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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Notícias de última hora!

Notícias fresquinhas!

 

Foto original DAPL. 2015.jpg

 

Fresquinhas e vivinhas, mas não da Costa, nem de Costa!

Fresquinhas, porque continua frio e porque são recentes; Vivinhas, porque de Gente viva!

De última hora, sim! Sim, mas não… de telefonema em direto para um qualquer programa de TV de expectável audiência.

De nenhum despedimento de treinador, de nenhuma transferência milionária… muito menos de centenas ou milhares que procuram emprego; emprego compatível com habilitações, que essas notícias são o boletim diário de muita Gente e não interessam ao menino Jesus e também já passou o Natal. Nem de alguns que porventura apesar de desempregados, preferem o subsídio, ao emprego. Alguns!?

Não! Também não são das promessas eleitorais que se avizinham neste 2019, de futuros aeroportos, novas ferrovias, desenvolvimento e investimento no Interior… Não!

Nem das tricas, trocas e baldrocas, entre esquerdas e direitas, centros à mistura… Não!

Nem dos amores e desamores das nossas floribelas. Nem dos remates certeiros dos nossos reis -  naldos. Não!

 

A notícia que vos quero dar, informar (a notícia deverá ser sempre para informar), é que foram eleitos para dirigir os destinos da APP – Associação Portuguesa de Poetas, no próximo mandato, triénio 2019 / 2021, os seguintes Sócios, integrando os correspondentes Órgãos Sociais:

 

Mesa da Assembleia Geral

Presidente - Sócio n.º 95 - João Coelho dos Santos

Vice-Presidente - Sócio n.º 304 - Joaquim Pereira Marques

Secretária - Sócia n.º 159 - Maria Alcina Adriano Garcia Magro

 

Direção

Presidente - Sócia n.º 46 - Maria da Graça Ferreira de Araújo

Vice-Presidente - Sócia n.º 320 - Mabel Solange de Figueiredo Cavalcanti

Tesoureira - Sócia n.º 448 - Maria Helena Heitor Matos Barradas

1.º Secretário - Sócio n.º 413 - Victor José Antunes das Neves Camarate

2.a Secretária - Sócia n.º 411 - Márcia Cabral da Rocha

 

Conselho Fiscal

Presidente – Sócio n.º 113 - António Adriano Pais da Rosa

1.a Secretária – Sócia n.º 24 - Virgínia Maria da Silva Mendes Branco

2.º Secretário – Sócio n.º 330 - António Fernando Cadavez Correia.

 

Formulo Votos de Sucesso. Parabéns e Obrigado por se disponibilizarem ao exercício de funções.

Parabéns e também Obrigado aos Sócios estruturantes dos Órgãos Sociais cessantes. E Votos de Felicidades e Êxito para todos.

E tenho dito.

Ah! Não gosta de Poesia?! É pena!

 

Também recebi o livro / antologia “Espontâneos de Natal”, de Vários Autores, coordenação Maria Graça Melo.

 

(Bem... afinal, a fotografia, original DAPL, é mesmo da Costa!)

Ementa de Natal à base de Poesia!

APP - Associação Portuguesa de Poetas

Tertúlia no Vá – VÁ - 9 de Dezembro 2018 (Domingo)

Avenida de Roma  - Lisboa

 

Volto à publicação no blogue. E com Poesia, que tem sido a temática dominante neste ano.

Muitos assuntos, poderia ter abordado neste interregno de não publicação. Neste mesmo domínio, vários acontecimentos ocorreram que não noticiei: tertúlias, lançamentos de livros, divulgação de Poesia… Mas não o fiz. Talvez ainda volte a algumas ocorrências. Que mais vale tarde…

(Outros acontecimentos, nomeadamente algumas das politiquices, me apeteceu abordar…)

 

Volto falando sobre Poesia!

Hoje, houve novamente Poesia no célebre café / restaurante da Avenida de Roma – cruzamento com a dos Estados Unidos, em Lisboa. A partir das dezasseis e trinta, como é costume.

E o espaço esteve bastante bem composto. Éramos vinte e três pessoas. Nem todos disseram poesia. Os que o fizeram, trouxeram fundamentalmente textos de sua autoria.

