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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

A 5ª Temporada da Série “Crime e Castigo” vai terminar!

television-engrenages--5eme-saison- www.paperblog.

 

Esta 5ª temporada da série está quase a terminar. Certamente será hoje 18 de junho, 5ª feira, ao 12º episódio.

 

A autoria do crime, em investigação desde o 1º episódio, foi ontem revelada, no 11º episódio, segundo confissão de uma das participantes nesse duplo homicídio de mãe e filha.

 

Depois de voltas e mais voltas, avanços e recuos, a investigação obteve o esclarecimento do imbróglio, que nunca mais se desenrolava.

A autoria do homicídio pertence a um gang de jovens tresloucadas, desestruturadas familiar e mentalmente, que já haviam sido presas por outro crime e que, semi-marginais, viviam de expedientes e roubos, muitos de caráter violento, de agressividade desregulada e louca.

Foram elas as autoras ou co-autoras do duplo assassinato, por motivações irrisórias, desprovidas de qualquer lógica, fruto daqueles cérebros desgovernados e da raiva e frustrações acumuladas, por vidas desamoradas.

Durante todo o decorrer da ação, nos diversos episódios, cirandaram no enredo, mais ou menos relevantes no desempenho, com destaque para a completamente doida chefe do bando e, nestes últimos, adquiriram papéis fundamentais na ação, protagonizando um improvável desfecho, a ocorrer hoje, e que se teme afigurar se não trágico pelo menos preocupante.

E porquê?! …

Ontem, as protagonistas do bando raptaram uma criança e a rapariga que a fora buscar à escola, aprendiz de cabeleireira, ex membro do grupo, que também cumprira pena, mas que se pretende regenerar integrando-se socialmente, através do trabalho.

Aguardemos pelo que irá ocorrer hoje, 12º episódio, em princípio, final desta 5ª temporada.

 

Na equipa dos “Três Mosqueteiros”…

Gilou foi libertado. A estratégia da advogada Joséphine resultou. Reportar às chefias a responsabilidade no envolvimento da colocação das escutas nas motas roubadas foi remédio santo.

Para esse resultado foi também primordial a decisão do chefe de Departamento dos policiais que, numa atitude algo surpreendente, não aceitou a sugestão dos restantes chefes, detentores de cargos políticos, que pretendiam “queimar” Gilou, negando o seu conhecimento das escutas.

Como ele referiu: “De manhã, gosto de me olhar ao espelho quando me barbeio.”

Tintin foi definitivamente(?!) abandonado pela mulher.

Laure aceitou totalmente a gravidez.

 

Paralelamente, o “ ADE - Alto Dignatário Estrangeiro”, depois de todas as peripécias da sua prisão, foi libertado, por decisão direta de Sua Excelência, o Senhor Procurador!

Perante a estupefacção do Juiz Roban e da Juiza “coadjuvante”, mas com um papel intervenientíssimo no processo. E do Juiz instrutor do processo de congelamento dos respetivos bens…

E a surpresa da própria advogada, Joséphine. Que ganhou destaque profissional com este caso, mas que foi usada pelos detentores do Dinheiro. Melhor, quis deixar-se usar!

Haverá mais algum desenlace deste assunto no derradeiro episódio?

 engrenages videos

 

Em termos ficcionais, se fosse a relatar, neste post/blog, o enredo da temporada e da série, haveria muitíssimo mais a dizer, como é óbvio.

Mas não é isso que pretendo.

Apenas chamo a atenção para um programa que merece ser visto, na RTP2.

 

Em termos de realidade, o que choca nesta série, e friso novamente, é o seu espelhar do que, infelizmente, vivemos no dia-a-dia!

Que estas séries, pelos temas abordados, nomeadamente no referente a “Justiça”, e a “Política” e pela sua “proximidade” geográfica e cultural estão demasiado perto de nós!

Infelizmente!

Porque preferíamos uma “Justiça”, que fosse mais JUSTIÇA e uma “Política”, que fosse mais POLÍTICA!

juiza.jpg

 

 les-engrenages

Les Engrenages - "Os Três Mosqueteiros"

“Les Engrenages” -Temporada 5 - Episódio 8

tres mosqueteiros. www.canalplus.fr/c  jpg

 

Tenho estado todo o dia a hesitar se haveria de voltar a tecer alguns comentários sobre a série que tenho andado a visualizar e a escrevinhar algumas ideias e opiniões sobre a mesma.

