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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Percurso do Salão Frio (III): Conclusão

3º Capítulo da Narrativa

Finalmente, o Atalaião!

Passada a contrariedade dos cães, que, na altura, nem avaliei devidamente, continuámos.

Caminho a seguir. Foto original. 2021.05.12.jpg

Em breve chegámos à estrada que nos levaria ao Atalaião.

Passámos pela “Quinta D’Matinhos”!

Por outras quintas abandonadas…

Quinta abandonada. Foto original. 2021.05.12. jpg

Pela Estação de Meteorologia, também abandonada.

Estação de Meteorologia. Foto Original. 2021.05.12. jpg

(Lembro-me de uma visita de estudo, quando aluno do Liceu, para aí em 71 ou 72, no âmbito de Geografia!)

Roseiras na estação meteorológica. Foto original. 2021.05.12.jpg

Mas com lindos roseirais!

E, finalmente, o fortim que batiza este Bairro da Cidade: “Atalaião”.

Fortim Atalaião. Foto original. 2021.05.12.jpg

Também abandonado?! Particular? Fechado? Sem hipótese de visitas?

(Também me lembro de, quando jovem aluno, nesses idos iniciais de setenta, termos ido, de motu próprio, em visita espontânea.)

Rosa enjeitada. Foto original. 2021.05.12.jpg

E uma rosa, bordejando uma casa também meio abandonada, mas persistindo na sua vida e função primaveril. (“Dirá a corola para o gineceu!”)

E o último sinal do percurso!

Virar à direita. Foto original. 2021.05.12. jpg

Ou o primeiro?! Se quiser e se se sentir com forças de novamente subir a Estrada da Serra, até à Fonte dos Amores, até ao Miradouro e por aí, nesse percurso pedestre, por demais interessante.

Mas que ficará para outra oportunidade.

 

Até breve. Faça caminhadas. Mas, agora com o calor, selecione devidamente os percursos, a hora, leve sempre água e companhia. E abrande no ritmo e na velocidade! E atenção aos cães!

SAÚDE! Muita!

 

Início de percurso. Foto original. 2021.05.jpg

(P. S. – No dia dez, “Dia de Camões”, passei pelo local de início de percurso, frente à Rádio, para saber o nome da Avenida.

À entrada do caminho, deparei-me com lixo e porcarias. Para além de um dos pinheirões mansos, parcialmente cortado.

Digamos que, para suposto caminheiro, deparando-se com essa primeira imagem desagradável, não será estimulante realizar caminhadas!

Há por aí muita gente que não merece a beleza que a Terra proporciona aos humanos. Destroem e conspurcam tudo com o lixo! Esquecem que o Mundo é um todo! E depois admiram-se de tanta lixeira nas praias!)

 

Percurso do Salão Frio (II)

2º Capítulo da Narrativa

Perigo Inesperado!

Calçada Muro e Cardo. Foto Original. 2021.05.12.jpg

Nesse entroncamento, de 90 graus, há sinalização dos percursos.

Temos duas hipóteses.

Prosseguir em frente, na direção Leste, como vínhamos caminhando. Ou infletir para a direita, na direção Sul, em que a orientação solar nos sugeria irmos diretamente ao Atalaião, como pretendíamos.

Na sinalização para essa via, na tabuleta, assinalam “Percurso da Quinta D’Matinhos”!

Quinta D'Matinhos. Foto original. 2021.05.12. jpg

Era este percurso que iríamos seguir.

Mas vindo um casal, também caminhando, em sentido oposto ao nosso, proveniente de Leste, resolvi esperar e perguntar-lhes. O senhor sugeriu esse mesmo caminho para chegarmos ao Atalaião, mas a senhora falou no prosseguimento no sentido Leste, aonde encontraríamos uma estrada que também nos levaria ao Atalaião.

Seguimos o caminho, supostamente e de facto, mais direto para a Cidade, mas onde se nos depararia uma surpresa bem desagradável, perante a qual, o desaconselho.

Calçada no percurso. Foto original. 2021.05.12. jpg

Na primeira parte do trajeto, a antiga calçada apresenta-se conforme a foto documenta, sempre bordejada pelo imponente muro, no lado direito, a Oeste do nosso percurso, no sentido Norte – Sul. (Muro que a 1ª foto documenta. E um tipo de cardo que desconhecia!

