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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

De um Poeta para Outro Poeta!

«PARTIU UM DE NÓS, EM SILÊNCIO

JOSÉ BRANQUINHO

UM POETA QUE DEIXA SAUDADES

Serra. Boninas e Pinheiro. Foto Original. 2021.05. jpg

Era um homem afável, acessível, com quem se simpatizava de imediato. A sua permanente boa disposição conquistava amizades e boa impressão onde quer que estivesse. A simplicidade e a humildade eram notórias e davam bem a ideia da pessoa. Eram o seu melhor e fiel cartão de visita.

José Garção Ribeiro Branquinho, nasceu em Monte Carvalho, freguesia de Ribeira de Nisa, Concelho e distrito de Portalegre, em 1931. Deixou-nos este ano, em Fevereiro de 2021.

O nosso poeta, era um ser humano iluminado que a si próprio classificava deste modo: «Sou poeta, sou cantor, adoro poder cantar, e canto por amor…» e logo a seguir, fosse qual fosse o local onde estivesse e fossem quais fossem as pessoas presentes nos brindava sem cerimónias com alguma canção, ora de Coimbra, do Alentejo ou quaisquer outras, sempre «à capela», numa voz afinada, clara e possante. Obviamente romântico, sonhador e humanista, este professor jubilado do Ensino Básico sempre elegeu a poesia, a música e o canto como interesses favoritos na vida, através dos quais expressava todas as mágoas, saudades e alegrias.

José Branquinho participou em dezenas de antologias de poesia e conto, entre as quais do Círculo Nacional  D´Arte e Poesia. Colaborou em inúmeros jornais e revistas, com destaque para o seu clube do coração, o Sporting, no Jornal do Sporting, onde foi um dos fundadores do grupo coral e pertenceu à direcção da Associação de Solidariedade Sportinguista.

Uma alma apaixonada que ia buscar inspiração no seio da mãe-natureza, na beleza dum recanto urbano ou muitas vezes no silêncio da noite. O que lhe interessava era descrever o sentir profundo da relação com as pessoas e a natureza, tal como conta no livro «Cantos do Meu Canto» : «Quero dizer-te, meu amor/ Com verdade de coração aberto/ Que continua a minha dor no meu deserto/Que continua este fervor por ti/ Sempre desperto.»

Cidade de Régio vista da Serra. Foto original. 2021.05.jpg

Ao longo da vida José Branquinho nunca esqueceu os lugares por onde passou como Évora, Coimbra e sobretudo Portalegre, que o inspirava sobremaneira nos versos. E muitos escreveu alusivos à sua terra. A grande admiração e ternura pela mulher em geral, com especial relevo e carinho para a querida e saudosa esposa. Como só a alma sensível de um poeta sabe sentir e expressar.

Como companhia literária o nosso membro tertuliano lia Camões, Fernando Pessoa, Bocage, Florbela Espanca, Eça de Queiroz e especialmente José Régio. Seus clássicos preferidos

Calou-se a voz de um amigo poeta e homem franco e bem disposto com a vida. Vai ser difícil continuar sem o ouvir cantar tão bem, sem a presença calorosa onde o seu sorriso se harmonizava com qualquer ambiente. José Branquinho, o ser humano que exaltava o sol, as flores as saudades e sobretudo o amor. Felizmente deixou-nos os versos, pedaços de alma, emoções e sentimentos à flor da pele.

Estaremos sempre contigo, José Branquinho.

«Até à Eternidade

ROLANDO AMADO RAIMUNDO» 2021

Carvalho negral na Serra. Foto original. 2021.05.jpg

Notas Finais:

OBRIGADO a Rolando, pela amabilidade em deixar-me reproduzir tão belo e sincero testemunho de Amizade Poética. Já agora, também clubística, porque Rolando também é do Sporting! (Os negritos são de minha lavra.)

Se não forem os Poetas a lembrarem-se dos Poetas, quem o fará?!

Lembre-se e preste atenção, Caro Leitor/a Leitora/a, Se Faz Favor!

Aproxima-se o “Dia de Camões” também celebrado como “Dia de Portugal”.

Nas “Cerimónias Oficiais”, consta o “Dizer Poesia” de Camões? Oxalá eu esteja completamente enganado!

Obviamente há Instituições particulares, modestas muitas delas, que farão essa homenagem. A APP – Associação Portuguesa de Poetas será uma delas. O CNAP também já o tem feito. Outras Instituições também.

