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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Covid: Portugal – Espanha – Inglaterra – Brasil

“Cada macaco no seu galho...”

 

Um postal com este título até parece que estamos num grupo do campeonato mundial de futebol. Que seria o “grupo da morte”, já se vê.

 

Voltamos ao blogue, que ando a adiar este postal há dias. Estou farto do Covid, por isso retardo em escrever. Espero que o faça de forma sintética. Tanta a coisa a dizer…

Figueira da Índia. 2019. 05.jpg

 

Caro/a Leitor/a, já sabe que eu sou contra estes desconfinamentos apressados, cujos resultados negativos estão bem à vista. Só não vê quem não quer ver!

 

Relativamente à nossa Vizinha Espanha, que o digamos nós, aqui mesmo ao pé e bem que gostamos de dar um pulinho a Valência. Tal como “nuestros hermanos” gostam de vir a este lado. Estas visitas entre vizinhos serão frequentes por toda a raia, digo eu. Mas dadas as circunstâncias pandémicas em que vivemos, acho melhor que cada um no seu lado. Como diz o ditado: “Cada rato no seu buraco…”

Por isso não vejo o porquê de tanta celebração e regozijo pela (re)abertura das fronteiras terrestres com Espanha. Já basta os que por cá andam sem quaisquer cuidados. Digo eu! Que até gosto muito de Espanha.

 

Menos ainda vejo razão para o “despeito” face ao facto de o Reino Unido não ter incluído Portugal no corredor aéreo para acesso direto ao reino de Sua Majestade. (Eu nomeei Inglaterra propositadamente.)

Mas o que esperavam?!

Em Portugal, em certos círculos bem pensantes, acha-se que entre Portugal e Inglaterra há (?) a “Velha Aliança de Séculos” a ligar-nos à Velha Albion. Uma relação privilegiada?! (…)

Vindo para factos mais recentes. Já este mês, foi divulgada uma foto, em que o atual Primeiro Ministro britânico recebia o enfermeiro português e a enfermeira neo zelandesa, que o acompanharam no respetivo “covidamento”, os três numa risota pegada. Riso, talvez pela ironia do destino, de quem tanto desvalorizou o corona e de quem se serviu dos argumentos anti imigração, para levar os ingleses ao Brexit! E acabaram por ser imigrantes quem o ajudou. Digo eu! Que não decifro pensamentos de ninguém.

 

Quanto ao nosso “País Irmão” - Brasil, não vamos lá como quem vai à vizinha Espanha. Aliás nunca lá fui. Mas posso dizer que estou a reler “Tieta, hei-de escrevinhar sobre o romance.

Bem, nesse querido País, o respetivo “Manda Chuva”, isto foi ele que disse sobre o dito corona, que ele diz que o infetou e que é como se fosse uma chuva… O cara é um tratado para inventar ideias metafóricas, um poeta certamente, pois, para cúmulo de delírio, anunciou publicamente, ao modo e como só ele sabe, que está contagiado pelo Covid!

Para ser sincero, e até prova em contrário, não acredito!

O dito cujo “Manda Chuva” tem no nome Messias, mas julga-se MESSIAS! E mais não digo, nem falo.

 

E para finalizar, volto ao Rincão Natal.

Acham que os transportes públicos não contribuem para disseminação do vírus?!

Pois façam o favor de os frequentar nas horas de ponta. É ver pra crer!

 

E as rapaziadas e festas do covid?!

E as manifestações sem jeito nestes tempos que correm?!

 

Pois, mantenham-se resguardados, saiam para o que é realmente preciso. Protejam-se. Protejam os Outros.

E não nos façam a vida ainda mais cara, pois, para além da propagação… estão todas as despesas referentes a testes, internamentos, eu sei lá…

E quando a fatura nos for apresentada?!

Porque vai ser. E com juros. Não pense que é tudo de graça, como agora…

 

Todavia e para finalizar, friso, que percebo que é preciso desbloquear a Economia. Pôr o País a funcionar. Mas nas atividades realmente necessárias e importantes.

E é preciso reequacionar o País, para ser mais de produção do que prestação de serviços.

Veja-se o turismo, os alojamentos locais…

 

E a foto?!

É para dar umas palmatoadas ao pessoal que anda nas festanças e quejandos de covid e associados.

Umas palmadas de figueiras da índia, nesta época de calor… não lhe digo nem lhe conto!

 

Novos bitaites… Avulso… Variados! / As conversas são como as cerejas!

Ainda a(s) Ponte(s)… “Negócios” de futebóis e bancos… Seca e cheias! O Tejo!

 

Ainda relativamente à Ponte 25 Abril e ao comboio. É imperioso que a manutenção da Ponte, nomeadamente nos seus pilares e tabuleiros, não seja esquecida. Diariamente mantida.

Qual a pressão que os pilares e tabuleiros sustentam pela força das marés que, quatro vezes ao dia, percorrem o rio, subindo e descendo e neles embatem?! Sem falar na força dos ventos, ademais em tempo de tempestades, como as ocorridas a 19 e 20 de Dezembro. Sem esquecer o peso das toneladas de milhares de carros, autocarros, camionetas…dos comboios e do peso também dos passageiros… Precisamos de estar tranquilos, quando atravessamos!

E eventuais sismos e maremotos?! (Vá de retro…!)

 

*******

Quando se fala em negócios de futebóis, as cifras são sempre de milhões. Pelo menos são essas as notícias que a comunicação social foca. (É claro que no futebol também há filhos e enteados!) (E o Benfica ganhou!)

Quando são abordadas as “negociatas” dos bancos (“negociatas” é um eufemismo) também se fala sempre em milhões, que foram “dados”, ”emprestados”, sem as devidas garantias. (!!!!)

Quando se fala em aumentos das reformas, fala-se em dois, três euros!!!  Os meios de comunicação até se deveriam envergonhar de noticiar tais “aumentos”.

Se atendermos que é com a carga fiscal que suportamos diariamente, cada vez mais gravosa, que o Estado paga as “negociatas” nesses bancos, em última instância, somos nós que as pagamos, ou não seremos?!

 

*******

Agora a seca e as cheias. Que isto não há fome que não dê em fartura. É como no dinheiro, se as uns falta, a outros sobeja.

Quando, ainda em Dezembro, se falava na “seca severa” que assolava o País, invocava-se que, nomeadamente no referente ao Rio Tejo, a nossa vizinha Espanha não cumpria os acordos de “libertação” da água combinada, das barragens a montante do Rio, na gestão da sobredita. Também nalgumas publicações se apresentava, como imagem documental, o Rio Ponsul, praticamente seco. Frise-se que este afluente da margem direita do Tejo, por acaso, até tem toda a sua bacia hidrográfica em território português! Com a vinda da tempestade “Elsa que assombrosamente despejou milhares ou milhões de litros de água por esse Portugal e Espanha, só podemos deduzir ter sido encomenda dos nossos vizinhos, para satisfazerem pedidos e reclamações, enchendo rios, barragens, regatos, ribeiros e ribeiras… (Daríamos razão ao célebre aforismo: De Espanha…) Só que a dita “Elsa” não nos entrou de supetão pelo País, proveniente de Espanha, mas com proveniência dos lados do Oceano…

Barragem Maranhão. 2019. Outubro.jpg

 

Agora as imagens documentais: Que não são do Rio Ponsul.

