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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

1ª Viagem de transporte público, neste “Mundo Covid”

“Mundo Zombie, com máscara”

Passados os tempos de reclusão mais acentuada, só hoje voltei a andar de transporte público, que não andava para aí desde Fevereiro ou inícios de Março, quando começou esta coisa de Covid.

Reclusão forçada. Verão. Trabalho e foto originais. 2020.03.jpg

Voltei a locais aonde não ia há mais de um ano. Imensa gente. As aulas ainda a funcionar, logo muitos jovens em grupos. Pode-se dizer que anda toda a gente de máscara. O Metro cheio. Muito, muito trânsito automóvel. Muito movimento.

Julgava que tinha dois bilhetes num cartão. Aparentemente tinha, só que não eram daquele “servidor”.  Não sei de que transporte serão. Obriguei-me a sair na estação seguinte, comprar novo bilhete, aguardar novo metro e seguir. Claro, já cheguei atrasado à reunião. Também foi o primeiro convívio de grupo alargado em que participei. Tudo segundo os conformes da pandemia, regras gerais e específicas cumpridas.

 

De regresso, usei o mesmo bilhete, conforme estabelecido, o bilhete dá para uma hora. As carruagens ainda mais cheias. Regresso(s) múltiplos e diversos às periferias da periferia. Tudo de máscara.

 

Já a meio do percurso entram os vigilantes do metro. Entram, mas não atuam. Com o comboio tão cheio, cheio, é mais sensato não conferir bilhetes. Argúcia experienciada. Ultrapassada a estação mais central, aonde saíram, quiçá, dois terços dos passageiros, carruagens bem folgadas e livres, começaram então a verificar os títulos de transporte. É melhor assim, não vá o “diabo tecê-las”. E olhem que eles eram dois corpanzis, mas não quiseram arriscar o cabedal ou, no mínimo, foram sensatos.

 

Concluída a viagem, voltei à rotina: supermercado, que fica em caminho.

 

Conclusão desta viagem: Se já antes e muitas vezes nas multidões de gentes, eu achava que vivia num “mundo zombie”, agora julgo cada vez mais andar num “mundo zombie com máscara”.

 

Nota marcante: os jacarandás estão exuberantes! Mas não levei telemóvel, não tirei fotos.

 

A imagem?! Trabalho realizado no ano passado, Março, durante a “Reclusão forçada”. Faz parte de um conjunto de quatro, quatro estações(?), e este representará o Verão, quase, quase a chegar.

 

Javalis e Javalinas!

Não! Não é um título metafórico.

Papoilas. Foto original. 2021. 05. jpg

Nas últimas semanas tenho andado muito pelos campos. Para além dos aspetos sempre positivos que é andar em comunhão com a Natureza, experiência imersiva que toda a gente deveria experienciar mais regularmente, porém, também se observam e vivenciam lados mais negativos.

Ultimamente tenho presenciado, com mais regularidade, a ação “destrutiva” dos javalis. E, certamente, também das javalinas. As “raves” que essas bichezas fazem pelos valados! A fossadeira nas bouças e terrenos até será vantajosa. À cata de bicharadas, de bolbos de jarros, venenosos (!), não lhes fará mossa, nem a nós. O piorio é quando esgaravatam nas cercaduras e as deitam abaixo. No sábado passado, passei o dia arranjado as redes do "Chão". Uma trabalheira!

Mas ainda o mais pernicioso é surgirem-nos esses bichos desalmados a meio das estradas, nas viagens noturnas. Algo por demais frequente, ocorrendo a diversos viajantes, várias vezes com efeitos desastrosos, provocando acidentes.

Bem… toda esta conversadeira é para introduzir o que quero propor às Entidades competentes.

Não será já altura para reiniciarem as batidas aos javalis e javalinas?!

Não sei se será o momento adequado em termos cinegéticos, as entidades especializadas saberão, todavia, defendo que é necessário fazer alguma “limpeza” nesses animais. Umas batidas. Umas caçadas.

Algumas recomendações prévias: obrigar os caçadores e participantes à realização de testes Covid, por sua conta e risco; restringir o número de pessoas envolvidas aos concelhos limítrofes; outros itens a salvaguardar, de modo a precaver situações de risco face ao Corona.

