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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

09.Fev.15

POEMA FIGURADO (III)

Francisco Carita Mata
POEMA FIGURADO (III)       Perdido de si   Há muito quedado estava, ali, naquela ilha. Náufrago do desejo, da incerteza, do saber, do não saber                                                              como fazer, do ser. Aportado, só, se apossara dele a ansiedade, o medo,                                          a dúvida, o desespero. Uma palmeira, simples companhia       (...)
09.Jan.15

MÃOS de Tactear

Francisco Carita Mata
  MÃOS de Tactear   Mexer, moldar, amassar o barro Dar-lhe uma forma de mulher Numa infusa de asa, num jarro Empedrar enfeites de malmequer.   Traçar sonhos na cortiça Bordar varandas e janelas Mãos que agarram na rabiça Esculpem santos de capelas.   Em trança, cabelos sedosos Sentem escorrer neles, calosos Grosseiros dedos de trabalhar.   Afagar um rosto de criança Sorrir-lhe, ganhar confiança Num beijo de amor e de amar.     Escrito em 1988 Publicado em: Boletim Cultural (...)
05.Dez.14

Riscos... e Rabiscos

Francisco Carita Mata
 Riscos … E rabiscos   Caem estrelas, das mãos duma criança Flores semeia numa folha d’esperança Com o lápis assenta o bico duro… Brotam rabiscos desenhados no futuro.   Arado lavra a folha de papel… Um mar suave pintado sem pincel.   Emergem riscos projetados nesse mar Neles, p’rá criança, golfinhos a nadar.   Mais além… Rabisca outros traços Talvez nós, talvez laços Enleados em baraços.   Mas não! Não há qualquer confusão! Ladrando, aqui, está um cão.   A (...)
01.Dez.14

As Árvores Morrem de Pé?!

Francisco Carita Mata
Porque se abatem as árvores, à beira das estradas? Perguntou, inocente (ou atrevida?) a criança.   Porque impedem o alargamento das estradas. Respondeu, categórico, o Presidente da Junta. Porque os automobilistas nelas esbarram, esmagando os seus automóveis e as suas carolas nos troncos obtusos das árvores, que estacionam nos dois sentidos, não respeitando as regras de trânsito. Sentenciou, sabedor, o Autarca Diligente.   Então… e a sombra? E o oxigénio?   E para que serve (...)
11.Nov.14

O Castanheiro que sonhava ser Árvore de Natal!

Francisco Carita Mata
Em primeiro lugar, quero apresentar-me: o meu nome vulgar é Castanheiro. Dispenso a designação latina e o nome botânico, bem com a origem familiar.Desde que me lembro, morava ainda no viveiro onde nasci, perto de Coimbra, que guardo um sonho secreto, que não confessava a ninguém, mas agora já posso revelar: o de um dia vir a ser uma (...)