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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Meu Amor, do Facebook!

20250213_180729.jpg 

Meu Amor…

 

Meu amor, do Facebook

Olha o meu look

Não julgues que é truque

Ou photoshop

Que eu não sou ‘strela pop!

Eu não sou estrela pop!!

 

De lado ou de frente

A imagem não mente

Que nela há gente

Uma alma carente

Um coração ardente

Quase a saltar

Prontinho p’ra’mar.

 

Olha o meu perfil

Escolhe-me entre mil.

Meu livro de rosto

Não me dês desgosto.

Coloca-me um gosto

Põe-me um like

Manda-me um bitaite…

Podes-me enganar

Mas, faz-me acreditar

Que de mim vais gostar

Que vais me amar

Eterna…   … mente.

Mente!

Mente, se puderes

Engana-me, até, se quiseres

Mas, diz que me amas

Que ardes em chamas

Por mim, de amor…

Aplaca-me esta dor!

Gosta-me…

Gosta-me… por favor!

***   ***   ***

***

Este poema comecei a escrevê-lo em Dezembro de 2017. Disse-o, pela primeira vez, em 2018, numa Sessão de Poesia, organizada pelo CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia no “Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira”.

A 1ª versão foi publicada no blogue em … 24 de Janeiro de 2018.

Também foi publicado em papel, em Boletins Culturais e em Antologias.

Fui dizendo o poema, em 2018 e 2019, em diferentes Grupos Culturais:

APP – Associação Portuguesa de Poetas

"Momentos de Poesia",

SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.

Também na minha Aldeia, em finais de 2018 – apresentação de “Altemira fiz um ramo”.

Entretanto em 2020, todos sabemos o que aconteceu: Pandemia.

Praticamente nunca mais Disse Poesia.

Mas disse na Rádio Portalegre, em 2022.

E, na Rádio, também disseram…

E, eu, quando dizia, nunca dizia igual…

Entretanto, também vou dizendo, em casa… quando me apetece!

E apetece-me dizer em público.

Ontem, constatei que há muitas diferenças entre o que escrevi e publiquei em 2018 e o que digo agora.

Hoje, resolvi publicar esta nova versão, suprarreferida.

+++

(A foto é de anteontem, 5ª feira, 13 de Fevereiro.

O Sol a pôr-se. Tal qual a Vida!)

 

 

Uma Quadra...

Amor... 

20250213_175901.jpg

... é uma Ilusão?!

(...)

Ai coração, tamanha ilusão 

Maior não há não, que a do amor

Cupido lança seta da paixão 

Em nós semeando prazer e dor!

(....)

(...)

(...)

Uma quadra, esperando outra e dois tercetos...

Pôr-do-Sol...

Amor do Facebook...

(A propósito, terei de alterar este último poema, que, agora, se o disser, ele será ligeiramente diferente do que registei em 2018!)

Meu Amor do Facebook!

Primavera. Alagoa. Alentejo. Foto original DAPL. jpg

 

Meu Amor do Facebook!

 

Meu amor do facebook

Olha o meu look

Não julgues que é truque

Ou photoshop

Não sou ‘strela pop!

 

De lado ou de frente

A imagem não mente

Que nela há gente

Alma carente

Coração ardente

Quase a saltar

Prontinho p’ra’mar.

 

Mira o meu perfil

Escolhe-me entre mil.

Meu livro de rosto

Lança-me um gosto

Não me dês desgosto.

Põe-me um like

Dá-me um bitaite

Faz-me acreditar

Que vais me amar

P’ra sempre, eternamente.

Se quiseres, mente!

Mas diz que me amas

Que ardes em chamas

Por mim, de amor.

Aplaca-me esta dor

Gosta-me, por favor!

 

 *******       *******       *******

(A foto ilustrativa remete-nos para a fonte inspiradora para este poema!

A fotografia é um original DAPL - 2016.)

 

*******       *******

O poema anterior e os seguintes deste post, foram apresentados ontem, dia 23 de Janeiro, 2018, terça-feira, pelas 16h., na Tertúlia de Poesia e Canto, organizada pelo CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia, que decorreu no Centro De Dia de São Sebastião da Pedreira – Lisboa.

A penúltima tertúlia decorrera em Dezembro e a próxima prevê-se acontecer em Março.

 

Apresentei os meus últimos poemas, nomeadamente o que titula este post: “Meu Amor do Facebook”.

