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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Homenagem a José Branquinho!

Poeta – Cantor – Declamador – Tertuliano – Sportinguista – Professor

Tília Miradouro Foto original. 2021. 01. jpg

Ontem, soube do falecimento de José Garção Ribeiro Branquinho (08/07/1931 – 16/02/2021), através de mail enviado de Direção da APP – Associação Portuguesa de Poetas.

Para homenagear um Poeta nada melhor que dar a conhecer a sua Poesia.

José Branquinho é várias vezes referenciado no blogue e com textos poéticos aqui divulgados. Ser igualmente sócio da APP e do CNAP e participante em “Momentos de Poesia” é determinante para esse facto.

Quadras ao Meu Amor” – XIII Antologia CNAP

Meu Alto Alentejo” – “Momentos de Poesia”

Ao Teu Olhar” – Antologia APP – XX Vol.

 

Também sobre José Branquinho e “Momentos de Poesia”, escrevi talvez a minha primeira crónica cultural, em 2013, antes de ter blogue. (A léguas de tal assunto!)

Crónica breve dos dias de hoje”, publicada no Boletim Cultural Nº 111 de CNAP – Junho 2013. Hei-de divulgar no blogue.

 

José Branquinho também organizou, enquanto pôde, uma Tertúlia Poética, na Sala VIP do Estádio José Alvalade – Sporting. Ocorria nas terceiras quartas – feiras de cada mês. Nunca cheguei a participar.

Alentejo. Serra Penha. Foto Original. 2021. 01. jpg

Na Poesia de José Branquinho alguns dos temas dominantes são “O Amor”, “O Alentejo” e a sua e nossa também, “Portalegre”. (Era natural de Ribeira de Nisa, também uma das suas fontes de inspiração.)

Portalegre. Foto Original. 2021. 01. jpg

 

Da X Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP – 2009, transcrevo:

 

«PORTALEGRE, MINHA CIDADE»

 

«Portalegre, minha Cidade

Aí nasci, estudei e amei,

És sempre minha saudade

Desde que daí me ausentei.

 

Portalegre, minha Cidade

De tantos belos recantos!

À mais qu’rida realidade

Exaltada nos meus cantos.

 

Tenho em ti minhas raízes

Meus afectos que enalteço!

Meus momentos mais felizes

Desse tempo que não esqueço.

 

Quantas vezes, Portalegre

Aqui te recordo saudoso!

Em teu seio sou alegre

Longe de ti, tão choroso.

 

Ando de cá para lá

Enquanto Aqui vivo for

Porque o coração está

Onde está o nosso Amor.

 

Vivo a cantar-te, Cidade

De ti eu me enamorei!

Tu és a minha verdade

Em breve a ti voltarei.»

Um Postal de Natal?!

APBP. Digitalização árvore natal 5.jpg

Casos Mediáticos!

 

Ao iniciar este postal, dirijo-me a Si, que terá a amabilidade de ler este texto. E desejo-lhe um excelente Dia de Natal!

 

Neste Dia, apesar da sua singularidade, não quero deixar de comentar algumas situações que nos têm chamado a atenção.

 

O caso da chacina na Herdade de Torre Bela – Azambuja. Um crime, sem qualificação possível. E não adianta extrapolar para as situações diárias em que o Ser Humano abate outros seres vivos, que é um facto a pensar também, mas o enquadramento, as finalidades, as motivações, os contextos são diferentes.

Na Torrebela foram centenas de assassinatos, fúteis, grotescos, sem qualquer justificativo.

A Herdade já noticiou não ter tido qualquer responsabilidade. Que também quer que os prevaricadores sejam punidos. E quem são eles?! A empresa ou empresas organizadoras? Os matadores? Também se irão descartar?! As armas dispararam sozinhas?!

Em última instância, ainda terão sido os indefesos animais que se puseram a jeito, frente à mira das espingardas…

Esperemos que haja investigação conclusiva e que o crime seja devidamente categorizado e os responsáveis / criminosos castigados.

 

Outro caso, para atenção dos promotores e defensores do Brexit. As intermináveis filas de camiões, à beira do túnel da Mancha. Bem sei que o motivo imediato da situação não foi o Brexit. Até parece que afinal chegaram a um acordo. Mas é situação que pode vir a ocorrer novamente, perante esta ou outra situação.

A interdependência entre povos, países, estados, nações, culturas, é irreversível. A existência de uma Europa Unida, de grandes espaços globais, é uma necessidade.

A demagogia dos populistas é um perigo à Paz dos Povos!

A União Europeia precisa ser repensada por Estadistas de visão alargada, precisa! Mas faz sentido a existência de um grande espaço de Paz na Europa. E no Mundo.

 

Um caso mais trivial. Em noite de Consoada, foi inevitável o comando da TV parar no “Big Brother”. (Estava sem óculos, por estar com máscara.) Mas… aquele pessoal, as várias famílias dos concorrentes não estariam todos excessivamente desconfinados?!

E a TVI a promover esses comportamentos.

E com as novas possibilidades tecnológicas de retroceder na programação, também houve oportunidade de rever aquela cena da Vaca no Presépio, na Casa da Dita Cuja. Ridículo!

 

E, nós?! Estaríamos também devidamente confinados e respeitando as normas de distanciamento social e de higiene exigidas?!

 

E para terminar… e novamente.

Um Excelente Dia de Natal! Festas Felizes! Muita Saúde para todos.

E muito especialmente para Si, Caro/a Leitor/a, que teve a amabilidade e paciência de concluir este texto. Bem Haja!

(Digitalização de Árvore de Natal. Obrigado APBP.)

Confinamento… Pássaro Preto… Natal… Prendas

Mais um fim de semana de confinamento.

Oportunidade para não sair de casa. E observar. E escrever!

 

Na rua abaixo, nos estendais, as roupas esticadas ensaiam bailados com o vento.

