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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Benfica! Benfica… Tertúlia.

 

TERTÚLIA POÉTICA AMÉRICA MIRANDA

 

03 De Novembro de 2018, às 17:00 horas

 

Auditório Carlos Paredes – Benfica - Lisboa

 

Este post bem que poderia abordar o Benfica e o evento de ontem, em Amsterdão. Mas não!

 

Foto original DAPL 2015.jpg

 

 

Debruça-se sobre outros acontecimentos.

Divulga a Tertúlia que irá ocorrer, em Benfica, sim; em espaço aonde também já foi a sede do Benfica, sim; aonde ainda ocorrem atividades do Benfica, sim (!), do Sport Lisboa e Benfica!

No Auditório Carlos Paredes.

Também já aí disse Poesia!

E, neste “Encontro Poético”, de poesia, também canções, “entreténs”, (…), também irão marcar presença, Amigos, que também já figuram com trabalhos seus no blogue. E outros, que em devida altura também poderão figurar.

Pois!

Segue-se o Programa das Atividades.

Compareça, que vale bem a pena!

Não sei se haverá jogo do “Glorioso”, na Luz.

Das vezes que tenho ido, tem havido sempre jogo.

Só ainda não calhou ouvir a ressonância de um golão, quando passo junto ao estádio.

Acontecerá!

 

******* 

PROGRAMA

 

Abertura – Memorial à Tertúlia

Apresentador – Mário Valejo

Fados – Mário Rodrigues

Poesia – Armando David

Poesia – Álvaro Giesta

Canções líricas e poesia – José Gonçalves

Poesia – Fernanda Pacheco

Poesia – Luís Filipe Rodrigues

Poesia – Eugénia Chaveiro

Canções – Fernando Silva

Entretém – Mário Valejo

Poesia – Luís Alves

Poesia – Aldora Amaral

Poesia e canções – Trio «Boa Esperança», Fátima Arnauth, Mª. José e Francisco Assis

Poesia – Isabel Bastos Nunes

Poesia – Carlos F. Bondoso

Poesia – Clara Mestre

Canções – Rolando Amado

Poesia – Jorge Ferreira

Poesia – Lobo Mata

Final – Mário Valejo

 

******* 

(Ah! A Fotografia... Já sabemos, original DAPL. Laranja e Limão, que até rima com Amsterdão! Laranja, laranja! Mecânica?!  Quem ficou com a laranja?! A quem calhou o limão?! Bem azedo, por sinal, ademais, e por demais, já no final!)

"Tertúlia Poética América Miranda” - Homenagem

Auditório Carlos Paredes

3 de Fevereiro de 2018 – 17h.

 

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Decorreu ontem, sábado, em Benfica, uma homenagem à distinta Poetisa, América Miranda.

Sendo igualmente sócia da Associação Portuguesa de Poetas – APP e do Círculo Nacional d’ Arte e Poesia CNAP, participámos nalgumas Antologias.

Da IX Antologia do CNAP, transcrevo o seguinte poema, também como uma minha singela Homenagem!

 

«QUEM SEREI EU?

 

Quando olho a natureza em meu redor

sinto-me mais perto de ti, meu Deus,

analiso meu coração tão sofredor

e tiro da alma os erros meus.

 

Procuro ser melhor do que os ateus

mas se peco, eu só peco por amor

pedindo perdão por esse amor aos céus

e por amor a Ti, meu Criador.

 

Já me sinto neste mundo tão perdida

rio com a boca e a alma ferida

tentando enganar o que é só meu.

 

Vivo o dia-a-dia por viver

gargalhando encubro o meu sofrer

e não sei, afinal, já quem sou eu!»

 

In. – IX ANTOLOGIA DO CÍRCULO NACIONAL D’ARTE E POESIA – 2006.

 

*******

E vou iniciar uma crónica sobre o acontecimento, avisando-o/a, caro/a Leitor/a que esta resenha é parcelar, incompleta, quiçá imprecisa nalguns aspetos, conforme poderá constatar após a leitura total e talvez a sua colaboração seja preciosa, no sentido de corrigir ou colmatar imprecisões ou faltas.

Obrigado, desde já!

 

Em tarde de jogo do “glorioso” Benfica, no seu Estádio da Luz, decorreu no Auditório Carlos Paredes, nome de insigne músico, uma Tertúlia, não menos gloriosa ou ilustre, homenageando a distinta Poetisa, América Miranda.

