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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Campo de Ourique: Exposição do CNAP

CNAP - CÍRCULO NACIONAL D'ARTE E POESIA

EXPOSIÇÃO de ARTES PLÁSTICAS

BIBLIOTECA - ESPAÇO CULTURAL CINEMA EUROPA

LISBOA

(JUNTA de FREGUESIA de CAMPO de OURIQUE)

Exposição CNAP. 20 Fev..Cortesia Organização. jpg

O Círculo Nacional D'Arte e Poesia vai promover mais uma das suas excelentes Exposições de Artes Plásticas.

Participe, S.F.F.

Visite, se puder! Só ganha com isso.

 

“Desenganos” –“ Marcas Da Vida”

Livro de Poesia de Josefina Almeida

 

Quadro Josefina Almeida. 2018 Expo CNAP C. M. LX. jpg

 

CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia - Boletim  de Natal 2018

 

Continuamos na divulgação de Livros, Poesia, Artes Plásticas… E mais uma crónica que sai atrasada. Mas esta crónica também é prospetiva. Informa sobre próximas realizações – lançamento de livro.

 

O Círculo Nacional D’Arte e Poesia realizou no passado dia 15, uma das suas habituais tertúlias no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira – Lisboa, tendo também sido distribuído a quem não o tivesse, o Boletim de Natal.

 

Este Boletim, na sua simplicidade gráfica, contém em si mesmo uma grande riqueza de conteúdo.

Estruturando-se a temática do Natal numa narrativa e iconografia recorrentes e sendo uma festividade transversal na nossa cultura ocidental, é sempre possível não apenas uma abordagem ao tema, mas múltiplas, diversas e diversificadas, encarando o assunto sob diferentes ângulos e pontos de vista.

É isso que se verifica neste Boletim subordinado ao tema Natal!

Diferentes Poetas e Poetisas, consagrados ou não, expõem as suas perspetivas sobre este tema central do Cristianismo, assente no Nascimento de Cristo, mas reportando-se a mitologias mais antigas e impregnado das diferentes vivências culturais de povos muito diversos no tempo e no espaço. Simultaneamente imbuindo de ancestralidade e de modernidade a celebração atual do Natal.

São essas diferentes visões, observações segundo a perspetiva de cada Autor que o Boletim nos traz. Parabéns a todos os Participantes!

 

Nesta Tertúlia aproveitei para dizer algumas quadras do livro “De altemira fiz um ramo”, fazendo a promoção e divulgação do mesmo, que não tenho nenhum suporte editorial, nem nenhuma agência publicitária ou canal televisivo a divulgar. Muito menos a entrevistar!

(Aproveito para referir que a próxima apresentação será a 9 de Fevereiro na SCALA, em Almada.)

 

Também D. Josefina Almeida nos informou, deu a conhecer, o lançamento do seu livro “MARCAS DA VIDA”, que irá ocorrer no próximo dia 2 de Fevereiro, sábado, na “Livraria e Papelaria Fonsecas” – Rua Maria Andrade nº 64 – B, em Lisboa.

 

(Aproveitei para comprar, 10 euros, um preço justo. Basicamente, trocámos que também vendi o meu, 7 euros, entregando o diferencial.)

 

Livro de muita qualidade, tanto técnica como principalmente de conteúdo.

Edições Colibri, prefácio e apresentação de Lisete Matos.

Sendo que D. Josefina para além do talento poético, também exprime a sua sensibilidade artística através da pintura, assunto que já aqui abordámos e documentámos no blogue, o livro inclui imagens de diversos quadros da Autora, o que o enriquece sobremaneira.

 

Para que o Caro(a) Leitor(a) tenha uma ideia da sensibilidade poética, anexo um dos poemas.

 

«DESENGANOS»

 

«Na mente só um pensamento

Te atormenta e invade,

Ilusão de entendimento,

Rebentos de fragilidade.

 

Fazes da ternura ausência,

Da vida fazes canções,

Ignoras até a consciência,

Nesse transbordar de ilusões.

 

Foram muitos e longos anos

Que pela tua vida passaram,

Tantos e cruéis desenganos

Que feridas no peito deixaram.

 

Foram os muros da vontade

Que fizeram da noite madrugada,

E da vida fizeram a verdade

Dentro do peito enraizada.»

 

*******

 

Pena tenho não poder reproduzir imagem de um dos quadros integrantes do livro.

Mas essa lacuna pode colmatá-la, comparecendo na apresentação e adquirindo-o.

 

(O quadro, de D. Josefina, figurou na Expo do CNAP, realizada em Maio, no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira, Lisboa.) 

