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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Na Revista Cor - de - Rosa!

Rosas de Cheiro. Original DAPL. 2016. jpg

 

Revista Cor – de – Rosa

 

Na revista cor – de - rosa

De gente bela e famosa

Anda tudo bem - disposto

Corre tudo a seu gosto

Na mais perfeita harmonia

Toda a noite e santo dia

Em permanente folia!

 

Tanto rei! Tanta princesa!

Mais rainhas de beleza

E plebeias promovidas

Ai! Que delirantes vidas

Anda todo o mundo feliz

Do mais velho ao mais petiz

Que isto é como quem diz…

 

E eu compro a revista

P’ra nela poisar a vista

Também quero pertencer(e)

Deixem-me aparecer(e)

Por esse mundo d’ílusão

Nas páginas do coração

Agora! Aqui! Pois então!

 

Este é mais um dos poemas que agora escrevo, debruçando-me sobre aspetos de cariz social. 

Neste ano: " Meu amor do facebook", "Selfie...", "Futebol é arrebol". Outros foram entretanto surgindo, contextualizando o conceito de "narrativas em verso"! Para além dos que já escrevera no ano anterior.

Neste há uma estruturação formal diferente dos anteriores.

Ultimamente digo estes poemas nas Tertúlias em que participo.

 

Nota final: Este é o post nº 614!

“A Poesia é Força” - Tertúlia APP - Associação Portuguesa de Poetas

Tertúlia APP – Associação Portuguesa de Poetas

30 de Setembro 2018 - Domingo

 

Nesta Tertúlia, habitual no final de cada mês, na Sede da Associação, aos Olivais, em Lisboa, constava da “ementa poética”, a apresentação de livro “Um Braçado de Estrofes”, edição Modocromia, 2018, de Maria Lascasas, pseudónimo de Maria Beatriz Ferreira e a inauguração da minha primeira e individual “Exposição de Poesia Visual”.

 

Nela marcaram também presença: Carlos Cardoso Luís, Maria da Graça Melo, Rogélio Mena Gomes, Mabel Cavalcanti, Beatriz Fernanda, Camila Soares, Helena Guedes, Joaquim Horta Correia, Mário Bragança, Luiza Gregório Bragança, Júlia Pereira, Alcina Magro, Aires Plácido, Santos Zoio, Adelaide Zoio, Joaquim Sustelo, Bento Durão, Márcia Rocha e Lília Rocha.

 

Um minuto de silêncio, uma singela, mas bonita homenagem a São Reis, recentemente falecida.

 

Apresentação da Autora do livro “Um Braçado de Estrofes” e o melhor preito à Poesia: Dos presentes, todos os que quiseram, leram um poema. Previamente fora distribuído pelas cadeiras da sala, um, policopiado, assinado pela Autora e uma breve bibliografia. Ideia interessante! O que me calhou em “sorteio”, “A poesia é força”, divulgo-o neste post.

Parabéns à sua Autora! E continuação de boas e frutíferas colheitas de “Braçadas de Estrofes”. De Versos! E de Poemas!

 

Calhou-me a mim, em seguida, colher a atenção dos presentes, explicando, o melhor que pude e sei, sobre a Exposição. Li o poema “Ícaro”. Entreguei um exemplar do texto que divulguei no post anterior. Convidei os presentes a deixarem uma mensagem nos autógrafos, acrescentando às que já aí figuravam. Obrigado!

 

E navegámos para a Tertúlia propriamente dita. Aconteceu Poesia! Muita, bonita e marcante Poesia. Houve Fado, Canção e até um dueto quase improvável, mas extraordinariamente sentido! E um Poema dedicado a Mãe, presente pela primeira vez na Tertúlia: Dona Lília Rocha!

Foi uma tarde em que, mais uma vez, a Associação Portuguesa de Poetas dignificou e engrandeceu a Poesia! Parabéns e Bem - Haja a todos os Participantes!

(Ah! E houve também um agradável beberete!)

