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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Serangoon Road (TV Serie) - Episódios 8 e 9

Série Australiana – Singapuriana

 

RTP2

 Serangoon road in. frontrowfeatures.com

 

Nestes dois episódios, antepenúltimo e penúltimo, prossegue a narrativa da série, estruturando-se no modo habitual.

 

O caso particular do episódio oito assentou em duas meninas australianas que resolveram sair do continente-ilha, almejando chegarem a Londres pelos seus próprios meios, a bordo de um navio, “Orion Star”, inconscientes dos perigos desnecessários a que se sujeitavam.

Pelo meio, foram ameaçadas pelo comandante, raptadas por um “Falcão” tatuado no braço de um ladrão de rua, puseram-se em perigo na sua leviandade, houve recurso aos serviços da “Agência Cheng”, cooperação de Sam, e, no final, uma das moças, conivente no seu pretenso rapto para obter dinheiro, chantageando o pai da amiga, acabou por ser encontrada no jardim zoológico de Singapura a contemplar a verdura do arvoredo!

 

No caso geral, busca de pistas sobre o assassinato de Winston Cheng, a viúva, Dona Patrícia, acabou por se cruzar com a rapariga de vestido claro, que lhe fora deixar o relógio de bolso numa sacola, junto à porta da Agência e ao falar com ela, veio a saber que a jovem fora mais que amiga do marido, de quem tinha um filho de quatro anos, função maternal que cumprira a contento de Winston, que Dona Patrícia é estéril.

A moça apenas quer ajuda para criar a criança, não sei se Dona Patrícia se comoveu e irá auxiliar e sobre novas pistas acerca do assassinato também não se adiantou muito.

 

Sam andou, como sempre, numa fona a desatar os nós dos enredos dos casos peculiares, pouca assistência deu a Claire Simpson, nem lhe pode oferecer qualquer futuro estável. Isso mesmo lhe diz ele, após ter saído da curtição no opiário e também Lady Tuckworth alertará a rapariga para esse futuro sem saída com o detetive de Chinatown.

No episódio nove, a Lady reforçará esse facto junto do rapaz, quando este se dirige à recepção da Delegação Australiana, que, afinal, o edifício luxuoso é da representação austral e não americana, como eu julgava.

 

Pelos vistos, Claire seguiu os conselhos de Lady, não é qualquer uma que tem a sorte de ouvir bons conselhos de uma Lady, e, já no final do episódio nove, como chamariz para o décimo, ouviremos Frank, marido de Claire, a dar conhecimento a Sam de que o casal iria viajar junto, para a Europa.

O marido fez muito bem em dar conhecimento ao detetive, não só porque compartilharam a mesma mulher, como, sendo ele detetive, nunca se sabe não iria Sam andar a vasculhar do paradeiro de sua amada. Assim já ficou a saber, não precisa de procurar!

 

E sobre americanos e paixonetas, lembramos Conrad, jovem agente da CIA e apaixonado por Sue Ling, que por esse enlace se deixou enlaçar nos novelos e chantagens do M16, na personagem de Mrº Miller, a quem ficou de fornecer informações dos serviços secretos americanos, o que ele cumpriu.

No episódio nove, já farto das exigências e caprichos daquela raposa matreira, praticamente mandou-o às urtigas, deixando o último envelope, supostamente sobre o Vietname, no chão.

 

E já que falei várias vezes sobre o nono e penúltimo episódio, falta-me abordar a especificidade do caso habitual.

 

Também desta vez envolveu australianos.

Uma jovem e promissora jornalista australiana foi achada esfaqueada na cama com um amigo de Sam, um aborígene herói da segunda guerra, Robert Collier, Robbo, sem que este se lembrasse de nada.

Acusado e preso, o assunto deu pano para mangas, chamou a atenção do jornalista Macca, do chefe da Delegação Australiana, certamente embaixador e lá esteve Sam e a firma detectivesca a resolverem o caso.

Só a paciência, crença e confiança absoluta de Sam no amigo e salvador do tempo da ocupação japonesa, possibilitou ao ex-soldado herói salvar-se da forca. Que muitas forças ocultas, em que os preconceitos racistas dominavam, o ex–soldado é negro aborígene, direcionavam-no para morte certa.

Afinal, o verdadeiro assassino da jovem fora um Lee Kim Fong, que assim impossibilitou a concretização dos sonhos de uma talentosa jornalista, que não chegou a sê-lo nem demonstrá-lo.

 

E também se deduziu que esse mesmo destrambelhado pode ter sido o assassino de Mrº Winston Cheng.