Outros aspetos a equacionar, os vários organismos que tutelam estas ações têm obrigação de saber.

O que esperam?!

Tratem de pôr em ação esses planos. SFF!

 

Rapaziada. Foto original. 2021. 05. jpg

Imagens de flores?!

Sabugueiro. Foto Original. 2021. 05. jpg 

Hoje é o “Dia Mundial da Abelha”!

(Por favor, tente identificar o nome das plantas que conseguir. Obrigado!)

 (P.S. - Fotos originais, como a quase totalidade das que apresento.)

E os javalis que por aí andam à solta por outros lados ?!....

 

Crónica Pós Pascal – Passeio: “Cabeço das Antenas”

Passeio Campestre - 2ª Feira de Páscoa - 5 de Abril

Boi D’Água – Miradouro – Cabeço do Mouro – Antenas – Boi D’Água!

Miradouro. Foto original. 2021. 01. jpg

Faz hoje oito dias foi 2ª Feira de Páscoa!

Ainda se lembra?! Tanta ocorrência nestes oito dias, que nem damos pelo tempo a passar.

E o que aconteceu de especial nesse dia 5 de Abril?

Pois, entre outros factos, iniciou-se a 2ª fase deste desconfinamento. Já nem damos por isso…

Mas acontecendo várias aberturas ao confinamento, a que estávamos sujeitos, uma que parece ser do agrado de muito boa e santa gente: A reabertura das esplanadas! E foi, e é, vê-las. Quem pode e gosta, não perde nem tempo nem espaço. O pessoal andava ansioso por se amesendar. Sequioso de umas cervejolas, sedento de saborear um cafezinho, uma bica ou um cimbalino, que é tudo o mesmo, dependendo do lugar. Desejoso de umas conversas com amigalhaços, de trocar dedos de prosa com conhecidos e familiares, afastados há tempos. Bem, elas aí estão. Abertas! Mas, acautelemo-nos, que o Corona anda por aí.

 

Nesse dia, melhor, no início da tarde, resolvemos fazer um passeio, uma caminhada que tinha de ser feita antes do Verão. (Explicarei porquê.) E, neste início de Primavera, o tempo estava mesmo bom!

 Sinal de Percurso. Foto original. 2021. 01. jpg

Seguindo na direção do Boi D’Água, percorrendo parte do trilho pedestre da “Fonte dos Amores” e do “Salão Frio”, subimos diretos ao Miradouro, por um “caminho de cabras”, usado também pelo pessoal dos BTT, que poderão, eventualmente, ser um perigo nestas situações.

Atingido facilmente o Miradouro, aonde pontificavam vários "mirantes", serão assim nomeados os sujeitos que, nos miradouros, miram a paisagem?! Os sobreiros estavam limpos, alguns cortados, não sei sob que critério…

Seguimos pela Estrada da Serra, diretos à Quinta da Saúde, ao Centro Vicentino da Serra. Aí chegados, cortámos na direção do Cabeço do Mouro, deixando, mais uma vez, o trilho pedestre assinalado.

 

Pois… tem toda a razão, Caro/a Leitor/a, ainda não disse em que localidade se processou esta caminhada.

Sim… é na Cidade de Régio, como facilmente pensou. Em Portalegre, Cidade…

 

O Cabeço do Mouro é uma pequena povoação, bem localizada na Serra, com vista privilegiada para a Cidade, para Marvão, para São Mamede, num espaço territorial planáltico, de boas terras e suponho de melhores águas.

 

Daí, chegámos ao “Cabeço das antenas”, que dominam todo o espaço territorial, vários quilómetros em redor. O nosso objetivo. E o consequente: descer essa encosta da Serra, relativamente íngreme, mais uma vez por caminhos de cabras e de BTTs, e chegar ao Boi D’Água, de onde havíamos iniciado. Fizemos não uma tapada, como diria meu saudoso Pai, mas um tapadão!