O peculiar pássaro preto, agora com identidade, Rabirruivo Preto, saltita da olaia para a parede do quintal, daí para o chão, dos carros para os marcos anti estacionamento. Debica alguns grãos, ou insetos, ou outros bichitos, que desconheço os seus hábitos alimentares. Debuta tremeliques nervosos com a cauda, elegantes, frise-se. Parece querer interagir connosco. Rivaliza em rapidez com o melro, mas ganha-lhe em graciosidade. Perde nos cânticos, que nunca consegui ainda ouvi-los.

 

Aproxima-se o Natal.

As inevitáveis prendas.

Para as Velhotas foram sugeridos livros.

Livros, sim! Gostam de ler. Um deles deveria ser alguma biografia ou autobiografia, de alguma personalidade, mulher famosa. À partida excluída a da “Dita Cuja - Acima de Não Sei o Quê”. Certo!

Cova da Piedade. Foto original. 2018. 05. jpg

Anteontem dirigi-me à Cova da Piedade, aonde não ia há meses, antes destas cenas de Covid.

(Ainda andava em obras, toda a envolvente do Chalet, ali ao pé, o jardim. Agora tudo arranjado. A rua em frente já não tem estacionamentos, mais espaçosa, aparentemente. O Chalet renovado. Já estava. Agora falta o edifício da SFUAP. Não menos merecedor. Esperemos que um dia seja melhorado. As casas, a leste, de inspiração pombalina, também renovadas. O Largo fica bonito, parece mais espaçoso… Não gostei do chão e parece pouco durável.)

SFUAP. Foto Original. 2018. 05. jpg

Mas eu ia comprar uns livrosÀ Livraria Escriba, uma pequena livraria, num pequeno centro comercial, dos de antigamente, mas com um portfólio de obras por demais interessantes. Arranjam-se sempre bons livros. Iremos lá, talvez há vinte anos. Ultimamente menos.

Referi o que pretendia, como habitualmente faço em qualquer compra. Quero isto, assim, deste modo, com estas características. Excluo aquilo, aqueloutro…

A proprietária apresentou-me o que estava mais a jeito… um livro de “… Castel Branco”, que rejeitei à partida.

A Srª observou mais alguns escaparates, pegou no escadote, retirou uns livros do alto das estantes.

O primeiro que me mostrou era sobre a Simone.

Não é preciso mais, também gosto da Simone, calha mesmo bem o livro e antes de oferecer, primeiro vou eu lê-lo.

Rosa na SFUAP. Foto Original. 2018. 05. jpg

“SIMONE, Força de Viver” – Simone de Oliveira com Patrícia Reis – 3ª Edição: Novembro de 2013, Matéria-Prima Edições. (14 E.)

Ramos de Tília. Foto original. 2018. 05. jpg

 

O Intrigante Pássaro Preto!

Ainda quero voltar a escrever sobre o Natal!

Mas antes vou cronicar sobre este confinamento. E pássaros…!

 

Mais um sábado de confinamento. O mesmo silêncio estranho. Por um lado, agradável, mas também algo inquietante e até opressivo. Os donos de cães são dos poucos transeuntes. (A sujarem os passeios, não todos os donos, mas um número significativo deles.)

As aves não querem saber. Fazem as suas vidas, voando. Já basta as desgraçadas que têm de estar permanentemente confinadas em gaiolas.

Não entendo quem diz gostar de animais, para ter pássaros sempre presos! Além das tradicionais aves exóticas e canoras, há gerações enfiadas em prisões de arame…há quem tenha corvos, sim! Corvos! Melros, enfiados em estruturas aramadas. Permanentemente! Se isto é gostar de animais, vou ali, já venho.

(Acho que este confinamento a que estamos sujeitos, esta reclusão forçada deveria provocar-lhes reflexão. Digo eu. Sei lá!)

Rabirruivo Preto Avifauna Jardim Gulbenkian pt Dez 20

O intrigante pássaro preto, do tamanho de pardal, saltitante; que parece querer interagir connosco, que faz ninhos em parapeitos, algerozes, estruturas de telhados; com a parte inferior da cauda arruivada, que com a dita cauda, parece fazer uns tremeliques… bem, parece que já sabemos o nome.

Sugestão de blogue: “Danny, The Fox”! Só alguém com a perspicácia de raposo, poderia decifrar. Rabirruivo Preto!

A partir do que pesquisei na net e com a observação efetuada esta tarde, concordo. Apesar do meu conhecimento deficiente de pássaros.

Esta informação também a partilho com “Arca de Darwin”, com quem tinha compartilhado informação sobre esta ave e com Modesto Viegas, com quem também tinha falado numa Exposição na SCALA – Almada. São ambos apaixonados pela Natureza, com blogues em que expõem as suas pesquisas fotográficas. Dignos de navegação!

Obrigado pela vossa atenção!

E, por agora, fico por aqui. Ainda escreverei sobre O Natal.

A foto não é da minha autoria. Não tenho competência, nem meios, para fotografar aves, sempre tão fugidias. (In. Avifauna / Jardim Gulbenkian.pt!) (Que saudades!)

Exposição de Poesia Ilustrada da SCALA - Almada

A Poesia e várias Artes de Mãos Dadas!

(8 a 21 de Setembro - Almada)

SCALA. Poesia Ilustrada. 2018. jpg

 

Pensava que eu me esqueceria da Exposição de Poesia Ilustrada da SCALA?!

Pois não!

E é bem digna de ser visitada.

 

SCALA. Poesia Visual. 2018.jpg

 

Está um trabalho globalmente muito bem organizado. Realça-se a harmonia de conjunto dos vários trabalhos expostos. Deparamos, logo numa primeira perceção, com essa visão harmoniosa da globalidade dos quadros em exposição. Não há, à partida, um sublinhar especial de alguma obra. Digamos que existe, à priori, uma estruturação democrática do que se pretende mostrar, divulgar. Intencionalmente? Metodológica, sem dúvida, esta atitude de construção artística e organizativa.

