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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

"Culpas e Desculpas" - RTP 2 - Epílogo

“The Guilt” - Série Britânica – RTP2 

4º e Último Episódio – 5 de Agosto 2020 (4ª feira)

Culpas e desculpas in. net.

In. https://www.google.com/url?

E como terminou?!

Acho que terminou bem. E acabou mal! (?!...)

Max, cuja vida não era nada do que aparentava, acabou levado pela polícia, supostamente incriminado pela morte do velhote.

Nada ali era o que parecia.

Max não era nada bem sucedido, nem na vida, nem no casamento, nem nos negócios.

Acabou sem empresa, que não era mais do que um escritório de advocacia, ao serviço de uma rede criminosa de lavagem de dinheiro, na mão de agiotas e perigosa organização de malfeitorias e de crimes violentos. Malfeitores que lhe retiraram o apoio, após o esmurrarem sobre a mesa, face à sua ambição de comandar.

Terminou sem a mulher, que o expulsou de casa, após conhecer a rede de malvadez em que ele estava enleado, através da treinadora pessoal, com quem se envolvera sentimentalmente. Treinadora que dela se aproximara, para conhecer o que ela sabia das traficâncias do marido. Que era nada.

E expulso, sem casa ficou. Terá a prisão...

E também perdeu o irmão, Jake. Com quem nunca se importara verdadeiramente.

 

A empresa que lhe comprara era principalmente a sede de mais de uma vintena de sociedades fictícias, para a lavagem do dinheiro.

Situação que Jake desconhecia em absoluto. Alheava-se completamente da contabilidade da firma, entregue a contabilista de Max, isto é, da organização criminosa.

Os problemas surgiram quando Jake começou a querer interessar-se e tomar as rédeas da sua loja de discos e da sua vida.

 

Para esse mudar de atitude contribuiu o aconchego com a sobrinha do velhote que atropelara, e com quem Jake se envolveu sentimentalmente.

 

A sobrinha também não o era de verdade. Era apenas uma jovem que aceitara participar numa tramoia, congeminada pela vizinha da frente do velhote, Walter, diga-se, que pretendia aceder à herança do mesmo, que lhe fora deixada em testamento.

Testamento pendente da coleção de discos que o velho se lembrara de legar a uma sobrinha, que nem ele conhecia nem sabia sequer onde residia.

 

A velha da frente que se envolvera com Walter, interesseiramente, testemunha visual do acidente, chantagista, também não era nada do que parecera inicialmente.

 

Nem o vizinho fronteiro, falso cocho, beneficiário de apoio social imerecido. O gnomo escondia câmara oculta, permitindo obter um CD, em que os dois irmãos eram vistos arrastando o corpo moribundo do velho.

 

E, já agora, também o detetive se transformou, de alcoólico falhado em persistente investigador. Passo a passo, com perspicácia, provou o crime dos irmãos, e soube das ligações criminosas de Max. Azar o dele! Que caiu-lhe em cima um dos energúmenos da rede, que quase o fez ter o desfecho de Walter. Com a supervisão e beneplácito do polícia corrupto, que a rede infiltrara na polícia local.

 

E todos estes personagens, no final, ter-se-ão unido, conscientemente ou não, para mandarem Max para o calabouço. A ele, que tudo fizera para os lixar a eles.

 

Deste modo a série acabou bem.

 

Terminou mal, porque deveriam ser aprofundadas todas estas interligações, de modo a desmantelar a rede criminosa.

Mas isso é pedir demasiado.

Talvez em futura temporada?!

 

E muito fica por contar.

Pedido de Desculpas! Séries RTP2

“Culpas e Desculpas” – “Os Fantasmas de Portopalo” – “Os Durrell”

Tendo escrito, no último postal, sobre Séries RTP2 e afirmado, que habitualmente terminam na 5ª feira, iniciando-se na 6ª uma nova série, de modo a fidelizar-nos, nem a propósito, nas últimas, apresentaram uma operacionalização bem diferente.

