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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

“Mensageiro da Poesia”

Boletim Trimestral: Out. Nov. Dez. 2020 

Mensageiro.jpg

Hoje, volto à Poesia.

Ontem ainda nevou até ao sol posto, pouco, cada vez menos. Ao crepúsculo, vislumbravam-se os pinheirais da Serra, matizados de branco, mas de manhã já não havia sinais de neve. Derretera-se nas folhagens, que no chão nem sequer chegou a acumular. Pena nossa.

 

De Poesia e após ter reportado para Augusto Gil – Balada da Neve, e ter dado conhecimento da edição da XXIV Antologia da APP, hoje escrevo sobre Mensageiro da Poesia” – Associação Cultural Poética e o respetivo Boletim.

Boletim trimestral, o último, nº 155 – Out. Nov. Dez. 2020.

Com uma excelente apresentação gráfica e formato, capa e contracapa a cores, bem como páginas centrais.

Na capa, destaque para o 22º Aniversário da Associação e Poetisa do Mês: Emídia Guerreiro Salvador.

Na contracapa, o poema “Povo que lavas no rio”, de Pedro Homem de Melo, de que é traçado “Um breve olhar sobre a vida e obra”, na penúltima página. Vinte e oito no total.

Cinquenta e três participantes, com poesia e prosa. Cada Boletim acaba por funcionar como uma pequena Antologia.

Nota de Abertura, assinada pelo Diretor, Jorge Henrique Santos, subordinada ao tema “Natal sob Pandemia”.

Alguns avisos.

E Destaques: Cantinho do Escritor, Poemas a Concurso, Poeta em Destaque – Pedro Homem de Melo, Poetisa do Mês – Emídia Salvador, Premiados no Concurso de Poesia. Comemoração do 22º Aniversário.

E Poesia, múltipla e diversa.

Participei com “Poema em verso controverso”, a propósito desta sina de Covid.

Próximos temas: Paz, S. Valentim, Dia da Mulher; Dia do Pai, Dia Mundial da Poesia.

Contactos:

e-mail: mensageiropoesia@gmail.com

Rua dos Vidreiros, Loja 5 - Espaço Associativo de Amora – 2845 – 456 – AMORA.

Carvalhais e Bonfim. Foto original. 2021. 01. jpg

*******

Povo que lavas no rio

Que talhas com o teu machado

As tábuas do meu caixão

Povo que lavas no rio

Que talhas com o teu machado

As tábuas do meu caixão

Pode haver quem te defenda

Quem compre o teu chão sagrado,

Mas a tua vida não.

(…)

Do “Boi D’Água” ao Bonfim!

Sugestão de Percurso Pedestre.

Bonfim e Penha. Foto original. 2021. 01. jpg

Cai neve no Alentejo!

Cai “… leve, levemente…”

Hoje, desde cerca do meio dia, está a nevar na Cidade de Régio. Uns farrapitos, quase nada, vieram engrossando, uma dança de alvéolos flutuando. Vistos do quarto andar, ganham outra dimensão, pequenas plumas silenciosas e acrobáticas, logo se desfazem, mal tocando o chão. A continuarem, esperemos que sim, talvez, amanhã, pela manhã, tenhamos as encostas da Serra matizadas de branco. Que saudades! Há muito que não vejo os campos alentejanos cobertos de neve.

Bonfim e Penha. Foto original. 2021. 01. .jpg

Mesmo assim, já nevando e ainda antes da hora de confinamento, fiz parte do percurso do “Boi D’Água”. Não continuei na direção do Bonfim. Entre outras razões, havia gente a cortar lenha e a apanhar pinhas numa das propriedades. Provavelmente alguns dos proprietários. O caminho vicinal é público, apesar de estar vedado por portão. Mas, seguindo-o e desbravando-o, é possível chegar ao Bonfim, sempre por trajetos vicinais, alguns bem característicos de tempos antigos. É ver e olhar e observar.