Nota-se desgaste no calcetamento, antigo e em desuso. Será ainda resquício do designado macadame?! Ou será mais antigo? O esboroamento é sinal de que é percorrido, frequentemente, por veículos motorizados.

Velho castanheiro. Foto original. 2021.05.12.jpg

Mais adiante, uma quinta, em cuja entrada se encontra este tronco de velho castanheiro.

Continuamos...

Calçada no percurso. Foto original. 2021.05.12.jpg

E foi um pouco depois, já com o caminho com menores sinais de utilização, aliás bem conservado e com mais matos, que se nos deparou ocorrência perigosa e inesperada.

Fomos surpreendidos por uma matilha de cães à solta, sete, que rapidamente nos rodearam e ameaçaram, ladrando e prontos a atacarem-nos.

Valeu-nos o respetivo dono, que interveio, não fazendo nem mais nem menos que a respetiva obrigação.

Lá os acalmou. Também não sei para que tem tantos cães! E, em pleno dia, todos à solta!

Essa é a principal razão pela qual desaconselho a utilização dessa alternativa de percurso, que, todavia, está prevista e devidamente assinalada.

E que é interessantíssima de percorrer. Pela calçada, pela vegetação autóctone, pela paisagem envolvente.

Carvalho negral. Foto original. 2021.05.12.jpg

Obviamente, agora, no Verão, com a canícula abrasadora, desaconselho não só esta como a maioria das caminhadas, por terrenos com demasiado mato.

Como disse nos poemas anteriores “Os cardos são nardos, na Primavera… Mas lá vem o Estio, lá vem o Verão…” E, de facto, o Alentejo perde algum do encanto exuberante que tem na “Estação das Flores”.

E caminhar com calor e no meio de terrenos cheios de mato é desaconselhável.

(P. S. – Para além do mais, nestes últimos dias têm ocorrido trovoadas.)

 

Percurso do Salão Frio (I)

1º Capítulo da Narrativa

Caminhada realizada, ainda na Primavera.

E que Saudades já, da Primavera!

 

Boninas. Foto Original. 2021.05.jpg

 

Agora, que o Verão se aproxima a passos largos, se é que não chegou já, com o calor que está, os campos já amarelos, os fenos colhidos e a secar… vou, finalmente, relatar a passeata que fizemos ainda em Maio, a doze, precisamente há um mês.

 

O designado percurso do “Salão Frio” tem um dos seus inícios no final da Avenida frente à Rádio Portalegre.

Segue em ziguezague pela encosta a norte do Colégio e do Convento de Santo António, antigo Hospital Mental, sempre com vistas para a Cidade. Por caminho vicinal, de BTTs e de “cabras”, com altos e baixos, vai quase até à Fonte dos Amores.

Quando encontra a Estrada da Serra, inflete para o lado esquerdo, direção Norte, prosseguindo pela estrutura que costumo designar por “Passadiço”, até ao Miradouro. Daí, continua sempre subindo, pouco acentuadamente, até Centro Vicentino da Serra e prossegue.

 

Nas caminhadas que fazemos nem sempre “respeitamos” as sendas definidas, guiamo-nos pelo nosso sentido de orientação. Aliás, nestes territórios só se perde quem quer.

A Cidade é sempre uma bússola e o Sol um relógio e GPS!

Cidade de Régio vista da Serra. Foto original. 2021.05.jpg

Neste percurso e na data referida, o nosso objetivo era mesmo chegarmos ao Salão Frio, peculiar e serrana povoação aonde fomos, retornando em seguida. (Há um café restaurante e esplanada, com um nome sugestivo.)

Muito movimento de trânsito, carros sempre em alta velocidade, nas curvas até parece que se dirigem a nós.

A partir do Miradouro, deixa de haver o “Passadiço”: caminhar mais dificultado.

 

Nalgumas habitações há cães, que defendem os territórios. Nunca mordem, como dizem os donos!

Foi junto a uma dessas habitações que fiz uma pergunta, cuja resposta me lembrou célebre Poema de António Machado!

A seguir a essas habitações rústicas, entronca o prosseguimento do caminho, no lado direito, continuando a subir na direção Leste.

Avistam-se, no lado direito de quem sobe, habitações imponentes na paisagem, uma moderníssima e outra tradicional.

