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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Todos os dias são "Dias de Mãe"!

Este postal, que é o nº 900, é dedicado a todas as Mães.

Entre todas, a minha MÃE, e todas as Mães que conheço.

A todas as Mães Biológicas e a todas as Mães de Afeto.

Que, “Parir é Dor, Criar é Amor”.

 

Ilustrado com bonitas rosas do “Quintal”. Um verdadeiro Jardim. Ademais em Maio!

Não conheço o nome de todas estas variedades de rosas. Das que sei, intitulo-as.

“Rosa de Alexandria.”

Rosa de Alexandria. Foto Original. 2021. 05. jpg

Li, em “Silêncios”, também ser chamada “Rosa de Damasco” ou “Rosa Damascena”.

(A Roseira Mãe resultou de um bacelo que colhi no quintal de uma vizinha, Srª Sofia. Em boa hora o fiz. Atualmente, outro vizinho fez do quintal um curral de cabras… não sendo preciso dizer mais… era uma vez uma roseira de rosas de Alexandria.)

“Rosas de Cheiro”

Rosas de Cheiro. Foto Original. 2021. 05. jpg

É assim que as designo. No blogue referido, “Silêncios”, também vêm referenciadas.

São muito olorosas, multiplicam-se com facilidade, dão imensas flores, aos magotes. As roseiras podem crescer bastante, até mais de dois metros de altura. Trouxe-as de uma das várias hortas, próximas da “Ribeira das Caldeiras”, onde havia bastantes, parecendo quase espontâneas. Quero recolher rebentos, para construir uma sebe no “Chão”.

“Rosa do Apeadeiro da Mata”

Rosa do Apeadeiro da Mata. Foto Original. 2021. 05. jpg

Esta rosa, muito bonita e também em tonalidade para o vermelho, desculpem-me os sportinguistas (!), vem de uma roseira que havia no Apeadeiro da Mata, junto à casa da guarda da passagem de nível, de onde cortei um ramo, que abacelei no quintal. Há mais de trinta anos. Floresce lindamente. Não sei o nome. Assemelha-se às anteriores.

Rosa Gallica (?) – “Rosa da Gulbenkian”

Rosa Gulbenkian. Foto original. 2021. 05. jpg

A roseira obtive-a por semente, a partir de frutos colhidos na Gulbenkian. Semeei no quintal, há 3 ou 4 anos. Ainda está pequena, mas este ano já floresceu lindamente.

Rosas cujo nome desconheço.

Rosas vermelhas. Foto Original. 2021. 05. jpg

Fazem parte de um conjunto de roseiras diversas, que comprei em supermercado, para aí há quarenta anos. Bem bonitas, como todas as rosas. A roseira também dá muitas flores, em magote. Não cresce muito.

“Rosa de Santa Teresinha”

Rosa de Santa Teresinha. Foto Original. 2021. 05. jpg

É assim que a conheço, nome comum em várias localidades. (Gosto de saber o nome vulgar das plantas, em diferentes locais e para isso costumo perguntar.) É também muito cheirosa, produz imensas flores, em diferentes épocas do ano. Obtive-a por bacelo, que colhi de um qualquer quintal, em Almada, há mais de dez ou quinze anos. Faz-se uma planta grande, por isso a corto com alguma frequência.

Rosa Branca, cujo nome também desconheço.

Rosa Branca. Foto original. 2021. 05. jpg

Deu-ma um Srº da empresa de condomínio de Almada. Há menos de dez anos.

“Rosas de Nossa Senhora” ou “Rosas da Minha Avó”

Rosas de Nossa Senhora. Foto original. 2021. 05. jpg

A respetiva roseira é proveniente de um rebento que trouxe do quintal da minha “Avó Carita”, onde sempre conheci um exemplar desta roseira. Cresce bastante, dá para constituir trepadeira, sebe, molda-se com facilidade. Dá imensas, imensas rosas, branquinhas, muito compostas, extraordinariamente bonitas.

 

Espero que tenha gostado. Como todas as rosas, são de roseiras com espinhos. Coisas da vida.

(Rosas são rosas. Mas nem tudo são rosas!)

*******************

Parabéns ao Sporting: jogadores e treinador, muito especialmente.

(Mas nada de “bebedeiras” de multidão… É chover no molhado…)

E parabéns a todos os meus Familiares e Amigos Sportinguistas.

Quem haveria de gostar de saber, seria o Amigo Branquinho.