 

Foto DAPL 2015. jpg

 

“A poesia é força”

 

Se a poesia é vida

e o poeta um ser humanizado

a lágrima que brotar será a dor

que se junta à flor

à floresta queimada

ao escurecer de rochas

que mesmo duras e altivas

perderam o chão.

Se enfrentas, poeta, a realidade

e deténs teu olhar sobre a humanidade

escutarás o rumor do desespero

que chora no clarão da noite

junto dos enfraquecidos

dando-lhes o grito necessário.

 

Com mudas estrofes

indicas o melhor caminho

e seguras a mão molhada

dos que perderam tudo

e já não têm nada.

 

A chama queima-te os olhos

perante alguns, resta a indiferença

Porém, a tua raiva pura, indignada

é como força

que ateará novos sonhos

com a canção imaginada

no desenho de cada palavra nua.

 

Terás sempre outros, que não saberão

quão forte é em ti

a força da razão quando ela é tua.

 

Maria Lascasas; in. “Um Braçado de Estrofes”

 

 

 *******

Foto original DAPL - 2015: "Há sempre uma Flor - Poesia, um Verso, uma Estrofe que irão brotar no cinzento e indiferença dos dias!"

 

 

Praxes: a parvoíce continua!

E lá volto eu a este assunto!

 

Original DAPL. 2016. jpg

 

Desde que utilizo esta ferramenta do blogue esta temática das praxes vem quase sempre à baila nesta altura. Pelo lado negativo!

Não me apetece nada voltar a este assunto. Mas vai ter que ser!

Quando vejo na Cidade de Régio aqueles bandos de carneiros mal mortos, a serem arrastados por aqueles mantos corvídeos, carregados de pinos, a blasfemarem umas quantas obscenidades e a executarem uns quantos disparates na rua… apetece-me sempre interpelar.

E já o tenho feito, ainda este ano o fiz no Campo de Sant’ Ana!

E quando é que as Autoridades resolvem intervir, como deve ser por esse país fora?!

Que as cenas repetem-se invariavelmente por todo o lado…

VÁ – VÁ: Tertúlia e Resistência Poéticas

Alentejo Azinheira Original DAPL. 2016.jpg

 

PARA ALÉM DO PENSAMENTO 

( LISBOA - 2018 – Setembro – 09 – Domingo)

 

No passado domingo, um grupo de resistentes, ainda, se aventurou na projeção da Poesia, no VÁ – VÁ. Resistentes e aventurosos, sim, porque as condições técnicas são, de facto, muito adversas. O barulho é, realmente, muito incomodativo. E inicio esta crónica exatamente por este lado negativo, contrariamente ao que é meu apanágio, que gosto de valorizar o lado bom da realidade, mas não posso deixar de mencionar esta situação. A Poesia merece melhor tratamento! O VÁ – VÁ também, ademais sendo uma “Loja com História”. Como seria agradável dizermos Poesia sem aquele ruído tão incomodativo.

 

Mas adiante, que a Poesia está acima, até do ruído, do comunicacional, inclusive, que só transmitem notícias de “barulho(s)” e ignoram totalmente a beleza poética!

 

Pois, no Domingo passado, a Poesia, no seu lado mais belo e sob diversas vertentes, perspetivas e temáticas, mais uma vez, disse “Presente!”, no VÁ – VÁ!

Ademais acompanhada pelo Fado, pela Canção Tradicional (alentejana)…

Parabéns a todos os presentes: Alzira Vairinho Borrêcho, Maria do Céu Borrêcho, que apresentaram o livro “PARA ALÉM DO PENSAMENTO”; Rogélio Mena Gomes, Carlos Cardoso Luís, Fernando Afonso, também organizadores, enquanto membros da Direção da APP e a todos os Poetas e Poetisas, além dos mencionados, que cantaram, disseram e nos encantaram com a sua Poesia ou de Autores clássicos e consagrados (Antero de Quental, há que realçar). A saber: Daniel Costa, Fernanda Beatriz, Suzete Viegas, Sofia Romano, Júlia Pereira, Bento Durão, Rosângela Marrafa, João de Deus Rodrigues.