Prossegue-se nessa estrada, mais estreita que a designada “da Serra”, sempre para Leste.

(Parando e olhando para donde viemos e alargando o nosso olhar, avistamos, a NW, a imponência das montanhas Beirãs e também Marvão, alcandorado na sua escarpa serrana.)

Portão de quinta. Foto original. 2021.05.12.jpg

Chegamos a nova bifurcação, junto a um portão em ferro, antigo e artístico, que seria entrada de quinta, talvez senhorial, embora não se veja qualquer brasão, todavia de gente de posses. Vê-se que está abandonada há anos. De quem seria ou quem terá mandado construir tão robusto e aperfeiçoado muro que a delimita?!

Como se chamará a quinta?!?

Percurso do Salão Frio II

Percurso do Salão Frio III

Os Cardos são Nardos na Primavera!

Hino à Vida! 

Cardos com vista para a Cidade. Foto original. 2021.05.11. jpg

 

Os cardos são nardos na Primavera.

Lá vem o Estio, lá vem o Verão…

Cada tempo, seu tempo, sua era

Cardos floridos não sei onde ‘stão!

 

A Vida foi… já não é como era

O Destino tem sina, tem condão

O presente vai, futuro não espera

Que o passado volte de roldão.

 

Cardos e nardos só por ironia

Imagem poética, direi eu

Flores tão diversas no dia-a-dia

Primavera, Verão, ar que lhes deu.

Viva a Vida! Viva a Poesia!

Dirá a corola ao gineceu.

 

 

Cidade de Régio: Vistas de agrado e desagrado!

Da Serra, encosta a norte da Cidade, até ao Hospital, pela Avenida Pio XII.

Portalegre vista da Serra. Foto original. 2021. 05. jpg

O que acha desta imagem?

Uma vista da Cidade, a partir de encosta da Serra. O núcleo antigo, pontilhado pela Sé e pelo Castelo. Ao fundo, a campina alentejana. No enquadramento da foto, os sobreiros, árvores autóctones e os pinheirais, há séculos adaptados às nossas geografias. O céu pontilhado de nuvens. Na encosta descendente para a urbe, a vegetação herbácea, típica das nossas paisagens alentejanas. Em primeiríssimo plano, as boninas / “boninhas”, vulgo malmequeres, amarelos e brancos, a flor azul do soajo, falsas aveias e milhentas ervas que compõem os prados nesta época primaveril, inícios de Maio, à data da foto.

Um festival de cor, aguardando inspirado pintor!

E, por pintura, aprecie a foto seguinte.

Campo de boninas. Foto original. 2021. 05. jpg

Ainda as célebres boninas amarelas, compondo uma verdadeira tela impressionista. Na mesma vertente da Serra, mas no lado noroeste. Uma explosão dourada, descendo na direção do Boi D’Água.

Este é um dos aspetos que apreciamos na Cidade e que é um privilégio, que nem todas as localidades possuem. Percorrer a Serra, enquanto é Primavera, que vindo o Verão, o calor não convida tanto a passeios.

Enquanto é tempo, relaxa-se, faz-se exercício, observam-se paisagens lindas, a Natureza e a Cidade irmanadas. Manda-se o confinamento “às malvas”. (Que também se observam estas plantas, frise-se!)

Realizado o passeio pela Serra, descendo à Cidade, pela Avenida Pio XII, deparam-se-nos as imagens seguintes. Contrastantes com as anteriores.

Foto Original. 2021. 05. jpg

Tanto lixo!

Foto original. 2021. 05. jpg

Justificável?!

De modo algum!

Foto Original. 2021. 05. jpg

E se lhe disser que, no espaço para além do gradeamento, se situa o Hospital?!

Ainda mais chocado/a ficará, certamente.

E, se frisar que, nessa Avenida, nesse mesmo lado do passeio, existem dois conjuntos de contentores para lixos recicláveis e para lixo comum?!

Parece impossível, não acha?!

E quem serão os/as autores/as?! Talvez “artistas”, julgando-se supostamente produtores de alguma obra de “trash art”! Digo eu, sei lá!

Serão certamente transeuntes que por ali passam, provavelmente muitos dirigindo-se ou vindo dos serviços hospitalares, que por aí se acede ou provem das urgências. Pessoal indo ou vindo do centro comercial. Outros que me escapam, certamente.

