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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Cantares e Encantares do Alentejo!

Alentejanas visões e audições

31º Encontro de Cantares Alentejanos do Concelho de Almada 

Uma divulgação que também é uma crónica e uns desabafos de Alma! E uns provérbios…

 

Em Aquem-Tejo voltamos ao que nos canta na Alma e nos encanta. A Poesia, o Cante, a Música, … a Arte!

 

Não falamos do que os nossos mass-media nos inundam: futeboladas, futebulices, calinadas e caneladas.

Também aqui se gosta e se fala de futebol. Mas quando é Futebol! E de Desporto!

 

31º Encontro Cantares Alentejanos. Cartaz Organização Evento.png

 

Hoje, (finalmente!) parece que consigo desemperrar na publicação do post, visando a divulgação do 31º Encontro de Cantares Alentejanos do Concelho de Almada.

 

Alentejo e Almada… que nos ficam no coração!

 

Ponte de União. 2017. Original DAPL. jpg

Em dia de chuva, toda a manhã choveu, chuva bem chovida, como se diz no “nosso” Alentejo! Parecia um dia de Inverno. Também fresquinho!

Também dia de acidentes rodoviários. No cruzamento da Rua António Elvas, junto ao Mercado Municipal do Feijó, mais um. De vez em quando aí estão a acontecer. Normalmente aparatosos, mas os que tenho assistido, têm sido mais de chapa batida.

De qualquer modo e nomeadamente no Feijó, mas é uma atitude generalizada, a questão da velocidade tem que ser mais controlada.

Atravessar uma rua, mesmo numa passadeira, é um exercício de risco diário.

Há que equacionar e resolver, de algum modo, esta questão. Porque a Lei existe, mas ninguém cumpre!

E para quê, sempre, tanta pressa?! Não chegamos todos ao mesmo lado, mais tarde ou mais cedo?!

 

Nada há como ouvir, escutando, os belos Coros Alentejanos, quer sejam das profundezas das planícies, quer os da cintura industrial, que já não é, que já quase não existem indústrias na Grande Lisboa. Mas ficou-nos a memória.

 

E ainda voltando à chuva! E à Memória.

 

Lembrar-se-á, caro/a leitor/a que ainda no início de Março, nos queixávamos que não chovia, há três anos que mal chovia e a desgraça que fora todo ano passado e os incêndios e a falta de comida para o gado, e as barragens sem água…

Isto quem se preocupa com estas coisas. Quem sabe e consciencializa, que a água não nasce na torneira da cozinha, que os bifes não vêm já embalados diretamente das vaquinhas e ignora que elas até têm cornos!

(Ah! E a propósito de cornos ou chavelhos, também se pode dizer, que são palavras que figuram no Dicionário.

O PAN, não sabe o que é?! É o tal partido que propôs e conseguiu aprovar, abençoados Senhores Deputados!, que os cães e outros animais domésticos podem comer à mesa dos restaurantes, juntamente com os donos e os outros comensais, claro.

Pois, segundo li um destes dias, finalmente o PAN parece que se decidiu a apanhar o touro pelos cornos!

Não sabe o que significa esta metáfora?!

Parece, que finalmente vão propor uma Lei proibindo as touradas.

Não concorda?!

Pois, caro leitor/a, atente devidamente no sofrimento cruel e absurdo que é infringido aos pobres animais, que não têm culpa de nada!)

 

Mas a conversa vai longa. E eu só quero reforçar como é sempre cativante e marcante ouvir, escutando, os Coros Alentejanos. Não há vez alguma, quando presencio estes espetáculos, que não seja de algum modo tocado, pelas vozes telúricas que dimanam das profundezas da Planície, agora tão colorida de malmequeres, soajos, rosmaninhos e das garridas papoilas.

Ademais com estas chuvas, seguidas de tempos de sol. Que no Alentejo tem caído cada trovoada!

E ainda a propósito da dita. Quando nos lamentávamos da falta da mesma, a minha Mãe, na “Sua Sabedoria dos Velhos”, me dizia… “Deixa que ela não fica lá.”

E não ficou. Que ainda em Março e depois em Abril e até agora em Maio, ela nos tem visitado.

