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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Ementa de Natal à base de Poesia!

APP - Associação Portuguesa de Poetas

Tertúlia no Vá – VÁ - 9 de Dezembro 2018 (Domingo)

Avenida de Roma  - Lisboa

 

Volto à publicação no blogue. E com Poesia, que tem sido a temática dominante neste ano.

Muitos assuntos, poderia ter abordado neste interregno de não publicação. Neste mesmo domínio, vários acontecimentos ocorreram que não noticiei: tertúlias, lançamentos de livros, divulgação de Poesia… Mas não o fiz. Talvez ainda volte a algumas ocorrências. Que mais vale tarde…

(Outros acontecimentos, nomeadamente algumas das politiquices, me apeteceu abordar…)

 

Volto falando sobre Poesia!

Hoje, houve novamente Poesia no célebre café / restaurante da Avenida de Roma – cruzamento com a dos Estados Unidos, em Lisboa. A partir das dezasseis e trinta, como é costume.

E o espaço esteve bastante bem composto. Éramos vinte e três pessoas. Nem todos disseram poesia. Os que o fizeram, trouxeram fundamentalmente textos de sua autoria.

 

(O ruído mantem-se. Os talheres, o vozear, os pires e chávenas, a caixa registadora… Para o lado da cozinha, pudemos observar a preparação culinária, até vislumbrar ou ouvir algo sobre ementa e confeção dos pratos…

Bem… adiante!)

 

E, nesta tarde, e dada a próxima quadra festiva… a ementa poética foi precisamente sobre o Natal.

E quase todos os presentes procuraram seguir essa “carta”: poetar sobre o enquadramento natalício, segundo uma toada mais ou menos iconográfica e tradicional ou subvertendo um pouco essa imagem mais ideal e ritualizada da Natividade!

 

A Direção, ainda atual, fez-se representar por Carlos Cardoso Luís, Rogélio Mena Gomes, Mabel Cavalcanti e Fernando Afonso. Cada um teve oportunidade de expressar a sua opinião pessoal, face aos respetivos desempenhos, enquanto elementos diretivos. Justiça lhes seja feita! Cada um sabe de si e para além de os congratular pelo trabalho e agradecer pelo desempenho, ficou muito bem esta auto - avaliação pública.

Da minha parte, Parabéns e Obrigado, sempre!

E que a futura Direção continue o bom trabalho da cessante.

Igreja e araucária 2015 Foto original DAPL.jpg

 

E houve Poesia! Natalícia, na sua maioria. Bem como a formulação de Votos de Boas Festas!

 

Carlos Cardoso Luís disse: “Natal é uma aventura”.

Joaquim Sustelo: “Natal dos pobres”.

Mabel Cavalcanti: “O amor chegou de forma inusitada”.

Carlos Fernandes, do seu recente livro: “A minha velha casa”.

Francisco Carita Mata: “O Menino / O Futuro morre na praia!

Santos Zoio: “O Natal é um dia como outro qualquer”.

Fernanda Beatriz cantou: “Premonições”.

Catarina Malanho disse: Consoada.

Lu Lourenço: “Natal é todos os dias”, de Álvaro Giesta.

Daniel Costa também disse um poema, mas não de Natal.

Aurélio Tavares: “Natal hoje”.

Júlia Pereira: “Soneto da Visitação”.

Mário Bragança também disse poesia, mas não de Natal.

José Castrelas disse “Quadras de Natal”.

Lurdes Amaral: “Uma história sobre Jesus”.

Fernando Afonso disse, de Lurdes Amaral: “Anúncio de Natal”.

Lurdes Mano disse, de Catarina Malanho: “Acordem, poetas!”

 

Para além dos poetas e poetisas mencionados, ainda estiveram presentes, embora não tendo dito poesia: João de Deus Rodrigues, Ilda Rodrigues, Ivone Magalhães, Nelice Palocal, Adelaide Zoio.

 

(E esta foi a primeira parte desta ementa poética! Atrevo-me a dizer que o prato principal. Pelas dezoito, saí. Já outros confrades o haviam feito anteriormente. Houve habitual consumo. Já o havia feito logo no início.

A segunda parte não posso referenciar como decorreu, porque não assisti. Mas não desmereceu, de certeza, da primeira!

Votos de Bom Natal, para todos e um Ótimo Ano Novo.

Qualquer incorreção nesta crónica, deixe comentário sugestivo, SFF.

Obrigado!)

 

Ah! A fotografia?! Para mim, associo inevitavelmente o Natal à minha Aldeia. Esta é a imagem da Igreja de Aldeia da Mata, com a célebre araucária, de que me lembro de toda a vida, num quintal junto ao adro, onde brinquei em criança. Imagens iconográficas! Foto original DAPL, como a maioria das fotos do blogue. De 2015.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

XXII Antologia de Poesia da APP – Lançamento

“A Nossa Antologia” 

Tertúlia no VÁ - VÁ

Foto original DAPL. 2016. jpg

 

Foi lançada no passado dia onze, domingo, a mais recente Antologia da Associação Portuguesa de Poetas. A vigésima segunda. Nela estão representados setenta e nove autores.

