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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

“Fortitude” - Série Britânica - Episódio VII - RTP2

 

“Fortitude” - Episódio VII

3ª Feira – 29/09/2015

RTP2

 

Foto in Sky Atlantic 2015.jpg

 

Esclarecido um crime, outro que acontece!

E a Loucura continua…

 

Será que é preciso ser-se tão explícito, na visualização de crimes tão macabros e simultaneamente tão caseiros e domésticos?

Shirley a esventrar a mãe, a médica Margaret, com um garfo, como se estivesse a picar uma empada com sumo te tomate.

O que vale é o comando. E zapping para “Futebol Magazine – Liga dos Campeões.”

Shirley andava doente, sintomas que se agravaram, nem comer podia, que o namorado até lhe arranjara uma sonda e um funil, para lhe meter a comida para o estomago. Vai daí, em vez de comer, ela lança-se de garfo, a picar e esventrar a barriga da própria mãe! Só para quem conseguiu ver, que eu não!

Deixemo-nos deste novo crime, que, no próximo episódio, vai ser um alvoroço em Fortitude.

 

Topónimo bem escolhido para essa povoação situada num rochedo alcandorado no Ártico, para lá do Círculo Polar.

A palavra deriva do latim e tem a mesma grafia em francês e inglês. Significa qualidade de ser forte, energia, força. Qualidades que realmente é preciso ter, para viver em tal povoação, mais agora sob o efeito de novo crime.

 

Antes da ocorrência deste novo crime e já deslindado o do cientista, tão macabro quanto o da médica, Morton centrava-se no deslindar da morte de Billy.

 

Também com esse fito, o guionista iniciou o episódio com imagens da festa de Natal transata, no hotel de Elena, em que Billy conheceu o russo, Yuri Lubinov, e estiveram a beber. A intervenção de Eric que o mandou embora, e posteriormente brigou com Billy, tendo este perdido um célebre documento, que o russo, que não teria abalado com os companheiros, viria a apanhar. E houve sangue na refrega de Eric e Billy!

 

Foi com este russo que Morton foi deslindar situações sobre o assassinato de Billy, na mesma cidade russa onde Ronnie se encontrava com a filha, que por pouco não se cruzaram, quis o Destino que assim não fosse.

Desse encontro Morton trouxe uma caixa de fósforos, com uma bala que o russo achou no local onde Billy foi morto e que diz pertencer ao rifle de Eric. Que o detetive iria averiguar mais tarde, nos cacifos da polícia, mas não nos deu conhecimento das conclusões.

 

Em contrapartida, Ronnie também levou, mas para um barco que supostamente o levaria e a filha para o Continente, levou toda a sua tralha e mais as presas do mamute, que afinal ele disse serem duas e eu que pensara que ele deixara pelo menos uma para Jason. Levou, mas  teve que trazer de novo os seus apetrechos, pouca coisa, que ele anda fugido, mas deixando ficar o marfim, que o mestre da embarcação assim lhe ordenou com o rifle apontado. Que estando os dentes do mamute já no barco, era a carga que precisava, não transportava passageiros e Ronnie e Carrie tiveram que sair e ficar especados no cais, acenando adeus à carga ilegal, mas preciosa.

Sensata a filha: Pai, vamos voltar para casa!

E este pai também já com sinais da loucura que avassala o povoado. Ao ponto de ter impedido a criança de telefonar para a polícia de Fortitude, tendo, todavia, Carrie ainda conseguido falar com Ingrid, que se mostrou preocupada por não saberem nada deles.

Será que, finalmente, vão retomar as buscas daqueles desesperados da sorte?! Ou irão ficar novamente assombrados pelo novo crime? Ou será que o pai, restando-lhe algum bom senso, resolverá voltar a casa? Aguardemos, que me preocupa a criança a definhar e arriscar-se, devido a um pai que, de tanto amor e com medo a perdê-la, arrisca-se a perderem-se ambos. Que ele já está perdido!

 

Li na internet, num site espanhol, que anda um parasita em Fortitude, denominado “Ichneumon wasp”, que provoca a morte de vários dos personagens. Não sei. Estou a vender pelo preço que comprei. De graça! Mas isto não é nenhuma graça, que não é para rir este enredo.