“Culpas e Desculpas” terminou na quarta, 05/08/20, e acho que concluiu bem. “Os Fantasmas de Portopalo”, apenas dois episódios, excelentes, iniciou-se quinta, 6/08/20 e terminou sexta, 07/08/20. Na próxima segunda, 10/08/20, começará nova temporada de “Os Durrell”, série engraçada, mas que, até aqui, não apreciei demasiado.

Tudo diferente do que eu escrevera. Até parece que é só para contradizer!

E, portanto, o meu pedido de desculpas!

Plano de Recuperação Económica e Social de Portugal

2020 - 2030

E, eu, também posso opinar?!

 

A convite do Governo, António Costa e Silva, Professor Doutor – Engenheiro de Minas, reputado especialista no âmbito dos petróleos, e… também Poeta, delineou um plano de recuperação do País para aplicar na próxima década, divulgado no início deste mês. Mais de uma centena de páginas, que não li, friso, não por não considerar relevante, que o é certamente, mas porque não quero ser influenciado, para as medidas que eu julgo importantes.

Não, não me quero comparar, porque tenho plena consciência que o que penso é de âmbito bem mais modesto. Só pode!

 

E os efeitos de Covid?!

 

(A propósito, na sequência das “arrumações de Verão”, encontrei alguns jornais antigos, de há dez anos, quando ainda comprava jornais em papel.

Em vários, achei interessantes alguns dos temas abordados.

Num “Expresso - Economia Nº 1984”, de 2010 / Novembro / 06, destacadíssimo: “Cinco Ideias para Salvar Portugal” - “A situação portuguesa continua a agravar-se. O Expresso pediu a 35 economistas, gestores e empresários propostas para enfrentar a crise”. Nas segunda e terceira páginas, as ideias fundamentais, “para ajudar a economia a sair do buraco”.)

 

Estas preocupações, provindas de vários setores, não são, portanto, novidade.

 

Terei eu também algum direito a opinar?! (“Presunção e água benta, cada um toma a que quer.”)

 

Desde logo, é peculiar esta preocupação com o longo prazo, relevante sem dúvida, mas quando estamos vivendo uma situação pandémica neste curto prazo, sobre a qual necessitamos de uma ou várias soluções resolutivas, de curtíssimo prazo. Sobre as quais não vislumbramos a mais ténue luz ao fundo do túnel. Por enquanto, pelo menos, mas acreditamos, piamente, que essa luz existirá!

(Remédio?! Vacina?!)

 

Esta situação de Covid 19 veio, desde logo, colocar ainda mais a nu as fragilidades da nossa economia. Às ordens de Bruxelas, demasiado focalizada no setor terciário, turismo – restauração, ainda mais em atividades de lazer, espetáculos, festivais; grupos económicos que se consideram constituir o setor quaternário; com um setor financeiro fraco e dependente das decisões internacionais. Para além do mais, em permanentes crises, há anos, sem falar nas outras “coisas e loisas” a que têm sido sujeitos bancos de referência.

 

Erradicar a corrupção.

 

Focalizar a Economia mais nos Setores Secundário e Primário. Na produção de bens, equipamentos, produtos essenciais e indispensáveis à Vida.

Tornarmo-nos num país menos excessivamente de consumo e mais de produção.

 

E tenho dito. Por agora. Que irei continuar…

 

 

 

 

 

 

 

 

“… Todo o mundo é seu!”

“Era uma uma vez... uma folha de couve. Veio uma ovelha e comeu-a.”

Foto Original. 2020. 05. jpg

 

 J. J. no Benfica! C. Ferreira na TVI!

 

Há dias que ando para escrever sobre as transferências mediáticas deste início de verão quente. Quentíssimo! Não gosto muito de escrever na berra do calor. Que é o que mais afronta. E porquê a relutância na escrita?!

