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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

S C A L A – Almada – Atividades 1º Trimestre - 2020

Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada – 2020

Atividades Culturais

JANEIRO FEVEREIRO MARÇO

 

Sessões de Poesia, Apresentação de Livros, Exposições, Música, Palestras e Tertúlias.

 

Foto Original. Amendoeira. jpg

 

JANEIRO

4 - Inauguração da EXPOSIÇÃO de FOTOGRAFIA de Modesto Viegas. Na galeria e sede da SCALA, sábado às 16 horas; exposição patente ao público até 17 de janeiro.

11 - Sessão de FADO com os elementos do Grupo de Fado da Universidade Sénior D. Sancho I. Na sede da SCALA, às 16 horas.

18 - Inauguração da EXPOSIÇÃO de PINTURA de Arminda Vieira. Na galeria, às 16 horas; exposição patente ao público até dia 31.

Música de Gabriel Sanches, às 17 horas.

25 - POESIA À SOLTA, na sede, às 16 horas com a música de Gabriel Sanches a solo ou em acompanhamento.

 

FEVEREIRO

1 - Inauguração da EXPOSIÇÃO DE PINTURA do Grupo Artis, às 16 horas, na sede e galeria da SCALA. Patente ao público até 14 de fevereiro.

 

8 - Inauguração da FESTA das ARTES da SCALA, às 16 horas na Oficina de Cultura da Câmara Municipal de Almada, com a participação do Grupo de CANTARES Populares do Castelo de Sesimbra.

9 - Grupo de CONCERTINAS da USALMA, às 16 horas, na Oficina de Cultura, da CMA.

 

15 - Inauguração da EXPOSIÇÃO de FOTOGRAFIA de Aníbal Sequeira, às 16 horas na Galeria da SCALA. Patente ao público até ao dia 28 de fevereiro.

 

16 - Grupo PAX NOVEL, com António Fonseca, Gabriel Sanches, Fábio Francisco e Miguel Berkemeir, às 16 horas, na Oficina de Cultura.

22 - Grupo de FADO da Universidade Sénior D. Sancho I, às 16 horas, na Oficina de Cultura.

23 - FESTA de ENCERRAMENTO da Festa das Artes da SCALA.

Grupo de SEVILHANAS do BEIRA MAR de Almada, às 16 horas.

POESIA à SOLTA com os poetas da SCALA.

29 - Inauguração da EXPOSIÇÃO de FOTOGRAFIA de Clara Mestre, às 16 horas na Galeria da SCALA. Patente ao público até 13 de março.

Atuação do Grupo PAX NOVEL, com António Fonseca, Gabriel Sanches e Miguel Berkmeier, às 17 horas, na Galeria e sede da SCALA.

 

MARÇO

7 - Apresentação do DOCUMENTÁRIO MULTIMÉDIA, com Luis Bayó Veiga e Modesto Viegas, às 16 horas, na sede da SCALA.

 

8 - Aniversário da SCALA - Almoço do 26.º ANIVERSÁRIO da SCALA.

Restaurante Nezy, Rua Capitão Leitão, 78, Almada, às 12,30 horas. Marcação através de 965 350 257.

 

14 - Inauguração da EXPOSIÇÃO “DESENHO a CARVÃO” de Sá Cortes, às 16 horas na Galeria da SCALA. Patente ao público até 27 de março.

21 - LANÇAMENTO do LIVRO “Estes é que são os contos, estes contos é que são” de Rosa Gonçalves, às 16 horas na Sede da SCALA.

Após o lançamento do livro, vamos festejar o DIA MUNDIAL da POESIA, com os poetas da SCALA e amigos da poesia.

28 - Inauguração da EXPOSIÇÃO de PINTURA, de Milena, às 16 horas, na Galeria da SCALA. Patente ao público até 10 de abril.

 

Novos bitaites… Avulso… Variados! / As conversas são como as cerejas!

Ainda a(s) Ponte(s)… “Negócios” de futebóis e bancos… Seca e cheias! O Tejo!

 

Ainda relativamente à Ponte 25 Abril e ao comboio. É imperioso que a manutenção da Ponte, nomeadamente nos seus pilares e tabuleiros, não seja esquecida. Diariamente mantida.

Qual a pressão que os pilares e tabuleiros sustentam pela força das marés que, quatro vezes ao dia, percorrem o rio, subindo e descendo e neles embatem?! Sem falar na força dos ventos, ademais em tempo de tempestades, como as ocorridas a 19 e 20 de Dezembro. Sem esquecer o peso das toneladas de milhares de carros, autocarros, camionetas…dos comboios e do peso também dos passageiros… Precisamos de estar tranquilos, quando atravessamos!

