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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Dia treze de Maio de dois mil e dezassete!

13/05/2017

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A persistência dos Effes

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A ocorrência de um milagre?!

 

eurovisão. in. media.rtp.pt..jpg

 

Não posso deixar de cronicar um pouco sobre o dia de ontem e sobre três acontecimentos mediáticos em que Portugal esteve envolvido. Sobre os quais friso, desde já, que opino sequencialmente por ordem cronológica da sua ocorrência.

Mais ou menos consensuais, tocando em maior ou menor grau a população portuguesa, sendo vividos e vivenciados, quer de forma tendencial ou claramente positiva ou predominantemente pelo lado negativo; de algum modo, todos, (e cada um deles), terão sido sentidos se não por todo o povo, pelo menos pela grande maioria.

Quer se gostasse ou não, houvesse ou não identificação, os media fartaram-se de perorar sobre os mesmos! E a realidade, quer factual, quer virtual, permanentemente nos chamou a atenção para estas ocorrências. Dificilmente nos poderiam deixar indiferentes!

Todavia uns serão, à priori, mais abrangentes que outros. Ou talvez não!

Em todos eles se verifica a permanência, a reminiscência ou persistência, do celebérrimo conceito identitário de Portugal associado à trilogia dos EFFES, atualmente, quer se aceite ou não, muito mais alargada.

 

Num deles, e no meu ponto de vista, tendencioso, já se vê, a imanência de um verdadeiro milagre!

 

A vinda de Sua Santidade, o Papa Francisco, a Portugal, mais especificamente a Fátima, foi, certamente o acontecimento que terá envolvido mais recursos quer materiais, quer humanos, terá consumido mais tempo e mais canseiras de milhares e milhares de pessoas. (Digo eu!)

Todavia, não poderemos afirmar que tenha sido totalmente consensual, dado que Portugal, ainda que, tradicionalmente, de maioria católica, religiosamente falando, não o é na totalidade.

E quem não segue essa orientação religiosa, não se identifica de todo, em princípio, com a situação.

E mesmo há quem, sendo católico, não se revê no objeto da visita de Sua Santidade, o Papa Francisco!

(E sobre o assunto, tenho dito. Por agora!)

 

O segundo acontecimento teve o seu espaço fundamental de ação e clímax ali para os lados da Segunda Circular, em Lisboa. O desfecho e epílogo no Marquês, coração, aonde convergiu o sangue de toda a nação benfiquista da Grande Lisboa, mas ter-se-á alargado a todo o País e comunidades onde haja adeptos do clube da Águia.

Falo de Futebol!

Não podemos esquecer, contudo, que para os benfiquistas festejarem e ficarem contentes, ficarão tristes… sportinguistas, portistas, pelo menos estes, de maior relevância numérica e de maior impacto em termos de aspiração a conquistas de campeonatos. Mas também não poderei esquecer os bracarenses, os vimaranenses, os pacenses, os flavienses, os setubalenses… eu sei lá…

Pela minha parte fiquei muito contente. Felicito o Benfica, a sua equipa e todos os que trabalharam para alcançar este êxito.

E, já agora….

E porque não, o penta?!

 

A terceira ocorrência, acontecida a partir das vinte horas, foi o Festival… da Eurovisão.

Aqui trata-se de Música, não apenas de fado, mas tem sido um Fado, triste, que Portugal, que concorre desde 1964, há mais de meio século, com algumas ausências pelo meio, nunca havia ganho nem obtivera classificações significativas.

E se Portugal concorreu com canções merecedoras e com verdadeiro impacto! Mas nunca haviam despertado os favores eurovisivos.

E logo esta canção!

Não que ela não seja merecedora. Que o é, total e completamente! Só que, à partida, não seria festivaleira.

Não seria, mas foi! E ganhou o Festival!

Atrevo-me a afirmar que, neste ano de 2017, como acontecia nos anos sessenta e setenta, maioritariamente, Portugal esteve colado ao ecrã televisivo, durante a transmissão. Quanto mais não fosse durante a atribuição pontual. Nunca acontecera tal! Que Portugal estivesse sempre colocado no primeiro lugar, a receber tanta pontuação máxima, a ter a simpatia e preferência tanto dos vários júris nacionais, como do público, como da imprensa.

 

(Lembro que, nestas coisas da Eurovisão, não é a primeira vez que ganha uma balada, posso classificar assim a canção “Amar pelos Dois”?

Recordo Gigliola Cinquetti - “Non Ho L’età”, pela Itália, em 1964; Johnny Logan, pela Irlanda, em 1980, com “What’s another year?”...) (Curiosa a data de nascimento deste cantor.)

