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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Celebração 25 Abril: Sem pimenta ideológica!

Tudo tão simples! Sem alardes! Sem alarmismos!

Foto Original. Papoilas garridas. Aldeia. jpg

Tem levantado alguma polémica o facto de, institucional e oficialmente, se pretender comemorar o 25 de Abril na Assembleia da República.

Não sei porque se levanta tanta poeira com assunto que se poderia resolver de forma relativamente simples.

 

É evidente que o 25 de Abril deve ser comemorado e celebrado.

Não, evidentemente, com manifestações, arruadas ou comícios ou qualquer outra atividade que envolva bastantes pessoas em conjunto.

 

O local de celebração deve ser, obviamente, a Assembleia da República, como sede do parlamentarismo, da Democracia institucionalizada que o 25 de Abril representa.

Mas também, óbvio, não devem estar muitas pessoas no hemiciclo.

Reduzir ao fundamental.

De forma simples, deverá estar o Senhor Presidente da Assembleia, um represente de cada um dos partidos, um, chega e basta e cada partido tem o dever de apresentar o respetivo representante.

Alguns convidados que julguem fundamentais, não me perguntem quais ou quem, que não percebo nada de “protocóis”, como diria uma dama do fado. Mas o mínimo dos mínimos!

O Senhor Presidente da República e o Senhor Primeiro Ministro não deveriam estar presencialmente, mas por vídeo – conferência. Para darem o exemplo, face ao momento que vivemos e também porque devido às funções únicas que exercem não os queremos doentes.

 

De modo que, face ao referido, provavelmente estariam umas vinte pessoas na Assembleia ou pouco mais, pois terá que haver sempre alguns funcionários.

Toda a gente colocada devidamente distanciada, de máscara, de luvas e mantendo distanciamento social estipulado, no inter relacionamento.

Discursos reduzidos, sintéticos, máximo dos máximos, cinco minutos, ou talvez até menos!

Ponte 25 Abril Foto original. 2015. jpg

 

Tudo tão simples, sem alardes, sem alarmismos…

 

Não é preciso pôr pimenta ideológica no assunto!

(Notas Finais:

E vamos às fotos: Como o/a Caro/a Leitor/a sabe, as minhas fotos nem sempre têm uma correlação imediatíssima com os textos. Por norma, são do meu acervo e nem sempre tenho logo, logo, disponível tudo o que preciso.

Papoilas! Tradicional são cravos. Mas, diga-me, SFF, as papoilas não são bem garridas e bonitas?! Não ficam atrás dos cravos. E são da minha Terra! Papoilas rubras!

A Ponte! O que nos faz falta são pontes a unirem-nos. E haverá melhor que a Ponte 25 de Abril?!

Tenho dito!)

Desfrute do 25 de Abril, SFF. E viva a Liberdade!

Saúde e Educação... e saudações!

Políticas e Politiquices!

 

Se houve setores sócio profissionais que, principalmente após a segunda grande guerra, contribuíram globalmente para a progressiva melhoria das condições de vida de povos, nações, países, estados, foram a Educação e a Saúde.

O acesso à educação, nas suas variadas formas e contextos e o acesso às condições básicas de saúde, nomeadamente nas suas vertentes preventivas, possibilitaram uma melhoria generalizada da vida de milhões de seres humanos, todavia havendo grandes discrepâncias entre diferentes países.

Em Portugal essas alterações positivas, iniciadas ainda no Estado Novo, tanto na Saúde (por ex. saúde preventiva através de vacinações básicas…), como na Educação (escolarização obrigatória…) trouxeram benefícios diretos e indiretos às populações.

Com a Democracia, as ações nestes dois campos foram alargadas e exponenciadas nas suas valências e funcionalidades.

(Obviamente, o desenvolvimento, nomeadamente económico, e outros fatores externos, possibilitaram melhorias nestes e noutros setores sociais.)

 

Atualmente, em Portugal, assiste-se a algum retrocesso nestes dois campos da sociedade.