 

Coletânea de Poesia e Prosa Poética: “Pai e Mãe” – Vários Autores

Apresentação Pública 3 de Maio de 2017

Sede da APP – Associação Portuguesa de Poetas

IMG_20160725_181846.jpg

 

Realizou-se, na passada quarta-feira, dia três de Maio, na sede da APP, Rua Américo de Jesus Fernandes, 16 A -, aos Olivais, Lisboa, a apresentação pública da supracitada “Coletânea de Poesia e Prosa Poética”, subordinada à temática “Pai e Mãe”, coordenada pela vice-presidente da Associação, Maria Graça Melo.

Estão representados 31 Autores, com poemas dedicados ou inspirados pelos respetivos progenitores.

 

“Na Bíblia Sagrada, um dos Dez Mandamentos manda honrar o pai e a mãe”, refere a coordenadora, em jeito introdutório do posfácio.

 

E este foi o Valor primordial, no relacionamento da Família, que estruturou as atitudes e comportamentos dos Antologiados que tiveram a grata oportunidade de participar na sessão de apresentação.

Honrar, homenagear, lembrar, com Saudade e Amor, os seus ascendentes mais diretos.

 

Puderam estar presentes na apresentação, Maria Graça Melo, que igualmente dirigiu a assembleia, Ana Nunes Ribeiro, Francisco Carita Mata, João Francisco da Silva, Alexandre Aveiro, Manuel Rodrigues, Júlia Pereira, João Coelho dos Santos e Pais da Rosa. Para além do presidente da APP, Carlos Cardoso Luís, que, nessa qualidade, também participou na sessão poética, também disse poemas de outros autores da coletânea, embora não participante, enquanto antologiado.

 

Foi uma sessão muitíssimo interessante, pois para além do óbvio, apresentar a Antologia e “dizer Poesia”, tornou-se uma reunião em que as Pessoas presentes se “abriram” aos Outros de uma forma muito espontânea, livre e salutar.

Fosse pelo tema “Pai e Mãe”, as figuras primordiais do nosso entrosamento social; e as imprescindíveis lembranças que nos remetem, consciente ou inconscientemente, para o nosso universo infantil; para a presença ou ausência das figuras parentais; o certo é que houve uma apresentação não menos calorosa de quando a sede da APP está repleta de Associados.

 

Estivemos presentes dez Sujeitos, cada um com o seu jeito e modo de estar face à Poesia e à temática abordada, mas e para isso também não terá sido alheia, para além do número, também a própria disposição dos convivas, em círculo pequeno, sentados numa roda, sem qualquer mesa ou entrave entre eles, propiciadora que houvesse interação, espontaneidade, sentimento, abertura aos Outros, disponibilidade e acolhimento.

Foi, talvez, uma sessão com alguma componente terapêutica e igualmente com um cunho didático, pois também houve oportunidade para sugestionar, quiçá, ensinar alguns princípios e conhecimentos sobre metodologias poéticas.

 

Parabéns e obrigado aos organizadores e participantes.

 

(P. S. - E a sala agora está ainda mais bem composta com os retratos de antigos Presidentes!)

 

Nota Final: Fotografia original de D.A.P.L. - 2016.

 

 

 

MAIO...

 Maio...

Foto0437. maio. Foto de DAPL. 2014 jpg

 

Foto de D.A.P.L. 2014

A vida, e especificamente a vida em sociedade, para além do plano de realidade e materialidade em que se contextualiza, está também normalmente enquadrada no plano do simbólico. Não só do que realmente é, mas também do que significa ou que se pretende que signifique a nível social.

Desde tempos remotos que o Homem, a Humanidade, procura encontrar e atribuir significado(s) à existência diária, à(s) rotina(s) do dia a dia. Ao longo dos milénios, o Homem foi deixando marcas desses significados ou da procura/busca de significação para a sua existência.

Os múltiplos e variados monumentos megalíticos deixados por culturas milenares, as pinturas rupestres atestando vivências de há milhares de anos, são alguns dos exemplos materiais mais antigos dessa busca de significação para a existência e rotinas diárias.

As várias culturas dominantes, ao sobreporem-se sobre as anteriores, vão incorporando conceitos dessas mesmas culturas “dominadas”. Os romanos incorporaram elementos de cultos antigos, nomeadamente na Península Ibérica. O Cristianismo teve idêntica atitude, cristianizando/sacralizando os dias, os lugares, as festividades, os cultos romanos e pré-romanos, integrando-os num contexto cristão. Todos os dias foram santificados. Todos são dedicados, pelo menos a um santo. Os dias mais “santificados”, habitualmente, têm subjacentes outros cultos mais antigos, dias e noites que já eram significativamente importantes em culturas mais ancestrais. E esse simbolismo, apesar de não explícito atualmente, está muitas vezes implícito, digamos, num “inconsciente coletivo”, apesar de não consciencializado na prática diária.