 

(Mas isso já vai há tanto tempo, dir-me-á. Isso é quase do tempo da “Maria Carqueja”! Pois, é verdade, mas é do tempo em que eu via os festivais da eurovisão.)

 

Neste ano uma hipotética vitória começou a delinear-se logo cedo, nas redes sociais, que atualmente são um bom barómetro das opiniões, mas ao longo de diversos anos criaram-se tantas expectativas… relativamente a várias canções e intérpretes, que depois saíram completamente defraudadas… que seria mais um em que tal aconteceria.

Mas não foi.

 

A canção “Amar pelos dois” saiu vencedora. Com inteiro mérito.

 

Parabéns ao cantor, Salvador Sobral e à compositora, Luísa Sobral.

 

(Mas será que no meio disto tudo terá havido algum milagre?!)

 

E o dueto final foi magnífico!

 

(Interessante como este Salvador lembra o outro “salvador”, no célebre jogo de Portugal com a França, em que Portugal também venceu o Europeu de futebol.)

 

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/salvador-sobral

Obrigado e Parabéns, A. P. P.!

Associação Portuguesa de Poetas

XXXII Aniversário

 

Original DAPL 2016 .jpg

 

Conforme previsto, decorreram no dia três de Abril, segunda-feira de tarde, as atividades celebrativas do trigésimo segundo aniversário da APP – Associação Portuguesa de Poetas, na respetiva sede, na Rua Américo de Jesus Fernandes – 16 A, aos Olivais, Lisboa.

 

Sala completamente cheia, muitas pessoas de pé e no exterior.

A Poesia foi Rainha, o Fado de braço dado. Irmanados e observados pela Pintura, Arte expectante que, nas paredes da sala, nos observava e nos convidava também a uma visita e observação mais detalhadas.

 

Homenagearam-se os sócios mais antigos, com placas alusivas aos quinze e vinte e cinco anos de associados. Simpática e comovente lembrança da atual Direção.

Também se rendeu preito aos sócios fundadores, bem como a antigos membros de Direções anteriores. E alguns puderam honrar-nos, a todos, com a sua presença.

E os sócios, todos os sócios, independentemente da maior ou menor longevidade da sua aderência à APP. Que sem sócios como se estrutura uma Associação?!

 

Lembraram-se os Ausentes. Aqueles que, de algum modo, tiveram e desempenharam papéis mais ou menos relevantes no âmbito da Associação, mas que, a seu modo, contribuíram para que a APP chegasse aos trinta e dois anos, cheia de vitalidade e dinamismo!

E que, agora, embora fisicamente não nos acompanhem, estarão connosco numa outra dimensão!

 

Foi anunciado o vencedor do concurso “Nau dos Sonhos”.

 

E, como não poderia deixar de acontecer, cantaram-se os parabéns, repartiu-se o bolo de aniversário e compartilharam-se comidas e bebidas.

Foi um evento notável e merecedor de encómios.

 

Parabéns! Parabéns à Associação. Parabéns e Felicitações a Todos!

 

E Obrigado!

 

Obrigado é mais qu’uma palavra!

Nela se lavra em nobre gratidão

Sentimento que Alma nos desbrava

E se nos grava, grato, no Coração!

 

 

E muito Obrigado pelo Vosso Trabalho, pelo que é visível e pelo que, não sendo diretamente observável, é manifesto e subjacente ao que observamos.

Renovados parabéns e agradecimentos!

 

Obrigado é mais qu’uma palavra!

Nela se grava nobre sentimento

Sentir que nosso coração nos lavra

E em nós desbrava um nov’alento!

 

(Fotografia Original DAPL 2016)

Tarde de CANTE no Feijó!

Saudades do Alentejo

 

Cante - Cultura - Cidadania!

 

Conforme divulguei em post de 16 de Março, realizou-se ontem, “Dia do Pai”, o espetáculo comemorativo do 30º Aniversário de “Associação Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó”, no CRF – Clube Recreativo do Feijó.

Uma comemoração aniversariante, em Dia também muito especial.

 

E, a propósito do Dia e da sua significação, e, no concernente ao Cante, se lhe atribuíssemos uma filiação, quem seria o Pai? Do Cante, diga-se. E supostamente tendo Pai, também terá Mãe. E quem será a Mãe?

Pois, penso não haver muita dúvida.

O Pai é o Alentejo! E a Mãe, pois, a Mãe é a Saudade! Não é o Cante irmão do Fado?! Atualmente até irmanados e perfilhados internacionalmente pela UNESCO, dando-lhes reconhecimento e foro de Cidadania Mundial.

O Pai do Cante é o “Alentejo” que, do dito, o espalhou também pela Grande Lisboa, com especial incidência na Margem Sul, e muito particularmente em Almada, Feijó!

