Aroeiras?!
Não sei bem que árvores são estas de folhagem caduca, que se destacam alaranjadas na paisagem... no topo do horizonte.
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Na Tapada das Freiras, Aldeia da Mata. Alentejo. Portugal.
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Não sei bem que árvores são estas de folhagem caduca, que se destacam alaranjadas na paisagem... no topo do horizonte.
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Na Tapada das Freiras, Aldeia da Mata. Alentejo. Portugal.
Será que Portugal é assim uma espécie de “Galo de Barcelos”?!
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Que canta mesmo depois de morto e assado, na mesa do Senhor Doutor Juiz?!
Não sei!
Eleições Presidenciais: os candidatos não são mais que as mães. São pelo menos tantos quanto elas. (Não há por ali irmãos, embora alguns sejam muito parecidos e queiram apenas aproveitar o colo da Dona República, usufruindo das benesses, “promoções” que os atos eleitorais sempre proporcionam.)
Os cartazes já proliferam! (Ainda não tiraram os “fora de portas” das autárquicas e já inundam as praças de novos cartazes.) Algumas carantonhas repetem-se, outras ressurgem das fantasias de tempos passados.
Também ressuscitam as sondagens. As manipulações da opinião pública continuam. Nada de novo! Os mesmos discos riscados. Reaparecem figuras de museus de cera, a defenderam os seus protegidos. Como se nós precisássemos de saber quem é quem. Como se não soubéssemos quem é cera do defunto.
Quem escolher?!
É caso para dizer: venha o diabo e escolha!
Imagem: Galo de Barcelos numa Rua 5 de Outubro, ligando a Sé à Praça! Numa Cidade de Portugal, que pode ser qualquer uma. Que Cidade não tem uma Rua 5 de Outubro?! É a República, à procura de um Presidente!
Sé: clero, Praça: povo. Falta a nobreza. Que está no carácter de cada um. Coisa difícil de ver, ou nem por isso – nalguns casos é por demais evidente; mais difícil de avaliar. Mas será por aí, que tentaremos escolher.
Saúde e Paz, que tanta falta faz!
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A propósito de “Almoço dos Primos”, de 18/10/25 e de comentário de José, de “Cheia”, a quem agradeço.
*** * ***
«Sáfara, s.f.(de sáfaro). 1. Terreno desértico e pedregoso; terreno sáfaro. 2. O m. q. safra. … …
Sáfaro. adj. m. (do Ár. çahrã ou çakhra?). 1. Agreste; inculto; bravio; rude. … …
Safra, s.f. (do Ár.). … 2. Boas searas; colheita. …»
In. Lexicoteca – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa – Círculo de Leitores – Tomo II – 1985 - p. 1048
***
O comentário de “Cheia” suscitou-me a pesquisa. A Lexicoteca é um espaço onde gosto de me informar e aprender. Os excertos inicialmente apresentados explicam os significados das três palavras relacionadas.
A ideia que eu tinha de “Safra” era a de terreno inculto, bravio, pedregoso, coberto de mato.
(José apresentou-me uma imagem diversa da palavra, mais associada a searas.)
O terreno da “Tapada das Safras” é tipicamente o das “safras / sáfaras”. Granítico, pedregoso, pouco cultivo terá alguma vez tido, dado que as rochas pouco espaço deixariam para lavrar. Lavoura pobre, certamente, centeios, que seria o que essas terras dariam.
Terrenos comuns nestes concelhos do Norte Alentejano: Nisa, Crato…
Muitos afloramentos rochosos de granito, nalguns locais, de carácter monumental. Na minha Aldeia, também são dominantes. Já apresentei postais sobre esses rochedos que são verdadeiros monumentos naturais.
Entre as rochas desenvolve-se o mato: codessos, giestas, urzes, tojos, gilbardeiras, silvas, estevas, margaças, pegamassas, madressilvas, lentiscos, troviscos, aroeiras, carrascos…
Na “Tapada das Safras” persistem alguns excertos desse matagal primitivo. Observei um resto de codessal, rasteiro, mas verdejante, apesar da secura e longevidade deste verão, em pleno Outubro!
(Não fotografei. Mas tirei foto de uma “Despedida de Verão”. Há muitas disseminadas pela propriedade. Terão sido plantadas propositadamente, espalhadas pelo território, junto às pedras, nos canteiros, junto às casas. Ideia interessante. Estas plantas, embora exóticas e tóxicas, são vulgares no nosso Alentejo Norte. São muito comuns nos jardins, nos hortejos antigos. Pela sua beleza e pela sua resistência ao nosso clima destemperado, de verões secos e quentes. Iluminam os espaços com a sua cor rosa desmaiada e perfume adocicado!)