Mas noto que esta série não tem, e duvido que venha a ter, o impacto e interesse de “Hospital Real”. As visualizações dos posts estão bastante aquém das correspondentes à série galega. Que ainda, e apesar de já concluída, continua a ser procurada informação na net sobre ela. Observo isso diariamente nas estatísticas.

E, esta informação é também para quem eventual e hipoteticamente nos leia da RTP2. Que deveria ser, não sei se será, um cuidado de quem superintenda estas “coisas”, marketings e afins, audiências e quejandos, na mencionada estação televisiva. Consultarem os blogues, que fazem o serviço de graça.

 

E voltando ao enredo do episódio e aos sinais de loucura…

Henry, fotógrafo, sujeita-se, insistência sua, que o designado xamã; embalsamador de animais, no auto conceito do próprio, lhe tire um litro de sangue para uma macumba qualquer.

Paralelamente revela um negativo de foto tirada e, estranho achado e macabra descoberta, revela um braço de ser humano preso a uma rede de vedação, como se fora o que restou de um corpo, aparentemente aí crucificado, se não sacrificado! E que corpo terá sido esse, de que restou apenas um braço, tão estranhamente aí colocado?!

Henry também é confrontado por Dan pelo facto de ter telefonado para Londres a dar conhecimento que Billy fora assassinado e daí passarem a ter a desagradável presença de Morton a cheiretear tudo e todos, o que não agrada a ninguém.

E porque torna e porque deixa, lá se volta novamente ao célebre e dito documento de Billy, de um suposto enigma que ele descobrira, um tesouro talvez…

E Henry insiste em atribuir o crime a Eric, que ele tem uma fixação neste policial, talvez por ser marido de Hildur, a governadora.

 

Governadora, assoberbada no trabalho da comunidade, que esquece o marido, Eric, que infeliz, isso lhe disse Trish, ao despedir-se, porque se vai embora, pois que aí ficaria a fazer se o marido cientista também já se foi?! E ao despedir-se, Hildur que a tinha como amiga, dirá ela mais tarde, lhe confessou ter apagado a mensagem do cientista, sobre a terrível descoberta que ele teria feito. Mensagem que continha informação que inviabilizaria o projetado hotel abrigo, que a governadora tanto anseia, como forma de revitalizar a economia de Fortitude, agora que a mina vai ser selada.

E Trish também lhe fez confissão, em jeito de arremesso à cara, de que comia o marido dela, Eric, desde a festa do solstício. E que Charlie, o marido cientista, tinha conhecimento, só Hildur, a governadora, não sabia! E esta, se não soubesse, ficou a saber, apanhada, de  surpresa (?), por tamanha revelação.

E esta revelação ou descoberta, pelo menos no desenrolar do enredo e para a governadora, que nós já sabíamos e alguma comunidade também, que os mexericos correm velozes, abalou-lhe o ânimo e a vontade própria. Pelo receio de ter sido exposta ao ridículo, que estas questões de amores traídos mexem sempre com qualquer ser humano, mais ainda com quem tem uma imagem de poder, força, fortitude, a defender. A Governadora de Fortitude ter sido traída pelo marido, que é um pau mandado nas mãos dela!

E a alegria e sensação de força e poder, que manifestara quando chegou a broca gigante, que irá perfurar o gelo do glaciar para aí instalar o celebérrimo hotel abrigo, essa imagem de mulher poderosa que cumprimenta e parabeniza os homens que a trouxeram, essa mensagem de força esvaiu-se. Traduziu-se na fraqueza e fragilidade de mulher traída.

Ao ponto de confidenciando-se com Dan, este se ter oferecido para a substituir na festa de despedida dos mineiros.

 

Festa de arromba e muito álcool, sugestões de amores e sexo também, que nesta série é presente e apresentado e sempre nomeado sem pudores, pelo vernáculo.

Festa que também deu em porrada, que Frank, após visita ao filho hospitalizado e ter sabido que Elena, a amante, também aí estivera, assunto de que já falámos, ficou possesso.

Dirigiu-se à rapariga, a meio da festa, em despique, pronto a dar-lhe porrada, ali diante de todos, não fora a rápida e eficaz intervenção de Dan, que apanhou em vez dela, mas não respondeu, que já dera por demais em Sutter e agora era a sua vez de apanhar.

“Vai para casa, para junto de tua mulher.” Lhe disse aquele. E Frank foi.

