Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Lembra-se da Primavera?!

Na Cidade, nas Serras!

Você, que anda pelas praias quer lá saber da Primavera, da Serra, do Alentejo…

Cidade e Serra. Foto Original. 2021.07.06.jpg

Mas a Cidade oferece sempre perspetivas interessantes, no respetivo enquadramento nas Serras. Que, na essência, são apenas uma: Serra de São Mamede.

Lembra-se da Serra em Maio?!

Pois, agora, a paisagem está assim. Ou pior! Que as fotos são de há um mês.

Serra e Cidade. Foto original. 2021.07.06.jpg

As acácias mimosas foram desbastadas no Inverno e Primavera. A dita, chegados Abril e Maio, acompanhados de alguma chuva, proporcionou as imagens surpreendentes que apresentei documentando os passeios e passeatas nos percursos assinalados, do Boi d’Água, da Fonte dos Amores, do Salão Frio.

Simultaneamente as acácias, infestantes como são, foram sempre rebentando.

Chegado o Verão, com ele os meses de Julho e Agosto, “os cardos e os nardos não sei onde estão”!

Cardos Secos. Cidade. Foto Original. 2021.07.06.jpg

Acácias, essas não pediram licença ao tempo, cresceram e medraram, como é seu hábito. Proliferaram ainda mais.

Nos últimos passeios realizados pela Serra, pela tarde, em pleno Verão, sem o encanto e magia primaveris, constatamos os campos, outrora pinturas impressionistas, agora assim como as imagens documentam.

Acácias. Serra. Cidade. Foto original. 2021.07.06.jpg

As acácias que, continuariam no respetivo verde acinzentado de Verão, estão ainda mais secas que os pastos.

Houve certamente intervenção humana “atacando-as” com algum produto tóxico a ver se elas secam de vez. Isto deduzo eu que não tive oportunidade de questionar alguém de direito sobre o assunto.

Coisas da Vida!

Acácias, mimosas ou não, de espigas ou lá o que sejam, de espinhos também, é nunca plantar.

Serra. Serra da Penha. Cidade. Foto Original. 2021.07.06.jpg

A Cidade e a Serra, apesar de tudo, do Verão e do calor, proporcionam sempre imagens por demais sugestivas. Enquadradas na vegetação autóctone: sobreiros, carvalhos negrais, lentiscos, medronheiros, sanguinhos, carrascais. E também: pinheiros mansos, oliveiras, zambujeiros.

Sobreiro e Cidade. Foto Original. 2021.07.06.jpg

Aproveite, apesar de tudo, para passear! Se, no Alentejo, aproveite as sombras. Dos sobreiros...

Se for na praia... Bem! Ainda melhor! Bons passeios. Muita saúde.

 

 

Percurso do Salão Frio (II)

2º Capítulo da Narrativa

Perigo Inesperado!

Calçada Muro e Cardo. Foto Original. 2021.05.12.jpg

Nesse entroncamento, de 90 graus, há sinalização dos percursos.

Temos duas hipóteses.

Prosseguir em frente, na direção Leste, como vínhamos caminhando. Ou infletir para a direita, na direção Sul, em que a orientação solar nos sugeria irmos diretamente ao Atalaião, como pretendíamos.

Na sinalização para essa via, na tabuleta, assinalam “Percurso da Quinta D’Matinhos”!

Quinta D'Matinhos. Foto original. 2021.05.12. jpg

Era este percurso que iríamos seguir.

Mas vindo um casal, também caminhando, em sentido oposto ao nosso, proveniente de Leste, resolvi esperar e perguntar-lhes. O senhor sugeriu esse mesmo caminho para chegarmos ao Atalaião, mas a senhora falou no prosseguimento no sentido Leste, aonde encontraríamos uma estrada que também nos levaria ao Atalaião.

Seguimos o caminho, supostamente e de facto, mais direto para a Cidade, mas onde se nos depararia uma surpresa bem desagradável, perante a qual, o desaconselho.

Calçada no percurso. Foto original. 2021.05.12. jpg

Na primeira parte do trajeto, a antiga calçada apresenta-se conforme a foto documenta, sempre bordejada pelo imponente muro, no lado direito, a Oeste do nosso percurso, no sentido Norte – Sul. (Muro que a 1ª foto documenta. E um tipo de cardo que desconhecia!

Nota-se desgaste no calcetamento, antigo e em desuso. Será ainda resquício do designado macadame?! Ou será mais antigo? O esboroamento é sinal de que é percorrido, frequentemente, por veículos motorizados.

Velho castanheiro. Foto original. 2021.05.12.jpg

Mais adiante, uma quinta, em cuja entrada se encontra este tronco de velho castanheiro.

Continuamos...

Calçada no percurso. Foto original. 2021.05.12.jpg

E foi um pouco depois, já com o caminho com menores sinais de utilização, aliás bem conservado e com mais matos, que se nos deparou ocorrência perigosa e inesperada.

