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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

ANTOLOGIA de POESIA do CNAP (XIV)

CÍRCULO NACIONAL D´ARTE E POESIA

C.N.A.P.

 

ANTOLOGIA DE POESIA

 

Este Post é especialmente destinado às Pessoas que, escrevendo Poesia, gostam de a divulgar, enquadrando-a numa Antologia.

 

Artemísia Foto original DAPL 2016.jpg

 

Participar numa Antologia é uma forma diferente de divulgação do que se escreve. Há um sentir-se mais irmanado, mais acompanhado, com outros poetas ou poetisas, que connosco partilham esse meio de comunicarmos e darmos a conhecer o que escrevemos.

 

Malmequeres campestres Foto original DAPL 2016.jpg

 

Por mais humildes que nos sintamos, que ajuizemos os nossos versos como simples e singelos malmequeres, que num campo de flores dão colorido à Natureza, na Antologia, porque coletiva, sentimo-nos mais seguros nesse irmanar de propósitos e sentimentos.

 

Novo Amanhecer Foto original DAPL 2016.jpg

 

Há sempre um sentir esperançoso face ao Livro que nos aguarda e que nós expectamos como se um novo alvorecer se anunciasse. É sempre algo que nasce, que nos nasce, e ainda que nos ultrapasse nesse nascer, nós também nos sentimos fazendo parte, comungando, desse mesmo Nascimento. É sempre um sinal de Esperança, como o são os Livros.

Um sinal de Juventude e de Futuro!

 

Entardecer. Foto original DAPL 2016.jpg

 

Mesmo que nós estejamos mais num tempo de outro tempo, ou sejamos menos jovens, porque o Tempo não nos perdoa e não retorna, por mais que o cantemos, mesmo assim, e precisamente porque assim, ao poetarmos, nós nos transcendemos, no Tempo.

E, apesar do escurecer do findar dos dias, há sempre um vislumbre de Luz, que nos prenuncia outra Madrugada e novo Alvorecer.

E o nosso Poema, os nossos Poemas, são Árvores altaneiras que, guardando a noite e pressagiando a madrugada, prenunciam e aguardam um outro Amanhecer!

 

E, finalmente, o Livro!

Um remansoso e calmo marulhar das ondas do mar!

 

Mar Remansoso. Foto original DAPL 2016. jpg

 

Escreve Poesia?

 

Porque espera?!

Seja Jovem ou menos Jovem, mas tendo em si o condão de escrever e expressar os seus Sentires através da Poesia,

Se está interessado(a) em divulgar o que escreve, participando numa ANTOLOGIA,

 

Contacte: 

CÍRCULO NACIONAL D´ARTE E POESIA

RUA MAESTRO ANTÓNIO TABORDA, Nº 37-2º

1200-714 LISBOA

dinizsampaio@gmail.com

 

 

P.S.

Para melhor se informar sobre o C.N.A.P.,

Remeto-o/a para os seguintes links, em que escrevo sobre o Círculo, sobre a XIII Antologia, e apresento as Antologias em que já participei, entre as quais se encontram aos do C.N.A.P.

 

 http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/xiii-antologia-de-poesia-do-cnap-poema

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/xiii-antologia-do-c-n-a-p-poema

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/xiii-antologia-do-circulo-nacional

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/circulo-nacional-darte-e-poesia

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/antologias-de-poesia

 

 

 

 

Atreva-se / Ouse participar!

 

 

Nota Final: As Fotos são originais de D.A.P.L. (2016), e que também já tem participado em Antologias.

 

“PORTALEGRE – Em MOMENTOS de POESIA” - ANTOLOGIA

Portalegre. Foto original DAPL 2015. jpg

 

 

Introdução

 

Um dos propósitos deste blogue tem sido a divulgação de Poesia.

Enquadrado nesse objetivo, inicialmente, fora pensado para divulgar online, a poesia que tenho escrita e publicada, em diferentes suportes em papel, e, eventualmente, alguma inédita.

Entretanto também divulguei poesia de confrades que participaram na XIII Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia - CNAP.