 

(O ruído mantem-se. Os talheres, o vozear, os pires e chávenas, a caixa registadora… Para o lado da cozinha, pudemos observar a preparação culinária, até vislumbrar ou ouvir algo sobre ementa e confeção dos pratos…

Bem… adiante!)

 

E, nesta tarde, e dada a próxima quadra festiva… a ementa poética foi precisamente sobre o Natal.

E quase todos os presentes procuraram seguir essa “carta”: poetar sobre o enquadramento natalício, segundo uma toada mais ou menos iconográfica e tradicional ou subvertendo um pouco essa imagem mais ideal e ritualizada da Natividade!

 

A Direção, ainda atual, fez-se representar por Carlos Cardoso Luís, Rogélio Mena Gomes, Mabel Cavalcanti e Fernando Afonso. Cada um teve oportunidade de expressar a sua opinião pessoal, face aos respetivos desempenhos, enquanto elementos diretivos. Justiça lhes seja feita! Cada um sabe de si e para além de os congratular pelo trabalho e agradecer pelo desempenho, ficou muito bem esta auto - avaliação pública.

Da minha parte, Parabéns e Obrigado, sempre!

E que a futura Direção continue o bom trabalho da cessante.

Igreja e araucária 2015 Foto original DAPL.jpg

 

E houve Poesia! Natalícia, na sua maioria. Bem como a formulação de Votos de Boas Festas!

 

Carlos Cardoso Luís disse: “Natal é uma aventura”.

Joaquim Sustelo: “Natal dos pobres”.

Mabel Cavalcanti: “O amor chegou de forma inusitada”.

Carlos Fernandes, do seu recente livro: “A minha velha casa”.

Francisco Carita Mata: “O Menino / O Futuro morre na praia!

Santos Zoio: “O Natal é um dia como outro qualquer”.

Fernanda Beatriz cantou: “Premonições”.

Catarina Malanho disse: Consoada.

Lu Lourenço: “Natal é todos os dias”, de Álvaro Giesta.

Daniel Costa também disse um poema, mas não de Natal.

Aurélio Tavares: “Natal hoje”.

Júlia Pereira: “Soneto da Visitação”.

Mário Bragança também disse poesia, mas não de Natal.

José Castrelas disse “Quadras de Natal”.

Lurdes Amaral: “Uma história sobre Jesus”.

Fernando Afonso disse, de Lurdes Amaral: “Anúncio de Natal”.

Lurdes Mano disse, de Catarina Malanho: “Acordem, poetas!”

 

Para além dos poetas e poetisas mencionados, ainda estiveram presentes, embora não tendo dito poesia: João de Deus Rodrigues, Ilda Rodrigues, Ivone Magalhães, Nelice Palocal, Adelaide Zoio.

 

(E esta foi a primeira parte desta ementa poética! Atrevo-me a dizer que o prato principal. Pelas dezoito, saí. Já outros confrades o haviam feito anteriormente. Houve habitual consumo. Já o havia feito logo no início.

A segunda parte não posso referenciar como decorreu, porque não assisti. Mas não desmereceu, de certeza, da primeira!

Votos de Bom Natal, para todos e um Ótimo Ano Novo.

Qualquer incorreção nesta crónica, deixe comentário sugestivo, SFF.

Obrigado!)

 

Ah! A fotografia?! Para mim, associo inevitavelmente o Natal à minha Aldeia. Esta é a imagem da Igreja de Aldeia da Mata, com a célebre araucária, de que me lembro de toda a vida, num quintal junto ao adro, onde brinquei em criança. Imagens iconográficas! Foto original DAPL, como a maioria das fotos do blogue. De 2015.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

XXII Antologia de Poesia da APP – Lançamento

“A Nossa Antologia” 

Tertúlia no VÁ - VÁ

Foto original DAPL. 2016. jpg

 

Foi lançada no passado dia onze, domingo, a mais recente Antologia da Associação Portuguesa de Poetas. A vigésima segunda. Nela estão representados setenta e nove autores.

O lançamento decorreu no âmbito da Tertúlia do Vá Vá, habitual no segundo domingo de cada mês, a partir das dezasseis e trinta, no célebre café – restaurante da Avenida de Roma, em Lisboa, “Loja com História”, de que as Tertúlias da APP são, indiscutivelmente, parte integrante.