Mas que não é bem feito, não é.

Mas esta situação é específica da Cidade?

De modo algum! É, infelizmente, por demais recorrente por este nosso País e pelo Mundo afora.

Cidade vista da Serra. Foto original. 2021. 05. jpg

Às vezes sinto que há quem não mereça a beleza de País que temos. Nem a riqueza do nosso querido Planeta Azul!

 

Vamos Continuar o Passeio ?! (II)

Bora daí! Levante-se do sofá, Se Faz Favor!

Passeio ao “Cabeço das Antenas”: Imagens (II)

 

Ontem, ficámos a meio do passeio para o Cabeço do Mouro – “Cabeço das Antenas” e descida para o Boi d’Água! Na bela “Cidade de Régio. Onde temos a possibilidade de, mal saímos da parte urbana, termos excelentes oportunidades de caminharmos pelos campos e por demais nas serras, que esta região é um Alentejo muito especial.

Estávamos no bom caminho, assinalado pelos riscos paralelos: amarelo e vermelho.

Prosseguimos nesse trajeto, agora na Estrada da Serra, na direção do Centro Vicentino, frente à Quinta da Saúde.

Antes de aí chegarmos, em toda essa zona há belíssimas quintas e a imagem seguinte é particularmente documental: Quinta do Belo Horizonte! Nem mais, nem por menos.

(Aqui, a propósito de “Belo Horizonte”, aproveitamos para nos dirigirmos aos nossos Leitores/as Brasileiros/as, que nos vão seguindo também. Também haverá por aí Poetas e Poetisas?! Também sócios da APP?!

E também a todos que nos seguem, também no Estrangeiro! E em Portugal!)

Quinta Belo Horizonte. Foto original. 2021. 04. jpg

Na bifurcação da estrada, no Centro Vicentino da Serra, deixamos novamente o caminho assinalado, haveremos de o seguir um dia, e cortamos à esquerda na direção do Cabeço do Mouro.

Uma imagem de um lilás, quase rosa, florido!

Lilás quase rosa. Foto Original. 2021. 04. jpg

Campos, já no Cabeço, que é uma região planáltica. Uma vinha antiga, algumas árvores frutíferas, cedros e, em baixo, a uma cota inferior de altitude, vislumbra-se a Cidade.

Campos no Cabeço do Mouro. Foto original. 2021. 04. jpg

Uma imagem de uma construção antiga. A parede formada por pedras soltas, parecem-me de xisto, empilhadas quase sem argamassa. Técnicas centenárias!

Construção antiga. Foto original. 2021. 04. jpg

Foto da entrada de uma quinta rústica. Repare no enlevo de plantas ladeando o caminho: alecrins, lilases, roseiras, lírios roxos… ao fundo, o arvoredo de fruto.

Entrada quinta rústica. Foto Original. 2021. 04. jpg

Finalmente o “Cabeço das Antenas” e o caminho de terra batida, saibro, de "cabras" e de BTTs, que iremos descer.

Cabeço das Antenas. Foto original. 2021. 04. jpg

 

E não continuamos a caminhada?!

Não, hoje já não continuamos. Já temos muitas fotos no postal, é quase um album. Estamos cansados e é melhor fazermos o percurso por etapas. A seguir é só a descer e não podemos ganhar muita velocidade ou ainda tropeçamos.

Caro/a Leitor/a, nos aguarde até amanhã, se faz favor!

Obrigado por nos acompanhar neste percurso pedestre.

 

 

Passeio Cabeço das Antenas: Imagens (I)

Um Passeio Pedestre Cheio de Boniteza!

Um Convite às Caminhadas!

 

No postal “Crónica Pós – Pascal: Passeio Cabeço das Antenas”, de 12 de Abril, referente a um passeio pedestre, realizado na 2ª Feira de Páscoa, dia cinco, na Cidade de Régio, comprometera-me a divulgar as fotos que tirara, à data.

Ontem, com a ajuda preciosíssima da minha impecável “Ajudante e Mentora”, transpus as fotos para computador, organizei as referentes ao passeio, selecionei algumas mais significativas e, hoje, vou publicar algumas, de modo a dar uma ideia da boniteza da passeata.

