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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Uma viagem de comboio em 1990 (II)

Na Linha do Leste: Peripécias e Avarias! 

Caminho para apeadeiro. Foto Original. 2021.12.01.jpg

«Chover no Molhado» (II)

«Lá arranca o dito na direcção Leste: V.N. da Barquinha… Stª Margarida, e… quase a chegarmos à estação do Tramagal, o comboio pára.

O que se passa? O que é? O que acontece? Perguntam-se os passageiros, questionam os funcionários em serviço (por sinal atenciosos), mas também estes, durante um certo tempo, pouco puderam explicar, pois entre o que se passava na máquina, onde certamente estava a avaria e se encontrava o maquinista e a carruagem, imediatamente a seguir, não havia qualquer meio de comunicação rádio. Só com a saída dum empregado, para falar com o maquinista, se soube que a máquina estava avariada. E como foi o contacto deste com a estação do Tramagal? A pé, até à estação, a comunicar a avaria, para que o chefe providenciasse a sua resolução.

Esteve-se mais de uma hora nisto, perto da estação do Tramagal, os ânimos exaltavam-se, os empregados atendiam o melhor que podiam e lá fora chovia, chovia no molhado…

Com um veículo amarelo, chamado “tractor” lá foi o comboio puxado para o Tramagal. Aí, ainda esperámos algum tempo (pouco, comparativamente com o que já esperáramos) pela vinda duma máquina do Entroncamento que, substituindo a outra, nos levaria para o resto da viagem em direcção a Badajoz. (No mesmo sentido que o nosso, mais atrás, seguia o da Beira Baixa e obviamente também atrasado e a atrasar-se, pois não podia ultrapassar-nos.)

Confiantes no nosso bom destino lá seguimos. Duas avarias na mesma viagem não é vulgar, mas… não há duas sem três.

Depois da Ponte de Sor, os sintomas que se verificaram antes do Tramagal reapareciam na máquina substituta: afrouxamento, quase a parar. A custo conseguiu chegar ao apeadeiro da Fazenda e a velocidade reduzida (20 à hora, comentava-se!) chegou-se a Torre das Vargens.

Estariam aí terminadas as peripécias desta viagem? De modo algum!

Nesta estação, houve que fazer transbordo para uma automotora Nohab, das que circulavam nos ramais de Portalegre e Évora, entretanto desactivados de circulação de passageiros. E que, este ano de 1990, passaram a fazer a ligação Torre das Vargens – Elvas e vice-versa, em certos horários, inclusivé nalguns bem movimentados de fim de semana, em que os passageiros vão à cunha, sem o mínimo de condições. O aquecimento sem funcionar, uma barulheira infernal na carruagem onde segue a máquina, muitos decibéis acima do que qualquer ouvido humano deve suportar e, no compartimento de 2ª classe,… bancos de pau. De pau, como nos velhos tempos do Oeste!

Finalmente, chegou-se! Com quase 3 horas de atraso, com todo o desconforto possível, desrespeito por quem paga bilhete e falta de comodidade e… SEGURANÇA. (…) »

Chegada a Aldeia. Foto Original. 2021.12.01.jpg

*******

Neste segundo excerto, relato as peripécias da viagem. Num terceiro, em próximo postal, explicitarei algumas questões que expús às Entidades a quem dirigi a missiva.

As fotos mostram o caminho na direção do Apeadeiro. A primeira no sentido de ida para a estação, para apanhar o comboio. A segunda, no sentido do regresso, proveniente do apeadeiro em direção à localidade: Aldeia da Mata. 

São 3Km, que percorri imensas vezes, sei lá quantas, indo ou provindo da viagem de comboio. À data, anos setenta e oitenta, demorava trinta minutos neste percurso, em passo acelerado.

Haja saúde e muito obrigado pela atenção!

 

Postal Mil! 1000!

Milésimo postal, em Aquém Tejo!

Este é o meu postal nº 1000! Mil! O milésimo post, em “Aquém-Tejo”!

