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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Abençoada Reforma Antecipada!!!

“…Condições de Vida e de Trabalho na Educação…”

 

Nem sempre gosto de me pronunciar sobre temas ou notícias muito a quente, logo que elas surgem e começam a aquecer nas redes. Mas, por vezes, é necessário fazê-lo.

 

Os resultados apresentados a partir do “Inquérito Nacional sobre as Condições de Vida e de Trabalho na Educação em Portugal só poderão surpreender a quem esteja completamente a leste do funcionamento do Sistema Educativo em Portugal.

O Ensino em Portugal, muito especificamente no referente às condições de trabalho dos Professores, tem-se vindo a agravar, a deteriorar, ao longo de vários anos. Mas não é de agora. É uma situação que tem piorado muito e sob múltiplos e diversos aspetos da vida profissional dos docentes. De há vários anos!

 

(Bem sei que não são apenas as condições socioprofissionais dos Docentes que estão péssimas. As dos Profissionais de Saúde também deixam muito a desejar. E falo especificamente destas duas classes socioprofissionais, porque o público-alvo, o “objeto” de trabalho é a Pessoa Humana! Pelo que relativamente aos Profissionais envolvidos há toda uma exigência que os condiciona na prestação dos serviços respetivos às inerentes comunidades. Logo uma maior atenção do respetivo Patrão, maioritariamente o Estado!)

 

Não admira que muitos profissionais desejem a “reforma antecipada”, mesmo sendo “penalizados”. (Acho esta palavra tão peculiar, aplicada a quem não fez mal a ninguém, nem foi visto nem achado para as sucessivas alterações do acesso à reforma, sempre em constante prejuízo de quem trabalha! Quando um árbitro viola as regras acordadas cai-lhe o Carmo e a Trindade!!!!... Cala-te boca!)

 

Mas como é hábito desvio-me do tema central.

Voltando.

 

No respeitante às condições de trabalho dos Professores e do Ensino em geral, há muitos aspetos que convirá frisar, a nível da própria ideologia e filosofia inerente ao trabalho em si. Não vou explanar tudo o que acho. Apenas alguns conceitos básicos, teóricos e práticos.

 

- Professores, Alunos, Pais / Encarregados de Educação, Estado – Patrão, Comunidade Envolvente, todos contribuem, devem contribuir, para uma melhor e mais eficaz Educação. Cada um no seu papel e respeitando o dos Outros.

- A Educação é um Direito inalienável de todo o Cidadão, até um certo nível deverá ser tendencialmente gratuita. Mas esse Direito pressupõe o Dever de que quem usufrui dessa Educação, ademais quase gratuita até certos níveis escolares, quem desse direito beneficia deverá agir no sentido de aproveitar devidamente desse benefício. (Tantas crianças e jovens por esse mundo fora a desejarem, almejarem, o acesso à Educação e ao Ensino e, em Portugal, tanta gente a desperdiçar essa oportunidade!)

(…)

Sobre aspetos práticos, convém esclarecer, o que muito boa gente não entende, que uma hora de aula, pressupõe, a montante, muito mais que esse tempo e, a jusante, outro tanto ou muito mais ainda. (Mas este é um aspeto que só quem está por dentro percebe bem!)

E turmas de trinta alunos! Senhor Ex - Ministro que tem o nome de um concelho, dou-lhe um conselho: Experimente, SFF, no Básico… no Secundário…!

(…)   (…) … (…)

(Fico-me por aqui. Não quero ultrapassar a pág. A4, que me propus como “medida” de texto!)

“Praxe: integração ou violência? Uma tradição sem consensos.”

Retrocesso Civilizacional

E mais alguns tópicos sobre assuntos de idêntica categorização

 

praxes submissão in. 5dias.wordpress.com

 

 

Preâmbulo:

1 – Antes de tudo o mais, pedir desculpa por não ter divulgado este post ainda no dia de ontem, conforme sugestionara, mas foi de todo impossível.

Por outro lado, quando escrevo sobre assuntos polémicos, julgo ser bom deixar os temas a “macerar” um pouco, ou como se costuma dizer “o travesseiro é bom conselheiro”!

 

2 – Mencionar igualmente que ao referir-me às “Praxes” e falar em “ódio de estimação” é traduzir a ideia subjacente ao assunto, de uma forma infeliz.

Tenho abordado, com alguma frequência, esta temática no blogue, porque periodicamente vem à baila na comunicação social, quase nunca pelas melhores razões.