 

E por aqui me fico, nesta estória, contada de modo tão parcelar. Por hoje! Que está para começar o décimo e último episódio, que quero acompanhar.

Não foi um seriado muito interessante, mas viu-se com agrado.

 

 

Serangoon Road (TV Serie) - Ep.s 3 … 5, 6, 7

Série Australiana – Singapuriana

 

RTP2

 

Serangoon road in. tvwise.co.uk.jpg

 

A série continua na sua saga, que não é assim tão longa, pois as produtoras, pelos vistos, só lançaram uma temporada, na dimensão mais estandardizada, que são dez episódios!

A ação decorre, quase exclusivamente, espacialmente em Singapura e, de facto, temporalmente em 1964, quando aconteceram os célebres conflitos raciais e religiosos.

O episódio três enquadrou-se, na sua narrativa, no âmbito e no meio dessas ocorrências de conflitos entre as comunidades malaia e chinesa.

 

Sam Callaghan, de origem australiana, mas vivendo na Cidade, à data, ainda em vias de se separar da Federação Malaia, é um de entre os milhares de cidadãos de múltiplas origens, a viverem em Singapura e que irão constituir a base do “melting-pot”, que estruturá a nacionalidade da futura Cidade Estado e é, atualmente, a base da sua identidade.

É o personagem principal, herói da narrativa, sempre em busca de “boas” realizações, membro ativo da firma de detetives,  “Cheng Detective Agency”, dirigida por Dona Patrícia Cheng. (Dona é a forma de tratamento que acho dever atribuir-lhe.)

Su Ling, sobrinha de Dona Patrícia, não sei se de sangue, se por afinidade, é outro dos elementos ativos e imprescindíveis da equipa.

Constituem uma trilogia fundamental e peculiar, irmanada na resolução de casos mais ou menos difíceis, em que se empenham como almas de anjos de bondade e altruísmo, aspergindo um pouco de harmonia num mundo tão desencontrado. Fazem a sua parte no extinguir dos fogos, tal qual o colibri! Sempre na defesa dos mais fracos e dos que “tiveram algum azar na vida”!

Kang, de quem Sam é sócio na firma de import/export, de garrafas de uísque, galinhas, discos dos Beatles e dos Rolling Stones, e do que vier à mão e possa ser transportado no barco da “empresa”, acaba por ser também envolvido nas pesquisas detetivescas, ainda que não seja da sua especial  apetência.

Mas Sam, emparelhado com as suas parceiras, consegue, com a sua bonomia, envolver nas suas pesquisas as personagens mais improváveis.

 

Em cada episódio, empenham-se construtivamente na resolução, pelo lado mais optimista de entre os possíveis, de casos que lhes vão indo parar às mãos na Agência.

Paralelamente, vão progredindo nas pistas sobre a morte de Winston Cheng. Preocupa-os o último caso em que ele estava a trabalhar, questionam-se sobre a eventualidade do envolvimento de sociedades secretas, que era uma premissa que Winston equacionava sempre, não aceitando casos em que elas estivessem enquadradas.

 

Uma das recentes pistas, ou sinal eventual, apresenta-se num relógio de bolso, com foto de um casal, (Winston e Patrícia ?) que uma moça mostra a uma colega, num bar em Chinatown, no final do episódio três.

Ao findar o episódio seis, esse mesmo relógio será deixado, num envelope, à porta da Agência, por uma senhora, encoberta por lenço e sombrinha, um vestido claro, alegre e vistoso, que Dona Patrícia apenas conseguiu ver ao longe, no dealbar da esquina da Rua.

 

Assim se vai desenvolvendo o enredo: resolução de caso peculiar, em cada episódio e avanços, mais ou menos significativos, no caso mais geral.

 

No episódio três, o pano de fundo da temática enquadrou-se nos tristemente célebres conflitos raciais e religiosos, “racial roots”.

O caso particular incidiu nos novelos de um amor impossível, documentado fotograficamente por Winston Cheng, entre um rico empresário chinês, viúvo, James Lin (?) e uma senhora casada, Susana Chong (?), da alta sociedade singapuriana, mulher de um político proeminente.

 

Dona Patrícia Cheng, na sua ânsia de descobrir pistas sobre o assassinato do marido, Winston, e na posse dessas fotografias enigmáticas e parcelares, destemida e serenamente, não receou avançar, num riqueshaw, por entre a turba multa…

E foi mais um conjunto de situações rocambolescas em que os detetives particulares se envolveram… e resolveram.