 

Primeiro, porque considero que as pessoas são livres de escolher e aproveitar as melhores oportunidades que se lhes oferecem. Têm livre arbítrio para decidir, conforme os casos. É um direito que assiste a qualquer cidadão.

Segundo, porque não sendo nenhuma destas personalidades das minhas preferências, porque perorar sobre os ditos cujos?! Ademais tenho alguma antipatia, primária, reconheço, sobre os mesmos.

Relativamente a J. J., não gosto daquele ar enjoado, cumulativamente a mascar pastilha. Após a célebre ida para a concorrência leonina, fiquei a detestar. Pela atitude do próprio, não pelo clube, que aceito como qualquer outro, nada me move contra. Já as atitudes de dirigentes, de treinadores, de jogadores, dos balúrdios que os movem, das atitudes de muitos adeptos fanáticos, das claques, é outra coisa. De qualquer clube!

Quanto a C. Ferreira, detesto aquelas risadas sem jeito, antipatia também primária, aceito. Vejo pouca televisão, raramente a TVI ou a SIC, acho-as muito iguais, concorrem uma contra a outra, muitas vezes na estupidez. Mas são as preferidas da maioria dos telespetadores!

Ambos inundam as redes sociais, a comunicação social adora estas picardias.

 

(E os provérbios?! Alentejanos, talvez nacionais, não sei. “Era uma vez... uma folha de couve, veio uma ovelha e comeu-a.” “… Todo o mundo é seu.” Isto é, de quem não tem a dita folha de couve.)

 

Mas cá está a escrita. E porquê?

 

Pelo dinheiro que movimentam. Choca, quando falta tanto, em tantos locais. Poderia frisar na Saúde, mas já é um tema batido. Na casa de muito boa gente. Mas também poderá ser dito que será muito boa dessa gente que alimenta os egos destas vedetas, a concorrência destas televisões, a euforia dos futebóis. Das Futebolices!

E de onde provem toda essa dinheirama?! E como é que clubes, cheios de dívidas, ainda conseguem entrar nestas jogadas de contratações fabulosas?!

E onde vão TVIs e SICs buscá-lo?

E por aqui poderia ficar.

 

*****

Mas… Não posso deixar de frisar que acho deplorável que, em Portugal, ao mais Alto Nível dos Representantes Institucionais da Pátria Portuguesa, tenham andado, de gosto, a bajular estas personalidades. Lamentável!

 

*******

E para acabar, dois versos do Poeta dos Poetas, do livro que ando a reler, o exemplar velhinho do antigo 5º ano do Liceu!!! (Após “Tieta”)

 

«Ó glória de mandar, ó vã cobiça / Desta vaidade, a quem chamamos Fama! …»

In. Canto IV – 95 – Os Lusíadas – Luís de Camões – Porto Editora, Lda – 7ª Edição

 

*******

Ah! A foto…

Como O/A Caro/a Leitor/a pode ver, até na foto, a folha de couve mal se vê. Como se tivesse vergonha de se mostrar. Cumulativamente, ratada. Comida, picada, não sei se pelos pássaros, se pelos caracóis, ou outros animais, ou todos eles.

Destacável, em 1º plano, a açucena: pureza virginal. Também repetida em fundo. Entrelaçada com as folhas de uma amendoeira doce, muito nova. Ao lado direito, esporas de jardim, azuis. À esquerda e em terceiro plano, alecrins. Em último plano, acompanhando a parede cinzenta, murtas.

 

Tieta do Agreste: Uma leitura contra os preconceitos…

Ou contra os obstáculos / barreiras à Leitura?!

Foto Original. 2018. 07.jpg

 

Recomecei a ler este livro, no início do mês passado, sensivelmente quando escrevi o postal sobre o tema, mas ainda não acabei. Quinhentas e noventa páginas, é mesmo uma coisa de Quinhentos…Página 499, subcapítulo “A Rival de Deus”, é precisamente aí que estou, em leitura sossegada, continuada e seguida.