E porque não concordo com as mesmas, visto que, no essencial, as respetivas práticas não respeitam as liberdades, direitos e garantias fundamentais dos indivíduos, nem obedecem ao princípio da igualdade entre cidadãos.

 

Desenvolvimento:

 

SAPO 24”, abordou este tema polémico, propondo debate, através de três redes sociais em que não estou inscrito.

 

Mas como este é um tema que me “toca” e sobre o qual já me tenho debruçado neste blogue, em diferentes ocasiões, resolvi, mais uma vez, voltar a ele, apesar de quase sempre desejar que seja a última. Mas está difícil tal acontecer.

 

Pouco terei a dizer para além do que já afirmei e do que pessoas mais avalizadas que eu têm referenciado.

 

Começo por frisar que sou totalmente a favor de Atividades de Integração dos Novos Alunos nas Instituições de Ensino Superior em que vão iniciar os seus estudos.

 

Atividades diversas, organizadas por Alunos, Professores, Entidades e Instituições de Ensino, com a colaboração dos mais diversos Organismos Institucionais, públicos e ou privados da(s) Localidade(s) onde estão sediados os estabelecimentos de ensino, de forma e como forma de os alunos se integrarem no novo Meio em que se vão inserir e se conheçam e criem laços de cordialidade entre si.

 

Mas essas atividades devem obedecer a Valores elementares, basilares e fundamentais, na relação entre Pessoas: como seja a existência de Respeito e Consideração de uns pelos outros, antes de tudo o mais por Si mesmos.

Sustentadas no Princípio da Igualdade entre Pessoas, Cidadãos, Jovens, Estudantes.

 

Estruturando-se, assentando nestes dois Princípios basilares, nestes Valores fundamentais:

- Igualdade

- Respeito e Consideração por Si e pelos Outros.

 

Princípios e Valores que, globalmente e de uma forma quase generalizada, as designadas “praxes” não seguem e até há pouquíssimos anos, não seguiam de todo. 

Daí, continuar a repetir o slogan, que tenho vindo a defender, em diferentes momentos, neste blogue:

Diz NÃO às Praxes!

 

O artigo supracitado enquadra o suficiente sobre essas práticas, não sendo de todo completo, mas é suficientemente esclarecedor para quem quiser lê-lo com atenção.

 

Há um aspeto que se acentua sobre as ditas “praxes”, que me impressiona sempre. A tão falada “Tradição”!

 

Acho muito peculiar que se invoque tanto este aspeto da Vida, num mundo em que houve tantas e tantas modificações, tanto no plano social, como no tecnológico, científico, etc.

 

Defender as Tradições, sim.

Mas as que traduzem algo de construtivo, de relevante, de elevado, culturalmente falando, para o Ser Humano, para a Humanidade, para os Homens e Mulheres deste País e deste Mundo.

 

Que não é o caso das “praxes”, que representam um verdadeiro retrocesso social e cultural.

 

Que haja pessoas, para mais frequentando o dito ensino superior e que defendam estas práticas, de todo me surpreende!

 

*******

 

Impressiona-me que num País que evoluiu extraordinariamente sob múltiplos e diversificados pontos de vista, nestes últimos quarenta anos, nalguns aspetos regrida completamente.

 

Existem outros, como é o caso da manutenção de certas práticas de “diversão” (?!) sádica, assentes na tortura “gratuita” sobre animais, e a que não há coragem de pôr termo, isto é, "pegar o touro pelos cornos”.

 

*******

Outro é o caso da sujidade das nossas ruas, becos e ruelas, parques e jardins, devido à porcaria de animais, mas em que é o humano o mais culpado.

Para o que reporto também para um artigo recentemente divulgado, da autoria do Professor Doutor Mário Cordeiro.

 

Neste aspeto, também regredimos a um estado de pré-história do saneamento básico, quando neste país, na grandessíssima maioria das habitações, não se auferia desse benefício, hoje indispensável, e havia barracas em todos os centros urbanos.

Atualmente, em que a quase totalidade da população dispõe de condições básicas de higiene, que não é de há muito tempo, e a grande maioria dos bairros de barracas foram erradicados, é vermos porcaria e lixo por tudo quanto é sítio.

 

E onde a conversa já vai!

 

E em que é que isto tudo se relaciona com as ditas e famosas “praxes”?! ?!

 

Nota Final:

Apresento a mesma fotografia, que retirei da net, (in. 5dias.wordpress.com), porque ela é por demais elucidativa.

Tomada de Posse de Sua Excelência, o Senhor Presidente da República Portuguesa!