Um programa notável, dedicado à Poesia, ao Canto, ao Fado, à Música, no palco do auditório referido!

 

Na Abertura do evento, a gravação de um poema de autoria da homenageada, declamado pela própria.

Seguidamente, Frassino Machado iniciou a apresentação da Tertúlia, que passará a ostentar o nome da Poetisa, que figurará como presidente honorária da mesma, traçando uma breve resenha da sua intervenção cultural.

Previamente agradeceu a todos os espetadores, pela sua comparência e, antes de entregar a subsequente apresentação a Mário Valejo, agradeceu igualmente aos técnicos presentes na logística de apoio ao espetáculo.

 

Foram convidadas a testemunhar, pessoas que o quisessem fazer, tendo comparecido, em diferentes enquadramentos, diversas personalidades.

João Coelho dos Santos, que também leu um poema seu; Carlos Cardoso Luís, na qualidade de Presidente da Associação Portuguesa de Poetas; uma Senhora, que conviveu largos anos com América Miranda, de quem leu um texto e o irmão do Poeta Fernando Pinto Ribeiro, também já falecido.

 

A sequente apresentação coube a Mário Valejo, já mencionado, que, segundo julgo saber, é irmão da célebre fadista Maria Valejo.

Interessante mencionar que este cavalheiro, antes de se iniciar o espetáculo, foi interrogando alguns dos presentes sobre uma peculiar e primordial questão, procurando conhecer o respetivo parecer! Eu apenas lhe respondi que tivesse cuidado, que estava muito frio e se podia constipar!

 

E o evento iniciou-se propriamente, na sua função principal e com Fado.

Mário Rodrigues fadistou: “Quero e não quero…”, “Saudade vive em nós…” e “Tempo parado”, este, com letra de América Miranda.

 

Seguiu-se Poesia. E também Canções – Baladas e Música!

Armando David disse um poema de América e um poema humorístico, de sua autoria: “Primo Zé”.

Luís Alves disse poema seu “Entre a vida e a morte” e a celebérrima “Toada de Portalegre”.

Os “Jograis da APP” , iniciando com o Hino da APP, continuaram com: “Hoje é dia de Poesia” – Carlos Cardoso Luís, “Poeta quase louca” – Maria Melo, “Ser poeta” – São Santos, “Neste dia de Poesia” – Carlos Cardoso Luís, “O poeta” – Aline Rocha e finalizaram com poema de Maria Melo, versando a “Liberdade”.

 

Manuel Pereira e Ricardo Cardoso cantaram e tocaram: “Senhora, partem tão tristes…”, “Não há machado que corte…”, “A cidade…”.

 

Fernando Marinho disse “Meu lindo Tejo” e “Palhaço”.

Benjamim Falcão, ator, disse: “Força das palavras”, de América Miranda e “Jogos de luz e luar”, de Jaime Cortesão.

Maria José e Francisco Assis cantaram, tocaram e disseram poesia. “Barco do amor”, de América; um soneto acróstico, também dedicado à Poetisa homenageada e cantaram “Poeta não tem tempo” e “Hino do tempo novo”.

Mário Valejo disse um poema dedicado a Bocage.

Fátima Arnauth disse, também de América, “Já lá vem a alvorada” e de sua autoria, “Amor imortal”.

Maria Graça Melo disse poema dedicado a América, “Poeta e força magia” e “Modernices”.

 

*******

E tendo feito eu, um pequeno intervalo e quase a ausentar-me, porque já eram dezanove horas e o espetáculo já começara às dezassete e sem haver uma pausa, que será ou não necessária nestes eventos(?!)… Bem!

Ainda entrei no anfiteatro e já se iniciara outro interveniente, cujo nome não consegui apanhar, não sei se seria Fernando Silva…

Só sei que também disse poesia e também cantou: “Eu canto para ti o mês das giestas…”, de Adriano Correia de Oliveira; “A chuva”, de Jorge Fernando; (E a falta que a chuva faz!) e uma canção de Zeca Afonso.

E ausentei-me.

Ouvi que a seguir iria atuar, Luís Filipe Rodrigues

…   …   …

 

E ao sair do edifício… não é que estava mesmo a chover?! Pedido do cantor, já se vê! Pouco, poucochinho, é certo, mas que apanhou muita gente desprevenida, eu, incluído.

E até ao Metro…

E o jogo estaria ainda no começo da segunda parte e a goleada viria só mais para o final.