Igualmente de alguns Mestres, da minha preferência.

Nesse propósito de divulgação de Poesia, nomeadamente de poetas participantes em Antologias, em que eu também tivesse participado, iniciei em 17/07/16, a publicação no blogue, de poesia enquadrada em “Portalegre em Momentos de Poesia”, Antologia de 40 Autores, de 2011, Edições Colibri, coordenação de Deolinda Milhano. Precisamente por “Princesa de Aquém-Tejo”, de autoria da Coordenadora.

Nesse post, o nº 406, prometi continuar essa divulgação. E que iria divulgar de Daniel e de Manuela.

Só hoje é possível, concretizar essa promessa, quase quatro meses depois e já no post nº 459.

É com especial e grata satisfação que o faço e, como se costuma proverbiar: “Mais vale tarde, que nunca”!

Eis então, um poema de cada um dos mencionados antologiados.

 

Corredoura. Foto original DAPL. 2015.jpg

 

Daniel de Jesus

Portalegre

 

“A minha cidade,

Nos braços da serra.

A minha cidade adormecida

Em seus quentes e cansados ramos

Como uma eterna sonhadora.

A minha cidade é, e será sempre,

Criança da vida,

Em passos de enganos

E pés descalços na calçada varrida.

A minha cidade

Cai no sono dos cantares antigos,

Ao serão, na luz dos lares, na voz dos amigos

Que arredam o abandono triste da escuridão.

A minha cidade

Filha do vento, do calor, das gentes.

A minha cidade,

Dor do tempo.

A minha cidade,

Dor da idade.”

 

******* 

Enfeites artísticos. Foto original DAPL. 2015.jpg

 

 

Manuela Cardoso

Avis – Portalegre

 

"AMORES?... ENGANOS?...

Portalegre tu foste

Portalegre tu serás

Ontem, hoje, até morreres

Assim permanecerás

Cidade dos amores

Cidade dos enganos

Pois tu és assim

E serás por muitos anos

Cidade dos amores

Cidade dos enganos…"

 

*******

Antologia Momentos Poesia.jpeg

 

In. “Portalegre em Momentos de Poesia”, 2011, Edições Colibri.

Coordenação de Deolinda Milhano, Portalegre.

As fotos são originais de D.A.P.L. – 2015.

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Sejamos Felizes!”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Hoje, neste Post nº 262, o primeiro após o Natal, continuo a divulgar poesias publicadas na 13ª Antologia de Poesia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, 2015.

Damos a conhecer a Poesia “Sejamos Felizes!”, de Maria Cotovia (Vila Nova da Rainha).

 

Sejamos Felizes!”

 

“Meu amigo se queres saber a verdade

sobe comigo ao alto da montanha

onde uma paz e ternura nos invade

e a felicidade em nós se entranha…

 

A resposta, meu amigo, trá-la o vento

que atravessa todos os continentes

sem amarras nem grilhetas, só um portento

a que ninguém consegue por correntes…

 

Só o vento é mais livre que tudo na terra

e leva as sementes para terreno fértil,

e depois nasce a beleza que a natura encerra

e a verdade se reflete no regato subtil!

 

E a felicidade está nos frondosos amieiros

que ladeiam o rio que corre sem parar,

a felicidade está em ver no pasto cordeiros

e as mães paradas e embevecidas a olhar!”

 

Maria Cotovia, Vila Nova da Rainha

 Listen!

Ovelhas pastando no Vale Foto original DAPL 2014

 

Ilustramos também com uma fotografia original de D.A.P.L., de um rebanho no "Vale", na Aldeia, 2014.

Leia, também, SFF!

Lançamento da XIII Antologia do C.N.A.P. e Poema

XIII ANTOLOGIA do Círculo Nacional D’Arte e Poesia

e

Poema

 

Conforme tenho informado neste blogue, decorreu ontem, dia quinze de Dezembro, a sessão de lançamento da XIII Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, no Centro de Dia da Associação de Auxílio Social da Freguesia de São Sebastião da Pedreira.

