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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Arte, Poesia, Poesia e Arte!

APP – Associação Portuguesa de Poetas – Vá Vá

Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP – Casa do Alentejo

 

Perante tantas problemáticas e situações complexas, traumáticas e de sofrimento, em que nos encontramos, tanto no plano individual, como no coletivo, questiono-me, se faz algum sentido falar de assuntos aparentemente triviais, como sejam saraus, tertúlias, exposições…

Será que a Poesia pode ser libertadora e ter algum papel no alívio do sofrimento humano? Poderá ela apaziguar as almas e os corações dos que sofrem dores físicas ou psicológicas, suas e/ou alheias?

Não sei. Talvez e pelo menos, ou somente e apenas, possa libertar e fazer mais felizes os seus autores, os que a cultivam, que a compartilham, quer ouvindo, quer dizendo… lendo, declamando… Quiçá!

Foto original DAPL 2018.

 

Vêm estas considerações a propósito de alguns acontecimentos poéticos, ocorridos neste final de semana.

A APP – Associação Portuguesa de Poetas promoveu ontem, 08/07, a sua habitual Tertúlia no Vá – Vá, aos segundos domingos de cada mês.

Aconteceu Poesia!

E como sempre houve momentos mágicos! Poesia, canções, arte de dizer, ensinamentos e aprendizagens, pedagogia, maestria de verdadeiros artistas presentes. Cada um com a sua riqueza poética, compartilhando-a com os Outros.

 

Parabéns a todos os intervenientes: Vitor Camarate e esposa, Esmeralda, Fernando Afonso, Graça Melo, Fernanda Beatriz, Júlia Pereira, Feliciana Maria (Maria do Tempo).

 

A sessão, nessa tarde, aconteceu num espaço diferente, dado que a sala habitual estava reservada. Num recanto, igualmente aconchegante, mas o barulho é impossível de erradicar.

Li, algures que o “VÁ – VÁ” é uma das lojas a integrar ou a concorrer ao conceito de “Lojas com História”, da Cidade de Lisboa!

Talvez as Tertúlias da APP, que já são tradicionais no estabelecimento, sejam uma mais-valia. Talvez!

 

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Um espaço inegavelmente com história, em Lisboa, é a Casa do Alentejo, às Portas de Santo Antão.

Uma verdadeira obra de arte ímpar, bem no centro da cidade e que só entrando… Do exterior passa até bastante despercebida, tal a profusão de restaurantes e esplanadas e turistas e mais turistas, na rua.

Mas franqueando a entrada e subindo ao pátio árabe… e continuando… Só mesmo vendo!

 

Pois então o Círculo Nacional D’Arte e Poesia não haveria de promover uma Exposição de Artes Plásticas neste verdadeiro ex-líbris artístico?! Nem mais nem por menos!

Uma autêntica Galeria de Artistas Plásticos, na Sala de Olivença. Alguns também Poetas… e Poetisas.

Catarina Semedo, Cecília Augusto e Méli, cada uma nos apresenta um trabalho individual, segundo o normativo “Sem Título”.

Elmanu apresenta-nos “Rota da Esfinge”, “A Esfinge e a Pirâmide”, “A Cascata”, “Apocalipse”.

Fernanda Carvalho: “Quando o Meu pensamento Voa” e “Fado”.

Maria Lourdes Guedes: “Flores Campestres” e “Vida nos Oceanos”.

Maria Rita Parada dos Reis: “Mistério e Vida”.

Vitor Hugo: “Marvão”.

 

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Bem eu, não sendo artista, muito menos artista plástico, tive a ousadia, se calhar inconsciência, de me apresentar no meio destes verdadeiros Artistas. Não com uma pintura, que não sou pintor, como sugestiona o cartaz evocativo da Exposição, mas com um trabalho que integro no conceito de “Poesia Visual”. Porque foi nesse contexto e procurando seguir essa metodologia de experimentação poética, que o elaborei na segunda metade da década de oitenta. E que, agora, após o concurso “Nau dos Sonhos – Prémio Maria Ivone Vairinho”, promovido pela APP – Associação Portuguesa de Poetas, a que o submeti e que venceu, na modalidade de “Poesia Ilustrada”, achei por bem expor.

Intitula-se “Poema Psicadélico”, título apresentado para efeitos do concurso 2018, e que foi elaborado com base num poema de 1979, intitulado “Fuga… à Solidão”!

 

Exposto na Casa do Alentejo!