Um certo desinvestimento, mais ainda uma certa desvalorização dos enquadramentos associados a estes dois campos sócio – profissionais, marcadamente dos respetivos atores fundamentais, diga-se, agentes profissionais. Esse desinvestimento e desvalorização resultaram numa perda de qualidade dos serviços prestados a nível público. A intromissão / concorrência cada vez mais acentuada do setor privado nestes campos, com especial realce na Saúde, tem levado a uma certa degradação dos serviços públicos, nomeadamente no SNS – Serviço Nacional de Saúde.

Importa, é urgente, retomar a valorização / investimento, não somente financeiro, nestes campos: Saúde e Educação. Tendo consciência que a valorização nestes setores terá repercussões em muitos dos outros, nomeadamente na qualidade de vida das populações.

 

Nestes, como noutros setores, surgem periodicamente reivindicações por melhores condições de vida. Legítimas e justas, inquestionavelmente!

 

Uma das últimas foi protagonizada por Forças de Segurança.

 

Algumas questões sobre essa ação reivindicativa, que poderão ser apenas trivialidades, mas que talvez não sejam.

Um gesto manual que pode ser associado / interpretado de forma bastante negativa.

O aproveitamento da situação por parte de um deputado de extrema - direita, com a sua proverbial demagogia e populismo.

O cantar o Hino, um dos Símbolos da nossa Nacionalidade, Identidade Patriótica, de costas voltadas para a Assembleia! Não podemos, nem devemos esquecer que o Parlamento é a sede da Democracia institucionalizada!

 

Ultimamente, por aí, por essa Europa, mais recentemente também em Portugal, surgem sub-repticiamente, alguns sinais inquietantes: “o ovo da serpente”!

Políticas e Politiquices!

Porque não concordo com as Praxes!

"PRAXES"??

 

Porque não concordo: 

 

- Não promovem a Democracia.

 

Democracia in. pt.slideshare.net.jpg

 

- Não assentam no princípio do primado da Defesa das Liberdades, Garantias e Direitos Individuais.

 

- Não se estruturam no “Respeito e Consideração” que devem prevalecer nas relações interpessoais, entre todos os Indivíduos, Seres Humanos, Homens e/ou Mulheres, Cidadãos, em pé de Igualdade.

- Ignoram o Respeito e Consideração que as Pessoas devem ter por si mesmas, caso dos “praxados”; e relativamente aos Outros, caso dos “praxantes”.

 

- Tudo isto, e tão somente isto, é por demais suficiente para que não concorde com as Praxes, pelo menos da forma e pelo modo como têm sido, maioritariamente, exercidas.

 

- Sou totalmente a favor da promoção de atividades de integração dos novos estudantes nos respetivos estabelecimentos de ensino, e Meio para onde vão estudar, conforme já aqui referi; envolvendo todos os Agentes Educativos e todas as Entidades abrangidas, a começar pelos mencionados Estabelecimentos de Ensino.

 

E fico-me por aqui, que ainda quero ver o jogo de Portugal.

E também não me esqueci que ainda falarei sobre o filme da “Festa do Cinema Italiano”.

 

Força Portugal!

25 de Abril de 2016 - 25 de Abril de 1974

Dia Vinte e Cinco de Abril!

 

Rosas Foto original DAPL 2015.jpg

 

Sendo, hoje, “Dia Vinte e Cinco de Abril”, não posso deixar de criar um Post comemorativo.

Não vou escrever muito texto, contrariamente ao que me é habitual.

Tomo a Liberdade de Vos remeter para o que escrevi há um ano atrás: “...Um Dia valendo mil!

E, antes de mais, reportar-me para o óbvio. Não ilustro o texto com o “tradicional cravo de Abril”. Opto por um ramo de rosas.

Rosas que agora despontam, anunciando a epopeia de Maio, em que os roseirais atingem todo o seu esplendor. E que seria de Abril se não houvera Maio?!

Falando de Abril, não posso deixar de lembrar Poesia.

E, para finalizar, gostaria de remeter também para o Discurso de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, no edifício simbolicamente portador da mensagem de Democracia: a Assembleia da República.

Relembrando a necessidade, a imperiosidade, de estabelecer o Diálogo, os Consensos entre os Partidos. Princípios já aqui várias vezes defendidos em posts, nomeadamente quando abordo sobre séries, que sendo, embora e em princípio, de ficção, espelham por demais as realidades que vivemos.