O lançamento decorreu no âmbito da Tertúlia do Vá Vá, habitual no segundo domingo de cada mês, a partir das dezasseis e trinta, no célebre café – restaurante da Avenida de Roma, em Lisboa, “Loja com História”, de que as Tertúlias da APP são, indiscutivelmente, parte integrante.

Uma tarde de imensa chuva por toda a Lisboa, talvez esse facto tivesse arredado alguns dos hipotéticos participantes. Apesar desse contratempo, ainda assim estivemos uma dúzia de resistentes. Nem todos os presentes comparticipavam na Antologia, mas numa primeira ronda cada um de nós leu ou disse um dos poemas que compõem o variado conjunto. Quem não integrava a Antologia leu um dos poemas da mesma, à sua escolha.

Disseram presente, Rogélio Mena Gomes e Fernando Afonso, que coordenaram a reunião; Su Sam, Maria Alcina Adriano, Francisco Carita Mata, Feliciana Garcia, Luís Gomes, José Castrelas, o mais recente associado, que leria um dos seus poemas, extra antologia, no início duma 2ª ronda; Maria Deodata, João Murtinheira Branco, Aurélio Tavares, Maria Isilda Gonçalves.

Parabéns a todos os participantes e destemidos face ao temporal. Que continuem a comparecer.

Ainda não li toda a Antologia, mas irei fazê-lo!

Obrigado aos coordenadores e parabéns a todos os antologiados, ao prefaciador e ao autor da capa. (Capa simples, minimalista, mas sugestiva e elucidativa face à temática.)

(Ilustro o post com uma imagem, original DAPL – 2016, reportando para a Luz, dimanada da Poesia, face à escuridão que ensombra o Mundo. Poesia é Luz!)

 

 

Gostar de Poesia!

Boletim Informativo e Cultural Nº 82 da Associação Portuguesa de Poetas

 

 

Neste Post nº 619, apresento as respostas à ENTREVISTA realizada por Presidente da Associação Portuguesa de Poetas, Carlos Cardos Luís, publicada no Boletim Informativo e Cultural Nº 82.

 

1-O que é que o motivou e levou a gostar de Poesia?

Verdadeiramente não sei! O dom de poetar, julgo que é algo que nasce connosco. Depois são as aprendizagens que vamos fazendo ao longo da Vida, nos mais diversos contextos e ambientes, que realizamos de modo consciente ou mesmo sem nos apercebermos e tomarmos consciência desse facto. Constantemente, a Inspiração vai comandando o nosso estro. E o Trabalho, que sem ele nada feito!

 

2-Com que idade começou a escrever poesia?

Consciente do facto e do ato, julgo que já na casa dos vinte. O primeiro poema que publiquei foi em 1984, na Revista “A Família Cristã”, já quase na casa dos trinta!

 

3-Tem alguma obra publicada?

Muitos textos em verso e prosa, em suporte de papel, dispersos em diversos enquadramentos. Participações em diversificadas Antologias de Poesia.

Desde Outubro de 2014, o blogue: aquém-tejo.blogs.sapo.pt.

 

4-Na sua opinião qual é a importância que os meios de comunicação social dão ao mundo literário, inclusive à Poesia. O que falta para uma maior divulgação da Poesia?

Se compararmos com a relevância que dão a outros assuntos que, na sua maioria, não têm qualquer valor positivo ou de cidadania construtiva, a importância que atribuem à Poesia é nula!

O que falta é apenas Vontade Política! Deveria ser um Dever de Cidadania que pelo menos os “Media” Públicos divulgassem, diariamente, Poesia!

 

5-Que pensa da APP?

A Associação Portuguesa de Poetas, tal como outras Instituições Amadoras que se dedicam à divulgação da Poesia, são um Oásis no meio do deserto e ignorância poéticas dos “mass – media” portugueses!

No caso vertente, a APP, os seus Associados, a sua Direção, estão de parabéns pelo excelente e meritório trabalho que vêm desenvolvendo. Bem hajam e Obrigado!

 

6-Que projectos tem para o futuro?

De curto prazo, replicar a atual exposição de “Poesia Visual”, que tenho na Sede da APP, no âmbito do CNAP, no Centro de Dia de S. Sebastião da Pedreira, em Lisboa, ainda este ano. No próximo ano, apresenta-la na SCALA - Almada, de modo mais alargado.

Ainda de preferência este ano, dar à estampa um livro dedicada à minha Mãe, a todas as Mães, à minha Aldeia…

Também gostaria de publicar, a curto prazo, um livro com algumas das minhas produções poéticas.

