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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Ai! A minha Aldeia! A minha Aldeia!

Gosto muito da “minha” Aldeia!

Foto original. Aldeia. 2019. jpg

Antes de mais o “minha”. Minha é uma força de expressão. É apenas uma apropriação afetiva, pelo muito, muitíssimo, que nos liga a ela. Que a “minha” Aldeia, é também “sua”, é também “tua”, é também “vossa” é também “dele” é também “dela”, é primordialmente “nossa”! Todos os que de algum modo estamos ligados a Aldeia, a consideramos “nossa”. A nossa Aldeia!

 

Foto Original. Aldeia. 2019. jpg

 

Neste blogue, que conta 757 postais, há uma boa percentagem deles diretamente dedicados a Aldeia da Mata. Muitos indiretamente, quase todos. Imensas fotos! A primeira etiqueta (tag) é precisamente aldeia da mata.

O pseudónimo que uso, há vários anos, ainda muito antes de entrar neste universo dos blogues, antes de saber que existiam ou mesmo antes da respetiva existência, desta parte não tenho a certeza, tem referência a Mata, precisamente uma homenagem à nossa Aldeia.

 

Rosa de Alexandria. 2019. 05. jpg

 

Tenho postais de Poesia: Tradicional, recolhida em Aldeia, da minha autoria, de pessoas de Aldeia da Mata.

Postais sobre o lançamento do livro: “De Altemira…”, na nossa localidade, da apresentação em Lisboa e em Almada.

Tenho textos sobre pesquisas históricas: “As Alminhas…”, o “Topónimo…”, “As Memórias Paroquiais…”.

Postais sobre ocorrências peculiares na Aldeia, sobre locais interessantes paisagisticamente.

Estórias e histórias...

E, muitas, muitas fotografias.

Rosa "Damascena". 2019. 05. jpg

 

E alguns postais sobre Pessoas que nos são por demais queridas e amadas.

 

Novos bitaites… Avulso… Variados! / As conversas são como as cerejas!

Ainda a(s) Ponte(s)… “Negócios” de futebóis e bancos… Seca e cheias! O Tejo!

 

Ainda relativamente à Ponte 25 Abril e ao comboio. É imperioso que a manutenção da Ponte, nomeadamente nos seus pilares e tabuleiros, não seja esquecida. Diariamente mantida.

Qual a pressão que os pilares e tabuleiros sustentam pela força das marés que, quatro vezes ao dia, percorrem o rio, subindo e descendo e neles embatem?! Sem falar na força dos ventos, ademais em tempo de tempestades, como as ocorridas a 19 e 20 de Dezembro. Sem esquecer o peso das toneladas de milhares de carros, autocarros, camionetas…dos comboios e do peso também dos passageiros… Precisamos de estar tranquilos, quando atravessamos!

E eventuais sismos e maremotos?! (Vá de retro…!)

 

*******

Quando se fala em negócios de futebóis, as cifras são sempre de milhões. Pelo menos são essas as notícias que a comunicação social foca. (É claro que no futebol também há filhos e enteados!) (E o Benfica ganhou!)

Quando são abordadas as “negociatas” dos bancos (“negociatas” é um eufemismo) também se fala sempre em milhões, que foram “dados”, ”emprestados”, sem as devidas garantias. (!!!!)

Quando se fala em aumentos das reformas, fala-se em dois, três euros!!!  Os meios de comunicação até se deveriam envergonhar de noticiar tais “aumentos”.

Se atendermos que é com a carga fiscal que suportamos diariamente, cada vez mais gravosa, que o Estado paga as “negociatas” nesses bancos, em última instância, somos nós que as pagamos, ou não seremos?!

 

*******

Agora a seca e as cheias. Que isto não há fome que não dê em fartura. É como no dinheiro, se as uns falta, a outros sobeja.

Quando, ainda em Dezembro, se falava na “seca severa” que assolava o País, invocava-se que, nomeadamente no referente ao Rio Tejo, a nossa vizinha Espanha não cumpria os acordos de “libertação” da água combinada, das barragens a montante do Rio, na gestão da sobredita. Também nalgumas publicações se apresentava, como imagem documental, o Rio Ponsul, praticamente seco. Frise-se que este afluente da margem direita do Tejo, por acaso, até tem toda a sua bacia hidrográfica em território português! Com a vinda da tempestade “Elsa que assombrosamente despejou milhares ou milhões de litros de água por esse Portugal e Espanha, só podemos deduzir ter sido encomenda dos nossos vizinhos, para satisfazerem pedidos e reclamações, enchendo rios, barragens, regatos, ribeiros e ribeiras… (Daríamos razão ao célebre aforismo: De Espanha…) Só que a dita “Elsa” não nos entrou de supetão pelo País, proveniente de Espanha, mas com proveniência dos lados do Oceano…

Barragem Maranhão. 2019. Outubro.jpg

 

Agora as imagens documentais: Que não são do Rio Ponsul.

