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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

… a Caminho do Miradouro

Ao encontro do Pôr do Sol!

Pôr do Sol. Foto Original. 2021.08.02.jpg

Por Terras de Régio - 2ª Parte

Nova vista do “Cabeço do Mouro”, de junto aos depósitos da água.

Cabeço do mouro. Foto original. 2021.08.02.jpg

Falda da Serra, a montante do Colégio.

Serra. Foto original. 2021.08.02.jpg

Vê-se a crista da Cidade. Duas habitações antigas, em ruínas. E os campos com as ervas secas e as acácias “tostadas”, pelo efeito de produto que lhes aplicaram, a ver se as erradicam.

Ervas e acácias secas. A precisarem limpeza.

Ervas secas. Foto original. 2021.08.02.jpg

Vista da Cidade, perspetiva de Nordeste.

Vista Cidade. Nordeste. Foto Original. 2021.08.02.jpg

Tronco de sobreiro cortado, resultante de desbaste.

Tronco Sobreiro. Foto Original. 2021.08.02.jpg

Fazer desbastes aos pinheirais, que bem precisam, no Cabeço do Mouro.

Nova vista da Cidade, já no Passadiço e próximo do Miradouro.

Cidade vista do Passadiço. Foto original. 2021.08.02.jpg

Uma “Catalpa” ou “Árvore dos Feijões”...

Catalpa. Foto original. 2021.08.02.jpg

Vendo-se, ao fundo, a entrada do Miradouro.

Um excerto do Miradouro e o pôr do sol.

Miradouro. Foto original. 2021.08.02.jpg

(Na imagem inicial, que titula o postal: o pôr do sol, na sua plenitude! A Norte  da Serra da Penha. Ainda era Verão! Agora, apesar de o calor lembrar o Verão, "Verão dos Marmelos", o sol já se põe mais a Sul. Já estamos no Outono.)

Estes postais, para além de mostrarem a beleza da Cidade de Régio, dos agradáveis passeios pelos campos, das vistas de conjunto ou de pormenor, também pretendem alertar para:

Necessidade de limpeza dos campos. As encostas acima do Colégio, todo o ervaçal seco e as acácias “tostadas” precisam ser cortadas.

As encostas do “Cabeço do Mouro” estão infestadas de pinheiros, imensa caruma no chão, matos. É urgente a respetiva limpeza. Os particulares / donos. Não intervindo estes, as Entidades Públicas devem intervir. INCF, Parque S. Mamede, Câmara Municipal, Bombeiros. O corte de todos aqueles pinheiros deve render uma boa pipa de massa!

Promover a caça dos javalis. Os parques naturais não podem ficar reféns de fundamentalismos ambientalistas, que impeçam a intervenção humana. Não se pode deixar tudo ao abandono, à espera do próximo incêndio devastador.

Criar centros de recolha de materiais lenhosos e herbáceos para centrais de produção de biomassa e energia subsequente. Criar unidades de produção de energia a partir da biomassa.

Nos terrenos a montante do Colégio e Hospital, onde as acácias pontificavam, plantar: sobreiros, azinheiras, carvalhos, medronheiros. Não plantar nem semear pinheiros. Pelo contrário, desbastá-los, cortar o máximo que puderem, especialmente os bravos. 

Obrigado pela sua atenção.

Votos de muita Saúde.

Faça bons Passeios e Passeatas. Não deixe lixo, SFF!

 

Passeio do Boi D’Água ao Miradouro!

Por Terras de Régio

No dia dois de Agosto realizámos uma passeata em conjunto. Depois, os afazeres têm dificultado esses passeios.

Fomos até ao “Boi D’Água”. Aonde já não íamos há algum tempo.

Vista do cerro a montante do Boi D’Água, onde pontifica o Cabeço do Mouro.

Boi D'Água. Foto original. 2021.08.02.jpg

Voltámos, para seguirmos na direção da Serra e passarmos junto dos depósitos de água.

Sinais de trajetos de javalis. Javalinices!

Javalinices. Foto original. 2021.08.02.jpg

É imperiosa a caça a estes bichos, apesar de alguns fundamentalismos, que acham que a bicharada deve proliferar a seu bel-prazer.

Planta que desconheço e que me intriga sobremaneira.

