Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Obviamente, que eu não frequentei o Vá-Vá, nos seus tempos áureos.
Apenas frequentei este Café nas Tertúlias da APP - Associação Portuguesa de Poetas, nos anos imediatamente antes da pandemia, quando realmente (re)comecei ou comecei (?) a "Dizer Poesia".
Praticamente, apenas, em 2018 e 2019!
(Muito longe, dos tempos de glória do Café.
Mas, por acaso, lembro-me muito bem, de ter visto, algumas vezes, o cineasta Lauro António, num "canto", na sala central, também café, não sei se a almoçar se a lanchar, não tive o desplante de ir incomodar o senhor, como é óbvio!)
Das Tertúlias que frequentei, escrevi algumas crónicas, remeto para algumas:
Também me lembro de ter ido uma ou duas vezes a Tertúlias, no tempo de Dona Maria Ivone Vairinho - (27/02/1936 - 07/09/2012) - enquanto Presidente da APP. Mas não dei continuidade, porque, nessa época, a minha Vida era diferente. Ainda não estava reformado.
Nos tempos áureos do Café / Restaurante, andava eu lá pelos Alentejos, de minh'alma!
E, quando vim para Lisboa, em 73, não tinha vida, nem dinheiro, para andar em cafés "chiques", nem era "menino das avenidas novas"! Nem sei, sequer, se sabia que havia o Vá-Vá!
Mas isso não interessa para nada.
O que importa é que , tarde ou cedo, também frequentei "Tertúlias no Vá - Vá". Ademais de Poesia. E da Associação Portuguesa de Poetas. Com muito gosto e orgulho!
Isto de dar nomes às pedras será um dom?! Haverá quem lhe chame outra coisa. Mas… “isto cada um é como cada qual”.
Bem, na visita à Pedreira das Mós, no Couto do Chamiço, o senhor que nos guiou, também nos interpelou e comentou sobre duas pedras muito particulares, especialmente uma, sensivelmente a sul sudoeste da Pedreira. Em que, por acaso, eu logo reparei, mal cheguei ao espaço, pois ela, apesar de pequena, destaca-se face a todo o conjunto ambiental.
As fotos da pedra são elucidativas.
Nas fotos, a que mostra o lado sul da pedra, quando ela está praticamente em linha reta com a pedreira, nota-se um maior desgaste. O Srº Aníbal Rosa, certamente conhecedor e observador do espaço, há dezenas de anos, e intrigado com a situação, questiona-se e questiona-nos sobre o eventual facto de essa pedra ter desempenhado alguma funcionalidade face às pedreiras.
Não tenho qualquer resposta opinativa sobre o assunto. Que desconheço na totalidade. Inclusive, ignorava a existência da Pedreira. (Todavia, é interessante referir que a minha Avó Carita, a dos contos tradicionais e narrativas sobre a sua Avó do Chamiço, tinha lá uma propriedade que, por herança, pertence atualmente aos meus primos, filhos de Tia Maria Carita. Propriedade que se chama “Tapada das Mós”! Não a visitei, desta vez. Isto das conversas…)
Mas voltando à pedra….
Outra perspetiva.
E uma outra pedra, que o nosso “Cicerone” também tem batizada.
Caro/a Leitor/a, não vou dizer o nome de batismo. Desta lembro-me do nome por ele atribuído. Da outra não.Tentarei saber.
Nós, melhor, eu gostaria de me despedir do Verão. O Verão é que não se quer despedir. Teima em prosseguir com este calor e eu, contrariado, terei de voltar a regar. Na realidade não me apetece muito. Preferia tempo mais fresco, mais outonal, com alguma chuva. E a Natureza, toda ela, precisa de chuva. De muita chuva, diga-se.
Bem, este postal serve para testemunhar a beleza destas lindas açucenas. Há quem assim lhes chame. Inclusive, numa povoação da Madeira, julgo que Campanário, fazem uma romaria, em que estas flores, designadas de açucenas, têm honras de altar.