Bandeira de Portugal. In. wikipedia.png

 

Duas Questões Pertinentes.

 

Questão I – “Os Não – Aplausos”

 

No post em que abordo o Discurso de Posse do novo Presidente da República, refiro a questão dos “não – aplausos”. Mas não desenvolvi o assunto, nem fiz quaisquer comentários.

 

Entretanto, num outro blogue, comentei que: “Todos os Deputados deveriam ter aplaudido. Pelo menos por uma questão de Educação e Cidadania! Que o discurso até é muito consensual e está muito para além da matriz identitária do seu Autor!”

 

Pois são estes aspetos que quero acentuar. Deveriam ter aplaudido. E deveriam ter-se levantado. Naquele contexto e naquele enquadramento. Naquele Tempo e naquele Lugar. Pelas Pessoas que são e pelo que representam!

Por uma questão de Educação. De Cidadania. E acrescento, de Civismo.

Essas Atitudes e Comportamentos não os condicionavam em nada, em termos de futuro!

 

Pelo Ato em si: Investidura do Presidente da República. Pela Figura de Estado, que quer gostemos ou não, quer tenhamos ou não preferido a pessoa em causa, enquanto candidato, a partir do momento em que, tendo sido eleito e investido nas Funções de Presidente da República é a 1ª Figura do Estado, da Nação, do País. É o Presidente de Todos, ele próprio o frisou, logo no discurso de vitória.

Também pelo Local em que estão. Pelo que Significam e Representam. Por Eles Próprios.

 

Quem não respeita os Outros acaba por também desmerecer o Respeito que se lhe deve e dá mau Exemplo, neste caso, para todo o País.

 

E o Discurso, dir-me-ão que são apenas palavras, mas é um Discurso muito consensual, sem lançar farpas de modo a provocar, desde logo, atritos desnecessários.

E não podemos esquecer que se vive um momento especial em Portugal, de um Governo assente em Acordos e Consensos, nos quais estão envolvidos precisamente esses Partidos dos que não aplaudiram nem se levantaram. (Apetecia-me usar outras palavras!)

 

Mas cada um é livre de fazer o que quer e pode, mas tem que perceber, “Quem é”, “O que Representa”.

E as Atitudes e Comportamentos dos Senhores Deputados, naquele contexto e enquadramento espacial e temporal, são significativas e significantes para milhões de Portugueses que assistem às cerimónias!

 

Penso que esta atitude, infelizmente, volta-se contra os próprios, como outras igualmente infelizes que por aí ocorreram.

 

Questão  II – Confissões Religiosas presentes no “Encontro Ecuménico”

 

No post em que abordei o evento considerado como “Encontro Ecuménico”, referi que:

“Desconheço a totalidade e especificidade de todas as Igrejas representadas, mas, por acaso, tenho curiosidade em saber.”

 

Entretanto, ontem, 5ª feira, dia 10, consultei o DN, edição papel, e, na pag. 10, sob o título “Só o Dalai Lama juntou tantas religiões na mesquita”, se explicita: «Encontro – Marcelo apelou que o “espírito ecuménico” manifestado pelos religiosos se estenda a toda a sociedade, até à política.»

 

E, no corpo de texto da notícia, se mencionam as confissões representadas, a saber:

«... Vale a pena elencar as confissões presentes: ‘Evangélica, Anglicana, Católica, Judaica, Ortodoxa Grega, Budista, Baha’i, Indu, Islâmica, Muçulmana Shia Ismaili, Xiita, Sikh, Adventista, Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Vetero Católica, Templo de Shiva e o Conselho Português das Igrejas Cristãs.’ »

(Nota: Coloquei a designação das igrejas todas em Maiúsculas.)

 

A Cerimónia, segundo li, também foi muito simbólica.

 

E também termino, formulando votos que esse Espírito Ecuménico, de Diálogo, de Tolerância, de Estabelecimento de Acordos e Consensos, de Compreensão e Aceitação do Outro, nas suas especificidades e particularidades, se estenda a Portugal, ao Mundo e que comece, desde logo, e como exemplo nacional, na Assembleia da República Portuguesa!  

Política – Eleições – e Algumas Questões Pertinentes

Educação... E não só!

 

Escola pública in. pt.wikipedia.org.jpg

 

Pontos Prévios:

 

0 – Volto a interromper a divulgação dos Poemas da XIII Antologia do C.N.A.P., para expor alguns aspetos sobre outras temáticas.

