Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
"VÁ – VÁ": Poesia – Antologia (XXIII) – APP – Associação Portuguesa de Poetas
Fertagus ?!
As Tertúlias da APP, do 2º sábado de cada mês, a partir das 16h. 30’, voltaram a ser realizadas no VÁ – VÁ. E bem! Que são uma ocorrência poética, que já há alguns anos se vem desenvolvendo naquele espaço lisboeta, sob a batuta da APP. E, anteriormente, noutros enquadramentos, alguns documentados em fotos no local. Comparecemos vinte pessoas, das quais dezoito “Disseram” Poesia, dos próprios ou de Outros.
Cada um a seu jeito e modo, contribuiu para o engrandecimento da Poesia! Da POESIA! (Que é esse desiderato que nos deve unir. E que nos chega e nos basta! A Poesia!)
Disseram “Presente!”: Graça Melo, Daniel Costa, Francisco Carita Mata, Aires Plácido, Júlia Pereira, Bia Maria, Joaquim Sustelo, Santos Zoio, Pais da Rosa, Felismina Mealha, Fernando Afonso, Fernanda Beatriz, Tita Tavares, Maria Saudade, Custódia, João Coelho dos Santos, Quim Marques, Maria Helena.
(Estranho a ausência de alguns poetas e poetisas, habitualmente presentes. Sobre alguns me informaram que estão doentes. Aproveito para lhes desejar rápidas melhores. Outros têm outros compromissos. Voltem todos, engrandecem a Associação e a Poesia!
Apesar do ruído que continua, o Vá – Vá é sempre o VÁ – VÁ!!!)
Também foi entregue a XXIII Antologia a quem o pretendeu. Está bonita, sim! (Os vinte e três anos!) Uma capa muito sugestiva, que nos apela ao desbravar da leitura. Que ainda não tive oportunidade de fazer totalmente. Mas já a folheei na totalidade, lendo em “diagonal” sobre os antologiados. Técnica e materialmente, apreciei o objeto, a forma, a dimensão, o tipo de papel…E também já li alguns poemas. Alguns Poemas de que gostei imenso e com algumas surpresas muito agradáveis, para mim! Estão todos de parabéns. Poderemos gostar mais ou menos de uns do que de outros, concordar ou não… é um direito de cada um expressar-se livremente… também com respeito e consideração por quem lê: o(s) Outro(s), para quem escrevemos! Os Organizadores, com todo o trabalho que tiveram, merecem a nossa especial consideração. Porque há sempre muito esforço organizativo.
Existirão algumas gralhas, mais ou menos técnicas, ou tipográficas. Existem sempre!
Não posso deixar de frisar o que já expressei pessoalmente: A ordenação dos participantes deverá ser feita alfabeticamente. É o critério mais objetivo! Qualquer outro método é sempre por demais subjetivo e aleatório.
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E não posso deixar de aproveitar para outro assunto. As minhas “deslocações capitais” são habitualmente via Fertagus! Fui numa carruagem das que tiveram lugares sentados reduzidos. Sábado, levava pouca gente, para o que é habitual em dias de semana e horas de ponta. Também já viajei nesses dias e horas… o tratamento é de gado para matadouro, ou pior! As Pessoas são tratadas “abaixo de cão”! (Que estes agora são chiques!) (Infelizmente a situação aplica-se a outros meios de transporte de toda a “Cintura de Lisboa”!)
É imperioso e urgente que as Cidades, nomeadamente Lisboa, sejam “pensadas” de outro modo, no que respeita às suas funcionalidades e serviços. Que os espaços, em todas as suas valências, sejam “pensados” globalmente, de forma articulada pelos diversos agentes fundamentais no terreno. E que as Pessoas sejam vistas e tratadas como PESSOAS!!!!!
E à divulgação de um Evento “Momentos de Poesia”, sobre que já tenho falado várias vezes neste blogue.
Após a exposição do cartaz divulgador, anexarei um Poema de uma das Pessoas participantes na Antologia: “Portalegre em Momentos de Poesia”, coordenação de Drª Deolinda Milhano, igualmente coordenadora do Evento; “Edições Colibri”, Lisboa, 2011.
Como no blogue já publiquei a Poesia com que participei, “Timor”, divulgarei uma das Poesias, precisamente de Deolinda Milhano, “PRINCESA AQUÉM-TEJO”.
Posteriormente, e sempre que tenha oportunidade, irei dando a conhecer online Poesias de outros Antologiados, como, aliás, procedi relativamente à XIII Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia - (C.N.A.P.).
Esta atitude enquadra-se em vários dos objetivos por que criámos este blogue. Caso alguém não autorize a respetiva divulgação é uma questão de me dar conhecimento, por ex., através de um simples comentário neste post.
Nesta Antologia, pela sua temática específica, participam vários Poetas e Poetisas por quem tenho grande estima.
Continuo com a divulgação, no Blogue, das Poesias publicadas na Antologia.
Neste Post Nº 317, a Poesia que abre a Antologia. Sem título, realcei-a pelo primeiro verso, “Que deleite os teus lábios ternos...”, como é costume nestes casos. Da autoria de Adelaide de Freitas, de Porto da Cruz, Madeira.
Com esta Poesia, sendo a primeira da Antologia, e sendo a última a ser divulgada online, acaba por ficar também em primeiro lugar na estrutura do Blogue.
Através dos links que coloco em cada um dos posts apresentados é possível navegar em toda a Antologia e ficar a conhecer pelo menos um dos Poemas, de cada um dos Antologiados.
E, igualmente, espraiar-se também pelas diversas temáticas versadas no Blogue.