Eu conheço-as por “Despedidas de Verão”. Só que o dito não se quer mesmo despedir. Fiquemos pelas açucenas.
Estas não estão no meu quintal. Estão perto da Fonte do Salto, num antigo hortejo, ou “canchoço”, mesmo junto à Ribeira. A pequeníssima propriedade, em ambas as margens da Ribeira, a montante da ponte, era pertença da Ti Raposinha. (Nome peculiar, Aquiliniano! Não sei se próprio, se anexim. )
Resquícios de tempos em que qualquer pedaço de terra era uma preciosidade. Para além do mais, com água da Ribeira, à mão de semear. Até aos anos sessenta era cultivado. Lembro-me de ver a senhora ir para a horta. Atualmente está tudo ao abandono. Mas ainda restam pedaços do tanque para acumular água e lavar roupa. E ficaram estas lindas açucenas, testemunhando esses tempos. Que no final de verão, inícios de outono, florescem em todo o seu esplendor.
E, falando na ponte da Ribeira do Salto, uma foto, como não a víamos há muito tempo.
A Junta mandou limpar as árvores que lhe tapavam a visibilidade e, agora, podemos observar a respetiva arquitetura. Vista de montante, sensivelmente de Leste.
Voltarei a este assunto.
Saúde. Paz. Bons passeios. Visite a Fonte do Salto. A Ponte. A Ribeira.
A localidade?! Aldeia da Mata - Alto Alentejo.
Não deixe lixo, SFF!
(P. S. - As fotos são originais, mas não são de minha autoria. Parabéns à Autora. E, Obrigado.)
A plataforma de blogues SAPO tem uma funcionalidade interessante que é a contabilização de visitas e visualizações, para além de outras virtualidades, mas estas são as que quero realçar neste postal.
Deste modo, podemos ter uma ideia de como os nossos trabalhos serão ou não vistos, lidos, por vezes comentados, mas essa é outra funcionalidade.
Com um horizonte temporal que vai até mais de dois anos, a quase cinco anos! Também nos permite ver a pesquisa mensalmente, para além da diária e semestral. O que nos possibilita ter uma perspetiva sazonal sobre a procura dos temas que vamos tratando.
O blogue que venho construindo, a caminho de sete anos, abarca várias temáticas.
Umas mais específicas, outras mais gerais. Umas mais regionais, outras mais globais.
Muito tenho aprendido na gestão e funcionamento do mesmo. E com tanto ainda por saber!
Esses temas vão seguindo um pouco os meus interesses, e ultimamente também muitos como resultado da interação que se vai processando entre internautas nestas plataformas. Também e bastante da dinâmica social e até política em que estamos inseridos. Da realidade em que vivemos e nos condiciona.
Há sempre fidelidade aos objetivos primeiros por que foi criado este instrumento de divulgação.
E nesta divulgação, a Poesia está sempre presente. A minha ou a de outros Poetas e Poetisas, de renome ou não.
As crónicas.
As Séries têm andado arredadas. Vejo menos TV e quando vejo, poucas séries me têm impulsionado à escrita. Algumas que têm transmitido na RTP2 são curtas, não se proporcionando tempo de reflexão e análise.
Tenho pleníssima consciência que para muitos internautas estas “coisas” são minhoquices! Sob todos os aspetos e mais um. Os dados que têm das respetivas estatísticas ultrapassam completa e enormemente estes. Será como comparar a “velocidade” de “Reinaldo” com a de um jogador da 3ª divisão, que sou eu!
Mas a mim interessa-me perceber quais os assuntos que interessarão a possíveis, hipotéticos, leitores e também como é que essa “procura” se relacionará com a realidade social.
E, se os temas que abordo de caráter social terão algum impacto ou não. (?!)
Gostaria de ter um resultado global dos vinte primeiros itens desde o início do blogue: Outubro de 2014.
Não sendo possível…
A 31 de Maio, registei as visualizações a mais de dois anos.
Apresentavam os seguintes resultados:
Desde Nov 2016 a 31 Maio 2021 (Quase cinco anos!)