 

Sempre à espreita, a espionar e espiolhar, estiveram as agências oficiais, CIA e o M16, este na pessoa da raposa matreira, Mrº Miller, que tudo espia e manda documentar fotograficamente.

Mais disfarçadamente, que até agora ainda os não vimos, estarão também os serviços secretos dos russos, dos chineses…

(…)

 

No episódio cinco o assunto principal incidiu sobre a falsificação de um remédio de combate à malária, cujo componente principal era traficado e posteriormente diluído, de modo a surtir menos efeito debelador da doença. Paralelamente, era transacionado no mercado negro, a preços elevados, o remédio original e eficaz, a que só podiam aceder os que tinham posses.

Nesta falcatrua estavam envolvidas, uma empresa farmacêutica de marca e renome, a empresa do marido de Claire Simpson, a West Pacific e todas as empresas a ela ligadas, australianas, americanas, inglesas; um gangue de criminosos, a própria polícia e o M16, central de espionagem inglesa.

O papel de cada um deles era diferenciado e contextualizado, mas estavam todos enrolados no mesmo esquema de falcatrua e corrupção, mais direta ou indiretamente.

 

Para atacar esta tramóia, mais uma vez, esteve a equipa da firma “Cheng Detective Agency”, que, neste caso, teve a colaboração de Claire Simpson, pela primeira vez contactando com a verdadeira realidade de miséria em que viviam os aldeãos que trabalhavam na firma do marido. E para os interesses escondidos em que se moviam os seus detentores.

(…)

“- A senhora expõe-me e eu exponho-a a si.” Disse Mrº Miller, o chefão do M16, para Claire Simpson, quando esta se dispunha a divulgar esses interesses conluiados.

(…)

 

No episódio seis a temática envolveu diretamente a sociedade secreta “Dragões Negros”.

Uma jovem, Hue Lin, neta do ancião do clã e irmã do atual chefe operacional, Kay Song, após dada como desaparecida e as consequentes preocupações dos interessados, foi localizada morta, a boiar num braço de rio.

Paralelamente, junto à porta da Agência, Dona Patrícia encontrou uma caixa de madeira, de transporte de mercadorias, contendo uma criança recém nascida, vivinha da costa.

Terão os dois factos algo em comum?!

(…)

Após Sam ter conhecimento pelo chefe da polícia, Amran, um funcionário chinês, que, apesar da sua condição de policial, sempre consegue ser prestável com Sam, de que a rapariga não morrera afogada, que a morte ocorrera antes, resultante de complicações de parto… os dois factos são ligados pelos detetives e todo um processo de investigação entrou em curso.

E, uma vez mais, a “nossa” “Agência de Detetives Cheng”, resolve o caso o mais satisfatoriamente possível.

(…)

Habitualmente, cada episódio enquadra-se num contexto cultural específico da Cidade e da narrativa e, neste, contextualizava-se em China Town, bairro dos chineses e numa sua festividade, o “Festival Chinês do Espírito Esfomeado”.

E uma criança jurou a pés juntos à sua mãe que vira esse “Espírito Esfomeado” na pessoa de Sam.

(Não admira, pois é mesmo esse ar que ele muitas vezes aparenta. Na cultura ocidental chamar-lhe-íamos “Alma Penada” / “Alma Perdida”!)

 

O episódio sete enquadra-se nas lutas políticas e partidárias, desta fase crucial de Singapura e no papel dos vários agentes e interesses envolvidos. (Não necessária, nem apenas ideológicos, mas também nesta perspetiva e nas lutas geoestratégicas subjacentes, pelo contolo de uma cidade charneira, num espaço em convulsão geopolítica internacional, em plena guerra fria. Confronto entre ideologias e interesses: económicos, financeiros, … envolvendo britânicos, americanos, australianos, russos, chineses, malaios...)

A luta dos independentistas, o papel dos sindicatos, a perseguição aos comunistas, …

 

Neste episódio reaparece o personagem do empresário chinês, do amor impossível pela dama da alta sociedade, James Lim, que pretende que a “Agência Cheng” encontre o irmão, o Professor Lim Chee Kit, acusado de ser o mandante de uma ação bombista, que apenas destruiu, simbolicamente, um brasão da Cidade e cujo efeito mais devastador foi o de ter impedido a ida ao cinema, do parzinho amoroso Conrad - agente da CIA e Sue Ling - agente de “Cheng Agency”.

(…)

Pelo meio vários nós se atam e se desatam, de amores e de amizades.

(…)

 

Aguardemos o episódio oito!

 

*******

 

No esquema central da narrativa, no respeitante ao enredo romanesco, perpassa o namoro entre Claire e Sam, tomando ela, no episódio seis, a decisão de abandonar o marido, para ir viver com Sam, com a sua concordância.

