Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Homenagem a José Branquinho!

Poeta – Cantor – Declamador – Tertuliano – Sportinguista – Professor

Tília Miradouro Foto original. 2021. 01. jpg

Ontem, soube do falecimento de José Garção Ribeiro Branquinho (08/07/1931 – 16/02/2021), através de mail enviado de Direção da APP – Associação Portuguesa de Poetas.

Para homenagear um Poeta nada melhor que dar a conhecer a sua Poesia.

José Branquinho é várias vezes referenciado no blogue e com textos poéticos aqui divulgados. Ser igualmente sócio da APP e do CNAP e participante em “Momentos de Poesia” é determinante para esse facto.

Quadras ao Meu Amor” – XIII Antologia CNAP

Meu Alto Alentejo” – “Momentos de Poesia”

Ao Teu Olhar” – Antologia APP – XX Vol.

 

Também sobre José Branquinho e “Momentos de Poesia”, escrevi talvez a minha primeira crónica cultural, em 2013, antes de ter blogue. (A léguas de tal assunto!)

Crónica breve dos dias de hoje”, publicada no Boletim Cultural Nº 111 de CNAP – Junho 2013. Hei-de divulgar no blogue.

 

José Branquinho também organizou, enquanto pôde, uma Tertúlia Poética, na Sala VIP do Estádio José Alvalade – Sporting. Ocorria nas terceiras quartas – feiras de cada mês. Nunca cheguei a participar.

Alentejo. Serra Penha. Foto Original. 2021. 01. jpg

Na Poesia de José Branquinho alguns dos temas dominantes são “O Amor”, “O Alentejo” e a sua e nossa também, “Portalegre”. (Era natural de Ribeira de Nisa, também uma das suas fontes de inspiração.)

Portalegre. Foto Original. 2021. 01. jpg

 

Da X Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP – 2009, transcrevo:

 

«PORTALEGRE, MINHA CIDADE»

 

«Portalegre, minha Cidade

Aí nasci, estudei e amei,

És sempre minha saudade

Desde que daí me ausentei.

 

Portalegre, minha Cidade

De tantos belos recantos!

À mais qu’rida realidade

Exaltada nos meus cantos.

 

Tenho em ti minhas raízes

Meus afectos que enalteço!

Meus momentos mais felizes

Desse tempo que não esqueço.

 

Quantas vezes, Portalegre

Aqui te recordo saudoso!

Em teu seio sou alegre

Longe de ti, tão choroso.

 

Ando de cá para lá

Enquanto Aqui vivo for

Porque o coração está

Onde está o nosso Amor.

 

Vivo a cantar-te, Cidade

De ti eu me enamorei!

Tu és a minha verdade

Em breve a ti voltarei.»

Selfie – Selfish (2ª Versão)

Foto Original. Lírio. 2014 .jpg

 

(Auto Retrato - Egoísta)

 

Me pediu pessoa amada

Que eu escrevesse um poema

Versejando sobre um tema

De cariz social.

 

Mas que maçada!

Não encontro mesmo nada

Que não seja banal.

 

Lembrei-me de selfie!

 

Mas… Que raio de palavra

Que ela não se destrava

Nem uma rima se lavra

Com tal roseira brava.

 

Associei com selfish

Palavra bem mais fixe.

Que rima com… egoísmo

Quadra com… narcisismo

Talvez egocentrismo

Quiçá cabotinismo!

 

E cismo!

 

Que achada a rima

Mais abaixo, mais acima

Uma selfie vou tirar

Com qualquer uma qu’encontrar.

Basta só me (em)quadrar.

 

E tirei!

Tirei comigo.

Tirei contigo.

Com amigo….

Com inimigo…

Com a vizinha do lado

Com peixeira no mercado.

 

E… na minha lista

Tenho até futebolista

E, bem afamado artista.

Até canário… com alpista!

 

Não há quem me resista!