Também penso ainda voltar às Séries. Que até me informaram que se iniciou “Guerra e Paz”!

 

1 - Já que me debrucei em dois posts sobre questões de política, numa perspetiva “tout court”, isto é, no sentido imediato do termo, não vou deixar de continuar a debruçar-me sobre alguns temas que me despertem mais a atenção, quando achar conveniente. A não ser que me desiluda completamente…

Friso e repito, que essa é uma forma de expressão da Liberdade, que a Democracia nos deu e que a Internet permite exercer num contexto alargado.

 

2 - Esta nova Governação, bem como a nova Legislatura, dada a sua novidade formal, trouxera-me algumas esperanças, quiçá ilusões, que alguma coisa mudasse em termos de conteúdo.

Mas o que tenho observado, nomeadamente na Educação, deixa-me algumas perplexidades.

 

3 - Será que algum dos candidatos a próximo Presidente da República conseguirá pôr cobro a esta situação que é a de nos mais diversos campos e muito especificamente na Educação a legislação estar sempre a mudar?! Será?!

 

4 - Mudou o Governo, mudou bastante o enquadramento político partidário que sustenta esta governação, criou-se até um suporte governativo inédito em Portugal, algo que se suponha ser impensável, todavia, as metodologias, as estratégias governativas não mudaram nada.

 

5 - Mal tomou posse, este Governo logo tratou de alterar as Políticas legislativas onde mal tinham começado, especialmente na Educação. Onde era preciso haver alguma estabilidade, dado que o ano letivo já havia arrancado, em Setembro, quando o Governo tomou posse bem mais tarde, assim como a entrada em funcionamento da nova Assembleia da República.

Além de que o Ano Letivo começa a ser preparado pelos principais Agentes Educativos, bem antes de começar. Em muitos aspetos, de um ano letivo para o outro.

E as eleições para a Assembleia da República foram só a 4 De Outubro!

Mas não, mal se iniciou esta Legislatura e este Governo tomou posse trataram logo de alterar questões fundamentais como seja a da Avaliação.

 

Questão principal:

 

- Não teria sido possível manter o que estava em funcionamento, deixar correr o ano letivo normalmente, ir fazendo análises e auscultações periódicas sobre o que eventualmente se pensasse mudar, no final fazer uma avaliação global e parcelar sobre os aspetos considerados críticos, e decidir então se haveria mudanças ou não e, caso fosse necessário mudar global ou parcialmente, implementar essas mudanças apenas no próximo ano letivo (2016/2017)?!

 

 

Algumas Inferências:

- Se há algo que tem sido pernicioso ao longo destes quarenta anos de Democracia e concretamente na Educação, têm sido as constantes mudanças que têm havido. Muda o governo, muda a legislação, mudam completamente os procedimentos, mesmo já tendo o ano letivo começado.

 

- Não há uma coerência estruturante na Educação. Não há um Projeto Educativo consistente, não há um pensar global sobre a Educação, se se pretende uma Escola Pública de qualidade, se o Ensino Privado deve ou não continuar a ser financiado pelo Estado, qual o modelo de Avaliação a implementar… (…)

 

Escola primária in pt.wikipedia.org.jpg

 

E, já agora, gostaria de levantar outras Questões.

 

- Será que os Exames fazem assim tanto “mal” aos alunos? Provas escritas, provas orais são assim tão traumatizantes?! Não serão também formas de aprender, de aprender a agir, de agir num contexto específico, sem dúvida alguma mais rigoroso do que é habitual numa sala de aula… Mas não será também essa uma outra forma de aprender, nomeadamente a saber estar nesse contexto específico de maior rigor e exigência?!

 

- A exigência e o rigor serão prejudiciais ao desenvolvimento, ao crescimento harmónico, dos jovens alunos?! Ao longo da Vida nunca irão vivenciar situações de stresse semelhantes ou muito mais desafiantes até, do que aquelas que se vivem numa sala de exames?

 

- Rigor e exigência promovem a desigualdade?

 

- O trabalho mata os Cidadãos?

 

Futuramente, voltarei ainda, talvez noutro dia, novamente a mais algumas proposições ou questões sobre Educação. Talvez…

 

Mas agora quero deixar mais algumas questões de âmbito mais alargado:

 

1 – Continua a fazer sentido persistir em “dividir”, este País tão pequeno, em “Esquerdas” e “Direitas”, como se não fossemos todos Cidadãos Nacionais de pleno Direito?!

2 – E insistir em criar e executar políticas sempre sob este prisma reducionista, de divisão, de malquerenças e equívocos?!

