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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

“A Herança” – Série Dinamarquesa – Reposição na RTP2

“Arvingerne” / “The Legacy” 

“A Herança”

 

Ainda há poucos dias escrevera, no post anterior, a 29/02/16, a propósito do Reino Unido ponderar a saída da União Europeia: “E, nestas coisas de dinheiro, mesmo os irmãos mais irmãos...

E o que constatei ontem, 5ª feira, 3 de Março, na programação da RTP 2, no habitual horário noturno, após a “Página 2”?

 

Pois! A transmissão da série “A Herança”.

 

the legacy in visitdenmark.com

 

Mas a 2ª Temporada? Ou a “finalização” da 1ª Temporada, que aquele último episódio da primeira teve tudo menos aspeto de episódio derradeiro? Ficara tudo tão incompleto... Situação sobre que exprimi a minha perplexidade no post sobre “Séries Europeias na RTP2”, publicado a 15/04/15.

Não! A reposição da primeira temporada.

Como gosto de rever as séries, até porque ficam sempre aspetos que não me apercebo no início, quando conheço mal as personagens, é claro que revi o 1º episódio, e, se puder, irei tentar rever os outros.

Que, segundo averiguado, existe uma 2ª temporada e, até se prevê, uma terceira.

 

Bem, mas por agora, contentemo-nos em visualizar de novo, com outra atenção, o que nos é mostrado na 1ª temporada.

 

O local central onde decorre a ação é o “Solar de Gronnegaard”, no sul da Dinamarca, embora, no decurso da narrativa, vários outros locais surjam como enquadrantes do enredo. Este Solar também é o leitmotiv da história: a herança.

O tempo narrativo ocorre nos tempos atuais: terceiro lustro do século XXI.

 

Veronika Gronnegaard, papel desempenhado por Kirsten Olesen, é uma mulher de 68 anos, artista/escultora/performer, dinamarquesa, internacionalmente reconhecida e admirada, que vive e trabalha, desde os anos sessenta, no mencionado solar, de inícios do século XIX, e que fora pertença do marido, Carl Gronnegard, já falecido.

Na aproximação do Natal e correspondentes festividades, na sequência de exames que vinha efetuando, há alguns meses, no Instituto de Oncologia, no total desconhecimento de todos os familiares, tem a confirmação de que tem um cancro em estado bastante adiantado.

 

Tem três filhos reconhecidos como Gronnegard:

Frederik, papel desempenhado por Carsten Bjornlund e Emil, papel de Mikkel Boe Folsgaard. Ambos filhos de Carl.

E Gro, desempenho de Trine Dyrholm, filha de uma das suas paixões por um músico de vanguarda, Thomas, que não edita nada há vinte e cinco anos, vivendo retirado, meio ausente, quando não ganzado, no seu mundo de fantasia musical, numa cabana, no parque do Solar.

 

E tem uma outra filha, de uma outra paixão, já ela passara dos quarenta, por um indivíduo que lhe fora fazer uns arranjos ao Solar, bastante mais novo, ex-andebolista e atual treinador de uma equipa importante da Dinamarca.

Essa filha é Signe Larsen, papel de Marie Bach Hansen, que foi dada para adoção precisamente para o pai, entretanto casado.

Signe desconhece completamente a situação, que nem o pai nem a suposta mãe alguma vez lhe contaram alguma coisa, mesmo sendo ela já adulta e a viver a sua própria vida com o namorado, Andreas Beggensen, defesa direito, na afamada equipa de andebol, SHK, treinada pelo pai.

 

Perante a iminência da Morte... Veronika tenta a aproximação da filha Signe, que é vendedora numa florista, precisamente indo à respetiva loja encomendar-lhe um ramo de flores, para entregar no Solar.

Aí, no ato de entrega, procura reter Signe, para desatar os nós que tem dentro de si e prender-se à filha. Inicia um modo de conversa, oferece-lhe uma bebida, que não sendo aceite, insiste num chá.

Signe, um pouco renitente, surpresa, mas algo a prende ali, talvez o sangue, quiçá as memórias, acaba por aceder. E, enquanto bebe, observa o estúdio, as obras, mira o trabalho no computador... Entretanto Veronika, tentando manter uma chama de diálogo, acender um rastilho para o fogo que há-de vir... vai esboçando um desenho, supostamente de Signe, e oferece-lho. “Para a Signe, da Veronika.”

