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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Raposa no Galinheiro!

Uma Fábula Interativa

Ou seja

Palavras interditas, que podem e devem ser ditas.

(Mas que aqui não são escritas.)

 

*orra!... Chi**!

 

Que ponham no galinheiro

Raposa a guardar dinheiro…

Para que nós – Tu e Eu

Paguemos

Galinhas que ela comeu…

E que nos danemos…!

 

Não é justo nem leal

O que se passa em Portugal!

 

Bem se podem desdizer

Ou até contradizer…

E mesmo reclamar

Uns p´rós outros empurrar

E, inclusive, se olvidar…

 

São todos responsáveis!

Mas que tudo, execráveis!

 

Os que lá estiveram e passaram

E por lá se amesendaram.

 

Que nos pilhem cada mês

Uma galinha pedrês

Através de comissão…

É pecado sem perdão!

 

E quem diz… *orra! Diz… Chi**!

 

(E não digo mais palavrão

Só por boa Educação!)

 

É de uma injustiça atroz

Que tenhamos que ser nós

Os pagantes

Das raposas pilhantes!

 

É caso para dizer…

 

Palavras interditas

Que podem e devem ser ditas!

 

*******

 

 

Este texto faz parte do conjunto das “narrativas em verso” que venho escrevendo mais acentuadamente desde 2017, sobre problemáticas que nos afetam. Mas que já anteriormente escrevia. Umas vezes de forma rimada, outras não. Veio sendo escrito desde Janeiro, era para já ter sido publicado, mas só agora foi possível.

As palavras interditas ainda não são explicitadas. Continuam as **! Um dia… quem sabe!

É interativo. Porque pressupõe a colaboração do “público – alvo”, a repetir algumas palavras, como se de um coro se tratasse. Não são as palavras em **. Já foi ensaiado uma vez na SCALA – Almada.

É imperioso e urgente continuar a ser dito!

Crónica salteada de Descontentamentos! (Vem aí o Verão!)

Notícias Cá do Burgo: “Raposas no Galinheiro”! Excesso de Velocidade – Prevenção Incêndios – Medicina! Centrais Biomassa – Politiquices! Futebolices!

 

Comecei a crónica sem saber como a batizar. Vários temas, de algum modo relacionados com a última crónica e a situação de Portugal. Vai daí, ficaram todos os supracitados sobrenomes!

 

As raposas no galinheiro! Surpreso/a?! Será o tema de um futuro e próximo post, em poesia, que já era para ter acontecido. (Uma fábula interativa!). Cáfilas de raposas têm assaltado sistematicamente os galinheiros, nomeadamente o principal. Quando postas perante a verdade, negam, olvidam-se, gozam com o pagode, riem-se na cara dos inquiridores, não têm nada a ver com o assunto. Não comeram, nem deram a comer quaisquer galinhas… Fazem de nós papalvos, trouxas! Nós, que pagamos as galinhas que eles, raposões, comeram!

 

Noticiaram recentemente um maior controle na velocidade excessiva nas autoestradas. Certo! E nas ruas das nossas localidades?! É muito mais imperioso e urgente. O pessoal circula a velocidades e com tanta falta de cuidado, que se não acontecem mais acidentes, só por sorte do Destino. Atravessar as passadeiras é um verdadeiro exercício de fuga ao atropelamento. Todos os dias algum condutor ultrapassa a passadeira em alta velocidade, enquanto o peão segue na outra faixa! É urgente, controle e penalização do excesso de velocidade nas ruas. Nas nossas ruas!

 

Prevenção de incêndios. Estão as limpezas todas feitas. Dizem-nos e propagandeiam. Será?! É só olhar com olhos de ver! Dentro das nossas próprias cidades existem espaços em locais bem movimentados, bem emblemáticos, à vista de todos, em que as limpezas foram esquecidas. Nas próprias autoestradas, nas bermas, frise-se, pinheirais…! Eucaliptais não respeitando as distâncias mínimas de segurança, pelas estradas desse país. É só olhar e ver! Até nos locais dos grandes incêndios de 2017! Prevenção!

 

Noticiam a falta de médicos, nos mais diversos hospitais. Dos mais diversos profissionais de saúde, mesmo técnicos auxiliares. Os turnos de 24 horas dos médicos nas urgências (vinte e quatro horas!!!). E sobrecargas de trabalho nos centros de saúde, especialmente nas grandes cidades. O que é verdade. Basta observar!