 

3 – Não haverão questões, situações, de tal ordem importantes que justifiquem uma abordagem nacional, independentemente de divisões e questiúnculas político-partidárias, que justifiquem “um sentar à mesa” de Pessoas capazes e avalizadas para a resolução de problemas globais e nacionais?!

 

Se os nossos políticos não reparam, nem quando andam de feira em feira, de mercado em mercado, sugiro que observem o estado calamitoso em que estão os cascos antigos de muitas das nossas Cidades, Vilas e Aldeias.

Chalet Cova Piedade Foto original de DAPL 2014.jpg

 

É só passearem-se, com olhos de ver, e repararem como se encontram muitos dos bairros antigos e zonas emblemáticas das nossas povoações.

A começar pela Capital!

 

Praça da Figueira Lisboa Photo original FMCL 2015 .jpg

 

Este é um campo que deveria ser um desígnio nacional!

Recuperar e investir nas zonas antigas das nossas povoações!

E este seria um trabalho sem fim que envolveria Todos, a todos os níveis.

Lisboa Avenidas Novas Foto original de FMCL 2015 .jpg

 

Voltarei a este assunto?!

 

 

PRAXES! Ainda...

À Atenção das Entidades Competentes!

Praxes In.uniarea.com

Volto a este assunto reportando-me para notícia publicada segundo link em anexo.

E ao que já escrevi neste blogue.

Aqui!

Aqui!

É preciso que as Entidades Competentes, dos vários âmbitos de Cidadania, tenham a coragem de agir, na preparação já do próximo Ano Letivo! E não esconderem a cabeça no chão para não verem, nem refletirem!

E gostaria de já não voltar a este tema, de futuro.

O Governo tomou posse!

O Governo do Partido Socialista, chefiado por Drº António Costa, tomou posse hoje, dia 26 de Novembro. Apenas com membros afetos a este Partido, mas apoiado parlamentarmente pelo Bloco de Esquerda, pelo Partido Comunista Português e pelos Verdes.

Um Governo de um Partido que não sendo maioritário na Assembleia da República tem, contudo, o apoio maioritário no Parlamento. O que só pode acontecer assim, dado que vivemos numa Democracia Parlamentar.

Situação aliás frequente em vários países de Democracia avançada.

 

Apenas dois desideratos fundamentais que precisamos que este Governo nos traga:

 

- Estabilidade – Este objetivo implicará que este Governo cumpra a Legislatura.

Objetivo que deverá determinar necessariamente que os “parceiros” que o apoiam, cumpram esse compromisso. Apoiar o Governo durante os quatro anos da legislatura.

Não será fácil que isso venha a acontecer sempre. Surgirão crispações, desentendimentos mais ou menos fortes, que inclusive serão muito bem aproveitados e fomentados pelas forças políticas que estão contra estes acordos do PS, bem como pela Comunicação Social que lhes é afeta. Pelos Detentores do Poder Económico, Financeiro… Para além de todas as pressões externas que surgirão, às claras ou na sombra das tomadas de decisão e em todas as jogadas políticas que existirão nestes jogos de Poder.

Necessariamente haverá que buscar acordos e consensos entre o Governo e os Partidos apoiantes.

 

Este Governo não terá a vida fácil. Sofrerá ataques dos mais variados setores de Poder e Contra Poder. Tanto nacionais como internacionais. Que saiba resistir a esses “ataques” e que não soçobre internamente, nem no contexto dos grupos apoiantes.

Que saiba resistir ao que quebra muitas vezes os Ideais: a Fome de Poder, a Corrupção, o "Compadrio"…

 

- Este Governo deverá implementar medidas, dentro dos respetivos contextos ministeriais, que focalizem as “Pessoas”, como móbil fundamental das políticas governativas.

Em termos de Valores, que implementem ações subordinados ao conceito de Dignidade. Que devolvam a Dignidade às Pessoas. Àqueles que dela mais se viram espoliados: Trabalhadores, Velhos, Reformados, Jovens… “Classe Média”…

 

Há setores em que a ação deste Governo irá ser muito elucidativa: Educação, Saúde, Justiça, Trabalho e Segurança Social.

As medidas a tomar nestes campos vão indicar-nos, com maior ou menor clareza, qual vai ser o “norte” desta governação.

Num destes setores há questões muito mediáticas que serão a "pedra de toque" desta governação, a curto prazo. Conforme este Governo nelas "pegar" assim deduziremos se nos trará ou não a "Estabilidade" e a "Dignidade" que precisamos.

