atenção.

*******

E a propósito de “Alminhas” e de guerras…

Que a guerra da Ucrânia termine!

Que o regime russo retire as tropas invasoras!

Ucrânia reconhecida, sob todos os aspetos, como Nação e Estado Independente.

Que haja Paz!

 

Árvores Icónicas de Aldeia da Mata!

Está a decorrer o Concurso “Árvore Europeia do Ano 2022”.  

Promovido pela UNAC – União da Floresta Mediterrânica – Rua Mestre Lima de Freitas, nº 1 – 1549 – 012 – Lisboa – Portugal.

Estão dez árvores a concurso de Portugal Continental e Ilhas.

https://portugal.treeoftheyear.eu/

Aldeia da Mata tem duas Árvores a concurso?!

Oliveira milenar. Foto Original. 2021.02.01.jpg

Não tem. Mas podia muito bem ter uma. Tem Árvores, algumas milenares, caso de algumas Oliveiras e uma Árvore que é um ícone identitário da Povoação.

Devemos... Temos de olhar para as nossas Árvores com outros olhos. “Com olhos de ver”!

Num futuro próximo, deveremos pensar em submeter uma das “nossas” Árvores a concurso

Neste ano 2021, a Árvore Nacional escolhida foi o célebre “Plátano do Rossio”, de Portalegre. Ganhou a nível nacional. Ficou em 3º lugar(?), a nível europeu.

Porque não candidatarmos também uma das Árvores da Aldeia?!

Uma questão a pensar. Um desafio que lanço.

As fotos documentam duas Árvores emblemáticas da nossa Aldeia.

Araucária e Torre. Foto Original. 2021.09.06.jpg

A Araucária de Norfolk, que rivaliza com a Torre da Igreja Matriz. Toda a gente sabe onde fica. Lembro-me de esta Árvore ser mais baixa que a Torre. (Há cerca de sessenta anos!) Atualmente, é mais alta.

Quantos anos terá?! Conhece o método de datação das Araucárias?! (…)

Caminho da Baganha e do Sabugueiro. Foto Original. 2021.02.01.jpg

A Oliveira?! Não sabe onde está plantada?!

Já foi à Fonte da Baganha?

Quantos anos terá?! Mais de mil, certamente.

Fica a sugestão e o desafio: Candidatar, num dos próximos anos, uma das “nossas” Árvores a concurso.

Torre e Araucária. Foto Original. 2021.09.01.jpg

Obrigado pela atenção. Muita Saúde. Votos de Feliz Natal!

 

Fonte D’Ordem! Aldeia da Mata

       Fonte da Ordem (De Malta!)

Carranca da Fonte. Foto Original. 2021.02.01. jpg

Reporto para “nova” Fonte, todavia e certamente a mais “velha” da Aldeia. Assunto a desenvolver em “Apeadeiro”.

Fonte integrada nos “Percursos Pedestres” do Alentejo: Histórico.

Estrutura da fonte. Foto original. 2021.12.01.jpg

Repare na “Carranca” que tutela o postal e na seguinte.

Carranca vista de lado Oeste. Foto Original. 2021.12.01.jpg

Primeira foto de Fevereiro, antes da limpeza da fonte e de Novembro, após a limpeza. Julgo não ser conveniente demasiada limpeza na carranca, pelo desgaste provocado. Já basta o que os tempo(s) fazem.

Até logo, em Apeadeiro. Compre, desde já, o bilhete de visita.

Saúde. Excelente semana.

 

Encontro Literário no Cinco de Outubro!

Onde?! …Na Cinco de Outubro?!

…Não!

No cruzamento da “Azinhaga do Poço dos Cães” com a “Azinhaga da Fonte das Pulhas” ou do “Porcosunho”

Entroncamento de Azinhagas. Foto original. 2021.02.21.jpg

Encontro Literário com a Escritora Lénia Rufino.

Querem dióspiros?! (…)

Dióspiro. Foto Original. 2021.10.07.jpg

Ao final da tarde de cinco de Outubro, mais um dia de vaidades lá para Lisboa, vinha eu de um dos meus “escritórios”, quando estou na Aldeia. Neste caso, do “Vale de Baixo”. Não trazia as “canetas”, pois já deixara a ferramentaria e as colheitas, no “Quintal do Chão”.

Observei um casal descendo a “Azinhaga do Poço dos Cães”.

