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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

“Sete anos de pastor Jacob servia / …”

Homenagem a Luís Vaz de Camões

(1525? – 10/06/1580 - Lisboa)

 

Rosa de Alexandria. Foto original. 2019. jpg

 

“Sete anos de pastor Jacob servia

Labão, pai de Raquel, serrana bela;

mas não servia ao pai, servia a ela,

e a ela só por prémio pretendia.

 

Os dias, na esperança de um só dia,

passava, contentando-se com vê-la;

porém o pai, usando de cautela,

em lugar de Raquel, lhe dava Lia.

 

Vendo o triste pastor que com enganos

lhe fora assi negada a sua pastora,

como se a não tivera merecida,

 

começa de servir outros sete anos,

dizendo: - Mais servira, se não fora

para tão longo amor tão curta a vida.”

 

 

In:

“ALMA  PÁTRIA – PÁTRIA ALMA”

“Pelo Mundo em Pedaços Repartida”

4º / 5º ANO

PORTO EDITORA LDA

Domingos R. Pechincha - J. Nunes de Figueiredo

*******

SONETOS – pag. 122

 

Notas Finais:

A escolha deste Poema para além dos diversos óbvios e, de certo modo, também a partir do universo dos blogues, também se enquadra no momento político atual e dos "servilismos" ou serão "oportunismos" (?) & Associados. -  POLITIQUICES!!!

Já no dia 11/06, resolvi inserir uma foto de uma rosa de alexandria, certamente condizente com o objeto de Amor de Jacob: Raquel. Calculo que haveria rosas destas lá para as terras de Jacob e Raquel. Digo eu.

Segundo a tradição biblica, deduzo que terão vivido no início do segundo milénio antes de Cristo. Portanto, há perto de 4 mil anos! Jacob, terceiro patriarca bíblico, é o pai dos epónimos das 12 tribos de Israel. Esteve casado com Lia, de quem teve seis filhos. Mais tarde acabou por casar com Raquel, valeu a espera e o "servir", de quem teve dois filhos: José e Benjamim. Jacob acabou por emigrar para o Egipto e o seu filho José tornou-se figura importante na hierarquia dos faraós, chegando a ministro! 

(É sempre importante sabermos estas coisas de ministros importantes nessa época, tal como agora. Estas informações não as soube na net, mas certamente lá estarão. Eu busquei-as na velhinha Lexicoteca - Moderna Enciclopédia Universal - Círculo de Leitores. Anos oitenta do século XX - 1986.

Em termos comunicacionais, reportam-se quase ao tempo dos faraós!)

E dou por findas as notas do postal, que gostaria de colocar outro novo.

Pisão – Portalegre – Portugal – Poesia!

Celebrou-se, ontem, o "Dia de Portugal"!

 

Das Comunidades Portuguesas! Da Portugalidade! Das Portugalidades! Da Diáspora Portuguesa! Das Comunidades de Língua Portuguesa! Da nossa Língua como Pátria, ou Mátria. De Luís Vaz de Camões. Do Grande Camões! Da Poesia, e porque não?!

(Tudo isto digo eu, acrescentando ou sublinhando o(s) verdadeiro(s) significado(s) desta data comemorativa, evocativa, celebrativa! Que não sei se são todas estas as significações… Mas eu resolvo comemora-las!)

E, hoje?! Após a deslocação dos holofotes mediáticos, a recolha dos restos / lixos, que sempre ficam após concentrações populacionais?!

É ou não também Dia de Portugal?!

 

Portalegre. Foto original. 2015. jpg

 

 

Por acaso, ou talvez não, esta data foi escolhida para ser celebrada precisamente em Portalegre. Em Portalegre, Cidade…! E também em Mindelo – Cabo Verde.

 

Não pude estar presente. Não tenho o dom da ubiquidade. Optei por estar na APP – Poesia, na Sede, onde foi lançada, em Portugal, a Antologia de Poesia Luso Brasileira: “Encontro além – mar – Brasil Portugal, Antologia Literária – Editora In House- Jundiaí - 2019”.