A médio prazo, um livro de prosas…

Continuar a “Dizer Poesia”, como tenho feito muito especialmente este ano, que é a concretização de um “Sonho” de um projeto que esteve planando anos…

Aliás, todas estas realizações são ou serão a concretização de sonhos “adormecidos”…

 

7-Muitas perguntas ficaram por colocar. Foi para nós um enorme prazer fazer esta entrevista. Agradecemos o facto de se ter disponibilizado para participar nesta entrevista para o nosso Boletim, contudo agradecemos deixe uma mensagem para os leitores.

Obrigado, digo eu! E a mensagem:

- Que nunca deixem de Sonhar! “O Sonho comanda a Vida…” E que lutem por concretizar os Sonhos!

 

8-Sabemos que tem muita coisa escrita pelo que lhe pedimos para nos deixar um poema de sua autoria. Obrigado.

Com muito gosto e agradecimento.

Deixo-vos um dos meus recentes poemas: “O Futuro morre na praia!

 

 

 

“A Poesia é Força” - Tertúlia APP - Associação Portuguesa de Poetas

Tertúlia APP – Associação Portuguesa de Poetas

30 de Setembro 2018 - Domingo

 

Nesta Tertúlia, habitual no final de cada mês, na Sede da Associação, aos Olivais, em Lisboa, constava da “ementa poética”, a apresentação de livro “Um Braçado de Estrofes”, edição Modocromia, 2018, de Maria Lascasas, pseudónimo de Maria Beatriz Ferreira e a inauguração da minha primeira e individual “Exposição de Poesia Visual”.

 

Nela marcaram também presença: Carlos Cardoso Luís, Maria da Graça Melo, Rogélio Mena Gomes, Mabel Cavalcanti, Beatriz Fernanda, Camila Soares, Helena Guedes, Joaquim Horta Correia, Mário Bragança, Luiza Gregório Bragança, Júlia Pereira, Alcina Magro, Aires Plácido, Santos Zoio, Adelaide Zoio, Joaquim Sustelo, Bento Durão, Márcia Rocha e Lília Rocha.

 

Um minuto de silêncio, uma singela, mas bonita homenagem a São Reis, recentemente falecida.

 

Apresentação da Autora do livro “Um Braçado de Estrofes” e o melhor preito à Poesia: Dos presentes, todos os que quiseram, leram um poema. Previamente fora distribuído pelas cadeiras da sala, um, policopiado, assinado pela Autora e uma breve bibliografia. Ideia interessante! O que me calhou em “sorteio”, “A poesia é força”, divulgo-o neste post.

Parabéns à sua Autora! E continuação de boas e frutíferas colheitas de “Braçadas de Estrofes”. De Versos! E de Poemas!

 

Calhou-me a mim, em seguida, colher a atenção dos presentes, explicando, o melhor que pude e sei, sobre a Exposição. Li o poema “Ícaro”. Entreguei um exemplar do texto que divulguei no post anterior. Convidei os presentes a deixarem uma mensagem nos autógrafos, acrescentando às que já aí figuravam. Obrigado!

 

E navegámos para a Tertúlia propriamente dita. Aconteceu Poesia! Muita, bonita e marcante Poesia. Houve Fado, Canção e até um dueto quase improvável, mas extraordinariamente sentido! E um Poema dedicado a Mãe, presente pela primeira vez na Tertúlia: Dona Lília Rocha!

Foi uma tarde em que, mais uma vez, a Associação Portuguesa de Poetas dignificou e engrandeceu a Poesia! Parabéns e Bem - Haja a todos os Participantes!

(Ah! E houve também um agradável beberete!)

 

Foto DAPL 2015. jpg

 

“A poesia é força”

 

Se a poesia é vida

e o poeta um ser humanizado

a lágrima que brotar será a dor

que se junta à flor

à floresta queimada

ao escurecer de rochas

que mesmo duras e altivas

perderam o chão.

Se enfrentas, poeta, a realidade

e deténs teu olhar sobre a humanidade

escutarás o rumor do desespero

que chora no clarão da noite

junto dos enfraquecidos

dando-lhes o grito necessário.

 

Com mudas estrofes

indicas o melhor caminho

e seguras a mão molhada

dos que perderam tudo

e já não têm nada.

 

A chama queima-te os olhos

perante alguns, resta a indiferença

Porém, a tua raiva pura, indignada

é como força

que ateará novos sonhos

com a canção imaginada

no desenho de cada palavra nua.

 

Terás sempre outros, que não saberão

quão forte é em ti

a força da razão quando ela é tua.

 

Maria Lascasas; in. “Um Braçado de Estrofes”

 

 

 *******

Foto original DAPL - 2015: "Há sempre uma Flor - Poesia, um Verso, uma Estrofe que irão brotar no cinzento e indiferença dos dias!"