54.804 Visitas: 33 Média diária de visitas
93.536 Visualizações: 56 Média diária de visualizações.
Mantem-se uma média mais ou menos constante nestes cinco anos, sensivelmente semelhante à do último ano.
Pouco mais de 30 visitas diárias. Perto de 60 visualizações por dia.
(Em próximo postal, especificarei sobre estes assuntos.)
Obrigado, pela sua atenção.
(As fotos? Uma das funcionalidades em que me autonomizei recentemente. Mas sempre, sempre, com uma ajuda preciosíssima.
A 1ª foto, da estrutura de terrenos das caminhadas. As seguintes, das calçadas. Ligações a últimos postais. E porque a Vida é uma constante Caminhada, em Caminhos que nós próprios construímos, como dizia o Poeta!)
Poeta – Cantor – Declamador – Tertuliano – Sportinguista – Professor
Ontem, soube do falecimento de José Garção Ribeiro Branquinho (08/07/1931 – 16/02/2021), através de mail enviado de Direção da APP – Associação Portuguesa de Poetas.
Para homenagear um Poeta nada melhor que dar a conhecer a sua Poesia.
José Branquinho é várias vezes referenciado no blogue e com textos poéticos aqui divulgados. Ser igualmente sócio da APP e do CNAP e participante em “Momentos de Poesia” é determinante para esse facto.
Também sobre José Branquinho e “Momentos de Poesia”, escrevi talvez a minha primeira crónica cultural, em 2013, antes de ter blogue. (A léguas de tal assunto!)
“Crónica breve dos dias de hoje”, publicada no Boletim Cultural Nº 111 de CNAP – Junho 2013. Hei-de divulgar no blogue.
José Branquinho também organizou, enquanto pôde, uma Tertúlia Poética, na Sala VIP do Estádio José Alvalade – Sporting. Ocorria nas terceiras quartas – feiras de cada mês. Nunca cheguei a participar.
Na Poesia de José Branquinho alguns dos temas dominantes são “O Amor”, “O Alentejo” e a sua e nossa também, “Portalegre”. (Era natural de Ribeira de Nisa, também uma das suas fontes de inspiração.)
Da X Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP – 2009, transcrevo:
Ao iniciar este postal, dirijo-me a Si, que terá a amabilidade de ler este texto. E desejo-lhe um excelente Dia de Natal!
Neste Dia, apesar da sua singularidade, não quero deixar de comentar algumas situações que nos têm chamado a atenção.
O caso da chacina na Herdade de Torre Bela – Azambuja. Um crime, sem qualificação possível. E não adianta extrapolar para as situações diárias em que o Ser Humano abate outros seres vivos, que é um facto a pensar também, mas o enquadramento, as finalidades, as motivações, os contextos são diferentes.
Na Torrebela foram centenas de assassinatos, fúteis, grotescos, sem qualquer justificativo.
A Herdade já noticiou não ter tido qualquer responsabilidade. Que também quer que os prevaricadores sejam punidos. E quem são eles?! A empresa ou empresas organizadoras? Os matadores? Também se irão descartar?! As armas dispararam sozinhas?!
Em última instância, ainda terão sido os indefesos animais que se puseram a jeito, frente à mira das espingardas…
Esperemos que haja investigação conclusiva e que o crime seja devidamente categorizado e os responsáveis / criminosos castigados.
Outro caso, para atenção dos promotores e defensores do Brexit. As intermináveis filas de camiões, à beira do túnel da Mancha. Bem sei que o motivo imediato da situação não foi o Brexit. Até parece que afinal chegaram a um acordo. Mas é situação que pode vir a ocorrer novamente, perante esta ou outra situação.
A interdependência entre povos, países, estados, nações, culturas, é irreversível. A existência de uma Europa Unida, de grandes espaços globais, é uma necessidade.
A demagogia dos populistas é um perigo à Paz dos Povos!
A União Europeia precisa ser repensada por Estadistas de visão alargada, precisa! Mas faz sentido a existência de um grande espaço de Paz na Europa. E no Mundo.