E esta disposição leva-nos ao exercício de nos debruçarmos individualmente sobre cada Obra do mostruário global.

E encontramos, sem desprimor ou relevo por alguma das Poesias Ilustradas, trabalhos verdadeiramente excelentes, cada um segundo o seu modo de expressão, literário, poético, artístico. Cruzam-se diversas Artes: Poesia, Desenho, Pintura, Fotografia.

Sublinha-se, igualmente, a entreajuda, a colaboração, o apoio, dos vários intervenientes entre si. E esse é também um aspeto digno de relevar.

 

SCALA. Poesia Ilustrada. 2018.jpg

 

Sobre o conjunto dos participantes, remeto para o blogue da Associação, onde poderá consultar “Quem é Quem”.

Não deixe de visitar! Será só até dia 21 de Setembro!

Sede da SCALA – ALMADA, na antiga Delegação Escolar (“Almada Velha”) - Rua Conde Ferreira.

 

Na inauguração, estiveram presentes alguns dos participantes e outros visitantes, que se debruçaram sobre a exposição, conversaram, conviveram.

 

Parabéns a todos. Participantes, organizadores, à SCALA, no seu conjunto.

Enquanto apreciávamos as Obras, Gabriel Sanches foi-nos brindando com agradáveis momentos musicais e assim na Exposição entrou também a Arte da Música. Talvez a Arte mais global!

Obrigado também!

 

SCALA. Poesia Ilustrada. 2018. jpg

 

Ilustro com algumas imagens de conjunto, mas que ficam muitíssimo aquém da perspetiva real da Exposição. As fotos são de telemóvel e as condições técnicas de luz não terão sido as melhores.

Não há nada como visitar e ter a oportunidade de desfrutar, in loco, da elevada qualidade artística!

O Paciente que mordeu o Dentista…

Alho Porro Foto Original DAPL 2016.jpg

 

Cães que morderam a mão do dono que lhes deu de comer!

Com uns futebóis de entrada.

 

Ainda em tempo de Futebol, de Mundial.

 

Depois da última crónica a este tema dedicada, de forma obtusa é certo, Portugal jogou com Marrocos. E, mais uma vez, valeu à equipa o São Ronaldo! Tivessem os marroquinos um artilheiro assim e nem sei o que seria o resultado!

Amanhã Portugal jogará com o Irão. (Agora aparece escrito Irã, por todo o lado!?!?) Esperemos que Portugal ganhe, que a equipa se estruture e organize melhor como tal e que o santo milagreiro continue em forma. Agora estamos na altura dos Santos Populares, este será mais um a acrescentar.

Agora acrescento eu uma das minhas peculiaridades. Quando tocar o Hino Nacional como Irão reagir Carlos Queirós e a sua equipa de técnicos portugueses?! E perante o Hino do País que orientam?! Curiosidades e trivialidades minhas…

 

Mas o tema do post pretende ser um pouco diverso. É antes uma estória… A do Paciente que mordeu o Dentista! E uma metáfora.

 

O Senhor Fulano de Tal tem um contencioso, de anos, com os dentistas. Tanto que adia, ao máximo, a ida a tais consultórios e assentar-se nas célebres cadeiras e perante tais aparelhagens.

Finalmente em idos de Abril e Maio atreveu-se a frequentar tais ambientes de pesadelo!

Após uma primeira intervenção em que lhe foi extraído um molar no maxilar inferior, lado direito, precedida de idas preparatórias e tomada de calmantes e inibidores do vómito, combinou a desvitalização de um segundo molar na mesma queixada!

No dia aprazado, apresentou-se. Ficou logo apreensivo por o interventor ser uma pessoa diferente da que o atendera nas vezes anteriores. (Necessita de sentir alguma empatia e confiança com o dentista.) Mas não quis dar parte de fraco, nem parecer deseducado. Sujeitou-se ao que viesse…

Iniciada a desvitalização, com os recursos certamente habituais, os vómitos sobrevieram. Não havia como continuar. Decidiu que, preferencialmente, lhe extraíssem o dente. Desvitalização não dava.

E foi-lhe tirado o molar.

 

Mas não sabe o senhor a que propósito, praticamente sem o consultarem, aliás não estaria sequer em condições de tomar uma decisão consciente, tal a toma de sedativos, anestesia e sofrimento de tirar um dente, repito, não sabe o Senhor Fulano de Tal a que propósito, a Dona Dentista e Dona Assistente resolveram extrair-lhe também um do siso, no mesmo maxilar.

Suprema tortura!

A anestesia já não estava a cem por cento, e todas as ações anteriores e um siso é sempre um siso, de modo que esta última intervenção foi, e repito, uma verdadeira tortura, que até esperneou na cadeira. Ficou de rastos.

Andou assim semanas.

 

Não quis deixar em claro a situação e voltou ao consultório para dar conhecimento ao Senhor Doutor Dentista, que o atendera inicialmente e que é o diretor da clínica.

Este ao vê- lo chegar e após os cumprimentos de praxe, questionou-o.

- Então, Senhor Fulano de Tal, vem tratar de outro dente?

Resposta do Senhor Paciente:

- Saiba, Senhor Doutor Dentista, que, face à recente intervenção da sua colega e assistente, a minha reação perante um dentista é simplesmente a de querer morder-lhe a mão!

Resposta não menos lesta do Senhor Doutor Dentista.

- Pois saiba, Senhor Fulano de Tal, que isso agora é moda! Que até os cães mordem a mão do dono que lhes deu de comer. Nem mais! Que também, verdade seja dita, tal dono é mesmo o que merece. Aliás o que mais merece é que o prendam a uma trela e lhe coloquem um açaime. Mas não seria agora, que já é tarde, deveria ter sido há uns bons dez anos atrás.