 

 

Exposição de “Poesia Visual”: Texto para Visitantes

Sede da APP – Associação Portuguesa de Poetas

Rua Américo de Jesus Fernandes, 16 - A – Olivais – Lisboa

30 de Setembro – 28 de Outubro / 2018

 

 

Esta Exposição tem por objetivo fundamental dar a conhecer um conjunto de trabalhos poéticos, que elaborei na segunda metade da década de oitenta, inspirados no conceito da designada “Poesia Visual”.

Alguns, fui-os divulgando no blogue “aquem-tejo.blogs.sapo.pt”, tal como tenho dado a conhecer outros textos poéticos ou em prosa, que fui elaborando ao longo dos vários anos em que escrevo.

 

O concurso da APP “Nau dos Sonhos” foi a oportunidade e o móbil imediato, que me levou a propor à Direção da APP, a realização desta mostra de Poesia, desde logo aceite.

Trabalhos desenvolvidos na época referida, inspirados na estética artística e poética mencionada, de que resultaram várias obras, em suporte de papel, seguindo metodologias diversas e contextos de inspiração variados.

Todos têm na base um poema, escrito na altura ou anteriormente, que estruturei visualmente face à temática a trabalhar. De alguns fiz mais do que uma versão, consoante a inspiração.

 

O poema azul de (a)mar é dos que construí mais do que uma versão.

A primeira, (85), inspirei-me numa célebre estampa japonesa. As subsequentes, (86), foram criadas num modo mais pessoal e original, em que a palavra – o significante, se foi gradualmente transformando no seu significado, o mar, a ponto de, no final do poema, as palavras e letras se confundirem com as próprias ondas do mar para que nos remetem. Da calmaria inicial para o movimento e rebentar das ondas… A azul, que azul é o mar!

(Deste trabalho, ofereço uma das versões à APP.)

 

O trabalho que intitulei, para efeitos de concurso como Poema Psicadélico”, de 1986, baseia-se num poema de 1979, intitulado “Fuga à Solidão”. (Este poema supostamente traduz a experiência multissensorial de uma pessoa sob o efeito do consumo de estupefacientes. Supostamente! Que “o Poeta é um fingidor…”)

Em “Poema Psicadélico”, os versos projetam-se nas paredes de um quarto, local de experimentações, como se de um filme se tratasse ou de uma banda desenhada.

Nele, há o recurso a variadas técnicas e possíveis conceitos estéticos, remetendo para várias Artes: desenho, pintura, evocando-nos o cinema, a banda desenhada, imaginariamente a música e até o desenho animado, pese embora a estática de um quadro; o graffiti, os murais… a colagem também, como meio, suporte, recurso e decisão consciente.

 

Com o título “Verso e “Reverso" , para efeitos de concurso, apresento um mesmo poema, escrito através de duas tecnologias pré-digitais: manuscrito, a esferográfica preta, porque escura é a ansiedade, e utilizando a ‘ancestral’ máquina mecânica. (São de 1987.)

Em ambas as tecnologias, procuro reportar o texto para uma dimensão visual para além do grafismo dos caracteres e das palavras. Uma aproximação ao desenho.

Formalmente, são os dois lados de uma mesma realidade e apresentam-se como se fizessem parte de um mostruário da designada “Literatura de Cordel”. (Esta ideia tomou forma também para efeitos de concurso.)

O poema é a interpretação analítica de um desenho não meu, de um jovem, que acompanhei quando trabalhava numa Instituição Profissional. (É uma interpretação, outras poderão ser possíveis.)

 

O mar enrola n’areia…” (1986), é quase um não-poema. Praticamente não há texto. Apresentando-se graficamente, um desenho produzido com a proverbial máquina de escrever mecânica, em duas versões experimentais, (Poesia experimental!).

Duas crianças, um menino e uma menina, à beira mar, entoando a célebre cantiga popular, e segurando papagaios de papel. Reporta-nos para o nosso imaginário infantil e, para além do grafismo do desenho, também para a cor e para a música. (Imaginariamente!) E que é da Poesia se não nos solta a Imaginação?!

 

A partir do poema Ícaro, publicado no Anuário Assírio Alvim, 1987, trabalhei duas versões.

Uma primeira, (86), reportando-me para a iconografia relativa ao mito grego: o labirinto, o minotauro, as ilhas gregas e as suas ruínas de templos. Ícaro, flutuando sobre as nuvens.

Este poema pretende ser uma desconstrução da simbologia inerente ao mito. (Os mitos suportam diversificadas interpretações.) Ícaro não caiu ao mar, com os seus sonhos, com a sua ânsia de liberdade e afirmação pessoal. Manteve-se, planando, não deixando de sonhar!

 

Uma segunda versão, de 87, 89 e que completei este ano, 2018, e estruturei deste modo para a Exposição, poderia intitulá-la, “Asas de Sonho” / “Asas de Ícaro”, baseia-se no mesmo poema, com a mesma desconstrução e transmutação ideativa, para a persistência e permanência da condição de sonhar! De sonhador(es)!