O caminho serpenteia em esses, pela encosta. Os terrenos, uns matagais. Árvores autóctones: sobreiros, azinheiras; arbustos com porte arbóreo, caso dos medronheiros; imensas giestas amarelas, floridíssimas, de cheiro acre característico; estevinhas brancas, estevas ou xaras; eu sei lá de vegetação herbácea, que a maioria não sei nome. Imensos, até por demais, pinheiros: bravos e mansos. A precisarem de um desbaste, corte radical, que, tantos milhares como são e no local onde estão, se tornam num perigo para todas as localidades, povoados e habitações próximas.

E esta é a principal razão, porque não queria efetuar esse passeio no Verão! Porque é um perigo!

A quem de direito: Urge mandá-los cortar, desbastar! Tanto pinheiral… O respetivo corte não renderá uma boa pipa de massa para os donos?!

 

Pinheiros bravos. Foto original. 2021.01.jpg

 

E para quando criar, por esse País afora, centrais de produção de energia ou outras unidades industriais, que utilizem toda a biomassa obtida com a limpeza de terrenos, matas e matagais?!

 

(Será conveniente re-industrializar o País, respeitando o Ambiente. Difícil?!)

Adiante…

 

Quis escrever sobre um passeio pedestre, acessível a muito boa e santa gente, como alternativa ao amesendar nas esplanadas. Sem ofensa ou algo contra. Mas temos paisagens tão bonitas em redor das nossa Localidades, pelo País fora.

Aventure-se! Atreva-se!

(As fotos, originais, são de alguns dos locais referidos, mas não do dia a que me refiro. Quando puder, elaborarei postal com fotos específicas.

Se as utilizar, noutro contexto, faça favor de citar a origem!)

 

Óbidos: Vila Medieval

Uma visita para depois de Covid?

Castelo. Óbidos. Foto original. 2019. 04. jpg

Este postal, inspirado pelo anterior, retrata alguns aspetos da bonita vila de Óbidos.

Situada na Estremadura, no distrito de Leiria, a menos de cem quilómetros de Lisboa - Portugal. (Tem cidade homónima  no País Irmão, também bem interessante.)

Campos de Óbidos. Foto original. 2019. 04. pg

Uma visita agradável, aliás, a Vila é (era?) visitadíssima.

Agora, com isto da Covid, não sei.

As fotos ilustrativas resultam de um passeio que realizámos em Abril de 2019. A léguas desta confusão dos confinamentos.

A primeira imagem é do castelo. A segunda, dos campos e povoados circundantes.

Igreja Stª Maria. Óbidos. Foto original. 2019. 04.jpg

A foto anterior é da Igreja de Santa Maria, o respetivo Largo e imagem de malvas sardinhas ou sardinheiras.

Casario, telhados. Óbidos. Foto original. 2019. 04. jpg

O casario, os telhados e uma nesga da rua principal. Durante o dia esta artéria da povoação é um corrupio de gente, para lá e para cá, mas que, ao sol posto, desanda para as camionetas que os deixaram fora de portas e os levam certamente para a capital. Gente de toda a raça, credo, cor e nação. Pondo-se o sol, pára o movimento e a vila fica como que dormente até próximo raiar do dia.

Recordações. Óbidos. Foto original. 2019. 04. jpg

O negócio da localidade funciona muito para “turistame”: ginjas, chocolate, bolos, recordações… Mas o pessoal vai e vem, tanto a correr… que não sei se compra muito (nem pouco).

 

Mas também tem outros interesses. Visitámos duas livrarias bem peculiares.

Uma instalada numa antiga igreja católica dessacralizada. Aí comprei o livro “Fado” de José Régio. No respetivo coro, trabalha a “Poeta Rendeira”. Executando os seus trabalhos em renda e a sua Poesia.

Outra livraria situa-se num antigo armazém, onde, para além de livros, também se vendem artigos diversos, nomeadamente hortícolas. As estantes dos livros são constituídas a partir de paletes dos produtos, conforme a imagem seguinte documenta.

Óbidos. Livraria. Foto original. 2019. 04. jpg

Quando tiver oportunidade, a Covid deixar, o confinamento acabar… visite, SFF.