Seguida, sim, porque já avancei em subcapítulos subsequentes, em leituras espaçadas, já li os finais e outros entretantos até lá, porque não sou leitor ordenado, tenho pressa em saber os finalmentes. Neste caso, relembrar, pois já lera o livro, há quase quarenta anos e já vira a novela, quase há trinta. Estou a reler! E com muito agrado. Apesar de enorme calhamaço, lê-se muitíssimo bem, com tempo, porque tendo cinco capítulos grandes, quase um livro cada, tem imensos subcapítulos, curtos, que podem ser lidos espaçadamente. Vou chegar a um mês de leitura.

E este é o primeiro obstáculo a vencer: o tamanho, a dimensão da narrativa.

 

Outra barreira ou preconceito poderá ser o facto de estar escrito em “português do Brasil”. Neste ponto, a palavra que mais me faz impressão é “fato”, pelo nosso facto. (Mesmo para quem segue o “normativo de escrita”, resultante do “Acordo 90”, em Portugal, escreve-se facto, não esquecer!)

Muitos estrangeirismos, transpostos para português, segundo a fonologia. Alguns termos resultam bem engraçados: “bói, reibam, uiquiende, randevu,…”. Um verdadeiro tratado.

Em contrapartida, uso de frases completas, em francês, na boca de Mirco Stéfano.

Também vocabulário típico, algumas palavras não figurando no Dicionário.

Mas também se ultrapassa muito bem este obstáculo.

A narrativa é fluente e apelativa, não se perde o fio à meada, as/os personagens são interessantes, motiva-nos ir descobrindo a sua caraterização e desenvolvimento. (Daí o facto de ir aos trechos finais, para saber, relembrar, como termina a estória.)

 

Obstáculos, estes, mais em termos formais.

 

A nível de conteúdo, poderá chocar-lhe o facto de a personagem principal, Tieta, ser uma caftina, dona dum “randevu” em São Paulo, exploradora de mulheres, dona de casa de putas. Poderá! Sem que o Autor veja algum mal nisso.

JAmado, do que julgo conhecer, trata muito bem as suas personagens, humaniza-as, enquadra-as no seu contexto sócio familiar, económico. A pobreza quase sempre como pano de fundo.

No caso vertente, valoriza o respetivo “métier”, realça a sua importância social na comunidade, no aplacar de conflitos familiares e essa perspetiva, muito dele, está bem presente no papel e função atribuídos a Zuleica Cinderela, em Santana do Agreste.

O choque maior, pelo incesto entre Tieta e Ricardo, seu sobrinho e seminarista.

Mas interessante que, no Escritor Baiano, estes assuntos tabus, conseguem ser desmitificados, escritos e contados com ligeireza, até otimismo, um certo ar luminoso, sem causarem demasiado choque ou vistos como malditos pelo Leitor. (Contrariamente ao que acontece, por ex., com Eça, em que estas temáticas se sentem demasiado pecaminosas. Também separam – nos um século, um oceano e muitas miscigenações culturais.)

 

E para concluir este postal, que ainda voltarei a Tieta, na leitura e em postal, talvez (?!) o preconceito ideológico. Muito boa gente não lida bem com Jorge Amado e Outros Escritores, pela respetiva ideologia marxista, que subjaz nas suas narrações, menos ainda pelo facto, (cá estamos novamente na palavra facto,) de ter militado em partido comunista.

 

E tenho dito sobre muros, barreiras, obstáculos a ultrapassar em “Tieta…”. (Sem concluir.)

Que quero continuar a reler. Que estou a gostar. Leitura muito agradável e interessante.

Se puder, não deixe de ler. SFF!

Covid: Portugal – Espanha – Inglaterra – Brasil

“Cada macaco no seu galho...”

 

Um postal com este título até parece que estamos num grupo do campeonato mundial de futebol. Que seria o “grupo da morte”, já se vê.