(Uma versão primeira, desta 2ª versão, foi publicada no Diário de Notícias, em 1987.)

 

A técnica, a tecnologia, os materiais utilizados, face ao mundo digital em que vivemos atualmente, são elementares, quase “pré-históricos”, ou melhor, pré-digitais. Trabalhos feitos manualmente, com recurso a esferográficas e canetas de feltro! A velhinha máquina de escrever mecânica! Algumas técnicas primárias de pintura…

Remetem-nos, sugestionam-nos os Textos Poéticos para outras formas de Arte.

 

Termino, dizendo o poema, Ícaro, que, de certo modo, traduz o meu pensar e sentir.

Nunca devemos desistir de sonhar!

 

(ÍCARO / Lá no alto, entre as nuvens / Ícaro, preso está. / Não perdoaram os deuses / Voos tão altos, com asas / tão de cera. / E Ícaro se quedou enredado. // É falso que ao mar haja caído / Espalhando-se no que seu nome tem / Por não seguir de Dédalo os conselhos. / Ficou somente preso, entre os seus sonhos, / Mas bem lá no cimo, entre nuvens.)

 

E Obrigado por me escutarem, por me terem possibilitado a concretização deste meu Sonho. Tal como Ícaro – Poema, nunca desisti de sonhar. Através desta materialização expositiva, concretizei um pouco dos meus sonhos.

Obrigado à APP. Obrigado, Sócios da APP. Obrigado, Direção da APP. Obrigado a todos os presentes. Obrigado a Amigos e à minha Família, que me incentivaram neste projeto!

 

*******

E uma Nota Final: Vários poemas reportam-nos para o tema Mar e o elemento Água.

Este poderia ser um aspeto também a abordar: o Mar e a Água, como fontes primordiais de Vida. O Mar e a Água, como arquétipos estruturantes da Humanidade. O Mar e a Água, como fatores fundamentais da vida terrestre (e haverá outro tipo de vida para além da terrestre?) e os cuidados para sua preservação e manutenção… (…)

Exposição Poesia Visual - Sede A. P. P.

Sede da Associação Portuguesa de Poetas

R. Américo de Jesus Fernandes - Olivais - Lisboa

Azul de amar 2018. jpg

Já está instalada a Exposição de Poesia Visual.

Nela estão expostos alguns trabalhos que elaborei segundo este conceito, na segunda metade da década de oitenta, agora estruturados para esta finalidade expositiva. Outros já organizados há algum tempo atrás.

Ícaro 2018. jpg

 

Obrigado ao  Presidente da Asssociação, Carlos Cardoso Luís, pela sua ajuda preciosíssima, na conceção, montagem, orgânica e estruturação da Exposição. Bem haja!

 

Ícaro 1989.jpg

 

VÁ – VÁ: Tertúlia e Resistência Poéticas

Alentejo Azinheira Original DAPL. 2016.jpg

 

PARA ALÉM DO PENSAMENTO 

( LISBOA - 2018 – Setembro – 09 – Domingo)

 

No passado domingo, um grupo de resistentes, ainda, se aventurou na projeção da Poesia, no VÁ – VÁ. Resistentes e aventurosos, sim, porque as condições técnicas são, de facto, muito adversas. O barulho é, realmente, muito incomodativo. E inicio esta crónica exatamente por este lado negativo, contrariamente ao que é meu apanágio, que gosto de valorizar o lado bom da realidade, mas não posso deixar de mencionar esta situação. A Poesia merece melhor tratamento! O VÁ – VÁ também, ademais sendo uma “Loja com História”. Como seria agradável dizermos Poesia sem aquele ruído tão incomodativo.

 

Mas adiante, que a Poesia está acima, até do ruído, do comunicacional, inclusive, que só transmitem notícias de “barulho(s)” e ignoram totalmente a beleza poética!

 

Pois, no Domingo passado, a Poesia, no seu lado mais belo e sob diversas vertentes, perspetivas e temáticas, mais uma vez, disse “Presente!”, no VÁ – VÁ!

Ademais acompanhada pelo Fado, pela Canção Tradicional (alentejana)…

Parabéns a todos os presentes: Alzira Vairinho Borrêcho, Maria do Céu Borrêcho, que apresentaram o livro “PARA ALÉM DO PENSAMENTO”; Rogélio Mena Gomes, Carlos Cardoso Luís, Fernando Afonso, também organizadores, enquanto membros da Direção da APP e a todos os Poetas e Poetisas, além dos mencionados, que cantaram, disseram e nos encantaram com a sua Poesia ou de Autores clássicos e consagrados (Antero de Quental, há que realçar). A saber: Daniel Costa, Fernanda Beatriz, Suzete Viegas, Sofia Romano, Júlia Pereira, Bento Durão, Rosângela Marrafa, João de Deus Rodrigues.

