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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Lisboa… Já foi coisa boa. Agora, até enjoa!

Bem, Lisboa ainda tem coisas boas!

 

Aliás, há tanta gente que procura a capital, certamente, porque tem coisas boas.

Mas tanta gente, alguns locais, Baixa, Chiado, Cais Sodré, Terreiro de Paço, Santos… ele é tanta gente, principalmente turistas, estrangeiros e mais estrangeiros, que uma pessoa se sente, mais fora que dentro. Cria-se algum desconforto, porque é tal a concentração, a correria, o atropelo, o tráfego automóvel tão asfixiante, que um sujeito não se sente confortável.

Ao final da tarde, o tráfego entope, a massa humana de portugueses corre para os transportes, de saída para a periferia, que Lisboa continua a ser a urbe, o centro, para onde diariamente se dirigem milhares e milhares de trabalhadores, estudantes, utentes dos mais variados serviços, provenientes dos vários concelhos limítrofes, seja da margem sul, quer da margem norte. O movimento pendular é diário, embora nos últimos anos se verifique não ser apenas unívoco.

É imperioso organizar um país mais harmonioso. Que o que temos é um monstro, com uma cabeçorra enormíssima, Lisboa; o Porto não lhe fica muito atrás, outras menores e o Interior, deserto!

(Hei - de abordar melhor este assunto…)

Foto DAPL. 2016. Gulbenkian. jpg

 

Em Lisboa há todavia coisas boas e que me interessam na cidade.

A imagem ilustra uma delas.

Depois há múltiplos serviços: profissionais, saúde, … que inevitavelmente se concretizam na capital.

E alguns deles bem que podiam ser descentralizados.

 

Depois há os eventos ligados às duas Associações Poéticas a que pertenço há vários anos…

APP - Associação Portuguesa de Poetas organiza regularmente duas tertúlias mensais, aos domingos, em Lisboa: a da Sede, aos Olivais, no último e a do Vá – Vá, no segundo.

No próximo domingo haverá Tertúlia na Sede – Rua Américo de Jesus Fernandes – Olivais – Lisboa.

A última do Vá – Vá ocorreu no passado dia dez.

Estivemos vinte e três pessoas presentes, sendo que a temática dominante foi Poesia subordinada genérica e especificamente à Mulher! Também houve canções. Alguns dos poetas e poetisas são habituais, também novas pessoas, que não conhecia. É bom sinal, a vinda de gente diferente, que enriquece o grupo, trazem novidades poéticas, outros enquadramentos e tradições.

Até houve a visita de talvez três futuros poetas, quem sabe?! Que também os três netos gémeos de Joaquim Sustelo visitaram o espaço do Vá – Vá!

(Desta vez não vou especificar nomes, que não consegui registar todos.)

 

O CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia organiza habitualmente Tertúlia em S. Sebastião da Pedreira, na Associação de Auxílio Social de S. Sebastião da Pedreira – Rua Latino Coelho, 95, nas terças-feiras, habitualmente de periodicidade mensal.

Foi aí que apresentei o livro “De Altemira…”, no dia vinte e seis de Fevereiro.

Também organiza exposições de artes plásticas.

No blogue temos várias documentadas, nomeadamente a penúltima, ocorrida, em Fevereiro, em Campo de Ourique, no antigo Cinema Europa, atual espaço Multiusos da Junta de Freguesia.

Também enquadrado nesta instituição, houve Poesia no passado domingo, dia vinte e quatro, no Jardim da referida freguesia, designado “Jardim da Parada”, atualmente “Jardim Teófilo Braga”. Não sei como correu, que não pude ir.

De momento, o CNAP tem nova Exposição a decorrer na Casa do Alentejo, inaugurada a dezasseis de Março. Não chegámos a tempo da inauguração, que os alentejanos não podem chegar a horas, cumulativamente à Casa… Mas vimos as pinturas expostas e há quadros bem bonitos, em diversificados estilos. De ver e recomendar!

Não chegámos a tempo, mas ainda a tempo de petiscarmos. Alentejanices: sopa de tomate com ovo, ovos mexidos com farinheira e ovos mexidos com espargos.

Nem mais, nem por menos.

E viva o Alentejo! E viva a Poesia! E que melhore Lisboa!

Almada: Alma subtil…

Primavera - Cante - Poesia

Foto original DAPL 16 / 17 Almada. Jacarandás. jpg

 

Ontem, dia 23 de Março, sábado, decorreram em Almada, três eventos culturais de grande relevância em que gostaria de ter participado ou assistido.

 

O Parque da Paz acolheu iniciativas no âmbito de “Dias da Floresta - Almada - 2019”: Observação de aves, mercado da horta, cuidar dos caminhos do Parque, eco-peddypaper, construção de caixas ninho.