 

Ao meu apelo, ao meu pedido

Nada me é indeferido.

 

E… é tal a premência

Que… só com Sua Excelência

O Senhor Presidente

E por mais que eu tente

Ainda não consegui

Tirar uma selfie!

 

E, agora… Nesta hora

Com isto da Covid

Mesmo que me convide

Selfies não vou tirar.

 

Bem me pode chatear!

 

Notas Finais:

Esta é a 2ªversão deste poema, já publicado anteriormente no blogue.

Resolvi republicá-lo, atendendo a todas as alterações que se têm verificado na sociedade. E também aos modos de dizer esta poesia, que também fui alterando.

Esta nova versão, com a referência à Covid, ainda não foi testada em público, pois que não tem havido tertúlias ao vivo.

Algumas em zoom, mas ainda não entrei nessas tecnologias.

E que saudades tenho das tertúlias ao vivo:

APP

CNAP

“Momentos de Poesia”

SCALA.

Até uma próxima oportunidade!

XXIV Antologia da APP 2020 – Edição

Venceremos, Poetas, a Gadanha!

 

Nada melhor para começar este novo ano no blogue do que abrir com um postal sobre Poesia.

Foi com grata satisfação que me deparei ontem, na caixa do correio, com um exemplar da XXIV Antologia de Poesia da APP - Associação Portuguesa de Poetas, Edição 2020.

Fizera aqui divulgação da preparação para esta nova Antologia, como tenho feito de muitos e diversos eventos da APP e de Outras Associações Poéticas, de que sou sócio, bem como de outros eventos poéticos.

Foto Original. 2019. 12. jpg

Participação de 66 Autores e 145 trabalhos, a grande maioria em Poesia.

Coordenação de M. Graça Melo e Carlos Cardoso Luís.

Capa: Reprodução fotográfica de trabalho em tapeçaria, executado pela associada Beatriz Ferreira.

Edição: APP – Associação Portuguesa de Poetas, fundada em 3 de Abril de 1985. Registada na Base de Dados da UNESCO.

Sede: R. Américo de Jesus Fernandes, 16 A 1800 – 023 – Lisboa.

Email: associacao.poetas@gmail.com

 

Transcrevo parte da Nota de Abertura:

«… Uma antologia com vários autores é sempre um manancial de variadas formas de sentir e de escrever que dá ao leitor um panorama alargado de experiências literárias representativo de vários géneros.

Nesta Antologia, todos caminharão de mãos dadas, na certeza de que a poesia existe para sublimação dos sentimentos de humanidade.

 

Lembro a veterana confrade Carmo Vasconcelos, de cuja autoria transcrevo:

“Seja escrita ou falada

Seja rimada ou cantada

A Palavra é milagrosa…

Tão milagrosa que a gente

A manipula e a sente

Como arma poderosa

 

E para todo o poeta

A Palavra é a dilecta

E eterna amante fatal…

E o poeta quando parte

Só deixa como estandarte

A sua amante imortal!

 

Viva a Palavra!

Viva a Poesia!

Que a nossa Antologia seja mais um Grito!”

 

E eu acrescento, sentindo as vossas vozes em coro

VIVA A APP!

Graça Melo

Presidente da Direção»

Poemas de Natal!

Hoje, volto ao tema do Natal!

Era para ter abordado o assunto ontem, mas acabei por escrever sobre o “Intrigante Pássaro Preto”, finalmente esclarecida a respetiva identidade!

Hoje, domingo, ainda que em confinamento, observo um pouco mais de movimento, tanto de carros, como de pessoas. Em contrapartida, a passarada parece menos ativa. O dia também está menos agradável. Chuvinha, sem sol, será suscetível de menor atividade do passaredo…

 

E sobre o Natal?!

 

No Céu há milhões d’estrelas

Todas elas a brilhar

Deus Menino no meio delas

Vai nascer/descer p’ra nos salvar!