 

O Senhor Fulano de Tal ficou assim um pouco a olhar para a conversa que não entendeu muito bem.

E o Senhor Doutor Dentista disse que era uma metáfora e que até nem se estava a referir a casos mediáticos recentíssimos, que ignora completamente, mas a um caso acontecido já há alguns meses.

 

Também não sei se o contador da estória está a ser suficientemente explícito, mas também não sei se isso interessa. Se o quisesse ser, sê-lo-ia…

 

E com tudo isto, aguardemos pelo próximo jogo.

E o Srº Paciente mordeu, de facto, a mão do Srº Drº Dentista?!

 

*******

O post é ilustrado com um alho-porro, dado que hoje é dia de São João. E o que me apetece tantas, mas tantas vezes, é dar pelo menos com um alho-porro na cabeça de muito boa gente. Alho-porro, também é metáfora. Porque, na realidade, muito boa gente merece mas é com um cacete, como dizia a minha saudosa Avó Carita!

A fotografia, como quase sempre, é original de DAPL.

E que venha a Primavera!

Crónica de Outubro (II)

Crónica de Descontentamento (V)

E Desalento

 

Original DAPL. Hera. 2016.jpg

 

Ao escrever a crónica anterior, datada de 14/10/17, referi a possibilidade de eventualmente voltar a escrever mais alguma crónica ainda neste mês.

Mas estava a milhas de imaginar que ainda voltaria a abordar o tema dos incêndios. Pois quem haveria de supor vir ainda a acontecer tal tragédia!

Mais de quinhentas ignições de fogo, (523), praticamente em todos os distritos ao Norte do Rio Tejo, no domingo, dia 15 de Outubro! E 199, na 2ª feira, 16 de Outubro!

Números assombrosos!

E perdas de vidas humanas.

E também de animais.

Milhares e milhares de árvores incineradas.

Poluição atmosférica tremenda!

Milhões de prejuízos...

(…)

 

Como é possível acontecerem tantas ocorrências de incêndios?!

Não há efeito sem causa!

 

É caso para ser averiguado. O que ocorreu para tal ter acontecido?! Porque não houve por aí, trovoadas secas, ventos ciclónicos, descargas elétricas… arcos voltaicos!

É imperioso que um estudo seja feito sobre o assunto.

Que situações se desenvolveram para que, em tão diversos e diversificados locais, tenham acontecido tantos incêndios. Melhor, para ser mais preciso, tantas ignições.

Porque incêndios, dado o estado de sujeira em que está todo o País, é fácil acontecerem.

 

Mãos criminosas?!

Mãos descuidadas que iniciaram queimadas, na expectativa da vinda das chuvas?!

Lavouras, aceires mal feitos?! Limpezas e cortes de árvores secas com máquinas motorizadas?! Uso de motosserras?!

Desbaste e aceire de pastos com maquinetas elétricas ou a gasolina?!

(…)

 

Seria muito bom que de conjunto tão variado e disperso de incêndios se tentasse saber como foram iniciados. Porque foi uma calamidade!

 

Numa entrevista na SIC, durante o Jornal da Noite, de 2ª feira, 16/10, um senhor que o pivot do Jornal considerou grande especialista, reportou para o facto de esta enormidade de incêndios, ter ocorrido na véspera do dia anunciado para a vinda das chuvas!

Esta afirmação passou relativamente ao lado do jornalista, que não a explorou, porque, depreende-se, não a compreendeu.

(Que é o problema fundamental deste pessoal das Grandes Cidades e destes Mundos Eletrónicos. Estão perfeitamente a leste do Mundo Rural! Problema idêntico nos nossos políticos!)

 

Porque, é mais que certo, que se no meio destes incêndios terão havido mãos criminosas e muitos interesses pelo meio… também, certamente, uma parte significativa se deveu a descuido de intervenientes.

Previu-se chuva.

E vai daí, muitas pessoas terão iniciado trabalhos agrícolas ou florestais que, dadas as condições em que ainda está a Natureza, são ainda extremamente perigosos.

E continuarão a ser, enquanto não chover realmente a sério e as temperaturas não baixarem consideravelmente.

Entretanto foi o que aconteceu. Uma verdadeira tragédia Nacional.

 

E a atuação do Governo atual, enquanto representante do Estado?!

Nem faço comentários!

 

E não deverão tirar ilações políticas?!

Se por umas “bofetadas virtuais” foi o que foi… Mas adiante, que se faz tarde...

 

E sobre o discurso de Sua Excelência o Senhor Primeiro Ministro?!

Disse o que havia para dizer, mas…

 

Um plano concreto de ação?! (?!) (?!) (…)

Ainda haverá uma reunião extraordinária de Conselho de Ministros.

Sempre o protelar no futuro…

 

Peço imensíssima desculpa, mas Sua Excelência deveria fazer o favor de ler as recomendações que frisei sobre a Reforma das Florestas.

 

Tomo a liberdade de fazer um pedido a Vossa Excelência, sabendo de antemão que dificilmente irá lê-lo.

 

Em termos de ação prática e concreta,

Se Vossa Excelência providenciar ordens e meios para que se faça uma verdadeira limpeza em campos por todo o País, a começar agora, que já se iniciou realmente a chuva, veremos melhorias no futuro.

Nem é preciso criar legislação nova. Basta pôr em aplicação a que já vigora.

Que o Poder Central nas propriedades e locais onde tem essa competência, aja nesse sentido.

Que as Autarquias, Câmaras e Juntas de Freguesia, as verdadeiras forças que estão no terreno, atuem com essa finalidade

As Autoridades Civis, Militares e Paramilitares, segundo as suas competências e jurisdição, atuem no sentido de operacionalizar trabalho a ser feito, o fiscalizem ou imponham de ser executado.

 

Limpar bermas de estradas e autoestradas. (Mesmo dentro do perímetro territorial das autoestradas há verdadeiras matas, é só olhar e ver.)

