Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Um Fado… Uma Vida…Madalena Arrependida

 

Um fado… Uma vida…

 

Madalena arrependida

De tudo se arrependeu

Por meio mundo conhecida

Outro Mundo conheceu.

 

Se ela conheceu o mundo

O mundo a não conheceu

No poço desceu ao fundo

Com todo o mundo viveu.

 

No mundo com toda a gente

Toda a gente a conheceu

Mas encará-la bem de frente

Nunca isso aconteceu.

 

Mas aconteceu um dia

Um dia de acontecer

Foi suprema alegria

Que mudou o seu viver.

 

Seu viver e sua vida

Se mudaram num instante

Bastou um olhar de fugida

E a vida rompeu, de rompante.

 

De um Homem o olhar

Que bem no fundo a olhou

Lendo sua Alma a sangrar

A sua vida mudou.

 

E Madalena, arrependida

De vergonha se corou

Se lançou ao chão, estendida

E aos pés do Homem chorou.

 

Madalena, arrependida

De tudo se arrependeu

Por meio mundo conhecida

Outro Mundo conheceu.

 

 

Escrito em Junho 2003

Publicado em:

Boletim nº 63 de “Mensageiro da Poesia”, Nov. 2003

 

 

 

Alentejo é Tempo é Espaço

Sentimento Alentejano

  

Alentejo é tempo é espaço

É nó apertado, é laço

Do qual nunca me desfaço.

 

É geografia, é história

É presente e passado em memória

É futuro, é luz de vitória.

 

É matemática, é natureza

É um ideal de beleza

De tão simples singeleza.

 

Guardado no pensamento

É sensação, é sentimento

É perceção em movimento.

 

É cheiro, sabor e perfume

É sol quente, que nem lume

É visão inebriante

No horizonte distante.

 

É luz do sol e calor

Em paisagem multicor

Consoante a estação.

Mas sempre no coração!

 

Grilos pintam a noite de sinais

Relas, ralos, briga de pardais

O cantar mavioso do rouxinol

À tarde, no final, ao pôr-do-sol.

 

Almejo sinfonia dos beirais

E outras sonoridades que tais

O murmúrio ondulante dos trigais

E outras lembranças iguais.

 

Perto ou longe, pouco importa

Que está sempre aberta a porta

Que ao âmago nos transporta

Ao profundo Ser, à calma

Da Alentejana Alma!

 

 

 Nota:

Uma versão desta poesia foi publicada na V Antologia Poética de "Mensageiro da Poesia", 2006

Boletim Cultural de "Mensageiro de Poesia" nº 126 - Jan. / Fev. 2015..

 

Alma de Poeta

Alma de Poeta

 

Tenho a Alma repleta

Deste sentir de poeta

Nesta enorme imensidão.

 

De tamanho oceano

Que se alarga cada ano

E me avassala o coração.

 

Desta Terra – Universo

Crescendo em cada verso

De Mercúrio a Plutão.

 

Deste cometa que passa

De prazer a dor e trespassa

Esta minha condição”.

 

Na minha tão grande Alma

Cabe a tormenta e a calma

Cabe o Mundo na palma da mão.

 

Escrito em 07/07/1982

Publicado em:

Revista “Família Cristã”, Junho 1987

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D