 

Neste postal, vou deixar algumas ligações para postais anteriores, que traduzem a minha abordagem natalícia.

Desde já friso que não tenho seguido a temática natalina, de acordo com os cânones mais tradicionais e iconográficos.

De certo modo, até fujo um pouco a essa conceção mais usual de poetar sobre o Natal, seguindo os parâmetros festivos desta quadra.

São modos de abordagem, perspetivas pessoais, sobre assuntos sociais e universais. Nem melhores nem piores que outras perspetivas.

Não transcrevo os poemas.

Deixo ligações:

Natal no Contentor!

O Menino / O Futuro morre na Praia!

De que precisam os Povos de Abrão?!

Velas. APBP Artistas Pintores com a Boca e o Pé. jpg

Mais uma vez, este é um modo de desejar um Natal Feliz, com muita Saúde, a todos/as Leitores/as. (Respeitando os necessários cuidados!)

Mas é também um modo de desejar um Natal também com Felicidade e muita Saúde aos Grupos de Poesia, de Artes, de Letras, que tenho muito orgulho de pertencer enquanto Poeta.

Com quem gosto de compartilhar esse condão da Poesia, que nos une.

APPAssociação Portuguesa de Poetas

CNAPCírculo Nacional d’Arte e Poesia

Mensageiro da Poesia

Momentos de Poesia

SCALASociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.

 

E também a todas as Pessoas Amigas e Familiares, com quem também não poderei estar presente.

E a todos/as Conterrâneos.

 

Um Santo Natal. APBP. Artistas Pintores Boca e o Pé. jpg

O meu Muito Obrigado aos apbp - Artistas Pintores com a Boca e o Pé - Caldas da Rainha, a quem também desejo Feliz Natal!

Muita Saúde! Muita Paz!

 

Tertúlias de Poesia!

APP – CNAP – Momentos de Poesia – SCALA

Corona Connection. 2020. 03. jpg

Com isto de Covid”, se há coisa que me chateia é não haver as célebres Tertúlias de Poesia.

Selfie Selfish Quadro 2019. jpeg

Bem! Haver, há, que ainda no passado domingo a APP tinha prevista a sua tertúlia mensal na Sede, como havia antes de Covid, no último domingo do mês. Neste caso, 27 de Setembro. Ter-se-á realizado, que não sei, que não fui.

Portanto, haver, há, eu é que ainda não me mentalizei a andar por aí em vários transportes públicos. E, depois, nos espaços de realização das sessões, quantas pessoas podem estar presentes?!

Foto Original. Costa. 2020. 08. jpg

Também D. Olívia Diniz Sampaio, presidente do CNAP, festejou o seu aniversário, no passado dia 26, sábado, num restaurante da Av. de Berna - Lisboa. Também não fui, não sei quantas pessoas estiveram, não sei se disseram poesia, terão dito, certamente, mas sei que correu muito bem.

Poesia Visual. Foto Original. 2018. 07. jpg

Faz agora um ano, estava a decorrer a Exposição de Poesia Visual, na sede da SCALA, em Almada. Algumas fotos são de alguns dos quadros expostos. Outras são da Costa da Caparica; do Tejo, visto da Ponte, vindo no comboio e de Portalegre.

Somos Mar. Foto original.2018. 07. jpg

Também tenho saudades das tertúlias de poesia na sede da SCALA, da “Poesia à Solta”. Em Almada: na Sede, na Oficina de Cultura.

Portalegre. Foto original. 2020. 06. jpg

E das tertúlias de “Momentos de Poesia”, em Portalegre. No Hotel José Régio, no Café José Régio.

Foto Original. Rio Tejo. jpeg

 

Este meu postal é dedicado a todos/as Tertulianos/as das Associações em que costumo participar:

APP – Associação Portuguesa de Poetas - Lisboa

CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia - Lisboa

"Momentos de Poesia" - Portalegre

SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada – Almada

 

Votos de Muita Saúde! E Muita Poesia!