 

E voltamos a “PARA ALÉM DO PENSAMENTO”, cuja apresentação iniciou a Tertúlia.

Cada um dos presentes disse, leu, declamou, a seu jeito e modo, um poema do livro.

Havendo vários poemas dedicados ou inspirados no Alentejo, onde a autora viveu algumas dezenas de anos, aproveitei para dizer, precisamente, um inspirado nessa temática e que transcrevo.

 

«Alentejo das casas caiadas

Que não me sais da memória.

As saudades redobradas

Na mente me fazem história.

 

As saudades redobradas

Que aparecem na lembrança

Deste coração sofrido.

 

Que a memória não descansa

Vai lembrando o tempo ido.»

 

Alzira Vairinho Borrêcho

 

E poderia continuar a cronicar que haveria muito a noticiar e referir. Nunca é demais realçar que estes encontros poéticos são sempre mágicos e preciosos. Renovados votos de continuação destas tertúlias, redobradas felicitações a todos os participantes e organizadores. A todos os “resistentes”, que continuem na divulgação da Poesia. Obrigado a todos por nos proporcionarem estas “vivências poéticas”.

OBRIGADO muito especial à gerência do VÁ – VÁ!

(Cada um dos presentes apresentou um poema seu, ou dois, para quem ficou para a 2ª parte. Lamento não referir o título de cada um dos apresentados, mas não consegui registá-los todos.

Pela minha parte, disse “Selfie” e outro ainda não divulgado no blogue.)

"Marchas da Minha Terra" - Lançamento Livro

João Francisco da Silva (Poeta d'Arruda)

Lançamento do livro: "Marchas da Minha Terra"

Convite "Marchas da Minha Terra" "Poeta d'Arruda". png

 Clube Recreativo Desportivo Arrudense

Arrudense emblema. in. facebook.com. jpg

 

2 de Setembro de 2018 - 15h 30'.

 

Clube Arrudense. in. chafariz.weebly.com. jpg

Arruda dos Vinhos

(Notas Finais:

João Francisco da Silva já figura neste blogue com trabalhos seus.

No âmbito da XIII Antologia do CNAP.

E da XX Antologia da APP.

As imagens do emblema e frontaria do Clube, in. facebook.com e chafariz.weebly.com.

A do convite, cortesia do Autor.)

*******

Está também prevista a divulgação do livro na habitual Tertúlia do CNAP - Círculo Nacional D'Arte e Poesia, no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa, no dia 9 de Outubro 2018.

E também na Tertúlia de final do mês, em 28 de Outubro 2018, na sede da APP - Associação Portuguesa de Poetas, na Rua Américo de Jesus Fernandes, aos Olivais, Lisboa.

Hospitalidade Alentejana!

Encerramento da Exposição do CNAP, na Casa do Alentejo

 

(Círculo Nacional D’Arte e Poesia - 7 a 19 de Julho 2018.)

 

Poema Psicadélico. Foto DAPl. 2018.jpg

 

Terminou ontem, 19/07/18, a Exposição promovida pelo CNAP, na Casa do Alentejo. Fui lá buscar o quadro que aí expusera e que apresento em foto, exposto na Casa. (Poderá parecer exibicionismo, já ter apresentado a imagem do quadro por diversas vezes no blogue, mas não é. Simplesmente é uma reparação pelo facto de ele ter estado, desde os anos oitenta, em cima da mesa da sala da Casa, no Alentejo, devidamente resguardado. Agora, precisa de respirar! Arejou na Rua das Portas de Santo Antão e andou passeando pelas ruas e transportes de Lisboa… Reconhecimento merecido e justo!

E ainda, acreditamos, será exposto noutros locais!)

 

Antes de tudo o mais, quero agradecer à Casa do Alentejo, em meu nome pessoal e também do Círculo, certamente, pela disponibilização de espaço tão emblemático para a divulgação da Arte, num verdadeiro Templo artístico. Obrigado!

 

Estive algum tempo, durante a tarde, na expetativa de aparecer mais alguém a recolher os quadros que ainda não haviam sido levantados ou eventualmente nos juntarmos para dizer Poesia, mas não apareceu ninguém, enquanto lá estive.

Foi oportunidade de observação do movimento da Casa. Sendo um ex-líbris da Cidade de Lisboa, é imensamente visitada. Nem imaginava que tanto. Verdadeiras excursões. Tantas que até acho que deviam ser devidamente enquadradas e com visitas guiadas. Sim! E com pagamento de entrada! É inteiramente justificável.

Só que a proverbial hospitalidade alentejana permite que andem por ali verdadeiras romarias, calcorreiem os espaços, a bel-prazer, de umas salas para outras e, invariavelmente, irem “mudar a água das azeitonas”!