E eventuais sismos e maremotos?! (Vá de retro…!)

 

*******

Quando se fala em negócios de futebóis, as cifras são sempre de milhões. Pelo menos são essas as notícias que a comunicação social foca. (É claro que no futebol também há filhos e enteados!) (E o Benfica ganhou!)

Quando são abordadas as “negociatas” dos bancos (“negociatas” é um eufemismo) também se fala sempre em milhões, que foram “dados”, ”emprestados”, sem as devidas garantias. (!!!!)

Quando se fala em aumentos das reformas, fala-se em dois, três euros!!!  Os meios de comunicação até se deveriam envergonhar de noticiar tais “aumentos”.

Se atendermos que é com a carga fiscal que suportamos diariamente, cada vez mais gravosa, que o Estado paga as “negociatas” nesses bancos, em última instância, somos nós que as pagamos, ou não seremos?!

 

*******

Agora a seca e as cheias. Que isto não há fome que não dê em fartura. É como no dinheiro, se as uns falta, a outros sobeja.

Quando, ainda em Dezembro, se falava na “seca severa” que assolava o País, invocava-se que, nomeadamente no referente ao Rio Tejo, a nossa vizinha Espanha não cumpria os acordos de “libertação” da água combinada, das barragens a montante do Rio, na gestão da sobredita. Também nalgumas publicações se apresentava, como imagem documental, o Rio Ponsul, praticamente seco. Frise-se que este afluente da margem direita do Tejo, por acaso, até tem toda a sua bacia hidrográfica em território português! Com a vinda da tempestade “Elsa que assombrosamente despejou milhares ou milhões de litros de água por esse Portugal e Espanha, só podemos deduzir ter sido encomenda dos nossos vizinhos, para satisfazerem pedidos e reclamações, enchendo rios, barragens, regatos, ribeiros e ribeiras… (Daríamos razão ao célebre aforismo: De Espanha…) Só que a dita “Elsa” não nos entrou de supetão pelo País, proveniente de Espanha, mas com proveniência dos lados do Oceano…

Barragem Maranhão. 2019. Outubro.jpg

 

Agora as imagens documentais: Que não são do Rio Ponsul.

São da Ribeira de Serrazola, que proveniente das bandas de Alter, desagua na Ribeira de Seda, junto a Benavila, perto do santuário de Nossa Senhora de Entre – Águas, que cristianiza um espaço simbólico pela sua localização especial. Em tempos, terá sido de grandes romarias, como prova o espaço envolvente, de acolhimento de peregrinos.

Duas ribeiras, dois dos mananciais da célebre Barragem do Maranhão - Avis.

Barragem Maranhão seca. 2019. Outubro.jpg

 

As duas fotos foram tiradas ainda em tempo de seca, Outubro, e mostram-nos a ponte antiga que com a barragem cheia, está totalmente submersa e a ponte nova, de grande envergadura, mas que durante a seca tinha os respetivos pilares totalmente descobertos.

(Também aqui as descargas de Espanha não são vistas nem achadas.) Esta barragem com todos os seus afluentes descarrega águas, para a Ribeira de Raia que se junta com a Ribeira de Sor, perto do Couço, formando o Sorraia, Também afluente do Tejo, com foz perto do Porto Alto. (No século XVIII era cerca de Benavente! Os rios mudam!)

(Nesta região da Barragem do Maranhão e com as respetivas águas, são regados centenas de hectares de olival super intensivo. Que consequências a longo prazo?!)

Lisboa precisa ser "pensada" de outro modo. Bitaites!

Porque é que serviços fundamentais a todo o País hão - de estar todos sediados em Lisboa?!  (…)

 

Na sequência da Tertúlia do CNAP, no Café Império, voltei a viajar na Fertagus, ao final da tarde, perto das 19h, no sentido Norte - Sul. No início da tarde, viajara no sentido Sul – Norte.

Ponte 25 Abril. Foto original. 2015.jpg

 

Os comboios em qualquer dos sentidos não foram a abarrotar, como noutras ocasiões. Valeu-me também, no regresso à Margem Sul, ter tomado o comboio em Roma Areeiro. Situação que, aliás, muito boa gente usa. (Só encheu em Sete Rios!)