Exigir cumprimento das normas de pelo menos dez metros para cada lado das vias, com corte absoluto de matos e vegetação combustível.

Corte de vegetação combustível e de matos até pelo menos cem a cento e cinquenta metros de casas e povoações.

Aceires devidamente feitos.

Limpezas de caminhos vicinais…

E é só nos campos?!

Basta olhar, com olhos de ver, mesmo nas cidades!

 

Se Vossa Excelência conseguir pôr em prática esta medida por todo o País, atuando, como Poder Central onde tem essa obrigação e delegando poderes e competências nas Entidades Locais, muitas situações de risco serão minimizadas.

Exigindo Trabalho.

Exigindo também dos particulares!

 

 E só falo destas medidas que têm que ser de curto prazo.

 

Se cumulativamente conseguisse criar estruturas, unidades fabris, por ex. que utilizassem todas essas matérias vegetais, arbustivas, lenhosas, herbáceas, para produção, por ex. de energia, para a compostagem, seria o coroar de um processo de êxito. (Estas ações já não seriam de curto prazo.)

 

E para falar só de medidas que têm que ser de curto prazo.

Agora, é prevenir também os efeitos das chuvas.

 

Que a chuva até tem vindo com muita calma! Chove bem, mas sem exageros, de noite. E, de dia, está quase sempre sol.

Assim permite que a água possa penetrar na terra, não escorra e o sol possibilita o nascimento rápido da erva nova.

A Natureza, ou a Divina Providência, ou Deus ou Quem coloca alguma organização no Universo, são Entidades muito mais sensatas que os Humanos.

Então que os “nossos” políticos nem se fala!

 

*******

 

Notas Finais:

 

Esta crónica começou a ser escrita na 3ª feira, 17/10, já após os discursos…

Entretanto logo após o discurso do Senhor Primeiro Ministro, 2 ª feira, 16/10, já perto das 23 horas, começou a chover!

É caso para dizer que sempre houve alguma ação. Não do governo, não dos homens, mas da Natureza.

Milagre?!

 

Não sei se na 4ª feira se ainda na 3ª, houve o pedido de demissão da Senhora Ministra.

Pecou por tardio?!

Rapidamente se resolveu a substituição.

Adequada? Dará algum resultado?! Valerá a pena?!

 

Outras demissões de outros órgãos ligados à problemática da gestão dos fogos também ocorreram…

Nem são para menos!

 

Entretanto também foi anunciada uma moção de censura ao governo.

Merecida?!

Sem dúvida. Apesar da demagogia, muita demagogia, associada.

 

E este governo deve continuar a ser sustentado pelos partidos que o têm amparado?

Deve?! Merece?!

É uma reflexão que deve ser feita por quem tem aguentado este governo.

Mas deverá este governo pagar por todo um conjunto de más politicas que já têm trinta anos?!

Mas tanta inação, tanto desgoverno, tanta falta de operacionalidade não é de sancionar?!

(...)

 

Reflita e tente responder por si, caro/a leitor/a!

 

Uma questão final.

 

E de todas estas últimas mudanças e alterações, o que foi mais importante?

As alterações políticas ou a chegada da abençoada chuva?!

 

E esta, vai continuar a vir de mansinho, ou, de repente, ganha senha de trovoada?

 

Sem dúvida que a chuva foi o mais importante.

 

Mas do que toda a gente vai continuar a perorar é sobre as alterações políticas.

Ah! E sobre o futebol!

 

(E prevê-se novamente tempo quente!

E as alterações climáticas?!)

(E como a foto, original DAPL - 2016, nos prenuncia: Haverá nova Primavera! Novas Primaveras!)

 

.(Até lá... tanto trabalho ainda a fazer!)

 

*******

P.S. -

Tem toda a razão caro/a leitor/a. O imediato, imediato, de curto prazo, agora, é resolver os problemas prementes de quem sofreu com os incêndios. Antes que chegue o Inverno.

“Águas de Março”: Uma crónica salteada de ocorrências

Crónica sobre acontecimentos relativos a Março

 

Luz... Original DAPL 2016.jpg

 

Não, não vou falar sobre a célebre canção de Elis e Tom Jobim, não.

 

Também não vou comentar sobre tanta coisa importante ou nem por isso, que por aí pulula nos media. Muitos assuntos, até preocupantes, que nos surpreendem ou talvez não, como foi possível chegar-se a tal. Não estou virado para as “políticas e politiquices”, apesar de haver assuntos que mereceriam alguns comentários.

Nem também sobre o Portugal – Hungria irei perorar. Por enquanto, o futebol não me merece destaque. Acompanhemos o campeonato e aguardemos o próximo sábado.

 

Falo-vos, e para começar, precisamente de águas… de chuva.

Que finalmente resolveu brindar-nos, já na Primavera, quando se esquecera de nós, todo o Outono e Inverno. Mas, mais vale tarde… Que, “Março, marçagão…”

E, com ela, o frio. Não sei como serão as águas de Março, lá para o Rio, que anunciam o final do Verão. Aqui, “deveriam” (?) vir no Inverno e/ou no Outono, mas só agora chegaram. Precisamente com a Primavera! Que supostamente se deveria anunciar radiosa, alegre, iluminada. Mas não! Chuva e frio!

Ainda bem que nós não mandamos nisso, diz o povo!

 

E é precisamente e também da Primavera e das ocorrências humanas a ela associadas, que vos quero falar.

Ainda no dia 20, pela tarde, quando o sol, no seu movimento aparente, atingiu a posição de equinócio, passando a linha do equador, para o hemisfério Norte, oficialmente, iniciou-se a dita Primavera!

 

Habitualmente, essa ocorrência situa-se no dia 21 e é nesse dia que se celebram duas datas festivas importantes: “Dia da Árvore” e “Dia da Poesia”!