Por um lado, apetece-me escrever, mas tenho dúvidas no tom com que fazê-lo, se de modo irónico e leve… é simplesmente um filme; se com alguma seriedade e sisudez, pois sendo realmente apenas ficção, espelha em demasia a realidade que vivemos…

 

Por outro, também hesito pela ponta com que começar.

No enredo da série, a narração centra-se no lado profissional das personagens, no seu trabalho enquanto polícias, advogados, juízes, mas tendo sempre como pano de fundo a sua vida pessoal e familiar, que em determinados episódios e momentos se sobreleva à visão de profissionais.

 

Aliás, nesta temporada, o crime principal, que ainda não foi deslindado, centra-se totalmente nas questões da Família, da sua estrutura ou falta dela e interações familiares. Mãe e filha assassinadas e o suposto pai como presumível assassino, situação equacionada desde o início, mas que se vem tornando cada vez mais complexa, na medida em que são alargadas as investigações e se vislumbram contornos diferenciados do problema e outras relações familiares e outros possíveis implicados.

Os crimes secundários também assentam neste fundo familiar: jovens e menos jovens delinquentes, desestruturados familiarmente, cometendo crimes de maior ou menor fôlego, mas cuja ligação e cumplicidade se torna cada mais estreita com o crime principal.

 

Paralelamente decorre a vida familiar dos personagens principais.

E esta também tem muito que se lhe diga.

Como se observa, F. Roban é um lobo solitário ou uma raposa velha nem à procura de grilos.

Clément morreu. Joséphine, com quem ele iniciara uma vida amorosa e com quem queria aprofundar o relacionamento, quando fora eleito para a Ordem dos Advogados, viu-se destroçada. Queria desistir da advocacia, não fora o chamamento à razão de F. Roban, de algum modo um pai espiritual destas heroínas já mencionadas.

Tintin foi abandonado pela mulher, que lhe levou os filhos e o carro de serviço!

Gilou é um amigão, mas é um solitário, aparentemente um predador que nada preda. Tem uma ligação fortíssima com Laure, a quem novamente ofereceu préstimos para pai emprestado e coparticipante nas despesas das fraldas… Há pouca gente assim!

Laure, as circunstâncias do trabalho e os sentimentos pessoais, o apelo ancestral de maternidade, já a levaram a assumi-la e aceita-la. Na equipa, praticamente já toda a gente sabe, face às circunstâncias ocorridas no episódio anterior.

 

Mas e voltando a Gilou.

Foi ele chamado ao chefe de departamento, apresentado e confrontado com outros dois colegas da brigada de investigação.

E para e porquê?!

Pois…para o prenderem…

 

Estão em causa algumas das ligações do mesmo a outras personagens e ações do submundo do crime, a quem ele se associa de forma por vezes muito leviana. Para obter resultados na resolução de outros crimes, é certo, mas que nem sempre se revelam eficazes e para todos os efeitos o enredam em teias perigosas e menos claras. De que neste final de episódio sofreu as consequências, sendo ele próprio encarcerado.

 

Aliás esta é uma das questões que perpassa nesta série: os métodos pouco ortodoxos, as ligações perigosas das equipas policiais ao submundo criminal, com estratagemas diversos, nomeadamente usando rede de informantes, criminosos de maior ou menor calibre, de qualidade mais ou menos duvidosa, umas vezes úteis, noutras meros estorvos, cometendo eles próprios as suas ilegalidades criminosas, a que, em compensação, a polícia tem que tapar os olhos para eventualmente ganhar algo no futuro…

Foi aí que Gilou se enredou e se perdeu. Veremos como irá reagir a restante equipa de mosqueteiros.

 

Em contrapartida, verificam-se, amiúde, rivalidades entre setores, departamentos e estruturas policiais, que deveriam trabalhar em conjunto, mas que, na mira de sobressaírem sobre os demais, trabalham de costas voltadas, perturbando nomeadamente as investigações, os processos e os resultados possíveis e prejudicando toda a ação em curso.

 

“Et, voilá!”

Já teci alguns comentários sobre o decorrer da série, nomeadamente no respeitante ao oitavo episódio, último a ter sido transmitido.

Aguardamos os últimos episódios que, a desenvolver-se a ação como até aqui, nos esclarecerão, tanto quanto baste, sobre o desenlace da temporada.

 

www.canalplus.fr - engrenages - excerto episódio 8

 

 

Les Engrenages

juiz françois roban - canal+.jpg

Ah! Não me posso esquecer do Juiz, François Roban…

Incorruptível, mas também obstinado, quando “fareja” criminoso não larga, que nem piranha.