Planta desconhecida. Foto original. 2021.08.02.jpg

Frutos de giesta.

Frutos giesta. Foto original. 2021.08.02.jpg

Caídas no chão, as respetivas sementes. No Verão, são um maná para as ovelhas.

E as deliciosas amoras! Quem gosta? Quem gosta?

Amoras. Foto original. 2021.08.02.jpg

Vista da Cidade, no início do caminho para o Boi D’Água.

Vista Cidade. Foto original. 2021.08.02.jpg

Novos sinais de javalinices.

Javalinices. Foto original. 2021.08.02.jpg

Caro/a Leitor/a, ficamos por aqui, nesta 1ª parte de uma passeata realizada já em Agosto. Mas o calor que está, só lembra esse tempo. Para o bem e para o mal. Estamos no designado "Verão dos Marmelos".

Muita Saúde! E Obrigado!

 

 

Sabe que Planta é esta? (XVI)

Sabe que planta XVI. Foto Original. 2021.08.02. jpg

Não sabe?!

Deixo-lhe algumas dicas.

Foi fotografada na Serra, da Cidade de Régio. Em 2 de Agosto de 2021, no decorrer de um “Passeio em Família”. É ainda uma planta muito jovem, a da foto, conforme se pode ver. Quando adultas, embora possam ser consideradas arbustos, podem fazer-se árvores de algum porte.

Agora, em pleno Outono, as Árvores desta família, adultas, estão carregadas de frutos. Vermelhos alaranjados.

São muito saborosos. Mas convém não abusar, não lhe apliquem o teste de alcoolémia, caso vá conduzir, após se banquetear.

Também existem muitas árvores deste tipo pelas Serras Algarvias. Têm fama esses frutos pelas “águas” que produzem. De Monchique?! Ardentes?!

... ...   ...

Já sabe o nome da Planta?!

Parabéns. E Obrigado pela sua colaboração.

Muita Saúde!

 

Homenagem a José Régio – 120º Aniversário

Casa - Museu José Régio – Portalegre

17 de Setembro – 17h 30’

José Régio estátua. Foto Original. 2021.01.15.jpg

Texto de Convite recebido, a partir da Direção de Casa Museu:

“A Presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Maria Adelaide de Aguiar Marques Teixeira tem a honra de convidar V. Exª para a homenagem a José Régio no 120º aniversário do seu nascimento, 17 de setembro, com a apresentação do livro Quando minh'alma fala, a sua voz é um grito- a coleção de Cristos nas casas de José Régio, com textos de José Régio e fotografia de Adalrich Malzbender, pelo Professor Fernando J.B. Martinho e reedição da Confissão de um Homem Religioso de José Régio, editados pela Opera Omnia.

Casa Museu José Régio, 17h30.”

*******

Muitíssimo Obrigado pela atenção.

Presto também a minha Homenagem ao insigne Poeta e à “Cidade de Régio”, transcrevendo um Poema de seu livro “BIOGRAFIA”.

Lírio roxo e Cidade. Foto Original. 2021.03.05.jpg

CRISTO

 

Quando eu nasci, Senhor! já tu lá estavas,

Crucificado, lívido, esquecido.

Não respondeste, pois, ao meu gemido,

Que há muito tempo já que não falavas.

 

Redemoinhavam, longe, as turbas bravas,

Alevantando ao ar fumo e alarido.

E a tua benta Cruz de Deus vencido,

Quis eu erguê-la em minhas mãos escravas!

 

A turba veio então, seguiu-me os rastros;

E riu-se, e eu nem sequer fui açoitado,

E dos braços da Cruz fizeram mastros…

 

Senhor! eis-me vencido e tolerado:

Resta-me abrir os braços a teu lado,

E apodrecer contigo à luz dos astros!

 

In. “BIOGRAFIA” – José Régio – OBRAS COMPLETAS – poesia – BRASÍLIA EDITORA – 6ª Edição – 1978. Pp. 71/72. (1ª Edição 1929)

 

*******

Li este Poema “Cristo”, na “Casa Museu José Régio”, em Portalegre, em Novembro de 2019. Ao lado de célebre "Cristo" exposto, destacado na Casa. Numa visita guiada, enquadrada num evento organizado na Cidade, associado à Enologia e diversificando-se por vários edifícios públicos.