Simultaneamente noticiam que mil alunos de Medicina não conseguirão acesso à especialidade?! Será?! Porque será assim?! Não haverá aí uma grande contradição?! Saúde!

 

Noticiou, o Senhor Ministro da tutela, a implementação de centrais produção de energia, a partir da biomassa. Localizadas em zonas do Interior. São fundamentais! Para recolha e valorização de todos os inertes das limpezas. Para quando?! (Equacionar as poluições, acentue-se.)

Andam sempre a investir em Lisboa e Porto…

(Novo Hospital Central localizado em Lisboa para quê?! Por ex. Palmela, em zona de acesso à autoestrada e ao comboio. E porque não?!)

 

E a compra do SIRESP?! (...?!)

 

E as habituais bombas desta época: os milhões das vendas, vendas (!!!) dos futebolistas. Este ano é um João Félix. Há poucas anos foi um Renato Sanches. Lembra-se?! Isto é só para entreter o pagode, quando o futebol está no defeso. Vendem-se! Compram-se! Tudo mercadorias de alto preço. O futebol, atualmente, é um verdadeiro engodo, ilusão, “ópio” do povo! Que é o povo que o sustenta, que o compra, diga-se! Até enjoa tanto futebol!

Chocam os factos em si, e os valores das transações. Compras… Vendas!

 

Que raio de País, de Mundo é este?!

 

Lixo… Lixo… Lixo!

Este País está a tornar-se um país de *****!

 

Este é um assunto que já abordei no blogue várias vezes. O lixo espalhado por esse Portugal. Por tudo quanto é sítio. Nas ruas das cidades (Almada, ah! Almada…), nas mais diversas cidades, nos campos, nas praias, nos mares… nas bermas das estradas e autoestradas, nos campus onde se realizam eventos das mais diversas naturezas. Nos leitos dos rios e ribeiras… nas florestas, nos matos… Amontoam-se, espalham-se, quilos e quilos de lixos de todas as naturezas, por todos os lugares e sítios!

Papéis e papelões, fraldas, sacos de plástico, garrafas de plástico, de vidro, latas de cervejas e refrigerantes… beatas de cigarro, beatas… restos de roupas e calçado, detritos industriais, despejos de obras… dejetos de cães, líquidos e sólidos, por passeios, parques, relvados, urinóis nas esquinas, nas soleiras das portas, nos carros, nos equipamentos públicos. Uma verdadeira porcaria. E digo porcaria, que podia ou devia dizer m****, c********! Mas ainda não é desta que solto os substantivos no vernáculo!

 

Este País está a transformar-se num país de lixo. Num país de m****!

 

Que fazer?!

Antes de mais, o papel de cada um: mudanças comportamentais dos cidadãos. É imperioso e urgente que cada pessoa, sujeito, ser humano, homem, mulher, velhos e novos, jovens e menos jovens, tomem atitudes de cidadania, no respeitante aos lixos, a todos os lixos.

 

Ações de limpeza, pelos poderes públicos, nomeadamente por parte de quem exerce essas funções dia a dia, também tem que ser mais eficaz. Os profissionais do ramo exercem uma função importantíssima no contexto da Sociedade, devem exercê-la com brio e eficácia. Como todo e qualquer profissional em qualquer contexto.

Quem manda, pode! E deve exigir, de quem faz, um bom trabalho! Tem esse direito e esse dever.

 

Algumas medidas previstas são de imprescindível implementação. As embalagens retornáveis, com indexação de uma tara, talvez seja medida eficaz. A substituição de sacos e embalagens de plástico por outros materiais. (Vidro para embalagens, tecido para sacos.)

A medida proposta por um partido sobre as beatas não é desinteressante. Há Países em que essas regras são obrigatórias e sujeitas a coimas elevadas. (Cá, os poderes públicos temem medidas que alterem hábitos arreigados.

A atitude de quem fuma e simplesmente atira beatas, por vezes acesas, para bermas de autoestradas, em pleno verão de altas temperaturas… só observando os efeitos que tem!)

 

A fiscalização é sempre necessária, imprescindível, mas se cada Pessoa não tiver uma ação devida como Cidadão…

E para que serve tanta  publicidade, no correio, em tanto papel, com tantas tintas perigosas?