XXIV Antologia da APP – 2020

Associação Portuguesa de Poetas

Foto Original. 2020. 04. jpg

A APP – Associação Portuguesa de Poetas vai organizar a sua XXIV ANTOLOGIA. Vou participar, tal como no ano passado e em vários anos, principalmente nos mais recentes, em que tenho mais disponibilidade.

(Tenho participado em diversas Antologias organizadas por diversas Entidades.

A minha primeira Antologia foi em 1985, na II Antologia de Poesia Contemporânea, organizada por Luís Filipe Soares, sócio fundador nº 1 da APP.)

Foto Original. 2020. 04. jpg

A APP é uma Associação, principalmente dedicada à Poesia e sua divulgação, cuja fundação ocorreu em 1985. Sou sócio desde 1986. Atualmente, sócio nº 4.

Foto Original. 2020.04. jpg

Sobre a participação na Antologia, a Associação enviou aos Sócios as respetivas Normas, em PDF. Não conseguindo transpor para o blogue o conteúdo total do regulamento, transcrevo alguns dos itens principais.

Participação destinada aos Sócios, quotas pagas de 2019.

Enviar de 1 a 4 textos, poesia ou prosa, inéditos, se possível. Máximo 30 linhas cada, A5, Times New Roman, tamanho 12, word. Tema Livre.

7 Euros / página. Direito a 1 livro por texto.

(Curta Biografia: máximo 25 linhas e Foto.)

Envio de textos até 31 de Outubro.

                                                                                                               

Se quiser saber mais, pode contactar: associacao.poetas@gmail.com

Endereço físico - Sede: Rua Américo Jesus Fernandes 16 A 1800 – 023 – LISBOA. (Olivais, perto da Av. de Berlim, não muito longe da Gare do Oriente.)

Foto Original. 2020. 04. jpg

Uma das atividades que a APP organiza são as Tertúlias, tanto na Sede, como no Vá Vá – Avenida de Roma, também em Lisboa.

Próximo domingo, dia 27/09: Tertúlia na Sede, habitualmente a partir das 15h.

Participe! Esclareça-se através da Associação, nos endereços referidos.

Foto Original. 2020. 04. jpg

Participar numa Antologia é sempre uma atividade enriquecedora. Para além de ter poemas seus divulgados, também tem acesso aos que outras Pessoas escrevem.

Divulga o que é seu e aprende com os Outros!

Foto Original. 2020. 04. jpg

E depois existem sempre os eventos tertulianos, durante algum tempo suspensos, devido a Covid. Entretanto retomados. (Desejamos que sem novas suspensões.)

Foto Original. 2020. 04. jpg

E Viva a XXIV Antologia da APP!

 

(E as Fotos?! Representam a diversidade da Poesia e da APP. Veja se consegue saber o nome de todas as flores, S.F.F.)

Um Poema de Despedida!

“REQUIEM  PARA  UM  IRMÃO”

 

“Partiste

Assim como um suspiro, folha de árvore que cai

Alguma aragem, tão livre, como a natureza quis.

Olha, irmão,

Por aqui, o mundo gira igual, louco, caótico e indiferente.

O sol volta a pôr-se magnífico em fogo, lá no horizonte

Há vidas que hoje se te vão juntar e amanhã

Sempre a vida brotará de outros seres e haverá novo sol.

Perdeste o respirar, o olhar, a magia desta Primavera

Saberás de nós nesse outro lado? Como tudo é insondável!

E assim nos deixaste sem queixas, sem remorsos, como um guerreiro.

Onde estarás agora?

As tuas coisas, os teus objectos estão iguais no seu canto

Mas não são mais os mesmos sem ti

E esperam, esperam, sem jeito.

