Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
De certo modo sugestionado pelo documentário que a RTP passou e que está disponível na RTPlay. Afinal são cinco episódios e não quatro, como eu pensava, quando escrevi esse postal. Emendarei.
Recomendo a respectiva visualização, tanto a quem vivenciou esses tempos, mais ainda a quem os não viveu.
Observar as pessoas, o povo, o povão, o povinho, que acompanha os diversos candidatos. Veja o Portugal desse tempo, compare com o Portugal de agora.
Ainda não tínhamos entrado na CEE, em 1985. Foi no início de 1986 que se concretizou essa adesão. Mário Soares teve aí um papel fulcral.
(Encontro uma lacuna no documentário. Uma Personalidade importantíssima, com um papel determinante, à data, e, graças a Deus, ainda viva, não dar, agora, atualmente, a sua opinião sobre esse tempo e as decisões tomadas. Não sei se foi contactado ou não. Os documentaristas não referem.
Provavelmente, escreverá em futuras memórias.)
Essas eleições tiveram um vencedor, à partida, inesperado e improvável: Mário Soares!
Paradoxalmente, Soares venceu a eleição, graças aos erros estratégicos das personalidades que o detestavam e não queriam que ele fosse eleito.
A primeira volta foi primordial. O não apoio a Maria de Lurdes Pintassilgo, pelo General Eanes / PRD, nem por Álvaro Cunhal / PCP, e, em contrapartida, o lançamento da candidatura de Salgado Zenha, e subsequentes apoios, selou, paradoxal e inesperadamente, o destino vitorioso de Soares.
Contra todas as expectativas e probabilidades. Pois a candidatura de Zenha fora precisamente para tirar votos a Soares e impedir a respectiva eleição. Teve precisamente o efeito oposto ao pretendido.
Essa candidatura também foi, em si mesma, digamos, chocante, inesperada, inverosímil, à priori! Dado todo o interrelacionamento de vidas de Soares e de Zenha, ao longo de décadas, em múltiplos e variados contextos.
Os quatro candidatos, todos eles, eram Personalidades que poderiam ter sido eleitos para Presidente.
(Maria de Lurdes Pintassilgo, apesar de todos os apelos e sugestões que lhe fizeram, não desistiu.
E porque haveria de fazê-lo?! Foi coerente consigo mesma. Mérito dela! Levou a candidatura até ao final, embora tivesse poucos apoios estruturados.)
Aliás, a dinâmica festiva e vitoriosa da candidatura de Freitas do Amaral, o único candidato de direita, congregando todos os votos dessa área, até não projectava, à partida, que houvesse necessariamente segunda volta.
(Contrariamente ao que se passa nesta eleição de 2026. Em que dificilmente não haverá segunda volta. Difícil será saber quem nela irá competir, dada a volatilidade das situações políticas.)
Mas, em 1986, na primeira volta, não foi definido um vencedor com mais de 50% de votos.
E, em segundo lugar, não ficou Zenha, como esperavam os seus apoiantes. Mas Soares, contrariamente ao que fora expectável!
E, na segunda volta, que definia quem seria o presidente, os votantes que haviam colocado a cruz em Zenha, puseram-na em Soares, mesmo que tivesse sido sem olhar ao nome e retrato ou de olhos fechados!
E Soares foi eleito Presidente!
Há Pessoas que têm Destino marcado! Uma aura! Têm luz, mesmo na escuridão!
Aguardamos a votação do próximo domingo, 18/01/2026.
(Desde já constatar que hoje, domingo, 11/01/2026, cerca do meio-dia, observámos uma grande afluência à Cidade Universitária de Lisboa. Estacionamentos lotados, filas de trânsito, com imensa dificuldade em circular. E muita, muita gente, indo e vindo da Cantina Universitária, da Reitoria da Cidade Unversitária, da Faculdade de Direito...
Votação antecipada, certamente!
Não me parece que houvesse jogo do Sporting, nem afluxo às urgências do Santa Maria!)
Se no dia 18 houver asssim esta afluência iremos ter uma eleição muito participada.
Será que Portugal é assim uma espécie de “Galo de Barcelos”?!
Que canta mesmo depois de morto e assado, na mesa do Senhor Doutor Juiz?!
Não sei!
Eleições Presidenciais: os candidatos não são mais que as mães. São pelo menos tantos quanto elas. (Não há por ali irmãos, embora alguns sejam muito parecidos e queiram apenas aproveitar o colo da Dona República, usufruindo das benesses, “promoções” que os atos eleitorais sempre proporcionam.)