Obrigado pela sua Leitura e votos de muita Saúde!

 

Homenagem a um Sportinguista!

«CRÓNICA breve dos dias de Hoje

Cidade de Régio. Foto Original. 2021. 05. jpg

«Vivemos num tempo em que as nossas televisões, nos seus canais generalistas, maioritariamente nos impingem programas de quase indigência mental, em que confrangedora, mas alegremente, assistimos a verdadeiros artistas representarem em “planos inclinados”, metáforas da vida atual, é certo, ou a fazerem “splashs” em piscinas, acompanhados de alguns e algumas excentricidades, concorrendo com “pigs braders” e outros programas de elevado nível social, cultural, educacional e etecetera.

 

Simultaneamente que isto acontece, ocorrem também espetáculos por diversas Coletividades e Instituições Culturais que protagonizados por “artistas amadores”, porque têm Amor à Arte, não passam nem são divulgados nas nossas televisões, ainda que muito mais merecedores de tal e, por vezes, até passam relativamente despercebidos nas respetivas localidades onde ocorrem.

 

Tenho assistido a verdadeiras obras de Arte, protagonizadas por excelentes artistas amadores em localidades como Feijó, Almada, maioritariamente nas respetivas Bibliotecas. Provavelmente ocorrerão acontecimentos idênticos pelas mais variadas regiões do País.

 

No fim de semana de um de Junho, sábado, obrigado por compromissos profissionais a ficar na ridente Cidade de Portalegre, tive conhecimento da ocorrência de um evento cultural mensalmente realizado na Biblioteca Municipal, já merecedor de um caráter institucional e designado “Momentos de Poesia”, a que poucas vezes pude assistir, mas das vezes em que tal aconteceu, saí sempre gratificado. Que neste sábado era dedicado a um nosso confrade de Círculo Nacional d’Arte e Poesia, o Professor José Branquinho, que apenas conhecia através do talento manifestado nos poemas que vou lendo no Boletim do Círculo ou nas Antologias.

 

Nesta bela tarde de sábado, tive o grato prazer de assistir ao seu cantar dos “Cantos” do seu “Canto” e outros poemas e canções, muitos dedicados a esta alegre “Cidade das Maias”. Foi um encanto só por si, pela alegria e jovialidade, pela maestria na atuação, pela emoção e sentido de humor e como com Amor trata a Arte.

 

Como se não bastasse, brindaram-nos ainda e bem com belíssimas canções pelo Grupo Polifónico Clube Sport de Portugal, também amantes das Artes, leões e leoas com lindas e melodiosas vozes, com reportório muito bem escolhido e variado, homenageando-nos a todos através do nosso património cultural antigo, mas também recente, sempre atual, enriquecedor dos belos momentos que vivemos, porque o tempo não se deu pela sua passagem, na acolhedora Sala da Biblioteca Municipal de Portalegre, agora também homenageando uma distinta professora da Cidade.

 

O meu obrigado a todos, participantes, organizadores, homenageados.

Finalizo, frisando, enquanto Cidadão, Professor e Poeta, estes espetáculos deveriam ser obrigatoriamente divulgados nas nossas TVs, em substituição do “lixo televisivo” que transmitem diariamente, onde, obviamente não se incluem todos os programas.

Só uma última nota final. Sou benfiquista!

“Francisco Carita Mata” 2 de Junho de 2013

Boninas. Encosta da Serra. Foto original. 2021.05.jpg

(Algumas notas finais:

Como ele gostaria de ter assistido à vitória do "seu" Sporting!

Os programas televisivos implícitos no texto acabaram. Ficaram outros de teor igual.

Entre aspas, figura o texto original, que terá sido publicado em Boletim do CNAP, por essa data.

Os negritos são realces para o texto no blogue.

Com este texto também valorizo o trabalho das entidades em que ambos “Dissemos Poesia”: APP, CNAP, “Momentos de Poesia”. E a própria Poesia, a que pouca gente atribui real valor.

As entidades que exercem o poder valorizam outras vertentes culturais, sobremaneira o futebol.

Este postal corresponde a um dos objetivos iniciais para que criei este blogue: materializar online trabalhos originais, publicados em suporte de papel, ou inéditos, antes de navegar neste suporte informativo. Está muito aquém do previsto!

