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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

XXIV Antologia da APP – 2020

Associação Portuguesa de Poetas

Foto Original. 2020. 04. jpg

A APP – Associação Portuguesa de Poetas vai organizar a sua XXIV ANTOLOGIA. Vou participar, tal como no ano passado e em vários anos, principalmente nos mais recentes, em que tenho mais disponibilidade.

(Tenho participado em diversas Antologias organizadas por diversas Entidades.

A minha primeira Antologia foi em 1985, na II Antologia de Poesia Contemporânea, organizada por Luís Filipe Soares, sócio fundador nº 1 da APP.)

Foto Original. 2020. 04. jpg

A APP é uma Associação, principalmente dedicada à Poesia e sua divulgação, cuja fundação ocorreu em 1985. Sou sócio desde 1986. Atualmente, sócio nº 4.

Foto Original. 2020.04. jpg

Sobre a participação na Antologia, a Associação enviou aos Sócios as respetivas Normas, em PDF. Não conseguindo transpor para o blogue o conteúdo total do regulamento, transcrevo alguns dos itens principais.

Participação destinada aos Sócios, quotas pagas de 2019.

Enviar de 1 a 4 textos, poesia ou prosa, inéditos, se possível. Máximo 30 linhas cada, A5, Times New Roman, tamanho 12, word. Tema Livre.

7 Euros / página. Direito a 1 livro por texto.

(Curta Biografia: máximo 25 linhas e Foto.)

Envio de textos até 31 de Outubro.

                                                                                                               

Se quiser saber mais, pode contactar: associacao.poetas@gmail.com

Endereço físico - Sede: Rua Américo Jesus Fernandes 16 A 1800 – 023 – LISBOA. (Olivais, perto da Av. de Berlim, não muito longe da Gare do Oriente.)

Foto Original. 2020. 04. jpg

Uma das atividades que a APP organiza são as Tertúlias, tanto na Sede, como no Vá Vá – Avenida de Roma, também em Lisboa.

Próximo domingo, dia 27/09: Tertúlia na Sede, habitualmente a partir das 15h.

Participe! Esclareça-se através da Associação, nos endereços referidos.

Foto Original. 2020. 04. jpg

Participar numa Antologia é sempre uma atividade enriquecedora. Para além de ter poemas seus divulgados, também tem acesso aos que outras Pessoas escrevem.

Divulga o que é seu e aprende com os Outros!

Foto Original. 2020. 04. jpg

E depois existem sempre os eventos tertulianos, durante algum tempo suspensos, devido a Covid. Entretanto retomados. (Desejamos que sem novas suspensões.)

Foto Original. 2020. 04. jpg

E Viva a XXIV Antologia da APP!

 

(E as Fotos?! Representam a diversidade da Poesia e da APP. Veja se consegue saber o nome de todas as flores, S.F.F.)

Um Poema de Despedida!

“REQUIEM  PARA  UM  IRMÃO”

 

“Partiste

Assim como um suspiro, folha de árvore que cai

Alguma aragem, tão livre, como a natureza quis.

Olha, irmão,

Por aqui, o mundo gira igual, louco, caótico e indiferente.

O sol volta a pôr-se magnífico em fogo, lá no horizonte

Há vidas que hoje se te vão juntar e amanhã

Sempre a vida brotará de outros seres e haverá novo sol.

Perdeste o respirar, o olhar, a magia desta Primavera

Saberás de nós nesse outro lado? Como tudo é insondável!

E assim nos deixaste sem queixas, sem remorsos, como um guerreiro.

Onde estarás agora?

As tuas coisas, os teus objectos estão iguais no seu canto

Mas não são mais os mesmos sem ti

E esperam, esperam, sem jeito.

No bosque dos meus afectos sinto-te mais perto

O rio escorre seus murmúrios e continua

Com as libélulas, os peixes, os minúsculos insectos

Tudo no seu ritmo natural de sempre.

Flores selvagens, os pequenos algodões e os fulgores.