Pena, agora, são os fenos…

Mas isto já se sabe: “Não se pode ter sol na eira e chuva no nabal”!

 

 (Fotografia original DAPL 2017.)

 

 

Tarde de Cante Alentejano 2018

Este mês de Março, no blogue, tem sido especialmente dedicado à Poesia, ao Canto... E ao Cante!

Neste Dia também especial, porque dezanove de Março, divulgamos este evento a realizar no próximo sábado. Uma viagem ao Alentejo mais profundo, ao âmago do ser e sentir alentejano, pelo menos de uma parcela significativa da Alma Alentejana, muito rica e multifacetada, frise-se. 

Neste mês dedicado à Poesia, à Natureza, ao Ambiente.

Cartaz 32º. aniversário - 2018-03-24.jpg

 (Cartaz: Cortesia da Organização do Evento.)

“Águas de Março”: Uma crónica salteada de ocorrências

Crónica sobre acontecimentos relativos a Março

 

Luz... Original DAPL 2016.jpg

 

Não, não vou falar sobre a célebre canção de Elis e Tom Jobim, não.

 

Também não vou comentar sobre tanta coisa importante ou nem por isso, que por aí pulula nos media. Muitos assuntos, até preocupantes, que nos surpreendem ou talvez não, como foi possível chegar-se a tal. Não estou virado para as “políticas e politiquices”, apesar de haver assuntos que mereceriam alguns comentários.

Nem também sobre o Portugal – Hungria irei perorar. Por enquanto, o futebol não me merece destaque. Acompanhemos o campeonato e aguardemos o próximo sábado.

 

Falo-vos, e para começar, precisamente de águas… de chuva.

Que finalmente resolveu brindar-nos, já na Primavera, quando se esquecera de nós, todo o Outono e Inverno. Mas, mais vale tarde… Que, “Março, marçagão…”

E, com ela, o frio. Não sei como serão as águas de Março, lá para o Rio, que anunciam o final do Verão. Aqui, “deveriam” (?) vir no Inverno e/ou no Outono, mas só agora chegaram. Precisamente com a Primavera! Que supostamente se deveria anunciar radiosa, alegre, iluminada. Mas não! Chuva e frio!

Ainda bem que nós não mandamos nisso, diz o povo!

 

E é precisamente e também da Primavera e das ocorrências humanas a ela associadas, que vos quero falar.

Ainda no dia 20, pela tarde, quando o sol, no seu movimento aparente, atingiu a posição de equinócio, passando a linha do equador, para o hemisfério Norte, oficialmente, iniciou-se a dita Primavera!

 

Habitualmente, essa ocorrência situa-se no dia 21 e é nesse dia que se celebram duas datas festivas importantes: “Dia da Árvore” e “Dia da Poesia”!

 

Em Almada, associada às boas-vindas à Primavera, organizam-se os “Dias da Floresta”.

Nessas atividades, entre outras igualmente interessantes, promovem a distribuição de árvores, plantas, arbustos, ervas aromáticas, a troco de lixo para reciclagem, conforme pode verificar na ligação anteriormente assinalada.

Já, por diversas vezes, temos participado nessa ação, neste ano novamente.

Cada pessoa tem direito a duas plantas, em função dos respetivos objetos levados para serem incorporados nos bidons específicos de reciclagem.

Cinco árvores: um pinheiro manso, dois carvalhos, uma alfarrobeira, uma azinheira e uma planta aromática, cujo nome não fixei, mas que, supostamente, é dissuasora dos mosquitos, quando colocada à janela! Haverei de saber-lhe o nome.

Ainda no âmbito das atividades integradas nos “Dias da Floresta”, ocorreram no dia 23, 5ª feira, as ações “Vamos Plantar!” e “Observação de Aves”.

Já tenho participado nesta última ação noutras ocasiões. Desta vez, envolvi-me mais na primeira: “Vamos Plantar”!

E plantei?!

Plantar, plantar mesmo, como já fiz imensas, tantas vezes, no Alentejo; em Almada e no Parque da Paz, não.

Apenas ajudei a plantar. De pá, com enxada, apenas atirei a terra para as covas onde os técnicos da Câmara haviam depositado uns choupos de folha branca e uns carvalhos portugueses. Que as covas estavam feitas, as árvores já colocadas.