 

Foto original DAPL Rosas no Feijó 2015.jpg

 

Alentejo que é sempre Aquém – Tejo! Geográfica e sentimentalmente e no plano identitário!

E de Identidade e de Sentimentos falamos, quando nos reportamos ao Cante.

E são sempre os Sentimentos que passam e perpassam e nos repassam de emoção, por vezes contendo as lágrimas, mas embargados por ela, quando escutamos as canções ou modas como são designadas, numa Sessão de Cante, num ambiente quente como o que se viveu na tarde passada, terminando já à noitinha. Que os Cantadores também sentem, e de que maneira! São os que mais sentem, ou não cantariam com a Alma e o Coração, como fazem!

Que até o tempo também sentiu, ouviu, escutando, aquelas vozes telúricas, se emocionou e não conteve as lágrimas. As ruas do Feijó estavam molhadas de comoção!

 

A Emoção, a Saudade, sempre a Saudade, a Nostalgia de tempos que muitos de nós vivenciaram mais pelas imagens e recordações das gentes que amámos, que, hoje, apenas lembramos, com Afeto, com Amor, com Saudade. Muito especialmente num dia dedicado aos Pais, que todos os dias o são!

Embora muitos de nós, ainda, tenhamos percorrido, trilhado, aqueles lugares, aqueles tempos, quanto mais não fosse, enquanto pastores, mesmo a tempo parcial.

Mas o Cante não é só Nostalgia. É também Alegria. Modas e cantares de trabalho e de festa!

 

Pelo Clube passaram as Cores do nosso Alentejo. A garridice das papoilas, o amarelo das searas da nossa memória.

Évora, Cidade, capital do Alto Alentejo, esteve bem presente, nas canções e no Grupo representativo. Misto. Etnográfico, compondo trajares e modas, de modos de vida que os nossos Pais e Mães usaram: pelicos, safões, calças de serrobeco, traje de mondadeira...

Palavras sábias do Mestre: “...É urgente dialogarmos com os novos Grupos...”

 

Sons místicos! Sons míticos! Ancestrais, quase religiosos, panteístas, quando o coro se empolga, transborda de sentimento, nos transporta a tempos de outros tempos, sem tempo, nem memória, porque intemporais, universais, comuns a toda a Humanidade, daí a categorização, quer se note ou não a sua importância...

 

E de Afetos e Sentimentos ainda falamos: de Amizade, Companheirismo, Camaradagem, nestes encontros de grupos corais, na troca de prendas e galhardetes, intercâmbio de modas. Nos agradecimentos a quem ajuda, a quem trabalha, que muito trabalho dá organizar estes eventos. Na felicitação ao Aniversariante. Momentos bonitos!

Até de apadrinhamento, à boa moda alentejana, diria portuguesa, também falamos. Que os Grupos Corais das Paivas e da Amadora apadrinharam, há trinta anos, o “Grupo de Cante do Feijó”! (Que, na minha modesta e irrelevante opinião, de leigo no assunto, a designação do Grupo precisaria de ser menos extensa...)

Estes dois Grupos não são etnográficos, pelo que trajam todos os elementos com o mesmo tipo de vestuário. O Grupo das Paivas tem a particularidade de se designar de “Operário”.

Sendo estes Grupos formados no contexto das migrações do Alentejo para a Grande Lisboa, a partir dos anos cinquenta do século XX, refletirão a composição sócio profissional inerente à zona onde estão sediados e aos locais de trabalho dos seus componentes.

Há certamente estudos feitos sobre o assunto.

(Em todos os Grupos também se nota uma caraterística comum, que é o nível etário elevado dos seus componentes.

Aliás, a assistência também é maioritariamente composta por cidadãos na 3ª idade ou próximos da mesma!)

 

Os Grupos, todos, etnográficos ou não, nos trouxeram lindas modas, em que também entoaram loas ao Amor, à Paixão, aos amores e desamores, à sublimação dos amores...

Às paisagens do nosso saudoso Alentejo, à neve que também cai na planície, quem não viu os campos transtaganos cobertos de neve, não tem uma experiência completa e inolvidável do mesmo... às flores, rosas, metáforas da Mulher. Recomendações e cuidados a ter na ida à fonte...

Foto original DAPL 2015 Fonte do Salto. Aldeia da Mata. jpg

 

A Poesia, sempre! Cada moda é sempre um Poema carregado de significações sentimentais. Por vezes mais particularmente. Num singelo e comovente Poema dedicado aos Pais. Noutro, peculiar, sobre “...a ceifeira de aço...”!