Segue-se o Poema:
“Que deleite os teus lábios ternos
Salteando o meu corpo trémulo
Pelo choque delirante do amor
Que invade o meu corpo nu
Que delícia a tua nudez na minha
O teu suor a seduzir-me até à loucura
Com a tua língua lambes os meus seios
Caindo nas profundezas de doces prazeres
Que sabor doce, salgado, místico
Que brota das minhas loucas emoções
Onde me estendo ao comprido
No vaivém deste sonho lindo”
Adelaide de Freitas, Porto da Cruz (Madeira)
Resolvi ilustrar este Poema com a reprodução de uma Pintura célebre de um Génio desta Arte, GOYA, de que já apresentei reproduções no Blogue, respeitantes à série “Hospital Real”.
Com as ilustrações pretendo sempre valorizar ainda mais os textos. O que julgo terá acontecido sempre.
Qualquer reparo que alguém tenha a fazer, agradeço que me dê conhecimento, se fizer favor!
Não sei se ainda voltarei a apresentar um último post sobre a Antologia...
Neste Post Nº 316, volto a divulgar mais uma Poesia da Antologia. A última vez que publicara Poesia desta XIII Antologia, fora a 06/02/16, no Post Nº 308. Entretanto publiquei sobre outros temas ou estive alguns dias sem editar posts.
Hoje divulgo “Para o Paul”, Poesia de Ana Maria Gonçalves Cardoso Maguire, de Lisboa.
“Para o Paul”
“Vi-te no outro lado da mesa
Rodeado por cores do arco íris
Um instante, um momento
O meu destino, a minha sina.
Eu não queria sucumbir
Ao teu olhar, à tua
Invisível sensualidade,
Beber aquele elixir primordial.
Perguntaste quem eu era,
Mas, como não podia responder
Aos teus olhos penetrando
A minha alma,
Eu só disse donde é que vinha.
Tu seguiste a minha vontade
Para alcançares o meu ser
Gelado, magoado.
Eu enterneci-me e aceitei
O tocar do teu amor.”
Ana Maria Gonçalves Cardoso Maguire, Lisboa
Ilustro com uma reprodução de uma Pintura de Sonia Delaunay, sugestionando “... cores do arco íris...”
De Chagas Ramos, ficaria muito apelativo, como ilustração, um desenho do próprio. Que desenha muito bem! Não tendo eu nada disponível, terei que me socorrer de alguma imagem da net. (...)
Mas não!
Lembrei-me de uma foto de D.A.P.L. Uma ponte, que é um caminho e uma metáfora da Vida, entre cá...e lá! E um corrimão sempre aberto... ao Destino.
"... Assim temos por destino/Dois caminhos predestinados..."
Hoje, neste Post Nº 303, divulgamos o Poema “Pinhão”, de Carvalho Marques, de Santarém.
“Pinhão”
“Arreganhando os dentes
Cachopas e rapazolas
Salpicam os morros
Que encurralam
As águas
Do rio Douro
Eles podam vimes
Eles sacham vinhas
Eles sulfatam bagos
As uvas
São o seu ouro
O seu tesouro
Tesouro
Douro...”
Carvalho Marques, Santarém
Ilustramos com uma foto original, cortesia de “Tâmara Júnior”, in blogue: “Andarilho de Andanhos”. Imagem de uma vindimadeira, em azulejo, de J. Oliveira, na estação ferroviária do Pinhão. Numa linha de caminho de ferro que é um Monumento!
Ilustro com uma foto, também original de D.A.P.L., de Cacela Velha, com placa indicativa do nome de rua atribuída à Poetisa Sophia de Mello Breyner.
Nesta localidade, Cacela, também nasceu um Poeta, na época muçulmana, de cujo nome não me lembro, mas de que também há referência na localidade.
Um lugar mágico e inspirador!
E este post segue na sequência do que foi dedicado, ontem, ao Romance, “O Príncipe com Orelhas de Burro” de José Régio, Poeta que muito aprecio. Talvez, noutro dia, a ele volte novamente. Quem sabe?!
Continuamos na divulgação de Poemas da Antologia. Hoje, neste Post Nº 292, “João de Carvalho (Entre o Palco e a Dor...)”, de João Francisco da Silva (Poeta d’Arruda), de A – Do – Mourão, Arruda dos Vinhos.
“ (Ao Grande Actor e meu Querido Amigo,
Com um genuíno, fraterno e solidário abraço) ”
“João de Carvalho
(Entre o Palco e a Dor...)
I
Encontrou-se a família, a arte e a amizade,
Reforçando bons laços de afecto e harmonia;
Só um Grande Homem dá aos outros felicidade,
Transformando a dor em momentos de alegria!
II
Ana Marta, Diogo Tavares, Ricardo Gama,
O teu sobrinho Henrique, novo sangue do poema;
O público, teu amigo, que te admira e ama;
Por todos eles dou uso à minha humilde pena!
III
Surgiram poemas em erudito florilégio,
Grandes poetas ditos em sublimação;
Camões, Pessoa, Bocage, Espanca, Régio...
Gigantes que moram dentro do nosso coração!
IV
Onde a arte germina e o poema floresce...
Usas portentosas “garras e asas de condor”;
Entre genuínos abraços a amizade cresce
No teu nobre “Reino de Aquém e Além dor”!
V
Tens um extremoso pai, que te apoia e ama tanto,
Uma querida irmã, que é por ti apaixonada,
Os verdadeiros amigos, que te adoçam o pranto
Quando a vida é mais cruel e amargurada!
VI
À tua Leninha prestaste sentida homenagem;
Poesia e canto foram beijos de despedida...
Que a felicidade te acompanhe em viagem
Por todo o futuro, em cada palco da vida!”
“Auditório Sra. Boa Nova – Estoril, 12 de Abril de 2014”
João Francisco da Silva (Poeta d’Arruda), de A – Do – Mourão, Arruda dos Vinhos.