Serra Penha. Foto original. 2021. 01. jpg

É um trajeto ótimo para um percurso pedonal. É as pessoas caminheiras quererem aventurar-se. Só não gostei da parte entre o Areeiro e o Bonfim, que se processa na estrada, que é muito movimentada e as bermas são muito, muito estreitas. De resto, proporciona excelentes vistas, algumas já apresentadas noutros postais, outras neste.

Caminho Serra. Foto original. 2021. 01. jpg

E ficou muito por explorar. Que existem algumas casas em ruínas e o que parece ser um fontanário antigo. Que a Serra é riquíssima em água e as quintas nas encostas todas têm e tinham bons mananciais para consumo dos proprietários e regas das hortas e pomares. E é por aí que correm os primórdios da Ribeira da Lixosa. (Que raio de nome!)

Mas, paradoxalmente, sempre se encontra algum lixo. Um improvável fogão velho, atirado borda fora do caminho, numa ribanceira. Ele há gente que faz da Natureza balde do lixo de casa!

Mato na Serra. Foto original. 2021. 01. jpg

E algo que me impressiona e atemoriza. As encostas têm uma floresta vasta de pinheiros, prontos a cortar, a desbastar, com imenso mato autóctone, caruma por todo o lado, troncos velhos e podres, pinhas, giestas secas. Um rastilho de pólvora em verões quentes, que nos atormentam todos os anos.

Pinheiros na Serra. Foto original. 2021. 01. jpg

Os terrenos não têm proprietários que mandem cortar os pinheiros? Desbastá-los? Uma limpeza a sério. Até renderá bom dinheiro, pois as árvores já são de grande porte. Muitos proprietários? Desconhecidos?

As entidades públicas, os serviços competentes nacionais ou municipais não têm capacidade ou poder de intervenção?!

Eucalipto na Serra. Foto original. 2021. 01. jpg

Uma pena e um perigo. Para as dezenas de moradores que têm quintas ou vivendas nas redondezas. Para as centenas de habitantes dos bairros nas proximidades. Para todos os habitantes da Cidade. Porque a ocorrer uma catástrofe, todos perdemos!

Cidade de Régio. Foto original. 2021. 01. jpg

Um pedido, um alerta, uma sugestão, a quem de direito.

 

E continua a cair: “… leve, levemente…”!

Fui ver. “A neve caía… tão leve… tão fria…”

Ramalhete de Questões: o 1º de 2021!

Há muito sem comentar algumas das ocorrências dos últimos tempos.

Sobre que discorrer?!

Bonfim Serra. Foto Original. 2021. 01. 08. jpg

As eleições presidenciais? Os respetivos debates? Os orçamentos dos candidatos? Que acho um desperdício a colocação de cartazes para irem apodrecendo nos “fora de portas / outdoors”, passados meses? Que o Vitorino até se revela bem sensato no meio dos outros todos? Que não seriam precisos tantos candidatos, mas que até ganham uma certa graça estes duelos de personalidades?

 

O aumento dos casos de Covid nos últimos dias? A possível correlação entre estes aumentos e o desregramento nas festas natalícias e subsequentes festejos de ano novo? As medidas quase sempre reativas das nossas governanças? As agora anunciadas, que não acrescentam nada de novo, mas mantêm as escolas em funcionamento? Percebemos o porquê, pois como seria fechar escolas e os reflexos nas vidas dos progenitores e encarregados de educação dos alunos? E irão conseguir manter o respetivo funcionamento?! E o frio e janelas abertas?!

 

Abordar o caso do magistrado indicado para um cargo europeu e as incongruências associadas a essa nomeação? Manifestar a minha surpresa de como é possível que os nossos governantes e dirigentes achem que este país é um quintal da respetiva casa, onde podem colher laranjas a seu bel prazer? (Falo em laranjas, porque agora é o que mais abunda. Mas podiam ser nêsperas!)

 

Congratular-me com o início da vacinação? Desejar que continue sendo progressivamente alargada a todas as pessoas? Almejar o respetivo alcance aos recantos mais pobres de todos os países? Realçar o facto de que, com ajuda mútua, os povos conseguem encontrar soluções construtivas para a Humanidade, em tempo recorde? Admirar-me que tivesse pegado a moda de que, para serem vacinados num braço, seja necessário despirem-se da cintura para cima?! Imaginem se fosse numa nádega!