(Em anos transatos, nestas alturas da Páscoa, eram enchentes… Agora, será tudo mais leve.)

Óbidos. Glicínia. Foto original. 2019. 04. jpg

A última imagem é da glicínia ilustrativa do anterior postal. Mais em pormenor, observando a ancestralidade do tronco, os cachos de flores e as folhas ainda algo incipientes.

O-milagre-das-rosas I

O -milagre-das-rosas-II

O-milagre-das-rosas-III-epilogo

Outros Passeios por Castelos!

Sabe que planta é esta (III)?

Glicínia. Foto Original. 2019. 04. jpg

Volto a este registo de identificação das plantas. Esta é uma trepadeira, que deve ser bem antiga.

Encostada a uma casa, certamente também cheia de história(s).

Numa localidade também ela repleta de História.

Sabe em que localidade?! Posso dizer que fica Além Tejo. (Não se esqueça que estamos no blogue Aquém-Tejo!)

É uma Vila muito visitada, antes desta coisa da Covid. Estivémos lá em 2019. Também já aqui apresentei fotos da mesma.

Hei-de organizar um postal específico.

Até lá, ou até próximo postal. Com muita saúde. Resguarde-se, apesar de tudo. Que andam por aí uns malucos a negarem o vírus e a espalhá-lo, que é o que fazem.

Mas ninguém tem mão neles?!

 

Artesanato de Nisa e Poesia!

Verdadeiras Obras de Arte!

Poesia e Primavera Irmanadas

Artesanato de Nisa. Mesa de camilha. Foto Original 20200126. jpg

Na sequência do postal de ontem, ilustrado com trabalhos de artesanato da “Notável Vila de Nisa”, hoje, dia de início da Primavera, edito um postal ilustrado com dois belíssimos exemplares de Arte Popular (Pop Art, se lhe parecer ou soar melhor).

As fotos foram tiradas no ano passado, em Janeiro, ainda a milhares de milhas desta confusão da Covid. Ainda o “bicho” andava lá para as bandas da China e pensaríamos que por lá ficaria… Todavia, conhecendo que estas coisas dos vírus, lá das bandas do Oriente, acabam por vir cá parar. Tal como o Sol, bem como a Primavera.

Adiante… Aprecie estes belíssimos trabalhos artísticos, SFF. Estavam expostos na sede do Turismo. Bem pode visitar e comprar, se tiver disponibilidade.

Pratos bordados. Nisa. Foto Original. 2020. 01. 26. jpg

E, porque estamos numa onda de Poesia, e amanhã é “Dia da Poesia”, apresento uma quadra de um poema já antigo, inspirado nas “Artes Tradicionais Alentejanas” e publicado no blogue.

MÃOS de Tactear

Mexer, moldar, amassar o barro

Dar-lhe uma forma de mulher

Numa infusa de asa, num jarro

Empedrar enfeites de malmequer.

(...)

 

E faça favor de ter um excelente primeiro Dia de Primavera.

Ainda elaborarei outro postal sobre artesanato de Nisa, mostrando várias etapas do "processo artístico". Até lá, ou até amanhã, com muita Saúde!

Bancos Interditados!

De confinamento, conversados!

Bancos Interditados. Foto original. 2021. 02. 13. jpg

As fotos apresentam um panorama comum a muitas das cidades, vilas e aldeias de Portugal.

Praça F. L. Graça. Foto Original. 2021. 02. 13. jpg

Bancos, (de sentar), impedidos de exercerem a sua mais banal e primitiva função. Permitirem aos habituais caminhantes, descansarem os cus no tabuado.

Centro de Saúde. Foto Original. 2021. 02. 13. jpg

Com esta coisa da Covid, o pessoal das conversadeiras de café, não só não tem os ditos cujos, nem as proverbiais esplanadas e nem sequer os bancos de jardim!

 

A mim não me faz qualquer diferença. Gosto de caminhar, mas não tenho hábito de me amesendar em quaisquer dos citados utensílios.

 

E, sim! Se estamos de confinamento não é hora, nem tempo de abancar. (O tempo até tem estado de chuva! Que também nunca mais acaba! Já estamos fartos de tanto chover!)