Ainda sobre as “safras”…
Em miúdo e adolescente, guardei muita vez ovelhas, em terrenos com safras: Tapadas da Baganha, do Sabugueiro, do Engenheiro Matias, da Ribeira da Vargem…
E o que as ovelhas gostavam dos codessos, das sementes das giestas…
Mais vale tarde que nunca! (II)
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Estes convívios valem sempre a pena.
Embora muitas pessoas se ausentem pela “lei da vida”, e por isso mesmo, valoriza-se o facto de podermos conviver, com quem pode comparecer, enquanto isso é possível.
Se as ausências perenes nos incomodam, em contraponto observamos a evolução dos convivas mais jovens. Ainda há pouco, digamos assim, eram crianças; agora, adultos, constituintes de novas famílias, com filhotes já crescidos. São esperança de renovação, de futuro, de que os laços familiares prosseguem, de que o mundo e a vida continuarão. Assim a saúde os acompanhe e a nossa vivência em paz se mantenha.
Se lembramos os que partiram, em contraponto, observamos os que conhecemos desde pequenos, acompanhámos na escola, adolescentes, felicitámos nos matrimónios. Atualmente, adultos profissionais, que nos prestam serviços; com filhos já crescidos, marca identitária de ascendentes, prontos a darem continuidade a laços familiares eternamente renováveis.
Será bom que estes almoços prossigam. Apesar do trabalho que implicam. A Prima Bela que o diga. Observei como ela tentou passar a “chama olímpica” à Prima Marisa. Que, por enquanto, não aceitou. Mas que é uma pessoa bem capaz de desempenhar cabalmente as funções, no futuro. Tem todas as condições e qualidades para tal. Assim a Vida lhe permita!
*** *** ***
Mas, dir-me-á o/a Caro/a Leitor/a:
Ainda não nos disse a ementa do almoço, onde se realizou, quanto custou…
Bem verdade! Mas julgo que o convívio entre familiares, não sendo o motivo único que nos congrega, é um fator determinante para a materialização destes almoços.
A ementa?!
Entradas variadas e dois pratos principais: de peixe e de carne. Bacalhau com natas e espinafres, e bochechas de porco preto, no forno. Sobremesas variadas e tradicionais: mousse de chocolate, leite creme, sericaia e mais outras iguarias, de que não me lembro os nomes.
Gostámos e ficámos satisfeitos. As bebidas eram à discrição, não havia limitações, o que sempre agrada ao pessoal. Vinho tinto e branco, cerveja, água. E uma novidade, este ano, os digestivos, a pedido de várias famílias, como se costuma dizer. Aguardente velha, moscatel, que foi o que bebi e uma terceira alternativa, de que me não lembro. (Isto de escrever passado algum tempo, é no que dá!)
Onde se realizou? Na “Tapada das Safras”! Em Alpalhão - Alentejo, no concelho de Nisa, em paisagem bem peculiar, típica destes concelhos do Norte do Alto Alentejo.
(Ilustro com uma foto de uma Rosa de Alexandria, que há algumas roseiras espalhadas pela propriedade.)
A propósito, sabe o que são “Safras”?!
Quanto custou o almoço?! Já não me lembro!
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Ontem, 26/10/2025, domingo, decorreu “Momentos de Poesia”, no Hotel José Régio, Portalegre. (Fora o fim de semana da icónica BAJA de Portalegre.)
“Momentos de Poesia” não é menos emblemático da Cidade. Poesia e Poetas é um elemento cultural da Cidade de Régio. Quisera a Cidade valorizar-se, enaltecendo/valorizando a Poesia e os seus Poetas. Que não quer propriamente aproveitar esse recurso cultural de que dispõe. Desde logo e à partida, Régio.
Tanta gente que gosta de “Dizer Poesia” de José Régio. E tantos que já se foram!
(Já abordei este tema várias vezes.)
Escrevendo sobre “Momentos de Poesia” não posso deixar de lamentar a pouca divulgação de que beneficia, tanto à priori, como à posteriori. Não importa. As sessões decorrem bem, com os Amadores das artes poéticas, musicais, canto, fado…
Gratidão a quem organiza, a quem cede a sala, o espaço, enaltecendo por demais Régio, em local tão evocativo e valorizador da Cidade.