 

E, VIVA o 25 de ABRIL!

 

política, politiquices, “fait – divers”, aforismos

Cultura – Cidadania

Bofetadas e Outras Coisas Mais

 

Quando criei este blogue não foi para falar de política, muito menos de politiquices.

 

Nem de fait – divers.

(Note-se que, aqui, e neste caso, este termo francês, não é para ser lido com a locução original, mas para ler “à portuguesa”, como fazia um peculiar participante do primeiro “big – brother", quem ainda se lembra disso?! Aquele que foi ganho pelo célebre Zé Maria. O concorrente acho que se chamava Marco.)

Sim! Porque este episódio, que tem enchido os Media, em todos os suportes e contextos, não passa precisamente de um excerto de um “bigue brader”, de um qualquer “reality-show”, em que se tornou a política em Portugal.

 

E vai lá a gente resistir a comentar também?! E não é para isso que existem a Liberdade de Expressão e estes novos suportes mediáticos, que democratizam o acesso à Informação?!

 

Pois então, aí vamos nós!

“Areia para os olhos”, para “divertir o pagode”! Assim poderia designar este acontecimento. E aqui entramos no domínio dos aforismos.

E, ainda neste campo, poderia parafrasear o célebre dito de que “com amigos destes...”, sentenciando que: “Um governo com ministros assim não precisa de oposição.”

 

Que este governo vai estar permanentemente escrutinado e debaixo de fogo, que não me interesso especialmente por este ou por outro, mas, como já referi, o que é preciso é termos Estabilidade e uma Governação que traga Dignidade, especialmente aos que dela foram espoliados em anteriores governações. E esta governação teve a peculiaridade de constitucionalmente suportar uma maioria, que os “Senhores Bem Pensantes da Alta Cultura Nacional” tanto anatematizaram ao longo de quarenta anos de Democracia!

E os “Senhores Fazedores de Opinião”, colocados estrategicamente nos media, vão sistematicamente bombardear a governação, aproveitando os lados mais fracos. E, digamos que descobriram um alvo ideal para o efeito, que até se põe a jeito!

E, não têm esse Direito? Claro que sim, têm!

E o ministro não tem Direito de resposta?

Claro que tem. Mas, enquanto Ministro, a resposta deveria ser dada de outro modo, até noutro contexto, ou fazer como diz o rifão: “Mulher séria não tem ouvidos!”

Ou parafraseando Ghandi, “Que as obras falem mais que as nossas palavras!” (Não será exatamente assim, que cito de memória e em tradução livre.)

 

E, continuando ainda no contexto de adágios, poderia dizer que: “Tantas vezes vai o cântaro à fonte, que lá deixa a asa.”

E isto a propósito do cargo e de quem o ocupa. Que entre partir-se o cântaro ou ficar apenas desasado...

E, por enquanto, segundo também os media veiculam, apenas houve “advertência”, nem sequer “cartão amarelo” e, aqui entramos noutro enquadramento também tão querido neste país de “big-brother”, o universo futebolístico, outro campo que é tão utilizado como venda para os olhos do “zé povinho”.

 

E que falta nos fazia um Bordalo! E um Eça!

 

Grabado de Francisco de Goya se quebro el cantaro.

 

E, para ilustrar, escolhi da net, uma imagem de uma célebre pintura de um Génio dessa Arte: Goya. Da série “Los Caprichos: Se quebró el cantaro”. Remeto para o link.

E isto tudo, porque se trata de Cultura. E Cidadania!

(Que face à notícia cujo link registo no final, ainda torna a imagem mais sugestiva. Pois acho que o castigo foi demasiado. Acho que é um sinal de que o cântaro é de barro. Lá se vai a Estabilidade. Haverá já muita gente a "cantar de galo! De novo, aforismos!)

 

*******

 

E Outras Coisas Mais?!

Também sobre outra notícia muito menos destacada: Aqui!

As nomeações que um Outro Senhor Ministro fez para o “seu” Ministério.

Certamente por uma questão de segurança. E de apoio social, a tantos desvalidos da Sorte!