 

Escrever sobre o que se passou recentemente nos EUA? Que provaram do veneno de terem colocado um louco a dirigir os destinos da nação?! Que deveriam erradicá-lo da cadeira do poder, ainda antes do final do mandato? Antes que faça mais algum disparate? Que, aplicando a Lei, o deveriam submeter a julgamento?

 

Que me congratulo com o acordo entre EU e Reino Unido sobre a saída dos britânicos da União Europeia?? Que, todavia, considero o Brexit um ato de puro egoísmo dos ditos cujos?

 

E sobre que mais discorrer?! Haverá mais, mas, por agora, fico por aqui.

 

E por aqui, referir que hoje, apesar do frio, demos uma valente caminhada, percorrendo desde o “Boi D’Água” até ao Bonfim. O meu Pai dizia que fizemos uma “tapada”, pois concretizámos uma volta, a modos que circular, contornando todo um espaço territorial. “Matámos Saudades”, pois passámos junto às nossas Escolas!

Bom Fim Foto Original. 2021. 01. 08. jpg

Até próximo postal! E Excelente Ano de 2021 com muita Saúde!

XXIV Antologia da APP 2020 – Edição

Venceremos, Poetas, a Gadanha!

 

Nada melhor para começar este novo ano no blogue do que abrir com um postal sobre Poesia.

Foi com grata satisfação que me deparei ontem, na caixa do correio, com um exemplar da XXIV Antologia de Poesia da APP - Associação Portuguesa de Poetas, Edição 2020.

Fizera aqui divulgação da preparação para esta nova Antologia, como tenho feito de muitos e diversos eventos da APP e de Outras Associações Poéticas, de que sou sócio, bem como de outros eventos poéticos.

Foto Original. 2019. 12. jpg

Participação de 66 Autores e 145 trabalhos, a grande maioria em Poesia.

Coordenação de M. Graça Melo e Carlos Cardoso Luís.

Capa: Reprodução fotográfica de trabalho em tapeçaria, executado pela associada Beatriz Ferreira.

Edição: APP – Associação Portuguesa de Poetas, fundada em 3 de Abril de 1985. Registada na Base de Dados da UNESCO.

Sede: R. Américo de Jesus Fernandes, 16 A 1800 – 023 – Lisboa.

Email: associacao.poetas@gmail.com

 

Transcrevo parte da Nota de Abertura:

«… Uma antologia com vários autores é sempre um manancial de variadas formas de sentir e de escrever que dá ao leitor um panorama alargado de experiências literárias representativo de vários géneros.

Nesta Antologia, todos caminharão de mãos dadas, na certeza de que a poesia existe para sublimação dos sentimentos de humanidade.

 

Lembro a veterana confrade Carmo Vasconcelos, de cuja autoria transcrevo:

“Seja escrita ou falada

Seja rimada ou cantada

A Palavra é milagrosa…

Tão milagrosa que a gente

A manipula e a sente

Como arma poderosa

 

E para todo o poeta

A Palavra é a dilecta

E eterna amante fatal…

E o poeta quando parte

Só deixa como estandarte

A sua amante imortal!

 

Viva a Palavra!

Viva a Poesia!

Que a nossa Antologia seja mais um Grito!”

 

E eu acrescento, sentindo as vossas vozes em coro

VIVA A APP!

Graça Melo

Presidente da Direção»

Um Postal de Natal?!

APBP. Digitalização árvore natal 5.jpg

Casos Mediáticos!

 

Ao iniciar este postal, dirijo-me a Si, que terá a amabilidade de ler este texto. E desejo-lhe um excelente Dia de Natal!

 

Neste Dia, apesar da sua singularidade, não quero deixar de comentar algumas situações que nos têm chamado a atenção.