 

Do Saldanha ao Rossio em cinco minutos?! A pé?!

Será possível?!

 

Bem sei que acabámos de sair dos Jogos Olímpicos…

Mas é certamente concretizável, mais minuto, menos minuto.

Onde? Com muita probabilidade de acontecer, na Cidade de Régio.

A expressão terá forma metafórica. Reportamo-nos ao caminhar, apressado, da Loja do Srº Saldanha, ao cimo da Rua do Comércio, perto do Alentejano e Caixa Geral de Depósitos, até ao Rossio, na Baixa da Cidade de Portalegre.

Loja interior. Foto Original. 2021.07.22.jpg

Esta Loja, com História, é um ícone, uma marca identitária de um tempo que já não existe.

Tempo de compras sem pressas, personalizadas, atendimento familiar, simpatia permanente e uns dedos de conversas inefáveis. Contraditório?! Conversas em que os sentimentos ultrapassam as palavras ditas, carregadas ou sobrecarregadas do peso dos anos e vidas vividas. Em que a visão, toldada pelos anos e os rostos, tapados pelas máscaras, dão aos olhos o protagonismo das palavras soletradas, marcadas pela nostalgia das vivências pretéritas.

Interior Loja. Foto original. 2021.07.22.jpg

Se conhece, se é cliente habitual, saberá ajuizar melhor que eu, que visitei escassas vezes e apenas recentemente.

Se não conhece, visite, SFF! Faça umas compras diferentes.

Loja arrumada. Foto Original. 2021.07.22.jpg

As imagens pretendem dar uma ideia do conjunto, impecavelmente arrumado. O Srº João não gosta que sejamos nós a tirar os objetos das prateleiras, moda dos supermercados. Atualmente, já não se importa tanto.

Deste preceito me informou um Srº também presente na loja, pessoa que habitualmente vejo a visitar os lojistas e instituições tradicionais, da Alta da Cidade. Um “Peregrino da Simpatia”!

Pedi desculpa por ter tirado os sabonetes. Marcas e tipologias raras noutros comércios.

Loja. Srº João. Foto original. 2021.07.22.jpg

O Srº João Saldanha, personagem tutelar desta parte da Cidade, está nos oitenta e cinco. Há 73 anos na loja, desde os doze anos. Uma vida, quase uma prisão, perpétua, frisou.

Quando em jovem, os pais lhe perguntaram se queria ir estudar para a Escola ou para o Liceu, respondeu que queria trabalhar numa loja.

Na vida de hoje o que sente mais saudade é do movimento de antigamente, dos clientes que rareiam.

Na Cidade, nesta “Rua do Comércio”, o dito cujo escasseia por demais. Imensos espaços mortos. Decisões tomadas há anos transferiram-no, através das grandes superfícies, para um mesmo espaço, quase concentracionário.

(Nomeio como “Rua do Comércio” o conjunto de ruas, desde o “Alentejano” até ao Café Régio, no Rossio, embora sabendo que esta designação apenas intitula parte deste percurso.)

Esta narrativa baseia-se no conteúdo das breves conversas com o Srº João Saldanha, tal como o Personagem, cuja estátua encabeça a “Fontes Pereira de Melo”. Daí o jogo de palavras: Saldanha e Rossio, na Capital, “traduzidos”, para a Cidade de Régio. Duplicações de sentidos, a partir das palavras ditas e transcritas de forma livre, para esta breve crónica.

Loja. Aspeto parcial. 2021.07.22.jpg

Uma Homenagem à Pessoa em causa, também um Artista. Ao respetivo Comércio!

Caravelas. Foto Original. 2021.07.22.jpg

Que haja Saúde! Muita!

(P.S. – Terá certamente conhecido o Poeta Régio. Hei-de perguntar.)

 

Lembra-se da Primavera?!

Na Cidade, nas Serras!

Você, que anda pelas praias quer lá saber da Primavera, da Serra, do Alentejo…

Cidade e Serra. Foto Original. 2021.07.06.jpg

Mas a Cidade oferece sempre perspetivas interessantes, no respetivo enquadramento nas Serras. Que, na essência, são apenas uma: Serra de São Mamede.

Lembra-se da Serra em Maio?!

Pois, agora, a paisagem está assim. Ou pior! Que as fotos são de há um mês.