Estivemos cerca de trinta participantes, a grande maioria participativos, dizendo, lendo, cantando.
O Grupo Coral faz as honras da casa, abrindo e encerrando a sessão artística, cantando o hino de “Momentos de Poesia” – “Poesia é o nosso ideal”.
Funciona também como uma “Escola de exercício poético”. Quase todos “Dizem Poesia”, maioritariamente de outros Poetas, alguns também de sua autoria. Trazem-nos Poetas e Poetisas consagrados/as, também de alguns nossos conhecidos, já ausentes, que muito estimamos.
Escutámos, “Dizendo Poesia”, Susana, Madalena, Dulce, Rosário, Abílio, Mariana, Luísa, Deolinda. Isabel, à maneira, xaile nos ombros, cantou o fado. Abílio também cantou. (O Sr. José participa no coro, na organização do evento, mas não costuma dizer poesia. Talvez um dia!)
(Desculpem-me o tratamento familiar, na primeira pessoa, sem sobrenomes, mas não sei de todos. Esta crónica também não é exaustiva e pormenorizada, nem pretende sê-lo, dadas as minhas muitas limitações técnicas e pessoais.)
(Estranhei ausência de Professor João Banheiro que costuma ser ensaiador do Grupo.)
Achei significativa a leitura de poema de José Branquinho, que conheci pessoalmente em “Momentos de Poesia”, em homenagem que lhe foi prestada, ainda no salão da Biblioteca Municipal. Poema lido, por Rosário, a partir de um dos livros que ofereci, em sessão anterior. É bom partilharmos os livros e o Branquinho merece. Obrigado!
Também ouvimos Poesia de Poetas consagrados: Régio, Florbela, Aquilino…
A crónica não segue textualmente a cronologia dos acontecimentos, que Drª Deolinda organiza, entremeando Poesia, Canto e os diversos Participantes, de modo harmónico e heterogéneo.
Também participou Gonçalo Mota dizendo dois poemas seus. (Sendo relativamente jovem, já editou dois livros, que tentarei dar a conhecer no blogue. É de Arronches e estudou na ESMS.)
Adelino Baptista disse também dois poemas de sua autoria. José Carita Monteiro também leu dois poemas, mas frisou não ser poeta.
Realço - sem menosprezo por nenhum dos demais - a presença de um jovem, julgo ter ali estado pela primeira vez, de nome Tiago, que interpretou dois poemas seus. Um deles “Poeta Acidental”! Esperemos que apareça mais vezes. Dá gosto ver e ouvir a Poesia rimando com Juventude! Também frequentou a ESMS.
Silvina disse um poema que escreveu no próprio dia de “Momentos”. Frisou que Tiago é cinturão negro, certamente será aluno na sua Escola.
Francisco disse dois poemas. “Isto da Covid”, na sequência de “Bicho Papão”, de José Régio, que Abílio Mourato dissera. E “Guardei minha tristeza”.
O Grupo Coral interpretou Poema sobre as “Cores e os sentimentos a elas associados”, numa performance delineada com base em lenços coloridos. Muitíssimo interessante. (Julgo que autoria é de José Duro. Mas como sou um bocadinho duro de ouvido, não tenho a certeza. Pesquisei, mas não consegui confirmar. Agradeço que me confirmem, por favor.)
Este foi o resumo que consegui sobre o evento. Agradeço a atenção e peço desculpa pelas lacunas. Sugestionem nos comentários, SFF.
Até próximos “Momentos”, previsivelmente em Novembro. E Tertúlias?!
Ditas por D. Maria Belo, em 27/08/2025
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No jardim de Portalegre
Estão duas pedras assentes
Uma é para os namorados
Outra é para os padecentes.
*
Tenho dentro do meu peito
Ao lado do coração
Duas letras que dizem
Amar-te sim, deixar-te não.
*
Maria, Isabel e Ana
Rosa, Teresa, Rosalina
Júlia, Josefa, Damásia
Gertrudes, Bernarda, Joaquina.
***
Neste momento, não sei o nº de ordenação destas quadras populares / tradicionais.
Terei de ver, em ambos os blogues, o último conjunto que numerei. Corrigir/Completar as que anteriormente também não registei, até chegar a estas e seguintes.
Ultimamente tenho vindo a coligir quadras, ditas por D. Maria Belo. Algumas já terão figurado em "De altemira fiz um ramo". Também tentarei verificar isso.
Espero que goste.
Foto? É de Portalegre. Não é de jardim. É de Rua que dá acesso à Sé.