 

De espanhóis então nem se fala. De tal modo é o à vontade, que até pensei ser algum episódio da “Guerra das Laranjas”. Ou então que viessem para alguma azeitonada. Ou algum rancho para as ceifas ou para apanharem os fenos, a tratarem com algum patrão, que por ali estivesse. Sei lá! O movimento era tanto!

 

Um casal de jovens, indianos, infiro eu, aproveitaram para realizar uma sessão fotográfica. Talvez para alguma das plataformas sociais, em que as fotos são indispensáveis. Suponho!

A rapariga, de traje de gala, aproveitou tudo quanto é espaço da Casa, para se enquadrar em imagens: de frente, de perfil, de costas… Escadarias, pátio, salas, janelas, portas, varandas… não ficou lugar que não fosse registado. Só não sei se também aproveitou o local de “muda da água das azeitonas”. Sei que para lá se dirigiu galante, de salto alto e trajo à Bollywood, adejando mala de viagem rosa barbie, e retornou de sapato rasteiro e fato ligeiro, mas oriental. Noutros países e contextos, paga-se para usar fotos promocionais, enquadradas em monumentos. Mas em Portugal e no Alentejo!

Não importa.

 

Não tendo surgido ninguém do Círculo, nem da Poesia ou da Exposição, não houve “Dizer Poesia”!

Não houve?!

 

Bem, estando eu na antecâmara das salas principais, eis que vejo chegar um Casal Amigo, por quem temos grande estima e consideração. Surpresa e extraordinária coincidência que, ao ir levantar o quadro, logo acontecesse encontrar pessoas tão estimáveis.

(Este quadro de “poesia visual” tem, não duvide, um certo sortilégio…)

Explicada e documentada ali a minha presença, não muito usual é certo, tive a oportunidade e o privilégio de, perante o Cavalheiro, distinto Alentejano, também Poeta e ademais, Professor Doutor, “Dizer Poesia”!

E, deste modo, posso dizer que, ainda que não enquadrado diretamente na dinâmica do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, eu também já “Disse Poesia”, na Casa do Alentejo.

Que, aliás, era também um dos meus propósitos ao participar na Exposição do CNAP na Casa Matriz dos Alentejanos na Diáspora.

Li o poema “Fuga… à Solidão”, base da “poesia visual” intitulada “Poema Psicadélico”. E tive o grato prazer de explicar, o melhor que pude e soube, o esquema visual desse “poema ilustrado”.

Dizer Poesia para, e perante, tão distinta Personalidade, Emérito Professor na Área das Ciências da Comunicação foi, não só um grande privilégio, mas uma grande honra.

Obrigado também! (E aos seus familiares, cumulativamente com sotaque brasileiro.)

 

E Obrigado também ao Círculo – CNAP, pela sua promoção da Cultura!

E à Casa do Alentejo!

 

(P. S. – Entre outros aspetos e, no referente ao sortilégio do quadro,…

Como já mencionei, foi elaborado na 2ª metade da década de oitenta.

No ano passado, a APP – Associação Portuguesa de Poetas promoveu a 1ª edição de “Nau dos Sonhos”. Não participei. Neste ano promoveu a 2ª edição. Também não pensava concorrer. Mas decidiram prolongar o prazo do concurso mais quinze dias. Tive um clique. Não sou supersticioso por natureza, mas achei que devia aproveitar…

Fui pesquisar trabalhos antigos… Pessoa que muito estimo, quando viu este trabalho, logo me disse. “Concorre, que vais ganhar!” …

E aqui estamos.

Obrigado também à APP – Associação Portuguesa de Poetas!)

Arte, Poesia, Poesia e Arte!

APP – Associação Portuguesa de Poetas – Vá Vá

Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP – Casa do Alentejo

 

Perante tantas problemáticas e situações complexas, traumáticas e de sofrimento, em que nos encontramos, tanto no plano individual, como no coletivo, questiono-me, se faz algum sentido falar de assuntos aparentemente triviais, como sejam saraus, tertúlias, exposições…

Será que a Poesia pode ser libertadora e ter algum papel no alívio do sofrimento humano? Poderá ela apaziguar as almas e os corações dos que sofrem dores físicas ou psicológicas, suas e/ou alheias?

Não sei. Talvez e pelo menos, ou somente e apenas, possa libertar e fazer mais felizes os seus autores, os que a cultivam, que a compartilham, quer ouvindo, quer dizendo… lendo, declamando… Quiçá!

Foto original DAPL 2018.

 

Vêm estas considerações a propósito de alguns acontecimentos poéticos, ocorridos neste final de semana.

A APP – Associação Portuguesa de Poetas promoveu ontem, 08/07, a sua habitual Tertúlia no Vá – Vá, aos segundos domingos de cada mês.

Aconteceu Poesia!

E como sempre houve momentos mágicos! Poesia, canções, arte de dizer, ensinamentos e aprendizagens, pedagogia, maestria de verdadeiros artistas presentes. Cada um com a sua riqueza poética, compartilhando-a com os Outros.