 

O caso da chacina na Herdade de Torre Bela – Azambuja. Um crime, sem qualificação possível. E não adianta extrapolar para as situações diárias em que o Ser Humano abate outros seres vivos, que é um facto a pensar também, mas o enquadramento, as finalidades, as motivações, os contextos são diferentes.

Na Torrebela foram centenas de assassinatos, fúteis, grotescos, sem qualquer justificativo.

A Herdade já noticiou não ter tido qualquer responsabilidade. Que também quer que os prevaricadores sejam punidos. E quem são eles?! A empresa ou empresas organizadoras? Os matadores? Também se irão descartar?! As armas dispararam sozinhas?!

Em última instância, ainda terão sido os indefesos animais que se puseram a jeito, frente à mira das espingardas…

Esperemos que haja investigação conclusiva e que o crime seja devidamente categorizado e os responsáveis / criminosos castigados.

 

Outro caso, para atenção dos promotores e defensores do Brexit. As intermináveis filas de camiões, à beira do túnel da Mancha. Bem sei que o motivo imediato da situação não foi o Brexit. Até parece que afinal chegaram a um acordo. Mas é situação que pode vir a ocorrer novamente, perante esta ou outra situação.

A interdependência entre povos, países, estados, nações, culturas, é irreversível. A existência de uma Europa Unida, de grandes espaços globais, é uma necessidade.

A demagogia dos populistas é um perigo à Paz dos Povos!

A União Europeia precisa ser repensada por Estadistas de visão alargada, precisa! Mas faz sentido a existência de um grande espaço de Paz na Europa. E no Mundo.

 

Um caso mais trivial. Em noite de Consoada, foi inevitável o comando da TV parar no “Big Brother”. (Estava sem óculos, por estar com máscara.) Mas… aquele pessoal, as várias famílias dos concorrentes não estariam todos excessivamente desconfinados?!

E a TVI a promover esses comportamentos.

E com as novas possibilidades tecnológicas de retroceder na programação, também houve oportunidade de rever aquela cena da Vaca no Presépio, na Casa da Dita Cuja. Ridículo!

 

E, nós?! Estaríamos também devidamente confinados e respeitando as normas de distanciamento social e de higiene exigidas?!

 

E para terminar… e novamente.

Um Excelente Dia de Natal! Festas Felizes! Muita Saúde para todos.

E muito especialmente para Si, Caro/a Leitor/a, que teve a amabilidade e paciência de concluir este texto. Bem Haja!

(Digitalização de Árvore de Natal. Obrigado APBP.)

O Intrigante Pássaro Preto!

Ainda quero voltar a escrever sobre o Natal!

Mas antes vou cronicar sobre este confinamento. E pássaros…!

 

Mais um sábado de confinamento. O mesmo silêncio estranho. Por um lado, agradável, mas também algo inquietante e até opressivo. Os donos de cães são dos poucos transeuntes. (A sujarem os passeios, não todos os donos, mas um número significativo deles.)

As aves não querem saber. Fazem as suas vidas, voando. Já basta as desgraçadas que têm de estar permanentemente confinadas em gaiolas.

Não entendo quem diz gostar de animais, para ter pássaros sempre presos! Além das tradicionais aves exóticas e canoras, há gerações enfiadas em prisões de arame…há quem tenha corvos, sim! Corvos! Melros, enfiados em estruturas aramadas. Permanentemente! Se isto é gostar de animais, vou ali, já venho.

(Acho que este confinamento a que estamos sujeitos, esta reclusão forçada deveria provocar-lhes reflexão. Digo eu. Sei lá!)

Rabirruivo Preto Avifauna Jardim Gulbenkian pt Dez 20

O intrigante pássaro preto, do tamanho de pardal, saltitante; que parece querer interagir connosco, que faz ninhos em parapeitos, algerozes, estruturas de telhados; com a parte inferior da cauda arruivada, que com a dita cauda, parece fazer uns tremeliques… bem, parece que já sabemos o nome.

Sugestão de blogue: “Danny, The Fox”! Só alguém com a perspicácia de raposo, poderia decifrar. Rabirruivo Preto!

A partir do que pesquisei na net e com a observação efetuada esta tarde, concordo. Apesar do meu conhecimento deficiente de pássaros.