Antes de o comboio arrancar, aproveitei para conversar com o “parceiro” da frente, questionando-o sobre o respetivo percurso diário. Situação cada vez mais rara, a conversa entre passageiros, que vai todo o mundo “preso / agarrado” no telemóvel. Nem para a paisagem olham! E Lisboa é bem bonita, muito especialmente a travessia da Ponte, ademais ao início da noite, com toda a iluminação na Zona Oriental, o rio, os monumentos e o casario a rebrilharem, os carros circulando de luzes acesas…! (Alguns resistentes ainda leem!)

 

Situação do senhor: casa dos 30 / 40, mulato, angolano. Vinha de Paço de Arcos, concelho de Oeiras, onde trabalha na construção civil e dirige-se para Quinta do Conde, concelho de Sesimbra onde mora! Apanha o comboio da Linha (Cascais) até Alcântara – Mar. Aí sai e vai apanhar o comboio a Alcântara – Terra, que se dirige para Castanheira do Ribatejo. Sai em Campolide, onde deveria ficar para depois tomar o da Fertagus para a Coina (Margem Sul), mas como o comboio vem sempre cheio e teria que ir de pé, segue também num da Fertagus, mas no sentido inverso do que pretende, até Roma – Areeiro. Aproveita o respetivo retorno para a Coina, indo assim já sentado no respetivo percurso. Chegando a Coina apanhará um autocarro até Quinta do Conde!

Faz estes percursos diariamente!

Como ele, muitos milhares todos os dias, nos mais diversos transportes, provenientes das várias linhas de comboio, autocarros, barcos, metros, de carro, até Lisboa, provindos dos variados concelhos, desde Cascais, Oeiras, Sintra, Amadora, Odivelas, Mafra, Loures, Vila Franca, Azambuja, Alcochete, Montijo, Moita, Setúbal, Palmela, Sesimbra, Barreiro, Seixal, Almada, estes os mais próximos, que há quem venha de mais longe ainda!

Todos os dias! Em ambos os sentidos, num movimento pendular diário.

 

E se a Fertagus seguisse até à Gare do Oriente?! Bem jeito daria a muito boa gente. Mas a situação como resultaria?! Mas que dava jeito, dava.

 

Por ex. o aeroporto não deveria sair da Grande Lisboa!? Sendo um obra de grande envergadura e de longo prazo, porque não fazer, por ex. em Beja, aproveitando o que já está feito? A longo prazo, a distância relativizar-se-á. Traria novas centralidades. Bem sei que este assunto já dura há décadas, muito dinheiro já por aí tem corrido por muitos bolsos, com tantos adiamentos, projetos, estudos, anulações. Mas, no Montijo, fica à beira do estuário, em zona de muitos impactos ambientais negativos, a uma altitude muito baixa, também num espaço muito povoado, já demasiado desenvolvido.

 

E a promoção de habitabilidade em Lisboa? Rendas acessíveis, para quem lá trabalha. Facilidades de crédito, para quem queira comprar.

Porquê este modelo de desenvolvimento, com a permanente expulsão dos cidadãos cada vez mais para as periferias das periferias?! A quem interessa? Petrolíferas & Associados?!

 

Porquê o previsto Hospital, substituindo o de São José, não poderia sair de Lisboa, por ex. para Sul, concelho de Palmela, com acesso a várias linhas de comboio e de auto estradas? Quase ninguém mora em Lisboa. Os utentes vêm de todo o País…

 

Isto são…  só bitaites! Hei - de voltar! Políticas!

Poesia e Fertagus?! Crónica Poética e não só!

"VÁ – VÁ": Poesia – Antologia (XXIII) – APP – Associação Portuguesa de Poetas

Fertagus ?!

 

As Tertúlias da APP, do 2º sábado de cada mês, a partir das 16h. 30’, voltaram a ser realizadas no VÁ – VÁ. E bem! Que são uma ocorrência poética, que já há alguns anos se vem desenvolvendo naquele espaço lisboeta, sob a batuta da APP. E, anteriormente, noutros enquadramentos, alguns documentados em fotos no local. Comparecemos vinte pessoas, das quais dezoito “Disseram” Poesia, dos próprios ou de Outros.

Cada um a seu jeito e modo, contribuiu para o engrandecimento da Poesia! Da POESIA! (Que é esse desiderato que nos deve unir. E que nos chega e nos basta! A Poesia!)