No episódio sete, deu conhecimento do facto ao marido, Frank Simpson, à entrada para uma das habituais festividades na Embaixada Americana (?).

Abandonou todas as suas mordomias, em troca de uma verdade sentimental, dirigindo-se para a casa do amante, Sam. Mal sabia ela, onde ele se encontrava.

Calcorreou o seu calvário, da casa de Sam, para a de Patrícia, da desta para o barco de Kang e do tugúrio deste, para outro ainda mais marginal. Nem mais nem menos, que um opiário, onde Sam jazia adormecido e entorpecido pela droga.

Veremos como ela e ele irão lidar com a nova realidade em que se  envolveram, passando da de amantes clandestinos para hipotético casal de noivos, a viverem à luz do dia e com as mordomias de Sam.

 

Outro romance que se foi delineando, muito timidamente, cheio de incertezas e dúvidas, foi o de Conrad, agente da CIA e Sue Ling, agente de “Cheng Detective Agency”.

No episódio sete essa concretização foi confirmada pelas partes envolvidas, personagens a quem e só a quem deveria interessar e deveria ser selada com uma ida ao cinema.  Deveria, digo eu, porque não chegou a ser…

Que esse namoro mal nasce e já está sentenciado pela ação e prepotência da agência de espionagem inglesa, M16, na pessoa de Mrº Miller

Que chantageia Conrad com o conhecimento comprovativo do passado estudantil falseado de Sue e as ações do jovem namorado, Conrad, para apagar esse passado forjado por um amigo despeitado da rapariga.

 

Veremos no que dá essa chantagem para que Conrad vigie a sua própria agência, CIA e dê informações ao M16!

 

Singapura, pela sua situação geográfica, pelo momento histórico que se vivia, pelos conflitos que no mundo se digladiavam na designada “guerra fria”, ocupava à data, no espaço e no tempo, uma posição de charneira, no contexto geo político, económico e financeiro e era, por isso, um ninho de vespas de espionagem e contra espionagem.

 

*******

 

Para finalizar, abordo a estrutura técnica da narrativa.

 

A sequência técnica da narrativa fílmica assenta sempre no mesmo esquema estrutural.

 

Inicia-se cada episódio com um resumo dos anteriores, apresentando excertos breves, pequenos trechos fundamentais, relevantes para o que será abordado e desenvolvido.

 

Em seguida, um brevíssimo prólogo do episódio a ser apresentado.

 

Posteriormente, surge  o “Genérico” da Série.

 

Inicia-se, então, o “Desenvolvimento” da narrativa do episódio em causa.

 

No final, deixam sempre um prenúncio do que surgirá em episódio posterior.

 

"Serangoon Road" (TV Serie)

Série Australiana – Singapuriana

RTP2 

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Série dramática, numa coprodução australiana – singapuriana: (ABC – Australian Broadcasting Corporation e HBO Asia – Home Box Office).

 

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A ação decorre em Singapura, onde também foram filmados, maioritariamente, os vários trechos. Data de 2013, englobando dez episódios previstos, uma temporada.

 

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O tempo da narrativa situa-se na primeira metade da década de sessenta, em 1964 (?), período conturbado daquela Cidade Estado, situado entre a proclamação das  respetivas “independências”: do Reino Unido e da Federação da Malásia. Saída da administração colonial inglesa, conflitos raciais: “race riots”, surgimento de movimentos comunistas…

Tempos tumultuosos, como aliás têm sido os do pós-guerra, por todo o mundo.

Auge da “guerra fria”, numa região charneira onde se digladiam os campos opostos.

Regiões que haviam sido ocupadas pelos japoneses na 2ª grande guerra, e como foi selvagem essa ocupação no Extremo Oriente (!) Personagens marcadas por essas experiências traumáticas.

 

Mas a série consegue ser otimista nos vários desfechos que foi tendo nos dois episódios que já decorreram.

Deste modo, a RTP2 mudou o rumo das séries, e fez bem em mudar; apresentando esta, ocorrendo no Extremo Oriente, numa zona nevrálgica de entrecruzamento de culturas: chinesa, malaia, indiana, javanesa, ocidental... Com um elenco também multicultural e multirracial.

(De qualquer modo, não posso deixar de questionar, melhor, interrogar-me, sobre esta mudança de “rumo” da RTP2, rendendo-se às grandes produtoras.)

 

Todavia, assim, dá lugar a novas panorâmicas e esta série apresenta-se bastante “luminosa”.