É primavera, as aves cantam e tudo mexe,

Há sinais ao redor, há perfumes, há rastolhadas,

Seres da terra de que não sei o nome

E por vezes o vento, nas ramagens,

Que tudo agita e tudo harmoniza.

Olha, meu irmão

Oiço o Réquiem de Mozart e deixo-me sucumbir

É tão belo, é tão triste, tão fora deste mundo

Como tu estás, agora!

Se por alguma razão que não sei

Se por algum profundo mistério

Se também tu estiveres a ouvir…

Será, será que também te comoves?”

 

ROLANDO AMADO RAIMUNDO

24 DE MAIO DE 2020

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Foto original. Portalegre vista do Passadiço. 2019. 05.jpg

 

Voltamos à Poesia.

 

Como algumas vezes neste blogue, um lindíssimo Poema de Despedida. Também tenho alguns meus escritos e aqui divulgados, acenando Adeus a Pessoas que nos são queridas. Também de outras pessoas.

Muito bonito, este Poema.

 

De Rolando A. Raimundo, também sócio do CNAP – um dos organizadores e participantes nas Tertúlias do Círculo. Também um dos colaboradores do Boletim Cultural, tal como D. Olívia, Alma Mater do Círculo, ativa divulgadora e promotora da Cultura ligada à Poesia e Artes; António Diniz Sampaio e Luís Filipe Soares, sócio nº 1 e fundador da APP, organizador e dinamizador das Antologias de Poesia, das Maratonas e outras atividades culturais, nos anos oitenta do séc. XX.

 

A divulgação deste Poema insere-se num dos propósitos deste blogue que é a divulgação de Poesia de “Outros Poetas e Poetisas”! Desiderato bastante bem documentado, com Poesia. De elementos da APP, do CNAP, de “Momentos de Poesia”, da SCALA; de Pessoas de Aldeia da Mata.

 

Poucos blogues, ou nenhuns (?), neste universo (digital), realizam ação igual ou semelhante.

Eu também agradeço a amabilidade de todos os participantes, que desse modo também engrandeçam este universo particular e específico de Aquém Tejo.

 

(Foto? - Original de Cidade de Régio, vista do "Passadiço".)

“Em Casa D’Amália” – Tertúlias semanais na RTP1

Fado – Poesia - Cultura

Fafá de Belém, Waldemar Bastos, Dany Silva - André Dias e Bernardo Viana

Apresentação de José Gonçalez

 

 

Foto Original. 2019. 05.jpg

 

Programa da RTP1, tertúlia transmitida às 6ªs feiras, à noite. Na passada sexta, dia 19, já o nono programa. Em semanas anteriores, algumas vezes visualizei excertos do programa. Neste último, face aos tertulianos presentes, deixei-me, em boa hora, levar na onda. Quando e onde podemos ouvir, assim numa assentada, Fafá de Belém, Waldemar Bastos, Dany Silva, acompanhados por André Dias e Bernardo Viana, dois jovens músicos, engrandecendo a tríade de cantores?! Dany e Waldemar também executantes.

 

Num jeito muito informal, apresentação de José Gonçalez, precisamente na Casa de Amália, à Rua de São Bento, na sala, deduzo eu, bem bonita, por sinal.

Programa, homenageando a Diva do Fado, recriando, de certo modo, as tertúlias que Amália promovia na sua própria casa. Neste programa foi precisamente lembrada a célebre tertúlia em que participou Vinícius de Morais, também Ary, Natália Correia, David Mourão Ferreira, em 1968, génese de disco editado em 1970: Amália – Vinícius.  

 

Programa excelente! Parabéns aos participantes. E Obrigado pela beleza de Música e Canções que nos trouxeram.

 

E que saudades tenho das tertúlias. Das Tertúlias de Poesia, confinadas, com esta coisa do Corona!

 

Da APP – Associação Portuguesa de Poetas. Na sede, aos Olivais; no Vá – Vá, na Avenida de Roma. Ambas em Lisboa.

Do CNAP - Círculo Nacional D’Arte e Poesia. Ultimamente no Café Império. Anteriormente, ao Centro de Dia de S. Sebastião da Pedreira. Também em Lisboa.