A sessão poética descrita ocorreu precisamente há 8 anos!

E este é o postal 909! Acho piada a esta "coisa" dos números.

E as fotos são originais.)

 

Homenagem a José Branquinho!

Poeta – Cantor – Declamador – Tertuliano – Sportinguista – Professor

Tília Miradouro Foto original. 2021. 01. jpg

Ontem, soube do falecimento de José Garção Ribeiro Branquinho (08/07/1931 – 16/02/2021), através de mail enviado de Direção da APP – Associação Portuguesa de Poetas.

Para homenagear um Poeta nada melhor que dar a conhecer a sua Poesia.

José Branquinho é várias vezes referenciado no blogue e com textos poéticos aqui divulgados. Ser igualmente sócio da APP e do CNAP e participante em “Momentos de Poesia” é determinante para esse facto.

Quadras ao Meu Amor” – XIII Antologia CNAP

Meu Alto Alentejo” – “Momentos de Poesia”

Ao Teu Olhar” – Antologia APP – XX Vol.

 

Também sobre José Branquinho e “Momentos de Poesia”, escrevi talvez a minha primeira crónica cultural, em 2013, antes de ter blogue. (A léguas de tal assunto!)

Crónica breve dos dias de hoje”, publicada no Boletim Cultural Nº 111 de CNAP – Junho 2013. Hei-de divulgar no blogue.

 

José Branquinho também organizou, enquanto pôde, uma Tertúlia Poética, na Sala VIP do Estádio José Alvalade – Sporting. Ocorria nas terceiras quartas – feiras de cada mês. Nunca cheguei a participar.

Alentejo. Serra Penha. Foto Original. 2021. 01. jpg

Na Poesia de José Branquinho alguns dos temas dominantes são “O Amor”, “O Alentejo” e a sua e nossa também, “Portalegre”. (Era natural de Ribeira de Nisa, também uma das suas fontes de inspiração.)

Portalegre. Foto Original. 2021. 01. jpg

 

Da X Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP – 2009, transcrevo:

 

«PORTALEGRE, MINHA CIDADE»

 

«Portalegre, minha Cidade

Aí nasci, estudei e amei,

És sempre minha saudade

Desde que daí me ausentei.

 

Portalegre, minha Cidade

De tantos belos recantos!

À mais qu’rida realidade

Exaltada nos meus cantos.

 

Tenho em ti minhas raízes

Meus afectos que enalteço!

Meus momentos mais felizes

Desse tempo que não esqueço.

 

Quantas vezes, Portalegre

Aqui te recordo saudoso!

Em teu seio sou alegre

Longe de ti, tão choroso.

 

Ando de cá para lá

Enquanto Aqui vivo for

Porque o coração está

Onde está o nosso Amor.

 

Vivo a cantar-te, Cidade

De ti eu me enamorei!

Tu és a minha verdade

Em breve a ti voltarei.»

 

 

Selfie – Selfish (2ª Versão)

Foto Original. Lírio. 2014 .jpg

 

(Auto Retrato - Egoísta)

 

Me pediu pessoa amada

Que eu escrevesse um poema

Versejando sobre um tema

De cariz social.

 

Mas que maçada!

Não encontro mesmo nada

Que não seja banal.

 

Lembrei-me de selfie!

 

Mas… Que raio de palavra

Que ela não se destrava

Nem uma rima se lavra

Com tal roseira brava.

 

Associei com selfish

Palavra bem mais fixe.

Que rima com… egoísmo

Quadra com… narcisismo

Talvez egocentrismo

Quiçá cabotinismo!

 

E cismo!

 

Que achada a rima

Mais abaixo, mais acima

Uma selfie vou tirar

Com qualquer uma qu’encontrar.

Basta só me (em)quadrar.

 

E tirei!

Tirei comigo.

Tirei contigo.

Com amigo….

Com inimigo…

Com a vizinha do lado

Com peixeira no mercado.

 

E… na minha lista

Tenho até futebolista

E, bem afamado artista.

Até canário… com alpista!

 

Não há quem me resista!

 

Ao meu apelo, ao meu pedido

Nada me é indeferido.

 

E… é tal a premência

Que… só com Sua Excelência

O Senhor Presidente

E por mais que eu tente

Ainda não consegui

Tirar uma selfie!