Os cartazes já proliferam! (Ainda não tiraram os “fora de portas” das autárquicas e já inundam as praças de novos cartazes.) Algumas carantonhas repetem-se, outras ressurgem das fantasias de tempos passados.
Também ressuscitam as sondagens. As manipulações da opinião pública continuam. Nada de novo! Os mesmos discos riscados. Reaparecem figuras de museus de cera, a defenderam os seus protegidos. Como se nós precisássemos de saber quem é quem. Como se não soubéssemos quem é cera do defunto.
Quem escolher?!
É caso para dizer: venha o diabo e escolha!
Imagem: Galo de Barcelos numa Rua 5 de Outubro, ligando a Sé à Praça! Numa Cidade de Portugal, que pode ser qualquer uma. Que Cidade não tem uma Rua 5 de Outubro?! É a República, à procura de um Presidente!
Sé: clero, Praça: povo. Falta a nobreza. Que está no carácter de cada um. Coisa difícil de ver, ou nem por isso – nalguns casos é por demais evidente; mais difícil de avaliar. Mas será por aí, que tentaremos escolher.
Algures... numa Rua movimentada, do Concelho de Almada!
Esta mensagem, que considero poética, desperta-me atenção há algum tempo.
(Já cheguei a poetar sobre mensagens nas paredes. Sobre um grafitti nos Olivais.)
Esta mensagem é certamente original. Será inspirada no poema de Bob Dylan? Não importa!
Resolvi publicar e divulgar no blogue. Ontem, li uma entrevista de um candidato à Câmara de Almada, que diz que o concelho anda muito sujo. O que é totalmente verdade. Tem muitos grafittis nas paredes. O que também é verdade.
Não sei se, ganhando, vai mandar limpar tudo o que não presta, ele há por aí muita coisa que é lixo.
Bem verdade!
Não o caso deste esboço de poema, este verso numa parede.
Pelo sim, pelo não, edito-o neste postal.
Está feito!
Quanto ao lixo na cidade, nomeadamente nas freguesias que melhor conheço, concordo inteiramente.
Já referi esse facto noutras ocasiões.
Mas observando bem, constato que essa continuidade de lixo, de porcaria, é de responsabilidade primordial dos cidadãos, fregueses, ou lá o que sejam.
É ver, olhar e verificar como as pessoas são porcas! (Sem menosprezo pelos porcos, que é essa a sua condição!)
Já as pessoas não.
O melhor é mesmo seguir o conselho: Largarmo-nos à mercê do vento!
Santo Antão do Tojal é uma localidade do concelho de Loures, distrito de Lisboa – Estremadura, Portugal.
É uma povoação ancestral e com alguns soberbos monumentos, reportados fundamentalmente ao século XVIII. Alguns de fundações anteriores.
Destaca-se o Aqueduto, que enquadra e condiciona todo o espaço da terra, abastecedor da preciosa água a Fonte Monumental, bem como ao Paço dos Patriarcas de Lisboa, que aí tinham a respetiva residência de Verão. Estes edificados enquadram uma Praça, também de alguma monumentalidade. Nos informes, registados em placas, referem que, à época, meados do séc. XVIII, só era suplantada pela do Terreiro do Paço.
(Não sei! Terão considerado a do Palácio de Vila Viçosa?! Não importa.)
Na mesma Praça, a Igreja Matriz, também de enorme realce.
(E outros elementos arquitetónicos, históricos, artísticos, pelo povoado.)
(Se visitar, procure percorrer os vários espaços, com mais vagar do que eu. As fotos são de 16 de Agosto, ainda de bastante calor, embora a região saloia sempre seja batida pelos ventos do Atlântico.)
Fascina-me a imponência das várias obras. Associado a elas, o nome do arquiteto italiano António Canevari. E do primeiro patriarca de Lisboa, D. Tomás de Almeida. Já mencionámos meados do séc. XVIII, como tempo fundamental das construções.
Quantas cidades, por esse mundo afora, têm uma Fonte assim tão emblemática?!
Tão marcante, cenográfica, identitária de uma época, de um modo de vida, de gente poderosa que a mandou construir. Sinal de poder e de utilidade, num tempo esquecido e hoje facilitadíssimo no acesso a todos os bens primordiais.
Não deveria ser mais valorizada? Posta a funcionar, com água a correr?!
E todos aqueles Monumentos emblemáticos mais destacados?!
*** * ***
Que venham melhores tempos, em que estimemos este nosso querido Portugal, nomeadamente os nossos campos. Última e ciclicamente entregues aos incêndios. Que friso, não são inevitáveis e podiam e deviam ser minorados nos seus impactos.
Falta o essencial: Prevenção, prevenção e prevenção!
