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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

EUA – Continente – Açores – Oriente

Crónica prevista para três pontos, acabou em quatro

Caparica. Foto Original. 2020. 09. jpg

Primeiro: Regozijar-me com o facto de Joe Biden ter vencido as eleições americanas de 2020. Muito especialmente pela saída de Trump. Indivíduo inqualificável, insano, que não merecia ter sido presidente, sequer por um minuto. Mas foi presidente por quatro anos! E nestas eleições ainda conseguiu mais de setenta milhões de votos! É caso para refletir.

De qualquer modo, queira ele ou não, vai ter de abandonar o cargo.

Ele segue, mas muitas das atrocidades que deixou, em diferentes enquadramentos, vão persistir. E demorarão a serem erradicadas.

 

Segundo: As medidas dimanadas do recente conselho de ministros extraordinário. Não ouvi o discurso de Sua Excelência, o Senhor Primeiro Ministro. Tenho a TV avariada. Li, não muito pormenorizadamente. Mas o que acho é que se misturam muitas coisas, muitas realidades. Uma certa confusão. Hei-de ler com mais atenção.

Pela minha parte irei esforçar-me por cumprir, como, aliás, tenho feito.

E continuo a afirmar o que tenho vindo a frisar desde que entrámos neste filme da Covid. Inicialmente, muito bem. Mas, quando se abriu a porta do desconfinamento, muita desarticulação das pessoas em geral, “tudo ao molho e fé…”, mas também, muita, mas muita incongruência dos nossos Queridos Dirigentes. Ao mais Alto Nível! (Bem sei que tem sido um processo de aprendizagem… E a Covid é uma epidemia. Não se compadece com politiquices.)

 

Terceiro: O governo de coligação nos Açores.

Não sou contra um governo de coligação centrada no PSD, não tendo sido este o partido mais votado.

Todavia já questiono a situação, se para concretizarem esse objetivo, tiverem de se coligar com o “chega”.

Não são precisas grandes explicações para fundamentar este meu opinar. Inconvenientes?! São uma “Caixa de Pandora”! Só não vê quem não quer ver!

Mas a fome desta gente pelo poder é tanta… A começar pelos que mais atacam os que estão em exercício, mas logo que podem, achegam-se à mesa dos comensais instalados. Razão tinha o Bordalo.

 

E ainda um quarto ponto:

Sobre a Covid e os Países do Oriente.

Inicialmente só se falava na situação na China, na Coreia do Sul, (na do Norte nunca se falou), no Japão, em Taiwan, em Singapura… No Irão. Mais tarde na Índia.

Como está a situação nestes países?! Já entraram na segunda vaga?!

Agora só se fala na Europa, onde a epidemia mais alastra e toma proporções quase incontroláveis.

Em Portugal, em que correu tão bem inicialmente, mas que depois descarrilhou e atualmente atinge valores de infeção muito preocupantes.

Esperemos que venham dias melhores, a breve trecho!

E quando estará a vacina disponível?

O “meu não – momento” Eusébio!

Pior que fazer, ainda que errando, é não fazer!

 

Foto Original. Sesimbra. 2019. 04. jpg

 

Ao delinear o postal “O meu momento Amália”, que já vinha congeminando há algum tempo, pensara entrosá-lo juntamente com o “Não – momento Eusébio”.

Mas algo que tenho aprendido nos blogues: limitar a narrativa a uma página. Sugestão até de conceituado Jornalista de “Delito de Opinião”, quando me convidou para escrever um postal – Pedro Correia. A partir daí, tenho procurado limitar-me a essa dimensão. Em vez de um postal, escrevo dois.

 

Curiosa associação: Amália – Eusébio.

 

Não me vou explanar nesta dualidade, que daria pano para mangas. Apenas afirmar que, atualmente, considerar-se que Amália e Eusébio são duas figuras incontornáveis da nossa Cultura, não só nacional, até universal, atrevo-me a dizer que será uma opinião consensual. Digo eu! Nem sempre foi assim. Também o digo!

 

Também nunca vi Eusébio jogar ao vivo. Nunca fui ver um jogo de futebol, em grande estádio, nem um jogo entre grandes. Nem tenho projetado ir, embora a Vida nos proporcione surpresas inimagináveis. Jogos ao vivo, apenas de amadores. Também nunca tive jeito para a bola.