São da Ribeira de Serrazola, que proveniente das bandas de Alter, desagua na Ribeira de Seda, junto a Benavila, perto do santuário de Nossa Senhora de Entre – Águas, que cristianiza um espaço simbólico pela sua localização especial. Em tempos, terá sido de grandes romarias, como prova o espaço envolvente, de acolhimento de peregrinos.

Duas ribeiras, dois dos mananciais da célebre Barragem do Maranhão - Avis.

Barragem Maranhão seca. 2019. Outubro.jpg

 

As duas fotos foram tiradas ainda em tempo de seca, Outubro, e mostram-nos a ponte antiga que com a barragem cheia, está totalmente submersa e a ponte nova, de grande envergadura, mas que durante a seca tinha os respetivos pilares totalmente descobertos.

(Também aqui as descargas de Espanha não são vistas nem achadas.) Esta barragem com todos os seus afluentes descarrega águas, para a Ribeira de Raia que se junta com a Ribeira de Sor, perto do Couço, formando o Sorraia, Também afluente do Tejo, com foz perto do Porto Alto. (No século XVIII era cerca de Benavente! Os rios mudam!)

(Nesta região da Barragem do Maranhão e com as respetivas águas, são regados centenas de hectares de olival super intensivo. Que consequências a longo prazo?!)

NÃO à Central Nuclear de Almaraz!

NÃO à Energia Nuclear!

 

Almaraz central nuclear In. público pt.jpg

 

A preocupação com a continuidade na utilização das Centrais Nucleares, para mais obsoletas, como a de Almaraz, supostamente seria um tema que deveria “inundar” as redes sociais.

 

Mas não. Nem parece ser um tema preocupante.

Mas é.

 

Daqui, modestamente, se apela às Entidades Governativas em Espanha que providenciem no sentido da desativação, com os necessários requisitos de segurança, da referida Central Nuclear.

É imperioso e urgente que o façam!

 

Será que um País com tantas horas de Sol não deverá, cada vez mais, promover a utilização dessa fonte energética inesgotável que é o Sol?!

E muitas outras Energias Alternativas podem ser utilizadas.

 

Não é a primeira vez que aqui, no blogue, me debruço sobre esta questão da substituição das energias poluentes por fontes de energia mais limpas.

É uma questão política, essencialmente. Só que é determinada por questões económicas e financeiras que lhe estão subjacentes e que a condicionam.

Quisessem os vários poderes instituídos e seria possível substituir cada vez mais as fontes energéticas poluentes e/ou perigosas, carvão, petróleo, nuclear, por outras mais limpas.

 

O SOL nasce todos os dias e fornece energia inesgotável, que não é aproveitada e que sendo, poderia facilmente prescindir-se da maioria das fontes energéticas poluentes e perigosas.

Alterar-se-ia muito a geoestratégia política e económica.

Uma estratégia financeira menos assente na obtenção do lucro fácil!

 

São possíveis outras fontes de energia, alternativas às fósseis, nomeadamente a solar, a eólica, a hídrica, a da biomassa, …

Já abordei este tema, em Gás de Xisto”, a 08/05/15.

 

Também se apela ao Governo Português que não desista de pressionar os Governantes Espanhóis para que estes se comprometam na desativação da referida central.

É sua Obrigação Moral. Portugal não usa a energia nuclear. Uma razão acrescida para não estar sujeito às consequências nefastas das centrais nucleares espanholas.

 

Sabe onde fica Almaraz?

 

In. Observador captura-de-ecra-2017-01-12.jpg

 

Como vê, bem perto de Portugal e à beira do “nosso” Tejo. Qualquer contaminação, o Rio seria, desde logo, afetado. Que a poluição não conhece limites geográficos nem fronteiras.

Lembremos Chernobyl!

 

Em Aquém-Tejo, queremos o “nosso” RIO cada vez menos poluído! 

http://observador.pt/explicadores/almaraz

http://arronchesemnoticias.blogspot.pt

http://rr.sapo.pt/artigo/73313/depois_de_almaraz_os_rios

 

SIM às Energias Alternativas

SIM às Energias Não Poluentes

SIM à Energia Solar

SIM à Energia Eólica.

...   ...

 

 http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/locais-pitorescos-do-alentejo-II

“Hospital Real”: Em nova reposição na RTP?

Série da Televisão da Galiza

RTP2?

 

Hospital Real Elenco In. elprogreso.galiciae.com.jpg

 

Tenho constatado que, no blogue, as visualizações nos posts, sobre esta excelente Série da Televisão Galega, voltaram a surgir.

Será que este emblemático seriado, apresentado pela primeira vez na RTP2, em Setembro de 2015 e reposto em Fevereiro deste ano, 2016, voltou a ser reapresentado?!

Pesquisei nos programas da RTP2 e na RTP1, mas não encontrei.

…   …   (?) …

Tendo em vista facilitar a pesquisa, resolvi condensar os vários posts em apenas um, o atual, podendo aceder-se a cada um deles, através dos links, no final, em anexo.

Se tem tempo e paciência e/ou curiosidade, aventure-se a desbravar os textos e, acredite, não se arrependerá!

Tem até o bónus de ler um texto, o que aborda o décimo sexto episódio da série, que, até ao momento, ainda não foi apresentado em qualquer reposição, nem provavelmente será.

Apenas, talvez, quem sabe(?), se os guionistas resolverem continuar uma segunda temporada e queiram seguir as sugestões desse 16º Episódio. Citando a fonte, obviamente!

Nunca se sabe, não é?!

Pois, tome a liberdade de se aventurar e navegar…

E, obrigado, pela sua atenção.

Eis os links:

Nova Série RTP 2 - "Hospital Real"

Hospital Real - 2º Episódio

3º Episódio

4º Episódio

5º Episódio

6º Episódio

7º Episódio

8º Episódio

9º Episódio

10º Episódio

11º Episódio

12º Episódio

13º Episódio

14º Episódio

15º Episódio (I)

15º Episódio (II)

15º Episódio (III)

15º Episódio (IV)

Hospital Real - Síntese

Hospital Real! Ainda?!

Reposição: 10º Episódio

Contra Tempos - Hospital Real

Doença Estranha no Hospital Real

Hospital Real - Reposição

HOSPITAL REAL: 16º EPISÓDIO

Hospital Real - 2ª Reposição

Hospital Real - Elenco

“El Príncipe” – Temporada 2 – Episódio 17

Série Espanhola – RTP2

(3ª Feira – 04/10/2016)

 

(Episódio Global Nº 30)

“Tudo por Ti”

 

Intróito:

 

Vou tentar expor algumas ideias sobre o décimo sétimo episódio, desta segunda temporada de “El Príncipe”, correspondendo ao episódio global nº 30. Daí que, em consulta que fiz há algum tempo e mencionei em post, tenha encontrado referências a um trigésimo primeiro episódio (31º).

Intitulado com o sugestivo “Tudo por ti”, correspondente à justificação apresentada por Khaled, sobre as suas atitudes, comportamentos e ações, que tudo fizera por Fátima.

Em última e derradeira instância, ainda será ela a culpada de todas as suas malandrices! Registe-se!

Igualmente, uma forma de se desculpabilizar.

 

Mas antes, ainda tenho alguns pontos prévios a referir:

 

1 – Ontem quase ao iniciar-se este 17º Episódio ainda tive oportunidade de publicar um post sobre o 16º. Muito sintético e com duas imagens.

Esteve publicado, mas, hoje de manhã, acedi ao mesmo e voltei a trabalhar nele, nalguns pormenores.

Mas, não sei, nem como nem porquê, perdeu-se. Tentei recuperá-lo, mas não consegui.