Gostaria de ter ouvido o eco de um golo no estádio, mas não tive essa satisfação.

Aliás, a minha saída pelas 19h., resultou do facto de não querer ir no Metro, na avalanche previsível da saída do estádio.

No Metro, junto às bilheteiras e entradas, já estavam vários polícias… Para o que desse e viesse… Mas julgo que correu tudo bem!

 

*******

 

O meu pedido de desculpas a todos os intervenientes no evento de homenagem de quem não pude apreciar a respetiva atuação. (Quem ficou a perder fui eu!)

 

E também lamento possíveis lacunas ou omissões, involuntárias, nesta crónica.

Caso queira ter a amabilidade de fazer sugestões, agradeço.

Obrigado!

(Com a devida vénia, o cartaz foi retirado da internet. In. Twitter.com/tertúliamiranda)

 

Parabéns, Nélson Évora!

Post 501

 

N Évora radionova.fm.jpg

 

Então, toda a gente felicita Nélson Évora e eu não posso felicitar?!

Pois, muitos Parabéns!

Somos teus fãs deste 2008, tu, (desculpa, lá, o tratamento), em Pequim; eu, no Hospital São João de Deus, Montemor-o-Novo.

Parabéns e, Obrigado, pelas alegrias e exemplo que és para os Portugueses!

 

 http://desporto.sapo.pt/atletismo/artigo/2017/03/05/nelson-evora-saltou-para-a-medalha-em-belgrado

 

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/julho-mes-de-ouro-no-desporto-nacional

 

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/e-vencemos-os-europeus

 

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/portugal-austria-questoes-pertinentes

 

 

http://www.tirodepartida.pt/biografia

Felicitações ao Benfica!

Parabéns à equipa da Benfica, a todos os seus jogadores!

Benfica in.rtp.pt.jpg

 

E, como sempre, algumas questões...

 

Não posso deixar de referenciar este tema.

Hoje, agora, mais arrefecido o calor dos festejos, o clamor da vitória menos exacerbado, que as redes sociais quase entupiram de tanta comunicação.

 

Felicitações, ao seu treinador, que conseguiu levar o conjunto de todos eles, a vencer este trigésimo quinto título de campeão nacional.

 

Vitória merecida, mas muito suada e sofrida, por isso ainda de mais valor. Vitória que, hoje, não se conquista apenas no campo, porque todo o enredo, todo o ruído, barulho ensurdecedor, que se desenrola à volta dos campeonatos, é de levar qualquer pessoa à loucura. É preciso muita serenidade, cabeça fria, não se envolver em questiúnculas despropositadas, trabalhar, trabalhar sempre, para se alcançarem resultados. E foi isso que obtiveram.

 

Renovadas congratulações a todos!

 

*******

 

Uma Questão desprovida de sentido, dado o modo e o móbil atual do futebol, mas que não quero deixar de colocar:

- Porque é que os jogos de futebol não se realizam todos à mesma hora, no mesmo dia, como ocorriam no tempo, não saudoso, em que este País era categorizado de “3 FFF”?! (...) (...)

(Bem! Digamos que nunca, como agora, este nosso País foi tanto de effes. Que até me apetecia dizer um palavrão, devidamente contextualizado, realce-se!)

 

*******

 

Igualmente de parabéns o jovem que irá para a Alemanha.

Mais um emigrante. Só que este não será um emigrante qualquer. Nem um emigrante qualificado, mas, em contrapartida, prevê-se muitíssimo bem remunerado. Pelo que proporcionará considerável retorno financeiro... Em princípio, que, agora, com tantos paraísos fiscais longe da costa...

 

Questiono:

- Não é impressionável como se fala assim, despudoradamente, levianamente, de milhões, a torto-e-direito?!

- Donde provem tanto dinheiro?!

Abençoado País que tem tais talentos!

 

Não olvidando que estes casos são como uma moeda. Não têm só uma face.

Há sempre o outro lado. Para que haja um Ronaldo ou um Renato, há milhões de ronaldos, de renatos, que os idolatram, que sonham e almejam virem a ser como eles, de eRRe grande, sustentando-os, suportando-os, naquilo que eles se tornaram.

 

Sim, porque seria do futebol se não houvesse milhões e milhões de adeptos que aspiram aos seus ídolos, idealizando serem um deles e com eles se identificando e neles se projetando?!

Que o dinheiro não suba à cabeça do rapaz! Que saiba construir o seu futuro. Que não esqueça nem renegue as suas origens. Que se inspire em Ronaldo, naquilo que este tem de valor!