Isto é, algumas das últimas séries europeias,”Amber”, “A Fraude”,“Jordskot”, “A Mafiosa”, “1992”, a que se prevê, “Gomorra”, apresentam, a maioria delas, problemáticas bem realistas e muito importantes de nos mostrar, como denúncia deste atual mundo macabro em que vivemos, mas acabam por não nos dar quaisquer sinais de redenção possível.

Bem sabemos que essa é a Verdade! Mas, nos seriados, uma certa “ilusão” não deixa de embelezar um pouco a narrativa e torná-la mais aliciante e apelativa.

 

E esta série, “Serangoon Road”, traz algum otimismo no conteúdo. Digamos que é uma série “à moda antiga”.

O personagem principal é Sam Callaghan, ator Don Hany. Um “herói” australiano, defensor dos justos e lutando por ideais altruístas, ajudando os elos mais fracos. Tem uma firma de importação / exportação com um parceiro chinês, viciado no jogo, presa fácil nas teias das seitas de jogo chinesas.

Sam também está bem marcado pela sua experiência de vida, que em criança foi preso e torturado pelos ocupantes japoneses.

 

A estrutura global da narrativa gira à volta da morte de Winston Cheng, dono de uma Agência de Investigação, cujo presumível assassinato, a esposa, Patricia Cheng, atriz Joan Chen, quer investigar e descobrir as razões motivadoras, assumindo ela a direção da “Cheng Detective Agency”.

Os fios dessa pesquisa vão-se desenrolando gradualmente, episódio a episódio, mas como é apanágio nestes seriados, só será, supostamente, desvendada a verdade no derradeiro, o décimo. Pouco a pouco, vamos sabendo mais um pouco!

 

Sam Callaghan ajuda, de forma altruísta, a senhora Cheng. E esta o que pretende é que se faça Justiça. Friso esta afirmação, proferida pela senhora, uma chinesa muito bonita e serena. Este ideal é crucial, pois, contrariamente ao que se propala habitualmente nestas filmografias, ela não pretende vingança, mas sim Justiça!

Há uma diferença acentuada na mensagem subliminar.

 

Em cada episódio ocorre um caso particular que a Agência, em que além de Patrícia também trabalha uma sobrinha, Su Ling (?), procura resolver com a ajuda de Sam.

 

No 1º episódio livraram da morte um marinheiro americano, negro, que era acusado injustamente, por outros marinheiros, brancos, de outro ramo da armada americana, da morte de um colega branco, de quem ele era o melhor amigo.

Graças a Sam, ao seu colega da firma e à empresa de detetives, ele foi salvo da morte por afogamento a que os verdadeiros culpados o haviam destinado.

 

No 2º episódio, uma senhora chinesa que fora casada em Singapura, também com um chinês, até 1942, data da invasão japonesa, regressou da China, em 1964, à procura do marido que entretanto se casara com uma javanesa, de quem tinha uma filha.

Só neste parágrafo se vê a complexidade da narrativa que eu estou a simplificar.

Cabe explicar que à senhora, na sequência da invasão pelos nipónicos, o marido enviou-a para a China, para junto dos pais, na expetativa de a poupar das atrocidades dos invasores. Entretanto a guerra acabou em 1945, a China, sujeita às mudanças ocorridas, fechou as fronteiras e a senhora ficou lá retida, só tendo conseguido fugir quase vinte anos depois.

Ao regressar de barco a Singapura e a salto, como se costuma dizer e literalmente falando, a senhora deparou-se com muitos obstáculos que, mais uma vez, Sam e a sua equipa conseguiram resolver a contento e de forma positiva.

 

E deprende-se ser esta a característica do enredo da série.

Vão surgindo situações mais ou menos complexas em cada episódio, que vão sendo resolvidas positivamente, enquanto aos poucos, também se vai destrinçando o enredo fundamental.

 

Resta dizer que o “Herói”, como qualquer um que se preze, também tem uma namorada, melhor, “um caso”, com uma senhora casada, Claire Simpson, não sei ainda se inglesa se americana, esposa de Frank Simpson, negociante, que se ausenta frequentemente em viagens.

Oportunidades para Sam e Claire irem pondo o amor em dia, que, afinal, moram na mesma Rua, Serangoon Road, que intitula o seriado e que fica entre “Little India”, bairro de indianos e “Kallang”, bairro residencial. Como eles se irão desenvencilhando deste novelo, veremos…

 

Panoramic_view_of_Serangoon_Road,_Little_India,_Si

 

Nos subterrâneos da narrativa e da vida da cidade e da rua, uma seita de chineses, “O Dragão Vermelho”, numa estrutura de clã, que controla o jogo e os “negócios”, naquela parte da Cidade.