Disseram “Presente!”: Graça Melo, Daniel Costa, Francisco Carita Mata, Aires Plácido, Júlia Pereira, Bia Maria, Joaquim Sustelo, Santos Zoio, Pais da Rosa, Felismina Mealha, Fernando Afonso, Fernanda Beatriz, Tita Tavares, Maria Saudade, Custódia, João Coelho dos Santos, Quim Marques, Maria Helena.

(Estranho a ausência de alguns poetas e poetisas, habitualmente presentes. Sobre alguns me informaram que estão doentes. Aproveito para lhes desejar rápidas melhores. Outros têm outros compromissos. Voltem todos, engrandecem a Associação e a Poesia!

Apesar do ruído que continua, o Vá – Vá é sempre o VÁ – VÁ!!!)

 

Também foi entregue a XXIII Antologia a quem o pretendeu. Está bonita, sim! (Os vinte e três anos!) Uma capa muito sugestiva, que nos apela ao desbravar da leitura. Que ainda não tive oportunidade de fazer totalmente. Mas já a folheei na totalidade, lendo em “diagonal” sobre os antologiados. Técnica e materialmente, apreciei o objeto, a forma, a dimensão, o tipo de papel…E também já li alguns poemas. Alguns Poemas de que gostei imenso e com algumas surpresas muito agradáveis, para mim! Estão todos de parabéns. Poderemos gostar mais ou menos de uns do que de outros, concordar ou não… é um direito de cada um expressar-se livremente… também com respeito e consideração por quem lê: o(s) Outro(s), para quem escrevemos! Os Organizadores, com todo o trabalho que tiveram, merecem a nossa especial consideração. Porque há sempre muito esforço organizativo.

Existirão algumas gralhas, mais ou menos técnicas, ou tipográficas. Existem sempre!

 

Não posso deixar de frisar o que já expressei pessoalmente: A ordenação dos participantes deverá ser feita alfabeticamente. É o critério mais objetivo! Qualquer outro método é sempre por demais subjetivo e aleatório.

 

*******

E não posso deixar de aproveitar para outro assunto. As minhas “deslocações capitais” são habitualmente via Fertagus! Fui numa carruagem das que tiveram lugares sentados reduzidos. Sábado, levava pouca gente, para o que é habitual em dias de semana e horas de ponta. Também já viajei nesses dias e horas… o tratamento é de gado para matadouro, ou pior! As Pessoas são tratadas “abaixo de cão”! (Que estes agora são chiques!) (Infelizmente a situação aplica-se a outros meios de transporte de toda a “Cintura de Lisboa”!)

É imperioso e urgente que as Cidades, nomeadamente Lisboa, sejam “pensadas” de outro modo, no que respeita às suas funcionalidades e serviços. Que os espaços, em todas as suas valências, sejam “pensados” globalmente, de forma articulada pelos diversos agentes fundamentais no terreno. E que as Pessoas sejam vistas e tratadas como PESSOAS!!!!!

 

Tenho dito, melhor, escrito! E VIVA a POESIA!

 

Sexta - Feira negra, sexta

Fotografia Original 2016. jpg

 

("Black Friday")

 

Sexta - feira negra, sexta

Anda todo o mundo besta

Atrás de cabaz, de cesta

De compras ao desbarato.

 

Quantas vezes são gato

Por lebre, que até o rato

Do capital fez um trato

C’o diabo do consumo.

 

Gasto e mais gasto sem rumo

Tanta roupa em desarrumo

Tudo isto, em resumo

É mais comprar só por comprar!

 

Que compre, compre sem cessar

Porque o mundo vai acabar

É levar cesto abarrotar!

 

Black Friday, em cada ano

Outro import americano

É sempre mais um engano.

 

É bom lembrar que o planeta

(Bem pode dizer que é treta!)

Tem recursos limitados!

 

Se vamos gastar, gastando

Como gastar nós gastamos

É certo que nos tramamos

A consumir, consumando

Nossa geração e vindoura

Nada de bom nos agoura!

 

Hoje e amanhã tramados!!!

 

 

Novembro / Dezembro 2019

(Na sequência da “Black Friday” da última 6ª feira 29/11/2019.)

Volto a Poesia, de cariz social. Hei-de continuar com temas de outros Autores. Inclusive tradicionais!

(Fotografia Original.)

Saúde e Educação... e saudações!

Políticas e Politiquices!

 

Se houve setores sócio profissionais que, principalmente após a segunda grande guerra, contribuíram globalmente para a progressiva melhoria das condições de vida de povos, nações, países, estados, foram a Educação e a Saúde.