Comuniquei com a Equipa Sapo. Veremos se têm oportunidade de me dar resposta.

Se não conseguirem, ainda verei se edito esse post, pois tenho o texto guardado e as fotos.

Entretanto vou escrever sobre o 17º.

Interessante que, na ficção, o atentado também era no dia 17!

 

2 - Já sabe o/a caro/a leitor/a que, ao escrever, também me reporto quase sempre para a realidade.

E hoje não posso deixar de o fazer.

Já reparou que dia é hoje?!

Dir-me-á: 4ª feira, cinco de Outubro.

E não observou nada de diferente?!

Se estiver na mesma situação que eu, não notará grandes alterações.

Mas, de facto, há!

Hoje, voltou a ser feriado nacional! Nem mais.

Registe-se também, que não é de somenos importância.

 

Provavelmente, se por acaso foi logo pela manhã a alguma grande superfície comercial, também terá verificado a diferença.

No supermercado a que fui, logo cedo, já havia imensa gente, muito pessoal filando as carnes e os peixes “frescos”, carrinhos super cheios, produtos específicos com várias unidades, certamente em promoção.

E outro pormenor, a não desprezar. Famílias com as três gerações presentes, avós, pais e netos: as infatigáveis crianças. Que, nestes dias sem escola nem infantário, são uma “dor de cabeça” para os papás e mamãs. Nem eles, pais, sabem o que lhes fazer, nem elas, crianças, como se comportar. Nem eles, papás e mamãs, sabem ou têm paciência para o como fazer.

Pasme-se e registe-se também!

E observe, quando puder e tiver oportunidade, se faz favor!        

 

3 - E já que falamos em crianças e agora reportando-me para a série, e ainda nos pontos prévios, acentuar como é chocante a utilização gratuita de crianças como bombistas suicidas.

 

E, dir-me-á.

Mas é isso que se passa na realidade.

Mais chocante se torna esse facto atroz.

 

E já reparou, e relacionando a ficção na série e a realidade, que ocorre sistematicamente nesses atentados, sobre o papel desempenhado por essas mesmas criaturas, muitas crianças e jovens, que são apenas “usadas” como suicidas?! Que, sendo pessoas como nós, são “utilizadas”, como objetos, para explodirem?! Pura e simplesmente!

Acha que vão de livre vontade?!

A série, nesse aspeto, julgo ser bem elucidativa.

São enviadas como porta bombas, sem qualquer hipótese de fuga ou remissão, à mercê de um detonador, à distância de um clique, manipulado por um qualquer psicopata!

 

E como será chocante para quem tenha que intervir na ajuda às vítimas.

 

E, nestas questões das guerras, sim, porque o que estamos vivendo é uma autêntica guerra mundial, relembrar o que já referi quando tratei de “A Família Krupp”, isto é, aqueles que “mandam” nas guerras, mas estão resguardados delas.

Que mexem os cordelinhos do dinheiro, do financiamento das contendas!

Sim, porque as guerras são financiadas e fomentadas e os seus fautores são, por vezes, os personagens mais insuspeitos e de mãos mais “lavadas”.

 

Este seriado, quer o observemos ou não nessa perspetiva, remete-nos também para esses factos.

 

E será que já me sinto capaz de agarrar a narrativa, propriamente dita, do episódio dezassete?

A ver vamos!

 

Festa Granada in. www.hola.com

 

Desenvolvimento:

 

Antes de mais, e ainda, informar que a vestimenta vermelha da heroína, quando ela contemplava, extasiada, o Alhambra, era composta não só pelo véu, mas também pelo vestido. Uma verdadeira rosa encarnada.

Assim vestida de vermelho, cirandou por todo o episódio dezassete, no meio daquele descalabro das bombas rebentando no seio do “Carmen”.

 

Esclarecer que a bomba colocada nas cisternas por Ismail e que Morey tanto se esforçou por desativar, que aparentemente pareceria não ir conseguir, foi realmente neutralizada. O nosso herói, com a sua persistência e saber, e expondo-se em risco de vida, tal como Fran, conseguiu despoletá-la, evitando que explodisse.

Dessa se livraram eles e os chefões também. Que Robledo e a Securité, ao “comprarem” Khaled não avaliaram as consequências, pura e simplesmente brincaram com o fogo e a bomba ainda não lhes rebentou nas mãos, mas bombas já mataram e feriram muitos inocentes.

 

A das cisternas não rebentou, Ismail foi preso, mas fanático e, apesar de pressionado, não cedeu, nem informou sobre as outras. Apenas se ria loucamente e cuspia, sangue e veneno nas palavras.

 

De entre os mentores bombistas, Khaled pavoneava-se pelo evento, mas sempre em conciliábulo com Salman, que detinha os detonadores e comandava à distância e, por sinais, as quatro moças acopladas com os explosivos na cintura.

Estas circulavam aterrorizadas, por entre os convidados, oferecendo-lhes refrescos, às ordens de uma promotora de catering, armada em parva.

 

Nasirah, não sei se por mais fanatizada, se por medo ou desespero, se por não aguentar a pressão, decidiu, abruptamente, fazer-se explodir.

Por ironia do destino, ou decisão do guionista, bem junto de Sophie, agente da Securité, que tanto brincou com o fogo, que com ele pagou.

Seria uma das vítimas, ainda que não imediatamente.

 

Uma outra miúda, ao ser transportada para o hospital numa ambulância, explodiria no meio da cidade de Granada, na sequência de o enfermeiro, desconhecedor da situação e involuntariamente, ter mexido no aparelho explosivo, quando tentava auscultá-la.

 

Outra, a terceira, que se refugiara na casa de banho, e proporcionara situações deveras caricatas, envolvendo nomeadamente Salman, foi também explodida, precisamente pela ação deste anjo exterminador, detonando o manipulador.

 

A reportagem destas ações, melhor, das suas consequências, era mostrada em todas as televisões.

Era a guerra em direto, mais uma vez a vender a desgraça alheia.

E, sempre, o pilim, o money a tilintar na caixa registadora, precisamente e talvez a ouvir-se à distância, na mansão dos Robledos e Krupps deste mundo.

 

Medite nestes factos quando vir as notícias sobre os próximos atentados!

 

Na esquadra, em Ceuta, agora chefiada por Nilab, também assistiam às reportagens em direto.

 

E também intervieram na ajuda à jovem que fugira de Granada, do grupo das falsas serviçais de catering, que chegou ao enclave não sei por que meios e de que forma tão rápida, mas tremendamente desfalecida, que foi hospitalizada.

E, no hospital, quase foi assassinada pelo célebre Sérgio, transfigurado em Mohamed, não fora o tiro certeiro de Mati, que, pelos vistos, recuperou a pontaria e a frieza na ação, quando o falso galã juvenil ameaçava degolar a rapariga.

 

E mais, que ainda fica por contar…

 

E não posso deixar de falar sobre algo sobre que me interrogo e sobre quem não tenho observado nestes dois últimos episódios, dezasseis e dezassete, que não vi o quinze.

Que é feito de Faruq, de Aisha, de Leila?!

Faruq conseguiu transferi-los para lugar mais seguro que o Bairro de Ceuta?!

 

É o que faz saltar um episódio, pelos vistos marcante, e não voltar atrás às gravações, como se vivesse na pré-história da TV digital!

 

Mas ainda tenho que contar, sem pretensão de contar tudo e bem, que, Robledo, cujo papel já conhecemos muito bem, em conversa com Salinas, arma-se em esperto ou parvo, que nem sei, e atira lama e porcaria para o lado, insinuando que todos são coniventes com ele e comeriam da mesma manjedoura.