Volto a escrever e publicar um postal. Ainda sobre o Rossio de Alagoa.
O calor continua infernal. Mas, ontem, ao início da noite, entre vinte e vinte e uma horas, ocorreu uma trovoada. Essencialmente seca. A Leste da Serra da Cidade de Portalegre, evoluindo a NE e, posteriormente, seguindo para Norte.
Trovoada seca, certo, imensos relâmpagos. Vi e acompanhei da janela. Mas trouxe, no final, uns baguinhos de chuva. Deliciosa! Pusemos os braços fora da janela, e bem que sabiam os pingos de chuva fresca, a caírem-nos no corpo. Mas foi chuva de pouca dura.
Voltando ao Rossio. Está bonito. Catita! A foto ilustra sistema de rega, num canteiro com alguns arbustos. Não consegui identificar. Presumivelmente, também não autóctones. Não sei. Não costumam usar, por ex., as estevinhas. E lindas que são: brancas e rosas. Também nunca vejo muitos alecrins. Já o rosmaninho está a ficar na moda. Acho bem.
Quanto às árvores e arbustos de porte mais arbóreo, os aloendros são plantas que se adaptam bem a qualquer jardim ou parque, dado que são resistentes às temperaturas.
Nas Árvores, não há, na realidade, o hábito ou moda de usar as locais. Provavelmente nem julgariam jardim ou parque!?
Carvalhos, bem que ficariam. E um Sobreiro ou uma Azinheira?! Não há o costume. Mas os gostos também se educam e valorizar o que é nosso enriquece-nos a todos.
A Azinheira é uma Árvore por demais icónica e simbólica. Há a Azinheira de Grândola, e quem não conhece ou não ouviu falar na de Fátima?! São emblemáticas e ilustrativas de conceitos e identidades bem nossas e abrangendo espectros ideológicos bem diversificados. E até há localidades que promoveram azinheiras e sobreiros a “Árvore do Ano”! Sinal de que lhes reconhecem valor identitário.
(Monte Barbeiro, Alcaria Ruiva, Mértola, conseguiu eleger uma Azinheira secular, como Árvore do Ano, em 2019, em Portugal. Ficando em terceiro, na Europa. Um pouco como o nosso Plátano do Rossio de Portalegre, em 2021. E também há o Sobreiro Assobiador!)
Senhores e Senhoras de Autarquias, percam o complexo de divulgarem o nosso Património Florestal e tratem de plantar Carvalhos, Sobreiros, Azinheiras. Também têm os Freixos, que também se fazem majestosos. Até há umalocalidade que tem um Freixo com uma Espada à Cinta!
E, ainda sobre a foto. Repare, SFF, que já nasceram alguns cogumelos! Sinal de que os ciclos de vida se desenvolvem.
E sobre o Rossio. Além de bonito, também tem um parquinho para crianças.
Não sei é se tem espaço para os miúdos jogarem à bola, como era costume. E, de certeza, que não há condições para as largadas. Mas, já se sabe, não se pode ter tudo. E há outros locais para as largadas. E, as feiras?!
E, por hoje, aqui me fico sobre o Rossio da Alagoa.
Que, daqui a dez anos, ainda por cá estejamos para presenciar o desenvolvimento de Árvores e Arbustos.
Que isto de plantar árvores e arbustos, no Verão, ademais em pleno e escaldante, tem que se lhe diga!
Maioritariamente na Corredoura, espaço emblemático e agradável de frescura. Ainda bem arborizado, apesar de, na sequência da intervenção do “Programa Polis”, ter sido desbastado de algum arvoredo. Ainda não reposto. Já sugeri Árvores Autóctones, nada de plátanos e afins. (Algumas Amoreiras estão carregadíssimas de frutos. Agradece a passarada!)
Imagens que apresento de exposição de carros na alameda do Parque.
Interessante! A(s) empresa(s) dos automóveis pagam certamente para expor. Faz sentido. Financiam as festas, que não devem ser baratas. E quem expõe nas barraquinhas também paga?
As fotos…
As duas primeiras mostram um carro atravancando o célebre Banco “Memorieta a José Duro”!
Mas numas “Festas da Cidade”, com vários e interessantes atos culturais, não seria de deixarem o Banco livre e à vista?! Além de que é um excelente assento para descanso!
Senhores promotores das “Festas” e dos carros, façam favor de libertar o Banco.
(Que isto dos Bancos tem muito que se lhe diga! Já basta os que nós pagamos. Este – o do José Duro é gratuito, não lhe pagamos nada!)
***
Imagem final da Alameda de Plátanos, sombreando os carros.
É o que mais falta faz. Sombras e estacionamentos para os carros!