 

Mas tenho admiração por Eusébio, desde miúdo. E quem não terá, da minha geração?! Eusébio proporcionou-nos, enquanto miúdos, no célebre Mundial de 66, momentos mágicos, de alegria, redenção, entusiasmo, sublimação da vida pacata, nesse recôndito Portugal de antanho, de subsistência, inverosímil aos olhos de hoje.

 

Ah! O “meu não – momento” Eusébio!

 

Já neste milénio, resolvemos ir passar uns dias a Sesimbra. Como estávamos perto e não lido muito bem com marcações vias nets e que tais, fomos à papo-seco, sem marcação de alojamento. Procuraríamos in loco.

Um dos hotéis que procurámos situa-se no centro da vila, na parte baixa, bem frente ao mar. Não me lembro do nome.

Entrei na receção, aproximei-me do balcão, para ver se estava rececionista, mas não estava ninguém. Junto do balcão, não pude deixar de reparar nuns documentos colocados e neles ler aquele nome tão conhecido: Eusébio da Silva Ferreira!

Fiquei estupefacto! O Eusébio!!! Disse para mim: o Eusébio está aqui neste hotel!!!!

 

Naquela visão lateral que todos temos, vislumbrei provindo do lado esquerdo, pessoas descendo as escadas para o átrio.

Olhei! Era o Eusébio, mais a esposa, que vinham descendo! Dirigiram-se ao rececionista, entretanto chegado, estiveram mesmo ao meu lado, à minha beirinha, trataram das papeladas, pertinho de mim, e saíram para a avenida.

 

E porquê o meu não momento?!

 

Porque gostaria de ter tido a lata que tivera com Amália e tê-lo cumprimentado, ter-lhe dito, como o admirava desde aquele celebérrimo Mundial. Daqueles jogos que nos empolaram, o mais que emocionante com a Coreia, o seu desempenho, o nosso embalar nas vitórias subsequentes, a criação de ilusões sobre a possível vitória final, a frustração da derrota face a Inglaterra, já na meia final, como chorámos com ele, como achámos injusto. Ainda assim, a superação, após a vitória perante a poderosa URSS e o inabalável Yashin.

 

Tudo isto lhe poderia ter dito, ter-lhe agradecido pelas alegrias que nos proporcionou, em tempos tão cinzentos, mesmo com a televisão a preto e branco. Poderia ter dito, mas não disse! Porque fui vencido pela minha proverbial timidez e vergonha.

 

Este é daqueles momentos de que me arrependo. Pior que fazer mal é não fazer!

 

Ao longo da Vida tenho tido momentos desses, que acabam por ser não momentos.

 

E também lhe poderia ter pedido um autógrafo!

Lisboa precisa ser "pensada" de outro modo. Bitaites!

Porque é que serviços fundamentais a todo o País hão - de estar todos sediados em Lisboa?!  (…)

 

Na sequência da Tertúlia do CNAP, no Café Império, voltei a viajar na Fertagus, ao final da tarde, perto das 19h, no sentido Norte - Sul. No início da tarde, viajara no sentido Sul – Norte.

Ponte 25 Abril. Foto original. 2015.jpg

 

Os comboios em qualquer dos sentidos não foram a abarrotar, como noutras ocasiões. Valeu-me também, no regresso à Margem Sul, ter tomado o comboio em Roma Areeiro. Situação que, aliás, muito boa gente usa. (Só encheu em Sete Rios!)

Antes de o comboio arrancar, aproveitei para conversar com o “parceiro” da frente, questionando-o sobre o respetivo percurso diário. Situação cada vez mais rara, a conversa entre passageiros, que vai todo o mundo “preso / agarrado” no telemóvel. Nem para a paisagem olham! E Lisboa é bem bonita, muito especialmente a travessia da Ponte, ademais ao início da noite, com toda a iluminação na Zona Oriental, o rio, os monumentos e o casario a rebrilharem, os carros circulando de luzes acesas…! (Alguns resistentes ainda leem!)

 

Situação do senhor: casa dos 30 / 40, mulato, angolano. Vinha de Paço de Arcos, concelho de Oeiras, onde trabalha na construção civil e dirige-se para Quinta do Conde, concelho de Sesimbra onde mora! Apanha o comboio da Linha (Cascais) até Alcântara – Mar. Aí sai e vai apanhar o comboio a Alcântara – Terra, que se dirige para Castanheira do Ribatejo. Sai em Campolide, onde deveria ficar para depois tomar o da Fertagus para a Coina (Margem Sul), mas como o comboio vem sempre cheio e teria que ir de pé, segue também num da Fertagus, mas no sentido inverso do que pretende, até Roma – Areeiro. Aproveita o respetivo retorno para a Coina, indo assim já sentado no respetivo percurso. Chegando a Coina apanhará um autocarro até Quinta do Conde!