 

E voltamos a “PARA ALÉM DO PENSAMENTO”, cuja apresentação iniciou a Tertúlia.

Cada um dos presentes disse, leu, declamou, a seu jeito e modo, um poema do livro.

Havendo vários poemas dedicados ou inspirados no Alentejo, onde a autora viveu algumas dezenas de anos, aproveitei para dizer, precisamente, um inspirado nessa temática e que transcrevo.

 

«Alentejo das casas caiadas

Que não me sais da memória.

As saudades redobradas

Na mente me fazem história.

 

As saudades redobradas

Que aparecem na lembrança

Deste coração sofrido.

 

Que a memória não descansa

Vai lembrando o tempo ido.»

 

Alzira Vairinho Borrêcho

 

E poderia continuar a cronicar que haveria muito a noticiar e referir. Nunca é demais realçar que estes encontros poéticos são sempre mágicos e preciosos. Renovados votos de continuação destas tertúlias, redobradas felicitações a todos os participantes e organizadores. A todos os “resistentes”, que continuem na divulgação da Poesia. Obrigado a todos por nos proporcionarem estas “vivências poéticas”.

OBRIGADO muito especial à gerência do VÁ – VÁ!

(Cada um dos presentes apresentou um poema seu, ou dois, para quem ficou para a 2ª parte. Lamento não referir o título de cada um dos apresentados, mas não consegui registá-los todos.

Pela minha parte, disse “Selfie” e outro ainda não divulgado no blogue.)

"TONS DA VIDA"

Papoilas. 2017 Aldeia. Foto original DAPL. jpg

 

«TONS DA VIDA»

 

«A vida tem momentos.

Momentos de várias cores.

Às vezes tons de tormento,

outras vezes são tons d’amor.

 

Tem dias muito rosados,

p’ra contemplar a ternura.

Tem outros acinzentados,

pintados de amargura.

 

Cada dia é uma bênção,

que queremos entender.

Há dias de desilusão,

outros de bem-querer.

 

As estórias que se tecem,

são contadas com critério.

Pontuadas como merecem

em livro pleno de mistério.

 

Como os romances d’autores,

que tocam o sentimento.

Escrevem vidas d’amores

que envolvem o pensamento.

 

Tantas cores que usei

nesta tela retocada.

Os momentos que pintei,

deram-lhe luz renovada.»

 

In.

“Tons da Vida”. Ana Carita. Poesia. Euedito. 2018.

 

(Notas Finais:

Neste post nº 601, volto à Poesia de outros Autores.

De livro recentemente lançado, no transato mês de Julho, na Aldeia, escolhi o poema final, que também intitula o livro: “Tons da Vida”.

Parabéns à Autora, Ana Carita. Livro de fina sensibilidade poética!

Ilustrei com uma foto original de DAPL, 2017, de papoilas bordejando o caminho!)

 

Hospitalidade Alentejana!

Encerramento da Exposição do CNAP, na Casa do Alentejo

 

(Círculo Nacional D’Arte e Poesia - 7 a 19 de Julho 2018.)

 

Poema Psicadélico. Foto DAPl. 2018.jpg

 

Terminou ontem, 19/07/18, a Exposição promovida pelo CNAP, na Casa do Alentejo. Fui lá buscar o quadro que aí expusera e que apresento em foto, exposto na Casa. (Poderá parecer exibicionismo, já ter apresentado a imagem do quadro por diversas vezes no blogue, mas não é. Simplesmente é uma reparação pelo facto de ele ter estado, desde os anos oitenta, em cima da mesa da sala da Casa, no Alentejo, devidamente resguardado. Agora, precisa de respirar! Arejou na Rua das Portas de Santo Antão e andou passeando pelas ruas e transportes de Lisboa… Reconhecimento merecido e justo!

E ainda, acreditamos, será exposto noutros locais!)