Nesta ação, dei a minha ajuda e colaborei com as crianças da Escola “Primária” do Pragal, que aí estavam, entusiasmadíssimas, num trabalho prático, que lhes perdurará, certamente, nas suas vidas futuras, essa lembrança.

“- Sabes?! Recordas-te?!, quando viemos plantar estas árvores, aqui, quando andávamos na Escola?!” Dirão elas, daqui a alguns anos, quando, já crescidas, vierem correr ou passear para o Parque.

Também havia alguns adultos, mas poucos, que eu contasse, apenas quatro e um, o que pretendia era o kit das ervas aromáticas, que supostamente deveriam dar-lhe, em troca da participação. Ironicamente, não haviam sido levados os kits para o evento, com medo da chuva!

 

E voltando à plantação. Após pedir a pá a uma criança, questiona-me esta, numa voz cheia de alegria, contentamento e admiração.

“ – Você é Alentejano?!”

Dada a resposta, após saber o como e o porquê de tal pergunta, trivialíssima; chegou a minha vez de saber também a localidade de origem da menina. Que ela era daqui, de Almada, só que os familiares são da Esperança, já se viu nome mais bonito para uma aldeia?! Esperança: concelho de Arronches, duas localidades tão bonitas!

 

E voltando ou continuando na Poesia!

 

No dia 21, também o C. N.A.P. – Círculo Nacional D’Arte e Poesia promoveu uma bonita sessão dedicada a esta Arte Poética, no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira.

Disseram-se poemas, poesias, recitaram-se, leram-se, declamaram-se versos e rimas ou não, sobre temas poéticos; pelos presentes, que rimaram o ambiente do Centro. Parabéns a todos.

Também circularam boas amêndoas da Cidade de Régio.

 

E, nessa bela Cidade, e à mesma hora, a Poesia saiu à rua, homenageando os seus Poetas e suas Poetisas, em “Momentos de Poesia”!

 

E também e ainda em Março, se comemora o “Dia do Pai. Que todos os dias são dias de pai. E que Saudades e que falta me fazes, PAI!

 

E, igualmente em Março, e como de costume, o Grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó, comemorou o seu trigésimo primeiro aniversário, no Clube Recreativo do Feijó. Aniversário a vinte e um, festejado ontem, sábado, vinte e cinco.

E que belos momentos se vivenciaram, através daquelas vozes telúricas, que em coro, no ponto ou no alto, nos evocam o nosso querido Alentejo, no âmago mais profundo do seu Ser!

 

E esta “crónica salteada” ainda tem mais condimentos?

 

Ontem, também planeara ir à sede da SCALA, aonde haveria também uma Sessão de Poesia.

Julgava que funcionava na Incrível. Também aportei à Academia. Aí indicaram-me a localização, no esquema: “direita, esquerda, frente…” e é facto assente, não dei com o local. Acabei por desembocar, voluntariamente, na Casa da Cerca. Local lindíssimo da Cidade de Almada, que é imprescindível visitar-se.

De volta, acabei por saber, no Centro de Interpretação de Almada Velha, que a sede da SCALA é na antiga Delegação Escolar, junto à antiga Escola Conde Ferreira.

Já sei, in loco, onde fica. Futuramente já não me irei “perder”!

 

E, nestas deambulações, antes passara pela Oficina da Cultura e pela Biblioteca, constatei o óbvio, em Almada: Cidade e Concelho.

Há sempre imensas atividades culturais, dos mais diversos tipos e âmbitos e pelos mais variados locais públicos e em espaços relativamente perto uns dos outros.

Por vezes, o difícil é escolher. Dada a simultaneidade dos eventos!

 

E, por aqui me fico, nesta crónica salteada, de eventos e “condimentos”, por locais e acontecimentos!

 

E a POESIA e a NATUREZA são sempre uma LUZ...

 

(Fotografia original DAPL - 2016)

Tarde de Cante no Clube Recreativo do Feijó - 25/03/17

CANTE no FEIJÓ - ALMADA

G. C. Amigos do Alentejo do Feijó 31.º AniversárioSão sempre espetáculos de grande interesse, ouvir, melhor, "escutar" os Grupos de Cante.