 

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Ainda ligado ao campo das investigações, noutra perspetiva, mas também colaborando, encontramos Macca, ator Tony Martin, jornalista australiano, amigo de Sam, ajudando-se mutuamente, trocando favores recíprocos.

 

Naquele espaço e contexto temporal, não pode faltar um agente da CIA, Conrad Harrison, ator Michael Dorman, jovem agente que, além das investigações inerentes ao seu cargo, também investiga sobre a possibilidade de arrastar a asa à sobrinha de Patricia Cheng, cujo nome ainda não tenho a certeza.

 

E tendo sido Singapura uma peça imprescindível do “British Empire”, e recentemente independente, não podem faltar os representantes de Sua Majestade, arrumando as malas, de regresso a casa.

 

E, por agora, é o que posso perorar sobre a narrativa da série.

Já há muito tempo que não escrevia sobre séries, ainda pensei escrever sobre “1992”, mas preguicei.

Recomecei com esta nova, que só ainda decorreram dois episódios. Que acho divertida de acompanhar. E apetece-me, e faz bem, seguir uma temática assim um pouco mais ligeira do que tem sido habitual nos últimos tempos.

 

Acompanhe-me também nestas narrações, se faz favor!

(As imagens têm registadas as respetivas fontes. As dos bairros são atuais, não são da época. Se quiser ver algo da época, faça favor de consultar este vídeo. Obrigado pela sua atenção e paciência.)

 

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/serangoon-road-tv-serie-episodios-8 e 9

 http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/serangoon-road-tv-serie-10 episodio

O Reino Unido pondera a possibilidade de sair da União Europeia!

Reino Unido: Europa – Sim / Não

map of United Kingdom in google maps.png

 

Esta tem sido uma informação recentemente veiculada pela Comunicação Social, referindo nomeadamente que esta situação será colocada como referendo ao povo britânico, a 23 de Junho, deste ano de 2016.

 

Referem também que o 1º Ministro britânico, David Cameron, conseguiu um “acordo com os 27 parceiros europeus que garante ao país um estatuto especial dentro da União” no sentido de reforçar essa permanência. Também têm sido mencionados alguns dos “notáveis” britânicos que defendem essa saída, nomeadamente membros do governo atual, contrariamente à posição do 1º Ministro britânico, que defende a permanência na União.

Esta situação suscita muitas questões, algumas colocadas nos media.

 

Sobre o Acordo...

Este refere-se fundamentalmente a questões de funcionamento interno no Reino Unido ou também na forma como esse Estado se relaciona com os outros Estados, no contexto da União?

E favorece esse Estado e desfavorece os outros? Ou mantem-nos todos em pé de igualdade?

E foi “negociado” com todos os outros 27 Estados membros ou preferencialmente apenas com os “principais”?

 

Sobre o Reino Unido:

Será que o Reino Unido alguma vez esteve de “alma e coração” na União Europeia?!

Note-se que este Estado/País não aderiu nem à Zona Euro, a moeda continua sendo a libra esterlina, nem integra o Espaço Schengen.

 

Aliás, o Reino Unido, globalmente sempre se terá considerado um pouco além da Europa, diga-se do Continente, já que sempre se consideraram como as “Ilhas”.

 

Quando se fala de Reino Unido temos que esclarecer que este é o termo para designar o Estado constituído pela Inglaterra, Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte e mais umas quantas Ilhas no Mar do Norte e no Canal da Mancha, com estatuto especial.

Que no que respeita a este Estado há sempre muitas particularidades, nomeadamente o facto de ser uma monarquia, o que desde logo determina haver questões do Estado e questões da Coroa. Mesmo territorialmente!

E ainda vários territórios ultramarinos, espalhados pelo Mundo, resquícios do famoso Império Britânico, British Empire, como sejam as Ilhas Malvinas / Falkland Islands, Gibraltar, etc, etc, são mais de uma dezena, que esse Império se espalhava por todos os Continentes e Oceanos.

 

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E este é um dos aspetos que sempre ressalta, quando se fala deste Estado/Reino.

Senhor de um Império assente no domínio dos mares e com territórios nos cinco continentes, que foi iniciado com Isabel I, na segunda metade do século XVI, se estruturou no século XVII e consolidou no século XVIII, tornando-se hegemónico no século XIX, ainda preponderante na primeira metade do século XX, mas que se extinguiu após a II Grande Guerra, com a independência das várias colónias na Ásia e na África.