 

Não esqueça:

- 2 de Fevereiro, próximo sábado - Lisboa – Livraria e Papelaria Fonsecas – Rua Maria Andrade nº 64 – B, aos Anjos – Almirante Reis.

Cidades e Jacarandás!

Crónica numa cidade congestionada,  num País de Faz de Conta!

 

Foto original DAPL. 2017.jpg

 

Tertúlia e Exposição de Pintura do CNAP - Círculo Nacional D’Arte e Poesia

São Sebastião da Pedreira – Lisboa

Dia 11 de Dezembro 2018 – 16h 30’

 

Éramos sete! Sete personagens expressando um ideário poético. Ainda que nem todos escrevessem ou dissessem poesia.

É impressionante que num país de poetas, isto é apenas um lugar – comum, a Poesia seja tão pouco divulgada, não faça parte da educação diária do cidadão.

Poucos minutos após o telejornal, diariamente, um pequeno programa com alguém a “Dizer Poesia”. Não necessariamente alguém famoso. Pelo contrário! Ele há tanta gente por este País que sabe Dizer Poesia!

(Aproveitem esta ideia, que eu não a vendo. Ofereço-a!)

Em vez de, todos os dias, nos massacrarem com as mesmas coscuvilhices, promovidas à categorização de notícias. E as futebolices e as reinaldices!

 

Na cidade, acotovelam-se multidões nos passeios, nas passadeiras, nas horas do final da tarde, no início da noite que, em Dezembro, chega tão cedo! O sol põe-se pouco depois das cinco. Acendem-se as luzes e é uma azáfama de hora de ponta, tanta gente apressada, tanta gente a correr, tanta gente ligada, vidrada no telemóvel…Dos empregos ou das compras para casa, na pressa de chegar. Carros e mais carros entupindo o asfalto. Cada carro, apenas com um passageiro, não há - de a cidade estar atolada de trânsito e os acessos à Grande Cidade congestionados!?

Contraste com a minha Aldeia em que há dias que não vejo ninguém! Este País para onde caminha?! É um País do Faz de Conta!

 

Nem a propósito, no Boletim do Círculo Nacional D'Arte e Poesia, foram publicadas duas poesias minhas muito peculiares.

 

CIDADES

 

Cidades,

jardins zoológicos dos Homens,

cativeiros de quatro paredes.

Vidas condicionadas

a tempos e horas,

Formigueiro, de vidas agrestes,

lutando pela sobrevivência.

Oh! Liberdade,

onde estás tu?

Horizontes, longos de paz

onde estão?

Transeuntes que passam

e olham,

estes tristes animais presos,

na liberdade, da vida condicionada,

destas cidades.

 

(Este texto é bem antigo!)

Foto original DAPl. 2017.jpg

 

E JACARANDÁS.

 

Para chegar a São Sebastião, percorri a Avenida 5 de Outubro.

Já reparou nas árvores que estruturam toda a parte central da Avenida?

Nem mais! São jacarandás. E já observou que estas árvores, em finais de Outono, quase Inverno, contrariamente às outras plantas de folhagem caduca, estão muito mais verdes e a folha se mantem aparentemente como se fosse perene?

Que não é.

Leia o poema, se faz favor, e atente nesta peculiaridade arbórea!

As fotos ilustrativas são da época em que estão mais exuberantes. Se vive ou passa em locais em que existam jacarandás vá observando as suas transformações anuais. SFF.

(Estas são de Almada. Originais DAPL.)

 

Pois. No dia onze, pelo final da tarde, decorreu no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira, o habitual convívio poético, organizado pelo CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia. Igualmente decorria uma Exposição de Pintura, com bonitos quadros de diversos pintores e pintoras, que habitualmente expõem no âmbito do CNAP.

Vitor Hugo – “Évora”

Fernanda Carvalho: as quatro estações do ano – “Primavera”, “Verão”, “Outono”, “Inverno”.

Lurdes Guedes: “O prazer de ser mulher”, “Porto de abrigo”, “Esperança”.

Josefina Almeida: “Ouro sobre azul”, “Rochas da minha terra”.

Elmanu: “Fernando Pessoa no aeroporto” e uma obra sem título.

Méli: Duas obras sem tírulo.

Margarida Dias: uma obra sem título.

 

Tenho pena que os Artistas não possam estar presentes nestas tertúlias que, de certo modo, funcionam como encerramento. Seria importante compartilharmos ideias. (Digo eu, não sei…)

 

Entre muitos aspetos positivos que poderia mencionar, realço a capacidade criativa destes Artistas. Nas exposições que venho observando, vão sempre mostrando quadros novos. Daí poderei inferir que irão certamente elaborando diferentes trabalhos regularmente. (Digo eu! Será?)

