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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Black Friday – (Reedição de poema!)

Pôr do sol. Foto original. Nov.23.

("Black Friday")

 

Sexta-feira negra, sexta

Anda todo o mundo besta

Atrás de cabaz, de cesta

De compras ao desbarato.

 

Quantas vezes são gato

Por lebre, que até o rato

Do capital fez um trato

C’o diabo do consumo.

 

Gasto e mais gasto sem rumo

Tanta roupa em desarrumo

Tudo isto, em resumo

É mais comprar só por comprar!

 

Que compre, compre sem cessar

Porque o mundo vai acabar

É levar cesto abarrotar!

 

Black Friday, em cada ano

Outro import americano

É sempre mais um engano.

 

É bom lembrar que o planeta

(Bem pode dizer que é treta!)

Tem recursos limitados!

 

Se vamos gastar, gastando

Como gastar nós gastamos

É certo que nos tramamos

A consumir, consumando

Nossa geração e vindoura

Nada de bom nos agoura!

 

Hoje e amanhã tramados!!!

 

Novembro / Dezembro 2019

(Na sequência da “Black Friday” de 6ª feira 29/11/2019.)

 

 

Tertúlia de Poesia de APP – Domingo 26/11/23

Associação Portuguesa de Poetas – Sede: Olivais

Rua Américo de Jesus Fernandes – Lisboa 

Cartaz da Organização

Este final do mês de Novembro é de grande atividade poética.

Várias entidades organizam Sessões de Poesia.

Já divulgámos de “Momentos de Poesia”. Hoje damos a conhecer sobre a Associação Portuguesa de Poetas.

Muitas vezes divulguei, no blogue, ações desta Associação, de que sou sócio desde 1986!

Parabéns à APP. A todos os Associados. À Direção, aos vários Poetas e Poetisas, com quem fui convivendo ao longo destes anos, aos que, ao leme desta “Nau Poética”, têm conseguido levar a bom porto esta emblemática e peculiar Associação, desde 1985! A todos os Participantes das Tertúlias Poéticas.

Saudades!

Pôr do sol. Foto original. 19.10.23.

Saudades especiais dos que já partiram!

Pôr do sol. Foto original. Nov.23.

Viva a Poesia! Viva a APP – Associação Portuguesa de Poetas!

Casa Museu. Foto Original. Nov.23

Muito Obrigado a todos!

                                                                     

Momentos de Poesia - 17º Aniversário

Cartaz de Divulgação deste evento único e emblemático da Cidade de Régio.

Momentos de Poesia!

Cartaz Modelo - Cópia.jpg

Uma iniciativa altamente louvável.

Parabéns a todos os Organizadores e Participantes.

Felicitações pelo Aniversário!

E, porque estamos numa das  "Cidades de Régio".

Régio. Foto original. 03.04.23.

E, ainda... Monumento icónico da Cidade:

O Plátano do Rossio

Plátano do Rossio. Foto original. 03. 04.23.

Votos de excelente realização, como é apanágio da Organização.

Saúde e Paz!

 

O Costa do Castelo ou o Castelo do Costa?

Mas que Costa?! Um Costa que não era o Costa, que deu à costa!

Uns bitaites e não só, a propósito de um filme num país que é uma farsa, uma comédia de filme, numa tragicomédia de país!

O Castelo do Costa ruiu de vez!

E que castelo! Um castelo de cartas. De cartas e de que baralho! Mais do que um sarilho, foi um “saralho”! As cartas sempre a cair! Tantas caíram, que o baralho caiu de vez.

O baralho de cartas desfez-se! De vez?!

Uma tristeza, este país! Esta governança resultou de eleições antecipadas. Tanta gente a desejar a ruína do Costa e o país deu-lhe os naipes todos: maioria absoluta. Mesmo assim foram estes meses de constantes sobressaltos. O Costa e os seus “amigos” deram cabo disto tudo. Desperdiçaram oportunidades, umas atrás das outras.