Uma tarde de imensa chuva por toda a Lisboa, talvez esse facto tivesse arredado alguns dos hipotéticos participantes. Apesar desse contratempo, ainda assim estivemos uma dúzia de resistentes. Nem todos os presentes comparticipavam na Antologia, mas numa primeira ronda cada um de nós leu ou disse um dos poemas que compõem o variado conjunto. Quem não integrava a Antologia leu um dos poemas da mesma, à sua escolha.

Disseram presente, Rogélio Mena Gomes e Fernando Afonso, que coordenaram a reunião; Su Sam, Maria Alcina Adriano, Francisco Carita Mata, Feliciana Garcia, Luís Gomes, José Castrelas, o mais recente associado, que leria um dos seus poemas, extra antologia, no início duma 2ª ronda; Maria Deodata, João Murtinheira Branco, Aurélio Tavares, Maria Isilda Gonçalves.

Parabéns a todos os participantes e destemidos face ao temporal. Que continuem a comparecer.

Ainda não li toda a Antologia, mas irei fazê-lo!

Obrigado aos coordenadores e parabéns a todos os antologiados, ao prefaciador e ao autor da capa. (Capa simples, minimalista, mas sugestiva e elucidativa face à temática.)

(Ilustro o post com uma imagem, original DAPL – 2016, reportando para a Luz, dimanada da Poesia, face à escuridão que ensombra o Mundo. Poesia é Luz!)

 

 

Gostar de Poesia!

Boletim Informativo e Cultural Nº 82 da Associação Portuguesa de Poetas

 

 

Neste Post nº 619, apresento as respostas à ENTREVISTA realizada por Presidente da Associação Portuguesa de Poetas, Carlos Cardos Luís, publicada no Boletim Informativo e Cultural Nº 82.

 

1-O que é que o motivou e levou a gostar de Poesia?

Verdadeiramente não sei! O dom de poetar, julgo que é algo que nasce connosco. Depois são as aprendizagens que vamos fazendo ao longo da Vida, nos mais diversos contextos e ambientes, que realizamos de modo consciente ou mesmo sem nos apercebermos e tomarmos consciência desse facto. Constantemente, a Inspiração vai comandando o nosso estro. E o Trabalho, que sem ele nada feito!

 

2-Com que idade começou a escrever poesia?

Consciente do facto e do ato, julgo que já na casa dos vinte. O primeiro poema que publiquei foi em 1984, na Revista “A Família Cristã”, já quase na casa dos trinta!

 

3-Tem alguma obra publicada?

Muitos textos em verso e prosa, em suporte de papel, dispersos em diversos enquadramentos. Participações em diversificadas Antologias de Poesia.

Desde Outubro de 2014, o blogue: aquém-tejo.blogs.sapo.pt.

 

4-Na sua opinião qual é a importância que os meios de comunicação social dão ao mundo literário, inclusive à Poesia. O que falta para uma maior divulgação da Poesia?

Se compararmos com a relevância que dão a outros assuntos que, na sua maioria, não têm qualquer valor positivo ou de cidadania construtiva, a importância que atribuem à Poesia é nula!

O que falta é apenas Vontade Política! Deveria ser um Dever de Cidadania que pelo menos os “Media” Públicos divulgassem, diariamente, Poesia!

 

5-Que pensa da APP?

A Associação Portuguesa de Poetas, tal como outras Instituições Amadoras que se dedicam à divulgação da Poesia, são um Oásis no meio do deserto e ignorância poéticas dos “mass – media” portugueses!

No caso vertente, a APP, os seus Associados, a sua Direção, estão de parabéns pelo excelente e meritório trabalho que vêm desenvolvendo. Bem hajam e Obrigado!

 

6-Que projectos tem para o futuro?

De curto prazo, replicar a atual exposição de “Poesia Visual”, que tenho na Sede da APP, no âmbito do CNAP, no Centro de Dia de S. Sebastião da Pedreira, em Lisboa, ainda este ano. No próximo ano, apresenta-la na SCALA - Almada, de modo mais alargado.

Ainda de preferência este ano, dar à estampa um livro dedicada à minha Mãe, a todas as Mães, à minha Aldeia…

Também gostaria de publicar, a curto prazo, um livro com algumas das minhas produções poéticas.