Realçar e não esquecer o lindíssimo evento musical, ocorrido no passado sábado, dia onze de Março, no C.I.R.L., em que houve o grato prazer de  assistir a "Cante no Feminino"!

Apoteótico e carismático final!

Parabéns!

 

(http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/)

Crónica sobre Serão de Cante e Poesia

"6º Serão de Cante e Poesia Alentejana"

 

E mais algumas considerações e apartes, a propósito ou nem por isso.

(1 de Outubro de 2016)

 

Não, não me esqueci de cronicar sobre este relevante evento. Outras escritas, afazeres da vida real e só hoje me é possível.

 

Antes de mais, e ainda, não quero deixar de assinalar a data de hoje, sete de Outubro. E a de amanhã.

 

A de hoje, sete, porque era nesta data que, quando estudava, se iniciavam as aulas, nomeadamente as da Primária, as do Colégio e as do Liceu.

Dir-me-á: - Isso é pré- história.

Nem mais!

A de amanhã, oito, também é especial, no contexto em que escrevo.

Fará dois anos que iniciámos este blogue!

Peculiar que tenha sido também com uma crónica sobre Cante e Poesia!

 

E vamos então ao 6º Serão de Cante e Poesia Alentejana.

Ocorrido no passado sábado, um de Outubro, “Dia Internacional da Música”, no Fórum Romeu Correia, Auditório Fernando Lopes Graça, em Almada.

Divulguei previamente e, mais uma vez se confirma, que “Almada é a Capital do Cante”! Pelo menos aqui, nesta “Grande Lisboa”!

 

E sobre o dito espetáculo e antes de entrar propriamente na sala, quando o divulguei, mencionei a dificuldade de arranjar bilhetes no Fórum Romeu Correia.

Exatamente.

 

No próprio dia, apenas quando eram disponibilizados, o que acho bem, cheguei antecipadamente meia hora e já havia fila de cerca de trinta pessoas.

De modo que me questionava se conseguiria obter ou não os bilhetes.

 

Fui ficando e, nestes contextos, mais tarde ou mais cedo, vai-se falando. Naturalíssimo.

Ocorrem também sempre aqueles casos habituais, de alguém que se chega à frente, perto de pessoa amiga e segreda “encomenda” de mais alguns bilhetes.

Mas estas cenas não passam despercebidas e alguém comenta sobre as célebres “cunhas e pedidos”. Famigerados, eles e mal-afamadas, elas!

Por ironia, quem comentou haveria de ser contemplado com um bilhete doado por amigo que, estando à frente na fila, resolvera requisitar mais um ingresso, para oferecer a quem estava mais atrás.

Logo oportunidade para outro alguém retorquir, que havendo comentado da “cunha”, não deveria ter aceitado o presente do amigo.

Sim ou não, o que acha?!

 

Aproveitei para lembrar o aforismo de que “a cavalo dado não se olha o dente”! Que até poderia parecer mal agradecido.

E friso que em boa hora o aceitante aceitou, porque, quando chegou a sua vez, apenas um conseguiu.

Não aceitasse e só um bilhete obteria, o que o impossibilitaria de ter levado a esposa, conforme confirmei no espetáculo, à noite.

 

E vamos então falar do espetáculo, propriamente dito?!

Sala repleta, como se depreende.

Espetáculo extraordinário.

 

Mas ainda vai outro aparte.

O Auditório continua sem refrigeração. Já no Verão, a propósito do Ciclo de Cinema Brasileiro, disso faláramos.

Com a sala cheia…

Registe-se.

 

E, antes de tudo o mais… E porque é imprescindível.

Dar os parabéns a todos os participantes no evento, a todos os que contribuem para a respetiva organização e logística, que não apenas os que presenciamos no espetáculo propriamente dito. São muitas as pessoas envolvidas, em diferentes contextos.

Também realçar o papel das entidades e organismos oficiais que apoiam estes Grupos, nos mais diversos enquadramentos.

Não podemos esquecer que estes Artistas, sejam cantadores, cantadeiras, poetas e poetisas, exercem estas funções, desempenham estes papéis, como Amadores, no melhor sentido da palavra. Para todos os efeitos, trabalham num sistema de Voluntariado.