 

Antes de tudo o mais, quero agradecer à Casa do Alentejo, em meu nome pessoal e também do Círculo, certamente, pela disponibilização de espaço tão emblemático para a divulgação da Arte, num verdadeiro Templo artístico. Obrigado!

 

Estive algum tempo, durante a tarde, na expetativa de aparecer mais alguém a recolher os quadros que ainda não haviam sido levantados ou eventualmente nos juntarmos para dizer Poesia, mas não apareceu ninguém, enquanto lá estive.

Foi oportunidade de observação do movimento da Casa. Sendo um ex-líbris da Cidade de Lisboa, é imensamente visitada. Nem imaginava que tanto. Verdadeiras excursões. Tantas que até acho que deviam ser devidamente enquadradas e com visitas guiadas. Sim! E com pagamento de entrada! É inteiramente justificável.

Só que a proverbial hospitalidade alentejana permite que andem por ali verdadeiras romarias, calcorreiem os espaços, a bel-prazer, de umas salas para outras e, invariavelmente, irem “mudar a água das azeitonas”!

 

De espanhóis então nem se fala. De tal modo é o à vontade, que até pensei ser algum episódio da “Guerra das Laranjas”. Ou então que viessem para alguma azeitonada. Ou algum rancho para as ceifas ou para apanharem os fenos, a tratarem com algum patrão, que por ali estivesse. Sei lá! O movimento era tanto!

 

Um casal de jovens, indianos, infiro eu, aproveitaram para realizar uma sessão fotográfica. Talvez para alguma das plataformas sociais, em que as fotos são indispensáveis. Suponho!

A rapariga, de traje de gala, aproveitou tudo quanto é espaço da Casa, para se enquadrar em imagens: de frente, de perfil, de costas… Escadarias, pátio, salas, janelas, portas, varandas… não ficou lugar que não fosse registado. Só não sei se também aproveitou o local de “muda da água das azeitonas”. Sei que para lá se dirigiu galante, de salto alto e trajo à Bollywood, adejando mala de viagem rosa barbie, e retornou de sapato rasteiro e fato ligeiro, mas oriental. Noutros países e contextos, paga-se para usar fotos promocionais, enquadradas em monumentos. Mas em Portugal e no Alentejo!

Não importa.

 

Não tendo surgido ninguém do Círculo, nem da Poesia ou da Exposição, não houve “Dizer Poesia”!

Não houve?!

 

Bem, estando eu na antecâmara das salas principais, eis que vejo chegar um Casal Amigo, por quem temos grande estima e consideração. Surpresa e extraordinária coincidência que, ao ir levantar o quadro, logo acontecesse encontrar pessoas tão estimáveis.

(Este quadro de “poesia visual” tem, não duvide, um certo sortilégio…)

Explicada e documentada ali a minha presença, não muito usual é certo, tive a oportunidade e o privilégio de, perante o Cavalheiro, distinto Alentejano, também Poeta e ademais, Professor Doutor, “Dizer Poesia”!

E, deste modo, posso dizer que, ainda que não enquadrado diretamente na dinâmica do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, eu também já “Disse Poesia”, na Casa do Alentejo.

Que, aliás, era também um dos meus propósitos ao participar na Exposição do CNAP na Casa Matriz dos Alentejanos na Diáspora.

Li o poema “Fuga… à Solidão”, base da “poesia visual” intitulada “Poema Psicadélico”. E tive o grato prazer de explicar, o melhor que pude e soube, o esquema visual desse “poema ilustrado”.

Dizer Poesia para, e perante, tão distinta Personalidade, Emérito Professor na Área das Ciências da Comunicação foi, não só um grande privilégio, mas uma grande honra.

Obrigado também! (E aos seus familiares, cumulativamente com sotaque brasileiro.)

 

E Obrigado também ao Círculo – CNAP, pela sua promoção da Cultura!

E à Casa do Alentejo!

 

(P. S. – Entre outros aspetos e, no referente ao sortilégio do quadro,…

Como já mencionei, foi elaborado na 2ª metade da década de oitenta.