Quem tem amigos assim, a quem confiar assuntos de relevo, não precisa de inimigos. Nem sequer de adversários. Foi por dentro que a governança se desfez! Foi sendo corroída internamente. Mas sempre “apertada” de fora. Não havia necessidade!

Tanta gente a rir, a saborear! A gozar o pagode!

Anda já tudo num rebuliço. Já todos andam numa roda-viva com as eleições, outra vez. Outra vez?! Se, entre as oposições, se vislumbrassem umas cartas de jeito, vá que não vá… Mas a desgraça é tal que, se estes são o que são e que mostraram, nos outros não se descortinam melhores qualificações, outros níveis de habilitações!

Há muito boa e santa gente achando piada a estas barafundas. Não acho piada nenhuma. É o país que se afunda. Por seis meses o país vai ficar “em banho-maria”!

São assuntos fundamentais, que vão ficar parados, novamente congelados, adiados.

E refiro os que mais se reportam às Pessoas. Tudo o que respeita ao SNS – Serviço Nacional de Saúde. À Educação. À Justiça. (Tanto no respeitante aos utentes / beneficiários, como aos trabalhadores, prestadores destes serviços.) À Habitação.

Não falo no aeroporto! Por mim, se puder e nos tempos que me restem de viver, evitarei andar de avião! Mas será importante definir um novo aeroporto, segundo se diz e se trata há mais de meio século! Opinando, se de facto vierem a concretizar um novo aeroporto, e se o que digo tiver algum valor, que o construam fora da “Grande Lisboa”. Na Margem Norte do Tejo. Nunca na Margem Sul. (Jamais, como disse o outro. Jamais! – em francês.) (Quem tem de ir todos os dias trabalhar para Lisboa, atravessar a “Ponte 25 de Abril”, que o diga.)

Olhem e porque não dão melhor utilidade ao de Beja?!

E os comboios?! Nem sequer andamos a vê-los passar, porque muitas linhas estão completamente desativadas. Não há uma ligação direta a Madrid; quanto mais Paris, ou a Europa! Saudades dos tempos em que era possível viajar de Lisboa a qualquer destas capitais, de comboio. Diária e diretamente! E correr a Europa no inter-rail.

(E pelos comboios me fico que estou com pressa e este postal está por demais atrasado. Como, aliás, os comboios!)

E, afinal, o Costa a modos que se foi, por um recado que parece que não era para o Costa!

Antes o Costa do Castelo!

Saúde e Paz, que tanta falta faz!

 

O Mercado… o Fotógrafo... e...

No Mercado Municipal da Cidade de Régio!

Mercado Municipal. original. Jul. 23

(Fotos no Mercado Municipal e na Cidade de Portalegre.)

Como seria bom que o Mercado Municipal tivesse vida assim, todos os dias. Não apenas nos sábados de manhã.

Como seria isso possível?!

Verdadeiramente não sei, com certeza. Mas a existência de uma” loja / mercado moderno”, devidamente enquadrada no espaço do mercado municipal antigo, que funcionasse como “âncora”, não permitiria o funcionamento mais regular do próprio mercado tradicional?!

Digo eu… sei lá!

Como seria isso possível?!

E se lançassem um concurso de ideias sobre o assunto?! Arquitetos, urbanistas, engenheiros, Cidadãos em geral poderão ter opiniões válidas… Ou não?!

Volto a frisar algo que já mencionei noutros postais.

A concentração de todas as grandes superfícies comerciais na “Zona Industrial”, umas “em cima das outras” foi um erro de estratégia urbanística. Futuramente, a haver outras superfícies comerciais a quererem instalar-se na Cidade, porque não alocá-las mais próximo da Cidade tradicional?!

Digo eu… sei lá!

E o Fotógrafo tradicional… no Mercado tradicional!

Fotógrafo. original. Jul 23.

(As fotos anteriores são de hoje, 29 de Julho de 2023!)