 

*******

E ainda outra questão:

- Não faz alguma impressão o facto de, perante estas “transações”, sim, porque é disso que se trata, falar-se de “Fulano foi vendido...”, “Sicrano foi comprado...”?!

 

Que esta é a pura verdade, trata-se de uma transação, uma compra, uma venda, uma troca, em suma. De Seres Humanos.

 

- Mas não será, de algum modo, incongruente, que, quando se prevê “descoisificar” juridicamente a situação dos animais, os Seres Humanos sejam tratados como simples mercadorias, afinal como coisas, que se compram e se vendem?!

- Não ficamos com a ideia de assistirmos a um certo retrocesso civilizacional?

 

Bom, que não tenhamos quaisquer dúvidas, não nos iludamos. Os senhores Donos do Dinheiro, que é como se diz, “Donos Disto Tudo”, percecionam todos os outros seres humanos, com letra minúscula e como simples coisas e mercadorias!

 

E, por aqui me fico, que a prosa já vai longa.

O Benfica e o Cavalo de Tróia!

Lx e Estádio da Luz.jpg

Atualmente, quando o Benfica defronta o Sporting há um Cavalo de Tróia que também joga no(s) Estádio(s)…

 

Eu diria que é antes um fantasma! Que paira sobre o relvado…

 

Mas… Enquanto os jogadores do Benfica não se libertarem desse fantasma…

 

Soubera eu desenhar e faria uma caricatura. Ou um cartoon! Não sabendo, sirvo-me de imagens da net.

Trojan horse in Canakkale Turkey in wikipedia.jpg

Deixo aos leitores o espaço para a imaginação ideativa !

 

 

 

Fortitude” - Série Britânica - Episódio VIII

Fortitude” - Episódio VIII

4ª Feira – 30/09/2015

RTP2

 

Sinais ténues de Esperança no meio da Tragédia!

 

Pontos prévios!

 

Ontem, a RTP2, antes da emissão do 8º episódio da série, resolveu dar-nos música. E que Música! O Festival Jovens Músicos da Gulbenkian. Ainda ouvi um pouco, só que não estava para aí virado.

Adiando a transmissão em quase duas horas.

Só que apesar desta série não ser tão apelativa como a galega, mesmo assim aguardei. Não que ouvir as execuções musicais não valesse a pena, não, muito pelo contrário, mas não me apetecia. Mas acho meritória a transmissão de programas do género e daquele especificamente, só que desvincula os espetadores dos programas predeterminados, afastando-os. Ficam os indefectíveis!

 

E, mais uma vez, zapping!

Futebol: Magazine – Liga dos Campeões!

Um resumo do Atlético de Madrid – Benfica: Vicente Caldéron. Que Benfica venceu por dois a um!

Parabéns, Benfica!

Os comentários da praxe. Nada contra os comentadores, são certamente especialistas do ramo. Mas tanto, tanto tempo se gasta a comentar o que espremido, não dá nada…

 

Porque não termos analistas que, resumidamente, nos referissem o que cada partido defende, por ex.

Para a Educação

Para a Saúde

Para a Segurança Social

Para a Indústria…

E, mais especificamente: horário de trabalho, condições para a reforma…

Setores estratégicos onde investir…

(..)

Sem demagogias, sem sectarismos, porque comentadores encartados e enfeudados é o que mais temos.

 

Se calhar, ninguém ligaria, não sei!

Se calhar até há, eu é que tenho estado distraído!

 

Sinais de esperança in teleprograma.fotogramas.es

 

Continuação…

 

Mas vamos aos finalmentes, deixemos os entretantos…

 

Dan, que está a acontecer-nos?! Shirley foi uma vítima. Há algo mais! Disse Elena.

 

Elena é aqui uma peça chave no enredo. Sente-se o aproximar de Dan, o aproximar de ambos. Dan sorri-lhe, lhe fala com franqueza e abertura. Elena retribui.

Recebeu Carrie de braços abertos, como se uma filha recebesse. Irmã mais velha lhe chama Carrie. Hermanita preciosa, lhe diz Elena, na casa de Carrie, para onde a levou, aconchegando-a para dormir descansada. Perplexa e apreensiva Elena!

E assim este assunto que nos preocupava, pelo menos este e pelo lado da criança, parece estar resolvido. Não ficou a menina perdida naquela imensidão de fim de mundo gelado!