 

Voltamos ao blogue, que ando a adiar este postal há dias. Estou farto do Covid, por isso retardo em escrever. Espero que o faça de forma sintética. Tanta a coisa a dizer…

Figueira da Índia. 2019. 05.jpg

 

Caro/a Leitor/a, já sabe que eu sou contra estes desconfinamentos apressados, cujos resultados negativos estão bem à vista. Só não vê quem não quer ver!

 

Relativamente à nossa Vizinha Espanha, que o digamos nós, aqui mesmo ao pé e bem que gostamos de dar um pulinho a Valência. Tal como “nuestros hermanos” gostam de vir a este lado. Estas visitas entre vizinhos serão frequentes por toda a raia, digo eu. Mas dadas as circunstâncias pandémicas em que vivemos, acho melhor que cada um no seu lado. Como diz o ditado: “Cada rato no seu buraco…”

Por isso não vejo o porquê de tanta celebração e regozijo pela (re)abertura das fronteiras terrestres com Espanha. Já basta os que por cá andam sem quaisquer cuidados. Digo eu! Que até gosto muito de Espanha.

 

Menos ainda vejo razão para o “despeito” face ao facto de o Reino Unido não ter incluído Portugal no corredor aéreo para acesso direto ao reino de Sua Majestade. (Eu nomeei Inglaterra propositadamente.)

Mas o que esperavam?!

Em Portugal, em certos círculos bem pensantes, acha-se que entre Portugal e Inglaterra há (?) a “Velha Aliança de Séculos” a ligar-nos à Velha Albion. Uma relação privilegiada?! (…)

Vindo para factos mais recentes. Já este mês, foi divulgada uma foto, em que o atual Primeiro Ministro britânico recebia o enfermeiro português e a enfermeira neo zelandesa, que o acompanharam no respetivo “covidamento”, os três numa risota pegada. Riso, talvez pela ironia do destino, de quem tanto desvalorizou o corona e de quem se serviu dos argumentos anti imigração, para levar os ingleses ao Brexit! E acabaram por ser imigrantes quem o ajudou. Digo eu! Que não decifro pensamentos de ninguém.

 

Quanto ao nosso “País Irmão” - Brasil, não vamos lá como quem vai à vizinha Espanha. Aliás nunca lá fui. Mas posso dizer que estou a reler “Tieta, hei-de escrevinhar sobre o romance.

Bem, nesse querido País, o respetivo “Manda Chuva”, isto foi ele que disse sobre o dito corona, que ele diz que o infetou e que é como se fosse uma chuva… O cara é um tratado para inventar ideias metafóricas, um poeta certamente, pois, para cúmulo de delírio, anunciou publicamente, ao modo e como só ele sabe, que está contagiado pelo Covid!

Para ser sincero, e até prova em contrário, não acredito!

O dito cujo “Manda Chuva” tem no nome Messias, mas julga-se MESSIAS! E mais não digo, nem falo.

 

E para finalizar, volto ao Rincão Natal.

Acham que os transportes públicos não contribuem para disseminação do vírus?!

Pois façam o favor de os frequentar nas horas de ponta. É ver pra crer!

 

E as rapaziadas e festas do covid?!

E as manifestações sem jeito nestes tempos que correm?!

 

Pois, mantenham-se resguardados, saiam para o que é realmente preciso. Protejam-se. Protejam os Outros.

E não nos façam a vida ainda mais cara, pois, para além da propagação… estão todas as despesas referentes a testes, internamentos, eu sei lá…

E quando a fatura nos for apresentada?!

Porque vai ser. E com juros. Não pense que é tudo de graça, como agora…

 

Todavia e para finalizar, friso, que percebo que é preciso desbloquear a Economia. Pôr o País a funcionar. Mas nas atividades realmente necessárias e importantes.

E é preciso reequacionar o País, para ser mais de produção do que prestação de serviços.

Veja-se o turismo, os alojamentos locais…

 

E a foto?!