De “Momentos de Poesia”, no Café José Régio, antigamente “Café Facha”, em Portalegre.

Da SCALA – Sociedade Cultural das Artes e Letras de Almada, na Sede – R. Conde Ferreira – Almada Velha ou na Oficina de Cultura, no centro de Almada.

 

E.. Viva  a Poesia! Viva o Fado! Viva Amália!

 

E novamente parabéns a todos os participantes e organizadores do Programa da RTP1, supramencionado.

Cinco Estrelas!

Covid  – 19 e Poesia!

Covid 19 e Poesia?!

 

Surpreende - se, Caro/a Leitor/a?!

 

Pois… Poesia, mas nenhum poema que eu tenha escrito sobre o tema. Ainda que goste de escrever sobre temáticas de cariz social, muitos textos poéticos, mais ou menos originais, melhor ou pior escritos, têm sido publicados neste blogue sobre assuntos dessa natureza.

Desde “Amor do facebook”, até “Selfie” ou “Sexta - feira negra”, muitos têm sido os “postais” que tenho publicado, divulgando poesias dessas áreas.

 

Todavia este tema, assunto, que agora assoberba os meios de comunicação, pela sua importância e gravidade, não me suscita a criatividade poética.

Então a que propósito a Poesia se interliga com o célebre dito “bicho”, que nos atormenta e inquieta, nos condiciona, a todos nós, em todo o mundo?

 

Bem… Várias das Associações ligadas à Poesia, a que estou associado, decidiram, e muitíssimo bem, suspender as diversas atividades programadas para Março, aplicando as medidas de contenção face à propagação do vírus. Decidiram bem, tive oportunidade de manifestar a minha concordância através do mail, tanto para a APP, como para a SCALA.

 

Não quer dizer que as reuniões, encontros poéticos, tertúlias, tenham assim números assombrosos de gente, é verdade, e é pena, mas não sendo muitos, que geralmente não somos, de facto, somos muitíssimo importantes, como, aliás, todo e qualquer Ser Humano, apesar de haver por aí grandes camafeus…

 

Mas, reconheça, Caro/a Leitor/a que não é toda a gente que tem o dom da Poesia…

E o que seria do Mundo e de Portugal sem os Poetas, as Poetisas e a Poesia?!

 

Está, deste modo, explicada a interligação Covid 19 – Poesia. E logo neste mês tão emblemático, dedicado à Primavera e à Poesia.

 

Ainda farei a conexão deste dito cujo, cujo nome se omite para afugentar maus presságios, com outros contextos.

 

E quanto à criatividade poética sobre o mesmo, nada me garante que ela não possa acontecer, pois que não mando no meu pensamento criativo, por vezes surgem-me poemas, poesias, versos, prosas poéticas, quando menos espero. Ser Poeta é um Destino, é uma Condição, em que não me determino. Acontece Poesia… muitas vezes, independentemente da minha vontade.

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/tens-c-roa-de-rei-em-reino-de-terror

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/venceremos

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/da-janela-o-hospital-vejo

E por hoje, e por agora, termino este meu postal!

 

Saudações Poéticas!

Não! Não vou falar de Óscares!

Cultura: Oficina – Vá, Vá: Poesia

Almada – Praça S. João Baptista; Lisboa – Av. de Roma

 

Porque havemos de viver permanentemente condenados a esta sina de conexão umbilical à cultura de outros povos, à cultura global, esquecendo o que é nosso, o que nos identifica enquanto sujeitos autónomos, independentes e portadores de uma cultura específica, particular e peculiar?!

Não menosprezo a importância dos ditos cujos. Que, aliás, saúdo, os vencedores… (Sempre os vencedores que são louvados! E os “perdedores” não merecem também o nosso louvor? Que seria do vencedor se não houvesse vencido?!... Adiante.)

 

Venho falar-vos de Cultura, nossa e de Poesia também, Cultura sempre!