Todo o Alentejano tem orgulho em apresentar os seus trabalhos, ademais pela primeira vez, na Casa que, em Lisboa - matriz da Diáspora, nos reporta para as nossas raízes primordiais.

É com muito orgulho que ele está exposto nessa Casa Mãe dos Alentejanos na Grande Lisboa. Cumulativamente, entre tão nobres e valiosos Mestres, como são os Artistas que expõem os seus trabalhos na Sala. Sala que, per si, é uma verdadeira joia artística, entre todo o templo de Arte que é aquela Casa!

(Perdoem-me a minha ousadia, talvez a minha insensatez…)

A Exposição inaugurada a sete, irá até dezanove do corrente mês.

 

Pena, que nesse dia da inauguração, não tenha havido o “Dizer Poesia”. Houve a montagem, de modo que o tempo talvez tenha escasseado…

 

Mas não houve Poesia nesse dia na Casa?!

Pois claro, que houve.

O “Grupo de Cante Os Rouxinóis”, da Escola Secundária Santiago Maior e o “Grupo Coral Cantadores do Desassossego", ambos de Beja, trouxeram-nos essa Poesia dos confins e imensidão da planura alentejana…

 

Todavia será de todo importante que o Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP -, promova uma sessão de Poesia, no âmbito e contexto da Exposição, como, aliás, é seu apanágio.

Aguardemos!

 

(Uma nota final: tenho constatado que nas últimas sessões poéticas em que tenho participado, nas diversas tertúlias das diferentes instituições a que me honro de pertencer, que há menos pessoas que o habitual. Questão de férias?!)

 

E ainda outra nota: Quando é que as TVs, que pagamos todos, todos os meses, nos brindam, mimoseiam, com tantos e tão bons Dizedores de Poesia que há por esse País fora.

E quando divulgam os Artistas como os que expõem nestes encontros de Arte?!

Quando?!...

Arte e Poesia / Bye Bye, Uruguai...

Cartaz Expo. CNAP. 2018. Cortesia Casa Alentejo. jpg

 

Bye – Bye, Uruguai / Que você vai / Seguir avante.

E eu... fico cantando / Fico chorando / O meu descante! (…)

 

Pode a Poesia coadunar-se com o Futebol?!

Pois claro, que pode. Já escrevi sobre esse lado bonito da irmanação futebolística. Já publiquei no blogue, vários artigos sobre o Futebol. Sobre o Futebol, digo! Ainda que deteste as futebolices!

Ontem foi uma tarde desagradável, em termos de Futebol, dado que a equipa portuguesa perdeu e foi eliminada. Mas adiante, que há coisas bem piores na Vida… Mas ficamos sempre aborrecidos.

Vi a primeira parte do jogo num excelente espaço público de grande concentração humana. Mas concluído o primeiro tempo e dado que o resultado não me estava a agradar e o ambiente ainda menos, resolvi partir. E como é diferente percorrer as ruas da Cidade em dias de concentração futebolística. Pouquíssimo trânsito, raras as pessoas calcorreando… Fui entrando nos vários cafés onde as TVs sintonizavam o jogo, apercebi-me do golo português a meio do percurso, confirmei numa pastelaria, soube ter sido Pepe e, mais adiante, quando voltei a entrar em novo estabelecimento, já a equipa portuguesa perdia novamente. Cavani! Oh, Cavani! Que nem o São Ronaldo nos valeu!

 

Mas se não nos valeu o Futebol, sobremaneira nos engrandeceu a Poesia!

Na SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, houve “Poesia à Solta”. E nem você imagina como o estro poético dos participantes se soltou! Foi uma tarde memorável, em que excelentes Dizedores, Poetas e Poetisas, nos disseram, declamaram, cantaram e encantaram através do seu Verbo Poético.

Que não ficou nada atrás, duma tarde de bom futebol. Quando é Futebol! Muito pelo contrário, ficou muito além. A Poesia não tem é a divulgação que merece.

Se os nossos canais televisivos, que nos inundam diariamente com a prosódia dos BêDêCês deste país, todos os dias, antes ou depois dos noticiários, nos apresentassem Dizedores de Poesia, escassos minutos chegavam e você nem sabe como este País sairia engrandecido!

E nem precisavam de buscar gente famosa. Nem precisavam de lhes pagar chorudos ordenadões. Há imensos Amadores, por esse País afora, que dizem Poesia sua ou de outros, de forma excelente. E, muitos, nem precisam de teleponto!