 

Sortuda D. Maria Olívia, que no seu convívio com tantos Artistas, e em merecimento do seu trabalho de divulgadora da Arte, vai criando quase um Museu de Pintura. Uma Exposição um dia?!

 

Relativamente à Poesia, outra vertente artística que o CNAP vem promovendo e divulgando, ultrapassando ventos e marés, já quase há trinta anos, sem o devido e merecido reconhecimento, neste passado dia onze, compareceram: Maria Olívia Diniz Sampaio, Fernanda de Carvalho, Ana Alves, Carlos Pinto Ribeiro, Luís Ferreira, João Carrajola, e este cronista. Sete, como já referi!

 

Quase todos dissemos poesia, maioritariamente da nossa autoria. Para além de ter dito o meu poema de Natal, deste ano, “O Menino / o Futuro morre na Praia”, também tive a oportunidade de ler textos poéticos de Luís Ferreira, acedendo ao seu convite, nomeadamente “O Natal 2”, publicado no último post. Rarissimamente o tenho feito, mas já que as pessoas gostaram, talvez me aventure a fazê-lo mais vezes.

 

Já pensei em dizer, melhor, ler um poema de José Régio, de quem falei, a propósito de “Cântico Negro” e de tanta gente que o diz, lê, recita ou declama. Inclusive o próprio Autor!

 

E, a propósito, irei pedir a D. Olívia que me deixe dizer o seu texto poético sobre Portalegre!

 

O Poeta Pinto Ribeiro também é sempre lembrado, através do irmão, Carlos, e de Olívia.

 

E esta é uma crónica, como sempre, enviesada!

 

Ah! E falei sobre o livro que tenho pronto a ser lançado: “De Altemira fiz um ramo”!

 

E faltaram “Les chansons de Roland”!

Não há Natal para ninguém!

«Natal 2»

 

«Se o Natal que agora temos

Não é aquilo que queremos

E mesmo sem ser Natal

A ganância galga muros

E deixa tudo em apuros

Ficam muros e barreiras

Ficam arames farpados

Ficam os refugiados

E mais pobres a pedir

Ficam crianças com fome

E só quem for indiferente

Poderá ficar contente

Com presépios a fingir

E luzinhas a brilhar

Mas esse brilho aparente

Vem despertar nosso olhar

Para um olhar mais atento

Vem dar-nos um outro alento

Na esperança já tardia

De alcançarmos outro dia

De justiça e alegria

Mas enquanto não fizermos

O que temos para fazer

E não o fizermos bem

Não há Natal para ninguém!»

 

Poema de Luís Ferreira, 2015.

 

Este Poema foi oferecido pelo Autor, aos presentes na Tertúlia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira, no dia 11 de Dezembro de 2018 (3ª feira).

A convite e sugestão do Autor tive o grato prazer de dizer este Poema perante o grupo de presentes.

(Não éramos muitos, bem sei! Mas a Poesia anda tão abandonada! E sete é um número muito bonito. Obrigado pelo lindo poema e pela sugestão para o dizer.)

Este poema que o Autor nos ofereceu vem enquadrado num postal ilustrado alusivo ao Natal, com um trabalho artístico estilizado, com alguns aspetos iconográficos do natal atual: a árvore e a estrela, enclausuradas em arame farpado! Um desenho minimalista, identificativo do estilo muito pessoal do Autor, tanto na forma como no conteúdo. De forma muito simples, consegue reportar-nos para os conceitos, ideias e ideais que nos quer transmitir. Apelando-nos para a nossa consciência interventiva! Forma simplificada, versus conteúdo elaborado e profundo!

As cores também são muito sugestivas!

(Se eu conseguir digitalizar, hei-de apresentar a imagem, para que o/a caro/a Leitor/a possa apreciar e ajuizar devidamente.)

"Marchas da Minha Terra" - Lançamento Livro

João Francisco da Silva (Poeta d'Arruda)

Lançamento do livro: "Marchas da Minha Terra"

Convite "Marchas da Minha Terra" "Poeta d'Arruda". png

 Clube Recreativo Desportivo Arrudense

Arrudense emblema. in. facebook.com. jpg

 

2 de Setembro de 2018 - 15h 30'.

 

Clube Arrudense. in. chafariz.weebly.com. jpg

Arruda dos Vinhos

(Notas Finais:

João Francisco da Silva já figura neste blogue com trabalhos seus.

No âmbito da XIII Antologia do CNAP.