Aguardemos...

Desejamos que tudo corra pelo melhor, que o que Portugal precisa é de um “Governo que governe bem”, passe a redundância.

 

P.S.-

E com este post, de algum modo, quebrei mais acentuadamente um dos meus tabus.

Sim, também tenho os meus tabus!

Esclarecendo. Abordo muito diretamente questões de Política “tout court”. Isto é no sentido mais imediato do termo. Falo deste tema, “política”, de uma forma muito direta e até, temporalmente, muito em cima do acontecido. Ainda que de modo muito “suave”.

 

 

 

 

1975 - 2015: Passaram-se quarenta anos!

 Ainda a propósito de “Mad Men”. 

E de um acontecimento de 1975.

 

E volto ao blogue e ao post em que abordei um acontecimento real ocorrido em 1975, a propósito dos “Homens Loucos” de Madison Avenue, N. Y. C., “Mad Men”. E dos computadores, na altura uns verdadeiros “monstros”, não só na forma, como no conteúdo, pela perspetiva de como eram vistos e percecionados, mesmo por quem lidava de perto com eles nos escritórios, mas não sendo especialista no assunto. Mais ainda para quem era completamente desconhecedor das suas funcionalidades e modus operandi.

Agora em que, a propósito de alguns acontecimentos mediáticos da política portuguesa atual, tanto se tem falado de 1975

 

Gostaria de deixar registado neste blogue alguns aspetos relevantes de algumas mudanças significativas deste Portugal de início século XXI, 2015, relativamente a esse findar do 3º quartel do século XX, 1975.

 

Neste Portugal atual, e apesar da tão apregoada Crise, vive-se significativamente melhor do que nessa data já longínqua de setenta e cinco.

Em termos de Consumo, os portugueses têm genericamente acesso a um cabaz de compras de bens mais ou menos essenciais muito mais vasto e diversificado não só pelos bens suscetíveis e acessíveis à sua bolsa, como pela existência e proliferação de locais de compra. Tanto de bens de consumo imediato, como duradoiro.

Vivemos numa Democracia consolidada. A Liberdade também é um Valor inquestionável!

O acesso a bens e serviços englobados no contexto da Educação, da Saúde, da Habitação, é um Direito também estruturado. Apesar de algum retrocesso que se tem verificado nomeadamente no campo da Saúde, face ao que já adquiríramos entretanto.

Portugal vive em Paz, apesar dos medos que hoje se sentem e pressentem, resultantes do alastrar à Europa de Guerras, que, até há poucos anos, pareciam confinadas a Países distantes… Que não deixavam de ser Guerras por isso…

 

in. escreveretriste.jpg

 

Estas são algumas situações em que, no plano interno, se constatam diferenças positivas relativamente há quarenta anos atrás.

 

E, no plano externo?!

 

Constate-se.

Portugal está integrado na União Europeia.

Faz parte da Zona Euro.

Não existe o “Muro de Berlim”, apesar de muitos outros muros que têm sido criados, por esse mundo afora. Físicos e psicológicos, culturais e sociais…

Não existe “Cortina de Ferro”.

Não existe “Pacto de Varsóvia”.

Não existe a URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas!

 

Thefalloftheberlinwall1989 in wikipedia.JPG

 

Vivemos num Mundo substancialmente diferente, mas…

Em que apesar de a designada “Guerra Fria” ter terminado, vivemos atualmente numa tensão e medo ainda maior. Em que a “Guerra” atual, há quem fale que vivemos numa “Terceira Guerra Mundial”, uma Guerra com contornos diferentes das anteriores, em que essa “Guerra” invadiu diretamente a Europa. E indiretamente chegou ao Continente Europeu através dos refugiados das Guerras por essas Áfricas e Médio Oriente.

 

E quem “produziu” essas “Guerras”?

Quem as alimenta com armas de todos os tipos?

Quem as financia?!

E com que fins?!

Quem as semeou e continua a sustentar, a adubar e fertilizar, com armas, munições, tanques e explosivos e carne para canhão de tantos inocentes?!

E quais os meios utilizados para obtenção de dinheiro para sustentar essas “Guerras”, umas “Grandes” e outras pequenas?

 

in imdb.com

 

Por vezes questiono-me e lembrando a “Família Krupp”, e a “Queda do Terceiro Reich”, se as pessoas que de facto alimentam as guerras, produzindo e financiando o armamento, mas vivem afastadas dos locais de conflito, quando ocorrem situações como as que têm acontecido por essa Europa, não se interrogam sobre o seu papel no Mundo…! Sobre a sua ação destrutiva da Humanidade!