Faz estes percursos diariamente!

Como ele, muitos milhares todos os dias, nos mais diversos transportes, provenientes das várias linhas de comboio, autocarros, barcos, metros, de carro, até Lisboa, provindos dos variados concelhos, desde Cascais, Oeiras, Sintra, Amadora, Odivelas, Mafra, Loures, Vila Franca, Azambuja, Alcochete, Montijo, Moita, Setúbal, Palmela, Sesimbra, Barreiro, Seixal, Almada, estes os mais próximos, que há quem venha de mais longe ainda!

Todos os dias! Em ambos os sentidos, num movimento pendular diário.

 

E se a Fertagus seguisse até à Gare do Oriente?! Bem jeito daria a muito boa gente. Mas a situação como resultaria?! Mas que dava jeito, dava.

 

Por ex. o aeroporto não deveria sair da Grande Lisboa!? Sendo um obra de grande envergadura e de longo prazo, porque não fazer, por ex. em Beja, aproveitando o que já está feito? A longo prazo, a distância relativizar-se-á. Traria novas centralidades. Bem sei que este assunto já dura há décadas, muito dinheiro já por aí tem corrido por muitos bolsos, com tantos adiamentos, projetos, estudos, anulações. Mas, no Montijo, fica à beira do estuário, em zona de muitos impactos ambientais negativos, a uma altitude muito baixa, também num espaço muito povoado, já demasiado desenvolvido.

 

E a promoção de habitabilidade em Lisboa? Rendas acessíveis, para quem lá trabalha. Facilidades de crédito, para quem queira comprar.

Porquê este modelo de desenvolvimento, com a permanente expulsão dos cidadãos cada vez mais para as periferias das periferias?! A quem interessa? Petrolíferas & Associados?!

 

Porquê o previsto Hospital, substituindo o de São José, não poderia sair de Lisboa, por ex. para Sul, concelho de Palmela, com acesso a várias linhas de comboio e de auto estradas? Quase ninguém mora em Lisboa. Os utentes vêm de todo o País…

 

Isto são…  só bitaites! Hei - de voltar! Políticas!

Efeitos da tempestade “Elsa”: uma crónica já fora de tempo!

Não há fome que não dê em fartura - Seca que não dê em inundação!

 

Este post deveria ter saído da gaveta da memória, ainda no ano transato. Sai agora!

Oliveira caída 2019.jpg

 

Relativamente a 2019, tenho que registar que nos trouxe bastante chuva. Até demais, dirá muito boa gente. De facto, em Dezembro, muito especialmente nos dias e noites de 19 e 20, choveu pelos quatro anos em que praticamente não chovera, desde 2015. Uma verdadeira tempestade, “Elsa”, que assolou o país, descarregando milhões de litros de água, por todo o lado. Em compensação dos anos transatos e talvez dos próximos vindouros, digo eu. Paradoxal que ainda escassos dias, semanas antes, nos queixávamos da “seca severa” que desertificava a nação.

Friso este aparente paradoxo, mas não posso deixar de mencionar que estes períodos de seca e chuvas diluvianas ocorrem periodicamente, não sei se ciclicamente. Lembro-me, lembrar-nos-emos os mais velhos, que com estes problemas nos preocupamos, das cheias catastróficas que assolavam o Douro, a respetiva Ribeira, no Porto; a Régua…

De como o Tejo tinha cheias proverbiais, que alagavam a Lezíria, das povoações isoladas, dos cortes das estradas e da Linha do Norte. Situações que me recordo desde os anos cinquenta e sessenta, desde criança…

Do Mondego nem se fala!

Estranho, estranho sim, é que as previsões anunciadas, quando da construção das barragens do Douro, do Tejo; da Aguieira, no Mondego, dos açudes de Coimbra, da regularização do leito deste rio “Basófias”, a jusante da “Lusa Atenas”, que as previsões de que estas cheias catastróficas não se iriam verificar, saíram completamente defraudadas. Foi ver os rios extravasarem os respetivos leitos e inundarem as planícies, como fazem certamente desde que há memória.