No bosque dos meus afectos sinto-te mais perto

O rio escorre seus murmúrios e continua

Com as libélulas, os peixes, os minúsculos insectos

Tudo no seu ritmo natural de sempre.

Flores selvagens, os pequenos algodões e os fulgores.

É primavera, as aves cantam e tudo mexe,

Há sinais ao redor, há perfumes, há rastolhadas,

Seres da terra de que não sei o nome

E por vezes o vento, nas ramagens,

Que tudo agita e tudo harmoniza.

Olha, meu irmão

Oiço o Réquiem de Mozart e deixo-me sucumbir

É tão belo, é tão triste, tão fora deste mundo

Como tu estás, agora!

Se por alguma razão que não sei

Se por algum profundo mistério

Se também tu estiveres a ouvir…

Será, será que também te comoves?”

 

ROLANDO AMADO RAIMUNDO

24 DE MAIO DE 2020

*******

Foto original. Portalegre vista do Passadiço. 2019. 05.jpg

 

Voltamos à Poesia.

 

Como algumas vezes neste blogue, um lindíssimo Poema de Despedida. Também tenho alguns meus escritos e aqui divulgados, acenando Adeus a Pessoas que nos são queridas. Também de outras pessoas.

Muito bonito, este Poema.

 

De Rolando A. Raimundo, também sócio do CNAP – um dos organizadores e participantes nas Tertúlias do Círculo. Também um dos colaboradores do Boletim Cultural, tal como D. Olívia, Alma Mater do Círculo, ativa divulgadora e promotora da Cultura ligada à Poesia e Artes; António Diniz Sampaio e Luís Filipe Soares, sócio nº 1 e fundador da APP, organizador e dinamizador das Antologias de Poesia, das Maratonas e outras atividades culturais, nos anos oitenta do séc. XX.

 

A divulgação deste Poema insere-se num dos propósitos deste blogue que é a divulgação de Poesia de “Outros Poetas e Poetisas”! Desiderato bastante bem documentado, com Poesia. De elementos da APP, do CNAP, de “Momentos de Poesia”, da SCALA; de Pessoas de Aldeia da Mata.

 

Poucos blogues, ou nenhuns (?), neste universo (digital), realizam ação igual ou semelhante.

Eu também agradeço a amabilidade de todos os participantes, que desse modo também engrandeçam este universo particular e específico de Aquém Tejo.

 

(Foto? - Original de Cidade de Régio, vista do "Passadiço".)

“Em Casa D’Amália” – Tertúlias semanais na RTP1

Fado – Poesia - Cultura

Fafá de Belém, Waldemar Bastos, Dany Silva - André Dias e Bernardo Viana

Apresentação de José Gonçalez

 

 

Foto Original. 2019. 05.jpg

 

Programa da RTP1, tertúlia transmitida às 6ªs feiras, à noite. Na passada sexta, dia 19, já o nono programa. Em semanas anteriores, algumas vezes visualizei excertos do programa. Neste último, face aos tertulianos presentes, deixei-me, em boa hora, levar na onda. Quando e onde podemos ouvir, assim numa assentada, Fafá de Belém, Waldemar Bastos, Dany Silva, acompanhados por André Dias e Bernardo Viana, dois jovens músicos, engrandecendo a tríade de cantores?! Dany e Waldemar também executantes.

 

Num jeito muito informal, apresentação de José Gonçalez, precisamente na Casa de Amália, à Rua de São Bento, na sala, deduzo eu, bem bonita, por sinal.

Programa, homenageando a Diva do Fado, recriando, de certo modo, as tertúlias que Amália promovia na sua própria casa. Neste programa foi precisamente lembrada a célebre tertúlia em que participou Vinícius de Morais, também Ary, Natália Correia, David Mourão Ferreira, em 1968, génese de disco editado em 1970: Amália – Vinícius.  

 

Programa excelente! Parabéns aos participantes. E Obrigado pela beleza de Música e Canções que nos trouxeram.