 

Na Oficina de Cultura – Almada foi inaugurada a 26ª Exposição de Artes Plásticas da SCALA. No postal anterior, escrevi que vislumbrara algumas das obras, agora já posso falar com mais conhecimento de causa, pelo que vi na inauguração, no passado sábado, dia oito.

Vá - Vá, não perderá o seu tempo, pelo contrário, sairá enriquecido/a, desfrutando da contemplação dos vários trabalhos expostos. Alguns até podem ser adquiridos.

Conforme já mencionei, nos fins-de-semana há programas específicos, envolvendo outros domínios artísticos. No sábado, cantou e encantou o Grupo de Cantares do Castelo de Sesimbra.

Iniciativa por demais louvável, que engrandece a nossa Cultura, a Cidade, a Oficina de Cultura, a Autarquia, a SCALA. E os seus associados agradecem. Está ali exposto muito trabalho, de muito boa gente, que se entrega a estas tarefas com muitíssima dedicação, desde a conceção até à organização e montagem de toda a logística expositiva. Parabéns e Obrigado a todos, realce especial aos Artistas!

 

E como me manda ir, ainda voltarei, pode crer.

 

E também fui, sim! Fui ao Vá – Vá, Avenida de Roma – Lisboa, à habitual Tertúlia da APP, do 2º sábado de cada mês. Ainda que apenas à 2ª parte. Mas valeu!

Após a degustação da praxe, como manda a sã convivência, iniciou-se a segunda ronda.

 

Joaquim Sustelo disse, dedicado aos Alentejanos, um belíssimo poema de Maria João Brito de Sousa, “… a Ceifeira dos trigais…”; bisou, de Felismina Mealha, alentejana “…Era Dezembro, Mãe, tão perto do Natal…” e ainda lhe ouvi, de sua autoria, “Poema de núpcias de D. Balbina”!

Maria da Encarnação Alexandre (MEA), disse “Enigma … para lá da luz o escuro da distância…” e um poema dedicado às Mulheres: “Mulher é poema de rima perfeita”.

Maria Helena disse um poema de homenagem a José Afonso e “Ser Poeta!”: “…só a Poesia pode salvar o mundo…”

Feliciana Maria disse “Apelo”, um poema sobre a preservação dos oceanos…

Daniel Costa: “Pressa de viver”!

Bia Maria: “…Cantavas só para mim…”, e “…Naquele dia…”

Felismina Mealha: “… Voltaria mil vezes a percorrer aquele caminho…”. E, de Miguel Torga, “Musa ausente”.

Helena Barradas disse poema de Sophia, “Aquele que partiu” e, de seu irmão, “HH – Herberto Helder”.

Graça Melo disse de seu livro, de Homenagem a Alberto Caeiro, “… pouco a pouco…” e “… o homem vai andando…”

Francisco Carita Mata, de seu livro que irá acontecer: “Selfie” e “Amor do facebook”.

Bento Durão, também da comunidade alentejana e ademais fadista, só esteve na 1ª parte e não nos deu o grato prazer de ouvirmos um fado!

Su Sam não quis dizer!

Estranho a ausência de alguns poetas e poetisas. Alguns doentes. Formulamos votos de rápidas melhoras.

(Falhas, omissões aqui detetadas, agradeço que mas corrija, SFF. Este cronista não é muito fiel! Muito Obrigado. E Muitos Parabéns a todos!)

 

 

 

 

Poesia e Fertagus?! Crónica Poética e não só!

"VÁ – VÁ": Poesia – Antologia (XXIII) – APP – Associação Portuguesa de Poetas

Fertagus ?!

 

As Tertúlias da APP, do 2º sábado de cada mês, a partir das 16h. 30’, voltaram a ser realizadas no VÁ – VÁ. E bem! Que são uma ocorrência poética, que já há alguns anos se vem desenvolvendo naquele espaço lisboeta, sob a batuta da APP. E, anteriormente, noutros enquadramentos, alguns documentados em fotos no local. Comparecemos vinte pessoas, das quais dezoito “Disseram” Poesia, dos próprios ou de Outros.

Cada um a seu jeito e modo, contribuiu para o engrandecimento da Poesia! Da POESIA! (Que é esse desiderato que nos deve unir. E que nos chega e nos basta! A Poesia!)