Frise-se também.

 

E o final do episódio proporcionou uma daquelas cenas, mais ou menos James Bond, em que Khaled, literalmente, rapta Fátima.

Com ela foge de carro para destino incerto e Morey corre igualmente, mas a pé, perseguindo-os e perde, já se vê, nem que fora Usain Bolt.

Mais atrás, ainda e também a correr, o inseparável amigo, Fran; Zorro e Tonto, deixando escapar o bandido com o tesouro, neste caso a moura Fati!

 

E esperemos por logo à noite, em que será projetado o 31º Episódio, 18º da 2ª temporada.

Aguardemos!

 

"El Príncipe" - Temporada 2 – Episódio 1

Série  Espanhola

RTP2

(2ª feira – 12/09/2016)

 

Iniciou-se, ontem, 2ª feira, 12 de Setembro, a 2ª Temporada da Série.

 

E eu, que andava entusiamado para observar como se ia desenrolar e iniciar esta segunda temporada, quase não vi o primeiro episódio. Haverá, portanto, lacunas na minha narração. Como aliás é costume, dir-me-á, mesmo quando visualizo a totalidade dos episódios.

 

Do que vi e que retevi de memória, parece, talvez seja impressão minha, que não surgiram assim, grandes, grandes surpresas.

 

artistas el principe in. pt.klear.com

 

A “nossa querida Fatucha” passou a ser a Srª Ben Barek, que se casou com o primo, agora marido. Vive numa “bruta vivenda”, é assim que se diz em gíria, na cidade de Ceuta, com vistas para a cidade e para o mar. Tem duas empregadas às suas ordens, ou do marido, que veremos. Uma será a criada de dentro e a outra a de fora. Ou eu me engano ou uma fala francês, não sei se toca piano!

 

Khaled é dono de uma grande construtora, para além de chefão do Akhrab e também barão da droga, cujo dinheiro usa para financiar as operações terroristas.

Estruturou um conjunto de operações no âmbito da droga, que provocaram a guerra entre os dois bandos de narcotraficantes existentes: o de Faruq e o de Aníbal.

 

O que traz toda a gente em polvorosa no Bairro, confunde os polícias, agora chefiados pelo personagem do polícia "betinho", de fato e gravata, cismado na prisão e confissão de Faruq, sobre os assassinatos ocorridos. Personagem fora do contexto ambiental do bairro, sem quaisquer simpatias na esquadra e alvo do ódio de estimação de Fran, que discorda dos seus métodos e modos de ser.

Acabará por sair de cena, tal como na primeira temporada e para isso contribuiu a ação de Morey, que, para ter a colaboração de Fran, logo lhe prometeu que removeria tal impecilho. O que ao acontecer lhe deu direito a um murrázio de Fran, pois que ao analisar as mortes ocorridas no bairro, cismara que eram de criminosos diferentes e fizera insinuações sobre a idoneidade de Fran, que sabemos ser incorruptível.

Ao provar-se que, afinal, eram provocadas pelo mesmo tipo de bala e arma, logo a mesma autoria, ganhou o prémio, que foi  a agressão de Fran, com aplauso de toda a esquadra.

 

A chefia da esquadra e consequente investigação dos crimes e da sua ligação com o terrorismo será o leit-motiv dos próximos episódios, digo eu. A chefia, repito, voltou a ser de Morey. O que também não nos traz surpresas.

 

Este voltou a pedir a colaboração de Fátima e, esta, apesar de casada e vigiada, não resistiu e foi-se encontrar com o ex-amado, nas muralhas da Cidade.

E, aí, disse-lhe o que era esperado, face ao facto de ele ter morto o irmão “Abdu”. E que Khaled era uma boa pessoa.

Morey respondeu-lhe que não deixara de a mar nem um segundo.

Nada de inovações, portanto.

 

Todavia, Fátima não deixou de testar o marido, ao contar-lhe que, contrariamente ao que lhe dissera que iria ao velório da jovem assassinada, se fora encontrar com Morey e o que este lhe contara sobre o próprio. Khaled disfarçou o melhor que pôde e abraçou-a, mas ficou algo apreensivo.

 

Estes enredos irão certamente desenvolver-se na narrativa e Fátima continuará a ter um papel principal, sendo que Khaled também ganhará protagonismo.

 

No CNI, Serra continua a chefiar. Talvez nos traga surpresas!

 

Nesse enquadramento, pareceu-me ver uma nova agente, que, julgo, irá incendiar brasas.

 

Uma outra ou a mesma personagem, que não pude ver muito bem, como já frisei, parece-me ser a atriz galega que, na série “Hospital Real”, desempenhou o papel de filha do fidalgo e da fidalga, Dona Elvira, irmã do herói e médico jovem; cujo marido lhe batia e que amava um oficial do exército, que esteve algum tempo hospitalizado e que também nutria simpatias pela nossa Ollala!

(Desculpe-me este modo de contar, mas é o que me lembro assim de cor, sem recurso a qualquer pesquisa. Se, de facto for, hei-de informar-me melhor!)

 

Outra personagem nova, agora apresentada, é a mãe do traficante Aníbal, Mamã Tere (?), que talvez traga algum colorido à narrativa e que, perante as mortes e crimes ocorridos no Bairro, se referiu à suposição de que algum peixe mais graúdo quer comer os peixes mais pequenos. Metáfora corrente nestes casos e que sabemos ser verdadeira e quem constitui e chefia esse terceiro peixe, graúdo.

E quem é o homem de mão, um ruivo, às ordens de um capanga de Khaled.

 

E estes foram alguns tópicos que observei neste primeiro episódio desta segunda temporada e que poderão estruturar e orientar a narrativa.

Muito incompletos…

 

Outros factos surgirão dando “pica” ao enredo, para não defraudar as nossas expetativas!

 

Um dos aspetos que me falhou, talvez por não ter visualizado tudo, foi o hiato temporal que separa a narrativa entre as duas temporadas.

Terá sido algum tempo, pelo menos o suficiente para Khaled construir a mansão, com todos os effes e erres, não acha?! 

 

Aguardemos!

 

 

“El Príncipe” – Série Espanhola - RTP 2 – (Reposição)

Alguns / Algumas Personagens

Tópicos do Enredo

 

A RTP 2 repõe a 1ª temporada desta série policial espanhola, desde a passada 4ª feira, 24 de Agosto.

Tudo faz prever que, de seguimento, apresentarão a segunda. Só faz sentido que assim seja, senão porque estar a retransmitir a primeira, pese embora seja essa a prática habitual deste canal, repetir a visualização de seriados. E, sendo eles de qualidade, porque não fazê-lo?! Antes isso que apresentar chachadas de programas.

 

E “El Príncipe” merece ser visto e revisto. É um seriado espanhol, cuja ação decorre na cidade de Ceuta, enclave espanhol no Norte de África, Marrocos.

 

Ceuta In. publico.pt.jpg(“Herança” de Portugal, diga-se de passagem. Cidade conquistada por Portugal, em 1415, no início da 2ª Dinastia, reinava Dom João I, com a qual foi começada a expansão territorial de Portugal além da Europa.

E como se tornou espanhola?!

Se quiser saber mais… para não nos perdermos na História.)

 

Já basta o Bairro labiríntico em que supostamente decorrem as principais cenas, precisamente “El Príncipe”, que, na realidade, funciona mais como cenário suposto, do que real.