Uma forma muitíssimo digna de celebrar / comemorar todos os Valores consignados no primeiro parágrafo.

Houve Poesia! Dita, lida, declamada, cantada. Congratulações à APP, aos sócios que compareceram, que participaram. À sua Direção. Aos Organizadores da Antologia, no Brasil e em Portugal!  “Antologia…é um sonho realizado”.

 

E o Pisão?! Já lá vamos…

 

Não sei se a propósito ou despropósito, uns dias antes de se iniciarem as Comemorações em Portalegre, foi anunciado por um Senhor do Governo que a celebérrima Barragem do Pisão iria ser construída. Com várias funcionalidades, e estaria concluída lá para 2027!

Questionar-me-á: Mas que raio de barragem é essa?!

Bem! Há sessenta anos que eu ouço falar nessa barragem. Em criança ainda, lembro-me de ouvir dizer que iria ser construída uma barragem na Ribeira de Seda e que uma aldeia iria ficar submersa… Precisamente a aldeia do Pisão, no concelho do Crato, distrito de Portalegre. Isto ainda antes de setenta e quatro, no enquadramento das obras do Estado Novo, dos anos cinquenta e sessenta, em que se construíram muitas barragens por esse País fora, em que a do Pisão também fora projetada, e a também celebérrima do Alqueva. (Essa, entretanto construída e em funcionamento.)

A do Pisão foi sempre sendo protelada, periodicamente prometida e propalada, já depois de setenta e quatro e por várias governações, de diversas orientações partidárias.

Em 2019, precisamente antes do 10 de Junho… a celebrar em Portalegre, volta a ser prometida!

 

(Peculiar correlação entre as diversas variáveis de tempo, espaço, contexto, e agenda política!)

 

Eu, cá por mim, sou como São Tomé! Ver para crer!

 

E, já que celebramos a Poesia, sempre…remeto para… Promessas…

Fernando Pessoa - “Mensagem”

 

Prólogo

 

No blogue, já divulguei alguns dos Poetas e Poetisas consagrados/as que mais aprecio.

Já aqui apresentei abordagens sobre José Régio, Florbela Espanca, António Gedeão, Ary dos Santos, Luís Vaz de Camões, …

Hoje, “Dia de Portugal e de Camões”, divulgo Fernando Pessoa (1888 - 1935) e o início de “Mensagem”.

Post nº 535!

(…) (...)

 

*******

 

“Primeira Parte

Brasão

 

Os Campos

 

Primeiro

 

O Dos Castelos

8 – 12 – 1928”

 

*******

enciclopedia_sopena_1928_europa in. pasado en letras.com

 

«A Europa jaz, posta nos cotovelos:

De Oriente a Ocidente jaz, fitando,

E toldam-lhe românticos cabelos

Olhos gregos, lembrando.

 

O cotovelo esquerdo é recuado;

O direito é em ângulo disposto.

Aquele diz Itália onde é pousado;

Este diz Inglaterra onde, afastado,

A mão sustenta, em que se apoia o rosto.

 

Fita, com olhar esfíngico e fatal,

O Ocidente, futuro do passado.

 

O rosto com que fita é Portugal.»

 

 

In. “MENSAGEM - “Estante Editora” – 5ª edição - Aveiro – Agosto 2010.

 

"Mudam-se os Tempos..."

Camões in. pt.wikipedia.jpg

 

"Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades"

 

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
Muda-se o ser, muda-se a confiança: 
Todo o mundo é composto de mudança, 
Tomando sempre novas qualidades. 

Continuamente vemos novidades, 
Diferentes em tudo da esperança: 
Do mal ficam as mágoas na lembrança, 
E do bem (se algum houve) as saudades. 

O tempo cobre o chão de verde manto, 
Que já coberto foi de neve fria, 
E em mim converte em choro o doce canto. 

E afora este mudar-se cada dia, 
Outra mudança faz de mor espanto, 
Que não se muda já como soía." 


Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

 Luís de Camões

"Mudam-se os tempos...

Portugal...

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