A médio prazo, um livro de prosas…

Continuar a “Dizer Poesia”, como tenho feito muito especialmente este ano, que é a concretização de um “Sonho” de um projeto que esteve planando anos…

Aliás, todas estas realizações são ou serão a concretização de sonhos “adormecidos”…

 

7-Muitas perguntas ficaram por colocar. Foi para nós um enorme prazer fazer esta entrevista. Agradecemos o facto de se ter disponibilizado para participar nesta entrevista para o nosso Boletim, contudo agradecemos deixe uma mensagem para os leitores.

Obrigado, digo eu! E a mensagem:

- Que nunca deixem de Sonhar! “O Sonho comanda a Vida…” E que lutem por concretizar os Sonhos!

 

8-Sabemos que tem muita coisa escrita pelo que lhe pedimos para nos deixar um poema de sua autoria. Obrigado.

Com muito gosto e agradecimento.

Deixo-vos um dos meus recentes poemas: “O Futuro morre na praia!

 

 

 

“A Poesia é Força” - Tertúlia APP - Associação Portuguesa de Poetas

Tertúlia APP – Associação Portuguesa de Poetas

30 de Setembro 2018 - Domingo

 

Nesta Tertúlia, habitual no final de cada mês, na Sede da Associação, aos Olivais, em Lisboa, constava da “ementa poética”, a apresentação de livro “Um Braçado de Estrofes”, edição Modocromia, 2018, de Maria Lascasas, pseudónimo de Maria Beatriz Ferreira e a inauguração da minha primeira e individual “Exposição de Poesia Visual”.

 

Nela marcaram também presença: Carlos Cardoso Luís, Maria da Graça Melo, Rogélio Mena Gomes, Mabel Cavalcanti, Beatriz Fernanda, Camila Soares, Helena Guedes, Joaquim Horta Correia, Mário Bragança, Luiza Gregório Bragança, Júlia Pereira, Alcina Magro, Aires Plácido, Santos Zoio, Adelaide Zoio, Joaquim Sustelo, Bento Durão, Márcia Rocha e Lília Rocha.

 

Um minuto de silêncio, uma singela, mas bonita homenagem a São Reis, recentemente falecida.

 

Apresentação da Autora do livro “Um Braçado de Estrofes” e o melhor preito à Poesia: Dos presentes, todos os que quiseram, leram um poema. Previamente fora distribuído pelas cadeiras da sala, um, policopiado, assinado pela Autora e uma breve bibliografia. Ideia interessante! O que me calhou em “sorteio”, “A poesia é força”, divulgo-o neste post.

Parabéns à sua Autora! E continuação de boas e frutíferas colheitas de “Braçadas de Estrofes”. De Versos! E de Poemas!

 

Calhou-me a mim, em seguida, colher a atenção dos presentes, explicando, o melhor que pude e sei, sobre a Exposição. Li o poema “Ícaro”. Entreguei um exemplar do texto que divulguei no post anterior. Convidei os presentes a deixarem uma mensagem nos autógrafos, acrescentando às que já aí figuravam. Obrigado!

 

E navegámos para a Tertúlia propriamente dita. Aconteceu Poesia! Muita, bonita e marcante Poesia. Houve Fado, Canção e até um dueto quase improvável, mas extraordinariamente sentido! E um Poema dedicado a Mãe, presente pela primeira vez na Tertúlia: Dona Lília Rocha!

Foi uma tarde em que, mais uma vez, a Associação Portuguesa de Poetas dignificou e engrandeceu a Poesia! Parabéns e Bem - Haja a todos os Participantes!

(Ah! E houve também um agradável beberete!)

 

Foto DAPL 2015. jpg

 

“A poesia é força”

 

Se a poesia é vida

e o poeta um ser humanizado

a lágrima que brotar será a dor

que se junta à flor

à floresta queimada

ao escurecer de rochas

que mesmo duras e altivas

perderam o chão.

Se enfrentas, poeta, a realidade

e deténs teu olhar sobre a humanidade

escutarás o rumor do desespero

que chora no clarão da noite

junto dos enfraquecidos

dando-lhes o grito necessário.

 

Com mudas estrofes

indicas o melhor caminho

e seguras a mão molhada

dos que perderam tudo

e já não têm nada.

 

A chama queima-te os olhos

perante alguns, resta a indiferença

Porém, a tua raiva pura, indignada

é como força

que ateará novos sonhos

com a canção imaginada

no desenho de cada palavra nua.