Daí o nosso realce especial, inteiramente merecido!

E agradecer.

Obrigado, a todos pelo excelente Serão que nos proporcionaram.

 

Sobre os participantes segue-se o cartaz com as respetivas designações.

 

6º Serão de Cante e Poesia Alentejana 2016 - Cartaz.

 

 

Parabéns, sempre muito especiais, ao Grupo do Feijó que, neste contexto, é o Grupo Organizador.

 

Sobre o espetáculo, os Cantares, a Poesia, digo: Adorámos.

 

Se realçasse alguns aspetos ou momentos, fá-lo-ia pela novidade para mim, que não conhecia as respetivas atuações.

O Grupo Juvenil, nunca ouvira tal.

E alguém pode ficar indiferente àqueles rouxinóis, joselitos e marisóis, com os seus trinados e requebros, que nos tocam o coração e nos humedecem a visão?

Excelente o trabalho do Professor e Mestre!

Também assinalaria o Grupo Abelterium, que apesar de ser dos meus lados, também não conhecia.

Para além da alegria contagiante das cantigas, que dimana da sua atuação, eu realçaria o que mais me tocou: a interpretação de “Serpa de Guadalupe”!

 

E então esqueço os outros Grupos e Artistas?!

De modo algum.

 

Obrigado ao Grupo do Feijó, ao Grupo da Academia de Serpa, ao Grupo Recordar a Mocidade, à Poetisa Rosa Dias e ao Poeta Luís Maçarico.

Todos nos ficaram no coração e nos proporcionaram gratificantes momentos artísticos, que nos enriquecem espiritualmente e a eles enobrecem, pela sua atitude altruísta e a quem ficamos gratos.

 

Obrigado.

Que estes espetáculos, além de excelentes, são gratuitos!

 

6º Serão de Cante e Poesia Alentejana

INFORMAÇÃO

É com grato prazer que informo da realização deste "Serão de Cante e Poesia"!

Em Almada

No Fórum Municipal Romeu Correia.

Auditório Fernando Lopes Graça.

Serão de Cante e Poesia Alentejana 2016 - Cartaz.Oxalá tenha oportunidade de assistir.

E conseguir bilhetes. Que, no Auditório, esgotam-se sempre! 

Informo que a obtenção dos bilhetes só é possível no próprio dia, sábado, a partir das 15 horas!

Até lá!

 

Tarde de CANTE no Feijó!

Saudades do Alentejo

 

Cante - Cultura - Cidadania!

 

Conforme divulguei em post de 16 de Março, realizou-se ontem, “Dia do Pai”, o espetáculo comemorativo do 30º Aniversário de “Associação Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó”, no CRF – Clube Recreativo do Feijó.

Uma comemoração aniversariante, em Dia também muito especial.

 

E, a propósito do Dia e da sua significação, e, no concernente ao Cante, se lhe atribuíssemos uma filiação, quem seria o Pai? Do Cante, diga-se. E supostamente tendo Pai, também terá Mãe. E quem será a Mãe?

Pois, penso não haver muita dúvida.

O Pai é o Alentejo! E a Mãe, pois, a Mãe é a Saudade! Não é o Cante irmão do Fado?! Atualmente até irmanados e perfilhados internacionalmente pela UNESCO, dando-lhes reconhecimento e foro de Cidadania Mundial.

O Pai do Cante é o “Alentejo” que, do dito, o espalhou também pela Grande Lisboa, com especial incidência na Margem Sul, e muito particularmente em Almada, Feijó!

 

Foto original DAPL Rosas no Feijó 2015.jpg

 

Alentejo que é sempre Aquém – Tejo! Geográfica e sentimentalmente e no plano identitário!

E de Identidade e de Sentimentos falamos, quando nos reportamos ao Cante.

E são sempre os Sentimentos que passam e perpassam e nos repassam de emoção, por vezes contendo as lágrimas, mas embargados por ela, quando escutamos as canções ou modas como são designadas, numa Sessão de Cante, num ambiente quente como o que se viveu na tarde passada, terminando já à noitinha. Que os Cantadores também sentem, e de que maneira! São os que mais sentem, ou não cantariam com a Alma e o Coração, como fazem!