Diferente, sim, do que ocorria nessas décadas dos idos cinquenta, sessenta, setenta, foi a previsão e as precauções tomadas face ao que era inevitável. Quanto ao mais, os rios, quando as chuvas são excessivas, extravasam.

“Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento…” B. Brecht.

 

Até a ribeira da minha Aldeia também saiu das margens e invadiu os terrenos circundantes. Mas já viveu cheias bem maiores que a deste ano. Lembro-me da de 1957, documentada na Ribeira das Pedras, que levou os parapeitos da Ponte do Salto.

Curiosa a nomenclatura desta Ribeira. Oficialmente designa-se Ribeira de Cujancas. Mas nos locais em que passa junto à povoação, à medida que se vai aproximando da Aldeia, vai adquirindo nomes específicos. Na Aldeia, o nome próprio só tem a montante, quando se inicia antes da ponte que liga Monte da Pedra a Crato, pela junção da Ribeira dos Canais, que vem de Flor da Rosa, com nascentes para os lados da Alagoa e a Ribeira proveniente dos lados de Vale do Peso.

De montante para jusante, vai adquirindo diferentes nomenclaturas, conforme o povo a foi batizando ao longo dos séculos, de geração para geração: Ribeira da Vargem, Ribeira das Caldeiras, Ribeira das Pedras, onde tem uma ponte rodoviária, Ribeira da Lavandeira, Ribeira do Salto, com a respetiva ponte, apenas pedonal, mais antiga que a rodoviária, mas talvez não tão antiga como habitualmente se julga; Ribeira do Porcozunho, Ribeira do Salgueirinho, Ribeira da Midre, Ribeira da Lameira e junto à ponte da Linha de comboio do Leste, volta a adquirir o nome original, Ribeira de Cujancas. Desagua na Ribeira de Seda, a montante da célebre ponte romana de “Vila Formosa”.

 

Curiosidades que me ocorrem sobre e a propósito da tempestade “Elsa”.

Que também fez estragos no “Vale”! A foto original testemunha, uma oliveira, várias vezes centenária, quantos centos não sei, que a tempestade derrubou. Fica para memória futura!

 

 

Cápsula do Tempo – Oficina de Cultura – Almada

“Time Capsule”

Agrupamento de Escolas Francisco Simões

Curso Profissional de Técnico de Multimédia

 

“Uma Cápsula do Tempo é um recipiente especialmente preparado para armazenar objetos ou informações com o objetivo que eles possam ser encontrados pelas gerações futuras. Tal expressão começou a ser utilizada a partir de 1937.” In. Wikipédia.

 

Terminou ontem, domingo dia sete, a Exposição “Time Capsule” na Oficina de Cultura, em Almada. Uma das muito excelentes exposições ocorridas neste espaço cultural da Cidade. Esta, até ao momento, a Exposição mais visitada neste ano.

No encerramento, muita gente, muitos alunos e pais, professores e outras personalidades.

Encerrada a exposição, mas não a cápsula nem o respetivo enterramento, que não havia técnicos da Câmara para a realização dessas tarefas, que era domingo, à noite, fora dos respetivos horários... Essas tarefas terão ocorrido hoje, 2ª feira, não sei a que horas que, ontem, o coordenador, Professor Américo Jones, a alma – mater deste evento cultural, ainda não sabia.

 

A Exposição de Multimédia, englobada em “Março à Solta – 2019”, realizada de 22 de Março a 7 de Abril, tem a sua génese e construção a partir do Agrupamento de Escolas Francisco Simões – Curso Profissional de Técnico de Multimédia, integrante do trabalho desenvolvido por Alunos e Professores, no âmbito das atividades e funcionamento dos Cursos Profissionais e especificamente, do citado Curso.

Na finalização, entre várias personalidades presentes, vários participantes de algumas das atividades de dias anteriores da Expo. E, peculiaridade desta Escola, houve a presença do respetivo Patrono: o escultor Francisco Simões. Nem mais nem por menos! Que Escola poderá presenciar António Gedeão, Elias Garcia, Romeu Correia, Alexandre Castanheira, Cristóvão Falcão, Mouzinho da Silveira, Pedro Nunes; São Lourenço (?!)… Sem falarmos em José Régio, este, perfazendo cinquenta anos de falecido, e premente de ser lembrado, evocado, comemorado!

Pois, neste encerramento, também lugar à degustação de bolos e acepipes, confecionados por alunos e pais e oferecidos aos visitantes. Serviço esmerado dos Alunos do Curso Profissional de Turismo e seus Professores.