 

Parabéns a todos os intervenientes: Vitor Camarate e esposa, Esmeralda, Fernando Afonso, Graça Melo, Fernanda Beatriz, Júlia Pereira, Feliciana Maria (Maria do Tempo).

 

A sessão, nessa tarde, aconteceu num espaço diferente, dado que a sala habitual estava reservada. Num recanto, igualmente aconchegante, mas o barulho é impossível de erradicar.

Li, algures que o “VÁ – VÁ” é uma das lojas a integrar ou a concorrer ao conceito de “Lojas com História”, da Cidade de Lisboa!

Talvez as Tertúlias da APP, que já são tradicionais no estabelecimento, sejam uma mais-valia. Talvez!

 

*******

 

Um espaço inegavelmente com história, em Lisboa, é a Casa do Alentejo, às Portas de Santo Antão.

Uma verdadeira obra de arte ímpar, bem no centro da cidade e que só entrando… Do exterior passa até bastante despercebida, tal a profusão de restaurantes e esplanadas e turistas e mais turistas, na rua.

Mas franqueando a entrada e subindo ao pátio árabe… e continuando… Só mesmo vendo!

 

Pois então o Círculo Nacional D’Arte e Poesia não haveria de promover uma Exposição de Artes Plásticas neste verdadeiro ex-líbris artístico?! Nem mais nem por menos!

Uma autêntica Galeria de Artistas Plásticos, na Sala de Olivença. Alguns também Poetas… e Poetisas.

Catarina Semedo, Cecília Augusto e Méli, cada uma nos apresenta um trabalho individual, segundo o normativo “Sem Título”.

Elmanu apresenta-nos “Rota da Esfinge”, “A Esfinge e a Pirâmide”, “A Cascata”, “Apocalipse”.

Fernanda Carvalho: “Quando o Meu pensamento Voa” e “Fado”.

Maria Lourdes Guedes: “Flores Campestres” e “Vida nos Oceanos”.

Maria Rita Parada dos Reis: “Mistério e Vida”.

Vitor Hugo: “Marvão”.

 

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Bem eu, não sendo artista, muito menos artista plástico, tive a ousadia, se calhar inconsciência, de me apresentar no meio destes verdadeiros Artistas. Não com uma pintura, que não sou pintor, como sugestiona o cartaz evocativo da Exposição, mas com um trabalho que integro no conceito de “Poesia Visual”. Porque foi nesse contexto e procurando seguir essa metodologia de experimentação poética, que o elaborei na segunda metade da década de oitenta. E que, agora, após o concurso “Nau dos Sonhos – Prémio Maria Ivone Vairinho”, promovido pela APP – Associação Portuguesa de Poetas, a que o submeti e que venceu, na modalidade de “Poesia Ilustrada”, achei por bem expor.

Intitula-se “Poema Psicadélico”, título apresentado para efeitos do concurso 2018, e que foi elaborado com base num poema de 1979, intitulado “Fuga… à Solidão”!

 

Exposto na Casa do Alentejo!

Todo o Alentejano tem orgulho em apresentar os seus trabalhos, ademais pela primeira vez, na Casa que, em Lisboa - matriz da Diáspora, nos reporta para as nossas raízes primordiais.

É com muito orgulho que ele está exposto nessa Casa Mãe dos Alentejanos na Grande Lisboa. Cumulativamente, entre tão nobres e valiosos Mestres, como são os Artistas que expõem os seus trabalhos na Sala. Sala que, per si, é uma verdadeira joia artística, entre todo o templo de Arte que é aquela Casa!

(Perdoem-me a minha ousadia, talvez a minha insensatez…)

A Exposição inaugurada a sete, irá até dezanove do corrente mês.

 

Pena, que nesse dia da inauguração, não tenha havido o “Dizer Poesia”. Houve a montagem, de modo que o tempo talvez tenha escasseado…

 

Mas não houve Poesia nesse dia na Casa?!

Pois claro, que houve.

O “Grupo de Cante Os Rouxinóis”, da Escola Secundária Santiago Maior e o “Grupo Coral Cantadores do Desassossego", ambos de Beja, trouxeram-nos essa Poesia dos confins e imensidão da planura alentejana…

 

Todavia será de todo importante que o Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP -, promova uma sessão de Poesia, no âmbito e contexto da Exposição, como, aliás, é seu apanágio.

Aguardemos!

 

(Uma nota final: tenho constatado que nas últimas sessões poéticas em que tenho participado, nas diversas tertúlias das diferentes instituições a que me honro de pertencer, que há menos pessoas que o habitual. Questão de férias?!)

 

E ainda outra nota: Quando é que as TVs, que pagamos todos, todos os meses, nos brindam, mimoseiam, com tantos e tão bons Dizedores de Poesia que há por esse País fora.

E quando divulgam os Artistas como os que expõem nestes encontros de Arte?!

Quando?!...

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