Azinhaga do Poço dos Cães. Foto original. 2021.05.22.jpg

Parei, porque pareceu-me conhecer a rapariga, apesar da distância e de nunca a ter visto pessoalmente.

O casal também parou, hesitando na continuação da marcha.

Instei-os que prosseguissem, pois gostaria de falar com eles.

Ao aproximarem-se, tomei a liberdade de perguntar o nome à rapariga.

Confirmava-se a minha perceção. Era Lénia Rufino, sobre cujo livro “O Lugar das Árvores Tristes” teci algumas considerações neste blogue.

No breve colóquio encetado, referi que conhecia os pais, que a mãe era da minha idade e fizéramos a 4ª classe no mesmo ano. Que lera o livro de Lénia e de que gostara.

Lénia agradeceu e tive oportunidade de abordar mais alguns aspetos da narrativa.

(Aliás, a Escritora, conforme frisou, vinha explicando ao companheiro, sobre as ambiências do livro e aqueles espaços inspiradores para o enquadramento do enredo, que faziam parte das suas memórias de infância, quando vinha para a Aldeia com os pais.)

Peculiar e simbólico, que tenha encontrado a Escritora, num espaço de contexto da história e não em qualquer salão literário ou livraria!

Quanto à “Fonte dos Pulos”, a fonte inspiradora foi a “Fonte do Salto” e não a “Fonte das Pulhas”. Contrariamente ao que eu, inicialmente, supusera.

Sobre a continuidade da condição de escritora, mencionou estar a escrever outro livro.

Face à questão que lhe coloquei se seria saga do primeiro, referiu que não. A continuar, se o fizesse, seria sobre o filho de Lurdes, o João.

Questionada sobre o “violador”, explicitou que a ele se refere na página duzentos. Não tendo eu, de momento, o exemplar do livro na minha posse, vou continuar na dúvida, sem saber se a minha suspeita do possível autor do crime será quem eu penso ou não.

A conversa foi breve, que ainda iam para Lisboa. Não sei que Lisboa. Que para nós, quando estamos no Interior, Lisboa é toda a Grande Lisboa!

Querem dióspiros?! Finalizei quase em remate de conversa. Recusaram e engelharam a cara. Pelos vistos não gostarão. Eu, pelo contrário, este ano tenho-me lambuzado com os dióspiros.

Diospireiro. Foto Original. 2021.10.07.jpg

Tinha colhido alguns e, caso gostassem, faria gosto em oferecer-lhes.

Continue a saga… ainda lembrei.

(P.S. - As fotos não se reportam ao dia referido. Foram tiradas em momentos diferentes. Fazem parte do acervo, vasto, que tenho. Os locais são os mencionados. Os dióspiros... bem, também já se foram.

Lá para Óbidos também estão a decorrer "Encontros Literários". )

Tapada das Freiras – Imagens de Resistência(s)

Uma Passeata por um Alentejo especial. No Inverno!

E... Cabras e suas cabrioladas!

Aldeia. Vistas Tapada Freiras. Foto Original.2021.02.21.jpg

Hoje, apresento umas fotos de paisagens alentejanas. Pode parecer estranho a quem julgue que o Alentejo é uma extensa planura e quase sempre seco. Mas não é sempre assim. Agora, nesta fase de início de Outono e final de Verão, a secura ainda predomina. Mas, chovendo regularmente, como está acontecendo desde o final de Verão e continuando no Outono, os campos alentejanos adquirem muitas tonalidades de verdes. Que se prolongam pela Primavera. Atingindo a exuberância de cores garridas, marcantes em Abril e Maio.

As fotos que apresento são de 21 de Fevereiro deste ano. Andava a pandemia por aí à solta!

São vistas da Tapada das Freiras e do Chão da Pereira.

(Foi nestas Tapadas que decorreu, em 2017, parte do célebre evento designado de “O-Meeting: um “Encontro de Orientação”. Extraordinário acontecimento!)

A 1ª foto, que titula o postal, é da Aldeia e alguns dos seus ícones: a Igreja Matriz, a Araucária de Norfolk, os telhados da Rua Larga.

As fotos que a seguem são de Árvores, em contextos de resistência e sobrevivência em enquadramentos adversos. Adquirindo posturas peculiares, de modo a resistirem às condições difíceis em que estão inseridas.

Uma azinheira e um sobreiro entre duas pedras, parecendo um torpedo!