Todos os meses têm os seus simbolismos, uns mais recentes, outros mais antigos. E sempre as sociedades, no seu evoluir e fluir constantes, vão “construindo” datas, dias, a que vão atribuindo significados e significações mais ou menos duradoiras, mais ou menos perecíveis e voláteis. A sociedade atual, caraterizada essencialmente pela materialidade, pela volatilidade, mobilidade e mudança e pelo consumismo, traço dominante da nossa sociedade atual, de um tempo ainda relativamente recente, tem marcado os dias, cada dia como “um dia especial”. Hoje é “DIA de…”

Hoje, e vi nos blogues, é “Dia do Silêncio”… Seria uma oportunidade para estarmos, hoje pelo menos, um pouco mais calados. E a Comunicação é, por vezes, tão “ruidosa”!…

Mas foi precisamente hoje, “Dia do Silêncio” que mais me apeteceu falar, melhor, escrever, eu que tenho andado arredio da escrita, também dedicado a outros afazeres e também ao descanso.

Mas falava de MAIO

Maio, mês das “Maias”, do “Maio”, dos “Maios”. No e do “1º De Maio”.

Maio também incorpora o “Dia da Mãe” e também tem outros dias de nomeada, nomeadamente no plano religioso. É também o “Mês de Maria”… O treze de Maio. Também já foi de comemorar o “28 de Maio”… Fez parte da nossa História… Também, neste mês, quando, no campo, os nossos progenitores trabalhavam de sol a sol, era também, no primeiro de Maio, o 1º dia de sesta. Alguém saberá o que é isso, excetuando um ex Presidente da República, que ainda continua por aí a “dizer das suas”?! Talvez precisamente por causa da sesta…

E numa época em que tanto nos preocupamos com a saúde, também é "Mês do Coração". E dia doze, "Dia do Enfermeiro". (...) Também se comemora o "Dia Internacional da Família" e o "Dia internacional dos Museus".

E "Dia da Espiga", Quinta Feira da Ascensão...

 

Enfim... Voltando ao início...

O Dia primeiro de Maio é um dia de muitos e antigos significados. Uma das significações mais recentes associa-se às lutas dos trabalhadores por melhores e mais dignas condições de trabalho e de vida. A partir das lutas operárias do século XIX, continuadas no século XX. Pelas Américas, pelas Europas…

Em Portugal, antes de 1974, era de luta clandestina, era reprimido comemorar esse dia. Não era permitido de festejar. Mas era uma aspiração a que o fosse.

O primeiro “1º de Maio” em Liberdade, em 1974, foi um dia de luta, mas também de festa, de fraternidade. Passou a ser feriado nacional. Posteriormente, os tempos foram mudando. Ainda que seja feriado, em muitos contextos socio-profissionais deixou de o ser. “…Todo o mundo é composto de mudança…” nem sempre para melhor.

Há setores que se justifica, em que é imprescindível que os funcionários trabalhem, ou pelo menos alguns deles, de modo a assegurarem os serviços fundamentais. Hospitais, por ex.

Mas há outros que é completamente desnecessário, ou pelo menos é prescindível. Por ex., haverá alguma necessidade imperiosa para que as grandes superfícies comerciais estejam abertas no 1º de Maio?! Mas é isso que acontece. Uma conhecida superfície comercial, que dispensa que a nomeie, pois não me paga nem precisa que eu faça publicidade não só abre, como faz promoções excecionais. Há dois anos foi uma verdadeira loucura.

Este ano os sindicatos do setor programaram greve, e esta era uma greve inteiramente justificável, diga-se. Mas segundo depreendi, pelo menos de acordo com o que observei no supermercado que me fica mais perto, a adesão terá sido pouca. Estava cheio de gente a comprar e com bastante pessoal a trabalhar.

Então questiono-me sobre o que é que representa, hoje, o 1º de Maio?!

Continuam a ser promovidas manifestações mais ou menos festivas, mais ou menos de lutas…

Mas o Dinheiro que rege as nossas sociedades, o Consumismo que nos devora a todos e nos consome na nossa febre de consumir, determina o nosso modo de viver, rege os nossos comportamentos, condiciona as nossas atitudes, superintende os nossos valores. E somos todos escravos do consumo.

Será, agora, o 1º de Maio mais um dia para dedicarmos à veneração do “Deus Dinheiro”, para festejarmos numa das “Catedrais do Consumo”?

Outros significados, diversas significações, diferentes simbolismos.

Esperemos que, um dia… não tenhamos saudades do Feriado do 1º De Maio!

 

Foto0428. Flores de Maio. D.A.P.L. 2014 jpg

 Foto de D.A.P.L. 2014

 

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