 

Terás sempre outros, que não saberão

quão forte é em ti

a força da razão quando ela é tua.

 

Maria Lascasas; in. “Um Braçado de Estrofes”

 

 

 *******

Foto original DAPL - 2015: "Há sempre uma Flor - Poesia, um Verso, uma Estrofe que irão brotar no cinzento e indiferença dos dias!"

 

 

Exposição de “Poesia Visual”: Texto para Visitantes

Sede da APP – Associação Portuguesa de Poetas

Rua Américo de Jesus Fernandes, 16 - A – Olivais – Lisboa

30 de Setembro – 28 de Outubro / 2018

 

 

Esta Exposição tem por objetivo fundamental dar a conhecer um conjunto de trabalhos poéticos, que elaborei na segunda metade da década de oitenta, inspirados no conceito da designada “Poesia Visual”.

Alguns, fui-os divulgando no blogue “aquem-tejo.blogs.sapo.pt”, tal como tenho dado a conhecer outros textos poéticos ou em prosa, que fui elaborando ao longo dos vários anos em que escrevo.

 

O concurso da APP “Nau dos Sonhos” foi a oportunidade e o móbil imediato, que me levou a propor à Direção da APP, a realização desta mostra de Poesia, desde logo aceite.

Trabalhos desenvolvidos na época referida, inspirados na estética artística e poética mencionada, de que resultaram várias obras, em suporte de papel, seguindo metodologias diversas e contextos de inspiração variados.

Todos têm na base um poema, escrito na altura ou anteriormente, que estruturei visualmente face à temática a trabalhar. De alguns fiz mais do que uma versão, consoante a inspiração.

 

O poema azul de (a)mar é dos que construí mais do que uma versão.

A primeira, (85), inspirei-me numa célebre estampa japonesa. As subsequentes, (86), foram criadas num modo mais pessoal e original, em que a palavra – o significante, se foi gradualmente transformando no seu significado, o mar, a ponto de, no final do poema, as palavras e letras se confundirem com as próprias ondas do mar para que nos remetem. Da calmaria inicial para o movimento e rebentar das ondas… A azul, que azul é o mar!

(Deste trabalho, ofereço uma das versões à APP.)

 

O trabalho que intitulei, para efeitos de concurso como Poema Psicadélico”, de 1986, baseia-se num poema de 1979, intitulado “Fuga à Solidão”. (Este poema supostamente traduz a experiência multissensorial de uma pessoa sob o efeito do consumo de estupefacientes. Supostamente! Que “o Poeta é um fingidor…”)

Em “Poema Psicadélico”, os versos projetam-se nas paredes de um quarto, local de experimentações, como se de um filme se tratasse ou de uma banda desenhada.

Nele, há o recurso a variadas técnicas e possíveis conceitos estéticos, remetendo para várias Artes: desenho, pintura, evocando-nos o cinema, a banda desenhada, imaginariamente a música e até o desenho animado, pese embora a estática de um quadro; o graffiti, os murais… a colagem também, como meio, suporte, recurso e decisão consciente.

 

Com o título “Verso e “Reverso" , para efeitos de concurso, apresento um mesmo poema, escrito através de duas tecnologias pré-digitais: manuscrito, a esferográfica preta, porque escura é a ansiedade, e utilizando a ‘ancestral’ máquina mecânica. (São de 1987.)

Em ambas as tecnologias, procuro reportar o texto para uma dimensão visual para além do grafismo dos caracteres e das palavras. Uma aproximação ao desenho.

Formalmente, são os dois lados de uma mesma realidade e apresentam-se como se fizessem parte de um mostruário da designada “Literatura de Cordel”. (Esta ideia tomou forma também para efeitos de concurso.)

O poema é a interpretação analítica de um desenho não meu, de um jovem, que acompanhei quando trabalhava numa Instituição Profissional. (É uma interpretação, outras poderão ser possíveis.)

 

O mar enrola n’areia…” (1986), é quase um não-poema. Praticamente não há texto. Apresentando-se graficamente, um desenho produzido com a proverbial máquina de escrever mecânica, em duas versões experimentais, (Poesia experimental!).

Duas crianças, um menino e uma menina, à beira mar, entoando a célebre cantiga popular, e segurando papagaios de papel. Reporta-nos para o nosso imaginário infantil e, para além do grafismo do desenho, também para a cor e para a música. (Imaginariamente!) E que é da Poesia se não nos solta a Imaginação?!