Elena também saiu e Dan atrás dela foi, e com ela falou, mal a olhando nos olhos, que ele não a fita de frente.

Mas lhe disse, que ela lhe perguntou, que ele não matara Billy!

Algo que nós sabemos desde o 1º episódio, mas que muito ainda intriga a comunidade, atribuindo muitos dos males acontecidos, a Dan, a mando da governadora.

Dan que até fez um excelente discurso de despedida dos mineiros, em vez da governadora, que a meio da festa, mas resguardada no seu carro, chamou, via SMS, o marido Eric, ostracizado na festa, numa mesa de canto.

Lhe disse ir ao Continente e não querer vê-lo antes de partir, após lhe ter dito, magoada, que ele comera uma das suas melhores amigas…

 

E ficamos por aqui, que se faz tarde?!

 

Ainda voltamos a Shirley, com que começamos esta narração enviesada, mas agora na narrativa do guionista da série, no início do episódio, quando ela ainda não se transformara no monstro assassino em que se transformou no final, mas que relatei no início.

 

Quando o professor, Markus, todo contente, assobiando, a sua casa se dirige, dirigindo-se-lhe.

“ Olá, minha flor! Ainda não conseguiste comer nada?! … Trago-te uma guloseima especial. Leite condensado. Saboroso e muito nutritivo… És uma florzinha linda e ainda vais ficar mais linda!”

 

E como é que uma florzinha assim linda se pode transformar no monstro do início desta narração?!

 

Efeito de  “Ichneumon wasp”?!

 

“Fortitude” - Série Britânica - Episódio VI

“Fortitude” - Episódio VI

2ª Feira – 28/09/2015

Série RTP2

 

Fortitude thetimes.co.uk.jpg

 

Esclarecido um crime que a Loucura induziu!

 

E vamos ao episódio de ontem!

De que só posso dizer que foi chocante! Porque saber-se que o assassino do cientista, Charlie Stoddart, fora Liam, uma criança de dez anos, deixará qualquer pessoa sem palavras. Os investigadores envolvidos assim ficaram. Morton, Hildur, Dan, Margaret, outra policial (?) investigadora que descobriu o pedaço de unha, mas que não sei nem nome nem função exata, ficaram assombrados, mudos de silêncio, especados de espanto. Os elementos da comunidade de Fortitude, nem acreditar queriam. Henry recusa-se mesmo a acreditar!

No episódio revelaram o enquadramento em que iria surgir o crime.

O pai de Liam, Frank, saiu em busca de Elena, que já o esperava junto da tal casa abandonada.

A mãe, Jules, também já saíra, meio perdida na neve, na busca de não sei o quê.

Viu-se sair o garoto pela janela, tronco nu, descalço, calcando a neve, aparentemente sem rumo, naquela imensidão gelada.

O cientista, Charles, em casa, após uma snifadela, rumou à cozinha e TV. Ouviu falar na rua e pela janela viu Liam naquele preparo. Recolheu-o, deu-lhe um agasalho, conversou e, quando deu por si, estava esbugalhado no chão, depois de valente martelada na cabeça, com a tábua de aparar a carne. Que Liam, sem mais nem porquê, lhe arremessara, com quanta força teria.

E do que se passou a seguir não nos mostraram, apenas o carinho do miúdo para com o cãozinho, Leo. Que seria demasiado chocante e cruel, mostrar a crueldade no ato de cortar um homem, derramando cortes a torto-e-direito, uns mais leves, outros mais profundos, e nem verbalizo o que o miúdo fez, que ele o diria mais tarde e a partir do que por ele feito, lá ficou um pedacinho de unha, que a investigadora descobriria e permitiu chegar ao culpado. Que tudo isto feito e assim acontecido, crimes desta natureza ou piores, na célebre série “Crime e Castigo” apareceram. Só que perpetrados por adultos. Mas aqui, em Fortitude, cidade tão pacífica, foi uma criança!

E também vimos quando o pai, Frank, chegou a casa, vindo de Elena e após falar com o professor, Markus, que elogiou Liam, chegar a casa e o filho todo cheio de sangue e lhe deu banho, na busca duma ferida que tanto sangue causara, mas nada descobriu!