Por sua própria iniciativa arribou a bom porto, que com o pai não chegou a porto nenhum. Este ficara de borco na neve, mas também conseguiu chegar à cidade e à própria casa, só que deve estar escondido, já viu até uma projeção vídeo, em que a esposa ensinava, mas certamente estará nalgum recanto da casa, que nem Carrie nem Elena o viram. Mas Carrie, que já adormecera, acordou aos gritos, que o pai estava na casa.

Elena tranquilizou-a, isto estando também Dan presente, que as fora visitar para saber se estavam bem. E foi aí que houve palavras amigas e sorrisos doces e enlevados, entre ambos.

 

A Shirley era incapaz daquele tipo de violência, também já Elena dissera a Dan.

E chorara!

Realmente ninguém acredita em tal possibilidade. Mas foi isso o que aconteceu, que nós vimos, e foi algo semelhante ao que acontecera com Liam. Inverosímel, mas real!

E os analistas neste novo processo de assassinato, Dan & Morton também já isso concluíram.

A doutora esventrada, o seu sangue nas paredes da casa, o sangue nas mãos e roupas de Shirley, o sangue na rua, nas pisadas deixadas na neve gelada, que isso também vimos nós.

E para onde se dirigiu Shirley, que a vimos nesse caminhar?!

 

Nas buscas, as policiais Ingrid e Petra, não sei se terão seguido as pisadas, se a neve entretanto as apagara, entraram no mini mercado. Estava tudo desarrumado, alguém andara a fazer das suas… De pistolas em punho, não fosse aparecer o assassino, buscaram e encontraram esparramada no chão, Shirley, a linda flor, maja nutrida e anafada, agarrada a frascos de compota. O doce acrescento eu, que ela era um docinho, como lhe dizia o seu querido professor, Markus, que também a apelidava de flor.

Foi então que surgiu no cenário, em contraluz, a menina Carrie! Que, esfomeada, ter-se-á logo dirigido ao mercado, também deduzo eu.

 

E vamos aos analistas.

Os policiais verificam que a primeira pessoa no local do crime foi o professor Markus. Vai de investigar por aí.

Chamado este à pedra, é posto perante os factos, os locais onde estivera e até quando estivera, o que fizera e não fizera, as conjeturas, as hipóteses, as suposições, as metáforas, os sentimentos, as razões, as relações com filha e com a mãe, doutora, e com a sua própria mãe, de Markus, em análise e pretensa psicanálise, e após tanta pesquisa e pergunta, com ou sem resposta, chegaram os analistas à briosa e portentosa conclusão, que não havia nada a concluir, por lado nenhum, sobre a hipotética culpabilidade de Markus, apenas umas provas circunstanciais fracas e que o melhor era deixarem ir o professor para casa.

E nós vimos, Markus, carregado de livros, dirigir-se para a sua casa. No meio de grande alvoroço e alarido na cidade.

 

Que ninguém quer ou pode, ou se pode não quer, acreditar que os assassinatos ocorridos tenham sido cometidos por quem realmente foram. Porque tamanha suposição se afigura a todos como inconcebível ou imaterializável!

E, assim, questionam Dan, põem-no em causa, ameaçam fazer justiça pelas próprias mãos e, os mais exaltados ou inconscientes, nessa tarefa se ombreiam.

 

Um grupo de mineiros, liderados por Jason, se atira aos russos, estrangeiros naquela terra de estrangeiros e de ninguém, só fim de mundo. Incidem num deles, que ameaçam, lhe pedem explicações, que não sei sequer se ele os entende, naquela babel de tantas nações e línguas, lhe despem as roupas, não todas, que o gelo o queimaria de todo.

Valeu-lhe a chegada providencial de Carrie e Elena, que à criança perguntou o nome de cada um deles, como se lhes questionasse a consciência, chamando-os ao julgamento da razão, e providenciou que o russo se vestisse e daquele julgamento sumário, primitivo e grotesco, se ausentasse.

E elas, as duas irmãs, manas, hermanas, também se ausentaram, sem que antes Jason soltasse uma das suas atoardas e a Elena chamasse de cabra! Cabra, a tradução, que não ouvi o original e não sei se não seria vernáculo, ainda que cabra nalguns contextos, naquele precisamente, também já o seja.

E Carrie a tranquilizou, que o seu pai considerava Jason um louco. E foi então que Carrie, carente, pediu a Elena que fosse com ela para sua casa, aonde esperariam o seu pai. Não sabendo ela que ele já lá estava.