O acesso à educação, nas suas variadas formas e contextos e o acesso às condições básicas de saúde, nomeadamente nas suas vertentes preventivas, possibilitaram uma melhoria generalizada da vida de milhões de seres humanos, todavia havendo grandes discrepâncias entre diferentes países.

Em Portugal essas alterações positivas, iniciadas ainda no Estado Novo, tanto na Saúde (por ex. saúde preventiva através de vacinações básicas…), como na Educação (escolarização obrigatória…) trouxeram benefícios diretos e indiretos às populações.

Com a Democracia, as ações nestes dois campos foram alargadas e exponenciadas nas suas valências e funcionalidades.

(Obviamente, o desenvolvimento, nomeadamente económico, e outros fatores externos, possibilitaram melhorias nestes e noutros setores sociais.)

 

Atualmente, em Portugal, assiste-se a algum retrocesso nestes dois campos da sociedade.

Um certo desinvestimento, mais ainda uma certa desvalorização dos enquadramentos associados a estes dois campos sócio – profissionais, marcadamente dos respetivos atores fundamentais, diga-se, agentes profissionais. Esse desinvestimento e desvalorização resultaram numa perda de qualidade dos serviços prestados a nível público. A intromissão / concorrência cada vez mais acentuada do setor privado nestes campos, com especial realce na Saúde, tem levado a uma certa degradação dos serviços públicos, nomeadamente no SNS – Serviço Nacional de Saúde.

Importa, é urgente, retomar a valorização / investimento, não somente financeiro, nestes campos: Saúde e Educação. Tendo consciência que a valorização nestes setores terá repercussões em muitos dos outros, nomeadamente na qualidade de vida das populações.

 

Nestes, como noutros setores, surgem periodicamente reivindicações por melhores condições de vida. Legítimas e justas, inquestionavelmente!

 

Uma das últimas foi protagonizada por Forças de Segurança.

 

Algumas questões sobre essa ação reivindicativa, que poderão ser apenas trivialidades, mas que talvez não sejam.

Um gesto manual que pode ser associado / interpretado de forma bastante negativa.

O aproveitamento da situação por parte de um deputado de extrema - direita, com a sua proverbial demagogia e populismo.

O cantar o Hino, um dos Símbolos da nossa Nacionalidade, Identidade Patriótica, de costas voltadas para a Assembleia! Não podemos, nem devemos esquecer que o Parlamento é a sede da Democracia institucionalizada!

 

Ultimamente, por aí, por essa Europa, mais recentemente também em Portugal, surgem sub-repticiamente, alguns sinais inquietantes: “o ovo da serpente”!

Políticas e Politiquices!

A Chaga do Mundo!

 

E... "A Chaga do Lado"!

(Políticas... politiquices!)

 

Vivemos num mundo em permanente convulsão. Em guerras constantes. Há regiões do globo em que os conflitos armados persistem continuadamente.

 

A região do Médio Oriente é um desses espaços em que, as duas guerras mundiais, as guerras internas / civis, entre países da região, com intervenções diretas ou indiretas de outras potências, regionais, ou mundiais, mais restritas ou generalizadas, a região não conhece estabilidade há mais de um século.

Não é alheia a essa situação a questão do petróleo e todas as problemáticas que lhe são correlativas. Nem a forma de constituição dos Estados nascidos após a queda do Império Otomano.

Nem, após a Segunda Guerra, a criação do Estado de Israel. Faltando o compromisso de criação de um Estado Palestiniano!

Recentemente, a questão da guerra na Síria cristaliza, diaboliza, todas as discrepâncias e desentendimentos em permanente convulsão naquele contexto espacial, introduzindo novas variáveis.

Mas outros espaços na região mantêm focos ativos de guerras: Arábia, Yemen, Iraque… Israel, Faixa de Gaza…ou próximos: Irão, Afeganistão

Na restante Ásia, as guerras mais localizadas, conflitos entre vários países, confrontos bilaterais ou multilaterais, com intervenção ou não de grandes potências, totalitarismos vários, subdesenvolvimentos diversificados, pobreza e fomes gritantes, hiperpopulação, guerras, perseguições, genocídios, fazem do Continente um alfobre de migrantes, que tudo arriscam para chegarem a pretensos “Paraísos”, Ocidentais ou outros.

 

Mas noutras regiões do Globo outros conflitos se mantêm ativos e persistentes. Na Europa, inclusive (Ucrânia, Rússia…). Europa palco principal das duas grandes guerras.