Nesta milésima missiva, a palavra fundamental: Obrigado!

Obrigado à Equipa SAPO, a todos os intervenientes nesta Entidade e Estrutura Comunicacional. Que me tem permitido, desde 8 de Outubro de 2014, expor, divulgar, publicar os meus textos, de variada índole, temática e estrutura. Os textos de Amigos meus. De conhecidos ou não, integrantes de várias Antologias de Poesia em que tenho participado. As fotos também de Amigos e/ou Familiares. Também as minhas, quase exclusivas, há relativamente pouco tempo. Divulgar assuntos que considero relevantes e alguns são-no mesmo, outros nem tanto. Dar a conhecer muitas realidades, eventos que os meios de comunicação divulgam pouco ou nada.

Temas, assuntos, abordagens, que de algum modo me tocam. Que estão “aquém”, me estão próximas, física, geográfica ou sentimentalmente.

Localidades, aldeias, vilas, cidades a que me ligo de algum modo.

E me permitiu criar outro blogue, desde 10 de Setembro de 2021! “Apeadeiro da Mata”!

(Aquém- Tejo já fez 7 anos! Sete anos dá direito a entrar e frequentar a “Escola Primária”!)

Rosa de Cheiro III. Foto Original. 2021.05.02.jpg

Obrigado às Pessoas que subscrevem o blogue. De algum modo penso, idealizo-as como destinatárias das “mensagens” que envio. Um postal é sempre uma mensagem, que emissor envia a destinatários, recetores dessa missiva.

Obrigado às Pessoas que subscrevo, que gosto sempre de ler ou ver, apreciar, os vários postais que vão publicando. Processa-se sempre comunicação, interação, apesar de a quase totalidade ser só conhecida virtualmente. Contextualizam-se aprendizagens, interações positivas.

Rosa de Cheiro V. Foto Original. 2021.05.02.jpg

Obrigado aos detentores de blogues que visito na plataforma SAPO ou noutras estruturas, com quem tenho sempre aprendido ao longo destes sete anos.

Obrigado aos Visitantes e Visualizadores dos postais do blogue, seja na plataforma SAPO ou noutras estruturas comunicacionais. As visitas, as visualizações, são um indicador precioso do processo de comunicação. São um barómetro, um perfil da adesão comunicacional. Dos assuntos mais relevantes.

Rosa de Cheiro VII. Foto Original. 2021.05.02.jpg

Obrigado a todas as Pessoas que tecem Comentários ou assinalam como Favoritos os diversos postais, com quem interajo sempre, com quem tenho aprendido sob variados aspetos. Que direta ou indiretamente formulam sugestões, que muitas vezes sigo, que me dão ideias para outros postais, alguns até se tendo tornado temáticos.

Tenho sempre a preocupação de agradecer. Porque num processo de comunicação deverá haver sempre um retorno. Se alguém “entra” no nosso “espaço” e nos diz algo simpático, merece sempre a nossa atenção e resposta. Um simples Obrigado até é bastante! Importa que seja “dito”, escrito.

Rosa de Cheiro VIII. Foto Original. 2021.05.06.jpg

E termino com uma quadra subordinada ao tema Obrigado e que já terei divulgado no blogue.

Obrigado é mais qu’uma palavra!

Nela se grava nobre sentimento

Sentir que nosso coração nos lavra

E em nós desbrava um nov’alento!

 *******

E que venham mais mil postais. Em Prosa ou em Verso. Com Fotos, de preferência.

(E, a propósito de fotos, são todas de “Rosas de Cheiro”!)

 

A Luz e a escuridão!

A Luz é sempre melhor que a escuridão!

Sugestões / Pedidos / Propostas.

Hoje, no blogue Aquém-Tejo, coloco alguns assuntos, simples pedidos / sugestões / propostas, que tenho efetuado aos Órgãos Autárquicos da minha Aldeia. Concretamente à respetiva Junta de Freguesia e Câmara Municipal.