Ficaram contudo múltiplos territórios espalhados pelos cinco continentes, como “remanescentes” desse Império, e que fazem parte desse Reino Unido.

Ficou também a organização intergovernamental designada “Commonwealth” que engloba 53 estados independentes como países membros, na quase totalidade pertencentes ao antigo Império.

E essa matriz identitária de detentores e integrantes de um Império tem condicionado a visão britânica do Mundo, no contexto da sua relação com outros Estados e Povos.

 

Estado possuidor de um grande poderio económico e financeiro, ainda atualmente. A “City” é o maior centro financeiro da Europa.

O Reino Unido sempre sentiu que contribuiria talvez demais para a Comunidade e pouco ganharia em troca.

Contudo gostaria de realçar um facto, que li há alguns anos, sobre a questão das verbas obtidas pelos agricultores europeus, na sequência das medidas de financiamento à agricultura, atribuídas à data em função das áreas dos terrenos.

Pois sabem quem era a Personalidade na Europa que mais recebia segundo esse critério?!

Pois, precisamente, a Rainha de Inglaterra!

 

E penso que estes têm sido alguns dos aspetos que, à partida, e de algum modo funcionando como marcos e preconceitos identitários, têm definido a adesão do Reino Unido, primeiro à Comunidade Europeia, 1973, e, posteriormente, à integração, sempre limitada e condicionada, na União.

 

Para além destes aspetos, ressalto também as idiossincrasias próprias dos britânicos. Circulação rodoviária pela esquerda, adesão tardia ao sistema decimal, tanto no dinheiro, como nas medidas e pesos, sistema métrico. Penso que a aceitação do sistema decimal terá sido na sequência da adesão à CEE, já na década de setenta do século XX.

 

Muitos destes aspetos são de natureza essencialmente cultural, mas condicionantes do relacionamento britânico com os europeus do Continente.

 

Como se diz em linguagem corrente, “sempre com um pé dentro e outro fora”.

 

(Que existem outros contextos em que os britânicos gostam de usufruir de estatutos especiais. Veja-se no futebol, não sei se em todos os desportos. Os britânicos têm representações da Inglaterra, da Escócia, do País de Gales, da Irlanda do Norte. Não sei se também das Ilhas de Jersey e de Guernsey!

Imaginam a Espanha a ter representações da Catalunha, do País Basco? ... Das Ilhas Baleares... Era um bailado flamenco!)

 

Atualmente com as “Crises” instaladas, o melhor será abandonar o barco?! ...

(Reporto-me especificamente à “Crise financeira e económica” e nomeadamente à “Crise dos Refugiados”.)

 

Mas gostaria de questionar:

Qual o papel que o Reino Unido terá tido no despoletar dessas mesmas Crises?

 

No respeitante à “Crise Financeira”, qual o desempenho que terão tido os decisores e “manipuladores de decisões”, sejam eles Bancos ou “Agências do que quer que seja”, instalados na sua “City”?!

 

No referente aos milhares e milhares de Refugiados, fugindo às Guerras do Médio Oriente.

 

Que papel terá tido o Reino Unido, primeiro, enquanto potência imperial, na sequência da I Grande Guerra (1914 – 18), na forma como, juntamente com a França, potências vencedoras, “dividiram” entre si o Médio Oriente em zonas de influência, criando Estados desconectados da realidade cultural da região, sem respeitarem o anseio de povos e nações culturalmente autónomas?

Basta atentar-se nas fronteiras desses Estados e reparar como foram traçadas “a régua e esquadro”. (Aliás, o mesmo se verifica em África, frise-se.)

 

Em segundo lugar, e após o finalizar da II Grande Guerra (1939 – 1945), o modo como essa região continuou a ser determinada e estruturada territorialmente pelas potências vencedoras, neste caso já não apenas as mencionadas, mas igualmente os E.U.A. e a U.R.S.S.?

 

E qual o papel das empresas petrolíferas e financeiras, a elas interligadas, em todas as contínuas Guerras travadas na região, desde então?

 

E qual o papel do Reino Unido na invasão do Iraque, em 2003, na busca das célebres armas químicas, ao tempo de Tony Blair?

 

Todas estas situações e decisões e mais as que desconheço e/ou não refiro e omito, estão na base da constante e contínua instabilidade do Médio Oriente. Agravadas nestes últimos anos pela Guerra na Síria, que é paradigmática sob todos estes aspetos.

 

 E que papel do Reino Unido em todas estas situações? Repito!

 

Tantas perguntas... Tantas questões... Tantas dúvidas... E tão incompleta esta análise...