A África é um Continente em permanente instabilidade: Colonização na 2ª metade do século XIX, descolonização no pós 2ª Grande Guerra, conflitos internos, guerras civis, são poucos os países com estabilidade sócio – política. A fome, a miséria, as doenças, perseguições… a corrupção…

Em todo o mundo, os conflitos despoletados no contexto da Guerra Fria, dos interesses das grandes potências continuam latentes ou mais ou menos ativos.

Em todos os Continentes, a criminalidade organizada, as drogas, os tráficos humanos… os “senhores da guerra”…

 

Falta tolerância, diálogo. Liberdade, Democracia! Desigualdades atrozes, mas injustificadas, dado que a produção de bens e serviços, a tecnologia existente, os meios de produção disponíveis não remetem para tais discrepâncias, nem as caucionam. Uma gritante má distribuição do que se produz, incluindo desperdício geral de recursos, à priori e à posteriori, do processo produtivo. A ganância, a primazia pelo lucro, o egoísmo, a corrupção, o nepotismo.

 

A Europa, apesar de tudo, o Continente aparentemente com melhor estabilidade e condições económicas, funciona como foco de atração dos milhões de deserdados do Médio Oriente, da restante Ásia, do restante Mundo. Na América, os Estados Unidos têm essa força centrípeta. Milhões de deserdados das Outras Américas acorrem em massa a esse almejado e suposto “Eldorado”!

 

E na Europa, como principal foco atrativo, o “Reino Unido”, primordialmente a Inglaterra! Reino onde paradoxalmente ocorre essa palhaçada a que resolveram batizar de “Brexit”. Um verdadeiro Carnaval, realce-se!

Mas ainda na Europa, a França viveu semanas de lutas sociais e bem perto de nós, na Catalunha vive-se um conflito social, de contestação nas ruas, por enquanto, que não se vislumbra de fácil solução. Erros crassos e sucessivos do poder central, do governo, do rei, que não souberam gerir as aspirações independentistas, contrapondo uma política de diálogo. Dificilmente Madrid aceitará uma independência da Catalunha, nem sei se será justificável, no contexto das múltiplas interdependências entre povos, países, estados, nações. Um referendo ainda que possa ser feito, dificilmente será conclusivo. O espectro da Guerra Civil está sempre presente! As aspirações independentistas de outras nações de Espanha, adormecidas, podem ressurgir… A implosão de Espanha não é sequer desejável. Todavia, o Estado centralizado de Espanha precisa repensar as suas funções e atribuições face às autonomias. A Coroa, supostamente unificadora, não soube agir sensatamente!

 

No Chile, em Hong – Kong, no Líbano, no Haiti, no Equador,… os desejos de melhores condições de vida, de liberdade, de uma maior igualdade, democracia, de Justiça, levam a que milhares e milhares de Cidadãos se revoltem, façam ouvir as suas vozes aos poderosos do mundo, ensurdecidos na ganância, soberba e avareza de poder e dinheiro.

 

Instabilidades, as abissais desigualdades, a fome, as guerras, as perseguições, provocam fugas maciças de povos, à procura de melhores condições de vida. Arriscam tudo, caem nas mãos de redes de exploração e milhares de jovens, crianças, velhos e novos lançam-se em aventuras, arriscando a vida em busca de sonhos, que viram pesadelos.

Periodicamente surgem casos chocantes, os mais diversos. Nessa altura o Mundo acorda para uma realidade por vezes bem perto de nós, mas depressa os poderes instituídos se esquecem de promessas, ignorando as pobrezas, o abandono, que também ao nosso lado, nos mostra a “Chaga do Mundo”!

 

Ou o/a Caro/a Leitor/a não se apercebe das misérias gritantes que connosco convivem e se cruzam diariamente nas ruas, nos becos, nos metros, nas paragens, nos locais escondidos, nos bancos dos jardins da nossas cidades?!

(No nosso País, na nossa Cidade…

É olhar e ver enquanto se distrai no seu telemóvel!)

 

O que fazer para erradicar a fome, a pobreza, a desgraça do mundo e a chaga do lado?!

 

Raposa no Galinheiro!

Uma Fábula Interativa

Ou seja

Palavras interditas, que podem e devem ser ditas.

(Mas que aqui não são escritas.)

 

*orra!... Chi**!

 

Que ponham no galinheiro

Raposa a guardar dinheiro…

Para que nós – Tu e Eu

Paguemos

Galinhas que ela comeu…

E que nos danemos…!

 

Não é justo nem leal

O que se passa em Portugal!