Mas, em frente, que se faz tarde!

Parabéns e Obrigado à SCALA! E a todos os participantes.

 

Quadro: Teresa Filipe - Foto Rolando Amado. 2018. jpg

 

E reportando-me ao cartaz elucidativo, cortesia da Casa do Alentejo, (Mª J. Carvalho) e que abre o post.

Anuncia e divulga a próxima Exposição do CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia. A partir de sete, do sete, (07/07), na Casa do Alentejo. Na Casa Do Alentejo! Vou esforçar-me por participar, caso a Vida me permita, com um trabalho de Poesia Visual. E conto estruturar uma simples “instalação poética”!

Participe também.

Irão estar sócios do CNAP, que participaram nas últimas Exposições do Círculo, nomeadamente na Câmara Municipal de Lisboa e no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira.

O quadro ilustrativo deste último trecho do post, "O Ribeiro", é um trabalho de Teresa Filipe, que não figurou no post respetivo, o que agora se remedeia divulgando-o, através de foto de Rolando Amado.

Parabéns e Obrigado também ao Círculo e a todos os participantes na Tertúlia, realizada no último dia vinte e seis de Junho, no mencionado Centro de Dia de São Sebastião.

(E assim termino este meu post, só com uma página A4, que estou a tentar ser conciso no verbo!)

 

Tertúlia do C.N.A.P. – Maio 2018: Arte e Poesia!

Arte e Poesia em semana de Eurovisão!

 

O Círculo Nacional D’Arte e Poesia continua na sua meritória caminhada, há quase trinta anos, desde 1989, na divulgação da Arte e da Poesia.

 

No passado dia oito de Maio, como tem ocorrido nos últimos anos, graças à amabilidade da Direção do Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira, aí decorreu mais uma Tertúlia dedicada à Poesia, irmanada com uma bonita Exposição de Pintura.

 

De entre os vários artistas, com obras expostas na improvisada galeria, estiveram presentes na inauguração (que piada eu acho à palavra “vernissage”!), digo, deram-nos a honra da sua comparência, D. Josefina Almeida, D. Fernanda de Carvalho, D. Maria Ivone Azevedo e D. Teresa Filipe. Autodidatas da arte de pintar, com alguns cursos de tempos livres, não académicos, mas nem por isso menos primorosas no seu labor!

Pintura original Josefina Almeida.jpg

 

D.Josefina apresenta-nos trabalhos paisagísticos, da sua região natal: Ponte Manuelina, na vila de Góis; Rio Ceira, na aldeia do Colmeal e “Cai neve”, em Viseu.

Pintura figurativa, em tons escuros, a que não são alheios os estados de alma e a tristeza vivida nas tragédias, ainda bem presentes, dos recentes incêndios que devastaram as áreas da “Zona do Pinhal” e das Beiras!

Mas o verde também sempre poeticamente presente, de esperança!

Pintura original Josefina Almeida. jpg

 

Essa nostálgica tristeza também se reflete em “Rio Turvo” “…meus desenganos…”, título e excerto de poema de sua autoria que nos deu a conhecer.

Já em “Mulher vais ser Mãe!”, “poema que escreveu há quase sessenta anos”, impregnado de realismo vivenciado, a que Mãe se referirá o sujeito poético?!

 

D. Fernanda de Carvalho opta por uma estética surrealista. Expõe duas peças artísticas. Uma “Sem Título”, que ela própria não consegue muito bem decifrar o que pretende mostrar-nos, segue o que o seu estro ordena, embora na obra vislumbre parte de mulher, uma pata de touro… Deixa-nos a nós, a capacidade e primazia de lermos o desenho e a pintura, segundo a nossa perspetiva de observadores.

Pintura original Fernanda Carvalho.jpg

Cores alegres, bem presentes também no sugestivo Rosinha dos Limões”. Lembrou-se deste título, pois veio-lhe à memória essa célebre canção, que eu desconhecia. (Mas vale-nos a net!) Na cara da “Rosinha” um lagarto pintado. (Lagarto pintado, quem te pintou?! A D. Fernanda que por aqui passou…)

Pintura original Fernanda Carvalho.jpg

Leu-nos poesia de índole pessoal. “…caminho passo a passo…”, ”Retalhos de uma Vida” e o sempre divertido, irónico, alegre: “Os meus namorados”.