No ano passado, a APP – Associação Portuguesa de Poetas promoveu a 1ª edição de “Nau dos Sonhos”. Não participei. Neste ano promoveu a 2ª edição. Também não pensava concorrer. Mas decidiram prolongar o prazo do concurso mais quinze dias. Tive um clique. Não sou supersticioso por natureza, mas achei que devia aproveitar…

Fui pesquisar trabalhos antigos… Pessoa que muito estimo, quando viu este trabalho, logo me disse. “Concorre, que vais ganhar!” …

E aqui estamos.

Obrigado também à APP – Associação Portuguesa de Poetas!)

Arte, Poesia, Poesia e Arte!

APP – Associação Portuguesa de Poetas – Vá Vá

Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP – Casa do Alentejo

 

Perante tantas problemáticas e situações complexas, traumáticas e de sofrimento, em que nos encontramos, tanto no plano individual, como no coletivo, questiono-me, se faz algum sentido falar de assuntos aparentemente triviais, como sejam saraus, tertúlias, exposições…

Será que a Poesia pode ser libertadora e ter algum papel no alívio do sofrimento humano? Poderá ela apaziguar as almas e os corações dos que sofrem dores físicas ou psicológicas, suas e/ou alheias?

Não sei. Talvez e pelo menos, ou somente e apenas, possa libertar e fazer mais felizes os seus autores, os que a cultivam, que a compartilham, quer ouvindo, quer dizendo… lendo, declamando… Quiçá!

Foto original DAPL 2018.

 

Vêm estas considerações a propósito de alguns acontecimentos poéticos, ocorridos neste final de semana.

A APP – Associação Portuguesa de Poetas promoveu ontem, 08/07, a sua habitual Tertúlia no Vá – Vá, aos segundos domingos de cada mês.

Aconteceu Poesia!

E como sempre houve momentos mágicos! Poesia, canções, arte de dizer, ensinamentos e aprendizagens, pedagogia, maestria de verdadeiros artistas presentes. Cada um com a sua riqueza poética, compartilhando-a com os Outros.

 

Parabéns a todos os intervenientes: Vitor Camarate e esposa, Esmeralda, Fernando Afonso, Graça Melo, Fernanda Beatriz, Júlia Pereira, Feliciana Maria (Maria do Tempo).

 

A sessão, nessa tarde, aconteceu num espaço diferente, dado que a sala habitual estava reservada. Num recanto, igualmente aconchegante, mas o barulho é impossível de erradicar.

Li, algures que o “VÁ – VÁ” é uma das lojas a integrar ou a concorrer ao conceito de “Lojas com História”, da Cidade de Lisboa!

Talvez as Tertúlias da APP, que já são tradicionais no estabelecimento, sejam uma mais-valia. Talvez!

 

*******

 

Um espaço inegavelmente com história, em Lisboa, é a Casa do Alentejo, às Portas de Santo Antão.

Uma verdadeira obra de arte ímpar, bem no centro da cidade e que só entrando… Do exterior passa até bastante despercebida, tal a profusão de restaurantes e esplanadas e turistas e mais turistas, na rua.

Mas franqueando a entrada e subindo ao pátio árabe… e continuando… Só mesmo vendo!

 

Pois então o Círculo Nacional D’Arte e Poesia não haveria de promover uma Exposição de Artes Plásticas neste verdadeiro ex-líbris artístico?! Nem mais nem por menos!

Uma autêntica Galeria de Artistas Plásticos, na Sala de Olivença. Alguns também Poetas… e Poetisas.

Catarina Semedo, Cecília Augusto e Méli, cada uma nos apresenta um trabalho individual, segundo o normativo “Sem Título”.

Elmanu apresenta-nos “Rota da Esfinge”, “A Esfinge e a Pirâmide”, “A Cascata”, “Apocalipse”.

Fernanda Carvalho: “Quando o Meu pensamento Voa” e “Fado”.

Maria Lourdes Guedes: “Flores Campestres” e “Vida nos Oceanos”.