Todas estas ações, habituais há vários anos, tal como noutras localidades por esse país fora, englobam-se genericamente no conceito de “Celebração da Primavera”. Atualmente, iniciativas predominantemente urbanas, mas que se enraízam em tradições milenares, que ao longo de séculos se vêm desenvolvendo em diferentes contextos culturais.

Uma das ações habituais em que também já tenho participado é a plantação de árvores.

E já plantei, este ano, seis árvores. Duas no “Chão”, quatro no “Vale”. Apesar do péssimo tempo que está: nada de chuva, calor de dia, frio à noite e vento.

Uma tília, uma figueira de são João, um loureiro, duas amendoeiras e um carvalho cerquinho. As últimas quatro, com ascendência em Almada.

 

A Tarde de Cante, no Clube Recreativo do Feijó, comemorativa do 33º aniversário da “Associação Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó”. Que divulguei no blogue, como habitualmente e a que já assisti noutras ocasiões.

 

E a “Gala dos 25 anos da SCALA”, no Cineteatro da Academia Almadense.

Não participei nem assisti à Gala, mas tive o grato prazer de participar, dia 17/03, no encerramento da “Festa das Artes da SCALA – 25ª Exposição Anual”, na Oficina da Cultura. Exposição em que participei com o quadro “Poema Psicadélico”.

E, no encerramento, tive oportunidade de “Dizer Poesia”! Ademais enquadrado entre tão excelentes Poetas e Dizedores. Qualidade, essa que também se verificava na Exposição. Com tão excelentes e categorizados Artistas!

E no encerramento também tive a grata experiência de ouvir a “Sancho Tuna, da Universidade Sénior Dom Sancho I”. Que abriram a sessão cultural e nos brindaram ao longo do sarau com bonitas canções tradicionais do Cancioneiro Nacional.

E foi pegando num verso de uma canção “não olhes p’ra mim, não olhes…” que disse algumas quadras do livro “De Altemira fiz um ramo…”. E numa segunda intervenção, “Na revista-cor-de rosa”.

E, deste modo, cumpri um dos meus objetivos para este ano: Dizer Poesia na Oficina de Cultura, em Almada!

 

E quem mais disse?

 

João Franco: “Cântico negro” e “Trova do vento que passa”;

Carlos Gaspar: “Insónia” e “Poema declamado”;

Palmira Clara:  … “As estações do não”;

Gertrudes Novais: “Silêncio” e “Caminhadas”;

Clara Mestre, disse e cantou: “Sol do mendigo” e “Canto da terra”;

Milena: “Teresinha, flor dos poetas…”;

Luís Alves: “Casamento do Tejo e Lisboa”.

O senhor Vereador António Matos também disse! De Gertrudes Novais: “… de pés descalços, na areia molhada…”

*******

E, da minha parte, compete-me dar os parabéns a todos os participantes: artistas, poetas, poetisas, dizedores, cantores, maestro, atores e autores dos excelentes trabalhos em exposição e dos poemas ditos e ouvidos.

Parabéns à SCALA. Parabéns à Oficina de Cultura! E a todos os que contribuíram para a Exposição e para o espetáculo de encerramento.

E parabéns a Almada!

E muito, muito Obrigado a todos!

 

(P. S. – Qualquer correção a fazer, deixe nos comentários, SFF.)

(Foto original DAPL. De 2016 ou 2017, não tenho bem a certeza. De jacarandás, em Almada, precisamente perto da Oficina de Cultura. Os Jacarandás são árvores originárias da América do Sul, muito peculiares. Agora, Março, ainda estão com as folhas do ano anterior. Só lá para Abril as perdem e nascerão as novas. A exuberância floral, lá para finais de Maio, princípios de Junho! Aprecie e observe, que vale  a pena.)

“De altemira fiz um ramo…” Em Almada

Apresentação do livro “De altemira fiz um ramo – Versos e prosas da Aldeia”

SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada – 09/02/2019

 

Nesta apresentação não estiveram muitas Pessoas. Éramos catorze! Mas valemos por cento e quarenta, por catorze mil. Por milhões! (Não valemos milhões, nem nos transferimos milionariamente, que não somos dos futebóis…) O nosso futebol é outro e chama-se Poesia!

 

E houve Poesia! Houve “Dizedores de Poesia! (E como é importante que digamos Poesia!)

 

A representação dos presentes era significativa do que falei no post anterior. Almada tem na sua matriz estrutural, na sua vertente humana, para além dos naturais, nascidos e criados no Concelho, proveniências de variadas zonas do País.

Quase todos disseram Poesia, a partir de conjuntos de quadras do livro, previamente organizadas ou mediante uma escolha aleatória de papelinhos com umas cantigas, acompanhados de uns chocolates e rebuçados.