 

Pintura original Maria Ivone Azevedo. jpg

D. Maria Ivone Azevedo, algarvia, traz-nos além de uma versão de “Girassóis” de Van Gogh, uma peculiar e icónica pintura do seu Algarve, com alguns elementos parcelares e temáticos desta província do sul de Portugal. Como se estivessem a ser visualizados a partir da estrutura de uma casa, envidraçada ou aberta à paisagem figurativa. A luz, a cor, as imagens… Os elementos marcantes do Sul: amendoeira, alfarroba, chaminé, moinho, o sol e a lua. E assim constrói a sua poesia!

Pintura original Maria Ivone Azevedo. jpg

 

D.Teresa Filipe apresenta-nos também uma pintura sobre uma paisagem, um ribeiro imaginário, correndo entre margens verdejantes. Não faz um plano prévio sobre o que pretende, vai inventando e dando largas à sua imaginação, à medida que vai construindo o quadro… também a sua forma de se expressar poeticamente!

(Desta pintora, não temos, por agora, imagem elucidativa. Lapsos do senhor fotógrafo! As novas tenologias permitir-nos-ão corrigir o problema, logo que possamos.)

 

Em termos picturais, está também exposto um quadro de Vitor Hugo: uma paisagem realista de Marvão, perspetivada a partir de uma das portas góticas.

Pintura original Vitor Hugo. jpg

 

De Elmanu: pintura no domínio do imaginário, atrevo-me a integrá-la também num conceito de surrealismo, bebido igualmente em Miró(?)

Pintura original  Elmanu. jpg

Tente o caro/a leitor/a expressar-se opinativamente!

 

Estão ainda expostos os seguintes sugestivos e festivos quadros.

O primeiro mais abstrato e algo impressionista.

Pintura original.jpg

 

E o segundo, um verdadeiro Hino à Primavera!

Pintura original. jpg

 (Autoria: Méli - Amélia Figueiredo.)

 

E refiro, aqui, como seria sempre importante a presença dos Artistas, que nos dessem um vislumbre pessoal da sua Arte!

 

E como no C.N.A.P. a Poesia é uma das vertentes primordiais, também esta Arte teve o seu papel.

D. Olívia Diniz Sampaio, a Alma-Mater do Círculo, trouxe-nos “Noctívago”, de Fernando Pinto Ribeiro e “Cântico e Súplica de Louvor a Deus”, de Amélia Figueiredo. Ambos figurando no recente Boletim Cultural (Nº 131 – Ano XXIX – Março 2018.)

 

Também de Pinto Ribeiro, o seu irmão, Carlos, presença habitual nestas tertúlias, assumindo quase a missão de divulgar a obra do irmão falecido, Fernando, nos leu o poema “Bendito Amor”, de canção gravada por José Mourão, com música de Jorge Fontes.

 

Igualmente do mesmo poeta, Drº Santos Silva também leu poemas do livro “O Cisne Submerso”: “… foi Deus quem de mim te raptou…”

E de Alberto de Serpa: “Há instantes tão longos…”, que também figura no citado Boletim nº 131 do CNAP.

 

Pela minha parte, desta vez, li a fábula “O HOJE e o Amanhã”.

E na sequência de Drº Santos Silva nos ter reportado para o JL e para um comentário de José Carlos Vasconcelos sobre o Facebook, acabei por dizer Meu Amor do Facebook!”. Que encerrou a Tertúlia!

 

Rolando Amado, que, de novo, colabora com as fotografias, a quem desde já agradeço, por esta vez não cantou! Reportou-nos, via telemóvel, para a audição do clássico: “Ninguém é de ninguém.” (Vantagens das novas tecnologias!)

Em contrapartida, tendo-nos enviado o seu último poema, é este que encerra esta crónica.

 

(Dir-me-á, caro/a leitor/a que estes são eventos culturais que passam quase despercebidos. E, infelizmente, é verdade!

Mas o que é que os nossos meios de comunicação divulgam?!

E a quem dão direito à palavra as nossas TVs?!

Há por aí uns quantos, que nem o bê-á-bá sabem soletrar, em que não há dia nem canal que não tenham direito de antena exclusivo!!!

É só estar atento, caro/a leitor/a.

E acha isso bem, estarmos a ouvir tantas calinadas diárias?!)

 

Bem, mas nem tudo é mau!

Esta crónica veio sendo escrita no contexto do espetáculo único que foi a realização do Festival da Eurovisão em Portugal!