É para dar umas palmatoadas ao pessoal que anda nas festanças e quejandos de covid e associados.

Umas palmadas de figueiras da índia, nesta época de calor… não lhe digo nem lhe conto!

 

Boi D’Água: Uma Visita Virtual! Botânica?!

Um passeio para desconfinar: Boi D’Água?!

 

Desde logo a toponímia. Peculiar! Não conheço a respetiva etimologia. Pessoa amiga me disse ser assim designado, esse espaço entre Cidade e Campo. Povoamento de algumas casas, dispersas, tão diferente do território regional em que se insere: Alentejo, melhor, Aquém – Tejo!

O nome?! Entendo que será devido à fartura de água. Que é uma das suas peculiaridades. A água escorre pelas faldas da montanha, o murmurejar nas valetas, nas pequenas cascatas, no ribeiro que escoa na direção do Bonfim, para a Ribeira da Lixosa; mais a jusante irá para a Ribeira de Seda, desta para a da Raia, daí para o Sorraia, e depois, muito depois, lá irá parar ao Tejo, para os lados do Porto Alto! Muito corre a água!

 

Um local que estando na Cidade, deduzo que faz parte da freguesia urbana, portando citadino, na realidade não está na cidade. É campo, espaços de cultivo, hortas, floresta autóctone: sobreiros, carvalhos, loureiros, salgueiros; árvores de fruto: nogueiras, macieiras, aveleiras, figueiras; arbustos: giestas, lentiscos, troviscos, estevas e estevinhas, rosmaninhos, alecrins; medronheiro, de porte arbóreo; heras pelas paredes e carvalhais, rivalizando com o pegamassa… Muitas e variadas plantas que desconheço.

Floresta de pinheiros, enormes, mansos e bravos, adaptados aos nossos climas, há séculos. Floresta, a necessitar de limpeza, nalguns locais. Espaços tão dentro da Cidade, envolvendo – a, cercando – a, mas perigosamente muito sujos.

 

Um espaço territorial que estando em Aquém Tejo, é montanhoso, lembrando os territórios do Norte, pela orografia, o relevo, o arvoredo verdejante, a correnteza das águas.

 

É a este espaço que propomos uma Visita Virtual. Também Botânica! Utilizarei algumas fotos do ano passado, que as deste ano ainda não foram trabalhadas.

 

Este postal está conjeturado há algum tempo, tal como os anteriores sobre estas temáticas de visitas virtuais, funciona para descomprimir e talvez anteceder algum hiato na comunicação bloguista, espero que não tão demorado como o anterior, que foi quase um mês.

Interessante que nos últimos dias, 24 e 25 Junho, o postal mais visualizado no blogue foi “Portalegre tem um Passadiço?!” Coincidências? (A quem se terá devido a divulgação?!...)

 

Vista da Cidade

Foto original. A Cidade. 2019. 07. jpg

 

Uma Avelã

Avelã. 2019. 07. jpg

 

Um Feto das Paredes

Foto Original. Feto. 2019. 05. jpg

 

Um Pegamassa ou Bardana

Foto original. Pegamassa. 2019. 05. jpg

 

Uma planta que desconheço o nome

Foto original. 2019. 05. jpg

 

Um sinal de caminheiros. Sabe o que significa?!

Foto original. Sinal de Caminheiros. 2019. 05. jpg

 

O Caminho!

Foto original. Caminho. 2019. 05. jpg

 

E as aves a cantar? E as ovelhas, os balidos? Os chocalhos? Os cheiros dos trevos, quando as ovelhas passam?

Vá, por si, Se Faz Favor! SFF! Experimente! Caminhe!

 

Ah! Um Mirone!

Foto original. Um mirone. 2019. 07.jpg

 

 

Um Poema de Despedida!

“REQUIEM  PARA  UM  IRMÃO”

 

“Partiste

Assim como um suspiro, folha de árvore que cai

Alguma aragem, tão livre, como a natureza quis.