E da XX Antologia da APP.

As imagens do emblema e frontaria do Clube, in. facebook.com e chafariz.weebly.com.

A do convite, cortesia do Autor.)

*******

Está também prevista a divulgação do livro na habitual Tertúlia do CNAP - Círculo Nacional D'Arte e Poesia, no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa, no dia 9 de Outubro 2018.

E também na Tertúlia de final do mês, em 28 de Outubro 2018, na sede da APP - Associação Portuguesa de Poetas, na Rua Américo de Jesus Fernandes, aos Olivais, Lisboa.

Hospitalidade Alentejana!

Encerramento da Exposição do CNAP, na Casa do Alentejo

 

(Círculo Nacional D’Arte e Poesia - 7 a 19 de Julho 2018.)

 

Poema Psicadélico. Foto DAPl. 2018.jpg

 

Terminou ontem, 19/07/18, a Exposição promovida pelo CNAP, na Casa do Alentejo. Fui lá buscar o quadro que aí expusera e que apresento em foto, exposto na Casa. (Poderá parecer exibicionismo, já ter apresentado a imagem do quadro por diversas vezes no blogue, mas não é. Simplesmente é uma reparação pelo facto de ele ter estado, desde os anos oitenta, em cima da mesa da sala da Casa, no Alentejo, devidamente resguardado. Agora, precisa de respirar! Arejou na Rua das Portas de Santo Antão e andou passeando pelas ruas e transportes de Lisboa… Reconhecimento merecido e justo!

E ainda, acreditamos, será exposto noutros locais!)

 

Antes de tudo o mais, quero agradecer à Casa do Alentejo, em meu nome pessoal e também do Círculo, certamente, pela disponibilização de espaço tão emblemático para a divulgação da Arte, num verdadeiro Templo artístico. Obrigado!

 

Estive algum tempo, durante a tarde, na expetativa de aparecer mais alguém a recolher os quadros que ainda não haviam sido levantados ou eventualmente nos juntarmos para dizer Poesia, mas não apareceu ninguém, enquanto lá estive.

Foi oportunidade de observação do movimento da Casa. Sendo um ex-líbris da Cidade de Lisboa, é imensamente visitada. Nem imaginava que tanto. Verdadeiras excursões. Tantas que até acho que deviam ser devidamente enquadradas e com visitas guiadas. Sim! E com pagamento de entrada! É inteiramente justificável.

Só que a proverbial hospitalidade alentejana permite que andem por ali verdadeiras romarias, calcorreiem os espaços, a bel-prazer, de umas salas para outras e, invariavelmente, irem “mudar a água das azeitonas”!

 

De espanhóis então nem se fala. De tal modo é o à vontade, que até pensei ser algum episódio da “Guerra das Laranjas”. Ou então que viessem para alguma azeitonada. Ou algum rancho para as ceifas ou para apanharem os fenos, a tratarem com algum patrão, que por ali estivesse. Sei lá! O movimento era tanto!

 

Um casal de jovens, indianos, infiro eu, aproveitaram para realizar uma sessão fotográfica. Talvez para alguma das plataformas sociais, em que as fotos são indispensáveis. Suponho!

A rapariga, de traje de gala, aproveitou tudo quanto é espaço da Casa, para se enquadrar em imagens: de frente, de perfil, de costas… Escadarias, pátio, salas, janelas, portas, varandas… não ficou lugar que não fosse registado. Só não sei se também aproveitou o local de “muda da água das azeitonas”. Sei que para lá se dirigiu galante, de salto alto e trajo à Bollywood, adejando mala de viagem rosa barbie, e retornou de sapato rasteiro e fato ligeiro, mas oriental. Noutros países e contextos, paga-se para usar fotos promocionais, enquadradas em monumentos. Mas em Portugal e no Alentejo!

Não importa.

 

Não tendo surgido ninguém do Círculo, nem da Poesia ou da Exposição, não houve “Dizer Poesia”!

Não houve?!

 

Bem, estando eu na antecâmara das salas principais, eis que vejo chegar um Casal Amigo, por quem temos grande estima e consideração. Surpresa e extraordinária coincidência que, ao ir levantar o quadro, logo acontecesse encontrar pessoas tão estimáveis.

(Este quadro de “poesia visual” tem, não duvide, um certo sortilégio…)

Explicada e documentada ali a minha presença, não muito usual é certo, tive a oportunidade e o privilégio de, perante o Cavalheiro, distinto Alentejano, também Poeta e ademais, Professor Doutor, “Dizer Poesia”!

