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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

07.Out.17

«ESCUTA!...»

Francisco Carita Mata
POESIA de João Guerreiro da Purificação.  «ESCUTA!...» «Se à Bíblia deres razãoMuda a tua vida de vezNão faças que a tua mãoVeja o bem que a outra fez. Se tu pousares com amorA mão num ombro qualquerNão toques sino nem tamborQue tal bem morre ao nascer. Se levares pela mãoAlguém em rude caminhoNão digas ao teu coraçãoNem fales disso ao vizinho. Se houver alguém que te piseOu te der algum encostoDesculpa-te com um sorrisoCom esse, do pé mal posto. Se tens arestas (...)
15.Mar.15

CAVALO de FERRO!

Francisco Carita Mata
CAVALO de FERRO Eh! Cavalo de ferroQue malhas no ferroRepisando no erro!A campainha, já avisadaAnuncia a tua alvorada.Trriim, Trriim, Trriim, Trriim,Trriim, Trriim, Trriim…Debita milhões de decibéis.(Ralos, não vos raleis.Vosso ralar já não rala.Que outra Natureza nos fala!) Ainda ao longe, relinchas.Estremecem os teus compinchasLembrando a tua chegada.ppppiiiiiiiiiIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIE galopas sobre as travessasMaradas das tuas pressas.catrapum, catraPUM, CATRAPUMCA (...)
15.Mar.15

Um QUADRO

Francisco Carita Mata
 Um Quadro Comprei um quadro, um quadro, uma telaUm quadro, uma tela.Pintado em pano, em pano de velaEm pano de velaDe barco ou de caravela.Barco já morto.Pescado no TejoNo Tejo a morrer.Comprei um quadro, um quadro qualquerComprado no Rossio, a uma mulherA uma Mulher.Mulher, meia-idade, idade vivida.Que está vendendo, vivendo sofrida.Já teve um emprego.Já esteve empregada.Agora… Está no prego.Vende quadros.Mais nada!    Escrito em 1976/77.Publicado em:III Antologia de Poesia (...)
15.Mar.15

A Morte ronda-me a porta

Francisco Carita Mata
Continuo a divulgar poesia publicada em Antologias.   A Morte ronda-me a porta                        Thánatos Nascem-me raízes nos pésO pensamento me gelaDo (...)