Olha, irmão,

Por aqui, o mundo gira igual, louco, caótico e indiferente.

O sol volta a pôr-se magnífico em fogo, lá no horizonte

Há vidas que hoje se te vão juntar e amanhã

Sempre a vida brotará de outros seres e haverá novo sol.

Perdeste o respirar, o olhar, a magia desta Primavera

Saberás de nós nesse outro lado? Como tudo é insondável!

E assim nos deixaste sem queixas, sem remorsos, como um guerreiro.

Onde estarás agora?

As tuas coisas, os teus objectos estão iguais no seu canto

Mas não são mais os mesmos sem ti

E esperam, esperam, sem jeito.

No bosque dos meus afectos sinto-te mais perto

O rio escorre seus murmúrios e continua

Com as libélulas, os peixes, os minúsculos insectos

Tudo no seu ritmo natural de sempre.

Flores selvagens, os pequenos algodões e os fulgores.

É primavera, as aves cantam e tudo mexe,

Há sinais ao redor, há perfumes, há rastolhadas,

Seres da terra de que não sei o nome

E por vezes o vento, nas ramagens,

Que tudo agita e tudo harmoniza.

Olha, meu irmão

Oiço o Réquiem de Mozart e deixo-me sucumbir

É tão belo, é tão triste, tão fora deste mundo

Como tu estás, agora!

Se por alguma razão que não sei

Se por algum profundo mistério

Se também tu estiveres a ouvir…

Será, será que também te comoves?”

 

ROLANDO AMADO RAIMUNDO

24 DE MAIO DE 2020

*******

Foto original. Portalegre vista do Passadiço. 2019. 05.jpg

 

Voltamos à Poesia.

 

Como algumas vezes neste blogue, um lindíssimo Poema de Despedida. Também tenho alguns meus escritos e aqui divulgados, acenando Adeus a Pessoas que nos são queridas. Também de outras pessoas.

Muito bonito, este Poema.

 

De Rolando A. Raimundo, também sócio do CNAP – um dos organizadores e participantes nas Tertúlias do Círculo. Também um dos colaboradores do Boletim Cultural, tal como D. Olívia, Alma Mater do Círculo, ativa divulgadora e promotora da Cultura ligada à Poesia e Artes; António Diniz Sampaio e Luís Filipe Soares, sócio nº 1 e fundador da APP, organizador e dinamizador das Antologias de Poesia, das Maratonas e outras atividades culturais, nos anos oitenta do séc. XX.

 

A divulgação deste Poema insere-se num dos propósitos deste blogue que é a divulgação de Poesia de “Outros Poetas e Poetisas”! Desiderato bastante bem documentado, com Poesia. De elementos da APP, do CNAP, de “Momentos de Poesia”, da SCALA; de Pessoas de Aldeia da Mata.

 

Poucos blogues, ou nenhuns (?), neste universo (digital), realizam ação igual ou semelhante.

Eu também agradeço a amabilidade de todos os participantes, que desse modo também engrandeçam este universo particular e específico de Aquém Tejo.

 

(Foto? - Original de Cidade de Régio, vista do "Passadiço".)

“Em Casa D’Amália” – Tertúlias semanais na RTP1

Fado – Poesia - Cultura

Fafá de Belém, Waldemar Bastos, Dany Silva - André Dias e Bernardo Viana

Apresentação de José Gonçalez

 

 

Foto Original. 2019. 05.jpg

 

Programa da RTP1, tertúlia transmitida às 6ªs feiras, à noite. Na passada sexta, dia 19, já o nono programa. Em semanas anteriores, algumas vezes visualizei excertos do programa. Neste último, face aos tertulianos presentes, deixei-me, em boa hora, levar na onda. Quando e onde podemos ouvir, assim numa assentada, Fafá de Belém, Waldemar Bastos, Dany Silva, acompanhados por André Dias e Bernardo Viana, dois jovens músicos, engrandecendo a tríade de cantores?! Dany e Waldemar também executantes.