Serra e Cidade. Foto original. 2021.07.06.jpg

As acácias mimosas foram desbastadas no Inverno e Primavera. A dita, chegados Abril e Maio, acompanhados de alguma chuva, proporcionou as imagens surpreendentes que apresentei documentando os passeios e passeatas nos percursos assinalados, do Boi d’Água, da Fonte dos Amores, do Salão Frio.

Simultaneamente as acácias, infestantes como são, foram sempre rebentando.

Chegado o Verão, com ele os meses de Julho e Agosto, “os cardos e os nardos não sei onde estão”!

Cardos Secos. Cidade. Foto Original. 2021.07.06.jpg

Acácias, essas não pediram licença ao tempo, cresceram e medraram, como é seu hábito. Proliferaram ainda mais.

Nos últimos passeios realizados pela Serra, pela tarde, em pleno Verão, sem o encanto e magia primaveris, constatamos os campos, outrora pinturas impressionistas, agora assim como as imagens documentam.

Acácias. Serra. Cidade. Foto original. 2021.07.06.jpg

As acácias que, continuariam no respetivo verde acinzentado de Verão, estão ainda mais secas que os pastos.

Houve certamente intervenção humana “atacando-as” com algum produto tóxico a ver se elas secam de vez. Isto deduzo eu que não tive oportunidade de questionar alguém de direito sobre o assunto.

Coisas da Vida!

Acácias, mimosas ou não, de espigas ou lá o que sejam, de espinhos também, é nunca plantar.

Serra. Serra da Penha. Cidade. Foto Original. 2021.07.06.jpg

A Cidade e a Serra, apesar de tudo, do Verão e do calor, proporcionam sempre imagens por demais sugestivas. Enquadradas na vegetação autóctone: sobreiros, carvalhos negrais, lentiscos, medronheiros, sanguinhos, carrascais. E também: pinheiros mansos, oliveiras, zambujeiros.

Sobreiro e Cidade. Foto Original. 2021.07.06.jpg

Aproveite, apesar de tudo, para passear! Se, no Alentejo, aproveite as sombras. Dos sobreiros...

Se for na praia... Bem! Ainda melhor! Bons passeios. Muita saúde.

 

 

Abstrações: Texturas e Contexturas.

Pintura Abstrata Natural

Voltamos, virtualmente, à Serra. Da Cidade de Régio!

Abstrações I. Foto Original. 2021.07.06.jpg

A Natureza proporciona verdadeiros quadros pictóricos. Aos mais diversos estilos.

Na continuação de postais anteriores, voltei a fotografar espaços territoriais que nos surpreendem, sempre, pela sua riqueza, neste caso, visual.

Abstrações II. Foto original. 2021.07.06.jpg

Chuviscara nesse dia de Julho!

Logo pela manhã, subi a Serra, na expetativa de as rochas estarem molhadas e proporcionarem outras perspetivas visuais, das suas texturas e estruturas.

Abstrações III. Foto Original. 2021.07.06. jpg

A chuva não fora o suficiente. Todavia, as fotos foram realizadas.

Abstrações IV. Foto Original. 2021.07.06.jpg

Alguns excertos do “espólio” obtido estão neste postal.

Abstrações V. Foto original. 2021.07.06. jpg

Espero que goste. Saúde!

Abstrações VI. Foto Original. 2021.07.06.jpg

Pode observar a interação entre os vários elementos naturais.

Abstrações VII. Foto original. 2021.07.06. jpg

 

 

Percurso do Salão Frio (III): Conclusão

3º Capítulo da Narrativa

Finalmente, o Atalaião!

Passada a contrariedade dos cães, que, na altura, nem avaliei devidamente, continuámos.

Caminho a seguir. Foto original. 2021.05.12.jpg

Em breve chegámos à estrada que nos levaria ao Atalaião.

Passámos pela “Quinta D’Matinhos”!

Por outras quintas abandonadas…

Quinta abandonada. Foto original. 2021.05.12. jpg

Pela Estação de Meteorologia, também abandonada.

Estação de Meteorologia. Foto Original. 2021.05.12. jpg

(Lembro-me de uma visita de estudo, quando aluno do Liceu, para aí em 71 ou 72, no âmbito de Geografia!)

Roseiras na estação meteorológica. Foto original. 2021.05.12.jpg

Mas com lindos roseirais!