Esta informação também a partilho com “Arca de Darwin”, com quem tinha compartilhado informação sobre esta ave e com Modesto Viegas, com quem também tinha falado numa Exposição na SCALA – Almada. São ambos apaixonados pela Natureza, com blogues em que expõem as suas pesquisas fotográficas. Dignos de navegação!

Obrigado pela vossa atenção!

E, por agora, fico por aqui. Ainda escreverei sobre O Natal.

A foto não é da minha autoria. Não tenho competência, nem meios, para fotografar aves, sempre tão fugidias. (In. Avifauna / Jardim Gulbenkian.pt!) (Que saudades!)

A Estrela de Natal!

Não me apetecia nada ter de falar de Covid.

Aproxima-se o Natal!

Digitalização estrela natal.jpgNeste ano de 2020, nas circunstâncias problemáticas que vivenciamos, de celebrações mais restritas. Pelo menos é assim que deverá ser. Todavia, por tudo o que se tem observado, e dado o aliviar anunciado das restrições, tenho as minhas dúvidas.

Não quero deixar de referir que nestes fins de semana “prolongados”, com imposição de confinamento, o número de casos novos foi diminuindo. Hoje subiu. Veremos como se irá processar nos próximos dias.

Observando essas diminuições e relacionando-as principalmente com os confinamentos, seria de supor que houvesse uma certa aceitação consensual dessas restrições parciais à liberdade individual. Contudo não há consenso possível!

Há muitos detratores a essas mesmas limitações, a esse cerceamento da Liberdade. Por múltiplas e diversas razões.

Terá sido a partir desse conhecimento, de que muita opinião pública está contra essas decisões governativas, que o governo vai aliviar essas restrições na “Quadra Natalícia”?! Percebo o enquadramento, não direi que concordo. Aguardemos o evoluir da situação já nestas semanas pré-natalícias e na subsequente.

Mas eu não queria falar de Covid!

O postal ilustrativo deste texto é uma edição de APBP – Artistas Pintores com a Boca e o Pé, Lda. – Rua Belchior de Matos nº 5 R/C Dtº - 2500 – 324 – Caldas da Rainha. Tel. 262880604. - www.apbp-portugal.com. (apbp.encomenda@gmail.com)

Já há vários anos que adquirimos o conjunto habitualmente enviado, englobando vários postais alusivos à época natalícia e envelopes, um calendário de bolso, uns cartões de prendas, autocolantes e um calendário de secretária, sempre acompanhados por uma bonita, comovente e apelativa carta, escrita com o pé. Assinada: M. Lurdes.

O postal ilustrado que apresento não é deste ano. Escolhi-o porque segundo li, neste ano de 2020, vai ocorrer a 21 de Dezembro, uma peculiar conjunção de dois planetas do sistema solar, que sugestiona o que parece ter ocorrido à época do Nascimento de Jesus e terá dado origem ao fenómeno designado por “Estrela de Belém”. Que, segundo o Novo Testamento, terá levado à deslocação dos Reis Magos e dos Pastores, ao local onde terá nascido Jesus Cristo.

Esta pintura, reproduzida neste cartão, evoca a visão dos Pastores! 

Assim, também aproveito para desejar a todos/as Leitores/as, um Excelente Natal, com muita Saúde!

 

Vacinas e... Visons

Que tem a letra a ver com a careta, além da letra inicial – V?!

 

Ainda se ouvem os ecos da vacina da gripe, já aí vem a vacina da Covid. Faz falta, sim!

Discutem-se os possíveis critérios de vacinação, as prioridades, quais os grupos que deverão ser vacinados primeiro: se os velhos, se os novos, se certos grupos profissionais, se utentes de instituições, se trabalhadores desta ou daquela atividade…

(Ao mesmo tempo, já os detentores de opinião formada sobre tudo e sobre nada, opinam, peroram, procuram influenciar, manipulam, formulam juízos de valor sobre critérios supostos, em estudo, ou já saídos nos media.)

Também vou na onda!