 

E, agora… Nesta hora

Com isto da Covid

Mesmo que me convide

Selfies não vou tirar.

 

Bem me pode chatear!

 

Notas Finais:

Esta é a 2ªversão deste poema, já publicado anteriormente no blogue.

Resolvi republicá-lo, atendendo a todas as alterações que se têm verificado na sociedade. E também aos modos de dizer esta poesia, que também fui alterando.

Esta nova versão, com a referência à Covid, ainda não foi testada em público, pois que não tem havido tertúlias ao vivo.

Algumas em zoom, mas ainda não entrei nessas tecnologias.

E que saudades tenho das tertúlias ao vivo:

APP

CNAP

“Momentos de Poesia”

SCALA.

Até uma próxima oportunidade!

Poemas de Natal!

Hoje, volto ao tema do Natal!

Era para ter abordado o assunto ontem, mas acabei por escrever sobre o “Intrigante Pássaro Preto”, finalmente esclarecida a respetiva identidade!

Hoje, domingo, ainda que em confinamento, observo um pouco mais de movimento, tanto de carros, como de pessoas. Em contrapartida, a passarada parece menos ativa. O dia também está menos agradável. Chuvinha, sem sol, será suscetível de menor atividade do passaredo…

 

E sobre o Natal?!

 

No Céu há milhões d’estrelas

Todas elas a brilhar

Deus Menino no meio delas

Vai nascer/descer p’ra nos salvar!

 

Neste postal, vou deixar algumas ligações para postais anteriores, que traduzem a minha abordagem natalícia.

Desde já friso que não tenho seguido a temática natalina, de acordo com os cânones mais tradicionais e iconográficos.

De certo modo, até fujo um pouco a essa conceção mais usual de poetar sobre o Natal, seguindo os parâmetros festivos desta quadra.

São modos de abordagem, perspetivas pessoais, sobre assuntos sociais e universais. Nem melhores nem piores que outras perspetivas.

Não transcrevo os poemas.

Deixo ligações:

Natal no Contentor!

O Menino / O Futuro morre na Praia!

De que precisam os Povos de Abrão?!

Velas. APBP Artistas Pintores com a Boca e o Pé. jpg

Mais uma vez, este é um modo de desejar um Natal Feliz, com muita Saúde, a todos/as Leitores/as. (Respeitando os necessários cuidados!)

Mas é também um modo de desejar um Natal também com Felicidade e muita Saúde aos Grupos de Poesia, de Artes, de Letras, que tenho muito orgulho de pertencer enquanto Poeta.

Com quem gosto de compartilhar esse condão da Poesia, que nos une.

APPAssociação Portuguesa de Poetas

CNAPCírculo Nacional d’Arte e Poesia

Mensageiro da Poesia

Momentos de Poesia

SCALASociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.

 

E também a todas as Pessoas Amigas e Familiares, com quem também não poderei estar presente.

E a todos/as Conterrâneos.

 

Um Santo Natal. APBP. Artistas Pintores Boca e o Pé. jpg

O meu Muito Obrigado aos apbp - Artistas Pintores com a Boca e o Pé - Caldas da Rainha, a quem também desejo Feliz Natal!

Muita Saúde! Muita Paz!

 

"Amália, um coração em nós"!

Foto Original. 2020. 10. jpg

“AMÁLIA, UM CORAÇÃO EM NÓS”

 

Costa Caparica. Foto Original. 2019. 09. jpg

 

«Sempre que cantas, estende-se um mar

Um lamento indizível, um choro, escuridão

Numa rua à noite, uma alma por libertar

Um grito de gaivota a quebrar solidão.

Sempre que cantas há uma infância a surgir

Uma névoa de pobreza, com tristeza a rimar

Há poetas, há telas, um barco negro a fluir

Que nos ensina a cantar, para não chorar.

Amália o teu canto faz comover

Amália nossa para bisar

Vem nossas penas sossegar.

Porque insistes em morrer

Se o teu fado é para cantar

Se o teu destino é para ficar?»

 

ROLANDO AMADO RAIMUNDO  - 30 / 10 / 2020

Hoje voltamos à Poesia!

Não de minha autoria, que neste blogue também se divulgam os trabalhos de outras pessoas, de outros poetas, de outras poetisas. Também esse é o propósito do blogue. Desde que me enviem poemas, que sejam publicáveis, terei muito gosto em fazê-lo.