Maria Rita Parada dos Reis: “Mistério e Vida”.

Vitor Hugo: “Marvão”.

 

*******

 

Bem eu, não sendo artista, muito menos artista plástico, tive a ousadia, se calhar inconsciência, de me apresentar no meio destes verdadeiros Artistas. Não com uma pintura, que não sou pintor, como sugestiona o cartaz evocativo da Exposição, mas com um trabalho que integro no conceito de “Poesia Visual”. Porque foi nesse contexto e procurando seguir essa metodologia de experimentação poética, que o elaborei na segunda metade da década de oitenta. E que, agora, após o concurso “Nau dos Sonhos – Prémio Maria Ivone Vairinho”, promovido pela APP – Associação Portuguesa de Poetas, a que o submeti e que venceu, na modalidade de “Poesia Ilustrada”, achei por bem expor.

Intitula-se “Poema Psicadélico”, título apresentado para efeitos do concurso 2018, e que foi elaborado com base num poema de 1979, intitulado “Fuga… à Solidão”!

 

Exposto na Casa do Alentejo!

Todo o Alentejano tem orgulho em apresentar os seus trabalhos, ademais pela primeira vez, na Casa que, em Lisboa - matriz da Diáspora, nos reporta para as nossas raízes primordiais.

É com muito orgulho que ele está exposto nessa Casa Mãe dos Alentejanos na Grande Lisboa. Cumulativamente, entre tão nobres e valiosos Mestres, como são os Artistas que expõem os seus trabalhos na Sala. Sala que, per si, é uma verdadeira joia artística, entre todo o templo de Arte que é aquela Casa!

(Perdoem-me a minha ousadia, talvez a minha insensatez…)

A Exposição inaugurada a sete, irá até dezanove do corrente mês.

 

Pena, que nesse dia da inauguração, não tenha havido o “Dizer Poesia”. Houve a montagem, de modo que o tempo talvez tenha escasseado…

 

Mas não houve Poesia nesse dia na Casa?!

Pois claro, que houve.

O “Grupo de Cante Os Rouxinóis”, da Escola Secundária Santiago Maior e o “Grupo Coral Cantadores do Desassossego", ambos de Beja, trouxeram-nos essa Poesia dos confins e imensidão da planura alentejana…

 

Todavia será de todo importante que o Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP -, promova uma sessão de Poesia, no âmbito e contexto da Exposição, como, aliás, é seu apanágio.

Aguardemos!

 

(Uma nota final: tenho constatado que nas últimas sessões poéticas em que tenho participado, nas diversas tertúlias das diferentes instituições a que me honro de pertencer, que há menos pessoas que o habitual. Questão de férias?!)

 

E ainda outra nota: Quando é que as TVs, que pagamos todos, todos os meses, nos brindam, mimoseiam, com tantos e tão bons Dizedores de Poesia que há por esse País fora.

E quando divulgam os Artistas como os que expõem nestes encontros de Arte?!

Quando?!...

O Paciente que mordeu o Dentista…

Alho Porro Foto Original DAPL 2016.jpg

 

Cães que morderam a mão do dono que lhes deu de comer!

Com uns futebóis de entrada.

 

Ainda em tempo de Futebol, de Mundial.

 

Depois da última crónica a este tema dedicada, de forma obtusa é certo, Portugal jogou com Marrocos. E, mais uma vez, valeu à equipa o São Ronaldo! Tivessem os marroquinos um artilheiro assim e nem sei o que seria o resultado!

Amanhã Portugal jogará com o Irão. (Agora aparece escrito Irã, por todo o lado!?!?) Esperemos que Portugal ganhe, que a equipa se estruture e organize melhor como tal e que o santo milagreiro continue em forma. Agora estamos na altura dos Santos Populares, este será mais um a acrescentar.

