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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Solar dos Zagallos - Almada

FESTA no SOLAR

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 

Almada é uma Cidade com uma vida cultural excecional e dotada de variados equipamentos para diversificados fins ou para esse fim adaptados.

Com diversos eventos, distribuídos ao longo do ano, por diferentes locais da cidade, desde o desporto, de variadas modalidades, ao cinema e teatro, à música, literatura, poesia, ciência, festivais, empreendedorismo, recreação, lazer, artes plásticas, dança…

É uma verdadeira Cidade, no sentido global do termo, com vida própria. Com eventos que se expandem nomeadamente à cidade de Lisboa, de que era subsidiária até há alguns anos, mas que, agora, vem à Cidade de Almada, ao teatro, aos concertos de música, aos acontecimentos desportivos, para além da catedral do consumo, o Fórum Almada, que até fica no Feijó!

E ainda a insubstituível Costa da Caparica… que, agora, também já não é só e apenas praia. E que praia!

 

Para esta dotação de equipamentos, funcionalidades, acontecimentos, teve um papel decisivo a ação dos Executivos Camarários, nestes últimos quarenta anos. Registe-se, de inteira justiça!

 

Num outro plano, o da riqueza paisagística, Almada também é inultrapassável.

Limitada a oeste pelo mar, tem na frente atlântica, da Cova do Vapor à Fonte da Telha, praias ideais, um mar que é um forte atrativo ao banho, ao desporto, ao usufruto da água, fria, mas sempre apetecível.

E a arriba fóssil, monumento natural, impagável, um legado de milhões de anos, muito antes de qualquer sinal de humanidade.

A norte e leste delimita-a o Estuário do Tejo. Per si, também um monumento! Natural!

E quem nunca visitou o Cristo-Rei ou, pelo menos, atravessou a Ponte sobre o Tejo? Ou fez a travessia de barco num cacilheiro, Cais do Sodré – Cacilhas ou no sentido contrário?!

Quem já o fez sabe do que falo, da beleza inigualável destes espaços de paisagens naturais, mas também amplamente urbanizadas pela intervenção humana. Mas que no seu todo constituem um quadro artístico, num enquadramento e simbiose natureza – humanidade / urbanidade esteticamente inimitável!

Vários outros espaços culturais, para além dos mencionados, permitem usufruir desta beleza estética, além de acontecimentos de cultura diversificada. Mencionaria, por ex., o Convento dos Capuchos, a  Casa da Cerca, o Convento de S. Paulo / Seminário, …

E muitos outros equipamentos, pelas várias freguesias, as Bibliotecas, os Pavilhões Gimno Desportivos, as Sociedades de Cultura e Recreio, os Grupos Recreativos e Desportivos por todo o concelho, as próprias sedes das Juntas de Freguesia, Cafés, em todos eles se promovem e realizam atividades culturais, ao longo de todo o ano.

Para além da Arte enquadrada em vários locais, materializada em esculturas, em espaços emblemáticos.

E… E não posso esquecer, neste breve apontamento, o Parque da Paz!

 

E até existe divulgação padronizada, estruturada na A – Agenda – Almada, editada mensalmente pela Câmara, no modelo atual, Nº 153, Jul./Ago. 2015, de distribuição gratuita.

 

Bem, mas o texto já vai longo, muito ainda fica por referir, de bem, mas também algumas coisas de menos bem, que ficam para outra ocasião.

 

Foto original de D.A.P.L. Junho  2015. jpg

 

De entre os espaços que referi e os que não mencionei, hoje, quero falar brevemente de um local emblemático da Cidade, localizado na Sobreda: o Solar dos Zagallos.

 

Enquadra-se nas premissas referidas.

Foi adquirido pela Câmara Municipal de Almada, em 1982, recuperado, remodelado e restaurado.

Está aberto ao público e periodicamente nele são organizados eventos culturais. Que me lembre, pelo menos, no Natal e no Verão, nas Festas da Cidade, no final de Junho.

 

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 

Foi precisamente no dia 27 de Junho, sábado, que o visitámos, já no final de um dia quentíssimo.

Visita que foi documentada pelas fotos apresentadas, da autoria de D.A.P.L.

 

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 

Deambulámos pelos jardins, lindíssimos e frescos, ainda assistimos a um concerto de piano e voz.

Visitámos várias salas e salões do edifício, uma casa apalaçada do século XVIII, com elementos artísticos barrocos, rococó, neoclássicos de influência pombalina e modernistas.

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 

Merece uma visita mais demorada e com mais detalhe que ficará para outra oportunidade. De preferência e também, num dia de festa.

 

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015. jpg

 

Nele, entre outros aspetos de interesse, figura uma exposição de olaria tradicional portuguesa, com peças artísticas e utilitárias, desde o Norte, Barcelos; até Alentejo, Nisa, Estremoz, entre outras regiões do País.

 

Azulejos das épocas referidas.

Esta linda capela toda forrada nessa nobre e sublime arte centenária, tão grata aos portugueses.

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015jpg

 

 

E sinais da “Festa do Solar”, este ano subordinada à temática dos célebres “Anos Vinte”, do século XX!

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015. jpg

 

E os jardins convidativos ao passeio calmo e sossegado e uma alternativa mesmo à praia, para quem quiser relaxar, evitar a demasiado exposição solar, em tardes de maior calor e bulício da época estival.

 

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 Fotos originais de D.A.P.L.

 

Para quem pretenda aprofundar mais a história do Solar ou preparar uma Visita, anexo sites consultados.