Que até o tempo também sentiu, ouviu, escutando, aquelas vozes telúricas, se emocionou e não conteve as lágrimas. As ruas do Feijó estavam molhadas de comoção!

 

A Emoção, a Saudade, sempre a Saudade, a Nostalgia de tempos que muitos de nós vivenciaram mais pelas imagens e recordações das gentes que amámos, que, hoje, apenas lembramos, com Afeto, com Amor, com Saudade. Muito especialmente num dia dedicado aos Pais, que todos os dias o são!

Embora muitos de nós, ainda, tenhamos percorrido, trilhado, aqueles lugares, aqueles tempos, quanto mais não fosse, enquanto pastores, mesmo a tempo parcial.

Mas o Cante não é só Nostalgia. É também Alegria. Modas e cantares de trabalho e de festa!

 

Pelo Clube passaram as Cores do nosso Alentejo. A garridice das papoilas, o amarelo das searas da nossa memória.

Évora, Cidade, capital do Alto Alentejo, esteve bem presente, nas canções e no Grupo representativo. Misto. Etnográfico, compondo trajares e modas, de modos de vida que os nossos Pais e Mães usaram: pelicos, safões, calças de serrobeco, traje de mondadeira...

Palavras sábias do Mestre: “...É urgente dialogarmos com os novos Grupos...”

 

Sons místicos! Sons míticos! Ancestrais, quase religiosos, panteístas, quando o coro se empolga, transborda de sentimento, nos transporta a tempos de outros tempos, sem tempo, nem memória, porque intemporais, universais, comuns a toda a Humanidade, daí a categorização, quer se note ou não a sua importância...

 

E de Afetos e Sentimentos ainda falamos: de Amizade, Companheirismo, Camaradagem, nestes encontros de grupos corais, na troca de prendas e galhardetes, intercâmbio de modas. Nos agradecimentos a quem ajuda, a quem trabalha, que muito trabalho dá organizar estes eventos. Na felicitação ao Aniversariante. Momentos bonitos!

Até de apadrinhamento, à boa moda alentejana, diria portuguesa, também falamos. Que os Grupos Corais das Paivas e da Amadora apadrinharam, há trinta anos, o “Grupo de Cante do Feijó”! (Que, na minha modesta e irrelevante opinião, de leigo no assunto, a designação do Grupo precisaria de ser menos extensa...)

Estes dois Grupos não são etnográficos, pelo que trajam todos os elementos com o mesmo tipo de vestuário. O Grupo das Paivas tem a particularidade de se designar de “Operário”.

Sendo estes Grupos formados no contexto das migrações do Alentejo para a Grande Lisboa, a partir dos anos cinquenta do século XX, refletirão a composição sócio profissional inerente à zona onde estão sediados e aos locais de trabalho dos seus componentes.

Há certamente estudos feitos sobre o assunto.

(Em todos os Grupos também se nota uma caraterística comum, que é o nível etário elevado dos seus componentes.

Aliás, a assistência também é maioritariamente composta por cidadãos na 3ª idade ou próximos da mesma!)

 

Os Grupos, todos, etnográficos ou não, nos trouxeram lindas modas, em que também entoaram loas ao Amor, à Paixão, aos amores e desamores, à sublimação dos amores...

Às paisagens do nosso saudoso Alentejo, à neve que também cai na planície, quem não viu os campos transtaganos cobertos de neve, não tem uma experiência completa e inolvidável do mesmo... às flores, rosas, metáforas da Mulher. Recomendações e cuidados a ter na ida à fonte...

Foto original DAPL 2015 Fonte do Salto. Aldeia da Mata. jpg

 

A Poesia, sempre! Cada moda é sempre um Poema carregado de significações sentimentais. Por vezes mais particularmente. Num singelo e comovente Poema dedicado aos Pais. Noutro, peculiar, sobre “...a ceifeira de aço...”!

Na dedicatória e evocação de Poeta (Fialho de Almeida).

 

No confronto entre “ponto” e “alto”, no troar harmónico do coro, ecoando nas planuras de searas ondulantes, marulhando nos mares da “Charneca em flor!”.

 

E, para o final, o Grupo Anfitrião reservou-nos dois Grupos de Música Tradicional.