(Todos, evidentemente trabalhando fora do seu horário!

E surge-me uma entre várias questões:

- Como traduzem os professores todas estas atividades, funcionalidades, especificidades, na avaliação dos respetivos alunos?)

 

(E, a propósito de personalidades, personagens… também a peculiar presença de uma senhora, frequente em eventos culturais da Cidade, que logo se instalou bem visível, junto ao palco e à cápsula e que tanto incomoda o sentido do olfato de qualquer outro visitante, seja nestas ocorrências, seja no metro…

Em Almada, circulam vários personagens assim, meio desequilibrados, “encerrados na sua cápsula do tempo”, que precisam de uma ajuda urgente das Entidades competentes para estas situações. Que não são assim tantos e a Cidade não é assim tão grande… Um alerta de ajuda para estas Pessoas!)

Falta de Serviços Essenciais…

… Em Entidades que já foram Fundamentais!

Crónica de Descontentamento (s) VI

 

Os títulos, levados à letra, reportar-nos-iam para ene assuntos, n serviços e atividades que nos faltam, nos mais diversos contextos e enquadramentos.

 

Até podia ser sobre a chuva… Que “estragou” os Carnavais!

Mas então a chuva não faz falta?!

Não! Não?! Não vou falar da chuva. Que faz imensa falta. Ela que venha!

 

Hoje vou falar de Correios; os CTT, que já foram das Entidades que melhor terão servido as Comunidades ao longo de décadas, neste País, nomeadamente no Interior. Quando não existiam nenhumas das modernidades que hoje temos, telemóveis, internet, computadores, estas e outras funcionalidades existentes que, ainda há escassos anos, eram pura ficção.

Não falo nas dezenas ou centenas de lojas que fecharam por todo o país, especialmente no Interior, onde mais eram necessárias. Têm valido as Autarquias que se organizaram para servir as populações, institucionalizando esses serviços nas respetivas Sedes…

 

Falo de serviços elementares que faltam nas ainda existentes Lojas de CTT.

Concebe-se que numa Loja de CTT não haja uma máquina para comprar selos de correio, automaticamente, sem ter que esperar nas filas enormes?! (E, a este propósito, as filas são sinal de que os serviços são necessários.) Já houve! Mas foi retirada. E porquê? Bem sei que hoje quase ninguém escreve cartas…

(!!!…?)

Ou concebe-se que uma carta enviada de uma Aldeia do Interior, para chegar ao Litoral Suburbano de um Concelho da Margem Sul, demore dez dias até ao destinatário?! Nem no tempo da mala posta!

Ou que cartas vão parar regularmente aos vizinhos, até noutros prédios, e algumas até com documentos importantes?!

Ou que num posto de CTT, numa Capital de Província, ademais no Interior, a cabine telefónica não funcione há mais de um ano?!

 

Mas, agora os CTT até têm um Banco! E é verdade! E que promete… que promete…

Mas os bancos… nem assado, nem assim, nem mesmo os de jardim!

 

E são só esses os seus descontentamentos?!

 

Se os fosse a desfiar todos, eram um rosário… E eu já não vou nem em terços… Não falo das Agências da Caixa encerradas, na falta de Centros de Saúde… Não falo dos disfuncionamentos da Caixa… Não falo na falta de profissionais de Saúde nalguns Centros…

 

(E estes escritos surgiram-me na sequência de ter precisado de enviar um simples postal ilustrado… no dia 7! E quem ainda envia postais ou cartas?! Só mesmo os cotas dos cotas! E ao pretender um simples selo de correio, corri as freguesias e só havia numa loja particular… E os CTTs não são também particulares?)

 

E, dir-me-á… Preocupa-se você com estas ninharias quando há Pessoas, digo, Pessoas que vivem e dormem na rua, ao relento!...

Poesia na Escola!

“Grupo de Poetas da SCALA” na Escola D. António da Costa – Almada

A Dizer Poesia!

12 – Fevereiro - 2019

 

Cerejeira quintal Original DAPL 2014.jpeg

 

Uma Crónica que também poderia ser um Poema!

 

Gostei! Sim, gostei de ir “Dizer Poesia” à Escola D. António da Costa.

Gostei, sim, de voltar à Escola.

Gostei, sim! De presenciar a forma como os Professores ultrapassam as dificuldades e contratempos, encontrando soluções paras os problemas. Parabéns às Senhoras Professoras!