Estiveram presentes os seguintes poetas antologiados:

Angelina Santos (Portalegre), Francisco Carita Mata (Aldeia da Mata), José Eliseu (Mexilhoeira Grande), José Branquinho (Ribeira de Nisa), Josefina Almeida (Colmeal), Luís Ferreira (S. João de Negrilhos), Manuel Faria Bento (Gomes Aires), Manuela Machado (Aljustrel), Maria de Lourdes Guedes (Vinhais), Maria Manuela de Mendonça (Faro), Maria Olívia Diniz Sampaio (Lisboa), Rolando Amado (Lisboa), Rosa Redondo (Arronches); bem como alguns familiares e amigos.

O evento contou com a presença do Presidente da mencionada Associação de Auxílio Social, que fez a abertura da sessão, demonstrando o seu gosto e disponibilidade para a realização destes acontecimentos culturais do Círculo Nacional D’Arte e Poesia.

Este “Encontro de Poetas” foi dirigido por Maria Olívia Diniz Sampaio, Presidente do Círculo e Coordenadora da Antologia. Na mesa também estiveram presentes, Francisco Carita Mata, Prefaciador, que leu o respetivo texto e Luís Ferreira, Autor da Capa, que teceu considerações sobre a sua estrutura, representação e significado, tendo também dito Poemas de sua autoria.

Seguiram-se todos os outros Poetas presentes, antologiados ou não, que tiveram oportunidade de ler, dizer, recitar e cantar Poemas seus, da Antologia ou outros, ao seu gosto e critério. Todos agradaram na sua forma mais ou menos espontânea ou elaborada como nos transmitiram os seus Sentimentos Poéticos. E houvera mais tempo e todos tivéssemos mais disponibilidade e ainda teria havido fado e cantigas ao desafio…

Obrigado a todos pelos momentos agradáveis que nos proporcionaram.

Houve ainda oportunidade de interagir construtivamente com o grupo de jovens que, no Centro de Dia, vêm ocupar os tempos livres na resolução dos famigerados T.P.C. (trabalhos para casa), com a ajuda de uma Professora. Aproveitando o facto de uma rapariga festejar treze primaveras, todos lhe cantámos os “Parabéns” e, deste modo, também nos entrosámos num dos objetivos desse trabalho institucional que é promover o convívio entre gerações.

 

Voltando à ANTOLOGIA e, conforme delineado, irei publicando um Poema de cada um dos Antologiados.

 

Hoje e, para iniciar, divulgamos:

 

 

"ESFEROGRÁFICA!"

Esferográfica. In. manualdomundo.com.br..jpg

 

"Uma esferográfica

é uma grande companhia.

Pois sentindo-me sozinha

perante gente desconhecida

sabe bem mexer as mãos

com uma esferográfica

e transmitir algo

verídico, imaginativo ou nostálgico

como desabafo para um papel,

ficando como recordação

do que se passou, recordou ou imaginou

nesse momento repentino.

 

Agora estava a escrever

com uma esferográfica

mas acabou-se a tinta

e senti-me só no mundo!...

 

E p’ra mais hoje é sábado

e às dezoito horas

as lojas estão fechadas!..."

 

Arronches In. cm-arronches.pt.jpg

 

ARRONCHES, 11/07/1998

Maria Olívia Diniz Sampaio.

Nota: Imagens retiradas na net, conforme nelas explicitado. 

 

 

 

XIII Antologia do C. N. A. P. - Poema: "Cacela Velha"

Ponto Prévio:

Tem este post o objetivo de relembrar que é hoje o lançamento da XIII Antologia de Poesia, do Círculo Nacional D'Arte e Poesia, conforme já referido no blogue.

Também como previsto, divulgo a segunda das minhas poesias que figuram na mencionada Antologia.

Acompanhadas de duas belas fotos originais de D.A.P.L., de 2014, já apresentadas noutros posts, da tão peculiar e bonita localidade algarvia. Li, algures, que a UNESCO propôs que esta linda povoação, bem como a Vila Real de Santo António, fossem candidatas à categoria de Património Mundial. Inteiramente justo!