 

E que saudades tenho das tertúlias. Das Tertúlias de Poesia, confinadas, com esta coisa do Corona!

 

Da APP – Associação Portuguesa de Poetas. Na sede, aos Olivais; no Vá – Vá, na Avenida de Roma. Ambas em Lisboa.

Do CNAP - Círculo Nacional D’Arte e Poesia. Ultimamente no Café Império. Anteriormente, ao Centro de Dia de S. Sebastião da Pedreira. Também em Lisboa.

De “Momentos de Poesia”, no Café José Régio, antigamente “Café Facha”, em Portalegre.

Da SCALA – Sociedade Cultural das Artes e Letras de Almada, na Sede – R. Conde Ferreira – Almada Velha ou na Oficina de Cultura, no centro de Almada.

 

E.. Viva  a Poesia! Viva o Fado! Viva Amália!

 

E novamente parabéns a todos os participantes e organizadores do Programa da RTP1, supramencionado.

Cinco Estrelas!

Covid  – 19 e Poesia!

Covid 19 e Poesia?!

 

Surpreende - se, Caro/a Leitor/a?!

 

Pois… Poesia, mas nenhum poema que eu tenha escrito sobre o tema. Ainda que goste de escrever sobre temáticas de cariz social, muitos textos poéticos, mais ou menos originais, melhor ou pior escritos, têm sido publicados neste blogue sobre assuntos dessa natureza.

Desde “Amor do facebook”, até “Selfie” ou “Sexta - feira negra”, muitos têm sido os “postais” que tenho publicado, divulgando poesias dessas áreas.

 

Todavia este tema, assunto, que agora assoberba os meios de comunicação, pela sua importância e gravidade, não me suscita a criatividade poética.

Então a que propósito a Poesia se interliga com o célebre dito “bicho”, que nos atormenta e inquieta, nos condiciona, a todos nós, em todo o mundo?

 

Bem… Várias das Associações ligadas à Poesia, a que estou associado, decidiram, e muitíssimo bem, suspender as diversas atividades programadas para Março, aplicando as medidas de contenção face à propagação do vírus. Decidiram bem, tive oportunidade de manifestar a minha concordância através do mail, tanto para a APP, como para a SCALA.

 

Não quer dizer que as reuniões, encontros poéticos, tertúlias, tenham assim números assombrosos de gente, é verdade, e é pena, mas não sendo muitos, que geralmente não somos, de facto, somos muitíssimo importantes, como, aliás, todo e qualquer Ser Humano, apesar de haver por aí grandes camafeus…

 

Mas, reconheça, Caro/a Leitor/a que não é toda a gente que tem o dom da Poesia…

E o que seria do Mundo e de Portugal sem os Poetas, as Poetisas e a Poesia?!

 

Está, deste modo, explicada a interligação Covid 19 – Poesia. E logo neste mês tão emblemático, dedicado à Primavera e à Poesia.

 

Ainda farei a conexão deste dito cujo, cujo nome se omite para afugentar maus presságios, com outros contextos.

 

E quanto à criatividade poética sobre o mesmo, nada me garante que ela não possa acontecer, pois que não mando no meu pensamento criativo, por vezes surgem-me poemas, poesias, versos, prosas poéticas, quando menos espero. Ser Poeta é um Destino, é uma Condição, em que não me determino. Acontece Poesia… muitas vezes, independentemente da minha vontade.

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/tens-c-roa-de-rei-em-reino-de-terror

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/venceremos

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/da-janela-o-hospital-vejo

E por hoje, e por agora, termino este meu postal!

 

Saudações Poéticas!

Não! Não vou falar de Óscares!

Cultura: Oficina – Vá, Vá: Poesia

Almada – Praça S. João Baptista; Lisboa – Av. de Roma

 

Porque havemos de viver permanentemente condenados a esta sina de conexão umbilical à cultura de outros povos, à cultura global, esquecendo o que é nosso, o que nos identifica enquanto sujeitos autónomos, independentes e portadores de uma cultura específica, particular e peculiar?!