Gostei, sim, gostei de presenciar turmas de vinte alunos! (Espero que seja esse o número máximo de todas as turmas. Que os famigerados trinta alunos por turma tenham sido erradicados do sistema… ou é apenas uma ilusão minha?!)

Gostei! Sim, gostei imenso de ver alunos interessados em Poesia, a levantarem dúvidas, a pedirem esclarecimentos, a questionarem, a fazerem perguntas. Parabéns aos Alunos presentes!

Gostei, sim, gostei de ouvir Poetas a “Dizerem Poesia”, sua ou de Autores consagrados para duas turmas (uma do 5º ano, outra não tenho a certeza, mas também deveria ser de nível idêntico).

É importante, sim ! É muito importante divulgar, difundir Poesia, entre os Jovens, em Escolas, por Almada, pelo País!

Parabéns aos Poetas da SCALA que levaram Poesia à Escola. Parabéns à SCALA por mais esta ilustre iniciativa cultural.

 

E quem disse: Presente!

Gertrudes Novais, que disse “Caminho” e “Homenagem a Romeu Correia”, de seu livro, “Entre o Céu e Natureza”.

Palmira Clara, que disse: “O beijo” e “Nas tuas mãos”, a partir do telemóvel.

Este cronista e poeta, que disse: “Meu amor do facebook” e “Selfie”, a partir de um livro hipotético, a sair futuramente.

Amélia Cortes, que disse, “Voltei, voltei à montanha” e “Primavera”, a partir de um livro seu.

Clara Mestre, que disse “Reminiscências”, de Fernanda de Castro e “O estudante alsaciano”, de Acácio Antunes.

Luís Alves, que disse “O estudo – A educação dos nossos filhos…” e “Poetas anónimos… que nos perdemos em ilusões…”

 

E que é a Poesia e a Vida (?), senão uma Ilusão?!

 

Gostei, sim! Gostei muito de Dizer, Ouvir, Escutar Poesia, na Escola. De Ver, Presenciar Alunos interessados. De observar Professoras empenhadas num projeto, como é apanágio de Docentes.

 

Achei muitíssimo peculiar a forma de ovacionar, apenas abanando as mãos!

 

Gostei, gostei sim, de observar a Professora coordenadora da Biblioteca, interpelando os Alunos, sintetizando cada intervenção, envolvendo a comunidade de ouvintes – participantes. Reportar-nos para Luís Vaz de Camões!

 

Parabéns e obrigado a todos!

 

Gostei! Sim, gostei muito de Dizer Poesia e de voltar à Escola!

Notícias de última hora!

Notícias fresquinhas!

 

Foto original DAPL. 2015.jpg

 

Fresquinhas e vivinhas, mas não da Costa, nem de Costa!

Fresquinhas, porque continua frio e porque são recentes; Vivinhas, porque de Gente viva!

De última hora, sim! Sim, mas não… de telefonema em direto para um qualquer programa de TV de expectável audiência.

De nenhum despedimento de treinador, de nenhuma transferência milionária… muito menos de centenas ou milhares que procuram emprego; emprego compatível com habilitações, que essas notícias são o boletim diário de muita Gente e não interessam ao menino Jesus e também já passou o Natal. Nem de alguns que porventura apesar de desempregados, preferem o subsídio, ao emprego. Alguns!?

Não! Também não são das promessas eleitorais que se avizinham neste 2019, de futuros aeroportos, novas ferrovias, desenvolvimento e investimento no Interior… Não!

Nem das tricas, trocas e baldrocas, entre esquerdas e direitas, centros à mistura… Não!

Nem dos amores e desamores das nossas floribelas. Nem dos remates certeiros dos nossos reis -  naldos. Não!

 

A notícia que vos quero dar, informar (a notícia deverá ser sempre para informar), é que foram eleitos para dirigir os destinos da APP – Associação Portuguesa de Poetas, no próximo mandato, triénio 2019 / 2021, os seguintes Sócios, integrando os correspondentes Órgãos Sociais:

 

Mesa da Assembleia Geral

Presidente - Sócio n.º 95 - João Coelho dos Santos

Vice-Presidente - Sócio n.º 304 - Joaquim Pereira Marques

Secretária - Sócia n.º 159 - Maria Alcina Adriano Garcia Magro

 

Direção

Presidente - Sócia n.º 46 - Maria da Graça Ferreira de Araújo

Vice-Presidente - Sócia n.º 320 - Mabel Solange de Figueiredo Cavalcanti

Tesoureira - Sócia n.º 448 - Maria Helena Heitor Matos Barradas

1.º Secretário - Sócio n.º 413 - Victor José Antunes das Neves Camarate

2.a Secretária - Sócia n.º 411 - Márcia Cabral da Rocha

 

Conselho Fiscal

Presidente – Sócio n.º 113 - António Adriano Pais da Rosa

1.a Secretária – Sócia n.º 24 - Virgínia Maria da Silva Mendes Branco

2.º Secretário – Sócio n.º 330 - António Fernando Cadavez Correia.