E, na minha opinião, passe algumas futriquices de somenos importância, a realização portuguesa não ficou nada a dever às anteriores! Parabéns Portugal!

AH! A classificação da canção portuguesa… E o que posso eu dizer?! (…)   (…)

 

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«PORQUE AGORA É NOITE»

 

«Atravesso a noite e estremeço

Ainda temo essas sombras que sussurram,

O eco dos passos que produzo.

Porque a noite é longa,

Porque a noite é tudo.

A noite é ventre, é mãe, é princípio

É sonho, fuga, caos, turbilhão, redenção.

É a noite que nos agarra e devora

É ela que nos possui.

Embarco no navio da noite

À boleia de alguma tentação

Vestida de poesia sedutora

De pensamentos errantes

Porque sendo noite são memórias

De outras noites transformistas

De mil e uma noites eternas.

Atravesso a noite, densa, absoluta

Pelas ruas desertas de luzes tristes

E pintadas de sonhos dos sem-abrigo

Dos meus fantasmas e fantasias,

Que persistem.

É noite de bandidos e inocentes

De histórias intermináveis

De amores vendidos, de amores falsos

De sexo, amizade e ternura.

De navalhas em riste, crime e sangue

De vingança e de perdão

De grandes verdades e colossais mentiras.

É noite que transfigura,

De predadores e de santos

Dos animais das trevas, que nos miram

Expectantes, pelo medo que também sentem.

É noite, espelho de cada um

Que me abraça em seu mistério

Cada vez que navego em noite.

Do princípio e fim de tudo

Porque a noite é de ninguém

A noite é o sono da vida.»

 

ROLANDO AMADO RAIMUNDO

 

Follow Friday

"RUMO ao SUL"

Hoje, nesta tarde, em que tanta gente peregrina em direção ao Centro do País, proponho-lhe que siga "RUMO ao SUL".

Um excelente blogue, dedicado à Poesia e à Arte.

Variados Poetas e Poetisas, óptima Poesia, lindíssimas Fotografias e imagens de Pintura ou outras Artes Visuais. (...) Tanta Arte!

Não há nada como comprovar.

Aventure-se a viajar em direção à LUZ que dimana do SUL!

 

http://rumoaonossosul.blogs.sapo.pt/

 

rumo ao sul. blogue. jpg

 

“A AMENDOEIRA na história da arte e dos jardins”

CASA da CERCA – CENTRO de ARTE CONTEMPORÂNEA – ALMADA

03/02/2016 – 4ª Feira – 18h 30’

 

Emília Ferreira – Sónia Francisco

Amendoeira  Foto oroginal DAPL 2015. jpeg

 

Realizou-se este evento cultural, subordinado à temática referida, na pretérita quarta-feira. Como designá-lo? Palestra? Debate? Colóquio? Conferência? Bate papo?! Troca de impressões e ideias?...

Penso que foi um pouco de tudo, um encontro de ideias versando esta singular Árvore, sobre que já aqui apresentei dois posts, documentados com originais fotografias de D.A.P.L., 2015.

 

Amendoeira Foto original DAPL 2015. jpeg

 

Havia simultaneamente dois acontecimentos culturais que me interessavam, como é comum em Almada. Além do já referido, também um colóquio sobre um Escritor Almadense, esse na Sala Pablo Neruda, no Fórum Romeu Correia.

 

As palestrantes abordaram a origem da árvore, enquanto espécie cultivada, remontando a 3000 anos A.C., coincidindo com o início da agricultura. Silvestre, existiria desde 8000 anos A.C.

Foram encontradas amêndoas no túmulo de Tutankhamon, 1325 anos A.C. Egípcios, gregos e romanos cultivaram-na.

Foi introduzida em Portugal pelos Árabes, quando invadiram a Península, 700 D.C.

 

E, aqui, não podia faltar a célebre “Lenda das Amendoeiras Floridas” e da princesa Gilda. Uma promessa de florir, de renascer, “Epifania da Primavera”, que a amendoeira é a primeira árvore a florescer! E, deste modo, anuncia um novo ciclo de Vida! E produz um fruto que pode ser guardado e comido ao longo de todo o ano.

 

Amendoeira Foto original DAPL 2015.jpg

 

Também houve um reportar para a simbologia da planta, “Promessa de Beleza, Símbolo da Ressurreição!” “Símbolo da Virgem Maria” e “modelo da Menorah!”. Citações de versículos bíblicos, “Êxodo: 25: 33 – 34; 37: 19 – 20; Números: 17: 1 – 8; Génesis: 43:11”.

