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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

E o Chalet… ali ao pé!

Poesia e Arte – SCALA – Almada / Cova da Piedade

 

Chalet. Cova Piedade. Foto Original. 20181212. jpg

 

Volto ao blogue! E à frequência das atividades de Poesia! No passado mês, faltei a quase todas as atividades poéticas. Neste, pelo menos já consegui frequentar duas atividades da SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.

Atividades integradas em “Almada com vida”, em que “A SCALA participa e faz parte da organização deste acontecimento.”

 

Dia 6 - 5ª feira, na “Associação Almada Mundo” - Av. Capitães de Abril, Cova da Piedade, entre outras atividades a que não assisti, houve “Dizer Poesia”. E quem disse?! João Franco, um poema de Fernando Pessoa; Maria Gertrudes Novais “Aprender a crescer”, de sua autoria e este cronista: “Selfie  – Selfish”! É sempre um enorme prazer participar na divulgação de Poesia, em camaradagem com os Poetas, Poetisas, Dizedores, da SCALA. Tenho dito! E é sempre importantíssima a divulgação da Poesia. E, neste campo, que é o que melhor conheço, porque mais me toca, mas também noutros, a SCALA desenvolve um excelente trabalho. Friso!

 

Dia 7 – 6ª feira – Jardim da Cova da Piedade – Coreto: Poesia e Arte, Dança e Música. Parceria entre a USALMA e a SCALA.

 

Poesia, por Poetas da USALMA e da SCALA.

Rosa Lage – “Almada já és cidade”, de sua autoria.

Luís Alves – “Camões” e “Entre o tudo e o nada”, de sua autoria e “Toada de Portalegre”, José Régio.

Maria Gertrudes Novais – “Planície” e “Caminhada”, de sua autoria.

João Franco – “Cântico Negro”, José Régio e “Sou português aqui”, José Fanha.

 

Este cronista não participou, como previamente dera conhecimento. Mas fiz questão de estar presente, solidarizando-me com os valentes e destemidos que ousam “Dizer Poesia” na Rua!

Não sou especialmente adepto de dizer poesia na rua. Acho que há demasiados “ruídos” no processo de comunicação. (Já a 21 de Março, em Portalegre, participei no evento de “Momentos de Poesia, evocando José Régio, pelas ruas da cidade que o Poeta calcorreou, mas não disse poesia na rua. Disse, mas nos Cafés: Central e José Régio”, evocando o Poeta.)

Mas acho importante fazer a divulgação da Poesia! E o que penso não desvaloriza a ação, nem da SCALA nem dos Poetas! Muitíssimo pelo contrário! Reconheço-lhes o valor e o mérito e felicito-os pela iniciativa e participação. E, por demais, Obrigado, porque estou sempre aprendendo com outros Poetas e Poetisas!

 

Da USALMA, também houve atuação das Danças do Mundo, do Rancho e do Grupo de Concertinas.

E que bonitas foram as danças e o toque das concertinas!

E que bonita é a cooperação entre várias Entidades, Associações, Grupos Culturais de Almada!

Parabéns à SCALA, à Associação Almada Mundo, à USALMA!

 

Todas estas ações decorreram enquadradas numa feira, digamos de “antiguidades / vintage”, que acontece semanalmente no espaço referido.

Chalet Cova Piedade DAPL 2014.jpg

 

E as fotos do “Chalet”: A primeira, como está atualmente. Foto de 2018. A segunda, de 2014. Apresentei esta foto no blogue em dois posts anteriores: 07/06/2015 e 14/01/2016.

(A conclusão das obras do “Chalet” terá ocorrido em 2018, atual vereação, mas o seu início e tudo o que lhes é concernente, provem da vereação anterior. Atualmente, segundo me informaram, funcionam aí serviços da Presidência! Ironias do Destino! Dia 24 – Feriado Municipal estará aberto ao público!)

 

XIII Antologia do Círculo Nacional D'Arte e Poesia - 2015 - Prefácio

PREFÁCIO

Hortênsia  Solar Zagallos Foto original DAPL 2015.jpg

 

Falar de uma Antologia de Poesia é antes de tudo o mais falar de Sonhos.

São sonhos os versos, sós ou emparelhados dois a dois, em grupos formais de três ou quatro, as mais das vezes. Formas com nomes: quadras, quintilhas, quiçá sextilhas, décimas, em grupo, coletivos para não se sentirem tão sós!

São sonhos que rimam ou são livres de rimar, de métricas silábicas ou espontâneos no seu versejar.

São sonhos provindos do Mar, trazendo o cheiro, o sabor dos frutos que o mar nos dá. Palavras em conchas, búzios, vieiras… Letras, grãozinhos de areia das praias. Água de mar ou nascente cristalina de fontes.

Falar de Antologia, é falar de Terra, do cheiro da terra lavrada, dos pássaros que enchem os regos que a alfaia rasgou…

Mar, Terra. E Ar! As nuvens que passam e perpassam, criando formas e ilusões. O vento que sibila, nos sussurra cálido e suave ou nos atormenta devaneios e solidões, calmarias ou tempestades, brisas frescas de oceano ou suão abrasador do deserto.

Gaivotas, andorinhas voando, águias planando… cânticos de rouxinol.

É também falar de Fogo. De fogo que arde, que queima em combustão lenta e amortecida ou que em labaredas ateia e incendeia corpos e corações!

Falar de mar, de terra, de fontes de água cristalina, de ar e de fogo é, antes de tudo o mais, falar de Pessoas. É falar de Gentes, de Almas que se transcendem, que se evolam nos Céus da Criação, que nos transmitem anseios e devaneios, propósitos e sentimentos (alegres ou tristes), mas que nos trazem o seu melhor, nos ofertam o seu Ser e o seu Querer.

Uma Antologia é sempre a força de um coletivo. A pujança de um coro, de um grupo coral, uma orquestra…

A força de um sentimento comum que nos une, nos irmana com outros Seres (Humanos) que se prezam.

Como em qualquer outro trabalho coletivo, seja na Arte ou noutra qualquer vertente humana, há sempre quem organize, coordene, junte as pontas soltas, desfaça os nós, desate as tramas que por vezes tramam os fins, enredados nos meios. E quem produza, o ato material de produção de um objeto tão significante, ainda e cada vez mais, como é um Livro!

Falar de Antologia é falar de pessoas e de cada Pessoa, de poetas e de cada Poeta, de almas e de cada Alma, que à Poesia entregam o seu estro, o seu querer e o seu saber, é falar de quem sonha e não perde essa faculdade de sonhar.

Jacarandás 2015 Almada. Foto original de DAPL.jpg

 

Parabéns a todos os sonhadores, a todos os antologiados, artífices e construtores de sonhos. Parabéns e obrigado a todos e à mestre, maestrina desta orquestra, que com maestria, de forma humilde e discreta, conduz este Círculo de amigos, neste trabalho de Arte e Poesia materializado nesta Antologia. A XIII. Parabéns e obrigado a todos!

Viva a XIII Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia!

 

 Francisco Carita Mata 2014

 

Nota Final:

Fotos originais de D.A.P.L. 2015

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