Todas estas cenas aconteceram no dia do assassinato e não foram mostradas para que nós ficássemos em suspense durante os episódios anteriores e, só agora no sexto, elas nos são desvendadas. Para isso servem os seriados. Manter-nos em suspense!

E, após tudo descoberto e esclarecido neste episódio seis, e os pais sabedores de toda a verdade, Frank e Jules ficaram destroçados, ela pifa de álcool, que Henry lhe dera, que mais uma vez a encontrara perdida, desprotegida, parada em nenhures no meio da neve.

Também Elena se dirigiu ao hospital onde está a criança, cheia de remorso, foi à incubadora, ou sei lá o que é, também designaria de esquife, que Liam estando vivo, mas é como se morto estivesse e a ele se dirigiu, falando. Que ele não a conhecia, que ela fora a culpada, que atirara uma pedrinha à janela do pai e o chamara, e ele viera e com ela estivera. Não disse ela isto tudo, mas pensou e era como se estivesse a confessar-se, a um santo no seu esquife, ela que veio das Espanhas para este fim de mundo, lembrando talvez o patriarca de Santiago, de Compostela, de onde há pouco ainda viemos, da série de memorável lembrança, que no “Hospital Real” se desenrolava.

Mas deixando a saudosa “Hospital Real”, concluída, mas tão mal terminada, que tudo ficou por findar.

Volto a “Fortitude”, esclarecido o crime do cientista, Morton volta-se para o crime porque veio àquela paragem tão remota. O de Billy Pettigrew.

E voltou à conversa com Dan, de novo frente a uma garrafa de uísque, numa mesa do comensal de Elena. E pediu uma comida esquisita, “lutefisk” que não conseguiu comer e beberam ambos e Dan lhe confessou a cena da morte de Billy, que nós vimos no 1º episódio, afirmando-se ele como atirador, mas que sabemos ter sido Henry, que Dan defende que é seu amigo. Morton rematou que não acredita numa só palavra do que Dan dissera.

E dos outros personagens preocupa-nos a loucura de Ronnie, auto excluído numa cabana isolada, perdida mais ainda na perdição daquele fim de mundo. E a filha, pobres crianças tão desamparadas, querendo regressar a casa, ir para a escola, ver o Liam, querendo a mamã, que só tem dez anos! E o pai que chora, agarrado a ela… Desenrasca o pai com a moto, que estas crianças são muito adultas e telefona desesperada para a povoação, a pedir ajuda, interrompida por Ronnie, pai louco, com medo de a perder, perdendo-se.

E quem deveria procurá-los, perdidos nas suas perdições… Só o guionista nos lembra, mais uma vez, que os não esqueceu. Conseguirá salvá-los?! Pelo menos Carrie, a criança!

Jason, mais uma vez, volta ao local do crime e constata a falta de um dente do “monstro” e amaldiçoa Ronnie. Monstro que se desfaz, descongelando, água escorrendo para o esgoto. Água de há milhares de anos! Quantos organismos desconhecidos não trará?!

E o professor, Markus, continua a mimar a sua namorada, Shirley, que trabalha no mini mercado da cidade, com “caldo de galinha com massinhas de ervas”, odalisca na cama, vestida e calçada de meias, que em ambiente tão gelado e hostil, nem uma maja se pode mostrar despida, estendida no leito.

Cada um tem a sua loucura e, ali, naquele ambiente tão agreste e peculiar, todos sofrem, em maior ou menor quantidade, desse mal de elevadas latitudes.

E Henry, louco à sua maneira, desesperado em fim de vida, culpabilizando-se da morte de Billy, também tem as suas ideias de salvação e os seus preferidos no enredo. E, entre estes, destaca-se Liam e a sua família e, por isso, procura Tavi, inuit (?), embalsamador de animais, mas que ele acha ser xamã, para este criar uma proteção para a criança e a família, que estão completamente desprotegidos de Sorte.

E Morton continua na sua investigação da morte de Billy e, por isso, vai falar com Max, o outro negro do enredo, e o questiona sobre o célebre documento e o ameaça, para que ele lhe diga quem é o seu sócio, que já sabemos ser russo. Este lhe revela ser Yuri Lubinov, chefe da secção mineira de uma cidade russa.