As fotos seguintes são de anteontem, 27 de Julho.

Vista da Peneplanície Alentejana:

Peneplanície alentejana. Original. Jul. 23

E da Serra da Penha:

Serra. Original. Jul.23.

(No seu perfil “quase vulcânico”. O Sol quase a pôr-se!"

 

Tosquia das Ovelhas no Cabanal do Chão da Atafona

Aldeia da Mata – 1 de Julho 2023

3º Postal!

Ovelhas. Original. 01.07.23.

A profissão de tosquiador é, obviamente, sazonal. Pelo menos no respeitante às ovelhas.  Não sei se o senhor também tosquia outros animais! É bastante especializada, exige precisão, perícia, empenho e bastante esforço. O tosquiador deve ficar cá com uma dor de costas! Digo eu, não sei…

Mas fui observando o trabalho enquanto lá estive e presenciei o desembaraço na execução das tarefas. E a descontração. São quarenta e quatro anos de atividade! A dado momento o sr. António, enquanto tosquiava, foi assobiando uma melodia, por acaso bem “executada” musicalmente. Estava completamente envolvido na função. No final referi-lhe que assobiava bastante bem, se também cantava. Ficou assim um pouco surpreso, mas acabou por afirmar que cantava, mas só quando estava com os copos…

O que não podia ser demonstrado ali, que tinha de acabar a tosquia, parafraseou o Luís, que queria o trabalho concluído. Fica para próxima oportunidade.

No decurso da função, à medida que vão estando mais à vontade, vão surgindo umas larachas, umas adivinhas… adiante!

Voltamos às fotos documentais:

A primeira, tutelando o postal, mostra uma das primeiras ovelhas tosquiadas, a juntar-se ao rebanho por tosquiar.

As “madames” no salão, à espera de vez, terão pensado: “Mas onde é que esta foi, que vem de lá assim tão pindérica sem a trunfa?! É isto que nos espera?!”

Na 2ª foto, o protagonista do processo:

Tosquiando. Original. 01.07.23.

(O Sr. António “descabelando mais uma madame”, digo, tosquiando mais uma ovelha!)

Na 3ª, o gerador, na caixa da camioneta, fornecedor da energia à tesoura elétrica.

Gerador. original. 01.07.23.

A seguinte: mais uma perspetiva da execução da tosquia.

Tosquiando. Original. 01.07.23.

Uma ovelha tosquiada, descontraindo no quintal.

Ovelha tosquiada. Original. 01.07.23.

E a sexta e última: foto de foto do Sr. António a tosquiar, com tesoura mecânica.

Tosquiando. Original. 01.07.23.

(Não sei quando, nem onde.)

Caro/a Leitor/a, espero que tenha gostado desta singela reportagem sobre uma atividade e profissão de realce, especializada e rara. Os meus Parabéns e Obrigado a todos os intervenientes, especialmente ao senhor António.

As “madames” também merecem o meu destaque, pois, sem elas, não havia nada destes trabalhos.

Gostamos de as ver nos terrenos, apesar de serem muito gulosas! Lembram-nos tempos passados, a nossa própria vivência e, muito principalmente, o Pai!

(E assim valorizamos o nosso Património, material e imaterial. Que Portugal não é só Lisboa!)

 

O “Chamiço”, em Aquém-Tejo

Ponte do Chamiço. Foto original. 02.02.23.

Ligações para os postais focados nesta temática.

Concretizo, hoje, uma ideia que vinha congeminando há algum tempo. Publicar um postal com ligações para os vários postais sobre estes assuntos relacionados com o apelido “Carita”, o Chamiço e o Alto Alentejo.

Não sei se conseguirei operacionalizar todas as ideias pretendidas. Preciso publicar algumas informações que me foram disponibilizadas por Primo João Carita. Enquadrar os diversos assuntos, interligando-os. Pesquisar. Terei de me organizar. Não sei!

Independentemente do que faça ou venha a fazer, ficam desde já os itens que nos reportam ao que já foi abordado nos dois blogues.