Não menosprezo a importância dos ditos cujos. Que, aliás, saúdo, os vencedores… (Sempre os vencedores que são louvados! E os “perdedores” não merecem também o nosso louvor? Que seria do vencedor se não houvesse vencido?!... Adiante.)

 

Venho falar-vos de Cultura, nossa e de Poesia também, Cultura sempre!

 

Na Oficina de Cultura – Almada foi inaugurada a 26ª Exposição de Artes Plásticas da SCALA. No postal anterior, escrevi que vislumbrara algumas das obras, agora já posso falar com mais conhecimento de causa, pelo que vi na inauguração, no passado sábado, dia oito.

Vá - Vá, não perderá o seu tempo, pelo contrário, sairá enriquecido/a, desfrutando da contemplação dos vários trabalhos expostos. Alguns até podem ser adquiridos.

Conforme já mencionei, nos fins-de-semana há programas específicos, envolvendo outros domínios artísticos. No sábado, cantou e encantou o Grupo de Cantares do Castelo de Sesimbra.

Iniciativa por demais louvável, que engrandece a nossa Cultura, a Cidade, a Oficina de Cultura, a Autarquia, a SCALA. E os seus associados agradecem. Está ali exposto muito trabalho, de muito boa gente, que se entrega a estas tarefas com muitíssima dedicação, desde a conceção até à organização e montagem de toda a logística expositiva. Parabéns e Obrigado a todos, realce especial aos Artistas!

 

E como me manda ir, ainda voltarei, pode crer.

 

E também fui, sim! Fui ao Vá – Vá, Avenida de Roma – Lisboa, à habitual Tertúlia da APP, do 2º sábado de cada mês. Ainda que apenas à 2ª parte. Mas valeu!

Após a degustação da praxe, como manda a sã convivência, iniciou-se a segunda ronda.

 

Joaquim Sustelo disse, dedicado aos Alentejanos, um belíssimo poema de Maria João Brito de Sousa, “… a Ceifeira dos trigais…”; bisou, de Felismina Mealha, alentejana “…Era Dezembro, Mãe, tão perto do Natal…” e ainda lhe ouvi, de sua autoria, “Poema de núpcias de D. Balbina”!

Maria da Encarnação Alexandre (MEA), disse “Enigma … para lá da luz o escuro da distância…” e um poema dedicado às Mulheres: “Mulher é poema de rima perfeita”.

Maria Helena disse um poema de homenagem a José Afonso e “Ser Poeta!”: “…só a Poesia pode salvar o mundo…”

Feliciana Maria disse “Apelo”, um poema sobre a preservação dos oceanos…

Daniel Costa: “Pressa de viver”!

Bia Maria: “…Cantavas só para mim…”, e “…Naquele dia…”

Felismina Mealha: “… Voltaria mil vezes a percorrer aquele caminho…”. E, de Miguel Torga, “Musa ausente”.

Helena Barradas disse poema de Sophia, “Aquele que partiu” e, de seu irmão, “HH – Herberto Helder”.

Graça Melo disse de seu livro, de Homenagem a Alberto Caeiro, “… pouco a pouco…” e “… o homem vai andando…”

Francisco Carita Mata, de seu livro que irá acontecer: “Selfie” e “Amor do facebook”.

Bento Durão, também da comunidade alentejana e ademais fadista, só esteve na 1ª parte e não nos deu o grato prazer de ouvirmos um fado!

Su Sam não quis dizer!

Estranho a ausência de alguns poetas e poetisas. Alguns doentes. Formulamos votos de rápidas melhoras.

(Falhas, omissões aqui detetadas, agradeço que mas corrija, SFF. Este cronista não é muito fiel! Muito Obrigado. E Muitos Parabéns a todos!)

 

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D