E os outdoors? Fora de portas. Fora tanta publicidade em tantos painéis. (…   …)

 

Ele há tanto a fazer neste plano.

Promovem-se ações interessantes: Limpeza de praias. Importante. Importantíssimo. Mas tudo se passa a jusante. Importa também limpar logo na origem, a montante. Na proveniência. E quem vai para praias ou outros eventos coletivos deve prever sempre a recolha dos lixos que produziu.

Manifestações de jovens pelas problemáticas ambientais. Pertinentes. E como deixam os espaços após a realização dos eventos? (Questão tanto para jovens como para menos jovens, frise-se!)

Umas fotos davam jeito? Pois davam! Mas nada melhor que o/a Caro/a Leitor/a observar à sua volta e constatar esta triste realidade, no seu dia-a-dia. Que é demasiado comum em Portugal!

E o Chalet… ali ao pé!

Poesia e Arte – SCALA – Almada / Cova da Piedade

 

Chalet. Cova Piedade. Foto Original. 20181212. jpg

 

Volto ao blogue! E à frequência das atividades de Poesia! No passado mês, faltei a quase todas as atividades poéticas. Neste, pelo menos já consegui frequentar duas atividades da SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.

Atividades integradas em “Almada com vida”, em que “A SCALA participa e faz parte da organização deste acontecimento.”

 

Dia 6 - 5ª feira, na “Associação Almada Mundo” - Av. Capitães de Abril, Cova da Piedade, entre outras atividades a que não assisti, houve “Dizer Poesia”. E quem disse?! João Franco, um poema de Fernando Pessoa; Maria Gertrudes Novais “Aprender a crescer”, de sua autoria e este cronista: “Selfie  – Selfish”! É sempre um enorme prazer participar na divulgação de Poesia, em camaradagem com os Poetas, Poetisas, Dizedores, da SCALA. Tenho dito! E é sempre importantíssima a divulgação da Poesia. E, neste campo, que é o que melhor conheço, porque mais me toca, mas também noutros, a SCALA desenvolve um excelente trabalho. Friso!

 

Dia 7 – 6ª feira – Jardim da Cova da Piedade – Coreto: Poesia e Arte, Dança e Música. Parceria entre a USALMA e a SCALA.

 

Poesia, por Poetas da USALMA e da SCALA.

Rosa Lage – “Almada já és cidade”, de sua autoria.

Luís Alves – “Camões” e “Entre o tudo e o nada”, de sua autoria e “Toada de Portalegre”, José Régio.

Maria Gertrudes Novais – “Planície” e “Caminhada”, de sua autoria.

João Franco – “Cântico Negro”, José Régio e “Sou português aqui”, José Fanha.

 

Este cronista não participou, como previamente dera conhecimento. Mas fiz questão de estar presente, solidarizando-me com os valentes e destemidos que ousam “Dizer Poesia” na Rua!

Não sou especialmente adepto de dizer poesia na rua. Acho que há demasiados “ruídos” no processo de comunicação. (Já a 21 de Março, em Portalegre, participei no evento de “Momentos de Poesia, evocando José Régio, pelas ruas da cidade que o Poeta calcorreou, mas não disse poesia na rua. Disse, mas nos Cafés: Central e José Régio”, evocando o Poeta.)

Mas acho importante fazer a divulgação da Poesia! E o que penso não desvaloriza a ação, nem da SCALA nem dos Poetas! Muitíssimo pelo contrário! Reconheço-lhes o valor e o mérito e felicito-os pela iniciativa e participação. E, por demais, Obrigado, porque estou sempre aprendendo com outros Poetas e Poetisas!

 

Da USALMA, também houve atuação das Danças do Mundo, do Rancho e do Grupo de Concertinas.

E que bonitas foram as danças e o toque das concertinas!

E que bonita é a cooperação entre várias Entidades, Associações, Grupos Culturais de Almada!

Parabéns à SCALA, à Associação Almada Mundo, à USALMA!

 

Todas estas ações decorreram enquadradas numa feira, digamos de “antiguidades / vintage”, que acontece semanalmente no espaço referido.

Chalet Cova Piedade DAPL 2014.jpg

 

E as fotos do “Chalet”: A primeira, como está atualmente. Foto de 2018. A segunda, de 2014. Apresentei esta foto no blogue em dois posts anteriores: 07/06/2015 e 14/01/2016.