O Alentejo é sempre bonito! Todos ou quase diremos o mesmo no referente aos nossos territórios ou àqueles de que gostamos. Digo eu, sei lá!

Mas nestes meses de Primavera é especialmente apelativa a paisagem alentejana.

Vamos ao percurso?!

Ainda na Cidade, a 1ª imagem reporta-se às olaias floridas.

Olaias na Cidade. Foto original. 2021. 04. jpg

 

A 2ª foto é de estevinhas brancas, singelas, mas apelativas. Tendo ao lado um “malmequer”. Já na beira da estrada alcatroada, antes de infletir para a Serra, perto dos “depósitos de água”(?).

Estevinhas brancas. Foto original. 2021. 04. jpg

A 3ª foto é de rebentos de carvalho negral, já na encosta da Serra, mas ainda antes do Miradouro. Prestes a começar a subida íngreme para o mesmo, através de “caminho de cabras”. Já fora do roteiro assinalado para percurso.

Carvalho negral. Rebentos. Foto original. 2021. 04. jpg

A 4ª foto é marcante. No mesmo local da foto anterior, reporta-se a uma tapada, murada e aramada. A vegetação dominante são os sobreiros, árvores autóctones. Se reparar com atenção, pode verificar que não aparece mato nos espaços entre as plantas arbóreas. Se conseguir visualizar ainda com mais atenção, observará mais ao fundo uma cabra amamentando um/a chibinho/a. Pois… nesse terreno pasta habitualmente um rebanho de cabras, que desbastam o mato. São as célebres “cabras sapadoras”! Um dos melhores métodos de prevenção de incêndios.

Sobreiral e Cabras. Foto Original. 2021. 04. jpg

Continuando e agora praticamente no Miradouro, contemplamos a Cidade.

Intrigantes os fios?! De algum teleférico?! Até seria interessante! Tivesse a Cidade dinheiro para tal, meios para executar tal obra e ela se justificasse com retorno financeiro, até seria uma ideia original…

Vista da Cidade. Foto original. 2021. 04. jpg

A 6ª foto é de um sobreiro limpo, junto ao miradouro, de que vemos um excerto.

Sobreiro limpo. Miradouro. Foto original. 2021. 04. jpg

A 7ª é de um sobreiro cortado. Achei peculiar a marca identitária do cortador!

Assinatura Sobreiro. Miradouro. Foto Original. 2021. 04. jpg

Já após o Miradouro, observamos restos de troncos de mimosas. Neste ano e finais do ano passado, têm limpado muitas encostas serranas destas infestantes. Cortaram milhares, que queimaram. Elas já estão de novo a rebentar por todo o lado. Fizeram bem em cortar, mas são uma praga… Já escrevi sobre o assunto.

Acácias cortadas. Foto original. 2021. 04. jpg

A 9ª foto, já a caminho do Centro Vicentino.

Vista da Serra da Penha e do vale que a separa da restante Serra. Uns “restos” de Cidade! A vegetação autóctone: carvalhais, sobreirais... desbastados das mimosas.

Serra da Penha. Foto Original. 2021. 04. jpg

Imagem de uma glicínia florida, debruada dos muros de uma das muitas e belas quintas da região.

Glicínias na Serra. Foto original. 2021. 04. jpg

E a 11ª foto indica-nos que estamos novamente no percurso assinalado para passeio pedestre e que vamos no caminho certo. Mas, hoje, não vamos prosseguir.

Seguiremos amanhã.

Obrigado por nos ter acompanhado nesta passeata.

Votos de Boa Viagem. Bons Passeios! Muita Saúde!

Sinal de Caminho certo. Foto Original. 2021. 04. jpg

 

Crónica Pós Pascal – Passeio: “Cabeço das Antenas”

Passeio Campestre - 2ª Feira de Páscoa - 5 de Abril

Boi D’Água – Miradouro – Cabeço do Mouro – Antenas – Boi D’Água!

Miradouro. Foto original. 2021. 01. jpg

Faz hoje oito dias foi 2ª Feira de Páscoa!

Ainda se lembra?! Tanta ocorrência nestes oito dias, que nem damos pelo tempo a passar.

E o que aconteceu de especial nesse dia 5 de Abril?