Da Aldeia, a presença de amigos e familiares: António José, cuja carreira profissional se processou na Marinha; Manuel Fonseca, principalmente no Arsenal do Alfeite. Não quiseram dizer Poesia, que estavam roucos, já previam a goleada do Benfica…

A Prima Maria Constança aventurou-se novamente nestas andanças, já o fizera na Aldeia e deve continuar. Estas atividades ajudam-nos sob múltiplos aspetos de natureza cultural e social. O meu Obrigado muito especial pois representavam a nossa Aldeia.

Da SCALA: Clara Mestre, decana das Poetisas! Gertrudes Novais, Presidenta, que também se pode dizer assim. Amélia Cortes, Arminda, Maria Manuela, Palmira, disseram como habitualmente, e como só elas sabem! (Arminda desta vez não disse Poesia, mas teve a amabilidade de contribuir para o projeto do livro). Céu Tinoco disse pela primeira vez Poesia, a partir do papelinho aleatório. (Repito o que escrevi para Prima Constança: faça favor de continuar!)

Parabéns e Muito Obrigado a todas. A vossa presença e participação engrandeceu-nos!

Gabriel Sanches foi criando ambiente musical e surpreendeu-nos muito positivamente, musicando algumas quadras do “Livro da Prima Teresa”, referentes ao Sol. Muito bem escolhidas e muito bem cantadas e tocadas.

E Aldeia da Mata teve, que eu saiba e pela primeira vez, umas cantigas, “As Saias de Aldeia da Mata”, musicadas e cantadas neste século XXI. (Pois que no século XX estas quadras foram obviamente cantadas e tocadas.)

Parabéns e Muito Obrigado ao Gabriel. Continue a cantar o Sol, que nos ilumina a Todos!

 

Nascer Sol Tejo. Foto Original DAPL. 2016. jpg

 

 

Clara Mestre teve a amabilidade de criar um Poema especialmente para o efeito. (Faça favor de me dar um exemplar para eu divulgar no blogue.) Muito Obrigado!

Gertrudes Novais também nos dedicou especialmente um Poema a todos os Alentejanos. O nosso Obrigado também!

E Obrigados muitíssimo especiais a minha Mulher, Alice e minha Filha, Daniela, que nessa tarde também puderam estar presentes. Que, sem elas, quem sou eu?! (Um dia também ainda dirão Poesia!)

E eu não disse Poesia?! Disse, sim senhor! Umas quadras, enquanto fui explicando os quês e porquês do livro.

 

E Você, Caro/a Amigo/a que não pôde estar presente, por qualquer razão… Venha para a próxima! Não falte às atividades da SCALA: Poesia, Artes, Palestras, (…) a todos nos estimulam, iluminam e nos fazem sentir mais Humanos, mais Solidários, mais Cidadãos, mais Almadenses, ainda que sejamos Alentejanos, Algarvios… Transmontanos!

Não se esqueça! Compareça! Participe! Não se deixe vencer pelas contrariedades da Vida!

Até Breve!

 

(E as nossas TVs que ignoram a Poesia!!!!)

 

“De altemira…” Em Almada?!

Apresentação do livro “De altemira fiz um ramo – Versos e prosas da Aldeia”

SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada – Almada - 9 de Fevereiro – Sábado

 

Aldeia. Foto original DAPL. 2016.jpg

 

Ocorreu no passado sábado, dia nove, a apresentação do mencionado livro.

Antes de tudo o mais, uma pergunta:

- Que sentido terá feito apresentar um livro sobre uma Aldeia recôndita do Alto Alentejo, na Cidade de Almada?!

Para tentar responder à questão anterior, uma outra pergunta:

- E qual o contributo que os Alentejanos e seus descendentes deram para a definição da Identidade da Cidade de Almada?!

 

Principalmente a partir da década de sessenta, Almada, a Margem Sul, a Grande Lisboa, foram o porto de chegada de milhares de Alentejanos à procura de uma vida com mais futuro. Tal como muitos jovens de outras regiões do País, deslocando-se do interior para o litoral, do campo para a cidade, integrantes do fenómeno migratório designado como êxodo rural.

 

Aldeia da Mata, em 1950, tinha mais de 1700 habitantes. Atualmente, censos de 2011, pouco mais de 300! Este é um fenómeno comum a todo o Interior Nacional. Uma verdadeira sangria populacional.

 

No caso de Almada, os principais alvos de atração, oferecendo trabalho, emprego, garantias de melhor vida, foram a Marinha, onde muitos jovens se inscreviam como voluntários e subsequentemente prosseguiam uma carreira; o Arsenal do Alfeite, a Lisnave. Outras indústrias de menor dimensão, mas interdependentes destes polos de atração; os serviços, o funcionalismo público, comuns a toda a Grande Lisboa.