Disseram “Presente!”: Graça Melo, Daniel Costa, Francisco Carita Mata, Aires Plácido, Júlia Pereira, Bia Maria, Joaquim Sustelo, Santos Zoio, Pais da Rosa, Felismina Mealha, Fernando Afonso, Fernanda Beatriz, Tita Tavares, Maria Saudade, Custódia, João Coelho dos Santos, Quim Marques, Maria Helena.

(Estranho a ausência de alguns poetas e poetisas, habitualmente presentes. Sobre alguns me informaram que estão doentes. Aproveito para lhes desejar rápidas melhores. Outros têm outros compromissos. Voltem todos, engrandecem a Associação e a Poesia!

Apesar do ruído que continua, o Vá – Vá é sempre o VÁ – VÁ!!!)

 

Também foi entregue a XXIII Antologia a quem o pretendeu. Está bonita, sim! (Os vinte e três anos!) Uma capa muito sugestiva, que nos apela ao desbravar da leitura. Que ainda não tive oportunidade de fazer totalmente. Mas já a folheei na totalidade, lendo em “diagonal” sobre os antologiados. Técnica e materialmente, apreciei o objeto, a forma, a dimensão, o tipo de papel…E também já li alguns poemas. Alguns Poemas de que gostei imenso e com algumas surpresas muito agradáveis, para mim! Estão todos de parabéns. Poderemos gostar mais ou menos de uns do que de outros, concordar ou não… é um direito de cada um expressar-se livremente… também com respeito e consideração por quem lê: o(s) Outro(s), para quem escrevemos! Os Organizadores, com todo o trabalho que tiveram, merecem a nossa especial consideração. Porque há sempre muito esforço organizativo.

Existirão algumas gralhas, mais ou menos técnicas, ou tipográficas. Existem sempre!

 

Não posso deixar de frisar o que já expressei pessoalmente: A ordenação dos participantes deverá ser feita alfabeticamente. É o critério mais objetivo! Qualquer outro método é sempre por demais subjetivo e aleatório.

 

*******

E não posso deixar de aproveitar para outro assunto. As minhas “deslocações capitais” são habitualmente via Fertagus! Fui numa carruagem das que tiveram lugares sentados reduzidos. Sábado, levava pouca gente, para o que é habitual em dias de semana e horas de ponta. Também já viajei nesses dias e horas… o tratamento é de gado para matadouro, ou pior! As Pessoas são tratadas “abaixo de cão”! (Que estes agora são chiques!) (Infelizmente a situação aplica-se a outros meios de transporte de toda a “Cintura de Lisboa”!)

É imperioso e urgente que as Cidades, nomeadamente Lisboa, sejam “pensadas” de outro modo, no que respeita às suas funcionalidades e serviços. Que os espaços, em todas as suas valências, sejam “pensados” globalmente, de forma articulada pelos diversos agentes fundamentais no terreno. E que as Pessoas sejam vistas e tratadas como PESSOAS!!!!!

 

Tenho dito, melhor, escrito! E VIVA a POESIA!

 

Encontro Além – Mar / Brasil - Portugal

Antologia Literária

Organizada por Márcio Martelli

Editora In House – 1ª Edição Maio 2019 - Jundiaí – SP

 

Coordenação em Portugal: Jorge Trigo. Apoio da APP – Associação Portuguesa de Poetas

 

Mais um post que é publicado com atraso, mas sobre um tema que não quero deixar de explicitar, embora já tenha referenciado o assunto, enquadrado num âmbito mais geral.

 

Foi apresentada em Portugal, a 10 de Junho, feriado nacional, “Dia de Camões”, na Sede da APP – Associação Portuguesa de Poetas, aos Olivais – Lisboa – Rua Américo de Jesus Fernandes 16 A. Posteriormente, na Feira do Livro de Lisboa. (Não sei se terá sido apresentada em Portugal em mais algum local). Anteriormente, fora no Brasil – 1 de Junho.