Desenho que, mais tarde, em casa, Signe mostrará aos pais...

Calcule-se a estupefação e receio destes...

E poderia ficar por aqui, que assim seria apenas um começo de conversa.

(...)

Mas não!

Ainda acrescento que, na véspera de Natal, já noite, Veronika, sentindo-se mal, telefonou a Signe e pediu-lhe que fosse ter com ela ao Solar.

(...)

E, esta, não sei se perplexa, se meio “aparvalhada”, que não acho palavra melhor, foi! Talvez seguindo um chamamento primordial, um apelo da infância passada, mas de que não tem consciência presente...

 

E aí chegada encontrou a matriarca já bastante combalida.

Mas Veronika ainda conseguiu soltar as palavras que a sufocavam, e revelar-lhe ser sua mãe.

E deu-lhe um texto escrito e assinado de momento, em que a declarava herdeira do Solar.

“É meu desejo que herdes o Solar. Para criares uma família. Os restantes bens são divididos entre os teus irmãos.” (...) “Não cortes muitas árvores lá fora!”

 

E o seu estado piorou.

Signe teve que chamar os serviços de socorro...

Por sua vez, a filha Gro, reconhecida como tal, telefonara à mãe, precisamente quando Signe andava nestas diligências.

Imediatamente acorreu ao Solar.

E, desconhecendo-se, colaboraram na resolução da situação, sendo a paciente assistida e transportada ao Hospital.

 

Aonde viria a falecer no dia de Natal!

E este 1º episódio, de que omiti imensos excertos, funciona como introdução à história.

 

E ainda se lembra do que escrevi no início?

 

“E, nestas coisas de dinheiro, mesmo os irmãos mais irmãos...”

 

Podemos substituir “dinheiro” por “herança”.

 

E, nestas coisas de heranças, para mais sendo irmãos tão desunidos...

 

Sim, porque eu não contei as palavras “azedas” que Gro atirou à mãe, sobre os filhos desta, ou seja, ela própria e os irmãos, quando a mãe a “picou”, por ela supostamente não saber amar nem ter filhos...

Cujo remorso de as ter proferido a fez telefonar, em boa, mas má hora, precisamente quando Signe diligenciava por uma ambulância...

 

(...)

 

Pois, continuemos a visualizar a Série.

 

FORTITUDE– Nova Série Europeia na RTP2

 

FORTITUDE

Episódio I - 2ª feira - 21/09/2015

 

Entrementes…

 

Rainha morta, Rainha posta, parafraseando o célebre provérbio!

Que isto das Séries é assim mesmo.

Terminada a excelente “Hospital Real”, a RTP2 aproveita o balanço e começa uma nova série europeia, esta britânica. Que eu por mim e fora eu a mandar, teria repetido o último episódio de “Hospital”. Mas a mania que tenho de fazer sugestões! Em saco roto…

Entretanto e voltando ao provérbio e à série galega, os reis e as rainhas continuarão a jogar a respetiva partida de xadrez, até próxima temporada.

 

Fortitude Elenco Foto Sky Atlantic.jpg

 

Entretantos…

 

Fortitude é o nome de uma povoação, não sei se é real se é ficção, situada numa ilha do arquipélago Svalbard, Noruega, para além do Circulo Polar Ártico, uma pequena comunidade de 800 pessoas, onde, apesar da presença evidente de autoridades policiais e protagonistas no enredo, não há crimes, pelo menos de início.

Aí trabalha uma comunidade internacional, em diferentes contextos, que na série é também representada por atores de diversos países europeus e americanos. Tal terão sido as filmagens com tantas línguas e sotaques pelo meio, nos bastidores, que as falas no filme são em inglês, “english”, de Sua Magestade!

Continuando, que vou fazer uma breve síntese do que consegui apanhar do enredo, que não vi o episódio completo. Azares…

Mas, mais adiante neste texto, remeto para sites onde poderá ficar com um conhecimento mais global, isto se for do seu agrado antecipar-se ao conhecimento e às surpresas que as séries nos podem despertar, que quando não havia internet nos deixavam a semana na expetativa, quando elas eram semanais.

 

Comunidade mineira, onde a mina existente está em risco de ser encerrada.