Um caso mais trivial. Em noite de Consoada, foi inevitável o comando da TV parar no “Big Brother”. (Estava sem óculos, por estar com máscara.) Mas… aquele pessoal, as várias famílias dos concorrentes não estariam todos excessivamente desconfinados?!
E a TVI a promover esses comportamentos.
E com as novas possibilidades tecnológicas de retroceder na programação, também houve oportunidade de rever aquela cena da Vaca no Presépio, na Casa da Dita Cuja. Ridículo!
E, nós?! Estaríamos também devidamente confinados e respeitando as normas de distanciamento social e de higiene exigidas?!
E para terminar… e novamente.
Um Excelente Dia de Natal! Festas Felizes! Muita Saúde para todos.
E muito especialmente para Si, Caro/a Leitor/a, que teve a amabilidade e paciência de concluir este texto. Bem Haja!
(Digitalização de Árvore de Natal. Obrigado APBP.)
Oportunidade para não sair de casa. E observar. E escrever!
Na rua abaixo, nos estendais, as roupas esticadas ensaiam bailados com o vento.
O peculiar pássaro preto, agora com identidade, Rabirruivo Preto, saltita da olaia para a parede do quintal, daí para o chão, dos carros para os marcos anti estacionamento. Debica alguns grãos, ou insetos, ou outros bichitos, que desconheço os seus hábitos alimentares. Debuta tremeliques nervosos com a cauda, elegantes, frise-se. Parece querer interagir connosco. Rivaliza em rapidez com o melro, mas ganha-lhe em graciosidade. Perde nos cânticos, que nunca consegui ainda ouvi-los.
Livros, sim! Gostam de ler. Um deles deveria ser alguma biografia ou autobiografia, de alguma personalidade, mulher famosa. À partida excluída a da “Dita Cuja - Acima de Não Sei o Quê”. Certo!
Anteontem dirigi-me à Cova da Piedade, aonde não ia há meses, antes destas cenas de Covid.
(Ainda andava em obras, toda a envolvente do Chalet, ali ao pé, o jardim. Agora tudo arranjado. A rua em frente já não tem estacionamentos, mais espaçosa, aparentemente. O Chalet renovado. Já estava. Agora falta o edifício da SFUAP. Não menos merecedor. Esperemos que um dia seja melhorado. As casas, a leste, de inspiração pombalina, também renovadas. O Largo fica bonito, parece mais espaçoso… Não gostei do chão e parece pouco durável.)
Mas eu ia comprar uns livros… À Livraria Escriba, uma pequena livraria, num pequeno centro comercial, dos de antigamente, mas com um portfólio de obras por demais interessantes. Arranjam-se sempre bons livros. Iremos lá, talvez há vinte anos. Ultimamente menos.
Referi o que pretendia, como habitualmente faço em qualquer compra. Quero isto, assim, deste modo, com estas características. Excluo aquilo, aqueloutro…
A proprietária apresentou-me o que estava mais a jeito… um livro de “… Castel Branco”, que rejeitei à partida.
A Srª observou mais alguns escaparates, pegou no escadote, retirou uns livros do alto das estantes.
O primeiro que me mostrou era sobre a Simone.
Não é preciso mais, também gosto da Simone, calha mesmo bem o livro e antes de oferecer, primeiro vou eu lê-lo.
“SIMONE, Força de Viver” – Simone de Oliveira com Patrícia Reis – 3ª Edição: Novembro de 2013, Matéria-Prima Edições. (14 E.)
Mas antes vou cronicar sobre este confinamento. E pássaros…!
Mais um sábado de confinamento. O mesmo silêncio estranho. Por um lado, agradável, mas também algo inquietante e até opressivo. Os donos de cães são dos poucos transeuntes. (A sujarem os passeios, não todos os donos, mas um número significativo deles.)
As aves não querem saber. Fazem as suas vidas, voando. Já basta as desgraçadas que têm de estar permanentemente confinadas em gaiolas.