 

Que, isto das nomeações, o que é preciso é ter a Cor Adequada: amarelo, grená, anil... (...)

E tornando às máximas. Para quando “Cor de burra a fugir”?

 

E quem vai já fugir deste post, sou eu.

 

Não, sem antes sentenciar, ainda:

- Que os Senhores Detentores do Poder Político deste País, desta Nação, deste Estado, que se chama Portugal, tenham a Coragem de agir segundo a Lei, de que todos os Cargos Públicos estejam sujeitos a Concursos Públicos Nacionais! Que valha a Competência e não o Compadrio!

 

Já agora, gostaria de deixar uma Questão.

Qual o peso que terá ou não a distribuição de prebendas nestes azedumes entre Poderes?

O que acha, Senhora Leitora? Senhor Leitor?!

(Todos sabemos como as sinecuras são importantes. Muito! Mesmo nas Altas Culturas! Que até me lembram Kim e Gro da pretérita série “A Herança!)

 

Nota!

Acabei de escrever este post e, ao publicar, vejo esta notícia:AQUI!

 

Máxima Final:

Antes que se partisse o cântaro, quebrou-se a asa!

Mas não esqueça, cara Leitora e caro Leitor que, o cântaro já fica desasado. E as pedras a serem atiradas à bilha vão continuar, Para mais, agora...

Terá, este País, conserto?

 

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Política – Eleições – e Algumas Questões Pertinentes

Educação... E não só!

 

Escola pública in. pt.wikipedia.org.jpg

 

Pontos Prévios:

 

0 – Volto a interromper a divulgação dos Poemas da XIII Antologia do C.N.A.P., para expor alguns aspetos sobre outras temáticas.

Também penso ainda voltar às Séries. Que até me informaram que se iniciou “Guerra e Paz”!

 

1 - Já que me debrucei em dois posts sobre questões de política, numa perspetiva “tout court”, isto é, no sentido imediato do termo, não vou deixar de continuar a debruçar-me sobre alguns temas que me despertem mais a atenção, quando achar conveniente. A não ser que me desiluda completamente…

Friso e repito, que essa é uma forma de expressão da Liberdade, que a Democracia nos deu e que a Internet permite exercer num contexto alargado.

 

2 - Esta nova Governação, bem como a nova Legislatura, dada a sua novidade formal, trouxera-me algumas esperanças, quiçá ilusões, que alguma coisa mudasse em termos de conteúdo.

Mas o que tenho observado, nomeadamente na Educação, deixa-me algumas perplexidades.

 

3 - Será que algum dos candidatos a próximo Presidente da República conseguirá pôr cobro a esta situação que é a de nos mais diversos campos e muito especificamente na Educação a legislação estar sempre a mudar?! Será?!

 

4 - Mudou o Governo, mudou bastante o enquadramento político partidário que sustenta esta governação, criou-se até um suporte governativo inédito em Portugal, algo que se suponha ser impensável, todavia, as metodologias, as estratégias governativas não mudaram nada.

 

5 - Mal tomou posse, este Governo logo tratou de alterar as Políticas legislativas onde mal tinham começado, especialmente na Educação. Onde era preciso haver alguma estabilidade, dado que o ano letivo já havia arrancado, em Setembro, quando o Governo tomou posse bem mais tarde, assim como a entrada em funcionamento da nova Assembleia da República.

Além de que o Ano Letivo começa a ser preparado pelos principais Agentes Educativos, bem antes de começar. Em muitos aspetos, de um ano letivo para o outro.

E as eleições para a Assembleia da República foram só a 4 De Outubro!

Mas não, mal se iniciou esta Legislatura e este Governo tomou posse trataram logo de alterar questões fundamentais como seja a da Avaliação.

 

Questão principal:

 

- Não teria sido possível manter o que estava em funcionamento, deixar correr o ano letivo normalmente, ir fazendo análises e auscultações periódicas sobre o que eventualmente se pensasse mudar, no final fazer uma avaliação global e parcelar sobre os aspetos considerados críticos, e decidir então se haveria mudanças ou não e, caso fosse necessário mudar global ou parcialmente, implementar essas mudanças apenas no próximo ano letivo (2016/2017)?!