Fomos surpreendidos por uma matilha de cães à solta, sete, que rapidamente nos rodearam e ameaçaram, ladrando e prontos a atacarem-nos.

Valeu-nos o respetivo dono, que interveio, não fazendo nem mais nem menos que a respetiva obrigação.

Lá os acalmou. Também não sei para que tem tantos cães! E, em pleno dia, todos à solta!

Essa é a principal razão pela qual desaconselho a utilização dessa alternativa de percurso, que, todavia, está prevista e devidamente assinalada.

E que é interessantíssima de percorrer. Pela calçada, pela vegetação autóctone, pela paisagem envolvente.

Carvalho negral. Foto original. 2021.05.12.jpg

Obviamente, agora, no Verão, com a canícula abrasadora, desaconselho não só esta como a maioria das caminhadas, por terrenos com demasiado mato.

Como disse nos poemas anteriores “Os cardos são nardos, na Primavera… Mas lá vem o Estio, lá vem o Verão…” E, de facto, o Alentejo perde algum do encanto exuberante que tem na “Estação das Flores”.

E caminhar com calor e no meio de terrenos cheios de mato é desaconselhável.

(P. S. – Para além do mais, nestes últimos dias têm ocorrido trovoadas.)

 

Os Cardos são Nardos! (1ª Versão)

Os cardos são nardos!

 

Cardos no Caminho do Vale. Foto original.2021.05. jpg

 

Os cardos são nardos!

Os cardos são nardos,

Nesta Primavera.

 

As urzes floridas,

As urzes floridas

São as mais queridas,

Desta nossa terra.

 

Searas, tão lindas!

Searas, tão loiras.

No suor do rosto

dessas lindas moiras.

 

Pão que regaste

Pão que ceifaste

E outros comeram…

 

Campos floridos,

Amados, queridos,

Sois tão lindos,

Na Primavera…

 

Lá vem o Estio.

Lá vem o Verão.

E, seja por destino,

Seja por condão,

Os campos floridos

Não sei onde estão.

 

Só vejo a terra madrasta

Que nos dá o pão,

Os campos sequinhos,

De água e de grão.

Seja por destino,

Seja por condão,

Os campos floridos

Não sei onde estão.

 

Não sei… Não sei

Onde estão!  

Cardos no Caminho Vale. Foto Original. 2021. 05. 02.jpg

 

Escrito em 1973? Na minha AldeiaAlentejo

Provavelmente escrito nesta fase de início de Verão, transição da Primavera, em que os campos alentejanos de sequeiro, a maioria na época, deixavam a garridice primaveril e ganhavam as tonalidades amarelas e acastanhadas, resultantes dos pastos e ervas secos.

“Sequinhos” será um regionalismo, significando que estavam muito secos, sequíssimos.

 

Os Cardos são Nardos na Primavera!

Hino à Vida! 

Cardos com vista para a Cidade. Foto original. 2021.05.11. jpg

 

Os cardos são nardos na Primavera.

Lá vem o Estio, lá vem o Verão…

Cada tempo, seu tempo, sua era

Cardos floridos não sei onde ‘stão!

 

A Vida foi… já não é como era

O Destino tem sina, tem condão

O presente vai, futuro não espera

Que o passado volte de roldão.

 

Cardos e nardos só por ironia

Imagem poética, direi eu

Flores tão diversas no dia-a-dia

Primavera, Verão, ar que lhes deu.

Viva a Vida! Viva a Poesia!

Dirá a corola ao gineceu.

 

 

Os Cardos são Nardos!

Cardos floridos na Serra. Foto original. 2021.05. jpg

 

Os cardos são nardos

Os cardos são nardos

Nesta Primavera.

Mas…

Lá vem o Estio

Lá vem o Verão

E os cardos floridos

Não sei onde estão…

Não sei onde estão!

 

Este “poemeto” em verso livre, desestruturado e liberto de quaisquer “amarras” formais ou de conteúdo, escrevi-o há algumas décadas. Tê-lo-ei escrito em suporte de papel, mas não sei onde. Lembro-me, de cor, de alguns dos versos, estes que apresento.

É acompanhado de fotos de “Cardos Floridos”, que na Primavera poderão poeticamente sugerir Nardos, em jeito de metáfora.

E Saudades que já temos da Primavera, ademais esta, em que esteve tudo florido e verde quase até Junho!

 

A partir destes versos vou “construir” um outro poema, estruturado formalmente. Duas estrofes já estão concluídas. Publicarei noutros postais.

 

Caro/a Leitor/a, não quererá também elaborar uma quadra a partir das frases “Cardos são nardos” ou “Cardos floridos”?!

 

Aventure-se, SFF!

 

(P.S. – Afinal, depois de já ter este texto escrito, pronto a publicar, lembrei-me de onde teria o poema total sobre o tema dos “Cardos são nardos”.

Consultei-o, tem mais estrofes do que eu me lembrava e irei publicá-lo, mas apenas depois de ter concluído o poema que me propus criar de novo. Guardei-o, para não me sentir influenciado.)

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D