Azinheira e sobreiro. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Aroeiras também encasteladas entre pedregulhos

Aroeiras. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Oliveiras (Oliveira?), velhíssima(s), resiliente(s) a todas as intempéries da vida!

Oliveiras. Foto original. 2021.02.21.jpg

Uma azinheira, forçando a capacidade da rocha de granito onde teima em resistir! Há quanto tempo?! E por quanto tempo?!

Azinheira. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Fotos de cabras e suas cabrioladas. Atualmente, ausentes da Tapada, há algum tempo, onde pontificavam reinantes e chocalheiras. Uma verdadeira orquestra, quando se deslocavam na pastagem! Estas fazem-se à foto!

Cabras. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Uma cabrada: no que mais gostam. Trepar às árvores!

Cabrada. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Uma oliveira milenar, que adquiriu o molde artístico, que a foto documenta. No "Chão da Pereira".

Oliveira torcida. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Não resisto a publicar esta foto para terminar. Há sempre um final! 

Caveira Ovelha. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Já agora, Caro/a Leitor/a, saberá de que animal será esta caveira?!

 

A Luz e a escuridão!

A Luz é sempre melhor que a escuridão!

Sugestões / Pedidos / Propostas.

Hoje, no blogue Aquém-Tejo, coloco alguns assuntos, simples pedidos / sugestões / propostas, que tenho efetuado aos Órgãos Autárquicos da minha Aldeia. Concretamente à respetiva Junta de Freguesia e Câmara Municipal.

Coisas bem simples, mas que parecem quase transcendentes, dado que não sendo a primeira vez que formulo esses pedidos / sugestões eles tardam em serem realizados.

Azinhaga Atafona. Foto Original. 2021.05.02. jpg

Sugestão de colocação de uma lâmpada no poste, junto ao quintal de Drº Agostinho. Onde?! Na antigamente designada “Azinhaga da Atafona”, atualmente nomeada por “Travessa do Fundão”.  No local onde ela se “cruza” com a “Azinhaga do Poço dos Cães”, a “Azinhaga Estreitinha” e a “Azinhaga” que liga para a Fonte e Ribeira do Salto e para a Ribeira da Lavandeira.

Da primeira vez que fiz estes pedidos, julgo que em 2017/18, não obtive qualquer resposta.

Ao pedido efetuado este ano, 25/06, a Junta de Freguesia teve a amabilidade de me responder. Ainda espero resposta da Câmara.

Tenho hesitado muito em trazer estes assuntos ao blogue, porque não gosto de escrever “coisas negativas” sobre a minha Aldeia. Aquém Tejo tem vários postais sobre Aldeia e, neles, valorizando o que Aldeia tem de bom.

Sim, porque uma aldeia, por ser aldeia, não tem menos importância ou valor que uma cidade por ser cidade. Adiante…

Mas com este tardar em levar a cabo uma coisa tão simples como colocar uma lâmpada num poste, até eu me farto às vezes de ser aldeão!

E farta-me que neste País se julgue que é apenas Lisboa que conte. Que tanto dinheiro aí se gaste, muitas vezes a fazer e desfazer obras anteriores… E o Porto, vamos lá.

E o Interior seja esquecido. Mas se no Interior os agentes privados e públicos também se esquecem de pugnar por coisas tão simples… Depois, admiramo-nos que os mandantes deste país só se lembrem de Lisboa. Que está como está, diga-se.

E, sim, tratem lá de colocar uma lâmpada no poste. A Luz é sempre melhor que a escuridão!

 

Outros assuntos que também abordei:

Cruzamento Azinhagas. Foto Original. 2021.05.02.jpg

Estruturação de forma mais definitiva do espaço no “cruzamento” mencionado.

Isto é, em vez de colocarem entulhos e areão, pavimentarem com alcatrão ou eventualmente calçada. E um sistema de escoamento das águas pluviais.

Quintal abandonado. Foto original. 2021.05.02.jpg

E diligenciarem no sentido de que os particulares limpem os quintais abandonados, na localidade. E terrenos circundantes. Porque da Aldeia são também os terrenos que a rodeiam.

Quintal abandonado. Foto original. 2021.05.02.jpg

Nos pedidos efetuados, ilustrei e documentei com fotos, que acompanham também este postal. São de Maio. Agora as ervas estão secas. A serem cortadas com máquinas, todo o cuidado é pouco. À data referida, o respetivo corte estaria mais facilitado e menos perigoso.