E, deste modo, posso dizer que, ainda que não enquadrado diretamente na dinâmica do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, eu também já “Disse Poesia”, na Casa do Alentejo.

Que, aliás, era também um dos meus propósitos ao participar na Exposição do CNAP na Casa Matriz dos Alentejanos na Diáspora.

Li o poema “Fuga… à Solidão”, base da “poesia visual” intitulada “Poema Psicadélico”. E tive o grato prazer de explicar, o melhor que pude e soube, o esquema visual desse “poema ilustrado”.

Dizer Poesia para, e perante, tão distinta Personalidade, Emérito Professor na Área das Ciências da Comunicação foi, não só um grande privilégio, mas uma grande honra.

Obrigado também! (E aos seus familiares, cumulativamente com sotaque brasileiro.)

 

E Obrigado também ao Círculo – CNAP, pela sua promoção da Cultura!

E à Casa do Alentejo!

 

(P. S. – Entre outros aspetos e, no referente ao sortilégio do quadro,…

Como já mencionei, foi elaborado na 2ª metade da década de oitenta.

No ano passado, a APP – Associação Portuguesa de Poetas promoveu a 1ª edição de “Nau dos Sonhos”. Não participei. Neste ano promoveu a 2ª edição. Também não pensava concorrer. Mas decidiram prolongar o prazo do concurso mais quinze dias. Tive um clique. Não sou supersticioso por natureza, mas achei que devia aproveitar…

Fui pesquisar trabalhos antigos… Pessoa que muito estimo, quando viu este trabalho, logo me disse. “Concorre, que vais ganhar!” …

E aqui estamos.

Obrigado também à APP – Associação Portuguesa de Poetas!)

Casa do Alentejo – Mundial. Pormenores e não só!

Azulejos Casa Alentejo. Foto DAPL. 2018.jpg

 

E também o prólogo de uma anedota, a propósito do vídeo-árbitro!

 

No post anterior, nº 595 (!), ao abordar a “Exposição de pintura” do CNAP, também projetei apresentar alguns pormenores artísticos da Casa do Alentejo, como forma de convite a uma visita, para além da Exposição.

Que está quase a encerrar!

(Na Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa.)

 

R. Portas Stº Antão. Foto DAPL. 2018. jpg

 

Além do mais, no decurso desta ausência de escrita, ocorreram acontecimentos mediáticos, de entre os quais, não posso deixar de mandar algum bitaite, especificamente sobre o Mundial.

A equipa francesa venceu.

Não era a que eu desejava que ganhasse, nem era a final que mais gostaria. Teria preferido que a vencedora fosse a Croácia, aliás, julgo que seria a equipa mais merecedora.

Combativa, aguerrida, resiliente, humilde, mas persistente, lutando até ao fim, quase sem desfalecer. Após o terceiro golo, parecia que os atletas se ficavam, mas depressa recuperaram o ânimo. Ao 4º golo, pensei que houvesse uma cabazada, mas os jogadores ultrapassaram essa fraqueza e adorei aquele tirar a bola ao convencido do guarda-redes francês.

Mereciam ter marcado mais golos, mas faltou-lhes capacidade finalizadora.

E, nestas coisas de futebol, que interessam os merecimentos, ou o que nós achamos ou deixamos de achar sobre o assunto?!

Ganha quem mete golos, e pronto!

Aliás, a final que eu mais gostaria seria entre a Bélgica e a Croácia!

(Da equipa francesa, valorizo, muito especialmente, o caráter multicultural, espelho da sociedade francesa!)

 

E aquela do vídeo-arbitro?!

Achei um grandessíssimo disparate, essa de se parar o jogo para o árbitro ir consultar o vídeo e decidir!!!

Ademais por penálti, que achei desmerecido. Não julgo ter havido voluntariedade no tocar da bola com a mão. Digo eu, que não sou “vídeo árbitro”!

Por este andar e com o evoluir tecnológico, mais vale transformar o jogo, num jogo apenas eletrónico. Digo eu, que não sou da “fifia”.

 

E este atuar do árbitro, e para nos reportarmos ao título fundamental do post, “Casa do Alentejo”, lembra-me uma anedota alentejana…

Em tempos que já lá vão…

Sala de jantar. Casa Alentejo. Foto DAPL. 2018.jpg

Quando havia bailes nos salões de antigamente... A dado momento, o mestre-sala, que era assim a modos que um árbitro nos bailes, manda interromper a dança, para um cavalheiro, pai de uma menina dançante, intervir.

E o senhor interveio:

“Alto, e pára o balho! Que roubaram o cordão à minha filha…”

E o balho parou, mas ouviu-se a voz da menina:

… … ...