Vindos de comboio, que à data, anos cinquentas / sessentas, ainda nos setentas, os carros eram uma miragem (!), chegavam ao Barreiro, os do Sul e os do Centro Alentejanos; nós, os do Alto Alentejo, descendo em Santa Apolónia. Os barcos fazendo sempre as ligações e travessias: sul – norte, norte – sul.

Assim, milhares de jovens se fixaram na Margem Sul – Almada, constituíram família, trazendo as esposas da Terra Natal, nasceram os filhos e atualmente, muitos já vão na 3ª geração de Almadenses!

 

E qual o contributo cultural do Alentejo em Almada?!

O Cante é indubitavelmente a matriz identitária do Alentejo mais marcante em Almada.

Já aqui frisei muitas vezes esse aspeto, em diversos posts.

Almada será a Capital do Cante?!

 

Mas, então o livro supracitado trata de Cante?!

 

Não, de todo! O livro trata, aborda, inclui, fundamentalmente, “Cantigas”!

 

Cantigas” tradicionais, quadras, cantadas nos bailes e arraiais, em lazer; mas também nos trabalhos nos campos, no caso concreto, em Aldeia da Mata, como frisei no início, uma Aldeia recôndita no Alto Alentejo! Segundo a moda e o estilo das “Saias”, reportadas aos anos cinquenta e quarenta do século XX, época da juventude das protagonistas do livro, as pessoas que foram as fontes das recolhas efetuadas. Mas com uma ancestralidade anterior, através do testemunho passado de geração em geração, pelo menos desde finais do século dezanove.

 

(E um post idêntico poderia ter sido publicado antes da apresentação do livro. Mas não foi. Razões diversas impossibilitaram a respetiva publicação. Mais vale tarde…)

 

Almada: Tantas atividades aonde ir!

SCALA, Casa da Cerca, Oficina da Cultura , São Silvestre de Almada, Ciclo de Cinema Católico

 

Ontem, quinze de Dezembro, na SCALA, Almada, decorreu a Festa de Natal. Houve canções alusivas à quadra natalícia, acompanhadas musicalmente por Gabriel Sanches e pelo Grupo em que se integra, bem como por todos os presentes, que quiseram compartilhar as suas competências vocais.

 

Não faltaram os poemas relacionados com a temática, de autoria própria dos “Dizedores de Poesia”, ou de outros Poetas e Poetisas de suas preferências.

Toda esta dinâmica artística decorreu na habitual sala da Sede, emoldurada pela Exposição dos quadros oferecidos pelos Artistas associados, tendo em vista a angariação de fundos para a Associação. Evento que decorrerá no próximo dia vinte e nove.

Poesia Visual.jpg

 

(Desta vez não consigo nomear todos os presentes, éramos cerca de vinte, porque estavam várias pessoas cujo nome ainda não sei. O meu pedido de desculpas.)

 

Compartilhou-se o bolo – rei, oferecido pela SCALA. E que bolo! (Alguém foi contemplado com a fava?!)

Também terá ocorrido a tradicional troca de prendas, a que já não assisti, que me ausentei. (O que me terá calhado? E quem terá recebido a lembrança que levei?)

Almada tem um carisma especial, em termos culturais. Habitualmente acontecem variadas atividades de diversas tipologias (música, teatro, desporto, literatura, poesia,… cinema) e torna-se difícil escolher e impossível estar em todas simultaneamente.

Deixei a SCALA, passei pela Casa da Cerca onde era inaugurada a Exposição “o futuro do passado”. Estava imensa gente na sala. Não fiquei. Hei - de voltar com mais tempo.

Passei pela Oficina da Cultura, onde decorria o “Mercado de Natal Amigo da Terra”. Igualmente cheio. Uma pequena volta e já não voltarei, que terminou hoje. P’ró ano haverá mais…

Na Praça São João Batista, onde antigamente havia o “Mercado dos Ciganos”, (Onde é que isso já vai?! Mas que me inspirou para escrever uma narrativa fantástica…) Na Praça, além de uma parte do Mercado da Terra, também se iniciara, havia mais de meia hora, a São Silvestre de Almada.

Apanhei o metro, até à Bento Gonçalves. Parte da Avenida, o sentido ascendente, vedado ao trânsito. Por aí vinham calcorreando os maratonistas. Eles subindo, eu descendo o troço até à Piedade. Uns mais estafados que outros, lá seguiam eles para a Praça onde seria a meta.

É assim Almada. Capricha em várias vertentes culturais. Ombreia com Lisboa. Nalguns aspetos mede meças. Difícil é escolher. Com a vantagem de ocorrer tudo relativamente próximo.