Para além do bairro propriamente dito, dos seus becos e ruelas, as cenas decorrem na Esquadra do bairro; na casa dos “Ben Barek” , muçulmanos, “mouros”; no Centro Cívico; em presumíveis exteriores… e noutros locais variados e diversos.

 

O seriado tem todos os condimentos para atrair espetadores:

- Atualidade, na forma e no conteúdo; ação, intriga, suspense, enredo romanesco.

 

Desde logo, sinal de Amor, aparentemente impossível, que o Destino laça e desenlaça para a sua hipotética concretização.

Fátima e Javier Morey, separados por barreiras supostamente inultrapassáveis, cruzam-se de amores desde o início do primeiro episódio.

“- Se não entende um olhar, como entenderia uma longa explicação?!” Interpelação feita a Javier, pela mulher, Fátima, comprometida e casadoira; espanhola, mas muçulmana…

E este é um dos fios condutores da narrativa: o relacionamento entre o “herói” e a “mocinha”: Morey e Fátima.

Ligados, enleados também pela tentativa desesperada dela em encontrar o irmão "Abdu", desaparecido.

Que a polícia local pouco se tem esforçado nesse sentido, mas a que Morey vai dar um novo impulso. Socialmente, é esse aspeto que mais transparece do relacionamento entre ambos.

 

El_Principe in. www.senscritique.com

 

Morey vem, supostamente, superintender na esquadra, sendo que o seu objetivo principal é descobrir uma presumível rede de jhiadistas que existiria no bairro, a que a própria esquadra não seria alheia, bem pelo contrário, que nela haveria agentes infiltrados.

 

A esquadra cumpre, melhor ou pior, a sua função, zelar pela segurança dos cidadãos. Mas pelo modo como é dirigida e de facto funciona ou disfunciona (?), permite que, de forma mais ou menos velada, a corrupção possa estabelecer um certo status quo com o submundo do bairro. Neste, campeiam os tráficos ilícitos, em que o da droga, em desatino, inquieta as gentes honestas, a maioria dos que lá vivem.

 

Esta multiplicidade de situações verifica-se nas próprias famílias.

Um dos núcleos fundamentais do elenco é representado pela família “Ben Barek”.

Um dos sujeitos basilares deste grupo é Faruq, que simplesmente é o chefe de um dos bandos organizados do narcotráfico no bairro.

Muçulmano tradicionalista, controla parte do bairro, com os seus homens de mão, sendo aparentemente um bom chefe de família, na sua visão personalizada da vida.

Coabita num contexto de família alargada, apesar de ser casado com Leila, mas ainda sem filhos.

A mãe, Aisha Ben Barek e o pai, Hassan, donos da popular cafetaria do bairro, igualmente muçulmanos, são “pessoas de bem”, alheios (?) às negociatas do filho.

Contudo esta é a “realidade” ficcionada de “El Príncipe”. Crime organizado funciona paredes meias com a vida nos parâmetros da Lei.

Contrapondo-se a Faruq, a irmã, a “mocinha” e heroína da história, Fátima, que, no papel social de Professora no Centro Cívico, procura a regeneração, a integração social dos jovens, através da Educação.

 

El Príncipe personages in. www.vertele.com

Uma das características das personagens e entidades da série é o seu lado oculto, subterrâneo. A ligação entre o lado explícito, social, que está à superfície, que é visível e o que está escondido, oculto das vistas sociais.

E relativamente ao Centro Cívico, tal como já referi sobre a Esquadra, há personagens que se dedicam a outras funções não explícitas, e ilegais. Veremos.

 

E tornamos à Esquadra.

O chefe policial é “Fran”, Francisco Peyón, personagem marcado pelas experiências e frustrações da sua vida, a que não é estranho o assassinato do filho adolescente por um desordeiro delinquente e menor, recentemente saído do centro de recuperação, onde nem chegou a cumprir três anos.

Paradoxalmente assassinado no bairro onde ele, chefe de esquadra, deveria impor a ordem.

Coadjuvado por outros personagens não menos envolvidos nas negociatas dos comércios ilícitos: Quilez, “espanhol” e Hakim, “mouro”.

Personagens que têm muito que contar!

Que muito se irá desvendando.

Personagens que, a seu modo, sabem impor a lei, quando a Lei permite que delinquentes se bandeiem impunemente. Refiro-me ao assassino (?) anteriormente mencionado.

 

Se há algo que choca na série é a utilização de menores pelos criminosos, para executarem as suas “façanhas”. Situação tristemente real!

 

Ainda na esquadra: Matilde, “Mati”, também “espanhola” e loura, de Barcelona, jovem cheia de ambição, a que Morey dá a mão. E que “namora” com o “mouro” Hakim.

E Federico, “Fede”, personagem muito secundário, mas que introduz algumas piadas cómicas no enredo.

 

E, a propósito de comicidade, não posso deixar de nomear Pilar e Rocio, amigas de Fátima, também bastante secundárias, mas correspondendo ao estereótipo das “espanholas”, “chicas” de Almodôvar!

E já que de “chicas” se fala, realçar a mais “chica” de todas, a fogosa Marina, namorada de “Fran” e dona do bar de tapas, habitual poiso de recreio dos policiais e relax do chefe.

 

 

E sobre grupos de personagens reportamos também para os que estão ligados ao CNI. (Centro Nacional de Investigação?) (Em capítulo futuro, saberei que é Centro Nacional de Inteligência! Nem mais!)

Que agrega os que coordenam e orientam a investigação de Morey, e o motivo principal da sua ida para o Bairro.

Mas como eles trabalham na sombra e/ou à distância mantemo-los, ainda, nesse estado e estatuto.

Que muito ainda falta saber e descobrir sobre eles. Que também têm as suas sombras e lado escuro.

 

E sobre esse lado menos claro do enredo da série, mas cada vez mais visível e explícito, à medida que prossegue a narrativa, surge-nos o tema do terrorismo jhiadista, dos radicais islamitas, o papel de um grupo terrorista, Akrab, as suas ações na cidade, os tentáculos no bairro, o envolvimento de personagens aparentemente insuspeitos.

 

E voltamos a um dos leitmotiv do enredo: a descoberta do paradeiro do filho mais novo dos Ben Barek, preocupação da família e persistência de Fátima.

De nome Abdessalam Ben Barek, “Abdu”.

 

E ainda e já na família, mas querendo reforçar os laços de pertença, menciono Khaled Ashour, primo e pretendente à mão de Fátima. Que muito também nos irá contar e ganhará maior protagonismo na segunda temporada.

 

E terão estes dois personagens destacados algo a ver com o terrorismo?!

 

Mas deixemos este tema ou mantenhamo-nos nele e na violência tão presente no Bairro, tanto no plano real, como virtual e lembremos também duas personagens jovens, sujeitas e vivendo essa constante instabilidade e expondo-se a perigos vários: Nayat, a caçula dos Ben Barek e Ruth Peyon, filha de Raquel e Fran.

 

E estou a esquecer vários personagens importantes, tal como a namorada de Abdu e o terrorista que a assassinou? Aos olhos de Fátima e Javier! (Sempre unidos na trama: herói e mocinha!)

 

E vamos continuar a ver e/ou rever os episódios. São muito chamativos!