 

Documentaram a apresentação com imagens e fotografias, algumas de desenhos que fazem parte do acervo da “Casa da Cerca”.

Reportaram para a utilização tradicional em pintura, de que se produziam cores, tintas, a partir das raízes, das folhas, das cascas e de como a resina pode ser usada na estruturação dos pigmentos, em substituição da goma-arábica.

 

A polinização é cruzada, realizada predominantemente por insetos.

E, para mim, uma grande novidade, há uma correlação direta entre a cor da flor e o tipo de amêndoas. As amendoeiras de flores brancas produzem amêndoas doces, as de flores rosa presenteiam-nos com amêndoas amargas.

As amargas têm na sua composição cianeto de hidrogénio. E comidas numa certa quantidade podem ser fatais. Só que elas são amargas precisamente por isso, para afastarem qualquer comilão desprevenido.

Mas são usadas em culinária!... Porque, combinados com os açucares, os elementos nocivos perdem a sua toxicidade. Que até Rasputine, não resistindo a doces de amêndoa, conseguiu resistir aos efeitos do veneno!

Esta componente tóxica também existe nas sementes das ameixas, pêssegos, cerejas, damascos, maçãs...

 

(O amargor será aviso sobre essa toxicidade?, questiono eu, agora.)

 

E foi assim...Também um reportar para a Literatura policial, Agatha Christie e “Sperkling Cyanide”; para a mitologia grega, a lenda de Demofonte e Phyllis; para a Pintura, as estampas japonesas. (“Na pintura japonesa não há efeito de sombra, porque a pintura é uma evocação da memória, e na memória não há sombras.”)

E também Van Gogh...

 

E, para terminar, uma outra forma de Arte: a Culinária, e a imagem de uma tarte de amêndoa. Pena não ter sido experienciada!

 

Ao longo do ano de 2016 haverá outros colóquios.

 

Preste atenção à “AGENDA ALMADA”!

Amendoeira  Foto original DAPL.jpeg

 

E documento o post com fotografias originais de D.A.P.L., de uma célebre Amendoeira, que até tem a sua história contada neste blogue!

Amendoeira  Foto original DAPL 2015.jpeg

 

Este post é também uma forma de voltar a expor as fotos da Amendoeira, agora numa “dimensão média”, contrariamente ao que fazia há um ano atrás. Que foi algo que aprendi, do que estou sempre a aprender, desde que opero neste “Mundo dos Blogues”.

 

Amendoeira Foto original DAPL.jpg

 

"Harmonia Triplica" - Fotografias da Exposição

A EXPOSIÇÃO:

Documentação Fotográfica.

 

Mercê da amabilidade de "João Flávios" podemos documentar a supracitada Exposição com quatro fotografias originais, sobre os trabalhos das duas Artistas.

 

Documentação dos harmoniosos e belos trabalhos de Lucília Simões.

 

Perspetivando apenas um trabalho isolado:

Lucilia Simões (1). Oficina da Cultura 2016 Foto de "João Flávios"JPG

 

 

Proporcionando uma visão do conjunto simultâneo de vários obras de Lucília Simões:

Lucilia Simões Oficina Cultura 2016 Foto "João Flávios". JPG

 

 

E também trabalhos igualmente belos e harmoniosos da Obra de Susana Horta.

 

Uma escultura:

Susana Horta (1). Oficina Cultura 2016 Foto "João Flávios". JPG

 

 

A documentação fotográfica de duas Pinturas de Susana Horta:

Susana Horta (2). Oficina Cultura 2016. Foto "João Flávios"JPG

 

 

E com este post, mais uma vez, se formula o convite de visita à Exposição.

As fotos são todas originais de "João Flávios".

E, reforço os meus agradecimentos a todos: fotógrafo, artistas e estrutura organizativa da Oficina da Cultura.

"Almada, Cidade de Cultura e Arte!"

 

 

"Harmonia Triplica"!

OFICINA de CULTURA - ALMADA

 

Ainda não visitou esta Exposição?!

Então, por que espera?!

Obras de Arte lindíssimas!

Decorre até 14 de Fevereiro.

 

Lucilia Simões e Susana Horta. Digitalização. 2016PNG

 Nota Final: Agradece-se a cortesia de "João Flávios", disponibilizando a digitalização do convite.