 

E voltamos ao ponto de partida.

Vale a pena comparar 1975 com 2015?!

Apesar do pessimismo recente, vivemos ou não num Portugal substancialmente melhor?!

É ou não possível haver em Portugal abertura a novas e diversas perspetivas de “conduzir” este barco “Portugal” a bom porto?!

Que não faltarão as tempestades, os ventos alterosos, as borrascas…

 

Ah! E não posso esquecer o Imperialismo!

E o Imperialismo ainda existe ou não?!

Os Estados Unidos da América continuam a ser uma nação imperial, mesmo e apesar de terem um Presidente Obama?

E a Rússia, a nova Rússia, continua a ser também um Estado imperial, como o foi a antiga U.R.S.S., talvez o maior império à face da terra? Tal como fora também um império a antiga Rússia czarista?!

E o Reino Unido? E a França? E a Alemanha? São ou não nações imperialistas ou vivem apenas na nostalgia dos respetivos impérios passados?!

E a China?! É a terceira potência militar mundial, já detentora de enorme poder e liquidez financeira, “proprietária” e “co-proprietária” de variados setores estratégicos por esse Mundo fora, a nação mais populosa, com “colonos” espalhados também por todo esse Mundo, ocupando setores variados, talvez a maior produtora e fornecedora de bens utilitários de maior ou menor préstimo, mas que os Ocidentais, na sua febre consumista, tudo compram...

E o imperialismo das grandes multinacionais, dos grandes grupos financeiros, das grandes petrolíferas?!

(…)

E voltamos a interrogar:

O Imperialismo continua a existir ou não?

E Portugal e os Pequenos Países podem ou não tomar decisões e tomar conta do seu Destino fugindo às garras do Imperialismo?!

 

E com esta pergunta nos ficamos, por Hoje!

E terei esquecido o E. I.??!!

 

 NOTA Final:

HOJE, dia 24/11/2015, tomei conhecimento deste texto publicado na Revista "Visão" sobre o "financiamento" desta "Guerra" em curso.

Imprescindível LER!

 

Séries, Borgen, Política, Eleições

Ficção e Realidade no Exercício da Cidadania!

 

Borgen rtp.jpg

E eu que, quando delineei a estrutura ideativa deste blogue, quase há um ano, que me mentalizara que, em princípio, não falaria da dita cuja, política.

Mas não me posso abstrair, ignorar a vida da “Pólis”, na “Cidade”, de pôr em prática o conceito de CIDADANIA.

Daí, quer quisesse ou não à partida, a realidade e a interação com essa mesma realidade, leva-me à abordagem de situações ligadas à Política, porque estão ligadas à Vida e ao nosso dia-a-dia!

E a forma que muitas vezes encontro para tratar esses temas, de uma forma mais distanciada, é abordá-los sob o ponto de vista dos filmes, da ficção!

Estranho, não?!

Mas, por vezes, e cada vez mais com a comunicação interativa, ficção e realidade estão entrosadas, para o bem e para o mal.

E o Poder que têm os Media!

 

Borgen DN TV Media.jpeg

 

Assim, e novamente, volto a Borgen, apesar de ontem não ter visto o episódio desta reposição da série. Vira o de oito dias antes. E na 1ª transmissão dos episódios, vi-os quase todos. Nesta reposição vejo quando me é possível, e ontem não o vi.

Sobre esta série escrevi alguns posts, que refiro aqui! E aqui!

 

A personagem principal é Birgitte Nyborg.

E que falta nos fazia termos assim alguém na Política.

Alguém que defenda Valores Humanistas, Ideais de Liberdade, os Direitos Humanos, que trabalhe para as Pessoas e não em função de si mesma, que defenda e lute por Valores Altruístas, que defenda os valores do seu próprio país e não esteja à mercê dos interesses de outros.

Que saiba negociar.

Que saiba criar acordos, mesmo não governando com maioria, muito menos com maioria absoluta. Porque não é preciso ter necessariamente maioria absoluta para se poder governar. E muito menos é conveniente.

Porque é preciso saber equacionar, criar acordos de convergência com outros partidos, até porque em variados campos é mesmo necessário haver um amplo consenso. Saber criar consensos. Discutir ideias e ideais, orientar-se por Princípios, num mundo em constante mudança.

Saber e aprender a sentir o pulsar das Pessoas, dos Cidadãos.