Como sabemos à volta do Ártico, para além da Noruega, a Rússia circunda esse oceano tanto na sua parte europeia, como asiática. Outros países também circundantes são Canadá e E.U.A., Alasca, na parte americana; para além da Gronelândia e Islândia, na Europa.

E com Morton ficamos. Que nos palpita que no russo também haverá algum novelo por desfiar do enredo.

Ah, lembramos que Morton, hospedado no quarto onde ficara Billy, aí descobre alterações na alcatifa e no soalho, sobre o que interroga Elena, a hoteleira, que sempre se atrapalha e cora, quando inquirida sobre o minerador morto.

E vamos concluir a narração, sempre parcial e parcelar da narrativa.

 

 

 

“Fortitude” Série Britânica RTP2 - Episódio III

Série Britânica

Episódio III

4ª Feira – 23/09/2015

RTP2

 

E neste dia em que começou o Outono…

Aqui em Portugal. Porque em Fortitude, no arquipélago de Svalbaard, na Noruega, para lá do Círculo Polar Ártico, será sempre Inverno…

 

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E, neste terceiro episódio, já entrou em ação o detetive Morton, em nome da viúva e ao serviço do Governo Britânico, para investigar a morte de Billy Pettigrew.  E, agora, também a do cientista Charlie Stoddard, assassinado, não sei se no final do 1º episódio se já no segundo, tempos narrativos que não visualizei.

Investiga em todas os contextos, não sendo especialmente bem recebido nos setores mais ligados à polícia, havendo mesmo animosidade da parte de Dan, comandante do posto de polícia, o xerife, e do coadjutor Eric, igualmente marido de Hildur, a governadora.

Apesar de todos os atritos entre Morton e Dan, animosidade e desconfiança da parte deste, mais por despeito, terminaram o episódio a beber um copo e a falar de uma bebida cavalgante das que fazem trepar um homem e uma mulher se a beberem jutos; no bar de Elena, a espanhola, que trepava no andar de cima com Frank, marido de Jules e pai de Liam, que estava doente, agora numa incubadora, talvez por ser doença contagiosa. (!)

 

Pelas razões já apontadas, ignoro partes do enredo, há tramas que não lhes apanho propriamente a ponta, mas irei tentando dar algum sentido aos novelos que for desfiando… Que podemos constatar estão todos centrados na morte do minerador, Billy, e mais recentemente também na do cientista, Charlie, situações inovadoras e inusitadas na pequena comunidade onde a polícia se queixava que não tinha nada para fazer. Agora, a tentativa de descoberta dos causadores destes crimes torna-se o fulcro da narrativa.

E é para isso que o nosso detetive Morton está na povoação.

 

Morton vai interrogando os vários membros da comunidade, hipoteticamente passíveis de terem algum relacionamento com os crimes. Entra em todos os ambientes e fala com todos por igual, sem se deixar propriamente envolver, antes mantendo uma certa distanciação técnica e científica.

 

Vincent estava preso, supostamente suspeito do assassinato de Charlie, talvez por ter sido a última pessoa a ser vista no respetivo apartamento. Entretanto pelas investigações que foram fazendo a polícia liberta-o no final.

 

Jason, o mineiro que no primeiro episódio tentou vender o mamute ao cientista e que este recusou, por ser contrário à lei, … está desaparecido. Depois de muito procurado, até por satélite, acabaria por ser localizado numa cabana isolada, aonde se aconchegara com Natalie, a cientista, que o tempo está muitíssimo frio, trinta graus negativos. 

 

O outro mineiro, Ronnie, pai de Carrie, e que acompanhou Jason na tentativa de venda do achado, com medo que fosse associado ao assassinato do cientista, em que ele julgava Jason estar envolvido, resolveu agarrar na filha e fugir num barco para o continente norueguês.

 

Paralelamente, Hildur também faz as suas investigações.

Em casa de Henry, doente terminal, sabe que ele viu Charlie na manhã do assassinato e também acaba por saber que este não iria deixá-la fazer o pretendido hotel no glaciar.

Cabe aqui um parêntesis para explicar que a grande promotora do propalado hotel era a governadora, no sentido de dinamizar o mercado de trabalho na ilha, agora que a mina iria findar. Para instalar o hotel-abrigo precisava do parecer favorável do cientista, que tinha que elaborar um relatório técnico científico.

Outro aspeto inerente a esse parecer respeitava a algo que Charlie teria descoberto, algo desconhecido, mas precioso.