(A conclusão das obras do “Chalet” terá ocorrido em 2018, atual vereação, mas o seu início e tudo o que lhes é concernente, provem da vereação anterior. Atualmente, segundo me informaram, funcionam aí serviços da Presidência! Ironias do Destino! Dia 24 – Feriado Municipal estará aberto ao público!)

 

Eleições Europeias: 2019 - Maio - 26 (Rescaldo!)

Conversas de Francisco (II)

 

Destacar o valor elevado da abstenção em Portugal: 68,63% - Participação: 31,01%!

Portugal teve a 6ª mais baixa participação percentual de votantes. (Valores absolutos: 3.312.698 votantes, em 10.560.372 inscritos!)

(Resulta que se as percentagens fossem calculadas face ao número de inscritos e não sobre o nº de votantes, os valores percentuais obtidos por cada partido seriam substancialmente menores. Eram reduzidos sensivelmente a um terço!

Sim! Porque abster-se é também uma forma de votar. Não Votando!)

 

Mais baixa participação percentual: Eslováquia, Eslovénia, República Checa, Croácia, e Bulgária. Curiosamente, todos países da antiga “Cortina de Ferro”.

Com as taxas mais elevadas de participação: Bélgica e Luxemburgo, acima de 80% (voto obrigatório) e Malta (72%).

Portugal elegeu 21 deputados num total de 751 eurodeputados! Quase uma gota de água no oceano global do Parlamento Europeu.

 

Como melhorar a participação cívica dos portugueses?

 

Uma mudança da postura dos partidos é de todo conveniente.

Maior enfoque na problemática europeia e menos nas questões nacionais.

Mas fazerem entender como a Europa é determinante nas políticas nacionais.

Colocarem completamente de parte as questiúnculas partidárias sem qualquer sentido, nestas e em quaisquer outras eleições.

Apresentarem uma maior coesão interpartidária nacional. Sim! Porque vinte e um (21), em setecentos e cinquenta e um (751), é um verdadeiro 31!

Fazerem entender que a participação é relevante e determinante nas futuras escolhas e decisões da União.

Abordarem as questões fundamentais na coesão europeia, na importância dessa União Europeia, os Valores fundamentais da Europa, em que a PAZ e a sua salvaguarda é primordial!

A importância da Solidariedade, a construção de uma Europa Social. A promoção da Dignidade Humana, de uma Cidadania ativa. A estruturação de uma Europa ao serviço das Pessoas e não do Dinheiro!

A imprescindibilidade da livre circulação de Pessoas, Bens, Serviços, Capitais.

A relevância dos problemas ambientais, das alterações climáticas.

A importância da Europa Unida, face a outros blocos económicos e políticos: EUA, Rússia, China.

O consequente distanciamento dos partidos portugueses face nomeadamente a estes blocos é imprescindível. E, de facto, alguns partidos não fazem essa distanciação suficientemente clara face a alguns desses blocos.

 

(Não falo nas “jogadas” subjacentes às escolhas ou não escolhas dos vários candidatos nos vários partidos.

Será de todo conveniente que essas escolhas sejam mais transparentes, menos de compadrios e amizades, menos de favorecimentos pessoais, mais no interesse de Portugal, menos no interesse específico do partido, para que seja possível acreditar que vale a pena ir votar!

Mas isto é como “chover no molhado”’?!

Será?!

Ainda quero acreditar que não seja!)

E, refletindo, pondo a mão na consciência, vale a pena andarem a lançar foguetes ao ar?!

 

E, já agora… Mas que contradança é aquela dos ingleses?! Não atam nem desatam… E ainda foram eleger deputados, para quê, se se vão embora?!

Uma verdadeira vergonha!

Querem sair, mas ficar, com todos os benefícios do ficar! Brexit and Remain!

Não faz sentido uma Inglaterra fora da União. E digo Inglaterra propositadamente, porque foi essa nação, não sei se estado, que fundamentalmente votou sair, “Brexit”!

 

As minhas conversas dão sempre pano para mangas! E ainda me fica para falar da Eurovisão. E do Futebol!

 

Conversas de Francisco (I)

“XICO TALKS – 2ª Edição”

 

No âmbito das atividades desenvolvidas no contexto da Exposição “Time Capsule”, organização de Agrupamento de Escolas Francisco Simões - Almada, Curso Profissional de Técnico de Multimédia, e sediada na Oficina de Cultura, realizou-se dia seis, sábado, uma conferência, batizada “Xico Talks”, já numa 2ª edição.