(Dir-se-á que nesta minha limitada análise também perpassam alguns preconceitos sobre os “britânicos/ingleses”. Talvez... Talvez um dia escreva sobre isso...)

 

E ainda...

 

E, se o Reino Unido decidir democraticamente, através da auscultação dos seus “súbditos”, deixar de pertencer à União Europeia, que consequências daí advirão? Nomeada e especialmente para a União Europeia.

 

E ainda outra questão.

 

E independentemente dessa saída ou qualquer outra entrada, a União Europeia, a Europa Unida, sob este modelo vigente ou outro, é uma realidade com prazo de validade? Mais ou menos curto?!

É uma estrutura organizativa que, mais tarde ou mais cedo, se “desmoronará”?

Ou, apesar de todas as contrariedades, este modelo de organização e estruturação da EUROPA continuará vigente ainda por várias gerações?

 

Penso que, infelizmente, a situação de “desmoronamento” será a que ocorrerá, mais tarde ou mais cedo. Embora não seja esta a situação que eu desejaria que acontecesse. No Mundo existem espaços territoriais tão ou mais vastos que a Europa que constituem Estados únicos, caso precisamente dos Estados Unidos (E.U.A./U.S.A.) e, ainda mais paradigmático, a China, em que para além da extensão territorial tem uma enorme diversidade cultural (racial, étnica, religiosa, linguística,...). Mas forma uma unidade de Estado, há séculos! A Índia também.

 

E termino, por hoje, estas minhas reflexões, “extraordinárias”, neste dia também extraordinário: 29 de Fevereiro, de 2016. Ano bissexto. Ano de Jogos Olímpicos!

No Rio de Janeiro, Brasil, também um Estado Federal, de grande extensão territorial e grande diversidade cultural, embora com uma matriz quase única na Língua, aliás como os E. U. A. / U.S.A.

 

europa in pt.wikipedia.org..jpg

 

É claro que tenho plena consciência que, na Europa há muitas, muitas outras questões que nos separam.

Lembremos que os Povos Europeus têm passado os últimos dois mil anos em constantes e permanentes guerras entre si!

E Visionários e Idealistas como os Políticos Sábios que delinearam e iniciaram a “Construção Europeia já não existem.

Atualmente apenas conta o Deve e o Haver!

E, nestas coisas de dinheiro, mesmo os irmãos mais irmãos...

Veja também S.F.F.

RTP 2 - “Maravilha das Maravilhas”

"A História da Pena"

ou

"Quando as Galinhas tinham dentes!"

 

Torno a debruçar-me sobre Programas da RTP2.

 

Conforme referi em RTP 2 - "Maravilha das Maravilhas" ..., vi o episódio do Documentário (ou série documental?), supracitado.

Julgo ser uma série sul coreana, da EBS.

 

Obrigatório de ver! Para quem aprecia estas temáticas e gosta de aprender, claro.

O episódio de ontem, domingo, após a campanha eleitoral, pouco depois das 22h, tratou da “História da Pena”.

Não do Palácio da Pena, que também é uma jóia imperdível.

 

Archaeopteryx (Feather) In wikipedia.jpg

 

Não viu? Foi pena!

 

Poderia designar-se este episódio como “A História Maravilhosa das Aves”. Ou então “No tempo em que as Galinhas tinham dentes!

Porque faz jus ao sentido deste provérbio.

A propósito, qual será a origem deste provérbio? Chinesa?

 

Archaeopteryx lithographica (Berlin) In wikipedia.

 

Questiona muitos aspetos sobre o que julgamos saber sobre os dinossauros. Uma das questões que levanta, é a de que os dinossauros tenham sido completamente extintos há 65 milhões de anos, quando ocorreu o acontecimento impactante na Terra, que levou à extinção dos dinossauros e de outras muitas espécies de vida no nosso Planeta.

Que não, os dinossauros não se extinguiram todos, eles voam por aí, que as aves são o resultado de milhões de anos de gerações evolutivas, a partir de dinossauros voadores, que já existiam milhões de anos antes desse acontecimento catastrófico.

E que sobreviveram, precisamente, porque tinham penas, asas, e podiam voar!

 

Archaeopteryx lithographica  In wikipedia.jpg

 

Impactante, não?

 

Antes de tudo o mais, sendo verídica esta teoria (?), como tudo indica que sim, desde logo o nome atribuído aos “dinossauros”, pelo menos aos “voadores”, estará posto em causa, ou não?!

 

"A história da pena"

 

P.S. - Ainda penso escrever sobre "A Família Krupp"!

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