 

E também louco por fazer justiça pelas próprias mãos se apresentou Frank. Que até averiguações por sua própria conta ele fez. Da casa do professor, aonde foi por sua conta e risco, trouxe documentos vários, principalmente fotos que, assim retiradas do contexto, poderiam induzir a situações supostamente incriminatórias. Que entregou aos investigadores, Dan e Morton, que, apesar da ilegalidade do ato, as usaram e utilizaram para confrontarem Markus sobre elas.

Mas que, como já vimos, não aduziram nada ao processo, nem à hipotética culpabilidade de Markus, que não tinha nada a ver com o crime em si, e por isso fora libertado.

 

O único crime de que ele poderia ser acusado, se isso for crime, é o de pretender matar Shirley com tanta comida, como Morton referiu. Cenas de ganso, ingerindo gorduras, que já abordámos em narrações anteriores!

 

Mas voltando a Frank, este, após a libertação do professor e não estando, não querendo, ou não podendo admitir a culpabilidade do próprio filho e menos ainda a sua culpabilização por tê-lo deixado só, mal pode, tratou de ir exigir contas ao professor! Fardado de jogador de hóquei no gelo ou de outro desporto similar, munido de taco, na casa de Markus surgiu de rompante. O agrediu nas pernas, e acorrentou a uma cadeira, não sei para que futuras agressões, que provavelmente ficarão para próximos episódios.

 

Mais lhe valia ter ido procurar Ronnie, como Dan lhe dissera, e este seria o seu dever!

 

E em Dever estamos. Dever e Direito, cara e coroa de Cidadania!

 

E no exercício do seu Dever, ausente nesta narração até ao momento, embora sempre presente na narrativa do guionista, esteve a governadora, Hildur.

Ao Continente fora tratar de assuntos da sua comunidade, mais concretamente o que mais a preocupava, a instalação do abrigo – hotel, no glaciar. Falara com investidores, tentara convencê-los que os recentes acontecimentos, os dois primeiros assassinatos, não influíam em nada, não sei se obtivera bons resultados.

Ainda no decurso dessa reunião, recebera um SMS de Dan, a dar-lhe conhecimento do ocorrido com a doutora e que Shirley estava desaparecida, isto no início do acontecido na narrativa, que nesta narração já aconteceram cenas posteriores. Que Dan se mantivesse de cabeça fria, o que ele fez e se esforçou por manter a calma, mesmo quando foi interpelado pelos mineiros exaltados!

Face a esta nova ocorrência, Hildur alterou a sua agenda e pediu, solicitou, não sei se mendigou, audiência, com um responsável do governo central. O que, após muita espera, aconteceu. Não sei se ela foi atendida ou desatendida, tal o deficiente atendimento que recebeu desse membro do governo central, que a tratou sempre com sobranceria, apesar de ela não dar parte de fraca, nem propriamente se ter rebaixado. Sempre as mesmas desculpas, falta de recursos, de meios, a crise, os cortes… as prioridades…

Acho que dali partiu, que o seu carro, um táxi, havia chegado, com uma mão cheia de nada. Nem sequer promessa de recursos extra para investigar as macabras situações ocorridas, para mais agora sem a médica Margaret.

“Não são os lugares que nos isolam”, dissera ela na conversa com o tal elemento do governo central.

E, ao partir, não se esqueceu de agradecer!

Obrigada pelo café!”

 

E chegou a Fortitude, que não vimos a chegada, num avião de um amigo, Kent, um aeroplano frágil, para ela que tinha medo de voar, mas que, agora, como dissera ao marido, Eric, deixara de ter qualquer medo!

E chegou em boa altura, que uma reunião, assembleia de cidadãos exaltados, se desenrolava, não sei em que local, mas certamente nalguma sala da sede do governo local. Que Dan tentava liderar, mas lhe faltava pulso, carisma e poder, afinal era só e apenas o xerife da governadora…

E ela, a poderosa, a chefona, chegou!

E, chegando, os ânimos serenaram, como se um Cristo no feminino acalmasse as águas do mar da Galileia.

E, ao chegar, enfrentou-os a todos com o olhar!

Calmos eles, ela lhes disse que acabara de vir do hospital, aonde fora ver a médica e lhes lembrou tudo o que ela fizera por todos em todas as situações perigosas que já haviam vivido. E lhes pediu que fizessem um minuto de silêncio e se recordassem o que ela tinha feito por todos.