 

Nela participam 68 Autores, com prosa e poesia. Em ambos os géneros, temáticas bastante diversificadas. Lê - se com muito agrado. Resulta um conjunto heterogéneo, mas deveras interessante, leitura variada, com muitos itens apresentados.

Destes Autores, pelos meus conhecimentos, nove são portugueses. Além de Jorge Trigo, F. Corte Real, Felismina Mealha, Francisco Carita Mata, Helena Madeira, João de Deus Rodrigues, Josefa de Maltezinho, Leonor Carvalho, Rosa Fonseca.

Alguns já com poemas apresentados neste blogue.

De duas pessoas não tenho a certeza: F. de Lemos e Fabiana Moutinho.

Os autores sublinhados estiveram na sede da APP, no dia da 1ª apresentação.

Acho curioso que a Sede da Editora se situe em Judiaí, cidade brasileira próxima de São Paulo. Precisamente a cidade de onde escrevem vários autores, que habitualmente participam no blogue PAZ - https://solpaz.blogs.sapo.pt - PAZ - Blogue luso-brasileiro.

Alguns dos escritores / bloguers também participam nesta Antologia. Pelo menos, João Carlos José Martinelli e Renata Iacovino. Pelo menos estes, que eu me aperceba.

E porque referir este aspeto?!

Porque este blogue é um dos que subscrevem o meu e que eu também subscrevo. E onde participam também portugueses, nomeadamente também Euclides Cavaco, igualmente da APP.

 

Se estiver interessado/a em adquirir a Antologia… Não hesite. Vale a pena!

 

Pela minha parte, participei com: O menino / o futuro morre na praia!; Cacela Velha; Futebol é arrebol; Amor do facebook. E "Vesúvio", prosa poética, inspirada na série "Gomorra".

 

Dizendo Poesia! APP / Vá - Vá!

Tertúlia APP no “Vá – Vá” - 9 de Junho 2019

Associação Portuguesa de Poetas

 

Jacarandás. Foto Original. jpg

 

No passado domingo, Tertúlia no Vá Vá. Catorze pessoas marcaram presença! Marcaram e disseram de sua justiça, “Dizendo Poesia”! E também cantando, quem sabe. E declamando ou recitando. E lendo.

Houve duas rondas de Poesia, enquanto estive. Numa primeira, um breve esboço de cada um, sobre o seu ser e querer poéticos. Na segunda, o versejar / poetar, simplesmente!

 

Maria Bia: “Esqueci-me do amor” e “Rosa que chorava”. Aborda o tema do “Amor”. Escreve sobre a Mãe e acerca do que a “toca” mais.

 

Aline Mamede, integrante dos Jograis da APP: “Novo amanhecer” de um seu livro. E “Jardim do tempo”. Gosta de escrever. Escreve sobre o tema do “Amor”, até ao que observa!

 

Graça Melo, atual Presidente da APP: “Pastor do monte” e “Vou para onde o vento me leva”. Do seu livro “Poemas Desconexos”, dedicado a Fernando Pessoa (Alberto Caeiro).

 

Fernando Afonso, um dos decanos dos Poetas da APP: “Brinca na poeira, brinca”, de Graça Melo. (Poema inspirado pelo neto da autora e na sua forma de brincar.) E um poema de Gonçalves Crespo, “… a farda não é morte…”. Como só ele sabe…!

 

Maria Augusta: “Nidação” e um soneto de Amor – “Metamorfose”. Começou a escrever mais, após a reforma. A escrita funciona como um processo de autoconhecimento, introspeção. Gosta de escrever com serenidade e paz!

 

Maria Teresa Pais da Rosa: “Desejo… nas ondas revoltas…” e “A demência do sentir”.

Abordou uma situação, que lhe aconteceu, ao ter “perdido” uma pasta com poemas seus…

 

Pais da Rosa: “Amor errante” e “Mãe eterna”. Muito jovem, 1944, sentiu-se “cortado” pela mãe, que não queria que ele escrevesse poesia. Ficou traumatizado. Mas escreve muito. Não publica nada. Satisfaz o seu ego!