Antes de tudo mais, o que acho importante é que as vacinas sejam realmente eficazes. Que correspondam, em termos de efeitos, ao que delas se espera. Isto é, que permitam neutralizar o vírus, erradicar ou combater a Covid, a curto, a médio, a longo prazo.

Que não tenham efeitos colaterais. Que tenham sido devidamente testadas, dando garantias da sua eficácia, da sua fiabilidade. Que nas testagens efetuadas não tenham sido detetados danos residuais sobre os pacientes. Projetar efeitos a longo prazo, realizar previsões a esse plano temporal, não será fácil, mas é conveniente que, ao ser aplicado um plano de vacinação, nós possamos ter confiança no que tomamos, a que nos sujeitamos.

(Esclareço: Não faço parte de movimentos anti vacinas. Não, de modo algum!)

 

E os visons?!

Esses, a modos que vão ter uma vacinação radical! (Perdoe-se-me a ironia, pois que considero o assunto sério.)

No Reino da Dinamarca… um daqueles países do Norte da Europa, que habitualmente ficam bem na fotografia, no respeitante a índices de desenvolvimento, já começaram a matar milhões de visons.

Foi detetada uma variante do corona nestes animais, alguns humanos foram contaminados e antes que essa nova estirpe do vírus alastre e coarte a eficácia da vacina que irá ser utilizada nos humanos, o governo dinamarquês decidiu mandar abater todos os visons. O que já começou a ser feito, não sei se concluído. É tanto o drama, que a Senhora Primeira Ministra, do dito Reino, até chorou em público, sobre o assunto.

Mas atentemos bem na questão.

Esses bichos fofinhos são criados em quintas, certamente com todas as comodidades e confortos. E para quê?!

Para serem mortos e esfolados e as apreciadas peles serem convertidas em abafos de humanos. Para estes se pavonearem, satisfazerem a sua vaidade, enfeitados com as ditas, de não sei quantos animais assassinados, para seu bel prazer.

E questiono-me… O que é feito, nessa situação, às carcaças desses animais esfolados? São reutilizadas como subprodutos? São incineradas? Enterradas, como parecem ter sido as carcaças desses infelizes bichitos afetados ou em vias de infeção corona viral?

Reflitamos. Este abate em massa dos animais é de facto constrangedor.

Mas o que não o é menos, pelo contrário, é o que está na sua base.

Isto é, a criação de animais, a uma escala de milhões para serem abatidos para satisfação só e apenas da Vaidade Humana, para Ganância de alguns, pela febre do Lucro de uns quantos. 

(Não venha a Senhora Primeira Ministra chorar lágrimas de crocodilo, porque o que está errado e é chocante, é este modelo de produção!)

Agricultura? Agro indústria? Indústria? …?!

Não! Carnificina!

 

E sobre a Dinamarca:

A Fraude-bedrag-episodios-17-e-18

A Heranca-serie-dinamarquesa

Séries-borgen-politica-eleicões

Borgen

Vergonhoso-infame

Idolatrias e Teimosias!

Rima, na Forma e no Conteúdo!

Nestes dias de confinamento, não posso deixar de abordar dois acontecimentos mediáticos recentes, um de caráter internacional e outro nacional.

Carapeteiro. Foto original. 2020. 10. jpg

A 25 de Novembro, faleceu Maradona. Face ao que observei, no presente e no passado, em tantas manifestações reais e virtuais, em tantos meios comunicacionais, em declarações inflamadas de tanta e tão boa gente… não imaginava tanto endeusamento em torno de um indivíduo.

Foi o triunfo da Idolatria!

 

Neste fim de semana de confinamento, decorreu, em Loures, o congresso do PCP.

Foi o triunfo da teimosia!

Não é que o PCP não tivesse o direito de realizar o encontro partidário, que tinha, todavia, neste contexto, não deveria. Ou deveria realizar virtualmente, sei lá!

E para quê?! Para ficar tudo na mesma, que, pelos vistos, continua o mesmo secretário geral!

 

Mas a teimosia é também dos que persistentemente passam o tempo a bater no assunto, por preconceito.

