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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Viagem de Comboio em 1990 (IV)

Respostas das Entidades (I)

Isto quase parece uma Série! Ou um Folhetim!

Respostas das Entidades, para quem enviei o texto publicado nos postais anteriores, acompanhado de uma carta específica para cada uma delas.

Rosa do Apeadeiro. Foto Original. 2021.05.02.jpg

CP - Caminhos de Ferro Portugueses, E.P. - enviei carta a 90/02/01, para a Administração. 

 Resposta textual obtida da CP, datada de 90/02/23:

Analisamos com muito interesse o relato enviado por V. Exª, que agradecemos.

Apresentamos as nossas desculpas pelos inconvenientes surgidos, originados sobretudo por avarias de material motor e pela necessidade de conceder enlace a passageiros vindos do Norte com destino ao Leste, que de outro modo se veriam obrigados a esperas muito mais longas.

Quanto à utilização de Automotoras Nohab, tal facto deve-se a necessidades de rentabilização do material disponível e das condições de exploração.

Esperando poder voltar a contar com V. Exª entre os nossos clientes, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.”

Rubricado por: “O Director de Operações Sul”

*******

Assembleia da República

Para a Assembleia da República também enviei o texto. (Consultando a Wikipédia, à data, a composição da Assembleia seria como segue: PSD, PS, CDU, PRD, CDS. O Primeiro-Ministro era o Professor Doutor Cavaco Silva.) Não me lembro se enviei especificamente para cada grupo parlamentar, se genericamente para a Assembleia.

O texto enviado foi acompanhado pela carta seguinte, também com a data de 90/2/1:

«Excelentíssimo Senhor Deputado

Tomo a liberdade de me dirigir a Vossa Excelência, na qualidade de eleitor do distrito de Portalegre, no sentido de referir, através duma ocorrência factual, um assunto que vem problematizando muitos dos habitantes do distrito, mais concretamente a situação dos comboios. Não tenho, todavia, a pretensão de abordar o tema duma forma exaustiva, outros já o fizeram melhor.

Segue, em anexo, um texto testemunhando o ocorrido, acompanhado de algumas questões – reflexões sobre o tema e outros, que aparentemente díspares, a ele estarão bastante ligados, pelo agravamento da interioridade do Distrito.

Agradecendo a atenção prestada

Subscrevo-me de Vossa Excelência»

 *******

Caro/a Leitor/a, acha que recebi respostas de todos os grupos parlamentares?!

A resposta a esta pergunta só a poderei dar em próximo capítulo deste “Folhetim do Comboio de 1990”!

*******

(P.S. - A foto? Original. De Rosas do meu Quintal. É de uma Roseira que trouxe do Apeadeiro da Mata, local de chegada da narrativa deste folhetim "Viagem de comboio em 1990". Local também de partida para as muitas viagens que fiz de comboio, nos anos setenta, oitenta e inícios de noventa, do séc. XX. Estava junto à casa da guarda da passagem de nível. Daí, colhi um ramo que abacelei. E aí virá a Primavera em que florescerá novamente, em todo o seu esplendor. E que venha a Primavera e que traga chuva. Que o Inverno só nos tem trazido frio. Muita Saúde e muito Obrigado.)

 

Tomada de Posse de Sua Excelência, o Senhor Presidente da República Portuguesa!

Bandeira de Portugal. In. wikipedia.png

 

Duas Questões Pertinentes.

 

Questão I – “Os Não – Aplausos”

 

No post em que abordo o Discurso de Posse do novo Presidente da República, refiro a questão dos “não – aplausos”. Mas não desenvolvi o assunto, nem fiz quaisquer comentários.

 

Entretanto, num outro blogue, comentei que: “Todos os Deputados deveriam ter aplaudido. Pelo menos por uma questão de Educação e Cidadania! Que o discurso até é muito consensual e está muito para além da matriz identitária do seu Autor!”

 

Pois são estes aspetos que quero acentuar. Deveriam ter aplaudido. E deveriam ter-se levantado. Naquele contexto e naquele enquadramento. Naquele Tempo e naquele Lugar. Pelas Pessoas que são e pelo que representam!

Por uma questão de Educação. De Cidadania. E acrescento, de Civismo.

Essas Atitudes e Comportamentos não os condicionavam em nada, em termos de futuro!

 

Pelo Ato em si: Investidura do Presidente da República. Pela Figura de Estado, que quer gostemos ou não, quer tenhamos ou não preferido a pessoa em causa, enquanto candidato, a partir do momento em que, tendo sido eleito e investido nas Funções de Presidente da República é a 1ª Figura do Estado, da Nação, do País. É o Presidente de Todos, ele próprio o frisou, logo no discurso de vitória.

Também pelo Local em que estão. Pelo que Significam e Representam. Por Eles Próprios.

 

Quem não respeita os Outros acaba por também desmerecer o Respeito que se lhe deve e dá mau Exemplo, neste caso, para todo o País.

 

E o Discurso, dir-me-ão que são apenas palavras, mas é um Discurso muito consensual, sem lançar farpas de modo a provocar, desde logo, atritos desnecessários.

E não podemos esquecer que se vive um momento especial em Portugal, de um Governo assente em Acordos e Consensos, nos quais estão envolvidos precisamente esses Partidos dos que não aplaudiram nem se levantaram. (Apetecia-me usar outras palavras!)

 

Mas cada um é livre de fazer o que quer e pode, mas tem que perceber, “Quem é”, “O que Representa”.

E as Atitudes e Comportamentos dos Senhores Deputados, naquele contexto e enquadramento espacial e temporal, são significativas e significantes para milhões de Portugueses que assistem às cerimónias!

 

Penso que esta atitude, infelizmente, volta-se contra os próprios, como outras igualmente infelizes que por aí ocorreram.

 

Questão  II – Confissões Religiosas presentes no “Encontro Ecuménico”

 

No post em que abordei o evento considerado como “Encontro Ecuménico”, referi que:

“Desconheço a totalidade e especificidade de todas as Igrejas representadas, mas, por acaso, tenho curiosidade em saber.”

 

Entretanto, ontem, 5ª feira, dia 10, consultei o DN, edição papel, e, na pag. 10, sob o título “Só o Dalai Lama juntou tantas religiões na mesquita”, se explicita: «Encontro – Marcelo apelou que o “espírito ecuménico” manifestado pelos religiosos se estenda a toda a sociedade, até à política.»

 

E, no corpo de texto da notícia, se mencionam as confissões representadas, a saber:

«... Vale a pena elencar as confissões presentes: ‘Evangélica, Anglicana, Católica, Judaica, Ortodoxa Grega, Budista, Baha’i, Indu, Islâmica, Muçulmana Shia Ismaili, Xiita, Sikh, Adventista, Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Vetero Católica, Templo de Shiva e o Conselho Português das Igrejas Cristãs.’ »

(Nota: Coloquei a designação das igrejas todas em Maiúsculas.)

 

A Cerimónia, segundo li, também foi muito simbólica.

 

E também termino, formulando votos que esse Espírito Ecuménico, de Diálogo, de Tolerância, de Estabelecimento de Acordos e Consensos, de Compreensão e Aceitação do Outro, nas suas especificidades e particularidades, se estenda a Portugal, ao Mundo e que comece, desde logo, e como exemplo nacional, na Assembleia da República Portuguesa!  

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