 

Bem se podem desdizer

Ou até contradizer…

E mesmo reclamar

Uns p´rós outros empurrar

E, inclusive, se olvidar…

 

São todos responsáveis!

Mas que tudo, execráveis!

 

Os que lá estiveram e passaram

E por lá se amesendaram.

 

Que nos pilhem cada mês

Uma galinha pedrês

Através de comissão…

É pecado sem perdão!

 

E quem diz… *orra! Diz… Chi**!

 

(E não digo mais palavrão

Só por boa Educação!)

 

É de uma injustiça atroz

Que tenhamos que ser nós

Os pagantes

Das raposas pilhantes!

 

É caso para dizer…

 

Palavras interditas

Que podem e devem ser ditas!

 

*******

 

 

Este texto faz parte do conjunto das “narrativas em verso” que venho escrevendo mais acentuadamente desde 2017, sobre problemáticas que nos afetam. Mas que já anteriormente escrevia. Umas vezes de forma rimada, outras não. Veio sendo escrito desde Janeiro, era para já ter sido publicado, mas só agora foi possível.

As palavras interditas ainda não são explicitadas. Continuam as **! Um dia… quem sabe!

É interativo. Porque pressupõe a colaboração do “público – alvo”, a repetir algumas palavras, como se de um coro se tratasse. Não são as palavras em **. Já foi ensaiado uma vez na SCALA – Almada.

É imperioso e urgente continuar a ser dito!

Crónica salteada de Descontentamentos! (Vem aí o Verão!)

Notícias Cá do Burgo: “Raposas no Galinheiro”! Excesso de Velocidade – Prevenção Incêndios – Medicina! Centrais Biomassa – Politiquices! Futebolices!

 

Comecei a crónica sem saber como a batizar. Vários temas, de algum modo relacionados com a última crónica e a situação de Portugal. Vai daí, ficaram todos os supracitados sobrenomes!

 

As raposas no galinheiro! Surpreso/a?! Será o tema de um futuro e próximo post, em poesia, que já era para ter acontecido. (Uma fábula interativa!). Cáfilas de raposas têm assaltado sistematicamente os galinheiros, nomeadamente o principal. Quando postas perante a verdade, negam, olvidam-se, gozam com o pagode, riem-se na cara dos inquiridores, não têm nada a ver com o assunto. Não comeram, nem deram a comer quaisquer galinhas… Fazem de nós papalvos, trouxas! Nós, que pagamos as galinhas que eles, raposões, comeram!

 

Noticiaram recentemente um maior controle na velocidade excessiva nas autoestradas. Certo! E nas ruas das nossas localidades?! É muito mais imperioso e urgente. O pessoal circula a velocidades e com tanta falta de cuidado, que se não acontecem mais acidentes, só por sorte do Destino. Atravessar as passadeiras é um verdadeiro exercício de fuga ao atropelamento. Todos os dias algum condutor ultrapassa a passadeira em alta velocidade, enquanto o peão segue na outra faixa! É urgente, controle e penalização do excesso de velocidade nas ruas. Nas nossas ruas!

 

Prevenção de incêndios. Estão as limpezas todas feitas. Dizem-nos e propagandeiam. Será?! É só olhar com olhos de ver! Dentro das nossas próprias cidades existem espaços em locais bem movimentados, bem emblemáticos, à vista de todos, em que as limpezas foram esquecidas. Nas próprias autoestradas, nas bermas, frise-se, pinheirais…! Eucaliptais não respeitando as distâncias mínimas de segurança, pelas estradas desse país. É só olhar e ver! Até nos locais dos grandes incêndios de 2017! Prevenção!

 

Noticiam a falta de médicos, nos mais diversos hospitais. Dos mais diversos profissionais de saúde, mesmo técnicos auxiliares. Os turnos de 24 horas dos médicos nas urgências (vinte e quatro horas!!!). E sobrecargas de trabalho nos centros de saúde, especialmente nas grandes cidades. O que é verdade. Basta observar!

Simultaneamente noticiam que mil alunos de Medicina não conseguirão acesso à especialidade?! Será?! Porque será assim?! Não haverá aí uma grande contradição?! Saúde!

 

Noticiou, o Senhor Ministro da tutela, a implementação de centrais produção de energia, a partir da biomassa. Localizadas em zonas do Interior. São fundamentais! Para recolha e valorização de todos os inertes das limpezas. Para quando?! (Equacionar as poluições, acentue-se.)

Andam sempre a investir em Lisboa e Porto…

(Novo Hospital Central localizado em Lisboa para quê?! Por ex. Palmela, em zona de acesso à autoestrada e ao comboio. E porque não?!)