 

A partir do poema Ícaro, publicado no Anuário Assírio Alvim, 1987, trabalhei duas versões.

Uma primeira, (86), reportando-me para a iconografia relativa ao mito grego: o labirinto, o minotauro, as ilhas gregas e as suas ruínas de templos. Ícaro, flutuando sobre as nuvens.

Este poema pretende ser uma desconstrução da simbologia inerente ao mito. (Os mitos suportam diversificadas interpretações.) Ícaro não caiu ao mar, com os seus sonhos, com a sua ânsia de liberdade e afirmação pessoal. Manteve-se, planando, não deixando de sonhar!

 

Uma segunda versão, de 87, 89 e que completei este ano, 2018, e estruturei deste modo para a Exposição, poderia intitulá-la, “Asas de Sonho” / “Asas de Ícaro”, baseia-se no mesmo poema, com a mesma desconstrução e transmutação ideativa, para a persistência e permanência da condição de sonhar! De sonhador(es)!

(Uma versão primeira, desta 2ª versão, foi publicada no Diário de Notícias, em 1987.)

 

A técnica, a tecnologia, os materiais utilizados, face ao mundo digital em que vivemos atualmente, são elementares, quase “pré-históricos”, ou melhor, pré-digitais. Trabalhos feitos manualmente, com recurso a esferográficas e canetas de feltro! A velhinha máquina de escrever mecânica! Algumas técnicas primárias de pintura…

Remetem-nos, sugestionam-nos os Textos Poéticos para outras formas de Arte.

 

Termino, dizendo o poema, Ícaro, que, de certo modo, traduz o meu pensar e sentir.

Nunca devemos desistir de sonhar!

 

(ÍCARO / Lá no alto, entre as nuvens / Ícaro, preso está. / Não perdoaram os deuses / Voos tão altos, com asas / tão de cera. / E Ícaro se quedou enredado. // É falso que ao mar haja caído / Espalhando-se no que seu nome tem / Por não seguir de Dédalo os conselhos. / Ficou somente preso, entre os seus sonhos, / Mas bem lá no cimo, entre nuvens.)

 

E Obrigado por me escutarem, por me terem possibilitado a concretização deste meu Sonho. Tal como Ícaro – Poema, nunca desisti de sonhar. Através desta materialização expositiva, concretizei um pouco dos meus sonhos.

Obrigado à APP. Obrigado, Sócios da APP. Obrigado, Direção da APP. Obrigado a todos os presentes. Obrigado a Amigos e à minha Família, que me incentivaram neste projeto!

 

*******

E uma Nota Final: Vários poemas reportam-nos para o tema Mar e o elemento Água.

Este poderia ser um aspeto também a abordar: o Mar e a Água, como fontes primordiais de Vida. O Mar e a Água, como arquétipos estruturantes da Humanidade. O Mar e a Água, como fatores fundamentais da vida terrestre (e haverá outro tipo de vida para além da terrestre?) e os cuidados para sua preservação e manutenção… (…)

Exposição Poesia Visual - Sede A. P. P.

Sede da Associação Portuguesa de Poetas

R. Américo de Jesus Fernandes - Olivais - Lisboa

Azul de amar 2018. jpg

Já está instalada a Exposição de Poesia Visual.

Nela estão expostos alguns trabalhos que elaborei segundo este conceito, na segunda metade da década de oitenta, agora estruturados para esta finalidade expositiva. Outros já organizados há algum tempo atrás.

Ícaro 2018. jpg

 

Obrigado ao  Presidente da Asssociação, Carlos Cardoso Luís, pela sua ajuda preciosíssima, na conceção, montagem, orgânica e estruturação da Exposição. Bem haja!

 

Ícaro 1989.jpg

 

VÁ – VÁ: Tertúlia e Resistência Poéticas

Alentejo Azinheira Original DAPL. 2016.jpg

 

PARA ALÉM DO PENSAMENTO 

( LISBOA - 2018 – Setembro – 09 – Domingo)

 

No passado domingo, um grupo de resistentes, ainda, se aventurou na projeção da Poesia, no VÁ – VÁ. Resistentes e aventurosos, sim, porque as condições técnicas são, de facto, muito adversas. O barulho é, realmente, muito incomodativo. E inicio esta crónica exatamente por este lado negativo, contrariamente ao que é meu apanágio, que gosto de valorizar o lado bom da realidade, mas não posso deixar de mencionar esta situação. A Poesia merece melhor tratamento! O VÁ – VÁ também, ademais sendo uma “Loja com História”. Como seria agradável dizermos Poesia sem aquele ruído tão incomodativo.