É uma forma também de nos afastarmos das politiquices que abundam sempre por aí.

E, principalmente e neste caso específico, lembrarmos AMÁLIA. Que também admiramos. Tal como Rolando e Olívia Diniz Sampaio, também grande admiradora da nossa maior Cantante.

Um abraço amigo, virtual, que estas cenas da Covid obrigam-nos a estarmos afastados das tertúlias.

Para ilustrarmos o Poema, uma linda Rosa. (Amália era grande apreciadora de rosas.)

(Esta Rosa rosa pertence a uma roseira que enxertei numa base de roseira brava de cor branca. Fica um rosa mais claro. E floriu em Outubro, que é essa a riqueza do nosso clima: termos rosas praticamente todo o ano.)

E cuidem-se!

 

Tertúlias de Poesia!

APP – CNAP – Momentos de Poesia – SCALA

Corona Connection. 2020. 03. jpg

Com isto de Covid”, se há coisa que me chateia é não haver as célebres Tertúlias de Poesia.

Selfie Selfish Quadro 2019. jpeg

Bem! Haver, há, que ainda no passado domingo a APP tinha prevista a sua tertúlia mensal na Sede, como havia antes de Covid, no último domingo do mês. Neste caso, 27 de Setembro. Ter-se-á realizado, que não sei, que não fui.

Portanto, haver, há, eu é que ainda não me mentalizei a andar por aí em vários transportes públicos. E, depois, nos espaços de realização das sessões, quantas pessoas podem estar presentes?!

Foto Original. Costa. 2020. 08. jpg

Também D. Olívia Diniz Sampaio, presidente do CNAP, festejou o seu aniversário, no passado dia 26, sábado, num restaurante da Av. de Berna - Lisboa. Também não fui, não sei quantas pessoas estiveram, não sei se disseram poesia, terão dito, certamente, mas sei que correu muito bem.

Poesia Visual. Foto Original. 2018. 07. jpg

Faz agora um ano, estava a decorrer a Exposição de Poesia Visual, na sede da SCALA, em Almada. Algumas fotos são de alguns dos quadros expostos. Outras são da Costa da Caparica; do Tejo, visto da Ponte, vindo no comboio e de Portalegre.

Somos Mar. Foto original.2018. 07. jpg

Também tenho saudades das tertúlias de poesia na sede da SCALA, da “Poesia à Solta”. Em Almada: na Sede, na Oficina de Cultura.

Portalegre. Foto original. 2020. 06. jpg

E das tertúlias de “Momentos de Poesia”, em Portalegre. No Hotel José Régio, no Café José Régio.

Foto Original. Rio Tejo. jpeg

 

Este meu postal é dedicado a todos/as Tertulianos/as das Associações em que costumo participar:

APP – Associação Portuguesa de Poetas - Lisboa

CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia - Lisboa

"Momentos de Poesia" - Portalegre

SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada – Almada

 

Votos de Muita Saúde! E Muita Poesia!

Um Poema de Despedida!

“REQUIEM  PARA  UM  IRMÃO”

 

“Partiste

Assim como um suspiro, folha de árvore que cai

Alguma aragem, tão livre, como a natureza quis.

Olha, irmão,

Por aqui, o mundo gira igual, louco, caótico e indiferente.

O sol volta a pôr-se magnífico em fogo, lá no horizonte

Há vidas que hoje se te vão juntar e amanhã

Sempre a vida brotará de outros seres e haverá novo sol.

Perdeste o respirar, o olhar, a magia desta Primavera

Saberás de nós nesse outro lado? Como tudo é insondável!

E assim nos deixaste sem queixas, sem remorsos, como um guerreiro.

Onde estarás agora?

As tuas coisas, os teus objectos estão iguais no seu canto

Mas não são mais os mesmos sem ti

E esperam, esperam, sem jeito.

No bosque dos meus afectos sinto-te mais perto

O rio escorre seus murmúrios e continua

Com as libélulas, os peixes, os minúsculos insectos

Tudo no seu ritmo natural de sempre.

Flores selvagens, os pequenos algodões e os fulgores.

É primavera, as aves cantam e tudo mexe,

Há sinais ao redor, há perfumes, há rastolhadas,

Seres da terra de que não sei o nome

E por vezes o vento, nas ramagens,

Que tudo agita e tudo harmoniza.