 

Temática genérica: como é que cada conferencista a partir do presente e com base na sua formação sócio- profissional, académica, experiência e visão pessoal da realidade se projeta e especula sobre o futuro daqui a vinte e cinco anos.

Excelentes conferencistas, que num discurso marcado e impregnado do conhecimento, saber, sabedoria; determinados pela sua formação / formações, científicas, técnicas, humanas, nos apresentaram as suas visões, perspetivas sobre esse(s) hipotético(s) futuro(s) - sempre assentes no presente das suas próprias vivências e experiências, partindo do particular para o geral, numa perspetiva alargada de Conhecimento. Com discurso acessível e apelativo, em narrativas compreensíveis à maioria dos circunstantes e presentes. (Digo eu!)

 

A Exposição estruturava-se em dez “instalações”, a saber: “Time Capsule”, “Tão Perto & Longe”, “Corpus Keramikós”, “ Loja Euro”, “Ceci n’est pas une…”,  “Loki”, “Era uma vez a Entropia”, “Mateus 6:34”, “Lápis azul insciente”, “Filhos de Mandelbrot”.

Teria sido interessante que tivesse visitado a Exposição… que não vou poder descrever cada uma das instalações. A Organização produziu uma brochura A4, em português e inglês, explicativa. Talvez disponham de algum exemplar…

 

Também era proposto aos visitantes que num postal, destinado para o efeito, descrevessem as suas projeções sobre o futuro ou as suas perceções sobre o presente, de modo a serem hipoteticamente lidas no futuro, daqui a 25 anos, em 2044.

Esses postais terão sido colocados na cápsula, juntamente com os diversos registos da Exposição, em diferentes suportes comunicacionais. Não assisti a esta parte do evento no domingo, conforme era previsto, que não se realizou, pelo menos enquanto estive, até ao comensal. Ter-se-á concretizado hoje, 2ª feira, dia oito!

 

E o que é que deixei para a posteridade?!

Poesia! “O Menino / o Futuro morre na praia!”; “Meu amor do facebook” e “Selfie!”.

Lendo os poemas percebe-se o sentido dessa documentação. Daqui a 25 anos, como serão equacionadas, perspetivadas estas situações explanadas nos poemas?

A questão dos refugiados / migrantes como terá sido resolvida?! Haverá facebook? E telemóveis? E selfies?! E os blogues?! E os computadores?! Como se processará a comunicação?! E o Amor?! (… … ??!!) E as guerras terão acabado?!

 

E a propósito de Francisco… e dos refugiados… O atualmente mais importante Francisco à face da Terra, acho eu, disse há dias, que a Europa, suponho que de Leste a Oeste e os Estados Unidos da América são os principais culpados dos milhares de mortes inocentes que ocorrem "em países de guerra, como é o caso da Síria, Yemen, Afeganistão". Porque são os produtores de armas, fornecedores e distribuidores, vendedores do armamento que alimenta essas disputas, na maioria sem sentido!

O que é inteiramente verdade, ainda que não totalmente. Que vários países desse espaço geográfico, as várias potências regionais da zona, são tão igualmente responsáveis por essas guerras. Os dirigentes desses mesmos países, os “senhores da guerra”, o dinheiro que alimenta as fábricas, os negócios… as guerras, e que muitas vezes tem origens completamente insuspeitadas!

Mas é muitíssimo importante que Francisco I, Papa, diga e frise essas denúncias perante o Mundo!

Cápsula do Tempo – Oficina de Cultura – Almada

“Time Capsule”

Agrupamento de Escolas Francisco Simões

Curso Profissional de Técnico de Multimédia

 

“Uma Cápsula do Tempo é um recipiente especialmente preparado para armazenar objetos ou informações com o objetivo que eles possam ser encontrados pelas gerações futuras. Tal expressão começou a ser utilizada a partir de 1937.” In. Wikipédia.

 

Terminou ontem, domingo dia sete, a Exposição “Time Capsule” na Oficina de Cultura, em Almada. Uma das muito excelentes exposições ocorridas neste espaço cultural da Cidade. Esta, até ao momento, a Exposição mais visitada neste ano.

No encerramento, muita gente, muitos alunos e pais, professores e outras personalidades.