Agora acrescento eu uma das minhas peculiaridades. Quando tocar o Hino Nacional como Irão reagir Carlos Queirós e a sua equipa de técnicos portugueses?! E perante o Hino do País que orientam?! Curiosidades e trivialidades minhas…

 

Mas o tema do post pretende ser um pouco diverso. É antes uma estória… A do Paciente que mordeu o Dentista! E uma metáfora.

 

O Senhor Fulano de Tal tem um contencioso, de anos, com os dentistas. Tanto que adia, ao máximo, a ida a tais consultórios e assentar-se nas célebres cadeiras e perante tais aparelhagens.

Finalmente em idos de Abril e Maio atreveu-se a frequentar tais ambientes de pesadelo!

Após uma primeira intervenção em que lhe foi extraído um molar no maxilar inferior, lado direito, precedida de idas preparatórias e tomada de calmantes e inibidores do vómito, combinou a desvitalização de um segundo molar na mesma queixada!

No dia aprazado, apresentou-se. Ficou logo apreensivo por o interventor ser uma pessoa diferente da que o atendera nas vezes anteriores. (Necessita de sentir alguma empatia e confiança com o dentista.) Mas não quis dar parte de fraco, nem parecer deseducado. Sujeitou-se ao que viesse…

Iniciada a desvitalização, com os recursos certamente habituais, os vómitos sobrevieram. Não havia como continuar. Decidiu que, preferencialmente, lhe extraíssem o dente. Desvitalização não dava.

E foi-lhe tirado o molar.

 

Mas não sabe o senhor a que propósito, praticamente sem o consultarem, aliás não estaria sequer em condições de tomar uma decisão consciente, tal a toma de sedativos, anestesia e sofrimento de tirar um dente, repito, não sabe o Senhor Fulano de Tal a que propósito, a Dona Dentista e Dona Assistente resolveram extrair-lhe também um do siso, no mesmo maxilar.

Suprema tortura!

A anestesia já não estava a cem por cento, e todas as ações anteriores e um siso é sempre um siso, de modo que esta última intervenção foi, e repito, uma verdadeira tortura, que até esperneou na cadeira. Ficou de rastos.

Andou assim semanas.

 

Não quis deixar em claro a situação e voltou ao consultório para dar conhecimento ao Senhor Doutor Dentista, que o atendera inicialmente e que é o diretor da clínica.

Este ao vê- lo chegar e após os cumprimentos de praxe, questionou-o.

- Então, Senhor Fulano de Tal, vem tratar de outro dente?

Resposta do Senhor Paciente:

- Saiba, Senhor Doutor Dentista, que, face à recente intervenção da sua colega e assistente, a minha reação perante um dentista é simplesmente a de querer morder-lhe a mão!

Resposta não menos lesta do Senhor Doutor Dentista.

- Pois saiba, Senhor Fulano de Tal, que isso agora é moda! Que até os cães mordem a mão do dono que lhes deu de comer. Nem mais! Que também, verdade seja dita, tal dono é mesmo o que merece. Aliás o que mais merece é que o prendam a uma trela e lhe coloquem um açaime. Mas não seria agora, que já é tarde, deveria ter sido há uns bons dez anos atrás.

 

O Senhor Fulano de Tal ficou assim um pouco a olhar para a conversa que não entendeu muito bem.

E o Senhor Doutor Dentista disse que era uma metáfora e que até nem se estava a referir a casos mediáticos recentíssimos, que ignora completamente, mas a um caso acontecido já há alguns meses.

 

Também não sei se o contador da estória está a ser suficientemente explícito, mas também não sei se isso interessa. Se o quisesse ser, sê-lo-ia…

 

E com tudo isto, aguardemos pelo próximo jogo.

E o Srº Paciente mordeu, de facto, a mão do Srº Drº Dentista?!

 

*******

O post é ilustrado com um alho-porro, dado que hoje é dia de São João. E o que me apetece tantas, mas tantas vezes, é dar pelo menos com um alho-porro na cabeça de muito boa gente. Alho-porro, também é metáfora. Porque, na realidade, muito boa gente merece mas é com um cacete, como dizia a minha saudosa Avó Carita!