E eles assim fizeram e se calaram, meditando na médica ou em si mesmos e nas suas vidas.

Que até Morton, que ali estivera apenas observando, em atitude clínica, ele que não pertence àquela comunidade, apenas ali está para investigar, e por isso há que manter a cabeça fria, ficou surpreendido, pela forma sábia como ela lidara com a situação.

Que comentando com Dan, este lhe respondeu, que por isso é que ela é a governadora!

E nestas falas também Dan e Morton se mostraram afáveis e colaborantes, sorrindo, enfatizando empatia como bons profissionais, já quebrada a desconfiança e hostilidade iniciais.

 

E, após o minuto de silêncio meditabundo, Hildur, a governadora, a chefona,  lhes agradeceu e lhes pediu que se esforçassem por conseguirem manter a calma, para trabalharem todos juntos, como sempre haviam feito.

Não me lembro é se ela lhes referiu se iriam ou não ter ajuda do Continente, mas julgo que mencionou que essa ajuda iria ser positiva, que ela para isso se irá esforçar!

 

E com esta deixa termino.

 

E onde estão os sinais de Esperança?

 

 

Fará algum sentido a alienação futebolística?!

jorge jesus. in www.dn.pt jpg

Escrever num "blog" é ou acaba por ser uma forma de interagir com a própria realidade e as notícias veiculadas pelos "media". Apesar de haver temas que, propositadamente, prefiro "ignorar". Por enquanto...

Contudo, relativamente ao futebol, não posso deixar de tecer um brevíssimo comentário a estas notícias...

É sempre uma forma de falar de Cidadania.

Eis as notícias...

 

Jorge Jesus vai ser treinador do Sporting. ” In: www.dn.pt/

 

"  'Ultimate Champions' - Barça rejeita que Figo alinhe pela sua equipa de 'estrelas' "

In: www.noticiasaominuto.com

luis figo. in noticiasaominuto.com/ jpg

 

.. Reforçando o que já tenho dito noutros "posts". 

 

Faz algum sentido a alienação, nomeadamente face ao futebol?!

 

Remeto para o que já escrevi anteriormente:

Parabéns, Benfica!

Domingo de futebol.

 

Relativamente à 2ª notícia, não posso deixar de frisar que o “fair-play” fica bem a qualquer desportista, a qualquer dirigente, a qualquer adepto…

Muito melhor fica a uma equipa com o gabarito que tem o BARCELONA, um dos conjuntos futebolísticos por quem, aliás, nutro preferências, bem como pela cidade condal, sobre a qual irei escrever um “post” muito em breve.

 

Tenho plena consciência que a rivalidade entre o Futebol Clube de Barcelona e o Real Madrid está muitíssimo além do futebol. Não se compara em nada com a rivalidade Benfica – Sporting.

É uma “rivalidade” que entronca a sua matriz no conceito de identidade nacional inerente a Barcelona, à Catalunha, à nação catalã. De que o futebol é uma “montra” e de que durante dezenas de anos, por ex. no decurso da ditadura franquista, foi das poucas ou nenhumas manifestações possíveis de afirmação identitária.

 

Contudo, querer que um jogador estrangeiro, neste caso o supracitado português, tenha que obedecer aos preceitos da nação catalã, num mundo globalizado como o atual, acho que é exagerado. Se fosse um jogador catalão, formado nas escolas do clube, até compreenderia.

No fundo e tão somente o jogador não fez mais do que aplicar a máxima do futebol atual.

Foi atrás do dinheiro. Ou não?!

$$$$$$$

Daí o epíteto que ganhou…

“Aceitá-lo”, como membro da equipa a que realmente pertenceu e para cujos sucessos também contribuiu, só enobreceria ainda mais o Barcelona. Ou não?!

Tanto mais, agora, com o que se passa na FIFA! Ou também terá a ver com isso?!

 

P.S.

Ainda sobre o "football" e sobre um outro craque da bola que ainda por aí na praia da B. B., célebre artista francesa de cinema dos sixties, não o big brother... chamo a atenção para o sentido figurado do subtítulo do post que também sublinho:

Crime e Castigo

 

 

 

Parabéns, Benfica!

emblema benfica fotos sapo.pt.jpg

Parabéns, Benfica!

 

Parabéns, porque foi a melhor equipa ao longo do campeonato.

Mas parabenizar a equipa vencedora não é necessariamente rebaixar as outras equipas.