Henry também não sabia, questionava o tão grande empenho da governadora no hotel e quanto esta nele já teria investido.

Hildur interrogava se seria velho lixo tóxico, o que o cientista descobrira…

 

Hildur também falou com Trish, a esposa de Charlie, cientista assassinado, e também soube que este lhe dissera, julgo que via telemóvel, que haveria qualquer coisa terrível vinda do gelo.

A governadora também se disponibilizou para ajudar a viúva, que esse era também o seu papel de manda-chuva na ilha, que nem sei se, com aquele clima, alguma vez chove se não é apenas neve que cai do céu.

 

Morton, detetive, também foi interrogando todos, como já referi.

 

Iniciou com um casal, Markus e Shirley, sua namorada. O primeiro é professor de várias disciplinas até 7º ano e Shirley, além de o namorar, não sei o que faz. Aparentemente parecem não ter nada a ver com os assassinatos, mas o professor lembrou uma das máximas de Fortitude. Ninguém pode aí morrer ou ser enterrado, que os corpos não se decompõem. A ilha é uma casa de tesouros forenses.

 

E, neste ponto, voltamos à conversa de Hildur e Henry. A governadora, toda poderosa, informou-o que já assinara a ordem de exílio. Ele teria de ir para o continente, que as doenças não morrem no solo. 

 

E a conversa entre Morton e Trish, a mulher do cientista, também incide sobre o que este teria descoberto e sobre o relatório de impacto ambiental. Ela o informou que recebera uma mensagem do marido, falando-lhe em algo de especial, mas que também desconhecia.

E não sei como, mas Morton descobriu que Eric andava a comer Trish. Desse modo pode chantagear o marido da governadora para visualizar, pelo circuito interno de TV, o interrogatório a que Jason estava a ser sujeito noutra sala do departamento da polícia. Interrogatório dirigido pela governadora, Hildur, e pelo chefe do departamento da polícia, Dan, o xerife.

Que Jason era um dos principais suspeitos do assassinato de Charlie.

 

Eric, Trish e Hildur constituíam um triângulo amoroso, sendo que a governadora supostamente desconheceria, sempre envolvida com os problemas da ilha.

E este terceto acabou jantando em casa do casal, Hildur a fazer de dona de casa e pau-de-cabeleira, neste negócio a três, ela preocupada com o refogado e os amantes a refogarem-se por estarem juntos.

 

Hildur também foi organizando as suas próprias investigações, como governadora superentendia na polícia e ela também era uma mulher de armas e ação. Não era de ficar quieta!

Entregou a Natalie, a cientista, o dente de mamute que obtivera de Jason. Para que ela estudasse, para que se soubesse se seria de facto desse animal extinto e se algum exemplar desse antigo parente do elefante estaria em território da ilha. Que, se isso fosse um facto, ela teria que lidar com essa nova realidade.

E se hipoteticamente esse poderia ter sido o móbil do crime. Assassinato, de que Jason era suspeito, mas que Natalie inocentou, afirmando que estava com ele. Se estava ou não, não sabemos, que é ela que o diz e, como se diz, o amor é cego.

 

Natalie também recebeu a visita de Morton, detetive ao serviço de Sua Majestade britânica e também da viúva, no caso do minerador Billy. Estando ela de volta do dente, não pôde o detetive deixar de colocar também a hipótese de ser tal achado a motivação criminosa, ouvindo a cientista, em replay, o mesmo pedido de exclusividade de conhecimento das conclusões, agora por parte do enviado de Sua Majestade!

 

E, anteriormente, também Morton visitara a família de Jason e interrogara a esposa.

 

Também Elena, no seu hotel, recebera o detetive anglo-saxónico, que também aí fora o último poiso do minerador Billy, antes de ter morrido de bala que por engano se desviara, que fora pensada e destinada ao urso que o esganava. Questionada sobre de que fugia, que uma fogosa mulher vinda das Espanhas, terras calientes de sol, praias e mar, para um fim de mundo gelado, sem sol nem calor, só podia estar fugida. Ela lhe respondeu sabiamente que, ali, todos andam fugidos de qualquer coisa. E Morton se quedou calado, que tamanha afirmação não tinha resposta e ele ainda tinha muitas perguntas para fazer…

 

E também já falara com Trish, a mulher do cientista assassinado, e lhe pedira a chave do gabinete do marido, para que pudesse ir revistá-lo e lhe pedira autorização para lá ir e pudesse fazer essa revista e que ela verbalizasse tal. O que ela verbalizara: “ Dou-lhe autorização para ir e revistar o gabinete do meu marido”. E assim ele foi.