A fotografia, como quase sempre, é original de DAPL.

"Momentos de Poesia: Gostar de Portalegre"

2017 Portalegre. Original DAPL. jpg

 

"Momentos de Poesia" - Maio 2018

"Momentos de Poesia". Cartaz Maio 2018.Organização. jpg

E, como o tema é "Gostar de Portalegre", tomo a liberdade de anexar um excerto de "Toada de Portalegre", cópia do original escrito pelo próprio Poeta!

Espero que goste, caro/a Leitor/a! E que no evento, alguém possa recitar a "Toada..."

Votos de ótima realização poética!

Toada de Portalegre 1. Cortesia Casa José Régio. jpg

(...   ...   ...)

Ainda não será desta vez que poderei comparecer!

Agradeço a cortesia da Organização de "Momentos...", na cedência do respetivo cartaz e de Senhora Diretora da "Casa José Régio", ao facultar-me cópia digital de tão extraordinário Poema.  Obrigado!

(Fotografia original DAPL.)

 

Vinte e Cinco de Abril e Poesia!

Liberdade! Liberdade de Expressão! Liberdade de Reunião!

 

Ultimamente, tenho escrito pouco e publicado ainda menos.

Outros projetos. Outras atividades…

 

No blogue, todavia, a Poesia tem estado bem presente. Neste ano de 2018, dos posts publicados, a maioria foram dedicados, direta ou indiretamente, a esta Arte.

 

Neste Dia tão especial, hoje - 25 de Abril, voltamos à Poesia.

Nesta data, que entre outros Valores, vincou o da Liberdade e, neste, frisou a Liberdade de Expressão, que maneira mais nobre de a evocar, senão através da Poesia?!

Não diretamente, mas através da divulgação de acontecimentos poéticos, dignificantes da Poesia, para este próximo fim-de-semana. (Outro valor associado a Abril – a Liberdade de Reunião!)

 

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Em Portalegre, Cidade… “Momentos de Poesia” continua a sua “Odisseia” na divulgação e promoção da Poesia! Desta vez, homenageando uma Poetisa: Maria José Miranda.

Cartaz de Organização "Momentos de Poesia". 2018. jpg

 

Uma maneira extraordinariamente relevante: lembrar outros Poetas, outras Poetisas. E esta tem sido uma das facetas mais meritórias de “Momentos…” Dar a conhecer a Poesia e os seus Autores!

 

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Também em Almada, na SCALA, igualmente sábado, 28, pelas 17 horas haverá uma sessão de “Poesia à Solta”, como é habitual no último sábado de cada mês.

Antecedida, às 16 horas, de inauguração de exposição de fotografia de Clara Mestre, também uma excelente Poetisa. E “Dizedora” de Poesia! E Cantora!

 

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Casa Cerca 2017. original DAPL.jpg

 

E na CASA DA CERCA, também em Almada, e também a 28, pelas 15 horas, haverá visita guiada à exposição, da consagrada Poetisa Ana Haterly, “O Prodígio da Experiência”, orientada pelo Curador: Fernando Aguiar.

(Poesia, no contexto da designada “Poesia Visual”!)

 

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Ah! E no dia 29, 15 horas, domingo, na sua Sede, aos Olivais, Lisboa, a APP – Associação Portuguesa de Poetas, promove igualmente a sua habitual Tertúlia APP, de final do mês.

Será proferida uma pequena palestra por Mabel Cavalcanti, sobre o tema “Literatura de Cordel – uma viagem poética pela cultura popular do Brasil”. Acompanhamento ao violão, por Carminha Pontes.

 

*******

 

E veja, e reflita, e avalie, você, Caro/a Leitor/a, se a POESIA, permite ou não lembrar e comemorar esta Data, e se é ou não, de igual modo, beneficiária da Liberdade que a ocorrência desse Dia nos permitiu?!

 

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(Imagem cartaz: Organização de "Momentos de Poesia".

Fotografia "Casa da Cerca": Original DAPL - 2017.)

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