 

E sobre o confinamento, sim, aguentem-se até depois da Páscoa. Depois, sim, iniciem o desconfinamento, mas gradual e de forma faseada.

 

E estudem bem os assuntos, aliás têm tido muito tempo para isso. Não façam as coisas precipitadas e atabalhoadas.

 

E por aqui me fico!

 

E sobre bancos, os que precisavam de serem interditados, bem sei eu quais são.

Ai! As comissões… as comichões que me fazem!

*******

As fotos?!

Bem... As fotos seguirão quando o sistema me permitir efetuar a transferência do computador para o postal. Ultimamente anda com imensa dificuldade em efetuar essa operação. Não sei o que se passa. Bem sei que as fotos não são por aí além... mas funcionam como documentais. Tenho que perguntar à Equipa SAPO. 

Bem... Finalmente! Já depois das 21 horas e após uma viagem, e consequente mudança de local, consegui transferir as fotos documentais, para o postal. 

Obrigado pela atenção e amabilidade de ler este postal. Votos de Muita Saúde!

 

Confinamento e Chuva!

Crónica de Confinamento - 1ª de Fevereiro 21

 

Os dias de chuva continuam. Não é sempre igual em todo o lado, mas parece que onde estamos e quando estamos, é tempo de chover. A Senhora das Candeias ou se enganou ou nos trocou as voltas bem voltadas. Seja lá como for ou pelo que for, continua a chover. Aquela chuva miudinha, todos os dias, quase todo o dia. A chamada “molha parvos”!

 

Parvos ou não, cá estamos em confinamento. E certo seja que, gostemos ou não, observa-se correlação entre confinamentos e diminuição do número de novos casos Covid 19. E com as temperaturas haverá alguma correlação?!

Não se apressem a desconfinar. Deixem estar as coisas como estão, por enquanto, sem pressas nem atropelos, nem folias carnavalescas. Mascarem-se online!

 

As Escolas, a não funcionarem presencialmente, colocam objetivamente muito menos gente a circular.

 

Em dias de confinamento, sai-se para o indispensável. Compras, principalmente.

E, saindo, mesmo à hora de almoço, muito menos gente se observa. A rapaziada das escolas, pura e simplesmente, não circula. Os papás e as mamãs também não. Não precisam ir a correr nos popós, buscar e levar meninos e meninas. O trânsito é muitíssimo menos.

Em dias de aulas presenciais, na hora de almoço, nas ruas de acesso aos estabelecimentos de ensino, é um ver se te avias e um castigo ter de atravessar as passadeiras. Agora não. Uma calmaria! “Há males que vêm por bem”!

 

Compras a um dos supermercados mais antigos da povoação. Antes de todas as grandes superfícies, de lojas por todo o país e estrangeiro. Bem antes do Fórum.

Este, a que chamo sempre “Europa”, mas cujo nome de registo é diferente atualmente, já nem sei há quantos anos. Para mim é sempre “O Europa”.  Gestão da mesma família há vários anos. Já numa segunda geração.

Indo a este supermercado, dou, com muito gosto, uma volta maior, ando mais a pé e percorro a povoação e “vejo as montras”. Isto como quem diz. Que impressiona tantas lojas, cafés, serviços vários, restaurantes, fechados.

Alguns destes últimos, em serviço de comida para fora, mas com muitíssimo menos movimento, sem os habituais comedores e bebedores, em cavaqueiras amenas. Enfim, tempos… Sem as esplanadas.

As lojas das raspadinhas, lotarias e afins têm sempre filas. Ele há pessoal que tem cá uma fezada! São lojas indispensáveis?! Para onde vai todo esse dinheirame dos jogos de fortuna e azar?

 

Mas há sempre gente a circular ou “confinados” em grupinhos, debaixo das arcadas ou das varandas, resguardando-se da chuvinha. Pessoal de “negócios”!

Também há quem não se coíba de cavaquear no meio do passeio, impedindo a passagem dos transeuntes.

Ainda os habitués passeantes de canídeos. Nem sei como tão boa e santa gente consegue colocar cães enormes, nos modestos apartamentos que possuímos! Animal sofre!