 

Em Almada, associada às boas-vindas à Primavera, organizam-se os “Dias da Floresta”.

Nessas atividades, entre outras igualmente interessantes, promovem a distribuição de árvores, plantas, arbustos, ervas aromáticas, a troco de lixo para reciclagem, conforme pode verificar na ligação anteriormente assinalada.

Já, por diversas vezes, temos participado nessa ação, neste ano novamente.

Cada pessoa tem direito a duas plantas, em função dos respetivos objetos levados para serem incorporados nos bidons específicos de reciclagem.

Cinco árvores: um pinheiro manso, dois carvalhos, uma alfarrobeira, uma azinheira e uma planta aromática, cujo nome não fixei, mas que, supostamente, é dissuasora dos mosquitos, quando colocada à janela! Haverei de saber-lhe o nome.

Ainda no âmbito das atividades integradas nos “Dias da Floresta”, ocorreram no dia 23, 5ª feira, as ações “Vamos Plantar!” e “Observação de Aves”.

Já tenho participado nesta última ação noutras ocasiões. Desta vez, envolvi-me mais na primeira: “Vamos Plantar”!

E plantei?!

Plantar, plantar mesmo, como já fiz imensas, tantas vezes, no Alentejo; em Almada e no Parque da Paz, não.

Apenas ajudei a plantar. De pá, com enxada, apenas atirei a terra para as covas onde os técnicos da Câmara haviam depositado uns choupos de folha branca e uns carvalhos portugueses. Que as covas estavam feitas, as árvores já colocadas.

Nesta ação, dei a minha ajuda e colaborei com as crianças da Escola “Primária” do Pragal, que aí estavam, entusiasmadíssimas, num trabalho prático, que lhes perdurará, certamente, nas suas vidas futuras, essa lembrança.

“- Sabes?! Recordas-te?!, quando viemos plantar estas árvores, aqui, quando andávamos na Escola?!” Dirão elas, daqui a alguns anos, quando, já crescidas, vierem correr ou passear para o Parque.

Também havia alguns adultos, mas poucos, que eu contasse, apenas quatro e um, o que pretendia era o kit das ervas aromáticas, que supostamente deveriam dar-lhe, em troca da participação. Ironicamente, não haviam sido levados os kits para o evento, com medo da chuva!

 

E voltando à plantação. Após pedir a pá a uma criança, questiona-me esta, numa voz cheia de alegria, contentamento e admiração.

“ – Você é Alentejano?!”

Dada a resposta, após saber o como e o porquê de tal pergunta, trivialíssima; chegou a minha vez de saber também a localidade de origem da menina. Que ela era daqui, de Almada, só que os familiares são da Esperança, já se viu nome mais bonito para uma aldeia?! Esperança: concelho de Arronches, duas localidades tão bonitas!

 

E voltando ou continuando na Poesia!

 

No dia 21, também o C. N.A.P. – Círculo Nacional D’Arte e Poesia promoveu uma bonita sessão dedicada a esta Arte Poética, no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira.

Disseram-se poemas, poesias, recitaram-se, leram-se, declamaram-se versos e rimas ou não, sobre temas poéticos; pelos presentes, que rimaram o ambiente do Centro. Parabéns a todos.

Também circularam boas amêndoas da Cidade de Régio.

 

E, nessa bela Cidade, e à mesma hora, a Poesia saiu à rua, homenageando os seus Poetas e suas Poetisas, em “Momentos de Poesia”!

 

E também e ainda em Março, se comemora o “Dia do Pai. Que todos os dias são dias de pai. E que Saudades e que falta me fazes, PAI!

 

E, igualmente em Março, e como de costume, o Grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó, comemorou o seu trigésimo primeiro aniversário, no Clube Recreativo do Feijó. Aniversário a vinte e um, festejado ontem, sábado, vinte e cinco.

E que belos momentos se vivenciaram, através daquelas vozes telúricas, que em coro, no ponto ou no alto, nos evocam o nosso querido Alentejo, no âmago mais profundo do seu Ser!

 

E esta “crónica salteada” ainda tem mais condimentos?

 

Ontem, também planeara ir à sede da SCALA, aonde haveria também uma Sessão de Poesia.

Julgava que funcionava na Incrível. Também aportei à Academia. Aí indicaram-me a localização, no esquema: “direita, esquerda, frente…” e é facto assente, não dei com o local. Acabei por desembocar, voluntariamente, na Casa da Cerca. Local lindíssimo da Cidade de Almada, que é imprescindível visitar-se.

De volta, acabei por saber, no Centro de Interpretação de Almada Velha, que a sede da SCALA é na antiga Delegação Escolar, junto à antiga Escola Conde Ferreira.

Já sei, in loco, onde fica. Futuramente já não me irei “perder”!

 

E, nestas deambulações, antes passara pela Oficina da Cultura e pela Biblioteca, constatei o óbvio, em Almada: Cidade e Concelho.

Há sempre imensas atividades culturais, dos mais diversos tipos e âmbitos e pelos mais variados locais públicos e em espaços relativamente perto uns dos outros.

Por vezes, o difícil é escolher. Dada a simultaneidade dos eventos!

 

E, por aqui me fico, nesta crónica salteada, de eventos e “condimentos”, por locais e acontecimentos!

 

E a POESIA e a NATUREZA são sempre uma LUZ...

 

(Fotografia original DAPL - 2016)

Crónica sobre Serão de Cante e Poesia

"6º Serão de Cante e Poesia Alentejana"

 

E mais algumas considerações e apartes, a propósito ou nem por isso.

(1 de Outubro de 2016)

 

Não, não me esqueci de cronicar sobre este relevante evento. Outras escritas, afazeres da vida real e só hoje me é possível.

 

Antes de mais, e ainda, não quero deixar de assinalar a data de hoje, sete de Outubro. E a de amanhã.