 

 

Algumas Inferências:

- Se há algo que tem sido pernicioso ao longo destes quarenta anos de Democracia e concretamente na Educação, têm sido as constantes mudanças que têm havido. Muda o governo, muda a legislação, mudam completamente os procedimentos, mesmo já tendo o ano letivo começado.

 

- Não há uma coerência estruturante na Educação. Não há um Projeto Educativo consistente, não há um pensar global sobre a Educação, se se pretende uma Escola Pública de qualidade, se o Ensino Privado deve ou não continuar a ser financiado pelo Estado, qual o modelo de Avaliação a implementar… (…)

 

Escola primária in pt.wikipedia.org.jpg

 

E, já agora, gostaria de levantar outras Questões.

 

- Será que os Exames fazem assim tanto “mal” aos alunos? Provas escritas, provas orais são assim tão traumatizantes?! Não serão também formas de aprender, de aprender a agir, de agir num contexto específico, sem dúvida alguma mais rigoroso do que é habitual numa sala de aula… Mas não será também essa uma outra forma de aprender, nomeadamente a saber estar nesse contexto específico de maior rigor e exigência?!

 

- A exigência e o rigor serão prejudiciais ao desenvolvimento, ao crescimento harmónico, dos jovens alunos?! Ao longo da Vida nunca irão vivenciar situações de stresse semelhantes ou muito mais desafiantes até, do que aquelas que se vivem numa sala de exames?

 

- Rigor e exigência promovem a desigualdade?

 

- O trabalho mata os Cidadãos?

 

Futuramente, voltarei ainda, talvez noutro dia, novamente a mais algumas proposições ou questões sobre Educação. Talvez…

 

Mas agora quero deixar mais algumas questões de âmbito mais alargado:

 

1 – Continua a fazer sentido persistir em “dividir”, este País tão pequeno, em “Esquerdas” e “Direitas”, como se não fossemos todos Cidadãos Nacionais de pleno Direito?!

2 – E insistir em criar e executar políticas sempre sob este prisma reducionista, de divisão, de malquerenças e equívocos?!

 

3 – Não haverão questões, situações, de tal ordem importantes que justifiquem uma abordagem nacional, independentemente de divisões e questiúnculas político-partidárias, que justifiquem “um sentar à mesa” de Pessoas capazes e avalizadas para a resolução de problemas globais e nacionais?!

 

Se os nossos políticos não reparam, nem quando andam de feira em feira, de mercado em mercado, sugiro que observem o estado calamitoso em que estão os cascos antigos de muitas das nossas Cidades, Vilas e Aldeias.

Chalet Cova Piedade Foto original de DAPL 2014.jpg

 

É só passearem-se, com olhos de ver, e repararem como se encontram muitos dos bairros antigos e zonas emblemáticas das nossas povoações.

A começar pela Capital!

 

Praça da Figueira Lisboa Photo original FMCL 2015 .jpg

 

Este é um campo que deveria ser um desígnio nacional!

Recuperar e investir nas zonas antigas das nossas povoações!

E este seria um trabalho sem fim que envolveria Todos, a todos os níveis.

Lisboa Avenidas Novas Foto original de FMCL 2015 .jpg

 

Voltarei a este assunto?!

 

 

XIII Antologia de Poesia do CNAP – “Poema (incompleto)… do Amor”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Ponto Prévio: Interrompemos a divulgação de Poesia da “Nossa” Antologia, para abordarmos um “tema quente”, que nos diz respeito a Todos, enquanto Cidadãos, embora possamos ter opiniões diversas, mas com Direito a expô-las, que é por isso que vivemos em Democracia. E também porque a “internet”, permite-nos precisamente usar essa Liberdade de Expressão de forma universal, procurando sempre respeitar a Liberdade dos Outros.

 

Mas, hoje, neste Post Nº 278, divulgamos, novamente, Poesia.

 

Damos a conhecer, ao Mundo de Internautas, o Poema intitulado: “Poema (incompleto)… do Amor”, de José Narciso, de Trafaria.