À consideração e à disposição de quem queira conhecer um pouco mais sobre estes assuntos. Agora! E no futuro!

Obrigado pela atenção.

As fotos?! Novamente a Ponte da Ribeira do Chamiço! E Árvores autóctones!

Porquê?! Pela simbologia associada às Pontes. Pela Riqueza Patrimonial por ela testemunhada, no plano da História, da Geografia, da Arquitetura, da Engenharia…

Não acredita?! Se um dia tiver oportunidade, visite, SFF. Veja com os seus próprios olhos.

E porque o Monumento está em processo de degradação e é urgente “dar-se-lhe a mão”!

Árvores autóctones. Original. 02.02.23.

(Sobre a escolha das Árvores não são precisas explicações.)

Eis as ligações:

O apelido Carita e o Alto Alentejo

«O Chamiço, antiga freguesia do Priorado do Crato» (Cap. I)

«O Chamiço, antiga freguesia do Priorado do Crato» (Cap. II)

«O Chamiço, antiga freguesia do Priorado do Crato» (Cap. III)

O Chamiço em “Etnografia Portuguesa” … (I)

O Chamiço em “Etnografia Portuguesa” … (II)

Ainda o despovoamento do Chamiço… A Trisavó Rosa de Matos e o “Monte Chamiço” - O que me relatou o Primo António Carita.

Chamiço: Cruzamentos de Vidas!

*******

“Gentes da Gente” vai ao Chamiço - Rádio Portalegre – Sábado 20/05/23.

“Gentes da Gente” foi ao Chamiço - Rádio Portalegre – Monte da Pedra – Chamiço.

Ainda sobre o Chamiço…  Na sequência de “Gentes da Gente”, algumas notas finais…

Ligação para “Apeadeiro da Mata”

Outros POSTAIS de algum modo relacionados com o “Chamiço”:

Onde ficava o Sourinho?!

A Pedreira das Mós – Couto do Chamiço – Monte da Pedra

As pedras também têm nome de baptismo?! - Pedras peculiares no “Couto do Chamiço”

A Laje de Santo Estevão - Monte da Pedra.

Boas navegações!

Obrigado pelas visitas!

Ainda sobre o Chamiço…

Enquadramento arbóreo. Foto original. 02.02.23

Na sequência de “Gentes da Gente”, algumas notas finais…

Relativamente ao Passado:

No Chamiço, embora despovoado, a partir de meados do séc. XIX sem vida permanente, os terrenos continuaram a ser cultivados pelos herdeiros dos antigos habitantes, que migraram para as povoações mais próximas:  Aldeia da Mata, Monte da Pedra, Vale do Peso

Esse despovoamento resultou de um processo, que se foi acentuando ao longo dos séculos, a que os “roubos”, no século XIX, determinaram na extinção do povoado. Não foi algo que tivesse ocorrido repentinamente, “de um momento para o outro”.

A narrativa, dos anos 30 do séc. XX, transcrita em Aquém-Tejo, de autoria do Professor Manuel Subtil, (1875 – 1960), de Vale do Peso, é por demais elucidativa desse “mecanismo processual” e temporal. (Os roubos foram a causa próxima, outros diversos fatores, causas remotas.)  

Nas Memórias Paroquiais de 1758, a paróquia do Chamiço já era das menos povoadas, entre as localidades atualmente integradas no Concelho do Crato. (Consulte S.F.F.)

No respeitante à narrativa transcrita a partir de “Etnografia Portuguesa” – Vol. IV – Ed. Imprensa Nacional – 1958 – de Professor Doutor Leite de Vasconcellos – pp 654, 655, convém referir que também se baseia na “tradição oral”. “Assim reza a tradição oral.”

Também tem algumas incorreções, nomeadamente:

Referir que Quem primeiro abalou, foi uma lavradora, de apelido Carita…” (Porque não foi.)