 

A de hoje, sete, porque era nesta data que, quando estudava, se iniciavam as aulas, nomeadamente as da Primária, as do Colégio e as do Liceu.

Dir-me-á: - Isso é pré- história.

Nem mais!

A de amanhã, oito, também é especial, no contexto em que escrevo.

Fará dois anos que iniciámos este blogue!

Peculiar que tenha sido também com uma crónica sobre Cante e Poesia!

 

E vamos então ao 6º Serão de Cante e Poesia Alentejana.

Ocorrido no passado sábado, um de Outubro, “Dia Internacional da Música”, no Fórum Romeu Correia, Auditório Fernando Lopes Graça, em Almada.

Divulguei previamente e, mais uma vez se confirma, que “Almada é a Capital do Cante”! Pelo menos aqui, nesta “Grande Lisboa”!

 

E sobre o dito espetáculo e antes de entrar propriamente na sala, quando o divulguei, mencionei a dificuldade de arranjar bilhetes no Fórum Romeu Correia.

Exatamente.

 

No próprio dia, apenas quando eram disponibilizados, o que acho bem, cheguei antecipadamente meia hora e já havia fila de cerca de trinta pessoas.

De modo que me questionava se conseguiria obter ou não os bilhetes.

 

Fui ficando e, nestes contextos, mais tarde ou mais cedo, vai-se falando. Naturalíssimo.

Ocorrem também sempre aqueles casos habituais, de alguém que se chega à frente, perto de pessoa amiga e segreda “encomenda” de mais alguns bilhetes.

Mas estas cenas não passam despercebidas e alguém comenta sobre as célebres “cunhas e pedidos”. Famigerados, eles e mal-afamadas, elas!

Por ironia, quem comentou haveria de ser contemplado com um bilhete doado por amigo que, estando à frente na fila, resolvera requisitar mais um ingresso, para oferecer a quem estava mais atrás.

Logo oportunidade para outro alguém retorquir, que havendo comentado da “cunha”, não deveria ter aceitado o presente do amigo.

Sim ou não, o que acha?!

 

Aproveitei para lembrar o aforismo de que “a cavalo dado não se olha o dente”! Que até poderia parecer mal agradecido.

E friso que em boa hora o aceitante aceitou, porque, quando chegou a sua vez, apenas um conseguiu.

Não aceitasse e só um bilhete obteria, o que o impossibilitaria de ter levado a esposa, conforme confirmei no espetáculo, à noite.

 

E vamos então falar do espetáculo, propriamente dito?!

Sala repleta, como se depreende.

Espetáculo extraordinário.

 

Mas ainda vai outro aparte.

O Auditório continua sem refrigeração. Já no Verão, a propósito do Ciclo de Cinema Brasileiro, disso faláramos.

Com a sala cheia…

Registe-se.

 

E, antes de tudo o mais… E porque é imprescindível.

Dar os parabéns a todos os participantes no evento, a todos os que contribuem para a respetiva organização e logística, que não apenas os que presenciamos no espetáculo propriamente dito. São muitas as pessoas envolvidas, em diferentes contextos.

Também realçar o papel das entidades e organismos oficiais que apoiam estes Grupos, nos mais diversos enquadramentos.

Não podemos esquecer que estes Artistas, sejam cantadores, cantadeiras, poetas e poetisas, exercem estas funções, desempenham estes papéis, como Amadores, no melhor sentido da palavra. Para todos os efeitos, trabalham num sistema de Voluntariado.

Daí o nosso realce especial, inteiramente merecido!

E agradecer.

Obrigado, a todos pelo excelente Serão que nos proporcionaram.

 

Sobre os participantes segue-se o cartaz com as respetivas designações.

 

6º Serão de Cante e Poesia Alentejana 2016 - Cartaz.

 

 

Parabéns, sempre muito especiais, ao Grupo do Feijó que, neste contexto, é o Grupo Organizador.

 

Sobre o espetáculo, os Cantares, a Poesia, digo: Adorámos.

 

Se realçasse alguns aspetos ou momentos, fá-lo-ia pela novidade para mim, que não conhecia as respetivas atuações.

O Grupo Juvenil, nunca ouvira tal.

E alguém pode ficar indiferente àqueles rouxinóis, joselitos e marisóis, com os seus trinados e requebros, que nos tocam o coração e nos humedecem a visão?

Excelente o trabalho do Professor e Mestre!

Também assinalaria o Grupo Abelterium, que apesar de ser dos meus lados, também não conhecia.

Para além da alegria contagiante das cantigas, que dimana da sua atuação, eu realçaria o que mais me tocou: a interpretação de “Serpa de Guadalupe”!

 

E então esqueço os outros Grupos e Artistas?!

De modo algum.

 

Obrigado ao Grupo do Feijó, ao Grupo da Academia de Serpa, ao Grupo Recordar a Mocidade, à Poetisa Rosa Dias e ao Poeta Luís Maçarico.

Todos nos ficaram no coração e nos proporcionaram gratificantes momentos artísticos, que nos enriquecem espiritualmente e a eles enobrecem, pela sua atitude altruísta e a quem ficamos gratos.

 

Obrigado.

Que estes espetáculos, além de excelentes, são gratuitos!

 

“Canção de Coimbra – Muito Mais do que Fado” - Tertúlia Coimbrã de Miratejo

Auditório Fernando Lopes Graça

 

Fórum Romeu Correia – Almada

(9 de Abril 2016 - Sábado)

 

E, porque temos andado a falar de Cultura, não posso deixar de falar de um Acontecimento Cultural ocorrido ontem.

Foi um “Evento Excepcional”, em todos os sentidos. Primeiro, porque não circulam por aí espetáculos de “Fado e Canções Coimbrãs”, todos os dias e, segundo, pelo seu nível de excelência.