(Os versos nem sempre são de 7 sílabas. Embora seja a métrica dominante.)
***
(Entretanto fiz a pesquisa sobre ordenação das Quadras Tradicionais de Aldeia da Mata)
As últimas estão no Apeadeiro.
Estas, neste postal nº 1426, de Aquém-Tejo, são o nº XIII!
Será que um dia ainda iremos editar outro livro de Versos e Prosas de Aldeia?!
Volto a escrever e publicar um postal. Ainda sobre o Rossio de Alagoa.
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O calor continua infernal. Mas, ontem, ao início da noite, entre vinte e vinte e uma horas, ocorreu uma trovoada. Essencialmente seca. A Leste da Serra da Cidade de Portalegre, evoluindo a NE e, posteriormente, seguindo para Norte.
Trovoada seca, certo, imensos relâmpagos. Vi e acompanhei da janela. Mas trouxe, no final, uns baguinhos de chuva. Deliciosa! Pusemos os braços fora da janela, e bem que sabiam os pingos de chuva fresca, a caírem-nos no corpo. Mas foi chuva de pouca dura.
Voltando ao Rossio. Está bonito. Catita! A foto ilustra sistema de rega, num canteiro com alguns arbustos. Não consegui identificar. Presumivelmente, também não autóctones. Não sei. Não costumam usar, por ex., as estevinhas. E lindas que são: brancas e rosas. Também nunca vejo muitos alecrins. Já o rosmaninho está a ficar na moda. Acho bem.
Quanto às árvores e arbustos de porte mais arbóreo, os aloendros são plantas que se adaptam bem a qualquer jardim ou parque, dado que são resistentes às temperaturas.
Nas Árvores, não há, na realidade, o hábito ou moda de usar as locais. Provavelmente nem julgariam jardim ou parque!?
Carvalhos, bem que ficariam. E um Sobreiro ou uma Azinheira?! Não há o costume. Mas os gostos também se educam e valorizar o que é nosso enriquece-nos a todos.
A Azinheira é uma Árvore por demais icónica e simbólica. Há a Azinheira de Grândola, e quem não conhece ou não ouviu falar na de Fátima?! São emblemáticas e ilustrativas de conceitos e identidades bem nossas e abrangendo espectros ideológicos bem diversificados. E até há localidades que promoveram azinheiras e sobreiros a “Árvore do Ano”! Sinal de que lhes reconhecem valor identitário.
(Monte Barbeiro, Alcaria Ruiva, Mértola, conseguiu eleger uma Azinheira secular, como Árvore do Ano, em 2019, em Portugal. Ficando em terceiro, na Europa. Um pouco como o nosso Plátano do Rossio de Portalegre, em 2021. E também há o Sobreiro Assobiador!)
Senhores e Senhoras de Autarquias, percam o complexo de divulgarem o nosso Património Florestal e tratem de plantar Carvalhos, Sobreiros, Azinheiras. Também têm os Freixos, que também se fazem majestosos. Até há uma localidade que tem um Freixo com uma Espada à Cinta!
E, ainda sobre a foto. Repare, SFF, que já nasceram alguns cogumelos! Sinal de que os ciclos de vida se desenvolvem.
E sobre o Rossio. Além de bonito, também tem um parquinho para crianças.
Não sei é se tem espaço para os miúdos jogarem à bola, como era costume. E, de certeza, que não há condições para as largadas. Mas, já se sabe, não se pode ter tudo. E há outros locais para as largadas. E, as feiras?!
E, por hoje, aqui me fico sobre o Rossio da Alagoa.
Que, daqui a dez anos, ainda por cá estejamos para presenciar o desenvolvimento de Árvores e Arbustos.
Que isto de plantar árvores e arbustos, no Verão, ademais em pleno e escaldante, tem que se lhe diga!
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Lançamento de Livro, em Portalegre: Hotel José Régio
Como divulguei, em postal anterior, no dia 19/07/2025, passado sábado, foi lançado o livro “Quadras Tradicionais”, de Deolinda Milhano. No Hotel José Régio, espaço original da Cidade de Portalegre, onde, nos últimos anos, têm sido apresentadas as sessões de “Momentos de Poesia”.
Parabéns e Muito Obrigado a todos os participantes, promotores, “construtores”, colaboradores, diretos e indiretos desta produção poética, deste evento cultural, que muito valoriza a Cidade.
