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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Acabaram as Festas Natalinas!

Retirámos os embelezamentos da porta da Casa-Museu

Aldeia da Mata

Retirada dos enfeites. Foto original. 06.01.23.

Dia de Reis foi anteontem, 6 de Janeiro. Nessa data, tradicionalmente se encerram as festas natalícias. Foi dia de retirar os enfeites, da porta da Casa-Museu de Aldeia da Mata.

Estrutura dos enfeites. Foto original. 06.01.23.

Houvera a estilização de uma “Árvore e de uma Coroa de Natal”. Decoradas com inspirações da iconografia natalina e apelo ao respeito da Natureza e significações positivas face à Vida. Os elementos vegetais variaram um pouco do Natal para o Ano Novo.

Enfeites de Natal. Foto original. 30.12.22

Os respeitantes ao Natal expliquei no postal respetivo.

Os referentes ao Ano Novo retirámos alguns elementos já secos: os alecrins, as murtas, os frutos do espinheiro.

Enfeites ano novo. Foto original. 31.12.22.

Acrescentámos ramos de oliveira, símbolo da Paz, uns ramos de hera, porque… “era uma vez…” Na verdade, não sei a significação da planta hera. Uma característica que lhe conheço é a persistência. Também a intrusão, intromissão em tudo o que pode e lhe deixam. Características talvez não muito recomendáveis. Enfim…na vida é o que mais abunda por aí…

Acabaram as festas natalinas e seus adereços.

Irão terminar as decorações na porta da Casa-Museu?!

É o que veremos. Nos aguarde. Esperemos pela próxima época festiva. Já estamos a organizar os acessórios.

Votos de um excelente Ano de 2023!

Coroa de Natal. Foto original. 24.12.22.

(A foto final é da Coroa que figurou dentro da nossa Casa.)

 

CHEIROS que o Tempo guarda

"Em Maio, nos perfumados giestais." Foto de D.A.P.L. - Fonte do Salto - Aldeia da Mata - 2014.

CHEIROS que o Tempo guarda

 

Olor dum corpo a sair do banho

O aroma altivo dum poema

De linho, nas arcas de antanho

Os bragais exalando alfazema.

 

Cheiro terra pela charrua rasgada

Bebendo ansiosa as chuvas outonais

Qual amante procurando amada

Em Maio, nos perfumados giestais.

 

Do alecrim ao poejo e rosmaninho

Das mil flores bordejando no caminho

O odor vivo da folha do loureiro.

 

Os vapores da chanfana de carneiro

Um bom almoço e, após, a sesta

Qual Primavera, esta terra é uma festa!

 

Escrito em 1988.

Publicado no Jornal “Notícias de Arronches”, Nº 19 –Fev. 1990, pp. 14.

 

 

"Qual Primavera, esta terra é uma festa!" - Soajos floridos - Campos de Aldeia da Mata  - 2014 - FOTO de D.A.P.L.

 

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