Olha, meu irmão

Oiço o Réquiem de Mozart e deixo-me sucumbir

É tão belo, é tão triste, tão fora deste mundo

Como tu estás, agora!

Se por alguma razão que não sei

Se por algum profundo mistério

Se também tu estiveres a ouvir…

Será, será que também te comoves?”

 

ROLANDO AMADO RAIMUNDO

24 DE MAIO DE 2020

*******

Foto original. Portalegre vista do Passadiço. 2019. 05.jpg

 

Voltamos à Poesia.

 

Como algumas vezes neste blogue, um lindíssimo Poema de Despedida. Também tenho alguns meus escritos e aqui divulgados, acenando Adeus a Pessoas que nos são queridas. Também de outras pessoas.

Muito bonito, este Poema.

 

De Rolando A. Raimundo, também sócio do CNAP – um dos organizadores e participantes nas Tertúlias do Círculo. Também um dos colaboradores do Boletim Cultural, tal como D. Olívia, Alma Mater do Círculo, ativa divulgadora e promotora da Cultura ligada à Poesia e Artes; António Diniz Sampaio e Luís Filipe Soares, sócio nº 1 e fundador da APP, organizador e dinamizador das Antologias de Poesia, das Maratonas e outras atividades culturais, nos anos oitenta do séc. XX.

 

A divulgação deste Poema insere-se num dos propósitos deste blogue que é a divulgação de Poesia de “Outros Poetas e Poetisas”! Desiderato bastante bem documentado, com Poesia. De elementos da APP, do CNAP, de “Momentos de Poesia”, da SCALA; de Pessoas de Aldeia da Mata.

 

Poucos blogues, ou nenhuns (?), neste universo (digital), realizam ação igual ou semelhante.

Eu também agradeço a amabilidade de todos os participantes, que desse modo também engrandeçam este universo particular e específico de Aquém Tejo.

 

(Foto? - Original de Cidade de Régio, vista do "Passadiço".)

“Em Casa D’Amália” – Tertúlias semanais na RTP1

Fado – Poesia - Cultura

Fafá de Belém, Waldemar Bastos, Dany Silva - André Dias e Bernardo Viana

Apresentação de José Gonçalez

 

 

Foto Original. 2019. 05.jpg

 

Programa da RTP1, tertúlia transmitida às 6ªs feiras, à noite. Na passada sexta, dia 19, já o nono programa. Em semanas anteriores, algumas vezes visualizei excertos do programa. Neste último, face aos tertulianos presentes, deixei-me, em boa hora, levar na onda. Quando e onde podemos ouvir, assim numa assentada, Fafá de Belém, Waldemar Bastos, Dany Silva, acompanhados por André Dias e Bernardo Viana, dois jovens músicos, engrandecendo a tríade de cantores?! Dany e Waldemar também executantes.

 

Num jeito muito informal, apresentação de José Gonçalez, precisamente na Casa de Amália, à Rua de São Bento, na sala, deduzo eu, bem bonita, por sinal.

Programa, homenageando a Diva do Fado, recriando, de certo modo, as tertúlias que Amália promovia na sua própria casa. Neste programa foi precisamente lembrada a célebre tertúlia em que participou Vinícius de Morais, também Ary, Natália Correia, David Mourão Ferreira, em 1968, génese de disco editado em 1970: Amália – Vinícius.  

 

Programa excelente! Parabéns aos participantes. E Obrigado pela beleza de Música e Canções que nos trouxeram.

 

E que saudades tenho das tertúlias. Das Tertúlias de Poesia, confinadas, com esta coisa do Corona!

 

Da APP – Associação Portuguesa de Poetas. Na sede, aos Olivais; no Vá – Vá, na Avenida de Roma. Ambas em Lisboa.

Do CNAP - Círculo Nacional D’Arte e Poesia. Ultimamente no Café Império. Anteriormente, ao Centro de Dia de S. Sebastião da Pedreira. Também em Lisboa.

De “Momentos de Poesia”, no Café José Régio, antigamente “Café Facha”, em Portalegre.

Da SCALA – Sociedade Cultural das Artes e Letras de Almada, na Sede – R. Conde Ferreira – Almada Velha ou na Oficina de Cultura, no centro de Almada.

 

E.. Viva  a Poesia! Viva o Fado! Viva Amália!