 

 

Poema (incompleto)… do Amor

 

O Amor… é um doce condão

…é um olhar que brilha

Na diferença da rotina

… é um cheiro inesquecível

De uma mensagem divina

É um sonho vivo

Eterno enquanto dura

O Amor é… música de embalar

Numa prenda de natal

É a entrega dos corpos

No dar as mãos ao ventre

É um coração aconchegado

No crescimento por dentro

O Amor é… Um solidário beijo

Na palavra de um poeta

É sensualidade e ternura

Sentimento e loucura

O Amor é… a lágrima da felicidade

Como o sol que nos ilumina

O Amor… É a lua que cura a ferida

No caminho para o Amor…

 

Jnarciso

 

O AMOR É UMA CAUSA MAIOR!!

 

MANDELA, UM EXEMPLO DE AMOR A UMA CAUSA…!!

 

 

José Narciso, Trafaria

 

Os Poemas deste antologiado estão ambos ilustrados com sugestivos e originais desenhos do próprio. Não me sendo possível digitalizá-los, apresento uma reprodução de um Cartão de A. P. B. P.., de “…prenda de natal…”.

Pai Natal. Cartão de natal de A.P.B.P. Caldas da Rainha jpg

 

Caso o Autor me venha a disponibilizar um original, em suporte digital, terei muito gosto em divulgá-lo neste blogue “aquem-tejo...

 

 

 

Eleições Presidenciais - 2016 - I

Bandeira República Portuguesa In wikipedia.png

Realizar-se-ão eleições para a escolha do futuro Presidente da República, no próximo dia 24 de Janeiro.

Os candidatos já andam todos numa efervescência de pré-campanha, que a campanha propriamente dita só se iniciará no dia 10 de Janeiro, e decorrerá até 22.

Ao todo são dez os candidatos! Para além dos que já ficaram pelo caminho…

Não será manifestamente um exagero haver logo 10 candidatos?!

Estão todos nesta campanha por direito próprio, sem dúvida, pois sendo cidadãos de pleno direito e no uso de todas as condições para tal fim, é um direito que assiste a qualquer cidadão candidatar-se a este cargo, desde que reúna também o número mínimo de assinaturas proponentes. E estando todos legalmente na "corrida para Belém” é sinal que todos conseguiram esse pré requisito. No mínimo, 7500 assinaturas.

Enquanto cidadãos todos podem concorrer, é certo. Mas será que todos devem?! Será que todos têm a noção do que andam para ali a fazer?

Também me surpreende que alguns candidatos tenham reunido os milhares de assinaturas necessárias. Certamente pessoas conscientes que, enquanto cidadãos, também têm esse direito, serem proponentes de uma candidatura. Mas ouso questionar: será que todos os que assinaram para certos candidatos o fizeram num sentido construtivo?! Ou plenamente conscientes da sua decisão?

Levanto outra questão: Será que todos os candidatos, que entraram nesta corrida, têm uma noção cabal das funções e das condições para o exercício de tal cargo? Será que acham que a sua candidatura engrandece e dignifica, de algum modo, esse cargo e função?! Ou pretendem simplesmente promover-se e engrandecer a sua própria vaidade pessoal?

(Que a Presidência da República corresponde ao mais alto Cargo do Estado, da Nação e do País!)

E tantos debates, com tantos candidatos! Suscita esclarecimento, ou provoca confusão?! Essa situação credibiliza ou debilita a Democracia?

Nesta campanha também há outro aspeto que quero destacar. O facto de duas Mulheres, com peso político significativo, serem candidatas ao cargo de Presidente. Algo que aconteceu parcas vezes, apesar de vivermos em Democracia. (Há trinta anos aconteceu a candidatura da saudosa Maria de Lurdes Pintassilgo!) Durante o designado Estado Novo não houve candidatas e na 1ª República também não. (É claro que tivemos duas Rainhas, Marias, a Primeira e a Segunda! Mas Monarquia não é o mesmo que República.) Este facto, quer queiramos ou não, é um sinal de mudança cultural, de mentalidades, neste País. (Como também, e paralelamente, a composição do atual Governo também apresenta sinais de mudança de mentalidades. Assim também promovam mudanças nas políticas…)

Friso que este artigo apenas pretende ser um mero artigo de opinião, de um cidadão exprimindo o que pensa sobre o assunto, sem qualquer pretensão de se sobrepor a quaisquer outras opiniões muito mais fundamentadas e avalizadas que a sua. É, reforço, uma simples opinião!