 

Maria Deodata: “Fé na luta”, excerto adaptado, “… dividindo, faço a multiplicação…”, de Gabriel, o Pensador. E ”Sonho”. Gosta de Dizer e Ler, essencialmente. Às vezes escreve.

 

Angelina Fonseca: “Voluntário é um amigo”, dedicado ao filho. E “Mais um ano se passou”. Escreve Poesia, quando pensa em algo a que dá valor!

 

Feliciana Maria: Disse um poema de apresentação, versejando sobre si enquanto pessoa, integrante da sua Família. E três quadras de António Aleixo. Escreve desde criança. Na adolescência, para as desgarradas entre rapazes e raparigas. Assinou como “Maria do Tempo”. Publicou um livro de canções e poemas.

 

Júlia Pereira: “Numa noite de ilusão” e “Pudesse eu ser”. Vida de muito trabalho, numa família de dez irmãos, que ajudou a criar. Fez os estudos possíveis para a época. Após a reforma, começou a escrever. Ainda hoje com muitas atividades: Voluntariado, Universidade Sénior… estilista das suas roupas. Um livro de Poesia Tradicional: Quadras!

 

José Castrelas: “Sem nome” e “Carga d’água”. Exerceu trabalhos variados ao longo da vida, desde pastor a pintor / trolha… Começou a escrever na tropa e ainda mais quando enviuvou. Dois livros publicados.

 

José Branquinho: “E hoje era a vida sem sol”. E “Canção a Lisboa e Portalegre”. E cantou um fado na linha melódica do fado coimbrão. Professor aposentado, Alentejano, Ribeira de Nisa – Portalegre; sportinguista. Poeta lírico e bucólico. Vários livros.

 

E eu, Francisco Carita Mata, disse: “Meu amor do facebook” e “Na revista cor-de-rosa”.

 

(Gosto imenso de ir ao “Vá – Vá”. Todavia, tenho que frisar, que o “ruído de fundo” se torna incomodativo!)

 

(E a foto?! Jacarandás! Exuberantes por essas Cidades!)

 

 

Pisão – Portalegre – Portugal – Poesia!

Celebrou-se, ontem, o "Dia de Portugal"!

 

Das Comunidades Portuguesas! Da Portugalidade! Das Portugalidades! Da Diáspora Portuguesa! Das Comunidades de Língua Portuguesa! Da nossa Língua como Pátria, ou Mátria. De Luís Vaz de Camões. Do Grande Camões! Da Poesia, e porque não?!

(Tudo isto digo eu, acrescentando ou sublinhando o(s) verdadeiro(s) significado(s) desta data comemorativa, evocativa, celebrativa! Que não sei se são todas estas as significações… Mas eu resolvo comemora-las!)

E, hoje?! Após a deslocação dos holofotes mediáticos, a recolha dos restos / lixos, que sempre ficam após concentrações populacionais?!

É ou não também Dia de Portugal?!

 

Portalegre. Foto original. 2015. jpg

 

 

Por acaso, ou talvez não, esta data foi escolhida para ser celebrada precisamente em Portalegre. Em Portalegre, Cidade…! E também em Mindelo – Cabo Verde.

 

Não pude estar presente. Não tenho o dom da ubiquidade. Optei por estar na APP – Poesia, na Sede, onde foi lançada, em Portugal, a Antologia de Poesia Luso Brasileira: “Encontro além – mar – Brasil Portugal, Antologia Literária – Editora In House- Jundiaí - 2019”.

Uma forma muitíssimo digna de celebrar / comemorar todos os Valores consignados no primeiro parágrafo.

Houve Poesia! Dita, lida, declamada, cantada. Congratulações à APP, aos sócios que compareceram, que participaram. À sua Direção. Aos Organizadores da Antologia, no Brasil e em Portugal!  “Antologia…é um sonho realizado”.

 

E o Pisão?! Já lá vamos…

 

Não sei se a propósito ou despropósito, uns dias antes de se iniciarem as Comemorações em Portalegre, foi anunciado por um Senhor do Governo que a celebérrima Barragem do Pisão iria ser construída. Com várias funcionalidades, e estaria concluída lá para 2027!