Relevar o papel da Mulher na sociedade e na política.

Atender a causas fracturantes, defender a integração das comunidades imigrantes.

Saber dizer não à demagogia do lucro fácil.

Respeito pelo Ambiente. Procura de soluções alternativas no campo da energia.

Saber e poder dizer não à ditadura dos mercados financeiros, que controlam a economia e a política. Porque na Europa, e se na União Europeia se quiser, isso é possível.

Participar na construção de um União Europeia mais solidária.

 

Nesta série, o enredo ficcional entrosa-se regularmente com a própria realidade. O que se passa no filme, assemelha-se ou enreda-se na própria realidade.

Sendo que na série, e pela primeira vez na Dinamarca, uma mulher ascendia ao cargo de 1ºMinistro, tendo a visualização do seriado passado em 2010, no ano de 2011, e de facto e pela primeira vez na realidade, uma mulher passou a exercer esse cargo na política dinamarquesa, a célebre Helle Thorning-Schmidt, que algumas dores de cabeça terá provocado em Michelle, com já referi em post anterior.

 

Mas deixemos essa cusquices tão peculiares nas duas jornalistas loiras, só loiras, da televisão dinamarquesa, uma delas, agora, é spin-doctor de Birgitte e do seu novo partido, “Novos Democratas”.

E que falta nos fazia termos uma política e um partido assim!

 

E o papel dos media?! E como eles controlam e determinam a opinião pública?! Sabendo que eles têm dono. “His master voice”!

 

Respeito pelas Pessoas, nomeadamente por quem trabalha,

Tratar as pessoas com Dignidade, nomeadamente quem já trabalhou e deu o melhor ao seu País.

Trabalhar na Política para o País, para os Cidadãos, para as Pessoas e não em função dos seus partidários e da sua pessoa, não ao compadrio e jogos de interesses.

Altruísmo! Trabalhar politicamente para os Outros e não para si próprio e amigos do partido.

 

Penalizar o capital e não tirar a quem já pouco tem. Que os lucros da Banca têm sempre crescido exponencialmente e comparativamente com o empobrecimento de quem trabalha e, na base da sociedade, sustenta a pirâmide socio económica.

 

Não à corrupção, ao nepotismo.

 

Atenção ao Ambiente, Educação, Integração, atenção às minorias.

 

Consciencialização e conscientização de que Cidadania assenta em Direitos, mas também em Deveres, de Todos, de todos os Cidadãos!

 

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E com este enumerar de princípios, estratégias, conceitos, e sei lá mais o quê, onde, em que partido os vou encaixar?!

Sabendo que a candidata Birgitte Nyborg não irá dirigir nenhum dos futuros governos em Portugal?!

E estas ideias desarrumadas, como se uma “tempestade mental” integrassem, reportam-se todas ao ideário da mencionada protagonista, da série supracitada, ou algumas serão minhas, que as coloquei como se fossem da líder partidária?!

Bem, tantas perguntas e só preciso de colocar uma cruzinha.

Fácil, não é?!

 

 

 

Não pensava já escrever sobre as PRAXES!

Não, não pensava!

Até porque julgava que as coisas teriam melhorado. Mas não! 

Continua  a mesma barbárie...

 

Pelo que, e face ao que voltou a acontecer, não posso deixar de remeter para o que já publiquei neste blogue.

 

E um APELO às AUTORIDADES deste PAÍS.

Não basta dizer que os Alunos são livres de irem ou não às Praxes, até porque sabemos que, psicológica e socialmente, individual e coletivamente, não são. Ninguém o é totalmente! Há múltiplos e variados condicionamentos nas decisões que tomamos e não apenas nos contextos referidos.

 

Há que ter a coragem de dizer: Não Vão às Praxes!

Participem, Promovam, Organizem ATIVIDADES de INTEGRAÇÃO, sim, mas em que todos sejam IGUAIS!

 

E a tutela, as várias tutelas deste País, devem intervir, até preventivamente, para que não se continuem a repetir, nas Praxes, atentados aos mais elementares DIREITOS de qualquer Cidadão.

Que os atos de desrespeito pelos mais simples direitos cívicos ocorrem na via pública!

Que não, e apenas, se atue, ou se tente atuar, quando ocorrem situações como a descrita na notícia!

 

E, para que não se repitam tragicamente ocorrências como as que, infelizmente, aconteceram em anos anteriores!

 

E este assunto também poderá ser uma Questão dirigida Ao Excelentíssimo Senhor Ministro de Educação!

E não só!

 

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