 

Parabéns também a todas as outras equipas que fazem o campeonato, mesmo e principalmente às mais humildes que desempenham a sua função em muito piores condições, mas que são elas, em suma, que contribuem para a vitória das “grandes equipas”. Ou não?! Porque se o campeonato se desenrolasse apenas com as três equipas principais, as que mais campeonatos têm ganho, seria o mesmo campeonato?! Teria alguma lógica?!

Pois, então, parabéns a todas as equipas que contribuem para que haja uma que conquista o primeiro lugar. Neste ano pertenceu ao Benfica essa honra. Pois então, e novamente, parabéns ao Benfica, um justo vencedor!

 

Mas vitórias e derrotas têm que ser vividas com “fair-play”, com desportivismo.

 

Então, porquê as cenas de destruição e violência associadas aos festejos?!

Fazem algum sentido quando o que faz movimentar o “foot-ball” é só e tão somente o dinheiro?

 

Onde está o desportivismo? O amor à camisola?

Nos jogadores? Nos dirigentes? Nos treinadores? Nos diferentes técnicos ligados aos clubes? Nos agentes desportivos dos jogadores? Na massa associativa? Nos adeptos? Nos espetadores de bancada? Nos espetadores de sofá? Nos desportistas de gabinete? … ?...

 

Então porquê tanta alienação face ao futebol?!

Faz algum sentido? …?

 

Parabéns!

Parabéns ao Benfica.

Mas também a todas as equipas que jogaram o campeonato e através das quais o Benfica conquistou o seu trigésimo quarto primeiro lugar.

 

 Consultar também:

Ronaldo à venda por 100 milhões.

O Benfica ganhou.

Domingo de Futebol. 

O BENFICA Ganhou.

sporting benfica.jpg

O Benfica Ganhou?

 

Sim. O Benfica ganhou. No campo do adversário, a uma equipa como o Sporting, no estádio José Alvalade, empatar, e fazê-lo como foi feito e quando foi feito, é ganhar. Ganhou, pelo menos ganhou um ponto!

Parabéns Jardel! Parabéns Benfica!

Infelizmente, também ganhou o F. C. do Porto. Ganhou dois pontos relativamente a cada uma das equipas: Sporting e Benfica.

 

*******

 

Já que me aventurei a fazer esta pequena abordagem sobre futebol, aproveito para deixar uma questão em aberto…

Faz algum sentido o fanatismo relativamente ao futebol?!

Aliás, faz algum sentido o fanatismo relativamente ao que quer que seja?!

Nos mais diferentes campos, nas mais diversas interações sociais, o fanatismo tem levado às maiores loucuras cometidas pelo ser humano.

 

Mas ainda neste campo do futebol, qual o sentido da fanática loucura de alguns adeptos?! Seja qual for a sua equipa, existem em todas as equipas e em todas as sociedades e países e provavelmente na maioria dos desportos… Para que serve?! Hipoteticamente para aliviar frustrações… Talvez! Quando esse “fanatismo” é espontâneo, não quando organizado…

 

Mas analise-se, veja-se só e apenas a composição do plantel de ambas as equipas, estas duas como exemplo, porque são paradigmáticas. Observe-se a nacionalidade de cada jogador. A grande maioria é de cidadãos estrangeiros. Não que esse aspeto, não serem nacionais, per si, tenha algum problema, bem pelo contrário. Vivemos num mundo à escala global e também muitos portugueses jogam e muitos exercem outras profissões no estrangeiro.

 

E o mesmo se passaria se fossem todos nacionais!

Nesta época, estes jogadores estão no Benfica, estão no Sporting…

Onde estiveram em épocas anteriores?! Onde estarão na próxima época?! O que os move?! O que os liga a esta ou outra equipa?! O amor à camisola?! A afiliação ao clube?! A ligação à terra onde está sediado o clube?! A amizade aos colegas da equipa?! A adulação dos adeptos?! O respeito e consideração pelos sócios do clube?! Tantas perguntas que podem ser formuladas. …?   …?  …?

E quantas respostas?!

Toda a gente sabe que praticamente é só uma!

$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

 

Então!!! Faz algum sentido o fanatismo relativamente ao futebol?!

 

Aliás, faz algum sentido o fanatismo relativamente a alguns desportos?!

 

Melhor dizendo, faz algum sentido o fanatismo?! ?! ?!

 

 

Nota: imagem in - "acores24horas.pt".

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