 

E igualmente falara com Vincent, cientista recém-chegado à povoação, logo em maré de crimes, mas pouco falara, que não o deixaram porque ele era suspeito. Mas o suspeito, na cela onde estava, com o detetive falou, por telemóvel, que isto agora é assim e lhe disse, que embora preso, não matara o professor. Fora dos primeiros a chegar ao local do crime, que não o primeiro, que Dan, o xerife, já lá estaria dentro e a polícia chegou de repente.

 

Morton também iria visitar Henry Tyson, na sua própria casa, que agora era muito frequentada, mas estando este a dormir de ressaca, aquele o informou que voltaria mais tarde, quando ele estivesse sóbrio.

 

E Morton também participou de uma reconstituição do crime que estava a ser efetuada, no próprio local, por uma das policiais, de que não sei o nome, não sei se seria Ingrid. Esta não queria que ele participasse, mas não teve outro remédio se não autorizar, que o detetive se foi equipando ao modo de investigação, com modos e trajos apropriados e na reconstituição participou, formulou hipóteses e conjeturas. Esperemos que conclusivas e que essa colaboração continue e se torne frutuosa.

 

E terminamos como iniciámos, com Dan, o xerife e Morton, o inspetor, a tomarem um copo, no hotel de Elena, a espanhola, e a trocarem confidências de bar, em simultâneo estudando-se mutuamente.

Que talvez, daí, também resulte colaboração!

 

 

 

Série RTP2 – “Hospital Real”

 Episódio 3

Portal Hospital. in wikipédia.jpg

 

E o enredo vai-se desenrolando, desvendando…

 

Realmente o assassino é Duarte, o jovem (?) mudo que circula pelo Hospital e faz favores à enfermeira-chefe, prestando-se aos trabalhos sujos e criminosos. Ainda não consegui perceber bem qual é a sua função no contexto da Instituição!

 

O mandante é, de facto, o fidalgo falido, Dom Leopoldo Castro, homem sem escrúpulos, que não olha a meios para atingir os seus fins.

Já encomendou outra morte… A de Dona Irene, a fornecedora de víveres para o Hospital.

 

Por sua vez ele também “trabalha” a mando de outros: o Alcaide e demais poderosos da cidade compostelana.

O móbil dos crimes também já está explícito. Tomarem conta do fornecimento dos víveres para o Hospital Real!

Para isso há que afastar todos os obstáculos à concretização de tal fim.

O Hospital, devido ao Real Patronato e às rendas que possuía e aos serviços que prestava, seria, à época, um grande consumidor de bens essenciais e um excelente pagador. Pelo que havia interessados em serem seus fornecedores, pois essa atividade seria altamente lucrativa!

O "encosto ao Estado". tal como agora. Interessses privados a "mamarem" do Estado!

 

A enfermeira-chefe continua com a sua “agência de adoção”, recolhendo os expostos, comprando-os até e entregando-os a quem lhe pagasse. Isto é, vendendo-os.

Sempre chantageando. “O meu silêncio tem um preço!”

 

www.rtp.pt.jpg

 

Termino com uma frase dita por Doutor Devesa, cirurgião-mor do Hospital, que já fora médico do Rei Dom Carlos IV, para o seu assistente e novel médico, Dom Daniel, o herói do romance que perpassa na narrativa:

“As normas ainda que pareçam injustas, têm o seu sentido!”

Esta frase foi proferida na sequência de o jovem médico, puerilmente, ter admitido a entrada de uma mulher, contrariamente a todas as instruções e ordens estabelecidas no Hospital e que, posteriormente, se verificou ser portadora de varíola, o que, à data, era sentença de morte e risco de contágio para todos os outros utentes da Instituição.

 

E o herói e a mocinha continuam namoriscando…

…   ...   ...