No Auditório Fernando Lopes Graça também decorreu o Ciclo de Cinema Católico. Este ano não assisti, apesar de títulos interessantes, nomeadamente dois clássicos italianos.

 

Voltando à SCALA, nesta narrativa.

No que a Poesia se refere, disse “O Menino / O Futuro morre na praia”. E “Natal 2”, de Luís Ferreira. “Publicitei” o livro “De Altemira fiz um Ramo”, cujo lançamento se prevê para 30 de Dezembro, domingo, em Aldeia da Mata - Alto Alentejo.

Lembrei o repto lançado semanas atrás, de trabalhos sobre o Mar: Poetar-Partilhar.com. Mar - Antologia Virtual.

E, a propósito, com grato prazer, informo que já temos alguns trabalhos, todos diferentes, mas super interessantes. Aguardamos mais!

E esse desafio é alargado a um público-alvo mais vasto, que é dirigido a Pessoas da SCALA, mas também aos Amigos: SCALA & Amigos. Participe, SFF!

E até próxima crónica e/ou post seguinte.

 

 

Antigamente era assim!!!...

Rua do Norte  - Fundão. Foto FMCL. Anos 80. jpg

 

«Antigamente era assim!!!...»

 

I

«O Povo da minha Aldeia,

Em tempos, que já lá vão,

Trabalhava sol a sol,

Para  ganhar o seu pão.

 

II

Nobre povo, gente boa,

Povo pobre e sofredor,

Que trabalhava com frio,

Com gelo, chuva ou calor.

 

III

Que levavas no alforge?

Pão, azeitonas, toucinho,

Vinagre, sal e azeite,

P’ra salada de pepino.

 

IV

Era a azeitona, era a ceifa,

Era o milho era a cortiça;

Com frio ou com calor,

Não podia haver preguiça.

 

V

Remendava, remendava,

Sempre, sempre, a remendar,

Porque a roupa nova,

Não a podia comprar.

 

VI

Chega a casa, do trabalho,

Acende o lume faz a ceia;

E, depois, arruma a casa

E sempre à luz da candeia.

 

VII

E foi assim que outrora,

O nosso povo viveu;

Aqui lhe presto homenagem,

Por aquilo que sofreu.»

 

*******

 

Esta poesia é de autoria de uma Srª da Aldeia e faz parte de um conjunto de poemas que me foram confiados, como sucedeu com textos de outras Pessoas.

Neste, conforme já aconteceu noutra situação no blogue, não identificamos a autoria, a pedido da Pessoa, que me fez essa cedência e, em ambos os casos, por razões semelhantes, que supostamente deveriam estar erradicadas nestes nossos tempos em que houve tantas alterações, em tantos e tão variados aspetos, nomeadamente sócio – culturais. Mas, de facto, não estão! Persistência de tempos antigos.

As situações descritas fizeram parte da vivência quotidiana ainda dos nossos pais e da nossa infância também. A candeia já não, mas enquanto estudante, o candeeiro a petróleo foi o meu guia iluminante!

Parabéns à Autora do texto poético, muito elucidativo e bonito. Obrigado à Srª que fez chegar o poema às minhas mãos.

Ilustro com uma foto de um recanto da Aldeia, o mais antigo e, para mim, também o mais belo! De certo modo, é premonitório. A foto é dos anos oitenta (84?) e o despovoamento visível, infelizmente, já se concretizou. Como é imperioso e urgente repovoar o nosso Interior!

Como recordação e homenagem relembro Pessoas que viveram neste recanto e que ainda conheci:

O Ti Tonho Rei, inspirador de um dos meus poemas, que figura na 1ª Antologia em que participei, organizada por Luís Filipe Soares e a Srª Catarina; a Prima Antónia Caldeira e Primo Joaquim Mendes, a Srª Rosária Trindade, a Srª Maria Rosa Velez e Ti Zé Levita, a Srª Rosinda e Ti Brites; a Srª Catarina Matono, de quem tenho cantigas e contos gravados e transcritos e de que penso publicar alguns e o Ti Aníbal; a Avó Rosa, que tantas estórias e contos tradicionais me contou e o Padrinho Joaquim; a Srª Augusta, a Srª Dolores, que figura na foto e o Ti Manel Albano; a Srª Joaquina Calado e o Ti Olímpio, a Prima Rosa dos Remédios e o Primo Felizardo, a Srª Maria dos Remédios e a Srª Maria do Rosário, que ultrapassou a centena de anos! E ainda, o Ti Manel Henrique, que morava na Cunheira e vinha, em carro de mula, à Aldeia tratar dos terrenos.

(Algumas destas pessoas figuram na foto das "Maias").

E, por hoje, e do Alentejo da minha infância, me quedo por aqui.

E continua calor, apesar de algumas trovoadas molhadas!