E, finalmente, o fortim que batiza este Bairro da Cidade: “Atalaião”.

Fortim Atalaião. Foto original. 2021.05.12.jpg

Também abandonado?! Particular? Fechado? Sem hipótese de visitas?

(Também me lembro de, quando jovem aluno, nesses idos iniciais de setenta, termos ido, de motu próprio, em visita espontânea.)

Rosa enjeitada. Foto original. 2021.05.12.jpg

E uma rosa, bordejando uma casa também meio abandonada, mas persistindo na sua vida e função primaveril. (“Dirá a corola para o gineceu!”)

E o último sinal do percurso!

Virar à direita. Foto original. 2021.05.12. jpg

Ou o primeiro?! Se quiser e se se sentir com forças de novamente subir a Estrada da Serra, até à Fonte dos Amores, até ao Miradouro e por aí, nesse percurso pedestre, por demais interessante.

Mas que ficará para outra oportunidade.

 

Até breve. Faça caminhadas. Mas, agora com o calor, selecione devidamente os percursos, a hora, leve sempre água e companhia. E abrande no ritmo e na velocidade! E atenção aos cães!

SAÚDE! Muita!

 

Início de percurso. Foto original. 2021.05.jpg

(P. S. – No dia dez, “Dia de Camões”, passei pelo local de início de percurso, frente à Rádio, para saber o nome da Avenida.

À entrada do caminho, deparei-me com lixo e porcarias. Para além de um dos pinheirões mansos, parcialmente cortado.

Digamos que, para suposto caminheiro, deparando-se com essa primeira imagem desagradável, não será estimulante realizar caminhadas!

Há por aí muita gente que não merece a beleza que a Terra proporciona aos humanos. Destroem e conspurcam tudo com o lixo! Esquecem que o Mundo é um todo! E depois admiram-se de tanta lixeira nas praias!)

 

Percurso do Salão Frio (II)

2º Capítulo da Narrativa

Perigo Inesperado!

Calçada Muro e Cardo. Foto Original. 2021.05.12.jpg

Nesse entroncamento, de 90 graus, há sinalização dos percursos.

Temos duas hipóteses.

Prosseguir em frente, na direção Leste, como vínhamos caminhando. Ou infletir para a direita, na direção Sul, em que a orientação solar nos sugeria irmos diretamente ao Atalaião, como pretendíamos.

Na sinalização para essa via, na tabuleta, assinalam “Percurso da Quinta D’Matinhos”!

Quinta D'Matinhos. Foto original. 2021.05.12. jpg

Era este percurso que iríamos seguir.

Mas vindo um casal, também caminhando, em sentido oposto ao nosso, proveniente de Leste, resolvi esperar e perguntar-lhes. O senhor sugeriu esse mesmo caminho para chegarmos ao Atalaião, mas a senhora falou no prosseguimento no sentido Leste, aonde encontraríamos uma estrada que também nos levaria ao Atalaião.

Seguimos o caminho, supostamente e de facto, mais direto para a Cidade, mas onde se nos depararia uma surpresa bem desagradável, perante a qual, o desaconselho.

Calçada no percurso. Foto original. 2021.05.12. jpg

Na primeira parte do trajeto, a antiga calçada apresenta-se conforme a foto documenta, sempre bordejada pelo imponente muro, no lado direito, a Oeste do nosso percurso, no sentido Norte – Sul. (Muro que a 1ª foto documenta. E um tipo de cardo que desconhecia!

Nota-se desgaste no calcetamento, antigo e em desuso. Será ainda resquício do designado macadame?! Ou será mais antigo? O esboroamento é sinal de que é percorrido, frequentemente, por veículos motorizados.

Velho castanheiro. Foto original. 2021.05.12.jpg

Mais adiante, uma quinta, em cuja entrada se encontra este tronco de velho castanheiro.

Continuamos...

Calçada no percurso. Foto original. 2021.05.12.jpg

E foi um pouco depois, já com o caminho com menores sinais de utilização, aliás bem conservado e com mais matos, que se nos deparou ocorrência perigosa e inesperada.

Fomos surpreendidos por uma matilha de cães à solta, sete, que rapidamente nos rodearam e ameaçaram, ladrando e prontos a atacarem-nos.