Pois, entre outros factos, iniciou-se a 2ª fase deste desconfinamento. Já nem damos por isso…

Mas acontecendo várias aberturas ao confinamento, a que estávamos sujeitos, uma que parece ser do agrado de muito boa e santa gente: A reabertura das esplanadas! E foi, e é, vê-las. Quem pode e gosta, não perde nem tempo nem espaço. O pessoal andava ansioso por se amesendar. Sequioso de umas cervejolas, sedento de saborear um cafezinho, uma bica ou um cimbalino, que é tudo o mesmo, dependendo do lugar. Desejoso de umas conversas com amigalhaços, de trocar dedos de prosa com conhecidos e familiares, afastados há tempos. Bem, elas aí estão. Abertas! Mas, acautelemo-nos, que o Corona anda por aí.

 

Nesse dia, melhor, no início da tarde, resolvemos fazer um passeio, uma caminhada que tinha de ser feita antes do Verão. (Explicarei porquê.) E, neste início de Primavera, o tempo estava mesmo bom!

 Sinal de Percurso. Foto original. 2021. 01. jpg

Seguindo na direção do Boi D’Água, percorrendo parte do trilho pedestre da “Fonte dos Amores” e do “Salão Frio”, subimos diretos ao Miradouro, por um “caminho de cabras”, usado também pelo pessoal dos BTT, que poderão, eventualmente, ser um perigo nestas situações.

Atingido facilmente o Miradouro, aonde pontificavam vários "mirantes", serão assim nomeados os sujeitos que, nos miradouros, miram a paisagem?! Os sobreiros estavam limpos, alguns cortados, não sei sob que critério…

Seguimos pela Estrada da Serra, diretos à Quinta da Saúde, ao Centro Vicentino da Serra. Aí chegados, cortámos na direção do Cabeço do Mouro, deixando, mais uma vez, o trilho pedestre assinalado.

 

Pois… tem toda a razão, Caro/a Leitor/a, ainda não disse em que localidade se processou esta caminhada.

Sim… é na Cidade de Régio, como facilmente pensou. Em Portalegre, Cidade…

 

O Cabeço do Mouro é uma pequena povoação, bem localizada na Serra, com vista privilegiada para a Cidade, para Marvão, para São Mamede, num espaço territorial planáltico, de boas terras e suponho de melhores águas.

 

Daí, chegámos ao “Cabeço das antenas”, que dominam todo o espaço territorial, vários quilómetros em redor. O nosso objetivo. E o consequente: descer essa encosta da Serra, relativamente íngreme, mais uma vez por caminhos de cabras e de BTTs, e chegar ao Boi D’Água, de onde havíamos iniciado. Fizemos não uma tapada, como diria meu saudoso Pai, mas um tapadão!

O caminho serpenteia em esses, pela encosta. Os terrenos, uns matagais. Árvores autóctones: sobreiros, azinheiras; arbustos com porte arbóreo, caso dos medronheiros; imensas giestas amarelas, floridíssimas, de cheiro acre característico; estevinhas brancas, estevas ou xaras; eu sei lá de vegetação herbácea, que a maioria não sei nome. Imensos, até por demais, pinheiros: bravos e mansos. A precisarem de um desbaste, corte radical, que, tantos milhares como são e no local onde estão, se tornam num perigo para todas as localidades, povoados e habitações próximas.

E esta é a principal razão, porque não queria efetuar esse passeio no Verão! Porque é um perigo!

A quem de direito: Urge mandá-los cortar, desbastar! Tanto pinheiral… O respetivo corte não renderá uma boa pipa de massa para os donos?!

 

Pinheiros bravos. Foto original. 2021.01.jpg

 

E para quando criar, por esse País afora, centrais de produção de energia ou outras unidades industriais, que utilizem toda a biomassa obtida com a limpeza de terrenos, matas e matagais?!

 

(Será conveniente re-industrializar o País, respeitando o Ambiente. Difícil?!)

Adiante…

 

Quis escrever sobre um passeio pedestre, acessível a muito boa e santa gente, como alternativa ao amesendar nas esplanadas. Sem ofensa ou algo contra. Mas temos paisagens tão bonitas em redor das nossa Localidades, pelo País fora.

Aventure-se! Atreva-se!

(As fotos, originais, são de alguns dos locais referidos, mas não do dia a que me refiro. Quando puder, elaborarei postal com fotos específicas.