Encerrada a exposição, mas não a cápsula nem o respetivo enterramento, que não havia técnicos da Câmara para a realização dessas tarefas, que era domingo, à noite, fora dos respetivos horários... Essas tarefas terão ocorrido hoje, 2ª feira, não sei a que horas que, ontem, o coordenador, Professor Américo Jones, a alma – mater deste evento cultural, ainda não sabia.

 

A Exposição de Multimédia, englobada em “Março à Solta – 2019”, realizada de 22 de Março a 7 de Abril, tem a sua génese e construção a partir do Agrupamento de Escolas Francisco Simões – Curso Profissional de Técnico de Multimédia, integrante do trabalho desenvolvido por Alunos e Professores, no âmbito das atividades e funcionamento dos Cursos Profissionais e especificamente, do citado Curso.

Na finalização, entre várias personalidades presentes, vários participantes de algumas das atividades de dias anteriores da Expo. E, peculiaridade desta Escola, houve a presença do respetivo Patrono: o escultor Francisco Simões. Nem mais nem por menos! Que Escola poderá presenciar António Gedeão, Elias Garcia, Romeu Correia, Alexandre Castanheira, Cristóvão Falcão, Mouzinho da Silveira, Pedro Nunes; São Lourenço (?!)… Sem falarmos em José Régio, este, perfazendo cinquenta anos de falecido, e premente de ser lembrado, evocado, comemorado!

Pois, neste encerramento, também lugar à degustação de bolos e acepipes, confecionados por alunos e pais e oferecidos aos visitantes. Serviço esmerado dos Alunos do Curso Profissional de Turismo e seus Professores.

(Todos, evidentemente trabalhando fora do seu horário!

E surge-me uma entre várias questões:

- Como traduzem os professores todas estas atividades, funcionalidades, especificidades, na avaliação dos respetivos alunos?)

 

(E, a propósito de personalidades, personagens… também a peculiar presença de uma senhora, frequente em eventos culturais da Cidade, que logo se instalou bem visível, junto ao palco e à cápsula e que tanto incomoda o sentido do olfato de qualquer outro visitante, seja nestas ocorrências, seja no metro…

Em Almada, circulam vários personagens assim, meio desequilibrados, “encerrados na sua cápsula do tempo”, que precisam de uma ajuda urgente das Entidades competentes para estas situações. Que não são assim tantos e a Cidade não é assim tão grande… Um alerta de ajuda para estas Pessoas!)

Conan Osíris – Eurovisão: Sim ou Não?

Uma crónica ou uma sugestão?

E uma pitada de ironia!

 

Circulam pedidos para que Conan Osíris não vá representar Portugal na Eurovisão, em Israel.

Deverá o cantor aceder a esses pedidos? Sim? Não?

 

Penso que, primordialmente, essa decisão deverá pertencer ao próprio, condicionado obviamente pelos acordos ou compromissos que tenha com as instituições que representa e a que está conectado. E obviamente também ao bailarino com quem contracena.

Do meu ponto de vista, acho que deverá ir. Mas tomando uma atitude adequada face às situações invocadas, mas in loco. Terá muito mais impacto global, do que se desistir.

E como?!

 

De uma forma relativamente simples.

Usando apenas os recursos disponíveis, nem precisa de verbalizar sobre o assunto. (Aliás, o artista não é de grandes falas, a canção também tem poucas palavras e quem percebe o português?).

Bastará a coreografia, a encenação, as roupas a utilizar e o recurso a quatro cores fundamentais, duas das quais usaram no vestuário em Portugal. Depois é jogar com a combinação, a improvisação e o inesperado. Proceder como fazem os futebolistas.

E a mensagem visual passará, desde que a articulação seja bem feita, e com dificuldade de lhe pegarem por “intervir politicamente” e o desclassificarem.

Mas a mensagem passará. Para bom entendedor… uma boa imagem, bem estruturada e organizada, bastará.

Como?!

Bem, essa parte terá que ficar em segredo e só os próprios envolvidos dela poderão ter conhecimento.

Mas que devem agir, do modo que melhor acharem, no sentido de reprovarem o regime, devem!

 

(P. S. – Se não entenderem o que quero transmitir, perguntem-me, que explicarei melhor.)

 

*******

 

E o capricho da Dona Mandona?!