Valeu-nos o respetivo dono, que interveio, não fazendo nem mais nem menos que a respetiva obrigação.

Lá os acalmou. Também não sei para que tem tantos cães! E, em pleno dia, todos à solta!

Essa é a principal razão pela qual desaconselho a utilização dessa alternativa de percurso, que, todavia, está prevista e devidamente assinalada.

E que é interessantíssima de percorrer. Pela calçada, pela vegetação autóctone, pela paisagem envolvente.

Carvalho negral. Foto original. 2021.05.12.jpg

Obviamente, agora, no Verão, com a canícula abrasadora, desaconselho não só esta como a maioria das caminhadas, por terrenos com demasiado mato.

Como disse nos poemas anteriores “Os cardos são nardos, na Primavera… Mas lá vem o Estio, lá vem o Verão…” E, de facto, o Alentejo perde algum do encanto exuberante que tem na “Estação das Flores”.

E caminhar com calor e no meio de terrenos cheios de mato é desaconselhável.

(P. S. – Para além do mais, nestes últimos dias têm ocorrido trovoadas.)

 

Percurso do Salão Frio (I)

1º Capítulo da Narrativa

Caminhada realizada, ainda na Primavera.

E que Saudades já, da Primavera!

 

Boninas. Foto Original. 2021.05.jpg

 

Agora, que o Verão se aproxima a passos largos, se é que não chegou já, com o calor que está, os campos já amarelos, os fenos colhidos e a secar… vou, finalmente, relatar a passeata que fizemos ainda em Maio, a doze, precisamente há um mês.

 

O designado percurso do “Salão Frio” tem um dos seus inícios no final da Avenida frente à Rádio Portalegre.

Segue em ziguezague pela encosta a norte do Colégio e do Convento de Santo António, antigo Hospital Mental, sempre com vistas para a Cidade. Por caminho vicinal, de BTTs e de “cabras”, com altos e baixos, vai quase até à Fonte dos Amores.

Quando encontra a Estrada da Serra, inflete para o lado esquerdo, direção Norte, prosseguindo pela estrutura que costumo designar por “Passadiço”, até ao Miradouro. Daí, continua sempre subindo, pouco acentuadamente, até Centro Vicentino da Serra e prossegue.

 

Nas caminhadas que fazemos nem sempre “respeitamos” as sendas definidas, guiamo-nos pelo nosso sentido de orientação. Aliás, nestes territórios só se perde quem quer.

A Cidade é sempre uma bússola e o Sol um relógio e GPS!

Cidade de Régio vista da Serra. Foto original. 2021.05.jpg

Neste percurso e na data referida, o nosso objetivo era mesmo chegarmos ao Salão Frio, peculiar e serrana povoação aonde fomos, retornando em seguida. (Há um café restaurante e esplanada, com um nome sugestivo.)

Muito movimento de trânsito, carros sempre em alta velocidade, nas curvas até parece que se dirigem a nós.

A partir do Miradouro, deixa de haver o “Passadiço”: caminhar mais dificultado.

 

Nalgumas habitações há cães, que defendem os territórios. Nunca mordem, como dizem os donos!

Foi junto a uma dessas habitações que fiz uma pergunta, cuja resposta me lembrou célebre Poema de António Machado!

A seguir a essas habitações rústicas, entronca o prosseguimento do caminho, no lado direito, continuando a subir na direção Leste.

Avistam-se, no lado direito de quem sobe, habitações imponentes na paisagem, uma moderníssima e outra tradicional.

Prossegue-se nessa estrada, mais estreita que a designada “da Serra”, sempre para Leste.

(Parando e olhando para donde viemos e alargando o nosso olhar, avistamos, a NW, a imponência das montanhas Beirãs e também Marvão, alcandorado na sua escarpa serrana.)

Portão de quinta. Foto original. 2021.05.12.jpg

Chegamos a nova bifurcação, junto a um portão em ferro, antigo e artístico, que seria entrada de quinta, talvez senhorial, embora não se veja qualquer brasão, todavia de gente de posses. Vê-se que está abandonada há anos. De quem seria ou quem terá mandado construir tão robusto e aperfeiçoado muro que a delimita?!

Como se chamará a quinta?!?

Percurso do Salão Frio II

Percurso do Salão Frio III

Sabe que planta é esta VIII ?

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