VÁ – VÁ: Tertúlia e Resistência Poéticas

Alentejo Azinheira Original DAPL. 2016.jpg

 

PARA ALÉM DO PENSAMENTO 

( LISBOA - 2018 – Setembro – 09 – Domingo)

 

No passado domingo, um grupo de resistentes, ainda, se aventurou na projeção da Poesia, no VÁ – VÁ. Resistentes e aventurosos, sim, porque as condições técnicas são, de facto, muito adversas. O barulho é, realmente, muito incomodativo. E inicio esta crónica exatamente por este lado negativo, contrariamente ao que é meu apanágio, que gosto de valorizar o lado bom da realidade, mas não posso deixar de mencionar esta situação. A Poesia merece melhor tratamento! O VÁ – VÁ também, ademais sendo uma “Loja com História”. Como seria agradável dizermos Poesia sem aquele ruído tão incomodativo.

 

Mas adiante, que a Poesia está acima, até do ruído, do comunicacional, inclusive, que só transmitem notícias de “barulho(s)” e ignoram totalmente a beleza poética!

 

Pois, no Domingo passado, a Poesia, no seu lado mais belo e sob diversas vertentes, perspetivas e temáticas, mais uma vez, disse “Presente!”, no VÁ – VÁ!

Ademais acompanhada pelo Fado, pela Canção Tradicional (alentejana)…

Parabéns a todos os presentes: Alzira Vairinho Borrêcho, Maria do Céu Borrêcho, que apresentaram o livro “PARA ALÉM DO PENSAMENTO”; Rogélio Mena Gomes, Carlos Cardoso Luís, Fernando Afonso, também organizadores, enquanto membros da Direção da APP e a todos os Poetas e Poetisas, além dos mencionados, que cantaram, disseram e nos encantaram com a sua Poesia ou de Autores clássicos e consagrados (Antero de Quental, há que realçar). A saber: Daniel Costa, Fernanda Beatriz, Suzete Viegas, Sofia Romano, Júlia Pereira, Bento Durão, Rosângela Marrafa, João de Deus Rodrigues.

 

E voltamos a “PARA ALÉM DO PENSAMENTO”, cuja apresentação iniciou a Tertúlia.

Cada um dos presentes disse, leu, declamou, a seu jeito e modo, um poema do livro.

Havendo vários poemas dedicados ou inspirados no Alentejo, onde a autora viveu algumas dezenas de anos, aproveitei para dizer, precisamente, um inspirado nessa temática e que transcrevo.

 

«Alentejo das casas caiadas

Que não me sais da memória.

As saudades redobradas

Na mente me fazem história.

 

As saudades redobradas

Que aparecem na lembrança

Deste coração sofrido.

 

Que a memória não descansa

Vai lembrando o tempo ido.»

 

Alzira Vairinho Borrêcho

 

E poderia continuar a cronicar que haveria muito a noticiar e referir. Nunca é demais realçar que estes encontros poéticos são sempre mágicos e preciosos. Renovados votos de continuação destas tertúlias, redobradas felicitações a todos os participantes e organizadores. A todos os “resistentes”, que continuem na divulgação da Poesia. Obrigado a todos por nos proporcionarem estas “vivências poéticas”.

OBRIGADO muito especial à gerência do VÁ – VÁ!

(Cada um dos presentes apresentou um poema seu, ou dois, para quem ficou para a 2ª parte. Lamento não referir o título de cada um dos apresentados, mas não consegui registá-los todos.

Pela minha parte, disse “Selfie” e outro ainda não divulgado no blogue.)

Arte, Poesia, Poesia e Arte!

APP – Associação Portuguesa de Poetas – Vá Vá

Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP – Casa do Alentejo

 

Perante tantas problemáticas e situações complexas, traumáticas e de sofrimento, em que nos encontramos, tanto no plano individual, como no coletivo, questiono-me, se faz algum sentido falar de assuntos aparentemente triviais, como sejam saraus, tertúlias, exposições…

Será que a Poesia pode ser libertadora e ter algum papel no alívio do sofrimento humano? Poderá ela apaziguar as almas e os corações dos que sofrem dores físicas ou psicológicas, suas e/ou alheias?

Não sei. Talvez e pelo menos, ou somente e apenas, possa libertar e fazer mais felizes os seus autores, os que a cultivam, que a compartilham, quer ouvindo, quer dizendo… lendo, declamando… Quiçá!

Foto original DAPL 2018.

 

Vêm estas considerações a propósito de alguns acontecimentos poéticos, ocorridos neste final de semana.

A APP – Associação Portuguesa de Poetas promoveu ontem, 08/07, a sua habitual Tertúlia no Vá – Vá, aos segundos domingos de cada mês.