(Bem, o que a menina disse e o pai respondeu não digo. Fica para outro post.)

Mas o baile lá continuou.

 

É assim o que acontece com o vídeo-árbitro, acho que uma paragem desnecessária. Que não acrescenta nada ao fundamental do jogo, ao jogo propriamente dito, ao jogo per si, independentemente do resultado. Apenas uma interrupção anedótica!

 

Mas o objetivo do texto era divulgar aspetos de pormenor da Casa, em que até o chão, os retoques das paredes, são verdadeiras Obras de Arte.

Mosaicos  Casa Alentejo. Foto DAPL. 2018.jpg

 

Termino com pormenores de dois candeiros...

 

Um para iluminar as decisões dos árbitros.

Candeeiro e clarabóia. Foto DAPl. 2018.jpg

 

Outro para cair no "bestunto" do vídeo-árbitro!

Candeeiro. Casa Alentejo. Foto DAPL. 2018.jpg

  

Visite! Se faz favor!

Exposição do CNAP na Casa do Alentejo

Exposição Coletiva de Artes Plásticas 

CNAP - Círculo Nacional D'Arte e Poesia

Casa do Alentejo

Sala de Olivença

Este post tem por principal objetivo divulgar alguns dos quadros expostos na Casa do Alentejo, no âmbito da Exposição supracitada.

De momento, essa será a principal direção da temática.

Posteriormente, abordarei mais alguns aspetos concernentes a problemáticas atuais.

*******

Cartaz sobre o "Cante - Património do Mundo"

(Exterior Casa Alentejo)

Cartaz Cante - Casa Alentejo - Foto DAPL. jpg

 

Sala de Olivença - Conjunto quase total dos Quadros expostos

Sala Olivença. Exposição. Foto DAPL. jpg

"Vida nos Oceanos" - Maria Lourdes Guedes

"Vida nos Oceanos". Mª Lourdes Guedes. Foto DAPL. jpg

"Sem Título" - Méli e "Flores Campestres" - Maria Lourdes Guedes

 

"Sem Título" e "Flores Campestres" - Méli e Mª Lourdes Guedes.jpg

"Sem Título" - Pinturas de Cecília Augusto e Catarina Semedo

"Sem Título" - Cecília Augusto e Catarina Semedo. Foto DAPLjpg

"Marvão" - Vitor Hugo

 

"Marvão". Vitor Hugo. Foto DAPL. jpg

 

 "Mistério e Vida" - Maria Rita Parada Reis

"Mistério e Vida". Maria Rita Parada Reis. Foto DAPL. jpg

"A Cascata" e "Apocalipse" - Elmanu

"A Cascata". Elmanu. Foto DAPL. jpg

"Apocalipse". Elmanu. Foto DAPL. jpg

"Quando o Meu Pensamento Voa" e "Fado" - Fernanda Carvalho

"Quando o meu pensamento voa". Fernanda Carvalho. jpg

 

"Fado". Fernanda Carvalho. Foto DAPL. jpg

Face ao exposto no introdutório do post, decidi, no decurso da respetiva operacionalização, divulgar apenas as pinturas expostas, tendo em vista o respetivo conhecimento.

Apresse-se a visitar a Exposição, que encerrará na próxima 5ª feira, dia dezanove.

Acredite, que vale a pena! Estão expostos belíssimos trabalhos de Pintura!

Para além da Casa em si mesma.

(As fotos, de telemóvel, são originais DAPL. Muito Obrigado!) 

(E Obrigado a todos os Artistas.)

 

 

 

 

 

 

Arte, Poesia, Poesia e Arte!

APP – Associação Portuguesa de Poetas – Vá Vá

Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP – Casa do Alentejo

 

Perante tantas problemáticas e situações complexas, traumáticas e de sofrimento, em que nos encontramos, tanto no plano individual, como no coletivo, questiono-me, se faz algum sentido falar de assuntos aparentemente triviais, como sejam saraus, tertúlias, exposições…

Será que a Poesia pode ser libertadora e ter algum papel no alívio do sofrimento humano? Poderá ela apaziguar as almas e os corações dos que sofrem dores físicas ou psicológicas, suas e/ou alheias?

Não sei. Talvez e pelo menos, ou somente e apenas, possa libertar e fazer mais felizes os seus autores, os que a cultivam, que a compartilham, quer ouvindo, quer dizendo… lendo, declamando… Quiçá!

Foto original DAPL 2018.

 

Vêm estas considerações a propósito de alguns acontecimentos poéticos, ocorridos neste final de semana.