Na dedicatória e evocação de Poeta (Fialho de Almeida).

 

No confronto entre “ponto” e “alto”, no troar harmónico do coro, ecoando nas planuras de searas ondulantes, marulhando nos mares da “Charneca em flor!”.

 

E, para o final, o Grupo Anfitrião reservou-nos dois Grupos de Música Tradicional.

“Grupo de Trovas Campestres”, de Faro. (Há quem designe, sendo do Algarve, que os Algarvios são “Alentejanos destrambelhados”, cito.)

Quatro Artistas, trouxeram-nos a Alegria do Alentejo, sediada no Algarve!

Cantaram um “Hino ao Mineiro”, uma evocação sul-americana, reportando-nos para o Chile, de Allende?! (Merecia da assistência um outro escutar, mas já havia algum “destrambelhamento” entre o público, desculpa-se-lhes, que até se portaram muito bem, houve momentos de absoluto e cerimonial silêncio durante os outros cantares.)

Encerrou o “Grupo Comtradições”, da Cova da Piedade, com muita e muita Alegria!

E já muita gente dançava! Dançava!

Que para os participantes ainda haveria jantar.

E que bem que cheirava!

Cheiros de um tempo de outros tempos.

Cheiros que o tempo guarda!

 

Parabéns a todos os Participantes!

Parabéns a todos os Organizadores! E Colaboradores!

A todos os que trabalham na sombra para que estes Eventos sejam organizados e nos deleitem e emocionem com a sua Qualidade Artística.

Felicitações especiais ao Grupo Anfitrião e Aniversariante: “Associação Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó – Almada”!

(Grupo, além de Coral, também Etnográfico, documentando um memorial de trajares transtaganos, nas nossas recordações de infância e juventude.

Grupo que, aliás, teve a honra de abrir a Sessão com o brilhantismo que lhe é inerente e as vozes portentosas de que dispõe, também elas carregadas e emocionadas de Sentimentos!)

 

Foto original DAPL Almada Ginjal 2015.jpg

 

E, diga-me lá, se teve a simpatia de me ler até aqui, se Almada é ou não a Capital do Cante?

(Nota Final: Que acrescento, hoje, dia 21, Dia também tão especial.

As Fotos são originais de D.A.P.L. e reportam-se ao "meu Alentejo", que é sempre "Aquém - Tejo"!)

 

 

Um Fado… Uma Vida…Madalena Arrependida

 

Um fado… Uma vida…

 

Madalena arrependida

De tudo se arrependeu

Por meio mundo conhecida

Outro Mundo conheceu.

 

Se ela conheceu o mundo

O mundo a não conheceu

No poço desceu ao fundo

Com todo o mundo viveu.

 

No mundo com toda a gente

Toda a gente a conheceu

Mas encará-la bem de frente

Nunca isso aconteceu.

 

Mas aconteceu um dia

Um dia de acontecer

Foi suprema alegria

Que mudou o seu viver.

 

Seu viver e sua vida

Se mudaram num instante

Bastou um olhar de fugida

E a vida rompeu, de rompante.

 

De um Homem o olhar

Que bem no fundo a olhou

Lendo sua Alma a sangrar

A sua vida mudou.

 

E Madalena, arrependida

De vergonha se corou

Se lançou ao chão, estendida

E aos pés do Homem chorou.

 

Madalena, arrependida

De tudo se arrependeu

Por meio mundo conhecida

Outro Mundo conheceu.

 

 

Escrito em Junho 2003

Publicado em:

Boletim nº 63 de “Mensageiro da Poesia”, Nov. 2003

 

 

 

Sete Quadras Soltas

  Banco de jardim 

Aqui pasmado neste jardim

À espera que chegue Amigo

Que bem sentado em mim

Possa prosear comigo.

  

Correm dias… 

Correm dias, fogem anos

São ondas desfeitas no mar

São ilusões desenganos

São lágrimas no teu olhar.

  

Fado e solidão 

De mão na mão, de braço dado

Segue o Fado na desventura

Com ternura lado a lado

Vai solidão numa aventura.

  

Mar Português 

Desbravaram meu corpo caravelas

Em tempos idos na Lusa memória

Sou calmaria, tempestade, procelas

De povo à beira mar sou História!

 

 Pão e Paz

Pão, em casa, é harmonia

Do Amor mantendo a chama

Trinado – breve, melodia

Da Paz que o Homem reclama.

  

Paz 

De Paz e Amor foi o tema

De muitas e lindas canções

Que Amor e Paz seja o lema

Que norteie os corações.

 

Sete Rios… 

Sete rios, sete fontes

Sete bicas a correr

Sete linhas, sete pontes

Sete vias p’ra te ver.

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