Questionar-me-á: Mas que raio de barragem é essa?!

Bem! Há sessenta anos que eu ouço falar nessa barragem. Em criança ainda, lembro-me de ouvir dizer que iria ser construída uma barragem na Ribeira de Seda e que uma aldeia iria ficar submersa… Precisamente a aldeia do Pisão, no concelho do Crato, distrito de Portalegre. Isto ainda antes de setenta e quatro, no enquadramento das obras do Estado Novo, dos anos cinquenta e sessenta, em que se construíram muitas barragens por esse País fora, em que a do Pisão também fora projetada, e a também celebérrima do Alqueva. (Essa, entretanto construída e em funcionamento.)

A do Pisão foi sempre sendo protelada, periodicamente prometida e propalada, já depois de setenta e quatro e por várias governações, de diversas orientações partidárias.

Em 2019, precisamente antes do 10 de Junho… a celebrar em Portalegre, volta a ser prometida!

 

(Peculiar correlação entre as diversas variáveis de tempo, espaço, contexto, e agenda política!)

 

Eu, cá por mim, sou como São Tomé! Ver para crer!

 

E, já que celebramos a Poesia, sempre…remeto para… Promessas…

Apresentação de Livro na Tertúlia da APP - Olivais

“DE ALTEMIRA FIZ UM RAMO”

“Versos e Prosas da Aldeia”

 

Aldeia. Vale de Baixo. Foto Original. 2014. jpg

 

 

Associação Portuguesa de Poetas

Sede – Rua Américo de Jesus Fernandes 16 A – Olivais LISBOA

 

28 de Abril (Domingo) – 2019 – 15h

 

Conforme previsto, realizou-se ontem, dia vinte e oito, a Tertúlia de final do mês, da APP – Associação Portuguesa de Poetas, na Sede, aos Olivais – Rua Américo de Jesus Fernandes – 16 A - Lisboa.

Como habitualmente, Poetas e Poetisas presentes disseram Poesia!

 

Nesta Tertúlia, inicialmente e de forma muito gratificante para mim, a Poesia dita e até cantada, consta do livro “De Altemira fiz um ramo…”, que foi apresentado nessa tarde de “Domingo de Pascoela”, precisamente nesse enquadramento, conforme tenho feito questão: divulgar o livro e a “Poesia Tradicional”, no âmbito dos grupos poéticos em que participo, enquanto sócio.

Na sede da SCALA – Almada; no âmbito do CNAP, no Centro de Dia de S. Sebastião da Pedreira e domingo, enquadrado nas atividades da APP. O lançamento fora a 30 de Dezembro, em Aldeia da Mata, na sede da Junta de Freguesia, como só poderia ser.

 

Gostei! Gostei muito! Parabéns e muito Obrigado à Associação. Parabéns e muito Obrigado à Direção da APP, que disponibilizou a logística ao lançamento e respetiva divulgação. Parabéns e muito Obrigado aos sócios, que tiveram a amabilidade e a possibilidade de estarem presentes. Muitíssimo Obrigado aos que, simpaticamente, se aprontaram para lerem e até cantarem quadras simples, despretensiosas, mas ricas de conteúdo e filosofia de Vida! Obrigadíssimo ainda mais aos que puderam contribuir para a concretização deste Projeto, adquirindo um exemplar de “… Versos e prosas da Aldeia”.

 

No respeitante a livros de minha autoria, talvez até uma próxima oportunidade, quem sabe?!... Num futuro, porque não publicar um livro com as minhas poesias?! “O Futuro, a Deus pertence…”

Que, no Presente, irei continuando a participar nas Tertúlias… Sempre que puder!

 

E nessa tarde, também cada um de nós teve oportunidade de “Dizer Poesia”, de sua autoria ou de outros Poetas de sua estima. E também cantar. Os que têm essa maestria. Parabéns e muito Obrigado a todos e a cada um!

E Viva a APP, recentemente aniversariante. E Viva a Poesia!

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