“Grupo de Trovas Campestres”, de Faro. (Há quem designe, sendo do Algarve, que os Algarvios são “Alentejanos destrambelhados”, cito.)

Quatro Artistas, trouxeram-nos a Alegria do Alentejo, sediada no Algarve!

Cantaram um “Hino ao Mineiro”, uma evocação sul-americana, reportando-nos para o Chile, de Allende?! (Merecia da assistência um outro escutar, mas já havia algum “destrambelhamento” entre o público, desculpa-se-lhes, que até se portaram muito bem, houve momentos de absoluto e cerimonial silêncio durante os outros cantares.)

Encerrou o “Grupo Comtradições”, da Cova da Piedade, com muita e muita Alegria!

E já muita gente dançava! Dançava!

Que para os participantes ainda haveria jantar.

E que bem que cheirava!

Cheiros de um tempo de outros tempos.

Cheiros que o tempo guarda!

 

Parabéns a todos os Participantes!

Parabéns a todos os Organizadores! E Colaboradores!

A todos os que trabalham na sombra para que estes Eventos sejam organizados e nos deleitem e emocionem com a sua Qualidade Artística.

Felicitações especiais ao Grupo Anfitrião e Aniversariante: “Associação Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó – Almada”!

(Grupo, além de Coral, também Etnográfico, documentando um memorial de trajares transtaganos, nas nossas recordações de infância e juventude.

Grupo que, aliás, teve a honra de abrir a Sessão com o brilhantismo que lhe é inerente e as vozes portentosas de que dispõe, também elas carregadas e emocionadas de Sentimentos!)

 

Foto original DAPL Almada Ginjal 2015.jpg

 

E, diga-me lá, se teve a simpatia de me ler até aqui, se Almada é ou não a Capital do Cante?

(Nota Final: Que acrescento, hoje, dia 21, Dia também tão especial.

As Fotos são originais de D.A.P.L. e reportam-se ao "meu Alentejo", que é sempre "Aquém - Tejo"!)

 

 

Tarde de Cante! Feijó - Almada

Cante - Cultura - Cidadania!

 

A Cidade de Almada, Cidade de Arte e de Cultura, é ou não a Capital do Cante?

Pois, se quiser confirmar, é comparecer no próximo sábado, 19 de Março, "Dia do Pai", no Clube Recreativo do Feijó.

E assistir a mais um excelente espetáculo, como será o que aí irá decorrer, para comemorar os trinta anos do Grupo Coral e Etnográfico.

G. C. Amigos do Alentejo do Feijó 30º Aniversário 19 Março

No sábado passado, também aí decorreu outra sessão de Cante, quase exclusivamente de Grupos Femininos, com exceção do Grupo Anfitrião.

Também bonito o espetáculo, lindas modas, e agradáveis e empenhadas prestações.

Parabéns aos Organizadores.

Venha ouvir, melhor, escutar os Grupos Corais, alguns suscitam-me bastante curiosidade. Vinde vivenciar todo o evento, pois é um espetáculo total.

E, depois, diga-me onde fica a "Capital do Cante"?

“5º Encontro de Coros Femininos Alentejanos do Laranjeiro e Feijó”

Almada  - Cidade de Cultura e Arte!”

 

Divulgação de Evento Cultural

 

Anexo excerto do texto proveniente de “Associação Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó”.


“Aproxima-se a data de mais um evento, ou seja o:

 

5º. Encontro de Coros Femininos Alentejanos do Laranjeiro e Feijó

12/3/2016 - 16h - Clube Recreativo do Feijó

 

Esta é uma parceria entre a União de Freguesias do Laranjeiro e Feijó

e

a Associação Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó.


Para Vosso conhecimento e para que nos ajudem na divulgação do evento,
anexamos o cartaz repetivo...”

  

Encontro de Coros Femininos Alentejanos 2016 - Amigos do Alentejo do Feijó

 

Para mais informações, consulte, SFF:

https://www.facebook.com/AmigosAlentejoFeijo

 

E, Almada é ou não a Capital do Cante?

Sobre Cultura e Arte em Almada, consulte também, se faz favor:

A Amendoeira na História da Arte...

 

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