Sol e Aloés. Foto Original. 2020. 01. jpg

E, a gente também sofre. Tomara que isto da Covid acabe! E venha o Sol!

Selfie – Selfish (2ª Versão)

Foto Original. Lírio. 2014 .jpg

 

(Auto Retrato - Egoísta)

 

Me pediu pessoa amada

Que eu escrevesse um poema

Versejando sobre um tema

De cariz social.

 

Mas que maçada!

Não encontro mesmo nada

Que não seja banal.

 

Lembrei-me de selfie!

 

Mas… Que raio de palavra

Que ela não se destrava

Nem uma rima se lavra

Com tal roseira brava.

 

Associei com selfish

Palavra bem mais fixe.

Que rima com… egoísmo

Quadra com… narcisismo

Talvez egocentrismo

Quiçá cabotinismo!

 

E cismo!

 

Que achada a rima

Mais abaixo, mais acima

Uma selfie vou tirar

Com qualquer uma qu’encontrar.

Basta só me (em)quadrar.

 

E tirei!

Tirei comigo.

Tirei contigo.

Com amigo….

Com inimigo…

Com a vizinha do lado

Com peixeira no mercado.

 

E… na minha lista

Tenho até futebolista

E, bem afamado artista.

Até canário… com alpista!

 

Não há quem me resista!

 

Ao meu apelo, ao meu pedido

Nada me é indeferido.

 

E… é tal a premência

Que… só com Sua Excelência

O Senhor Presidente

E por mais que eu tente

Ainda não consegui

Tirar uma selfie!

 

E, agora… Nesta hora

Com isto da Covid

Mesmo que me convide

Selfies não vou tirar.

 

Bem me pode chatear!

 

Notas Finais:

Esta é a 2ªversão deste poema, já publicado anteriormente no blogue.

Resolvi republicá-lo, atendendo a todas as alterações que se têm verificado na sociedade. E também aos modos de dizer esta poesia, que também fui alterando.

Esta nova versão, com a referência à Covid, ainda não foi testada em público, pois que não tem havido tertúlias ao vivo.

Algumas em zoom, mas ainda não entrei nessas tecnologias.

E que saudades tenho das tertúlias ao vivo:

APP

CNAP

“Momentos de Poesia”

SCALA.

Até uma próxima oportunidade!

Vacinação: Atropelos e Faltas

Malmequeres amarelos. 2020. 04. jpg

 

E a Vacinação dos Finalistas dos Cursos de Saúde, em Estágios, em Contexto de Trabalho?!

 

Anda aí a vacinação e é um rebuliço em Portugal! O país espelhou-se e espalhou-se no seu pior.

Supostamente terminadas as inoculações da primeira fase… Terminadas? E as pessoas de lares e afins aonde havia a Covid e não puderam ser vacinadas?! E aquelas pessoas dos lares em que, após a vacinação, ocorreram situações da doença? A mesma situação para os profissionais de Saúde em que se verificaram infeções pelo Corona, mesmo após a vacinação.

E ainda no ramo da Saúde…

Quando são vacinados os jovens estudantes finalistas dos vários Cursos de Saúde que, estando em contexto de trabalho, nos vários locais de estágio, em contacto diário com pacientes, não sabem sequer quando serão vacinados?!

Não deveriam ter sido vacinados logo na 1ª fase?

Querem pôr em causa, desde logo, toda uma geração de jovens profissionais que estando a trabalhar em locais de risco, como são Hospitais, Centros de Saúde, em contacto com doentes de patologias diversas, mas não estão, como deveriam estar, protegidos pela vacinação?!

Em contraponto, uns tantos espertalhões, a pretexto de cargos de poder de que dispõem, não se coíbem de atropelar pessoas muito mais necessitadas, pelas profissões que exercem, pela idade que possuem, pela situação de fragilidade e vulnerabilidade de que padecem.

Alguns têm tido um comportamento verdadeiramente execrável!

Insisto, reforço e friso novamente:

Quando é que os jovens finalistas de Cursos de Saúde, serão vacinados contra a Covid 19?!

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