Especial realce à sua Autora – Drª Deolinda Milhano – pois este trabalho envolveu anos de pesquisa, diversos locais, múltiplos participantes, recolha, organização, escrita, materializada e concretizada, no Livro, ora apresentado pelo seu Prefaciador – Professor João Ribeirinho Leal e pela própria.
“Quadras Tradicionais (e não só) Um Património a Preservar”; Edição de 2025; Capa de Joana Nunes; Paginação, Impressão e Acabamentos: Fortisgraf – Artes Gráficas, Lda. – Portalegre.
Sobre o Livro, nada como citar participantes diretos:
“…. Ao divagar pelas páginas deste livro senti bem perto e bem forte o pulsar do coração português e pude fazer uma curiosa e muito agradável viagem pelas colinas dum passado em simultâneo tão presente e tão distante…” 08-04-2025 – Professor João Ribeirinho Leal. (Citado do Prefácio: “Duas Breves Palavras” – pag.5)
“…As quadras tradicionais ou populares, são textos curtos e simples, tal como os provérbios, que por vezes dizem muito, mas a que não se presta grande valor, contudo elas reflectem sobremaneira a sociedade, essencialmente a rural. Têm a ver com o quotidiano. Elas ensinam, revelam valores e comportamentos. Trata-se de uma tradição muito antiga. A sua riqueza, tal como a dos provérbios, varia consoante a classe social originária. Podendo ser mais simples ou mais erudita. (…)” – Drª Deolinda Milhano. (Citado de “Introdução” – pag.7)
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Totalmente de acordo com os excertos supracitados. Questões - algumas - que também abordámos no livro que editámos em 2018: “De Altemira Fiz Um Ramo”.
Voltando à apresentação do Livro. Gostei muito de estar presente e de ver muitas das Pessoas que enquadram “Momentos de Poesia”. Renovados Parabéns e Agradecimentos.
(Estranhei a não presença de Órgãos de Comunicação Regional. De ninguém representante do “Poder Local”! Embora também não ache primordial, todavia considero que, estes Eventos, pelo Valor que têm, merecem outra divulgação e relevância. É também o que se passa com a Poesia e sobremaneira a Poesia Tradicional!)
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Ah! As Quadras?! A Poesia?!
Irão surgir em próximo postal, mas “apeadas”… no “Apeadeiro da Mata”!
7 Quadras, uma de cada página do Livro. Páginas de múltiplos de 7!
De Pág.s 14, 21, 28, 35, 42, 49, 56 ???????!!!!!!!
Cidade de Régio: Portalegre
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Sugestiva imagem esta, sobre a atribuição do título de "Árvore do Ano" ao Pátano do Rossio, em 2021.
Vi e fotografei, ontem, esta escultura, no edifício da Câmara Municipal de Portalegre.
Desconhecia a existência da placa, por demais elucidativa e original.
À data, escrevi e divulguei este concurso. Quando tiver oportunidade, estabelecerei as ligações facilitadoras de acesso aos postais.
A bela e notável Vila de Nisa anda numa grande azáfama, na preparação das Festas de Verão.
No próximo fim de semana.
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Vão realizar-se no centro da Vila. Irão atrair muita gente.
Muitas estruturas estão sendo instaladas.
Mas algumas questões se me levantam.
Face ao local em que irão decorrer, não condicionarão o trânsito habitual da localidade?!
A estrada nacional passa mesmo no meio dos espaços das festas. Será o trânsito desviado?
Por onde circularão camiões, expressos rodoviários, que habitualmente aí transitam?
Afinal e para todos os efeitos, a Vila não tem nenhuma estrada de circunvalação.
Também observei que está em construção um edificado para guardar / expor a célebre escultura, intitulada "Valquíria", da celebérrima escultora Joana Vasconcelos. Vai ser um espaço emblemático, para não menos icónica obra de arte. Também no centro da localidade.
É uma mania que temos em Portugal: tudo é feito no centro das localidades. Aliás, é tudo para o centro - barrigão - do País, que é Lisboa. O resto é sempre paisagem.
Mas seria bom que muitas realizações fossem executadas nas periferias. Descentralizava-se.
Isto digo eu, que é remar contra a maré.
Em Lisboa, veja-se por ex. a concentração de edificados na Luz. O Estádio do "Glorioso" (!), o Colombo, esse colosso de mau gosto - digo eu, lá está - e o Hospital. Tudo Luz: iluminada e iluminante!
Toda esta conversa, a propósito das Festas de Nisa, terra dos meus ancestrais Carita.
Saúde e Paz, que tanta falta faz.
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