“… um terreno, de irregular superfície, com uma área de uns 400 metros quadrados…”

(Ora, 400 metros quadrados correspondem a um quadrado de 20 metros de lado! Dimensão bastante inferior ao que o antigo povoado ocuparia. Esse espaço será mais ou menos a dimensão em redor da igreja. E da igreja até às últimas casas a sul? E da igreja até ao moinho, forno comunitário e ponte?! A dimensão do povoado é bem maior.)

Também é relevante frisar que, em “Etnografia Portuguesa”, na parte referente ao Chamiço, não são mencionados a ponte, o forno…! Será que o Professor lhes terá feito referência noutras obras?! Não terá visitado?!

Também há um incorreção referente a “orago Martle Santo”, referindo que “não conste da Corografia de P.e Carvalho”, (pag. 654, linhas 24 / 25 - Etnografia Portuguesa).

Ponte. Foto original. 02.02.23.

No referente ao Presente:

A Romaria e a Ermida são elementos estruturantes do Património do Chamiço.

Mas o Património Material do Chamiço engloba várias componentes: as casas, embora em ruínas; o moinho, ainda com muitos dos elementos básicos. O forno comunitário e a ponte!

Todos precisam ser valorizados e salvaguardados. Já no presente. Acautelando o futuro. Para que não se transformem todos em ruínas.

Há ainda o Património Vegetal, constituído por espécies autóctones. Cada vez mais é imprescindível valorizarmos o coberto arbóreo. Pensando também no futuro!

Os elementos naturais associados ao granito. Os rochedos monumentais! As rochas transformadas, aparelhadas. A ribeira. A barragem, que precisa ser reconstruída.

(As caminhadas são também importantes para darem a conhecer e valorizar os espaços. Criar trilhos pedestres incorporados nas paisagens, partindo e ligando os povoados mais próximos, com passagem pelo Chamiço. No Couto do Chamiço, a “Pedreira das Mós” é também um elemento patrimonial relevante.)

E na preparação do Futuro?!

Integrando as diversas variáveis, reportando-se ao passado e ao presente, o “Chamiço” precisa ser classificado como “Sítio Monumental”! Englobando Património Material e Imaterial.

Esta ação tem de ser integrada e integradora de várias instâncias e entidades, agregando Freguesias, Município, Departamentos Culturais. Entidades públicas, mas também privadas.

Deixo à consideração de quem pode e deve equacionar e operacionalizar tal desiderato.

 

“Gentes da Gente” foi ao Chamiço!

Ponte do Chamiço. Foto original. 02.02.23.

Rádio Portalegre – Monte da Pedra – Chamiço.

O Programa “Gentes da Gente”, da Rádio Portalegre, de 20/05/23, debruçou-se sobre o Chamiço, coincidindo com a tradicional Romaria, também realizada nesse dia.

Ouvi o programa com atenção, entre as sete e as nove horas da manhã. Gostei. Aprendi sobre aspetos que pouco ou nada sabia.

Os meus parabéns à Rádio Portalegre, ao programa “Gentes da Gente”, ao Sr. César Azeitona, pela operacionalização desta iniciativa. Ficámos todos a ganhar. A Região, o nosso Alentejo, as várias comunidades envolvidas. As Pessoas, que é esse o grande mérito do Programa. Valorização das “Gentes”!

(O Sr. César levantou as questões pertinentes.)

Os meus parabéns e agradecimento especial a todos os participantes, nas diversas vertentes do evento. No que é audível / visível e no que se infere dos bastidores.

Realço o testemunho das Senhoras entrevistadas, sem menosprezo das intervenções de todos os outros participantes. Porquê?! Porque permitiram-nos percecionar como se processou o reativar de alguma vida no antigo povoado. Através da romaria e da restauração da igreja, elas foram e são intervenientes ativas dessa ação.

O papel fulcral do Casal Pestana: Sr. António da Rosa Pestana e a esposa Dona Lúcia Maria, ambos já falecidos, foram os grandes dinamizadores / criadores das ações inerentes a esta Romaria - desde a sua génese.