Dos dez candidatos, praticamente só tenho prestado um pouco mais de atenção a cinco: Edgar Silva, Marcelo Rebelo de Sousa, Maria de Belém, Marisa Matias e Sampaio da Nóvoa. Os cinco que acho poderão ter alguma influência, em termos dos hipotéticos votos, de que, eventualmente, poderão dispor. Mera suposição e simples opinião, como já referi.

Nesta análise, designo os candidatos apenas pelo nome, sem qualquer indicação académica e/ou funcional. Penso que é o mais adequado.

Edgar_Silva In wikipedia.jpeg            Marisa_Matias in wikipedia.jpg

Edgar Silva e Marisa Matias provêm e afirmam-se de matriz partidária. Julgo que terão plena consciência desse facto, que, se por um lado é garantia de, pelo menos disporem de apoio do eleitorado que lhes é afeto, pelo menos em parte, também terão consciência que essa mesma situação os limitará. Dificilmente obterão apoio de outros campos eleitorais e mesmo do eleitorado que supostamente lhes seria afeto, não o terão na totalidade. Que este se dispersará por outros candidatos. Alguns até, para outros candidatos aparentemente improváveis.

Afirmam ir até ao final e sujeitarem-se à votação. Hipoteticamente para, numa hipotética 2ª volta, jogarem com os seus votos. Mas eu não tenho plena certeza disso. Até julgo que, se ponderarem muito bem, desistirão no final da campanha da 1ª volta, indicando um sentido de voto aos seus eleitores. Aliás, essa é a atitude que acho que os próprios e os partidos que os apoiam diretamente deverão fazer. Usarem a campanha para desempenharem o papel que realmente lhes cabe, mas irem preparando o eleitorado para uma eventual desistência tático-estratégica. Que não seria desistir. Seria agir estrategicamente. De outro modo, arriscam-se a uma dispersão de votos e não haver sequer 2ª volta. O ideal, será centralizar os votos num candidato de uma área afim!

Que não é, obviamente, Marcelo.

Marcelo in wikipedia.jpg

Marcelo Rebelo de Sousa, quer queira, quer não queira, é também de uma matriz partidária, ainda que, agora, para concorrer, se tenha desvinculado do partido a que pertence desde a respetiva fundação e, no qual, e pelo qual, desempenhou vários cargos. Ideologicamente também se enquadra numa área muito determinada e específica, aquela que nos “governou” nos últimos quatro anos. Se analisarmos no tempo, ainda mais remotamente, então ainda o vemos a beijar a mão ao padrinho! Desdiga-se ele ou não e pretenda afirmar-se como suprapartidário, como independente, como acima ou para além dos partidos, não é, nem está! E “pode alguém ser quem não é”?! Ufanamente, vangloria-se que vai ganhar, se não à primeira, logo à segunda. Qual jogador de poker, faz bluff. A comunicação social faz coro e continua a usar a informação, tanto na forma como no conteúdo e as sondagens, para manipular.
E, no plano social e económico, a que tipo de Poderes tem ele estado sempre umbilicalmente ligado?!

Pois, eu acho que não vai ganhar! Assim os outros quatro candidatos que mencionei e os respetivos suportes políticos, partidários, ideológicos, saibam jogar tática e estrategicamente.

Maria_de_Belém In wikipedia.jpg

Maria de Belém, quer queira ou não, também está muito enquadrada numa estrutura partidária. E dela não se liberta. Também se desvinculou de militante para poder concorrer… Mas, seja qual for a sua vontade manifesta, não se desvincula, nem se liberta do aparelho partidário a que pertenceu e no qual desenvolveu a sua ação cívica. Ainda que não deixasse de ser interessante que uma Mulher desempenhasse a mais alta magistratura da Nação. Mas, neste caso, seria apenas interessante!

Novoa In wikipedia.jpg

E será que não seria preferível termos um Presidente que estivesse realmente desvinculado dessa “canga” partidária?!