 

Foto original de DAPL Cacela Velha 2014.jpg

 

Cacela Velha

 

Cacela, Velha Cacela

Barco de mastro sem vela

Ancorado frente ao mar.

 

És farol de sentinela

Varanda abrindo janela

Donde se espraia o olhar.

 

Cacela Velha, gazela

Talvez corça, talvez donzela

Presa em teias de luar.

Foto Cacela Velha 2014  original de D. A. P. L. jpg

 Fotos originais de D.A.P.L.

(Publicado também em  Boletim Cultural do CNAP - Nº 124 - Ano XXVII - Jul. 2016.)

XIII Antologia do C. N. A. P. - Ficha Técnica e Poema

XIII Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia

Ficha Técnica

 

Volto a escrever sobre a Antologia.

 

Já informei sobre o lançamento e os participantes antologiados.

 

Já apresentei o Prefácio.

 

Hoje, pretendo abordar mais alguns aspetos da mesma.

 

Informar que:

 

- A Coordenação é de Maria Olívia Diniz Sampaio, a "maestrina" mencionada no Prefácio.

- O Prefácio, já apresentado, é de Francisco Carita Mata.

- A Capa é da autoria de Luís Ferreira.

- Contém Desenhos de Francisco Carita Mata, José Narciso e Luís Ferreira.

- A Edição é do Círculo Nacional D’Arte e Poesia.

 

- Sobre a Edição, pretendo ainda apresentar uma imagem digitalizada da Capa. Mas ainda não tive oportunidade de executar esta tarefa.

 

Desde já refiro que aprecio muito a Capa. Muito minimalista, informando-nos do essencial, com um tipo de letra apelativa: a antologia, a sua ordem sequencial, a respetiva autoria.

Uma imagem estilizada, que nos remete para diversas figurações/significações.

Vejo nela um fruto. Talvez cereja, quiçá maçã. Simultaneamente um coração. Simbolicamente Amor, significante, Mulher, maçã. Cereja, que apetece trincar! Remete-nos para um rosto? Para um corpo?

 

Dir-me-ão… Como quer que saibamos, se não vemos a imagem?!

Pois, lamento. Peço desculpa, mas tereis que esperar que possa dar-vos a conhecer a imagem digitalizada. Até lá, remeto-vos para a V/ imaginação criativa!

 

Também pretendo, se conseguir, dar-vos a conhecer os Desenhos de José Narciso e Luís Ferreira, digitalizados, ou de outro modo, caso alguém mos proporcione.

 

Outro propósito, relativamente a esta Antologia, será divulgar um Poema de cada um dos Antologiados.

 

Cacela Velha - Foto original de D.A.P.L. .jpg

 

Informar ainda que nesta Antologia figuram duas fotos, a cinza no livro, de D.A.P.L., de 2014, ilustrando “Cacela Velha”.

Uma delas é a sugestiva e bonita foto, a cores aqui no blogue, exposta anteriormente, ilustrativa do mencionado Poema  sobre a belíssima localidade, que tantos Poetas e Poetisas encantou. 

 

A outra já foi divulgada em post deste blogue, noutro contexto. Expo-la-ei novamente, talvez, quando apresentar o poema referido, com que pretendo fechar o ciclo dos poemas dos vinte e nove antologiados.

 

E inicio a divulgação dos Poemas com:

Búzio. Digitalização de desenho de F. C. M. - jpg

 

 

 

 

 

 

 

"Sussurra-me ao ouvido...

 

Diz-me palavras doces, calmas, serenas

Murmúrios de brisas, cantos de sereia

Toca-me de leve, tão somente e apenas

Teus leves passos musica sobre areia…"

 

 

Conchas. Digitalização de desenho de F. C. M. .jpg

 

Francisco  Carita  Mata, 07/10/07

 

 

 

ARRONCHES

 Continuo com a divulgação das poesias publicadas em Antologias. Hoje, da IX Antologia do C.N.A.P., de 2006.