 

Episódio 4

Episódio 7

Episódio 8

Episódio 9

Episodio 10

Episodio 12

Episódio 13

Temporada 2 Episódio 1

Temporada 2 Episódio 5

Temporada 2 - Episódio 9

Temporada 2 Episódios 9 e 10

Temporada 2 Episódio 11

Temporada 2 Episódio 12

Temporada 2 Episódio 13

Temporada 2 Episódio 14

Temporada 2 Episódio 17 

“O Roubo do Códice” - (Reposição)

Mini Série na RTP2

Agosto de 2016

 

Continua o calor. Persistem os fogos. Algumas notícias quentes, mesmo no Alentejo, habitualmente tão pacífico e com tantas festas e festivais.

Lá fora, as guerras, persistem... no tempo!

Crimes hediondos!

Codice Calistinnus in. www.wikiwand.com

 

Como é hábito, a RTP2 volta a transmitir programas já exibidos. Salutar, quando são interessantes! Desta vez, a mini série “ O Roubo do Códice”, “El Codice”, original da Televisão da Galiza, que transmitira em 2015, a seguir a “Hospital Real”.

Sobre os dois episódios escrevi algumas ideias, entrecruzando os personagens da série “Hospital…” com os da mini série “O Roubo…”. Nem sempre de forma direita, por vezes enviesando, como gosto de fazer e também não tendo identificado bem todos os personagens.

Ontem, após ter revisto o primeiro episódio, julgo ter reconhecido o “Padre Bernardo” do Hospital, no desempenho do Juiz, no “Roubo…”. E Alicia, a noviça do “Hospital…”, na empresária do bar, ex-jornalista, a colaborar com os antigos colegas.

Ainda não é desta que escrevo os nomes corretos dos artistas, para o que remeto também para este link, de Galiza.

elenco codice in. www.vertele.com

 

Apresento igualmente fotos do elenco, bem como do livro roubado.

Roubado?!

codice in. elpais.com

 

Veja ou revisite o 2º episódio.

manolo in. www.lavozdegalicia.es.jpg

 

Vale bem a pena, pelo conteúdo da história, a construção narrativa, o desempenho artístico, o contexto espacial e cénico… o enredo, o basear-se em factos reais.

Deão da Catedral in. media.rtp.pt.jpg

 

Tomada de Posse do novo Presidente da República!

Assembleia da República

 

9 de Março de 2016 – 4ª Feira

 

O Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, hoje, dia 9 de Março, após as 10 horas, tomou posse, como vigésimo Presidente da República, na respetiva Assembleia (Parlamento).

 

Estas cerimónias são sempre carregadas de simbolismos vários, faz parte da respetiva operacionalização, quer se goste ou não. Desde logo, o local: Assembleia da República. As Bandeiras. O Hino. (...) As precedências, os locais que cada convidado ocupa, etc. etc.

Os aplausos, os não – aplausos, tudo está carregado de significados e significações, tudo é significante de algo...

 

Para além desses atos, gestos, atitudes simbólicas, existem ainda as que o próprio Presidente quis acentuar.

Uma delas foi o juramento sobre o livro da Constituição original, que ele também ajudou a criar, enquanto deputado. Realço que é este modelo que também tenho. O livro da Constituição de 1976. (...) Não, não, eu não a ajudei a criar... O meu “engenho” não chega a tanto. Muito menos a “arte”.

 

Os convidados: antigos Presidentes e Esposas, estranhei a ausência de Drº Mário Soares...

Representantes estrangeiros: O Rei de Espanha, destacava-se aquela figura... o Presidente de Moçambique, o Presidente da Comissão Europeia. Simbólicas estas três Personalidades estrangeiras convidadas.

 

Juncker cumprimenta o "bom amigo" Marcelo. Cortesia de  Jorge Amaral / Global Imagens

 

Os discursos. Sou sincero. Estava curioso com o discurso de MRS, enquanto Presidente. Ouvira o de vitória, tinha expectativas sobre este. E, esse foi o principal motivo que me fez estar atento à RTP1, logo de manhã. Dir-me-ão: “Palavras... são só palavras!”

 

Ferro Rodrigues, enquanto Presidente da Assembleia da República, também proferiu o seu discurso. Entre outros aspetos, e relativamente a MRS... “... Vossa Excelência tem a responsabilidade histórica de ser o homem certo no momento certo...”

 

Algumas ideias que destaco:

“... o País precisa de voltar a encontrar-se... Que a U.E. não se transforme num fator de instabilidade... Que Europa é esta?! ...”

“... precisamos de uma economia mais rica e partilhada, mais justa e inclusiva...”

“Temos que aprender a remar todos para o mesmo lado...”

E, terminou, formulando votos de “as maiores felicidades”, “A Bem da República, A Bem da Democracia, A Bem de Portugal!”

 

(Não opino, nem faço qualquer comentário...)

 

Quanto ao Discurso do Senhor Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, atual Presidente da República Portuguesa, de "todas as Portuguesas e de todos os Portugueses".

 

O discurso está muito bem estruturado e sequencialmente planeado. Ou não fosse o seu autor, o Professor Marcelo. (Apetece-me interrogar, deformação das Séries, nomeadamente “Borgen”, se os nossos políticos também terão algum “spin doctor”?!).

 

Também está carregado de Símbolos.

 

Um enquadramento introdutório, reportando para a Família, para os Sentimentos a unir-nos à Terra que nos viu nascer: Amor à Terra, a Saudade, a Generosidade... (Desculpem-me os Sentimentos, que não os fixei todos!)... As Crenças em Milagres de Ourique... (E com este introdutório falou-nos ao Coração, se fossem projetadas imagens, enquanto as palavras iam fluindo, veríamos um grande, grande, da Joana Vasconcelos. Reporta-nos também para a nossa ancestralidade, em última instância, o nosso Afonso, Primeiro, só que da Monarquia e nós estamos na Casa da República. Mas o Senhor Professor Marcelo não perde o jeito! Outro anterior Personagem, de que estranhei a ausência, nesse mesmo local, terá falado em Afonso Costa, digo eu! Afonso, sim, que Portugal é assim mesmo: Afonsino. E um País de Costas, até havia o do Castelo!)

 

Depois, ainda num contexto introdutório, mas já mais institucional, reportou-nos para a Solidariedade, (aqui já entramos no domínio dos Valores), entre os dois únicos Orgãos de Soberania eleitos: Assembleia e Presidente. E depois ainda agradeceu ao Presidente cessante, aos antigos Presidentes presentes, aos três ilustres Convidados Estrangeiros, às Forças Armadas, sempre fiéis a Portugal, ao 25 de Abril de 1974 / República Democrática, sublinhou a CONSTITUIÇÃO, aprovada e promulgada em 1976, sobre a qual atestara o seu Juramento de Posse, conforme já referido. Reforçou o seu caráter de Lei Fundamental, nosso Denominador Comum. E que irá ser o Guardião da Constituição, dos seus Valores e Valores da Nação.

(E nesta parte discursiva, diríamos que nos falava mais à Razão...)

 

E dirigiu-nos para a importância da Pessoa Humana, (lembrar-me-ia Carl Rogers), para um ideal de Sociedade em que não haja dois milhões de pobres... (!!!), nem diferenças tão cruciais...

E ainda no domínio dos Valores: Liberdade de Pensamento, de Crença, de Opinião, Pluralismo, Justiça Social, Identidade Nacional, para as nossas Raízes no Mar... (A nossa ancestralidade primordial: “Somos Vida do Mar Vinda ”, digo eu.)

Os nossos três vértices geográficos: Continente, Açores e Madeira. (A propósito, onde ficam as Desertas?)