Diz o provérbio: Um teimoso nunca está só! Tem de haver sempre outro teimoso, no caso vertente, vários.

Tenho dito! Até próximo postal…

E a foto?!

De carapetos! 

Plátano do Rossio – Portalegre

Árvore de Portugal - Ano 2021

Plátano Rossio. In. Green Savers. jpg

O célebre Plátano do Rossio, de Portalegre, foi declarado como a Árvore do Ano, depois da escolha efetuada por votação, através de email.

Há que dar os parabéns! À Árvore, pela sua capacidade de resistência? Ao Rossio, que irá ter mais uma placa por baixo do Plátano, como forma de assinalar a efeméride? À Cidade? A quem promoveu a iniciativa? A quem votou, que neste caso, e neste ano, se mobilizou? Ao bairrismo? A quem a plantou? A todas estas entidades?! O que acha?!

 

Também votei, como escrevi e divulguei no blogue, em “Passeio Virtual na Cidade de Régio II”. À data, já se delineava o Plátano como possível vencedor, seguido das Árvores que acabariam por ficar nos lugares seguintes: a Oliveira de Mouchão e o Schotia do Jardim Botânico da Ajuda.

Como tinha de escolher duas árvores, não selecionei a Oliveira. Que era também merecedora de vencer. Aliás, bem pode concorrer para o ano. Uma árvore que, segundo cálculos técnicos e científicos, tem mais de três mil anos, não vai morrer assim de um ano para o outro. Irá concorrer e com todo o merecimento, vencer. O Plátano também não foi a primeira vez que concorreu…

 

(Há três ou quatro anos procurei saber como se calcularia a idade de umas oliveiras e solicitei informações a um laboratório da UTAD. Explicaram-me genericamente os procedimentos a efetuar e o preço. Este não me entusiasmou, pois ascendia quase a mil euros. Desisti! Faço um cálculo hipotético, atribuindo-lhes várias centenas de anos, algumas talvez rondando o milhar, nomeadamente a que caiu com a tempestade de 19/20 de Dez. 2019.)

 

Quanto à Oliveira de Mouchão, intriga-me a idade que lhe atribuem. Segundo tenho lido, as oliveiras são originárias da Ásia Menor, Palestina, Síria…Terão sido os Fenícios que inicialmente as terão disseminado pela Bacia do Mediterrâneo, seguidamente os Gregos e principalmente os Romanos. E também os Árabes.

Ora estes povos chegaram à Península Ibérica, os primeiros, os Fenícios, há cerca de 2500 anos. Aí residem as minhas dúvidas, dado que atribuem à dita Oliveira mais de 3 mil anos!

Dezenas de oliveiras que conheço no nosso Alentejo têm na sua base um zambujeiro, que foi enxertado. Presumo que a de Mouchão estará nas mesmas condições. Sobre essa matriz de oliveiras bravas foram feitas enxertias de oliveiras mansas. As bravas são mais resistentes, daí servirem de porta enxertos, todavia a azeitona é pouco carnuda, por isso são enxertadas para produzirem melhor azeitona.

A minha questão é: Os zambujeiros já existiriam na Península, antes de os Fenícios terem trazido as primeiras oliveiras mansas para enxertar?!

 

Retornando à Cidade de Régio.

O Plátano, encontra-se no topo sul do designado “Jardim do Tarro”. Outro jardim ou parque existente designa-se “Corredoura”. Em ambos, existem várias árvores a precisarem de poda. Também, futuramente, não será mais adequado plantarem árvores autóctones e deixarem os plátanos, os áceres, de parte?!

Hoje, aproveitando o final da manhã, o bom tempo e antes do toque a recolher, caminhámos pelo Boi D’Água. A noroeste, na encosta soalheira, existe um pinhal com árvores enormes e imenso mato.

Não há quem corte e desbaste?! Não se lembram dos verões quentes?!

Tenho dito! E até próximo postal!

 

(Foto: Cortesia de © Ana M. Fonseca dos Santos - In. Green Savers.)

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