Dois mineiros, um deles chama-se Jason, protagonistas do enredo, sentem-se receosos com tal facto. Paralelamente a filha do outro protagonista, juntamente com outra criança, Liam, descobriram o fóssil de um mamute, animal extinto há milhares de anos.

Tentam negociar com o cientista a venda do mamute, já que precisam de dinheiro, estando a mina em risco, mas isso não é possível, pois como sabemos há leis internacionais sobre os achados.

Que as há, há, mas veja-se o que se passa no Iraque e na Síria…

 

Paisagens soberbas e belíssimas, clima inóspito, mas um estilo de vida com comodidades e conforto, próprios de um universo em que durante meses, no Inverno, não há luz natural, que o sol fugiu para outros horizontes. Quando regressa, há um clima de exaltação “glethi”, estado de espírito que todas as comunidades de Povos do Norte, conhecem!

Nós, por cá, temos as nossas belas praias cheias de sol, que nem no Inverno nos abandona!

Retornando à série, esta tem uma qualidade técnica invejável, a música excecional, bem como a fotografia e luminosidade.

 

A criança, Liam, é filha de um casal inter-racial, sendo o marido afrobritânico e responsável pelo salvamento de pessoas em perigo na ilha, “serviço de busca e resgate”.

Que é algo que está a acontecer com alguma frequência, pois os ursos polares deram em atacar as pessoas. E foram as primeiras imagens deste episódio, um urso a comer um ser humano, que um fotógrafo tentou salvar!

 

Fortitude in. el diariode un cinefilo classico.jpg

 

Henry, um velho fotógrafo de ursos no seu ambiente natural, é também um dos protagonistas, padecendo de um cancro, em fim de vida, vivendo um pouco isolado da comunidade.

A doença aqui também é tema do enredo, ligação com a série “Hospital” e também as doenças infantis.

Liam, doente, com febres altas, chamada a médica da comunidade, esta supôs primeiramente ser papeira, doença contagiosa. Inclusive questionou a mãe, Jules Suter, sobre se pensavam ainda ter mais filhos e se o pai já tivera essa doença, pergunta que a deixou admirada. Não saberia os efeitos colaterais que a papeira pode provocar…

Posteriormente já falou em pólio, poliomelite.

As crianças também serão protagonistas importantes.

 

A doença também é preocupação relativamente aos animais, nomeadamente as alterações comportamentais que se verificam nos ursos e alterações fisiológicas nas renas.

 

Outro grupo de protagonistas são os cientistas que aí estão sediados numa base de investigação. À equipa já em funcionamento chega um novo elemento, para investigar em que medida um produto que percebi ser “perfluarino”, mas de que não encontrei nada na net, em que medida poderá ser este o causador das alterações comportamentais nos animais.

 

Outra temática no enredo é a tentativa de criação de uma unidade de turismo ambiental, criar um “hotel” – refúgio no glaciar, para os amantes de turismo de natureza, em ambientes hostis e de alto risco. Projeto que precisa de ser muito bem equacionado e analisado, nomeadamente pelos cientistas.

 

Outro grupo de protagonistas são os policiais, que até ao início da série, pouco tinham para fazer, mas que após esta ter começado algo se vai transformar. Que também é para isso que as séries servem, dar trabalho aos polícias ou investigadores e entreter-nos a nós.

 

E há também a governadora da ilha e mais algumas personagens, que não sei bem, que não vi o episódio todo e não me quero socorrer dos sites que consultei.

 

Ah e para terminar! Sendo esta série atual e sobre a vida como ela é, e sem os pudores que havia nas séries clássicas, para mais de época, como a anterior, nesta são relativamente explícitos! E quando têm receio do que possa acontecer a um homem nu na sauna, ao ver uma bela mulher nua estender-se a seu lado, não podem fazer mais nada que remete-lo para outro compartimento da ação… que há que manter um certo pudor e recato, apesar de ser uma série moderna e atual.

 

E, com isto, vou realmente terminar e fazer os possíveis para visualizar o próximo episódio na totalidade.

Peço desculpa pelo discurso narrativo um pouco enviesado, mas para quem tenha dado continuidade a estas narrações, já sabe que sigo parafraseando um pouco o ditado, de que quem conta um conto ou acrescenta ou omite um ponto.

Até breve, e obrigado por me ter lido até aqui.

E pode também já ler mais para a frente!

 

 

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