 

(E ocorreu este acontecimento num espaço de tempo em que ainda não tínhamos designado, como Senhor Ministro, o Novo da Cultura. Imagine-se se tivéssemos!

Constate-se o óbvio. De que, atualmente, já temos um Outro Senhor Ministro da Cultura.

E é caso para se dizer: E a falta que um Senhor Ministro nos faz!)

 

Mas para o caso vertente, nem fez nem deixou de fazer, nem isso vem ao caso.

 

Coimbra In wikipédia.jpg

 

Segundo o título em epígrafe, ouviram-se, no Auditório Fernando Lopes Graça, “Canções de Coimbra”: Fados, instrumentais, baladas, algumas com caráter de “canções de intervenção”, como de facto o foram, e como tal executadas e escutadas antes de “25 de Abril de 74” e nos anos imediatamente subsequentes.

Um evento memorável, a merecer uma sala completamente cheia, pelo menos eu supusera isso, que até comprei bilhete de véspera. Mas não. Estaria aí a oitenta por cento, digo eu. De qualquer modo, bem composta e com algumas lindas vozes que, ecoariam a meio do espetáculo, ao apelo e pedido dos Cantores intervenientes, por ex. na “Samaritana”.

 

Mas não nos adiantemos.

Já que falámos em Cantores, foram eles: Filipe Lopes, Francisco Naia, Joaquim Monteiro. Que Vozes! Mais ainda na segunda parte, as gargantas aquecidas pela execução anterior, notando-se um crescendo na qualidade performativa.

Acompanhados, também de forma excelente, pelos guitarristas e violistas. Em várias intervenções apenas os instrumentais, que aliás abriram a atuação, com “Verdes Anos”, de Carlos Paredes.

Dos instrumentistas, em guitarra portuguesa, estiveram António Serrano Baptista e Miguel Serrano Baptista e julgo que Álvaro Albino.

Em viola, só me pareceu estar um executante. Não sei se Nuno Correia, se João Costa.

(Desculpem-me se estou a ser pouco preciso.)

Mas, que Executantes!

 

Evocaram através das “Canções ”: Carlos Paredes, Luís Goes, Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Manuel Alegre; estes fazem parte do “universo dos meus conhecidos”, todavia nem sempre identificando todas as canções e respetivas autorias, exceto as mais óbvias. Ainda de outros Autores mais antigos ecoaram as lembranças de: Augusto Hilário, Edmundo Bettencourt, Artur Paredes, António Portugal e mais, que não consegui registar todos os nomes.

 

(Apesar de, na execução de cada peça, projetarem no écran, as Autorias. E imagens sugestivas da Cidade do Mondego, mais ou menos antigas. Mas não consegui passar todos os registos ao papel, devido à fraca luminosidade.)

 

Também peças recentes!

 

“Verdes Anos”, de Carlos Paredes; “Balada do Tempo Breve”, de Luís Góis; “Fado Sugestão”,  “Falas de Amor”, “Meu Pensamento”, de Francisco Naia; “Estudo em Lá”, “Cantiga Para Quem Sonha”, “Cantiga de Amigo”, “Maio de 78”, “Sede e Morte”, de Carlos Paredes; “Fado dos Beijos”, “Canção Com Lágrimas”, “Balada do Mar”, “Traz Outro Amigo Também”, de Zeca Afonso; “Fado das Andorinhas”, “Quadras da Ilha”, “Rosas Brancas”. (...)

 

Estas foram as Cantigas cantadas, executadas, mais ou menos na sequência temporal do espetáculo, em que intervalavam fados mais tradicionais, baladas coimbrãs, e instrumentais, não necessariamente por esta ordem, mas com uma sequência estruturada, que o espetáculo está muitíssimo bem delineado e organizado. (Observa-se que não é a primeira vez que está a ser apresentado. Está muito bem “oleado”, perdoe-se-me a expressão.)

 

Em todos os domínios houve um nível de excelência. Que, friso, o que venho defendendo, que estes eventos deveriam ser de passagem obrigatória nas “nossas” televisões.

 

(E digo “nossas”, porque, “nós”, os consumidores de eletricidade, pagamos taxa de audiovisual. Para além do que pagamos, de muitas maneiras e feitios, e que reverte para as televisões, mesmo as privadas. Porque, por ex., quem paga a publicidade que nos impingem a toda a hora, seja em suporte papel, em áudio ou visual?!)

 

Ainda houve encores finais, que, estrategicamente, nos brindaram ainda com mais algumas “Cantigas” em coro. A que a assistência, quem sabia e podia, tentava acompanhar.

Na “Samaritana”, fado tradicional conhecidíssimo, foi onde mais se empolgaram as vozes da assistência, como já mencionei.

 

Houve ainda um outro fado tradicional, precisamente designado “Fado Corrido de Coimbra”, de que retiro de memória, sujeita a erro, os seguintes versos:

“...De Coimbra chega mesmo a ter Saudade / quem não conhece a Cidade.”

(O que é completamente Verdade!)

 

E que é quase um “aforismo”, que ainda estamos neste registo, pois qualquer ser sensível e pensante, se emociona com a audição dos belíssimos “Fados de Coimbra”, audíveis no passado sábado, no Fórum Romeu Correia. Mesmo que não conheça a Cidade, ou nela não tenha vivido ou estudado, caso meu. Que apenas conheço a “Cidade Mondeguina”, como visitante, em modo de turismo ou trabalho.

 

Pois, e para terminar, Senhora Leitora e Senhor Leitor, caso tenha oportunidade e conhecimento da ocorrência deste espetáculo, Não Perca!

 

Ficará enriquecido enquanto Ser Humano sensível e inteligente. Para além do respetivo engrandecimento cultural, independentemente de haver ou não Ministro da Cultura!

 

E qual é a Cidade, qual é, que é “Cidade de Arte e Cultura”?!

 

(E, realço, ainda, que os preços são extraordinariamente convidativos.)

E, ainda!

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