 

E novamente parabéns a todos os participantes e organizadores do Programa da RTP1, supramencionado.

Cinco Estrelas!

Lisboa precisa ser "pensada" de outro modo. Bitaites!

Porque é que serviços fundamentais a todo o País hão - de estar todos sediados em Lisboa?!  (…)

 

Na sequência da Tertúlia do CNAP, no Café Império, voltei a viajar na Fertagus, ao final da tarde, perto das 19h, no sentido Norte - Sul. No início da tarde, viajara no sentido Sul – Norte.

Ponte 25 Abril. Foto original. 2015.jpg

 

Os comboios em qualquer dos sentidos não foram a abarrotar, como noutras ocasiões. Valeu-me também, no regresso à Margem Sul, ter tomado o comboio em Roma Areeiro. Situação que, aliás, muito boa gente usa. (Só encheu em Sete Rios!)

Antes de o comboio arrancar, aproveitei para conversar com o “parceiro” da frente, questionando-o sobre o respetivo percurso diário. Situação cada vez mais rara, a conversa entre passageiros, que vai todo o mundo “preso / agarrado” no telemóvel. Nem para a paisagem olham! E Lisboa é bem bonita, muito especialmente a travessia da Ponte, ademais ao início da noite, com toda a iluminação na Zona Oriental, o rio, os monumentos e o casario a rebrilharem, os carros circulando de luzes acesas…! (Alguns resistentes ainda leem!)

 

Situação do senhor: casa dos 30 / 40, mulato, angolano. Vinha de Paço de Arcos, concelho de Oeiras, onde trabalha na construção civil e dirige-se para Quinta do Conde, concelho de Sesimbra onde mora! Apanha o comboio da Linha (Cascais) até Alcântara – Mar. Aí sai e vai apanhar o comboio a Alcântara – Terra, que se dirige para Castanheira do Ribatejo. Sai em Campolide, onde deveria ficar para depois tomar o da Fertagus para a Coina (Margem Sul), mas como o comboio vem sempre cheio e teria que ir de pé, segue também num da Fertagus, mas no sentido inverso do que pretende, até Roma – Areeiro. Aproveita o respetivo retorno para a Coina, indo assim já sentado no respetivo percurso. Chegando a Coina apanhará um autocarro até Quinta do Conde!

Faz estes percursos diariamente!

Como ele, muitos milhares todos os dias, nos mais diversos transportes, provenientes das várias linhas de comboio, autocarros, barcos, metros, de carro, até Lisboa, provindos dos variados concelhos, desde Cascais, Oeiras, Sintra, Amadora, Odivelas, Mafra, Loures, Vila Franca, Azambuja, Alcochete, Montijo, Moita, Setúbal, Palmela, Sesimbra, Barreiro, Seixal, Almada, estes os mais próximos, que há quem venha de mais longe ainda!

Todos os dias! Em ambos os sentidos, num movimento pendular diário.

 

E se a Fertagus seguisse até à Gare do Oriente?! Bem jeito daria a muito boa gente. Mas a situação como resultaria?! Mas que dava jeito, dava.

 

Por ex. o aeroporto não deveria sair da Grande Lisboa!? Sendo um obra de grande envergadura e de longo prazo, porque não fazer, por ex. em Beja, aproveitando o que já está feito? A longo prazo, a distância relativizar-se-á. Traria novas centralidades. Bem sei que este assunto já dura há décadas, muito dinheiro já por aí tem corrido por muitos bolsos, com tantos adiamentos, projetos, estudos, anulações. Mas, no Montijo, fica à beira do estuário, em zona de muitos impactos ambientais negativos, a uma altitude muito baixa, também num espaço muito povoado, já demasiado desenvolvido.

 

E a promoção de habitabilidade em Lisboa? Rendas acessíveis, para quem lá trabalha. Facilidades de crédito, para quem queira comprar.

Porquê este modelo de desenvolvimento, com a permanente expulsão dos cidadãos cada vez mais para as periferias das periferias?! A quem interessa? Petrolíferas & Associados?!

 

Porquê o previsto Hospital, substituindo o de São José, não poderia sair de Lisboa, por ex. para Sul, concelho de Palmela, com acesso a várias linhas de comboio e de auto estradas? Quase ninguém mora em Lisboa. Os utentes vêm de todo o País…

 

Isto são…  só bitaites! Hei - de voltar! Políticas!

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