Alguém que nos representasse enquanto Cidadãos, todos os Cidadãos, sem preconceitos de posicionamentos políticos e ideológicos, independentemente de pertenças ou não a estruturas mais ou menos partidárias? E o que nos convinha mais, não seria termos um Presidente da República que realmente estivesse além dos partidos, ainda que equidistante deles, por não pertencer a nenhum? Nem ter estado vinculado a nenhum deles?

E quem é esse Candidato? Pois, na minha modesta e parcelar opinião, esse candidato é Sampaio da Nóvoa!

Assim os outros Candidatos, globalmente enquadráveis no espaço político e ideológico deste, inclusive os que não mencionei, percebam esse facto e saibam e consigam ceder estrategicamente!

 

 

 Se ainda tiver paciência, pode ler estas estórias, SFF:

Estória inverosímil

Uma fábula...

O Governo tomou posse!

O Governo do Partido Socialista, chefiado por Drº António Costa, tomou posse hoje, dia 26 de Novembro. Apenas com membros afetos a este Partido, mas apoiado parlamentarmente pelo Bloco de Esquerda, pelo Partido Comunista Português e pelos Verdes.

Um Governo de um Partido que não sendo maioritário na Assembleia da República tem, contudo, o apoio maioritário no Parlamento. O que só pode acontecer assim, dado que vivemos numa Democracia Parlamentar.

Situação aliás frequente em vários países de Democracia avançada.

 

Apenas dois desideratos fundamentais que precisamos que este Governo nos traga:

 

- Estabilidade – Este objetivo implicará que este Governo cumpra a Legislatura.

Objetivo que deverá determinar necessariamente que os “parceiros” que o apoiam, cumpram esse compromisso. Apoiar o Governo durante os quatro anos da legislatura.

Não será fácil que isso venha a acontecer sempre. Surgirão crispações, desentendimentos mais ou menos fortes, que inclusive serão muito bem aproveitados e fomentados pelas forças políticas que estão contra estes acordos do PS, bem como pela Comunicação Social que lhes é afeta. Pelos Detentores do Poder Económico, Financeiro… Para além de todas as pressões externas que surgirão, às claras ou na sombra das tomadas de decisão e em todas as jogadas políticas que existirão nestes jogos de Poder.

Necessariamente haverá que buscar acordos e consensos entre o Governo e os Partidos apoiantes.

 

Este Governo não terá a vida fácil. Sofrerá ataques dos mais variados setores de Poder e Contra Poder. Tanto nacionais como internacionais. Que saiba resistir a esses “ataques” e que não soçobre internamente, nem no contexto dos grupos apoiantes.

Que saiba resistir ao que quebra muitas vezes os Ideais: a Fome de Poder, a Corrupção, o "Compadrio"…

 

- Este Governo deverá implementar medidas, dentro dos respetivos contextos ministeriais, que focalizem as “Pessoas”, como móbil fundamental das políticas governativas.

Em termos de Valores, que implementem ações subordinados ao conceito de Dignidade. Que devolvam a Dignidade às Pessoas. Àqueles que dela mais se viram espoliados: Trabalhadores, Velhos, Reformados, Jovens… “Classe Média”…

 

Há setores em que a ação deste Governo irá ser muito elucidativa: Educação, Saúde, Justiça, Trabalho e Segurança Social.

As medidas a tomar nestes campos vão indicar-nos, com maior ou menor clareza, qual vai ser o “norte” desta governação.

Num destes setores há questões muito mediáticas que serão a "pedra de toque" desta governação, a curto prazo. Conforme este Governo nelas "pegar" assim deduziremos se nos trará ou não a "Estabilidade" e a "Dignidade" que precisamos.

Aguardemos...

Desejamos que tudo corra pelo melhor, que o que Portugal precisa é de um “Governo que governe bem”, passe a redundância.

 

P.S.-

E com este post, de algum modo, quebrei mais acentuadamente um dos meus tabus.

Sim, também tenho os meus tabus!

Esclarecendo. Abordo muito diretamente questões de Política “tout court”. Isto é no sentido mais imediato do termo. Falo deste tema, “política”, de uma forma muito direta e até, temporalmente, muito em cima do acontecido. Ainda que de modo muito “suave”.

 

 

 

 

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