José, Mourinho e … Eva!

 

José, Mourinho e … Eva!

 

De certo modo já me tinha imposto não voltar a escrever sobre Futebol.

 

Mas é lá isso possível?! Consigo lá resistir a deixar um comentário nalgum post de algum blogue que ache mais interessante?!

 

Foi o que ocorreu, anteontem, dia dezoito, quando li alguns posts sobre a “bomba” há muito anunciada e esperada, que rebentou lá para Londres, para os lados de Chelsea… e que estilhaçou à escala global. E cujos ecos também aterraram neste blogue!

 

Mourinho fora despedido…

 

E, ao ler os posts:  “O Exemplo José Mourinho”, no Blogue “Rabiscos de um Maldisposto”; “Mourinho…Real?”, no Blogue “Lados AB” e “José e o pecado original”, no Blogue “Bolas e Letras”; não resisti a deixar alguns comentários.

 

E, é com base nesses comentários que quero “alinhavar” algumas ideias avulsas sobre o tema… num post específico em “Aquém-Tejo”!

 

A ocorrência da saída de Mourinho vinha-se anunciando… A situação internamente era insustentável! Diria até, péssima! Apesar das imagens de auto e hetero confianças mútuas…

 

Só se aguentou tanto tempo, porque... envolvia  muitos milhões, conforme se viu na sequência do despedimento. Fora a situação outra, e as "partes" não se teriam aguentado tanto tempo, nem a "corda teria esticado" tanto! Mais cedo teria havido a famigerada "chicotada psicológica".


Porque, hoje, no futebol, o que conta é só e apenas o Dinheiro. "Money! Money!"

 

E nenhuma das partes quereria abrir mão do dinheiro… Finalmente lá terão chegado a acordo.

 

Quanto a regressar a Madrid ou a outro qualquer Clube de topo, o “metal” soará sempre mais alto. A publicidade, o marketing, o merchandising… O Real Madrid é uma montra, cheia de manequins e modelos, em todos os sentidos. Se o "pilim" troar a jeito, vai para Madrid ou outro lado qualquer, que não lhe faltarão clubes...

 

Quem dera a todos os desempregados, por esse Mundo fora, terem indemnizações milionárias e empregos à espera...

 

Que são esses mesmos "desempregados" que também alimentam "Treinadores Únicos" e "CRsetes"!

 

Quanto a Eva estar na origem do “pecado original”, na “origem de todos os males”, é o que diz a “mitologia” judaico-cristã! E também a islamita, acho eu, pois temos todos de ascendente o "Patriarca Abraão", cuja ascendência primitiva seria precisamente o "Pai Adão e a Mãe Eva"!

 

No caso vertente… a questão com a médica terá sido o despoletar de muitas situações, nomeadamente no balneário, ou não?! Estarei enganado?!

 

Como dizem os franceses… “Cherchez la femme!”

 

Pelo menos, e por agora, o clube voltou às vitórias.

 

E ao afirmar isto, com tudo isto, friso, que não deixo de ser admirador de Mourinho!

 

Adão e Eva, Masaccio In wikipédia.jpg

 

Resolvo ilustrar este tema, não com alguma imagem futebolística, mas, talvez paradoxalmente (?), com a reprodução de uma pintura de MASACCIO, representando “Adão e Eva a serem expulsos do Paraíso”!

E esta imagem é plena de metáforas.

Que isto da Vida não é só futebol... Também é Arte!

E  o Futebol tamém será uma Arte?!

(...)

E, mais uma vez, Feliz Natal!

E uma imagem do Presépio, com José e Maria e o Menino e a vaquinha e o burrinho, também não ficaria mal. Fica para a próxima.

 

 

 

"Ciclo de Cinema Católico” - Fórum Romeu Correia - Almada

6º “Ciclo de Cinema Católico” 

 

Fórum Municipal Romeu Correia

Auditório Fernando Lopes Graça

Almada

 

9 a 13 de Dezembro de 2015

21h 30’

 

(Entrada Livre)

 

Já tenho divulgado neste blogue várias iniciativas culturais realizadas no Concelho de Almada. Uma parcela pequena das que efetivamente se realizam. Das que tenho o grato prazer de assistir.

Uma parte efetivamente diminuta das possibilidades que esta Cidade nos oferece. Também nem de todas me debruço nos posts.

Solar Zagallos Almada - Foto original DAPL.  2015jpg

 

Não será demais frisar novamente que “Almada é uma Cidade de Cultura e Arte”!