Não entendo quem diz gostar de animais, para ter pássaros sempre presos! Além das tradicionais aves exóticas e canoras, há gerações enfiadas em prisões de arame…há quem tenha corvos, sim! Corvos! Melros, enfiados em estruturas aramadas. Permanentemente! Se isto é gostar de animais, vou ali, já venho.
(Acho que este confinamento a que estamos sujeitos, esta reclusão forçada deveria provocar-lhes reflexão. Digo eu. Sei lá!)
O intrigante pássaro preto, do tamanho de pardal, saltitante; que parece querer interagir connosco, que faz ninhos em parapeitos, algerozes, estruturas de telhados; com a parte inferior da cauda arruivada, que com a dita cauda, parece fazer uns tremeliques… bem, parece que já sabemos o nome.
E, por agora, fico por aqui. Ainda escreverei sobre O Natal.
A foto não é da minha autoria. Não tenho competência, nem meios, para fotografar aves, sempre tão fugidias. (In. Avifauna / Jardim Gulbenkian.pt!) (Que saudades!)
Pensava que eu me esqueceria da Exposição de Poesia Ilustrada da SCALA?!
Pois não!
E é bem digna de ser visitada.
Está um trabalho globalmente muito bem organizado. Realça-se a harmonia de conjunto dos vários trabalhos expostos. Deparamos, logo numa primeira perceção, com essa visão harmoniosa da globalidade dos quadros em exposição. Não há, à partida, um sublinhar especial de alguma obra. Digamos que existe, à priori, uma estruturação democrática do que se pretende mostrar, divulgar. Intencionalmente? Metodológica, sem dúvida, esta atitude de construção artística e organizativa.
E esta disposição leva-nos ao exercício de nos debruçarmos individualmente sobre cada Obra do mostruário global.
E encontramos, sem desprimor ou relevo por alguma das Poesias Ilustradas, trabalhos verdadeiramente excelentes, cada um segundo o seu modo de expressão, literário, poético, artístico. Cruzam-se diversas Artes: Poesia, Desenho, Pintura, Fotografia.
Sublinha-se, igualmente, a entreajuda, a colaboração, o apoio, dos vários intervenientes entre si. E esse é também um aspeto digno de relevar.
Sobre o conjunto dos participantes, remeto para o blogue da Associação, onde poderá consultar “Quem é Quem”.
Não deixe de visitar! Será só até dia 21 de Setembro!
Sede da SCALA – ALMADA, na antiga Delegação Escolar (“Almada Velha”) - Rua Conde Ferreira.
Na inauguração, estiveram presentes alguns dos participantes e outros visitantes, que se debruçaram sobre a exposição, conversaram, conviveram.
Parabéns a todos. Participantes, organizadores, à SCALA, no seu conjunto.
Enquanto apreciávamos as Obras, Gabriel Sanches foi-nos brindando com agradáveis momentos musicais e assim na Exposição entrou também a Arte da Música. Talvez a Arte mais global!
Obrigado também!
Ilustro com algumas imagens de conjunto, mas que ficam muitíssimo aquém da perspetiva real da Exposição. As fotos são de telemóvel e as condições técnicas de luz não terão sido as melhores.
Não há nada como visitar e ter a oportunidade de desfrutar, in loco, da elevada qualidade artística!
Cães que morderam a mão do dono que lhes deu de comer!
Com uns futebóis de entrada.
Ainda em tempo de Futebol, de Mundial.
Depois da última crónica a este tema dedicada, de forma obtusa é certo, Portugal jogou com Marrocos. E, mais uma vez, valeu à equipa o São Ronaldo! Tivessem os marroquinos um artilheiro assim e nem sei o que seria o resultado!
Amanhã Portugal jogará com o Irão. (Agora aparece escrito Irã, por todo o lado!?!?) Esperemos que Portugal ganhe, que a equipa se estruture e organize melhor como tal e que o santo milagreiro continue em forma. Agora estamos na altura dos Santos Populares, este será mais um a acrescentar.