Aconteceu Poesia!

E como sempre houve momentos mágicos! Poesia, canções, arte de dizer, ensinamentos e aprendizagens, pedagogia, maestria de verdadeiros artistas presentes. Cada um com a sua riqueza poética, compartilhando-a com os Outros.

 

Parabéns a todos os intervenientes: Vitor Camarate e esposa, Esmeralda, Fernando Afonso, Graça Melo, Fernanda Beatriz, Júlia Pereira, Feliciana Maria (Maria do Tempo).

 

A sessão, nessa tarde, aconteceu num espaço diferente, dado que a sala habitual estava reservada. Num recanto, igualmente aconchegante, mas o barulho é impossível de erradicar.

Li, algures que o “VÁ – VÁ” é uma das lojas a integrar ou a concorrer ao conceito de “Lojas com História”, da Cidade de Lisboa!

Talvez as Tertúlias da APP, que já são tradicionais no estabelecimento, sejam uma mais-valia. Talvez!

 

*******

 

Um espaço inegavelmente com história, em Lisboa, é a Casa do Alentejo, às Portas de Santo Antão.

Uma verdadeira obra de arte ímpar, bem no centro da cidade e que só entrando… Do exterior passa até bastante despercebida, tal a profusão de restaurantes e esplanadas e turistas e mais turistas, na rua.

Mas franqueando a entrada e subindo ao pátio árabe… e continuando… Só mesmo vendo!

 

Pois então o Círculo Nacional D’Arte e Poesia não haveria de promover uma Exposição de Artes Plásticas neste verdadeiro ex-líbris artístico?! Nem mais nem por menos!

Uma autêntica Galeria de Artistas Plásticos, na Sala de Olivença. Alguns também Poetas… e Poetisas.

Catarina Semedo, Cecília Augusto e Méli, cada uma nos apresenta um trabalho individual, segundo o normativo “Sem Título”.

Elmanu apresenta-nos “Rota da Esfinge”, “A Esfinge e a Pirâmide”, “A Cascata”, “Apocalipse”.

Fernanda Carvalho: “Quando o Meu pensamento Voa” e “Fado”.

Maria Lourdes Guedes: “Flores Campestres” e “Vida nos Oceanos”.

Maria Rita Parada dos Reis: “Mistério e Vida”.

Vitor Hugo: “Marvão”.

 

*******

 

Bem eu, não sendo artista, muito menos artista plástico, tive a ousadia, se calhar inconsciência, de me apresentar no meio destes verdadeiros Artistas. Não com uma pintura, que não sou pintor, como sugestiona o cartaz evocativo da Exposição, mas com um trabalho que integro no conceito de “Poesia Visual”. Porque foi nesse contexto e procurando seguir essa metodologia de experimentação poética, que o elaborei na segunda metade da década de oitenta. E que, agora, após o concurso “Nau dos Sonhos – Prémio Maria Ivone Vairinho”, promovido pela APP – Associação Portuguesa de Poetas, a que o submeti e que venceu, na modalidade de “Poesia Ilustrada”, achei por bem expor.

Intitula-se “Poema Psicadélico”, título apresentado para efeitos do concurso 2018, e que foi elaborado com base num poema de 1979, intitulado “Fuga… à Solidão”!

 

Exposto na Casa do Alentejo!

Todo o Alentejano tem orgulho em apresentar os seus trabalhos, ademais pela primeira vez, na Casa que, em Lisboa - matriz da Diáspora, nos reporta para as nossas raízes primordiais.

É com muito orgulho que ele está exposto nessa Casa Mãe dos Alentejanos na Grande Lisboa. Cumulativamente, entre tão nobres e valiosos Mestres, como são os Artistas que expõem os seus trabalhos na Sala. Sala que, per si, é uma verdadeira joia artística, entre todo o templo de Arte que é aquela Casa!

(Perdoem-me a minha ousadia, talvez a minha insensatez…)

A Exposição inaugurada a sete, irá até dezanove do corrente mês.

 

Pena, que nesse dia da inauguração, não tenha havido o “Dizer Poesia”. Houve a montagem, de modo que o tempo talvez tenha escasseado…

 

Mas não houve Poesia nesse dia na Casa?!

Pois claro, que houve.

O “Grupo de Cante Os Rouxinóis”, da Escola Secundária Santiago Maior e o “Grupo Coral Cantadores do Desassossego", ambos de Beja, trouxeram-nos essa Poesia dos confins e imensidão da planura alentejana…

 

Todavia será de todo importante que o Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP -, promova uma sessão de Poesia, no âmbito e contexto da Exposição, como, aliás, é seu apanágio.

Aguardemos!