IX Antologia CNAP 2006.jpg

 

ARRONCHES

 

Arronches, és linda terra

Vila grata, de agradecer

Teu poder em ti encerra

A arte de bem receber.

 

Forte, bela e formosa

Prazenteira, donairosa

No primavera trajar

Luminosa, brincalhona

Divertida, foliona

No verão, a festa a reinar.

Monumentos, construções

Do tempo de paz e guerra

De tão nobres tradições

Arronches, és linda terra!

 

Tens um museu de a brincar

O passado ao futuro ensinar.

Dos gaivões numa lapa

Que ao vandalismo não escapa

Estilizadas, singelas pinturas

De homens de outras lonjuras.

Orvalhada, planta pinheira

Vista nesta vez primeira

Aprendemos a conhecer.

Vila grata, de agradecer!

 

Assunção, da vila é freguesia

Mosteiros, de Moitas também.

Esperança é ridente alegria

Freguesia mais além.

Hortas de Baixo e de Cima

Barulho e Marco à fronteira

Aldeias, lugares de rima

De encanto, beleza altaneira.

No povo, no campo e na terra

Teu poder em ti encerra.

 

Em Julho houve uma roda

No Centro, poetas a versejar

Cada um disse à sua moda

Sua forma de encantar.

Arte, humanismo e cultura

São herança que perdura.

Estar entre gente fraterna

Família e poetas reconhecer

Cortesia de quem ordena

A arte de bem receber!

 

 

Escrito em Julho de 2003.

Publicado em:

- Boletim Cultural Nº 65 do Círculo Nacional D’Arte e Poesia – Set. 2003.

- IX Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP – 2006.

VII Antologia CNAP 2003.jpg

 

 

 

 

 

 

Notas Finais:

Esta narrativa poética, sob a forma de "décima", foi escrita na sequência do lançamento da VII Antologia do CNAP, em Arronches, 2003, em jeito de agradecimento à forma como fomos recebidos.

Ficava bem uma foto da Vila. Talvez um dia calhe... Fica a sugestão!

 

 

Retalhos do Alentejo...

AQUÉM TEJO

Há quem do Tejo só veja

O além, porque é distância

Mas quem de Além Tejo almeja

Um sabor, uma fragrância

Estando aquém ou além, verseja

Do Alentejo, a substância.

 

MATA, ALDEIA e encanto

Terra aonde eu nasci

Corra este mundo e tanto

Hei-de voltar sempre a ti.

 

À chuva e sol a pino

Com amor e devoção

Vai tecendo o seu destino

ARRAIOLOS, bordado à mão.

 

ARRONCHES, és linda terra

Vila grata, de agradecer

Teu poder em ti encerra

A arte de bem receber.

 

Monte forte e altaneiro

Tem nome e gente de fama

Sendo antigo é prazenteiro

Vila, MONFORTE, se chama.

 

MOURA, moira e mourama

Leve seja o teu penar

Que o destino te chama

Sem encantamento quebrar.

 

Ode ao Mira é ODEMIRA

Lindo som, lindo grafema

Quem a viu não se admira

Que tenha nome de poema.

 

Não sabia que havia

Uma igreja numa anta

Minha admiração foi tanta

Espantei-me em PAVIA!

 

Ser VILA é um privilégio

NOVA será uma condição

De MIL FONTES é sortilégio

Estar em nosso coração!

 

PORTALEGRE, porto ou porta

Na encosta, ridente alegria

Cidade e serra comporta

Capital do meu dia-a-dia.

 

Do nascer do sol ao poente

És Alma subtil, bem amada

De norte a sul está presente

Em nós, querida ALMADA.

 

NOTAS:

  • Este Poema, resultante da junção de várias quadras e uma sextilha, escritas em diferentes momentos, algumas quadras da década de 80, está publicado na VIII Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, 2005.
  • As quadras sobre Aldeia da Mata, Arronches e Monforte fazem parte de décimas, também publicadas, na IX Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, 2006.
  • Gostaria de as ilustrar com fotos ou desenhos originais.

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