A APP – Associação Portuguesa de Poetas promoveu ontem, 08/07, a sua habitual Tertúlia no Vá – Vá, aos segundos domingos de cada mês.

Aconteceu Poesia!

E como sempre houve momentos mágicos! Poesia, canções, arte de dizer, ensinamentos e aprendizagens, pedagogia, maestria de verdadeiros artistas presentes. Cada um com a sua riqueza poética, compartilhando-a com os Outros.

 

Parabéns a todos os intervenientes: Vitor Camarate e esposa, Esmeralda, Fernando Afonso, Graça Melo, Fernanda Beatriz, Júlia Pereira, Feliciana Maria (Maria do Tempo).

 

A sessão, nessa tarde, aconteceu num espaço diferente, dado que a sala habitual estava reservada. Num recanto, igualmente aconchegante, mas o barulho é impossível de erradicar.

Li, algures que o “VÁ – VÁ” é uma das lojas a integrar ou a concorrer ao conceito de “Lojas com História”, da Cidade de Lisboa!

Talvez as Tertúlias da APP, que já são tradicionais no estabelecimento, sejam uma mais-valia. Talvez!

 

*******

 

Um espaço inegavelmente com história, em Lisboa, é a Casa do Alentejo, às Portas de Santo Antão.

Uma verdadeira obra de arte ímpar, bem no centro da cidade e que só entrando… Do exterior passa até bastante despercebida, tal a profusão de restaurantes e esplanadas e turistas e mais turistas, na rua.

Mas franqueando a entrada e subindo ao pátio árabe… e continuando… Só mesmo vendo!

 

Pois então o Círculo Nacional D’Arte e Poesia não haveria de promover uma Exposição de Artes Plásticas neste verdadeiro ex-líbris artístico?! Nem mais nem por menos!

Uma autêntica Galeria de Artistas Plásticos, na Sala de Olivença. Alguns também Poetas… e Poetisas.

Catarina Semedo, Cecília Augusto e Méli, cada uma nos apresenta um trabalho individual, segundo o normativo “Sem Título”.

Elmanu apresenta-nos “Rota da Esfinge”, “A Esfinge e a Pirâmide”, “A Cascata”, “Apocalipse”.

Fernanda Carvalho: “Quando o Meu pensamento Voa” e “Fado”.

Maria Lourdes Guedes: “Flores Campestres” e “Vida nos Oceanos”.

Maria Rita Parada dos Reis: “Mistério e Vida”.

Vitor Hugo: “Marvão”.

 

*******

 

Bem eu, não sendo artista, muito menos artista plástico, tive a ousadia, se calhar inconsciência, de me apresentar no meio destes verdadeiros Artistas. Não com uma pintura, que não sou pintor, como sugestiona o cartaz evocativo da Exposição, mas com um trabalho que integro no conceito de “Poesia Visual”. Porque foi nesse contexto e procurando seguir essa metodologia de experimentação poética, que o elaborei na segunda metade da década de oitenta. E que, agora, após o concurso “Nau dos Sonhos – Prémio Maria Ivone Vairinho”, promovido pela APP – Associação Portuguesa de Poetas, a que o submeti e que venceu, na modalidade de “Poesia Ilustrada”, achei por bem expor.

Intitula-se “Poema Psicadélico”, título apresentado para efeitos do concurso 2018, e que foi elaborado com base num poema de 1979, intitulado “Fuga… à Solidão”!

 

Exposto na Casa do Alentejo!

Todo o Alentejano tem orgulho em apresentar os seus trabalhos, ademais pela primeira vez, na Casa que, em Lisboa - matriz da Diáspora, nos reporta para as nossas raízes primordiais.

É com muito orgulho que ele está exposto nessa Casa Mãe dos Alentejanos na Grande Lisboa. Cumulativamente, entre tão nobres e valiosos Mestres, como são os Artistas que expõem os seus trabalhos na Sala. Sala que, per si, é uma verdadeira joia artística, entre todo o templo de Arte que é aquela Casa!

(Perdoem-me a minha ousadia, talvez a minha insensatez…)

A Exposição inaugurada a sete, irá até dezanove do corrente mês.

 

Pena, que nesse dia da inauguração, não tenha havido o “Dizer Poesia”. Houve a montagem, de modo que o tempo talvez tenha escasseado…

 

Mas não houve Poesia nesse dia na Casa?!

Pois claro, que houve.

O “Grupo de Cante Os Rouxinóis”, da Escola Secundária Santiago Maior e o “Grupo Coral Cantadores do Desassossego", ambos de Beja, trouxeram-nos essa Poesia dos confins e imensidão da planura alentejana…

 

Todavia será de todo importante que o Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP -, promova uma sessão de Poesia, no âmbito e contexto da Exposição, como, aliás, é seu apanágio.