 

Num jeito muito informal, apresentação de José Gonçalez, precisamente na Casa de Amália, à Rua de São Bento, na sala, deduzo eu, bem bonita, por sinal.

Programa, homenageando a Diva do Fado, recriando, de certo modo, as tertúlias que Amália promovia na sua própria casa. Neste programa foi precisamente lembrada a célebre tertúlia em que participou Vinícius de Morais, também Ary, Natália Correia, David Mourão Ferreira, em 1968, génese de disco editado em 1970: Amália – Vinícius.  

 

Programa excelente! Parabéns aos participantes. E Obrigado pela beleza de Música e Canções que nos trouxeram.

 

E que saudades tenho das tertúlias. Das Tertúlias de Poesia, confinadas, com esta coisa do Corona!

 

Da APP – Associação Portuguesa de Poetas. Na sede, aos Olivais; no Vá – Vá, na Avenida de Roma. Ambas em Lisboa.

Do CNAP - Círculo Nacional D’Arte e Poesia. Ultimamente no Café Império. Anteriormente, ao Centro de Dia de S. Sebastião da Pedreira. Também em Lisboa.

De “Momentos de Poesia”, no Café José Régio, antigamente “Café Facha”, em Portalegre.

Da SCALA – Sociedade Cultural das Artes e Letras de Almada, na Sede – R. Conde Ferreira – Almada Velha ou na Oficina de Cultura, no centro de Almada.

 

E.. Viva  a Poesia! Viva o Fado! Viva Amália!

 

E novamente parabéns a todos os participantes e organizadores do Programa da RTP1, supramencionado.

Cinco Estrelas!

Confinamentos e Mensagens Contraditórias!

Começou o Verão, no sábado passado, dia 20 de Junho. E o calor… e os fogos!

 

Continuamos com a Covid, que não há meio de nos largar.

 

Ontem, 2ª feira, dia 22, o Senhor Primeiro Ministro anunciou o retomar dos “confinamentos”, nalguns dos concelhos da Grande Lisboa, após reunião com os respetivos Autarcas: Lisboa, Sintra, Amadora, Loures, Odivelas.

Finalmente, diria eu!

 

Medida incongruente, que acaba por passar, novamente, uma mensagem dúbia e contraditória. Dado que se centra num contexto espacial, em zonas urbanas de grande densidade populacional e interligadas. Nalgumas regiões, numa rua ou avenida de um concelho “confinado”, segue-se imediatamente essa mesma rua ou avenida em concelho “não confinado”.  Basta dar dois passos e os normativos são completamente diferentes. Não faz sentido. Não há uma coerência comportamental, uma mensagem clara e precisa. Vai tudo continuar “ao molho e fé em Deus”!

Ademais, pelo que li, essas ações de confinamentos contextualizam-se em freguesias! (?)

A mensagem deve centrar-se na possibilidade de contágio pelo corona, probabilidade de aumentar em função dos contactos estabelecidos.

Tem que haver muita, muitíssima responsabilidade das pessoas, de cada pessoa, a ação de cada um tem reflexos, consequências, nos outros.

 

Por isso, Caríssimos, mantenham-se calmos, não desconfinem demasiado.

Já basta o que temos que fazer impreterivelmente, o que não podemos adiar…

Quem tem que andar em transportes públicos, nomeadamente comboios e metros da Grande Lisboa, continua sardinha em lata, na hora de ponta?! (...)

 

Hoje, 23, é véspera de S. João. “S. João, S. João, dá-me um balão…”

Jogam Porto e Boavista…

Seja qual for o resultado… Não façam manifs!

Há que escolher o Caminho certo!

Foto original. Percurso pedestre. 20190520. jpg

 

 

Até logo… ainda gostaria de enviar outro postal, hoje.

 

Saúde para todos/as!

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