Assumir o Mar como nossa prioridade, e, aqui piscou novamente o olho ao Presidente cessante... (!!!). E citou Lobo Antunes “... Se a minha Terra é pequena, eu quero morrer no Mar!...” (Este Lobo também é Poeta?! Se não é, aqui, escreveu dois lindos versos.)

 

E continuando ainda no domínio dos Valores, realçou a Identidade Nacional, em que História e Geografia se entrelaçam, na Língua, na Cultura, na Ciência. Sem medo de enfrentar o Presente. Na Soberania Popular, na Autonomia Regional e Autárquica. Na importância do Estado Social de Direito e da Iniciativa Privada.

 

E ainda em Geografia, mas numa noção mais alargada, migrou de Portugal, também para a Europa: Lembrou o desafio dos Refugiados. E pelo Mar, acentuou o papel da C. P. L. P. – Comunidade de Países de Língua Portuguesa. E regressou novamente à Europa: a questão das Fronteiras Europeias!

 

E voltou a Portugal!

 

E assinalo, sem pretensão de exatidão matemática, nem de citação precisa, pois, como é evidente, não tive acesso a uma cópia do Discurso. (Não sou Jornalista, muito menos credenciado, nem fui convidado a estar presente na cerimónia. Também, seiscentos convidados...)

 

Realçou a importância de sairmos do clima de crise, o fator Europa, as questões económicas, as cicatrizes destes tão longos anos de sacrifícios, que urge recriar novas convergências, ....

Reforçou o sentimento de pertença a uma Pátria que é igual para todos...

Que irão ser cinco anos de busca da Unidade, da Pacificação, de Consensos...

Nunca descrendo na Democracia. Nunca perdendo a Esperança. Que o que nos une é muito mais do que nos divide.

A importância dos pequenos gestos...

 

(Peço desculpa às minhas Leitoras e Leitores, mas, volto a sublinhar, que não tive qualquer acesso direto ao discurso escrito, apenas o ouvi, pelo que este texto tem muitas lacunas. Sublinhados, reticências, negritos, letras maiúsculas é tudo da minha lavra. Perdoar-me-ão, bem como o Senhor Professor Doutor.)

 

E continuou...Lembrando o papel dos Jovens, da Mulher, dos Pensionistas/Reformados, que sonharam com o 25 de Abril e que agora estão na situação em que estão... (A referência a este grupo social e à célebre data tocaram-me muito especialmente...); dos Cientistas, dos Agricultores, dos Comerciantes, dos Industriais, dos Trabalhadores por conta de Outrem ou Independentes; voltou a reforçar o Estado Social; mencionou as I.P.S.S., as Misericórdias, eu sei lá! (Não sei se foram referidos todos os grupos socio económicos, também não tenho aqui a Classificação Nacional de Profissões. Mas não me pareceu ter havido menção de empresários, de bancários, de banqueiros, nem de operários. Digamos que, caso tenha havido essa omissão, que não afianço pelos meus ouvidos, foi uma omissão interclassista.)

 

E voltou, novamente a realçar a CONSTITUIÇÃO!

(Há alguns anos a esta parte esse realce costumava ser mais de outros setores.)

 

E, finalmente, reportou-se a si mesmo, assumindo-se como “Servidor da Causa Pública e da Pátria.”

 

E citou Miguel Torga: “Difícil para cada Português não é sê-lo, é compreender-se...”

 

E quando estava nesta parte do meu texto, quis precisar o que nos meus apontamentos seria do texto de Torga ou palavras de Marcelo e coloquei a frase anterior, colocada entre aspas, no motor de busca.

E já adivinha o que encontrei.

O Discurso do Senhor Presidente, na íntegra, no site do “Expresso”.

 

E a parte final é daí extraída. Mas não vou ler o princípio do Discurso, que já estou muito cansado, e perdia completamente a graça...

 

E remato com a parte final...

 

“O essencial, é que o nosso génio – o que nos distingue dos demais – é a indomável inquietação criadora que preside à nossa vocação ecuménica. Abraçando o mundo todo.

Ela nos fez como somos. Grandes no passado. Grandes no futuro. Por isso aqui estamos. Por isso aqui estou. Pelo Portugal de sempre!”

 

E com um Discurso que nos abarca e abraça a Todos, tão querido, tão cheio de Afetos, tão simpático, não esquecendo sequer Pensionistas nem Reformados, que mais posso dizer?!

Pois, aguardemos para ver!

 

E, para ilustrar este post tão afetuoso, tão carinhoso, resolvi “aproveitar da net” a sugestiva e apelativa imagem, cortesia de “Jorge Amaral / Global Imagens”, a partir deste link, agora que tem andado na moda esta questão dos beijos!

Poderíamos intitular: Portugal e Europa, finalmente a Reconciliação! E viva o Amor!

*******

P. S. - E já no dia dez, vantagens da net, resolvo acrescentar um link para um blogue que sigo e que ontem me esqueci de incluir. Uma célebre e icónica imagem de um afamado beijo, que nunca cheguei a perceber se foi real se encenado. Entre Brejnev (U.R.S.S.) e Honnecker (R.D.A.). E, se encenado, nunca percebi se foram os do "Outro Lado" do Muro, para mostrarem que "estavam de pedra e cal". Se os "Deste Lado", para revelarem como as coisas iam por "Aqueles Lados".

O Reino Unido pondera a possibilidade de sair da União Europeia!

Reino Unido: Europa – Sim / Não

map of United Kingdom in google maps.png

 

Esta tem sido uma informação recentemente veiculada pela Comunicação Social, referindo nomeadamente que esta situação será colocada como referendo ao povo britânico, a 23 de Junho, deste ano de 2016.

 

Referem também que o 1º Ministro britânico, David Cameron, conseguiu um “acordo com os 27 parceiros europeus que garante ao país um estatuto especial dentro da União” no sentido de reforçar essa permanência. Também têm sido mencionados alguns dos “notáveis” britânicos que defendem essa saída, nomeadamente membros do governo atual, contrariamente à posição do 1º Ministro britânico, que defende a permanência na União.

Esta situação suscita muitas questões, algumas colocadas nos media.

 

Sobre o Acordo...

Este refere-se fundamentalmente a questões de funcionamento interno no Reino Unido ou também na forma como esse Estado se relaciona com os outros Estados, no contexto da União?

E favorece esse Estado e desfavorece os outros? Ou mantem-nos todos em pé de igualdade?

E foi “negociado” com todos os outros 27 Estados membros ou preferencialmente apenas com os “principais”?

 

Sobre o Reino Unido:

Será que o Reino Unido alguma vez esteve de “alma e coração” na União Europeia?!

Note-se que este Estado/País não aderiu nem à Zona Euro, a moeda continua sendo a libra esterlina, nem integra o Espaço Schengen.

 

Aliás, o Reino Unido, globalmente sempre se terá considerado um pouco além da Europa, diga-se do Continente, já que sempre se consideraram como as “Ilhas”.

 

Quando se fala de Reino Unido temos que esclarecer que este é o termo para designar o Estado constituído pela Inglaterra, Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte e mais umas quantas Ilhas no Mar do Norte e no Canal da Mancha, com estatuto especial.

Que no que respeita a este Estado há sempre muitas particularidades, nomeadamente o facto de ser uma monarquia, o que desde logo determina haver questões do Estado e questões da Coroa. Mesmo territorialmente!

E ainda vários territórios ultramarinos, espalhados pelo Mundo, resquícios do famoso Império Britânico, British Empire, como sejam as Ilhas Malvinas / Falkland Islands, Gibraltar, etc, etc, são mais de uma dezena, que esse Império se espalhava por todos os Continentes e Oceanos.