Aguardemos!

 

(Uma nota final: tenho constatado que nas últimas sessões poéticas em que tenho participado, nas diversas tertúlias das diferentes instituições a que me honro de pertencer, que há menos pessoas que o habitual. Questão de férias?!)

 

E ainda outra nota: Quando é que as TVs, que pagamos todos, todos os meses, nos brindam, mimoseiam, com tantos e tão bons Dizedores de Poesia que há por esse País fora.

E quando divulgam os Artistas como os que expõem nestes encontros de Arte?!

Quando?!...

Arte e Poesia / Bye Bye, Uruguai...

Cartaz Expo. CNAP. 2018. Cortesia Casa Alentejo. jpg

 

Bye – Bye, Uruguai / Que você vai / Seguir avante.

E eu... fico cantando / Fico chorando / O meu descante! (…)

 

Pode a Poesia coadunar-se com o Futebol?!

Pois claro, que pode. Já escrevi sobre esse lado bonito da irmanação futebolística. Já publiquei no blogue, vários artigos sobre o Futebol. Sobre o Futebol, digo! Ainda que deteste as futebolices!

Ontem foi uma tarde desagradável, em termos de Futebol, dado que a equipa portuguesa perdeu e foi eliminada. Mas adiante, que há coisas bem piores na Vida… Mas ficamos sempre aborrecidos.

Vi a primeira parte do jogo num excelente espaço público de grande concentração humana. Mas concluído o primeiro tempo e dado que o resultado não me estava a agradar e o ambiente ainda menos, resolvi partir. E como é diferente percorrer as ruas da Cidade em dias de concentração futebolística. Pouquíssimo trânsito, raras as pessoas calcorreando… Fui entrando nos vários cafés onde as TVs sintonizavam o jogo, apercebi-me do golo português a meio do percurso, confirmei numa pastelaria, soube ter sido Pepe e, mais adiante, quando voltei a entrar em novo estabelecimento, já a equipa portuguesa perdia novamente. Cavani! Oh, Cavani! Que nem o São Ronaldo nos valeu!

 

Mas se não nos valeu o Futebol, sobremaneira nos engrandeceu a Poesia!

Na SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, houve “Poesia à Solta”. E nem você imagina como o estro poético dos participantes se soltou! Foi uma tarde memorável, em que excelentes Dizedores, Poetas e Poetisas, nos disseram, declamaram, cantaram e encantaram através do seu Verbo Poético.

Que não ficou nada atrás, duma tarde de bom futebol. Quando é Futebol! Muito pelo contrário, ficou muito além. A Poesia não tem é a divulgação que merece.

Se os nossos canais televisivos, que nos inundam diariamente com a prosódia dos BêDêCês deste país, todos os dias, antes ou depois dos noticiários, nos apresentassem Dizedores de Poesia, escassos minutos chegavam e você nem sabe como este País sairia engrandecido!

E nem precisavam de buscar gente famosa. Nem precisavam de lhes pagar chorudos ordenadões. Há imensos Amadores, por esse País afora, que dizem Poesia sua ou de outros, de forma excelente. E, muitos, nem precisam de teleponto!

Mas, em frente, que se faz tarde!

Parabéns e Obrigado à SCALA! E a todos os participantes.

 

Quadro: Teresa Filipe - Foto Rolando Amado. 2018. jpg

 

E reportando-me ao cartaz elucidativo, cortesia da Casa do Alentejo, (Mª J. Carvalho) e que abre o post.

Anuncia e divulga a próxima Exposição do CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia. A partir de sete, do sete, (07/07), na Casa do Alentejo. Na Casa Do Alentejo! Vou esforçar-me por participar, caso a Vida me permita, com um trabalho de Poesia Visual. E conto estruturar uma simples “instalação poética”!

Participe também.

Irão estar sócios do CNAP, que participaram nas últimas Exposições do Círculo, nomeadamente na Câmara Municipal de Lisboa e no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira.

O quadro ilustrativo deste último trecho do post, "O Ribeiro", é um trabalho de Teresa Filipe, que não figurou no post respetivo, o que agora se remedeia divulgando-o, através de foto de Rolando Amado.

Parabéns e Obrigado também ao Círculo e a todos os participantes na Tertúlia, realizada no último dia vinte e seis de Junho, no mencionado Centro de Dia de São Sebastião.

(E assim termino este meu post, só com uma página A4, que estou a tentar ser conciso no verbo!)

 

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