Mal visto pelos da sua classe, em parte da temporada anterior, na sua sede de uma Justiça pura e isenta, cega a todas as influências, conforme representada na sua simbologia imagética, persistiu na sua tese, defendeu-se com unhas e dentes, para o que teve a ajuda preciosíssima da sua assistente. Terá tido a ajuda desinteressada de uma organização secreta, que se espalha pelos cargos fundamentais da Justiça, mas que não quis reconhecer nem à mesma aderir, apesar de convidado…

Recomeçou esta temporada, reabilitado e engrandecido, porque venceu a causa em que se empenhara, apesar das dificuldades por que passou.

Mas encontra-se cada vez mais só… Não quis perceber nem ver o interesse pessoal da sua assistente, as suas subtis modificações, até no trajar, manteve a sua postura rígida, hierática, seca que nem a sua figura física e agora até por ela foi abandonado profissionalmente…

Sangra do nariz, algum sinal de algo menos bom no horizonte?!

Sinceramente, preocupa-me o destino desta personagem.

Teve a sensatez de sugerir a ajuda de outro juiz, neste caso a juíza a quem inicialmente fora atribuído o processo, mas que ele obrigara a ceder-lho, mas a quem agora volta, com humildade, pedindo-lhe ajuda.

Foi lindo vê-la chegar à homenagem dos advogados a Clément, na sede da respetiva Ordem, e ficar junto de Roban, que já estava na sala. 

É simbolicamente significativo ser este juiz.

É mulher, juíza, é jovem, inexperiente, é negra e é bonita!

Vejamos como vai ser concluída a temporada!

les-engrenages-saison-5

"Les Engrenages" - Saison 5

 

series-tv.premiere.fr - engrenages.saison 5.jpg

Crime e Castigo – 5ª Temporada

(Continuação)

 

Ontem, dia 11, foi transmitido o 7º episódio desta 5ª temporada.

Situação trágica ocorreu, no rescaldo do episódio anterior, em que Pierre Clément fora levado de urgência para o hospital!

 

 Pierre Clément, o advogado criminalista, que tinha sido procurador adjunto, afinal fora morto em serviço, nos corredores do Tribunal, por um tiro disparado pelo polícia que o pretendia defender do arguido, Jaulin, principal indiciado do duplo homicídio, investigação de destaque nesta quinta temporada.

Situação paradoxal esta em que o arguido ameaça cortar o pescoço ao advogado que o defende e que, praticamente, era o único interveniente no processo em curso, que acreditava nele…

Caso que ocorre, na sequência de entrevista pedida pelo juiz Roban, sendo que toda esta cena se desenrola na respetiva presença e da sua escrivã. Chocante, para todos!

 

Neste seriado, em cada temporada, o enredo centra-se normalmente num crime de resolução mais complexa, cuja trama se vai desenrolando no decurso da ação, envolvendo as personagens principais nos correspondentes papéis, e algumas secundárias, até ao finalizar do 10º episódio. Neste, de algum modo, se revela o deslindar do novelo criminal, tanto quanto baste, para explicar a história, resolver o crime, de algum modo finalizar a temporada, mas deixando sempre algumas situações menos resolvidas, algumas não de todo ou nada concluídas. Estratégia do narrador, do guionista, para lhes poder “pegar” ou não, em hipotéticas e futuras temporadas, deixando sempre algum suspense nas audiências, de modo a mantê-las interessadas.

 

Nesta, o crime principal trata de um duplo homicídio, mãe e filha, encontradas no Sena, arrastadas por uma barcaça… Crime de contornos e sugestão familiar, mas cujo desenlace se revela mais complexo do que inicialmente parecia e cuja conclusão não se vislumbra fácil. Aguardamos os próximos três episódios…

 

Enquanto isso e voltando à informação inicial deste texto, a morte trágica do nosso “advogado idealista”…

As nossas heroínas, sim que Joséphine também se tornou numa das heroínas do seriado, e nesta temporada amabilizou muito a sua atuação, talvez pelo aproximar amoroso do advogado.

As nossas heroínas, repito, ficaram destroçadas com a morte de Pierre.

Aliás, a “capitaine” além de muito amiga de Pierre, também sofrera um rude golpe com a morte do seu Sami, também em serviço. Daí compreender, sentir também fortemente a perda do amigo e empatizar com a respetiva namorada. Solidariedade feminina.