Pois!... Cá por mim, não só poderia levar o cavalo, ademais de puro-sangue português, mas também um elefante, o que tocava a sineta no Jardim Zoológico, que não sei se ainda é vivo ou não. Até poderia levar uma manada de vacas barrosãs a calcorrearem as ruas íngremes de Sintra!

A Dona Mandona, era só mandar! Pedido feito, pedido aceite. Pedido tal, seria uma ordem!

SCALA – Atividades 1º Trimestre de 2019

 

SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada

 

JANEIRO – 2019

 

5- Efabuladeiras da Associação Almada Mundo, às 16 h, na galeria e sede da SCALA, na Rua Conde de Ferreira (ex-delegação escolar), Almada.

 

19- Inauguração da exposição de pintura de Carlos Gaspar, às 16 h, na galeria e sede da SCALA. A exposição estará patente ao público de 19 de Janeiro a 1 de Fevereiro.2019.

Apresentação do livro “Na sombra das palavras de Carlos Gaspar, às 17 horas.

 

26- Sessão de “Poesia à Solta” na SCALA. Sessão de encontro de poetas e de amigos da poesia, às 16 h, na sede da SCALA, Rua Conde de Ferreira (ex-delegação escolar), Almada.

 

FEVEREIRO – 2019

2- Inauguração da Exposição de pintura do Grupo Artis, às 16 h, na galeria e Sede da SCALA, na Rua Conde de Ferreira (ex-delegação escolar), Almada. A exposição estará patente ao público do dia 2 ao dia 15 de Fevereiro.

Altemira Foto original DAPL. 2016.jpg

 

9Apresentação do Livro “De Altemira Fiz Um Ramo, coordenado pelo nosso associado Francisco Manuel Caldeira Lopes, um Livro sobre Versos e prosas da Aldeia… às 16 h, na Sede da SCALA.

 

12O Grupo de Poetas da SCALA vai à Escola D. António da Costa “Dizer Poesia”.

 

23- Inauguração da Exposição documental dos 25 anos da SCALA, às 16 h, na galeria e Sede da SCALA, na Rua Conde de Ferreira (ex-delegação escolar), Almada. A exposição estará patente ao público de 23 de Fevereiro a 15 de Março.

 

23- Sessão de “Poesia à Solta” na SCALA. Encontro de poetas e amigos que partilham entre si a Poesia, às 16 h, na Sede da SCALA, Rua Conde de Ferreira (ex-delegação escolar), Almada.

Apontamento musical com Gabriel Sanches.

 

MARÇO – 2019

2- Inauguração da 25.ª exposição, “Festa das Artes da SCALA às 16 h, na Oficina da Cultura, Almada. A Exposição estará patente ao público, das 14 às 19 h. e das 20 às 22 h., até ao dia 17 de Março.

 

17- ALMOÇO DO 25.º ANIVERSÁRIO da SCALA, às 12,30 h, no Restaurante Nezy, na Rua Capitão Leitão, Almada.

Momento de “Poesia à Solta” com os Poetas da Scala, às 16 h, na Oficina da Cultura, Almada. Encerramento da Exposição “Festa das Artes da SCALA.”

 

23 – Gala dos 25 anos da SCALA, às 16 h, na Academia Almadense, na sala pequena.

 

30 – Comemoração do "Dia Mundial da Poesia", às 16 h, na sede da SCALA, Rua Conde de Ferreira, (ex-delegação escolar), Almada.

*******       *******

A apresentação do livro "De altemira..." ocorrerá simultaneamente com a Exposição do Grupo ARTIS. Será para mim uma grande honra desenvolver a apresentação do livro enquadrado com tão bonitas pinturas.

O Futuro morre na praia!

Foto original DAPL 2015.jpg

 

O Menino morre na praia!

 

Fugindo à fome… Tanta que passei.

E, à roda, tanta fartura qu’havia!

Mundo de pátrias ausentes de lei

De terras sem paz nem democracia.

 

Barcos prenhes d’ulisses à deriva

Buscando ítacas imaginadas

Rómulo sem remo nem onde viva

Romas avaras de portas fechadas.

 

Porto a porto ouvindo recusas

Meu corpo deixo na praia, inerte.

Não me chames irmão, se me escusas

 

Não te digas cristão, se me renegas.

Que eu vou andar nestas refregas

P’ra que o Mundo acorde e desperte!

 

(Set. 2018)

 

 

 

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