Nos mais variados e diversos contextos em que estes termos podem ser equacionados…

 

Um dos campos culturais que mais me motivam é o Cinema, a 7ª Arte, nos seus vários enquadramentos.

No Fórum Romeu Correia decorrem, ao longo do ano, vários Ciclos de Cinema.

Já aqui me debrucei sobre o 10º Ciclo de Cinema Brasileiro.

Outros decorreram entretanto, mas que não assisti.

 

Está a decorrer, conforme título em epígrafe, o 6º “Ciclo de Cinema Católico”.

 

Tangerines   in c7nema.net.  jpg

 

Ontem, tive o grato prazer de assistir ao filme estoniano/georgiano, “Tangerines”, de Zaza Urushadze.

 

Já foram exibidos os filmes “Um Homem para a Eternidade”, de Fred Zinnemann e “Os Olhos da Ásia”, de João Mário Grilo.

 

Prevê-se, para hoje, sábado 12 de Dezembro, o filme “Timbuktu”, de Abderrahmane Sissako.

 

O filme de ontem, 6ª feira, e o de hoje, sábado, substituem o inicialmente previsto “Os Dez Mandamentos I e II”, de Roberto Benigni, que não pôde ser apresentado, segundo me esclareceram, porque tiveram um problema com a legendagem do original.

 

Amanhã, domingo dia 13 de Dezembro, está previsto o admirável filme soviético “Andrei Rublev”, de Andrei Tarkovsky.

Lembro-me de o ter visualizado, quando foi estreado em Portugal, na década de oitenta, 1983, no saudoso Cinema “Quarteto”.

 

Sobre este Ciclo de Cinema e a sua designação, gostaria de questionar.

 

Que sentido faz nomear este Ciclo de Cinema como “Católico”, apenas Católico?!

 

Tenho consciência que a organização pertence a pessoas e estruturas da Igreja Católica, ponto final. Presumo que de Almada. Mas esse aspeto, per si, justifica o nome?!

 

Não será reducionista “etiquetar” o Ciclo como “Católico”?!

A temática da filmografia é muitíssimo mais alargada, sob todos os aspetos, tanto num contexto espacial como temporal. Em todos os âmbitos culturais. E sociais. Religiosos até!

Num contexto de “Mundo Global”, o título do Ciclo limita muito e “à priori” restringe demasiado os assuntos, os temas, os problemas que posteriormente são abordados nos filmes que são riquíssimos e muito bem escolhidos.

 

Será que não faria mais sentido designar o “Ciclo” com um título mais abrangente e mais globalizante, tanto no que respeita às temáticas, como aos objetivos, salutares, frise-se, que este “Ciclo de Cinema” nos proporciona?!

 

Se fosse intitulado de “Cristão” seria mais abrangente tanto espacial como temporal e culturalmente. Ainda assim seria reducionista.

 

Se a designação fosse “Ecuménico”, o título aproximar-se-ia cada vez mais do conteúdo e móbil do Ciclo, mas ainda assim não abrangeria toda a riqueza ideativa da respetiva filmografia.

 

Talvez, e repito talvez, o termo “HUMANISTA” seja o mais adequado. Apesar de nos podermos também interrogar se com esta palavra, ao centrarmos o tema no “HOMEM”, não estarmos também, de algum modo, a restringir a ideia de “DEUS”.

E a “idealização divina” perpassa sempre explícita ou implícita nas temáticas abordadas.

Mas não terão os credos religiosos na sua base o “HOMEM” na sua elevação para “DEUS”?

E não é o Homem que importa “trabalhar”, para o fazer “alcançar” Deus?!

 

Um contraponto à crescente "desumanização" das Sociedades.

 

Deixo estas reflexões à consideração dos organizadores.

 

Ah! E Parabéns pelos belos e excelentes filmes que nos proporcionam!

 

 

 Nota Final: Foto original de D.A.P.L. - Solar dos Zagallos, Sobreda, Almada, 2015.

 

 

 

5º Serão de Cante e Poesia Alentejana

No sentido de divulgação da POESIA e ARTE, o cartaz anunciador do 5º Serão de Cante e Poesia, reunindo estas duas nobres ARTES!

cartaz 5º serão - 2015.JPG

 

 Consulte, também, SFF:

A força do Coletivo!

Almada será a Capital do Cante?

Cante Alentejano - UNESCO

Alentejo!

 

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