 

Termino com a frase proferida pela advogada, para a capitã Laure, quando esta a foi consolar pelo falecimento de Clément: “Se me dissessem que algum dia haveríamos de precisar uma da outra…”

Esta deixa vale tudo, pelo que sabemos que ambas se detestavam e pelo que poderemos aguardar nos derradeiros capítulos.

Mas não me alongo mais. Apenas esboço, ligeiramente, alguns tópicos desta “novela” cujo enredo, embora de alguma complexidade, é fácil de seguir.

Não tenho pretensões de qualquer ordem!

 

 crime-e-castigo-serie-da-rtp-2-saison-3

series-europeias-na-rtp-2

 

 

“Crime e Castigo” – Série da RTP 2 – Temporada 3

engrenages saison 3 Canal plus PureBreak.com.jpg

“Crime e Castigo” – Série da RTP 2 – Saison 3

Ou como Ronaldo… foi finalmente morto!

 

Já abordei no blog este tema das séries da RTP 2, que se têm revelado de altíssima qualidade.

Borgen

Séries Europeias na RTP

 

A última que tem estado em exibição é de origem francesa, tem o título original francês “Engrenages”, foi designada “Spiral”, no mundo anglo-saxónico e, em Portugal, foi intitulada “Crime e Castigo”.

Entendo a razão do título, mas se lhe tivessem atribuído uma designação, mais literal, “Engrenagens”, “Engrenagens do Poder”, penso que se teriam aproximado mais do conteúdo da série, pois aí são especialmente tratados os “esquemas”, as forças e fraquezas, os “podres” dos Poderes instituídos, com especial destaque do Poder Judicial e suas ligações ao Executivo e ao Poder Económico.

O seriado já vai na 3ª temporada (saison 3, 2010), certamente quase a terminar. A saison 1 era de 2005 e a saison 2, de 2008. No original, existem ainda mais duas séries (saison 4, 2012 e saison 5, 2014). Espero que continuem a exibi-las. E já prepararam ou estão em vias disso, uma 6ª temporada.

 

Ainda que a estrutura do seriado se mantenha, nomeadamente os personagens principais, a metodologia e estrutura narrativa, um ou vários crimes, cada um mais cruel e terrífico que os anteriores, contudo notam-se alguns hiatos de uma série para as seguintes.

Há situações que perdem ligação, ficando personagens e assuntos não devidamente esclarecidos e que não transitam para a “saison” seguinte. Ignoro se virão a ser abordados nas futuras, que espero venhamos a poder visualizá-las.  

Na pesquisa que fiz, in: fr.wikipedia.org/wik/engrenages, constatei que sendo a guionista inicial Alexandra Clert, advogada criminalista, os guionistas seguintes foram alterando ao longo do seriado.

fr.wikipedia.org Engrenages

 

Parafraseando o ditado, “quem conta um conto, acrescenta ou omite um ponto”.

 

Os personagens principais são, contudo, os mesmos e o enquadramento espácio funcional também.

 

No campo policial, a “capitaine” Laure Berthaud, a policial capitã, mulher e profissional cheia de zelo e brio, idiossincraticamente ligada aos seus dois “lieutenant”, Gilles – “Gilou” e Luc – “Tintin”, os três numa cumplicidade umbilical, transpondo, por variadas vezes, os limites da legalidade. Mas, sempre, encobrindo-se mutuamente, tal qual três Mosqueteiros do século XXI. Os três altamente afetados na sua vida pessoal, sendo que Laure e Gilou, quase se negam a viver uma vida fora do trabalho, ligados por uma profunda amizade/cumplicidade, talvez até mais que isso, mas que eles próprios se recusam a ver.

 

No Palácio da Justiça, o juiz de instrução, François Robain, profissional incorruptível, que, segundo o próprio, há trinta anos tenta aplicar corretamente a justiça, com Justiça. No seu zelo profissional, (excessivo ou justo e de exata medida?) acaba também por se anular enquanto Pessoa. E, com as suas decisões, retas e justas é certo, indiretamente dois sujeitos foram levados a cometer suicídio. A forma como ele, no seu silêncio e pouca loquacidade se questiona inconscientemente; o seu isolamento familiar, já que os diversos laços se têm quebrado… Até onde será levada esta personagem, dado que a sua redenção parece afigurar-se cada vez mais impossível?! A (im)possibilidade de a JUSTIÇA ser Justa?!