Se as utilizar, noutro contexto, faça favor de citar a origem!)

 

Portalegre – Régio – Poesia

Estátua Régio lendo. Foto Original. 2021. 01. jpg

Está Régio, sentado… lendo. Perto, alguns dos seus ícones: livros, crucifixos…

 

“Evocação do Cinquentenário da Morte de José Régio”: É esse o leitmotiv do monumento escultórico, que a imagem documenta. Instalado perto da Casa Museu onde viveu e atualmente alberga o espólio das muitas coleções a que dedicou parte da sua vida.

Régio na Rua do Liceu. Foto Original. 2021. 01. jpg

Na Rua e no caminho que terá percorrido muitíssimas vezes, dirigindo-se ao Liceu de Portalegre, onde lecionou; na direção do centro da Cidade, aos cafés que frequentava. Indo e vindo, na sua vida, por aqui palmilhada vários anos. Foi bem escolhido o local para instalar a estátua.

 

Não poderemos dizer que a ideia seja cem por cento original. Deduzimos inspiração a partir da evocativa de Fernando Pessoa, instalada ao Chiado, em Lisboa. Mas isso também não é necessariamente relevante. Ademais, Pessoa e Régio foram contemporâneos, embora Pessoa fosse mais velho e tivesse morrido bem mais cedo. Régio era admirador de Pessoa e foi um dos primeiros divulgadores da respetiva Obra.

Não importa! Ou importa: Em Portalegre, porto ou porta…

 

Obra executada por Maria Leal da Costa e José Luís Hinchado, em mármore e ferro.

Régio lendo. Ícones Regianos. Foto Original. 2021. 01. jpg

É, todavia, relevante, frisar que este é um caminho a seguir pela Cidade. Valorizar a sua identidade como “Cidade de Régio”.

Institucionalizar a “Marca Régio: Portalegre – Cidade de Régio”.

Valorizar a Poesia – “PortalegreCidade de Poesia”!

(Todos estes Valores inerentes à Cultura, ao Turismo, atualmente estão algo adormecidos, com esta “coisa da Covid”. Mas atrás de tempos outros tempos virão. E sobrevirão outros e melhores tempos.)

 

E a propósito de tempos melhores, temos constatado que terrenos da Serra, em diversos locais, alguns bem dentro da Cidade, estão a ser limpos dos matos, das plantas infestantes. Estão fazendo limpezas, prevenindo e precavendo os fogos.

Muitíssimo bem. Aprovado. Parabéns! Foram assuntos que também abordámos e documentámos por diversas vezes no blogue. Voltarei a este tema.

 

Relativamente ao monumento, algumas dúvidas se me levantam. A escultura representa Régio ou um possível leitor de Régio?

E o que está o Personagem a ler?!

Ainda voltarei ao local, para observar melhor.

Árvore Europeia do Ano 2021

Já votou na Árvore Europeia do Ano?

Está a decorrer o concurso para escolha da Árvore Europeia do Ano.

Árvore do Rossio Portalegre. Cortesia A M F Santos. jpg

(Foto: Cortesia Ana M. Fonseca dos Santos)

A árvore representante de Portugal é a chamada “Árvore do Rossio”. Isto é, o “Plátano do Rossio”, plantado nos finais do século XIX, precisamente no designado Rossio, de Portalegre.

É uma árvore carismática, no contexto da Cidade de Régio e da sua cultura. Ponto de passagem, ponto de encontro, local e sala de estar da Cidade, tem muitas estórias para contar. Assim ela falasse. Algumas das histórias estão assinaladas no seu enquadramento, em placas comemorativas. Brevemente virá outra. Idealmente seria que além de a caraterizar como Árvore de Portugal 2020, também almejaríamos que fosse Árvore Europeia 2021.

Para isso é necessário o seu voto. A partir do momento em que foi escolhida como Árvore Nacional é desse modo que concorre a Árvore Europeia.

Deverá escolher duas árvores. Além da nossa, deverá também assinalar outra. Selecione uma outra das menos votadas, digo eu, sei lá! Você é que sabe. Eu já votei.

Anexo ligação.

Obrigado pelo seu voto!

Relativamente a esta árvore, também aqui conto uma história criativa, ocorrida comigo junto ao Plátano do Rossio. Faça favor de ler.

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