 

 Ver também, se quiser ter essa amabilidade, claro!     2º Episódio

“Hospital Real” – 2º Episódio

Nova Série Europeia na RTP2 

Hostal dos Reis Católicos. Santiago. in wikipedia

 

E desenrolou-se, ontem, 3ª feira, 1 de Setembro, o segundo episódio da supra citada nova série. Presumo que seja uma mini série, dado o tempo de duração de cada um dos episódios e a continuidade na narrativa, de modo a estruturar uma conclusão ao fim de alguns episódios.

Valeu a pena ter visto! A temática está a ser apelativa.

E quando aparece um crime para desvendar, no decurso do enredo, mais interessante se torna. Tornamo-nos um pouco “poirots”, pretensiosos, é certo!

Mas gosto da intriga que se processa, da incerteza, do jogo de probabilidades e conjeturas sobre as hipotéticas análises e descobertas.

 

Se são dois crimes, então!... Dose dupla de emoção policial!

Já se formou uma equipa de investigação, que se auto nomeou. O cirurgião-mor, Doutor Devesa e o herói, Dom Daniel, médico recentemente admitido no  Hospital Real e a mocinha, a aprendiz de enfermeira, Olalla! Segredo absoluto, que no Hospital as paredes têm ouvidos.

Se têm!...

 

Para já, descobriram, graças à perspicácia do cirurgião-mor, que houve crime e não apenas um, mas dois.

E que estão interrelacionados. O modus operandi nas mortes, do fornecedor de víveres do Hospital e do capelão-mor, foi idêntico.

Logo, é o mesmo criminoso. Quem?

Na sequência da morte do Padre Damião, o criminoso tirou a máscara e pareceu uma cara conhecida. Seria?! Ou enganei-me? Julguei ser o rapaz mudo que circula silencioso pelas galerias do edifício, que é pau mandado da enfermeira-chefe, Úrsula, de nome. Seria, ou vi mal? Seria o Duarte?!

 

A equipa de investigação não sabe … Pssst! O segredo é a alma do negócio.

Sim, porque tudo parece indicar que há negócios por trás. O Dinheiro, sempre o Dinheiro!

Também já deduziram, isso sim, que os crimes, porque disso se trata, têm algo em comum: o Hospital Real!

Dedução também do nosso cirurgião-mor. O verdadeiro Hercule Poirot!

Interessante a sua figura física, a sua personalidade, as suas ideias, num mundo obscurantista, ainda dominado pela Inquisição. Personagem com que facilmente se simpatiza, pela sua lucidez e modo de atuação, face às barreiras que tolhem a sua ação no exercício da prática médica, num ambiente tão castrador.

Goya, in Los Caprichos, retratou muito bem essa Espanha de finais do século XVIII!

Capricho 23 detalle1Goya wikipedia.jpg

 

E ficamos por aqui, não vou contar a história toda.

Visualizar a série proporciona momentos emocionantes. Que não quero que percais.

 

Mas não vou deixar de questionar.

E quem serão os mandantes?!

Porque, de facto, a forma como todo o enredo se desenrola aponta para mandantes.

 

O nobre falido, Castro, sempre à procura de esquemas de sobrevivência para ganhar dinheiro sem trabalhar?! À época, Antigo Regime, os nobres não trabalhavam.

Às mulheres, senhoras, mesmo que não fossem nobres, também estava vedado o exercício de determinadas atividades. Atividades comerciais, por ex., especialmente se fossem altamente lucrativas e houvesse outro interessado no negócio, para proveito próprio e de quem o favorecesse.

 

Ou a irmã Úrsula, o Dragão, enfermeira-chefe e eminência parda em toda aquela instituição, movendo-se prepotente por todo o seu espaço de ação, manipulando, exercendo com crueldade e despotismo a sua autoridade sobre os mais fracos e desvalidos; fazendo pretensos favores, especialmente a poderosos, cobrando e lembrando juros futuros. Invocando, em vão, o nome de Deus, a sua pertença a uma Irmandade e Igreja, atribuindo aos seus atos, mesmo que criminosos, uma orientação divina! Denunciando…  portando-se com falsa humildade perante os seus superiores.

 

Ou ambos: o “representante” da Nobreza e uma das “representantes” do Clero?!

E qual o papel da Inquisição em todo o processo?

 

Bem, para desvendarmos o enredo… basta segui-lo.

 

Patio de San Juan Hospital Real. in wikipedia.jpg

 

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