 

Formulo Votos de Sucesso. Parabéns e Obrigado por se disponibilizarem ao exercício de funções.

Parabéns e também Obrigado aos Sócios estruturantes dos Órgãos Sociais cessantes. E Votos de Felicidades e Êxito para todos.

E tenho dito.

Ah! Não gosta de Poesia?! É pena!

 

Também recebi o livro / antologia “Espontâneos de Natal”, de Vários Autores, coordenação Maria Graça Melo.

 

(Bem... afinal, a fotografia, original DAPL, é mesmo da Costa!)

Quem conta um conto…

…Acrescenta-lhe um ponto!

Efabuladeiras da Associação Almada Mundo – Galeria e Sede da SCALA - Almada

Ontem - 5 de janeiro 2019

 

Foto original DAPL. 2018. jpg

 

Nas várias vertentes das Artes que Associações como a SCALA promovem, no respetivo programa de atividades anuais, ainda não tivera o grato prazer de assistir a esta verdadeira Arte da Efabulação. Em boa hora fui e assisti.

Quatro narradoras: Joaninha Duarte, Alexandra Lima, Rosa Gonçalves, Marília Calado.

Cinco contos, histórias, efabulações, centradas na temática do Natal - Nascimento.

 

Bebendo em fontes impolutas de Arte de Contar.

Um conto, por Joaninha Duarte, centrado no Nascimento, a partir de história de Mª Alberta Meneres e António Torrado. “Histórias em Ponto de Contar”?

Alexandra Lima - O 4º Rei Mago, que também viu a estrela brilhar e a seguiu e através dela foi seguindo a Jesus, sempre à distância, mas sempre perto, nas ações de espalhar e fazer o Bem pelo Caminho. Seguiu a sua Estrela, a sua Luz. E todos nós temos a nossa Luz!

Rosa Gonçalves – O Pouco Juízo e a Pouca Vergonha (?) a Morte – História tradicional da Beira Baixa.

Marília Calado – Conto de Miguel Torga, do homem que passou a Noite de Natal consoando com a Santa Virgem, no adro da ermida, aquecendo-se na fogueira feita com a madeira do andor, e fazendo de São José.

Joaninha Duarte contou e encerrou esta parte da narrativa, a partir do Poema do Menino Jesus, de Alberto Caeiro.

Que dizer?!

Fiquei maravilhado, maravilhadíssimo, com tão extraordinária Arte de contar histórias, de contar e recontar com tanta beleza e maestria narrativas, recriando-as, embelezando-as com tanta Sabedoria, Arte e Engenho.

 

Friso o que venho escrevendo no blogue, desde que comecei.

Neste País, no nosso País, existem verdadeiros e extraordinários talentos, que passam completamente despercebidos!

Porque os nossos meios de comunicação nacionais insistem em promover as mediocridades: são as novelas dos Bê – dê – Cês, as toupeiras eletrónicas, os senhores que não sabem o bê (ah!) bá e que foram para o El Ali – Arábia Feliz; as Rei – Naldices; a promoção de energúmenos a estrelas de programas matinais… Eu sei lá!

 

(Mas adiante, que já quase escrevi uma página. E não quero ultrapassar!)

 

Com tão extraordinárias dádivas e tão maravilhosas Artes de Dizer Poesia, através de narrativas em contos, também chegou a vez das Mestres da SCALA dizerem da sua Maestria, agradecendo e retribuindo!

Clara, a Mestre, disse, declamou, cantou e encantou!

Gertrudes, a mestre da sala e da SCALA, não lhe ficou atrás.

E eu, Francisco, fiz o que pude, que não sou mestre, apenas licenciado, que no meu tempo, os cursos eram de cinco anos!

Gabriel, o Sanches foi-nos também sempre maravilhando, tocando as suas melodias.