Além deste, também dei a conhecer “Cenas Raras, Raríssimas / Umas Gambas! Uns Vestidos!” e “Uma Lei Retroativa?!”

 

A ter oportunidade, também penso apresentar um destes poemas na próxima Tertúlia da APPAssociação Portuguesa de Poetas, prevista para próximo domingo, dia 28, na Sede da Associação: Rua Américo de Jesus Fernandes, aos Olivais, em Lisboa.

 

*******

Na sessão do CNAP, para além do Presidente do Centro de Dia, Drº Santos Silva, também estiveram presentes, dizendo poesia: Carlos Augusto Ribeiro, dizendo poesia do seu irmão; Fernanda Carvalho, Josefina Silva, Luís Ferreira, Maria Olívia Diniz Sampaio, Mercedes Vaz, dizendo poesia de sua autoria  e a pintora Teresa Filipe, que disse  poesia de Josefina Silva.

Rolando Amado cantou e José Branquinho cantou e também disse poesia, de sua autoria.

Os “Jograis do Marquês”, através de António Silva, apresentaram um das suas rábulas, comédia “Ninguém gosta do Inverno”. Têm vídeos disponíveis no youtube.

Relativamente a um dos poetas presentes, João Coutinho, que também colaborou com os Jograis, coincidiu ser o seu aniversário natalício.

Parabéns a todos, especial relevância natalícia, e Obrigado pelos momentos interessantes que nos proporcionaram.

 

*******       *******       *******

 

Cenas Raras, Raríssimas!

Umas Gambas! Uns Vestidos!

 

(Estórias & Morais I)

 

Não acredito nisto

Que quase caia um Ministro

por causa de umas gambas

Que isto não é: Caramba! Isto são: Carambas!

Como se umas gambas e uns vestidos

Roubassem pão a desvalidos!

Ou acabassem no Corte Inglês

Todas as roupas e trapos.

Sem esquecer o Chinês

Cheio de calças aos farrapos.

 

Não, não há gratidão neste País!

Que uma excelente senhora,

Por um triz quase doutora,

Tu cá, tu lá com a realeza,

Não sendo baroa ou baronesa,

Não se veste como pindérica

Nem se arma em histérica

Perante tostões e trocados.

 

Trocando isto por miúdos

P’ra pequenos e graúdos:

É preciso paciência,

Sabedoria, ciência

P’ra que filhos e maridos

Tenham tachos bem nutridos.

 

Que até reis tinham validos!

 

E por causa de umas gambas

Lembraram uns quantos galambas

Que achassem o tesoureiro

Cheirando o rasto ao dinheiro.

 

Será que o dinheiro se achou?!

Não Sei! Isto mal começou…

 

Não sei. E o que nos vale…

 

Tão só, e tão simplesmente

É que isto é cena rara

Mais que rara, é raríssima

Mas que nos sai cara, caríssima!

Isso é que é realmente.

 

E p’ra quê tanto alarido

Por uma gamba, um vestido

Ou um tacho p’ró marido?!

 

Fossem chouriços ou cacholeiras

Quiçá umas farinheiras,

Ou de bacalhau, uns pastéis

Não havia tantos decibéis

Mas por causa duma gamba…

Caramba!!!

 

O que importa, e isto agora mesmo a sério…

É que para além deste despautério

Não se feche a porta a quem precisar

Que hajam Casas, Instituições

Gente séria e bons corações

À frente, a comandar!

 

Sem nunca esquecer:

Que a César e a Deus

O que a cada um pertencer

P’ra ganhar Reino dos Céus.

E que à mulher dele, César

Não basta séria ser

Há também que parecer!

 

E apesar daquilo e disto

Não caiu o Senhor Ministro!!!

 

*******       *******       *******

Uma Lei Retroativa?!

(Estórias & Morais II)

 

Não. Não posso crer.

Não. Não posso acreditar!

Ainda estou p’ra ver

Ainda quero constatar.

Uma lei retroativa…?!

É caso para se abismar….

Há por aí algum IVA

Que alguém falte pagar?!

Mal parado, ao desbarato

Por trato ou por destrato

Que não convenha cobrar?!

(…)

Não! Não posso crer.

Não! Nem quero acreditar!

(Que isto é pra se dizer…

Ou há Moralidade…

Não que eu concorde com esta alarvidade.)

E mais tarde…

E por Bem

Quem Poder tem, vetou

E o Povo concordou!

Agora há que pensar!

 

 

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