 

Mas adiante, que a Poesia está acima, até do ruído, do comunicacional, inclusive, que só transmitem notícias de “barulho(s)” e ignoram totalmente a beleza poética!

 

Pois, no Domingo passado, a Poesia, no seu lado mais belo e sob diversas vertentes, perspetivas e temáticas, mais uma vez, disse “Presente!”, no VÁ – VÁ!

Ademais acompanhada pelo Fado, pela Canção Tradicional (alentejana)…

Parabéns a todos os presentes: Alzira Vairinho Borrêcho, Maria do Céu Borrêcho, que apresentaram o livro “PARA ALÉM DO PENSAMENTO”; Rogélio Mena Gomes, Carlos Cardoso Luís, Fernando Afonso, também organizadores, enquanto membros da Direção da APP e a todos os Poetas e Poetisas, além dos mencionados, que cantaram, disseram e nos encantaram com a sua Poesia ou de Autores clássicos e consagrados (Antero de Quental, há que realçar). A saber: Daniel Costa, Fernanda Beatriz, Suzete Viegas, Sofia Romano, Júlia Pereira, Bento Durão, Rosângela Marrafa, João de Deus Rodrigues.

 

E voltamos a “PARA ALÉM DO PENSAMENTO”, cuja apresentação iniciou a Tertúlia.

Cada um dos presentes disse, leu, declamou, a seu jeito e modo, um poema do livro.

Havendo vários poemas dedicados ou inspirados no Alentejo, onde a autora viveu algumas dezenas de anos, aproveitei para dizer, precisamente, um inspirado nessa temática e que transcrevo.

 

«Alentejo das casas caiadas

Que não me sais da memória.

As saudades redobradas

Na mente me fazem história.

 

As saudades redobradas

Que aparecem na lembrança

Deste coração sofrido.

 

Que a memória não descansa

Vai lembrando o tempo ido.»

 

Alzira Vairinho Borrêcho

 

E poderia continuar a cronicar que haveria muito a noticiar e referir. Nunca é demais realçar que estes encontros poéticos são sempre mágicos e preciosos. Renovados votos de continuação destas tertúlias, redobradas felicitações a todos os participantes e organizadores. A todos os “resistentes”, que continuem na divulgação da Poesia. Obrigado a todos por nos proporcionarem estas “vivências poéticas”.

OBRIGADO muito especial à gerência do VÁ – VÁ!

(Cada um dos presentes apresentou um poema seu, ou dois, para quem ficou para a 2ª parte. Lamento não referir o título de cada um dos apresentados, mas não consegui registá-los todos.

Pela minha parte, disse “Selfie” e outro ainda não divulgado no blogue.)

"Marchas da Minha Terra" - Lançamento Livro

João Francisco da Silva (Poeta d'Arruda)

Lançamento do livro: "Marchas da Minha Terra"

Convite "Marchas da Minha Terra" "Poeta d'Arruda". png

 Clube Recreativo Desportivo Arrudense

Arrudense emblema. in. facebook.com. jpg

 

2 de Setembro de 2018 - 15h 30'.

 

Clube Arrudense. in. chafariz.weebly.com. jpg

Arruda dos Vinhos

(Notas Finais:

João Francisco da Silva já figura neste blogue com trabalhos seus.

No âmbito da XIII Antologia do CNAP.

E da XX Antologia da APP.

As imagens do emblema e frontaria do Clube, in. facebook.com e chafariz.weebly.com.

A do convite, cortesia do Autor.)

*******

Está também prevista a divulgação do livro na habitual Tertúlia do CNAP - Círculo Nacional D'Arte e Poesia, no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa, no dia 9 de Outubro 2018.

E também na Tertúlia de final do mês, em 28 de Outubro 2018, na sede da APP - Associação Portuguesa de Poetas, na Rua Américo de Jesus Fernandes, aos Olivais, Lisboa.

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  76. O
  77. N
  78. D