Agora acrescento eu uma das minhas peculiaridades. Quando tocar o Hino Nacional como Irão reagir Carlos Queirós e a sua equipa de técnicos portugueses?! E perante o Hino do País que orientam?! Curiosidades e trivialidades minhas…
Mas o tema do post pretende ser um pouco diverso. É antes uma estória… A do Paciente que mordeu o Dentista! E uma metáfora.
O Senhor Fulano de Tal tem um contencioso, de anos, com os dentistas. Tanto que adia, ao máximo, a ida a tais consultórios e assentar-se nas célebres cadeiras e perante tais aparelhagens.
Finalmente em idos de Abril e Maio atreveu-se a frequentar tais ambientes de pesadelo!
Após uma primeira intervenção em que lhe foi extraído um molar no maxilar inferior, lado direito, precedida de idas preparatórias e tomada de calmantes e inibidores do vómito, combinou a desvitalização de um segundo molar na mesma queixada!
No dia aprazado, apresentou-se. Ficou logo apreensivo por o interventor ser uma pessoa diferente da que o atendera nas vezes anteriores. (Necessita de sentir alguma empatia e confiança com o dentista.) Mas não quis dar parte de fraco, nem parecer deseducado. Sujeitou-se ao que viesse…
Iniciada a desvitalização, com os recursos certamente habituais, os vómitos sobrevieram. Não havia como continuar. Decidiu que, preferencialmente, lhe extraíssem o dente. Desvitalização não dava.
E foi-lhe tirado o molar.
Mas não sabe o senhor a que propósito, praticamente sem o consultarem, aliás não estaria sequer em condições de tomar uma decisão consciente, tal a toma de sedativos, anestesia e sofrimento de tirar um dente, repito, não sabe o Senhor Fulano de Tal a que propósito, a Dona Dentista e Dona Assistente resolveram extrair-lhe também um do siso, no mesmo maxilar.
Suprema tortura!
A anestesia já não estava a cem por cento, e todas as ações anteriores e um siso é sempre um siso, de modo que esta última intervenção foi, e repito, uma verdadeira tortura, que até esperneou na cadeira. Ficou de rastos.
Andou assim semanas.
Não quis deixar em claro a situação e voltou ao consultório para dar conhecimento ao Senhor Doutor Dentista, que o atendera inicialmente e que é o diretor da clínica.
Este ao vê- lo chegar e após os cumprimentos de praxe, questionou-o.
- Então, Senhor Fulano de Tal, vem tratar de outro dente?
Resposta do Senhor Paciente:
- Saiba, Senhor Doutor Dentista, que, face à recente intervenção da sua colega e assistente, a minha reação perante um dentista é simplesmente a de querer morder-lhe a mão!
Resposta não menos lesta do Senhor Doutor Dentista.
- Pois saiba, Senhor Fulano de Tal, que isso agora é moda! Que até os cães mordem a mão do dono que lhes deu de comer. Nem mais! Que também, verdade seja dita, tal dono é mesmo o que merece. Aliás o que mais merece é que o prendam a uma trela e lhe coloquem um açaime. Mas não seria agora, que já é tarde, deveria ter sido há uns bons dez anos atrás.
O Senhor Fulano de Tal ficou assim um pouco a olhar para a conversa que não entendeu muito bem.
E o Senhor Doutor Dentista disse que era uma metáfora e que até nem se estava a referir a casos mediáticos recentíssimos, que ignora completamente, mas a um caso acontecido já há alguns meses.
Também não sei se o contador da estória está a ser suficientemente explícito, mas também não sei se isso interessa. Se o quisesse ser, sê-lo-ia…
E o Srº Paciente mordeu, de facto, a mão do Srº Drº Dentista?!
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O post é ilustrado com um alho-porro, dado que hoje é dia de São João. E o que me apetece tantas, mas tantas vezes, é dar pelo menos com um alho-porro na cabeça de muito boa gente. Alho-porro, também é metáfora. Porque, na realidade, muito boa gente merece mas é com um cacete, como dizia a minha saudosa Avó Carita!
A fotografia, como quase sempre, é original de DAPL.