Câmara Alamada - Solar Zagallos

- Almada solar zagallos

jf-charnecacaparica-sobreda -solar-dos-zagallos

Barcelona, Lisboa, …

Barcelona, Lisboa, …

Arte, Desporto, Literatura, Feira do Livro... E Música!

 

Na sequência de comentário que fiz no blog “Só entre nós”, a 03/05/2015, ao post “A beleza do Eixample”, inspirei-me para um post no meu próprio blog, sobre Barcelona.

A Beleza do Eixample

 

Por circunstâncias várias e vicissitudes diversas sai hoje no blog, apesar de já ter publicado outros posts.

De algum modo é uma forma de parabenizar Barcelona, pela vitória do seu Clube predileto.

Associando também a Lisboa e à Feira do Livro, pela recomendação de duas obras excelentes, de escritores excecionais, cuja ação decorre na cidade condal em momentos temporais diferentes, mas marcantes da sua História.

 

Barcelona é uma cidade em que, de facto, apeteceria viver!

Ou, pelo menos, (re)visitar, quanto mais não seja para (re)apreciar as Obras de Antoni Gaudi.

A Sagrada Família, o Parque Guell, a Casa Batlló, a Casa Milá, entre outros, são ícones de arquitetura que qualquer apreciador desta Arte, profissional do ramo ou mesmo leigo no assunto, deve, no mínimo, ver.

Acredito que qualquer pessoa se sentirá “tocado” ao contemplar qualquer uma destas Obras!

O conjunto urbano “Eixample”, documentado fotograficamente no post e blog supracitados, é um exemplo de verdadeiro Urbanismo.

Como se materializava na segunda metade do século XIX, e ainda na primeira metade do século XX, em cidades como Paris e Barcelona e até numa escala menos precisa, em Lisboa, inclusive.

 

Cidade que, como Barcelona, também é muito bonita e que tinha também todo um conjunto relativamente harmónico, com muitos prédios e quarteirões enquadrados nas correntes artísticas catalogadas “Arte Nova” e “Art Déco”, por ex. nas designadas “Avenidas Novas”, mas que, principalmente a partir dos anos sessenta/setenta, com a explosão urbanística se têm vindo a perder.

Propositadamente (?)

Ainda hoje, século XXI, alguns raros exemplares podem ser observados na Avenida da República e transversais, mas desgarrados da obra urbana de conjunto, delineada e iniciada ainda nos finais do século XIX (Ressano Garcia) e desenvolvida no início do século XX.

A atitude propositada de abandonar, deixando apodrecer por dentro, prédios emblemáticos é comum e não só em Lisboa.

Basta passear e observar com “olhos de ver” as Avenidas da zona referida, a Praça do Saldanha, mas também zonas mais antigas, mesmo de traça pombalina.

Observe-se a Baixa, o lado poente da Praça da Figueira, a Rua Augusta a partir do primeiro andar, a zona da Rua de São Paulo, do Conde Barão, a Rua de Santa Marta, …

Photo0037. Lado Poente da Praça da Figueira 2014  Foto de FMCLjpg

(Lado Poente da Praça da Figueira, Lisboa) 

 

Noutras cidades, esta atitude é também e infelizmente comum!

Foto0541. Chalé - Cova da Piedade, Almada - Foto de DAPL 2014 jpg

 

("Chalet" - Cova da Piedade - Almada) 

 

Mas falávamos de BARCELONA. E do EIXAMPLE.

Atentando nas fotos documentadas no post referido, é de frisar que ainda bem que os poderes da Cidade Condal procuraram preservar o que têm de belo arquitetonicamente!

Só estive em Barcelona no final da década de oitenta do século XX, é gratificante ver, pelas fotos, que muito ainda se mantem.

 

Barri Gòtic. digitalização de postaljpg

Mas Barcelona é também a parte medieval, as suas ruas e ruelas, edifícios históricos, a Catedral de Santa Maria del Mar.

Catedral Barcelona - digitalização de postal .jpg

 

A propósito, para quem goste de ler romances históricos, é imperdível, “A Catedral do Mar”, de Ildefonso Falcones.

A Catedral do Mar romance histórico - digitalização capa livro.jpg

 

E também tem Miró. E Montjuic e o F. C. Barcelona. E o Mediterrâneo. E “Las Ramblas”…

Barcelona global. digitalzação postal jpg

E muito mais, pois quando lá estive a cidade estava em grande transformação, pois preparava os Jogos Olímpicos de 1992! (Onde isso já vai!...)

jogos olímpicos 1992. digitalização de postal jpg

Interessante o slogan do postal sobre os verdadeiros “Ganhadores dos Jogos Olímpicos”!

Estas crianças estarão atualmente no início da "casa dos trinta"… ainda no começo de toda uma vida profissional, vida pessoal enquanto adultos, de cidadãos.

E também quero relevar que a 1ª vez que o F. C. Barcelona venceu a Taça dos Campeões Europeus foi precisamente em 1992!

Coincidências?! Talvez não…

A realização de um evento destes, quando devidamente planeado e organizado, implica muitos e diversificados investimentos em variados campos de atividade.

O retorno, por vezes, vem mais tarde.

 

Barcelona tem vida, sim! É uma Cidade com muita vida!

 

Ainda sobre literatura e cidade condal, ler também “A Sombra do Vento”, de Carlos Ruiz Zafón.

A sombra do vento, romance histórico - digitalização capa livro.jpg

 

E, bem perto, a Cidade tem também Montserrat! 

Monserrate global - digitalização postal.jpg

 

E, já agora, que Alguém me lembrou...

Barcelona: Dueto entre Monserrat Caballé e Freddie Mercury 

 

 

 

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