 

Os outros dois personagens principais, no campo da Justiça, são:

- Pierre Clément, procurador adjunto, jovem profissional, idealista, que no resultado desse mesmo idealismo e honestidade vê a sua carreira e vida pessoal serem destruídas pelos que devendo defender a Justiça, nos bastidores manipulam a respetiva execução.

- A jovem advogada criminalista, Joséphine Karlsson, que na sua ânsia de ganhar dinheiro e obter sucesso se alia a um advogado corrupto, de quem foi aconselhada a afastar-se logo no início do seriado, mudando de passeio na rua, mas por quem se sente terrivelmente atraída, por quem se envolve com criminosos, de quem se afasta, tentando reconstruir uma carreira, ao lado de Pierre Clément, agora também advogado. Mas que acaba novamente enredada com a corrupção e o crime organizado, através do primitivo advogado, que tão bem a sabe seduzir sempre com o apelo do dinheiro e, implicitamente, o sexo.

 

Chocante o enredo do seriado, sim! Mas ainda mais chocante o seu espelhar da realidade! Inclusive da portuguesa.

 

E chegamos ao subtítulo do post: “Ou como Ronaldo… foi finalmente morto!”

 

Ao congeminar este post pensei, inicialmente, neste título. Mas, após “conversar com o travesseiro”, achei que não seria correto, pois embora não tivesse nada a ver com o post anterior remeteria para ele, pelo nome, não estando, contudo, os assuntos absolutamente nada relacionados.

E tudo isto, porquê?!

Porque na passada 6ª feira, dia 15 de Maio, li a notícia sobre o célebre jogador e decidi escrever um post sobre o tema, enquadrando a notícia específica num contexto mais geral de cidadania à escala global.

Ronaldo à venda por 100 milhões

 

Também nessa 6ª feira, à noite, na série referida, o criminoso, assassino em série, que “aterrorizava” o submundo de Paris e que era motivo das diligências exaustivas, mas até ao momento infrutíferas dos heróis do seriado, fora finalmente localizado, quase a cometer outro assassinato macabro. E, no decurso da ação de buscas, acabou por ser morto… Morto, por tiro disparado pela capitã, Laure Berthaud, que vivia obsessivamente na sua busca e localização, há vários episódios.

E como se chamava ele, o “serial killer”, conhecido como o "Talhante de La Villette"?!

Pois, precisamente, Ronaldo, Ronaldo Fuentes, um mexicano imigrante em Paris, que já fora preso, por indiciado em dois crimes horrendos de duas jovens, mas que sem provas e não tendo confessado, fora libertado pela ação da advogada, Joséphine.

Situação que ficara “encravada” no brio da capitã, que não largou a pesquisa e investigação, mesmo quando o “caso” foi retirado ao seu Departamento, pois estava convencidíssima da sua culpabilidade.

Até que as provas foram encontradas, mas o assassino continuava à solta e inlocalizável.

E quando, após muitas peripécias, finalmente o localizaram, a capitã no seu afã de executar a sua função e talvez com medo de ele ser libertado novamente, acabou por “fazer justiça pelas suas próprias mãos”.

Fez bem ou fez mal?!

 

De qualquer modo os seus “companheiros de caminhada”, mais uma vez, solidarizaram-se com ela compondo a situação de modo a que não fosse ela incriminada.

Sim, porque a Justiça no seu zelo de “defender os indefesos” acaba muitas vezes por defender os criminosos, como, na série, já sucedera ao assassino.

Finalizemos com o que disse o Chefe de Departamento da capitã, ao ouvir as respetivas explicações e dos seus colegas, convencido - não convencido da respetiva veracidade:

Lembra-te que inventámos a Justiça para acabarmos com a Vingança!

Referia-se, obviamente, ao Ser Humano, à Humanidade, que no seu evoluir social foi criando um progressivo modelo de Justiça que fosse o mais isento, honesto e justo. Mas que muitas vezes, na realidade é o que é e todos conhecemos!

Para visualizar pequenas introduções aos episódios da “Saison trois”,

consultar:

Engrenages episodes. 3Fsaison

 

No episódio 11, pode observar-se o personagem Ronaldo Fuentes. Observem-no com atenção!

No episódio total, a cena da sua morte é paradigmática, pela tensão entre as duas personagens em confronto:

o assassino e a capitã.

Vejam a série, não se assustem e reflitam sobre a nossa Sociedade e o que dela a série, infelizmente, espelha...

engrenages spiral rtp.pt.jpg

 

 

 

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