Estamos todos de Parabéns. A SCALA, como sempre, faz do melhor! Almada é impagável em termos culturais! (Os media, ignorando, prestam um péssimo serviço ao Povo Português.)

Viva a Poesia! Viva a Efabulação!

(A fotografia?! Como quase sempre, original DAPL. Reporta-nos para a magia do final da tarde, quando a hora de contar se propiciava, fosse ao canto do lume, no Inverno; fosse no poial, na rua, no Verão...)

Almada: Tantas atividades aonde ir!

SCALA, Casa da Cerca, Oficina da Cultura , São Silvestre de Almada, Ciclo de Cinema Católico

 

Ontem, quinze de Dezembro, na SCALA, Almada, decorreu a Festa de Natal. Houve canções alusivas à quadra natalícia, acompanhadas musicalmente por Gabriel Sanches e pelo Grupo em que se integra, bem como por todos os presentes, que quiseram compartilhar as suas competências vocais.

 

Não faltaram os poemas relacionados com a temática, de autoria própria dos “Dizedores de Poesia”, ou de outros Poetas e Poetisas de suas preferências.

Toda esta dinâmica artística decorreu na habitual sala da Sede, emoldurada pela Exposição dos quadros oferecidos pelos Artistas associados, tendo em vista a angariação de fundos para a Associação. Evento que decorrerá no próximo dia vinte e nove.

Poesia Visual.jpg

 

(Desta vez não consigo nomear todos os presentes, éramos cerca de vinte, porque estavam várias pessoas cujo nome ainda não sei. O meu pedido de desculpas.)

 

Compartilhou-se o bolo – rei, oferecido pela SCALA. E que bolo! (Alguém foi contemplado com a fava?!)

Também terá ocorrido a tradicional troca de prendas, a que já não assisti, que me ausentei. (O que me terá calhado? E quem terá recebido a lembrança que levei?)

Almada tem um carisma especial, em termos culturais. Habitualmente acontecem variadas atividades de diversas tipologias (música, teatro, desporto, literatura, poesia,… cinema) e torna-se difícil escolher e impossível estar em todas simultaneamente.

Deixei a SCALA, passei pela Casa da Cerca onde era inaugurada a Exposição “o futuro do passado”. Estava imensa gente na sala. Não fiquei. Hei - de voltar com mais tempo.

Passei pela Oficina da Cultura, onde decorria o “Mercado de Natal Amigo da Terra”. Igualmente cheio. Uma pequena volta e já não voltarei, que terminou hoje. P’ró ano haverá mais…

Na Praça São João Batista, onde antigamente havia o “Mercado dos Ciganos”, (Onde é que isso já vai?! Mas que me inspirou para escrever uma narrativa fantástica…) Na Praça, além de uma parte do Mercado da Terra, também se iniciara, havia mais de meia hora, a São Silvestre de Almada.

Apanhei o metro, até à Bento Gonçalves. Parte da Avenida, o sentido ascendente, vedado ao trânsito. Por aí vinham calcorreando os maratonistas. Eles subindo, eu descendo o troço até à Piedade. Uns mais estafados que outros, lá seguiam eles para a Praça onde seria a meta.

É assim Almada. Capricha em várias vertentes culturais. Ombreia com Lisboa. Nalguns aspetos mede meças. Difícil é escolher. Com a vantagem de ocorrer tudo relativamente próximo.

No Auditório Fernando Lopes Graça também decorreu o Ciclo de Cinema Católico. Este ano não assisti, apesar de títulos interessantes, nomeadamente dois clássicos italianos.

 

Voltando à SCALA, nesta narrativa.

No que a Poesia se refere, disse “O Menino / O Futuro morre na praia”. E “Natal 2”, de Luís Ferreira. “Publicitei” o livro “De Altemira fiz um Ramo”, cujo lançamento se prevê para 30 de Dezembro, domingo, em Aldeia da Mata - Alto Alentejo.

Lembrei o repto lançado semanas atrás, de trabalhos sobre o Mar: Poetar-Partilhar.com. Mar - Antologia Virtual.

E, a propósito, com grato prazer, informo que já temos alguns trabalhos, todos diferentes, mas super interessantes. Aguardamos mais!

E esse desafio é alargado a um público-alvo mais vasto, que é dirigido a Pessoas da SCALA, mas também aos Amigos: SCALA & Amigos. Participe, SFF!

E até próxima crónica e/ou post seguinte.

 

 

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