Inferimos, a partir do que nos dizem as entrevistadas, que estas romagens ter-se-ão iniciado em finais de cinquenta / inícios dos anos sessenta, do século XX.

(Nas entrevistas, elas explicam-nos como tudo se iniciou e processou.)

Também, de algum modo, conseguimos deduzir como do orago “Martle Santo” / São Sebastião, da ancestral povoação habitada até meados do séc. XIX, se passou a venerar Santo Isidro, a partir de meados do séc. XX. (Entre as duas situações medeiam cerca de cem anos. Na década de trinta, do séc. XX, a igreja ainda estava em ruínas, conforme se observa em “Etnografia Portuguesa” Vol. IV, - Ed. 1958 - pp. 648, 649, 652, 653.)

Este santo é patrono dos agricultores e é venerado no mês de Maio. A romaria é na altura da Ascensão, tendo sido inicialmente na 5ª feira respetiva – 40 dias após a Páscoa – quando era feriado, passando depois para domingo seguinte. Atualmente, no sábado, que é mais adequado à vida atual, pois, sendo romaria, vem muita gente de Monte da Pedra, que vive fora.

(O painel do santo, em azulejo, na atual igreja restaurada, é de autoria de Quim Bragança.)

*******

Por agora, e em Aquém-Tejo, fico por aqui

Foto de Chamiço, tirada na visita efetuada em 02/02/23.

Simbolicamente, a Ponte. Verdadeiro Monumento ancestral, arquitetonicamente de grande harmonia, mas que está em processo de degradação. Deve ser classificada, como todo o conjunto envolvente - material e imaterial – a romaria e também as tradições do séc. XX inerentes.

Consulte também, SFF:

- Rádio Portalegre – Gentes da Gente no Chamiço – 20/05/23

O Chamiço, antiga freguesia do Priorado do Crato

Chamiço: Cruzamentos de Vidas!

O Chamiço em “Etnografia Portuguesa”

Ainda o despovoamento do Chamiço

 

“Gentes da Gente” no Chamiço!

O próximo “Gentes da Gente” vai ao Chamiço!

Gentes da Gente. Rádio Portalegre. Foto cedida.

Rádio Portalegre – Sábado 20 de Maio

Gentes da Gente. Rádio Portalegre. Foto cedida. 2023.

Em primeiro lugar, os meus parabéns à Rádio Portalegre, ao programa “Gentes da Gente”, ao Sr. César Azeitona, pela operacionalização desta iniciativa.

Vai ser, de certeza, um excelente programa, como habitualmente são programas em que o valor fundamental são as Pessoas.

Estou intrigado como irá o Sr. César Azeitona equacionar três questões fundamentais relativamente a esta “povoação perdida”.

O passado: valorização do respetivo património material e imaterial.

O presente: a romaria, romagem, presença atual, ligação ao passado. O património arbóreo.

O futuro: equacionar, estruturar a classificação do sítio como “Monumento”, interligando passado e presente.

Vou esforçar-me para, no próximo sábado, ouvir ainda com mais atenção este interessantíssimo Programa da Rádio Portalegre.

E o/a Caro/a Leitor/a, vai também ouvir a Rádio Portalegre no próximo sábado, entre as 7 e 9 da manhã?

*******

(Fotos cedidas gentilmente pelo Sr. César. Na segunda, junto à ponte centenária, está de camisola vermelha. Prenúncio de fim de semana que vai ser ao rubro. Não sei se ele é benfiquista ou não, nem importa ao caso. Quero um final de semana benfiquista!)

Mas o que eu quero e pugno realmente é para que valorizemos o nosso Património, nas suas vertentes: material, imaterial…

E, nesse objetivo, a Rádio Portalegre, o Programa “Gentes da Gente” cumprem, de forma excelente, o seu papel:

Valorizam as Pessoas.

Obrigado!

 

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