 

(Uma nota final: tenho constatado que nas últimas sessões poéticas em que tenho participado, nas diversas tertúlias das diferentes instituições a que me honro de pertencer, que há menos pessoas que o habitual. Questão de férias?!)

 

E ainda outra nota: Quando é que as TVs, que pagamos todos, todos os meses, nos brindam, mimoseiam, com tantos e tão bons Dizedores de Poesia que há por esse País fora.

E quando divulgam os Artistas como os que expõem nestes encontros de Arte?!

Quando?!...

Cantares e Encantares do Alentejo!

Alentejanas visões e audições

31º Encontro de Cantares Alentejanos do Concelho de Almada 

Uma divulgação que também é uma crónica e uns desabafos de Alma! E uns provérbios…

 

Em Aquem-Tejo voltamos ao que nos canta na Alma e nos encanta. A Poesia, o Cante, a Música, … a Arte!

 

Não falamos do que os nossos mass-media nos inundam: futeboladas, futebulices, calinadas e caneladas.

Também aqui se gosta e se fala de futebol. Mas quando é Futebol! E de Desporto!

 

31º Encontro Cantares Alentejanos. Cartaz Organização Evento.png

 

Hoje, (finalmente!) parece que consigo desemperrar na publicação do post, visando a divulgação do 31º Encontro de Cantares Alentejanos do Concelho de Almada.

 

Alentejo e Almada… que nos ficam no coração!

 

Ponte de União. 2017. Original DAPL. jpg

Em dia de chuva, toda a manhã choveu, chuva bem chovida, como se diz no “nosso” Alentejo! Parecia um dia de Inverno. Também fresquinho!

Também dia de acidentes rodoviários. No cruzamento da Rua António Elvas, junto ao Mercado Municipal do Feijó, mais um. De vez em quando aí estão a acontecer. Normalmente aparatosos, mas os que tenho assistido, têm sido mais de chapa batida.

De qualquer modo e nomeadamente no Feijó, mas é uma atitude generalizada, a questão da velocidade tem que ser mais controlada.

Atravessar uma rua, mesmo numa passadeira, é um exercício de risco diário.

Há que equacionar e resolver, de algum modo, esta questão. Porque a Lei existe, mas ninguém cumpre!

E para quê, sempre, tanta pressa?! Não chegamos todos ao mesmo lado, mais tarde ou mais cedo?!

 

Nada há como ouvir, escutando, os belos Coros Alentejanos, quer sejam das profundezas das planícies, quer os da cintura industrial, que já não é, que já quase não existem indústrias na Grande Lisboa. Mas ficou-nos a memória.

 

E ainda voltando à chuva! E à Memória.

 

Lembrar-se-á, caro/a leitor/a que ainda no início de Março, nos queixávamos que não chovia, há três anos que mal chovia e a desgraça que fora todo ano passado e os incêndios e a falta de comida para o gado, e as barragens sem água…

Isto quem se preocupa com estas coisas. Quem sabe e consciencializa, que a água não nasce na torneira da cozinha, que os bifes não vêm já embalados diretamente das vaquinhas e ignora que elas até têm cornos!

(Ah! E a propósito de cornos ou chavelhos, também se pode dizer, que são palavras que figuram no Dicionário.

O PAN, não sabe o que é?! É o tal partido que propôs e conseguiu aprovar, abençoados Senhores Deputados!, que os cães e outros animais domésticos podem comer à mesa dos restaurantes, juntamente com os donos e os outros comensais, claro.

Pois, segundo li um destes dias, finalmente o PAN parece que se decidiu a apanhar o touro pelos cornos!

Não sabe o que significa esta metáfora?!

Parece, que finalmente vão propor uma Lei proibindo as touradas.

Não concorda?!

Pois, caro leitor/a, atente devidamente no sofrimento cruel e absurdo que é infringido aos pobres animais, que não têm culpa de nada!)

 

Mas a conversa vai longa. E eu só quero reforçar como é sempre cativante e marcante ouvir, escutando, os Coros Alentejanos. Não há vez alguma, quando presencio estes espetáculos, que não seja de algum modo tocado, pelas vozes telúricas que dimanam das profundezas da Planície, agora tão colorida de malmequeres, soajos, rosmaninhos e das garridas papoilas.

Ademais com estas chuvas, seguidas de tempos de sol. Que no Alentejo tem caído cada trovoada!

E ainda a propósito da dita. Quando nos lamentávamos da falta da mesma, a minha Mãe, na “Sua Sabedoria dos Velhos”, me dizia… “Deixa que ela não fica lá.”

E não ficou. Que ainda em Março e depois em Abril e até agora em Maio, ela nos tem visitado.

Pena, agora, são os fenos…

Mas isto já se sabe: “Não se pode ter sol na eira e chuva no nabal”!

 

 (Fotografia original DAPL 2017.)

 

 

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