Coisas bem simples, mas que parecem quase transcendentes, dado que não sendo a primeira vez que formulo esses pedidos / sugestões eles tardam em serem realizados.

Azinhaga Atafona. Foto Original. 2021.05.02. jpg

Sugestão de colocação de uma lâmpada no poste, junto ao quintal de Drº Agostinho. Onde?! Na antigamente designada “Azinhaga da Atafona”, atualmente nomeada por “Travessa do Fundão”.  No local onde ela se “cruza” com a “Azinhaga do Poço dos Cães”, a “Azinhaga Estreitinha” e a “Azinhaga” que liga para a Fonte e Ribeira do Salto e para a Ribeira da Lavandeira.

Da primeira vez que fiz estes pedidos, julgo que em 2017/18, não obtive qualquer resposta.

Ao pedido efetuado este ano, 25/06, a Junta de Freguesia teve a amabilidade de me responder. Ainda espero resposta da Câmara.

Tenho hesitado muito em trazer estes assuntos ao blogue, porque não gosto de escrever “coisas negativas” sobre a minha Aldeia. Aquém Tejo tem vários postais sobre Aldeia e, neles, valorizando o que Aldeia tem de bom.

Sim, porque uma aldeia, por ser aldeia, não tem menos importância ou valor que uma cidade por ser cidade. Adiante…

Mas com este tardar em levar a cabo uma coisa tão simples como colocar uma lâmpada num poste, até eu me farto às vezes de ser aldeão!

E farta-me que neste País se julgue que é apenas Lisboa que conte. Que tanto dinheiro aí se gaste, muitas vezes a fazer e desfazer obras anteriores… E o Porto, vamos lá.

E o Interior seja esquecido. Mas se no Interior os agentes privados e públicos também se esquecem de pugnar por coisas tão simples… Depois, admiramo-nos que os mandantes deste país só se lembrem de Lisboa. Que está como está, diga-se.

E, sim, tratem lá de colocar uma lâmpada no poste. A Luz é sempre melhor que a escuridão!

 

Outros assuntos que também abordei:

Cruzamento Azinhagas. Foto Original. 2021.05.02.jpg

Estruturação de forma mais definitiva do espaço no “cruzamento” mencionado.

Isto é, em vez de colocarem entulhos e areão, pavimentarem com alcatrão ou eventualmente calçada. E um sistema de escoamento das águas pluviais.

Quintal abandonado. Foto original. 2021.05.02.jpg

E diligenciarem no sentido de que os particulares limpem os quintais abandonados, na localidade. E terrenos circundantes. Porque da Aldeia são também os terrenos que a rodeiam.

Quintal abandonado. Foto original. 2021.05.02.jpg

Nos pedidos efetuados, ilustrei e documentei com fotos, que acompanham também este postal. São de Maio. Agora as ervas estão secas. A serem cortadas com máquinas, todo o cuidado é pouco. À data referida, o respetivo corte estaria mais facilitado e menos perigoso.

Haja Saúde! Muita! E Cuidados: com os fogos e os focos. De Covid!

*******

P. S. – Este postal, específico sobre Aldeia da Mata, será, provavelmente, o último deste teor a figurar em “Aquém-Tejo”. Ontem, “criei” um blogue especialmente destinado à localidade: “Apeadeiro da Mata”. Aí figurarão os assuntos respetivos. Obrigado.

 

COMBOIOS: Transporte de Passageiros regressa ao Alto Alentejo?

COMBOIOS

Alfa_Pendular in wikipedia.jpg

 

O Transporte e Passageiros vai regressar ao Alto Alentejo!

Não resisto a publicar, aqui, esta NOTÍCIA, reportando para a respetiva fonte: O JORNAL DIGITAL "ALTO ALENTEJO".

A ser verdade, que até me custa a acreditar, só irá parar nas mencionadas estações?!

E o Apeadeiro da Matta?!

E quem quiser partir de Lisboa, como será a ligação?

Vou tratar de saber!

 

E, se se interessar também por: Viagens surreais no tempo... faça o favor de ler!

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