 

Isabel I in wikipedia.jpg

 

E este é um dos aspetos que sempre ressalta, quando se fala deste Estado/Reino.

Senhor de um Império assente no domínio dos mares e com territórios nos cinco continentes, que foi iniciado com Isabel I, na segunda metade do século XVI, se estruturou no século XVII e consolidou no século XVIII, tornando-se hegemónico no século XIX, ainda preponderante na primeira metade do século XX, mas que se extinguiu após a II Grande Guerra, com a independência das várias colónias na Ásia e na África.

Ficaram contudo múltiplos territórios espalhados pelos cinco continentes, como “remanescentes” desse Império, e que fazem parte desse Reino Unido.

Ficou também a organização intergovernamental designada “Commonwealth” que engloba 53 estados independentes como países membros, na quase totalidade pertencentes ao antigo Império.

E essa matriz identitária de detentores e integrantes de um Império tem condicionado a visão britânica do Mundo, no contexto da sua relação com outros Estados e Povos.

 

Estado possuidor de um grande poderio económico e financeiro, ainda atualmente. A “City” é o maior centro financeiro da Europa.

O Reino Unido sempre sentiu que contribuiria talvez demais para a Comunidade e pouco ganharia em troca.

Contudo gostaria de realçar um facto, que li há alguns anos, sobre a questão das verbas obtidas pelos agricultores europeus, na sequência das medidas de financiamento à agricultura, atribuídas à data em função das áreas dos terrenos.

Pois sabem quem era a Personalidade na Europa que mais recebia segundo esse critério?!

Pois, precisamente, a Rainha de Inglaterra!

 

E penso que estes têm sido alguns dos aspetos que, à partida, e de algum modo funcionando como marcos e preconceitos identitários, têm definido a adesão do Reino Unido, primeiro à Comunidade Europeia, 1973, e, posteriormente, à integração, sempre limitada e condicionada, na União.

 

Para além destes aspetos, ressalto também as idiossincrasias próprias dos britânicos. Circulação rodoviária pela esquerda, adesão tardia ao sistema decimal, tanto no dinheiro, como nas medidas e pesos, sistema métrico. Penso que a aceitação do sistema decimal terá sido na sequência da adesão à CEE, já na década de setenta do século XX.

 

Muitos destes aspetos são de natureza essencialmente cultural, mas condicionantes do relacionamento britânico com os europeus do Continente.

 

Como se diz em linguagem corrente, “sempre com um pé dentro e outro fora”.

 

(Que existem outros contextos em que os britânicos gostam de usufruir de estatutos especiais. Veja-se no futebol, não sei se em todos os desportos. Os britânicos têm representações da Inglaterra, da Escócia, do País de Gales, da Irlanda do Norte. Não sei se também das Ilhas de Jersey e de Guernsey!

Imaginam a Espanha a ter representações da Catalunha, do País Basco? ... Das Ilhas Baleares... Era um bailado flamenco!)

 

Atualmente com as “Crises” instaladas, o melhor será abandonar o barco?! ...

(Reporto-me especificamente à “Crise financeira e económica” e nomeadamente à “Crise dos Refugiados”.)

 

Mas gostaria de questionar:

Qual o papel que o Reino Unido terá tido no despoletar dessas mesmas Crises?

 

No respeitante à “Crise Financeira”, qual o desempenho que terão tido os decisores e “manipuladores de decisões”, sejam eles Bancos ou “Agências do que quer que seja”, instalados na sua “City”?!

 

No referente aos milhares e milhares de Refugiados, fugindo às Guerras do Médio Oriente.

 

Que papel terá tido o Reino Unido, primeiro, enquanto potência imperial, na sequência da I Grande Guerra (1914 – 18), na forma como, juntamente com a França, potências vencedoras, “dividiram” entre si o Médio Oriente em zonas de influência, criando Estados desconectados da realidade cultural da região, sem respeitarem o anseio de povos e nações culturalmente autónomas?

Basta atentar-se nas fronteiras desses Estados e reparar como foram traçadas “a régua e esquadro”. (Aliás, o mesmo se verifica em África, frise-se.)

 

Em segundo lugar, e após o finalizar da II Grande Guerra (1939 – 1945), o modo como essa região continuou a ser determinada e estruturada territorialmente pelas potências vencedoras, neste caso já não apenas as mencionadas, mas igualmente os E.U.A. e a U.R.S.S.?

 

E qual o papel das empresas petrolíferas e financeiras, a elas interligadas, em todas as contínuas Guerras travadas na região, desde então?

 

E qual o papel do Reino Unido na invasão do Iraque, em 2003, na busca das célebres armas químicas, ao tempo de Tony Blair?

 

Todas estas situações e decisões e mais as que desconheço e/ou não refiro e omito, estão na base da constante e contínua instabilidade do Médio Oriente. Agravadas nestes últimos anos pela Guerra na Síria, que é paradigmática sob todos estes aspetos.

 

 E que papel do Reino Unido em todas estas situações? Repito!

 

Tantas perguntas... Tantas questões... Tantas dúvidas... E tão incompleta esta análise...

(Dir-se-á que nesta minha limitada análise também perpassam alguns preconceitos sobre os “britânicos/ingleses”. Talvez... Talvez um dia escreva sobre isso...)

 

E ainda...

 

E, se o Reino Unido decidir democraticamente, através da auscultação dos seus “súbditos”, deixar de pertencer à União Europeia, que consequências daí advirão? Nomeada e especialmente para a União Europeia.

 

E ainda outra questão.

 

E independentemente dessa saída ou qualquer outra entrada, a União Europeia, a Europa Unida, sob este modelo vigente ou outro, é uma realidade com prazo de validade? Mais ou menos curto?!

É uma estrutura organizativa que, mais tarde ou mais cedo, se “desmoronará”?

Ou, apesar de todas as contrariedades, este modelo de organização e estruturação da EUROPA continuará vigente ainda por várias gerações?

 

Penso que, infelizmente, a situação de “desmoronamento” será a que ocorrerá, mais tarde ou mais cedo. Embora não seja esta a situação que eu desejaria que acontecesse. No Mundo existem espaços territoriais tão ou mais vastos que a Europa que constituem Estados únicos, caso precisamente dos Estados Unidos (E.U.A./U.S.A.) e, ainda mais paradigmático, a China, em que para além da extensão territorial tem uma enorme diversidade cultural (racial, étnica, religiosa, linguística,...). Mas forma uma unidade de Estado, há séculos! A Índia também.

 

E termino, por hoje, estas minhas reflexões, “extraordinárias”, neste dia também extraordinário: 29 de Fevereiro, de 2016. Ano bissexto. Ano de Jogos Olímpicos!

No Rio de Janeiro, Brasil, também um Estado Federal, de grande extensão territorial e grande diversidade cultural, embora com uma matriz quase única na Língua, aliás como os E. U. A. / U.S.A.

 

europa in pt.wikipedia.org..jpg

 

É claro que tenho plena consciência que, na Europa há muitas, muitas outras questões que nos separam.

Lembremos que os Povos Europeus têm passado os últimos dois mil anos em constantes e permanentes guerras entre si!

E Visionários e Idealistas como os Políticos Sábios que delinearam e iniciaram a “Construção Europeia já não existem.

Atualmente apenas conta o Deve e o Haver!

E, nestas coisas de dinheiro, mesmo os irmãos mais irmãos...

Veja também S.F.F.

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