 

E a compra do SIRESP?! (...?!)

 

E as habituais bombas desta época: os milhões das vendas, vendas (!!!) dos futebolistas. Este ano é um João Félix. Há poucas anos foi um Renato Sanches. Lembra-se?! Isto é só para entreter o pagode, quando o futebol está no defeso. Vendem-se! Compram-se! Tudo mercadorias de alto preço. O futebol, atualmente, é um verdadeiro engodo, ilusão, “ópio” do povo! Que é o povo que o sustenta, que o compra, diga-se! Até enjoa tanto futebol!

Chocam os factos em si, e os valores das transações. Compras… Vendas!

 

Que raio de País, de Mundo é este?!

 

Lixo… Lixo… Lixo!

Este País está a tornar-se um país de *****!

 

Este é um assunto que já abordei no blogue várias vezes. O lixo espalhado por esse Portugal. Por tudo quanto é sítio. Nas ruas das cidades (Almada, ah! Almada…), nas mais diversas cidades, nos campos, nas praias, nos mares… nas bermas das estradas e autoestradas, nos campus onde se realizam eventos das mais diversas naturezas. Nos leitos dos rios e ribeiras… nas florestas, nos matos… Amontoam-se, espalham-se, quilos e quilos de lixos de todas as naturezas, por todos os lugares e sítios!

Papéis e papelões, fraldas, sacos de plástico, garrafas de plástico, de vidro, latas de cervejas e refrigerantes… beatas de cigarro, beatas… restos de roupas e calçado, detritos industriais, despejos de obras… dejetos de cães, líquidos e sólidos, por passeios, parques, relvados, urinóis nas esquinas, nas soleiras das portas, nos carros, nos equipamentos públicos. Uma verdadeira porcaria. E digo porcaria, que podia ou devia dizer m****, c********! Mas ainda não é desta que solto os substantivos no vernáculo!

 

Este País está a transformar-se num país de lixo. Num país de m****!

 

Que fazer?!

Antes de mais, o papel de cada um: mudanças comportamentais dos cidadãos. É imperioso e urgente que cada pessoa, sujeito, ser humano, homem, mulher, velhos e novos, jovens e menos jovens, tomem atitudes de cidadania, no respeitante aos lixos, a todos os lixos.

 

Ações de limpeza, pelos poderes públicos, nomeadamente por parte de quem exerce essas funções dia a dia, também tem que ser mais eficaz. Os profissionais do ramo exercem uma função importantíssima no contexto da Sociedade, devem exercê-la com brio e eficácia. Como todo e qualquer profissional em qualquer contexto.

Quem manda, pode! E deve exigir, de quem faz, um bom trabalho! Tem esse direito e esse dever.

 

Algumas medidas previstas são de imprescindível implementação. As embalagens retornáveis, com indexação de uma tara, talvez seja medida eficaz. A substituição de sacos e embalagens de plástico por outros materiais. (Vidro para embalagens, tecido para sacos.)

A medida proposta por um partido sobre as beatas não é desinteressante. Há Países em que essas regras são obrigatórias e sujeitas a coimas elevadas. (Cá, os poderes públicos temem medidas que alterem hábitos arreigados.

A atitude de quem fuma e simplesmente atira beatas, por vezes acesas, para bermas de autoestradas, em pleno verão de altas temperaturas… só observando os efeitos que tem!)

 

A fiscalização é sempre necessária, imprescindível, mas se cada Pessoa não tiver uma ação devida como Cidadão…

E para que serve tanta  publicidade, no correio, em tanto papel, com tantas tintas perigosas?

E os outdoors? Fora de portas. Fora tanta publicidade em tantos painéis. (…   …)

 

Ele há tanto a fazer neste plano.

Promovem-se ações interessantes: Limpeza de praias. Importante. Importantíssimo. Mas tudo se passa a jusante. Importa também limpar logo na origem, a montante. Na proveniência. E quem vai para praias ou outros eventos coletivos deve prever sempre a recolha dos lixos que produziu.

Manifestações de jovens pelas problemáticas ambientais. Pertinentes. E como deixam os espaços após a realização dos eventos? (Questão tanto para jovens como para menos jovens, frise-se!)

Umas fotos davam jeito? Pois davam! Mas nada melhor que o/a Caro/a Leitor/a observar à sua volta e constatar esta triste realidade, no seu dia-a-dia. Que é demasiado comum em Portugal!

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