Haja Saúde! Muita! E Cuidados: com os fogos e os focos. De Covid!

*******

P. S. – Este postal, específico sobre Aldeia da Mata, será, provavelmente, o último deste teor a figurar em “Aquém-Tejo”. Ontem, “criei” um blogue especialmente destinado à localidade: “Apeadeiro da Mata”. Aí figurarão os assuntos respetivos. Obrigado.

 

Fonte do Salto: Descrição de João Guerreiro da Purificação

Fonte do Salto. Foto original. 2021.07.11.jpg

A Fonte do Salto – Aldeia da Mata

Fonte do Salto. Foto original. 2021.07.11.jpg

«Esta fonte começou por ser de mergulho, como muitas que há espalhadas pelo campo, feitas em pedra solta. Um dia o Senhor Joaquim Pedro Dias, homem que tinha gosto em tratar das fontes, mandou modificar a do Salto nesta maneira. A fonte, quando era de mergulho, situava-se detrás da arca que hoje lá está, encostada ao terreno do Senhor António Marques, mas dentro da Azinhaga. Como a fonte tinha uma boa nascente, mas de má acesso, esse senhor mandou fazer a seguinte obra. Fez-se um pequeno depósito, colocaram uns cascos de pedra e taparam. O resto da fonte que ficou à vista foi rebocada e caiada. Dessa mini-arca foram postos canos e soterradas até ao depósito que está na retaguarda da Fonte do Salto de hoje, onde até essa altura era uma ribanceira, e foi feita toda a estrutura que lá está em alvenaria, tanto o poial, o tanque, como esta pedra trabalhada para colocar as vasilhas a encher. A bica era de pilão e o ladrão é ainda o que lá está de cor escura, mas sem correr. Resumindo, a Fonte do Salto que hoje muito admiramos foi feita em 1908.

Os anos passaram e como continuava a haver grande escassez de água na nossa terra, a Câmara mandou explorar melhor a nascente da antiga fonte de mergulho. Então, em 1937, com o Senhor António Tavares Valério da Silva em vereador, foi feito esse serviço e foi a última obra na fonte até esta data. Estas obras ali feitas foram as seguintes: no local onde era a fonte de mergulho, foi aberto um poço até dar ponto com a fonte, e a uma certa fundura foi tapado com cascões de pedra. Depois levou cascalho a seguir areão e por fim saibro e terra.

Arca da fonte. Foto original. 2021.07.11.jpg

Nessa mesma altura e junto a este poço, foi construída a arca da fonte, que embora tenha nascentes, está a receber a água do poço e com melhor caudal, mas a maior força é proveniente do fundo. Canalizada de novo a água à fonte, começou a haver mais deste precioso líquido nas bicas. Nesta altura as obras na Fonte do Salto foram só estas: trocaram a torneira de pilão por uma de botão como a que tem e foi colocado um novo ladrão em metal amarelo. Da fonte à arca são 50 passos.

Depósito da fonte. Foto Original. 2021.07.11.jpg

Os pedreiros do poço e da arca foram:

Augusto Ferreira e Álvaro Ferreira.

E os trabalhadores que abriram o poço à arca e a vala, foram:

O encarregado – Joaquim Isidoro Farinha

Francisco Belo Nunes

Isidoro Belo Guerreiro

Henrique da Rosa Apolinário (o Malgueira)

António Agostinho Martins (António Tabaco)

António Filipe (da Gaia).»

******

In.

“A Nossa Terra” – Purificação, João Guerreiro da – Há Cultura / Associação de Amizade à Infância e Terceira Idade de Aldeia da Mata, 2000. Pag.s 145, 146.

 

Ponte do Salto. Saída. Foto Original. 2021.07.11.jpg

(A Ponte do Salto: Saída da Fonte, a caminho da Aldeia. Um passeio a fazer, a pé!)

Notas Finais:

Resolvi publicar este texto, para registar online, o processo de construção de uma obra merecedora de realce e engrandecimento. Digna de visita. De saborear tão preciosa água.

Os negritos são de minha autoria, para realçar alguns aspetos que julgo fundamentais.

Acompanho o texto de fotos elucidativas. Também deverá consultar postal anterior sobre o assunto.

Se utilizar texto ou fotos, cite as respetivas fontes. Obrigado! Muita Saúde. Beba água! SFF!

 

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