São da Ribeira de Serrazola, que proveniente das bandas de Alter, desagua na Ribeira de Seda, junto a Benavila, perto do santuário de Nossa Senhora de Entre – Águas, que cristianiza um espaço simbólico pela sua localização especial. Em tempos, terá sido de grandes romarias, como prova o espaço envolvente, de acolhimento de peregrinos.

Duas ribeiras, dois dos mananciais da célebre Barragem do Maranhão - Avis.

Barragem Maranhão seca. 2019. Outubro.jpg

 

As duas fotos foram tiradas ainda em tempo de seca, Outubro, e mostram-nos a ponte antiga que com a barragem cheia, está totalmente submersa e a ponte nova, de grande envergadura, mas que durante a seca tinha os respetivos pilares totalmente descobertos.

(Também aqui as descargas de Espanha não são vistas nem achadas.) Esta barragem com todos os seus afluentes descarrega águas, para a Ribeira de Raia que se junta com a Ribeira de Sor, perto do Couço, formando o Sorraia, Também afluente do Tejo, com foz perto do Porto Alto. (No século XVIII era cerca de Benavente! Os rios mudam!)

(Nesta região da Barragem do Maranhão e com as respetivas águas, são regados centenas de hectares de olival super intensivo. Que consequências a longo prazo?!)

Ai, as nossas “fezes”!

“E se eu gostasse muito de morrer”

Rui Cardoso Martins

Romance – Publicações Dom Quixote – 2006 – 1ª edição

Fotografia original 2015.jpg

 

Momentos de Poesia” de Julho foi subordinado à divulgação de um Autor Portalegrense atual, Rui Cardoso Martins, que nesse contexto tive oportunidade de conhecer pessoalmente. Sabia da sua existência, apesar da imagem mental que tinha dele ser a de outra pessoa das “Produções Fictícias”. Situação, aliás, que reportei ao próprio. Também não é devidamente conhecido e valorizado na Cidade, como merece. Frise-se!

Posteriormente a “Momentos”, na net, pude aprofundar sobre o Autor. E pude constatar do seu valor.

Entretanto na “Nun´Alvares” comprei o livro “E se eu gostasse muito de morrer”. Que já li e estou a reler. Muitíssimo interessante. Todo o Portalegrense, todo o Alentejano deveria ler! E não só! Porque é um livro universal.

Lê-se muitíssimo bem, dada a forma como as várias narrativas se entrelaçam. Seguir as várias histórias num livro tão impregnado da Cidade foi uma experiência única!

Fotografia original 2018.jpg

 

Conhecendo os espaços da ação, como tão bem conheço, vários dos enquadramentos tantas vezes e por vários anos calcorreados por mim, foi um modo de ler e fruir a leitura com maior envolvência.

Vários dos locais vêm identificados pelo nome próprio (colégio, hospital, seminário, praceta de Camões, plátano do Rossio, castelo, sé, paço do bispo, algumas ruas também…)

Outros foram batizados com outros nomes, o que a partir de certa fase da leitura, o meu modo de integração do processo de compreensão do que ia lendo, foi escrever, por cima, o nome exato do local. (Café Cortiça / Tarro, Rua Directa / Direita, Assentados / Assentos, Penhasco / Penha, Senfim / Bonfim, Porta da Defeza / Devesa, tasca do Marchito / Marchão, Av. João XXI / Pio XII, …Café do Centro / Central, Corredor / Corredoura, Rua dos Canastros / Canastreiros, Ribeira da Lixeira / Lixosa, …)

 

Os factos narrados, vários são por demais conhecidos, alguns bem na memória de muito boa gente, outros ter-se-ão desvanecido com o tempo. Não conheço todas as situações, aliás questiono-me se terão todos, um fundo de verdade…?

 

Os / As personagens, melhor, as pessoas reportadas no romance, algumas também com os nomes ligeiramente alterados, outros / outras com o nome próprio. Alguns identifico, a maioria, não…

 

Saliento desde já, que acho que neste livro o Autor homenageia bem por demais a Cidade! Presta um grande tributo à sua vivência nesta Cidade Transtagana. Apresenta de modo peculiar, talvez até um pouco descontraído, as nossas tragédias, melhor a nossa tragédia máxima, que é a Morte, a única e acutilante certeza com que nascemos. E que a todos os seres humanos coloca em pé de igualdade. “Ninguém cá fica!”

Apesar da temática, a narrativa não é relatada de forma mórbida. Há muito sentido de humor, ironia por demais, até graça, no relato dos acontecimentos. Tão peculiar esta nossa forma alentejana de encararmos as vicissitudes do Destino! …As nossas “fezes”…

 

E por “sorte macaca”, caso o Autor viesse a dar continuidade a esses relatos de mortes violentas e trágicas, várias ocorreram na Cidade, após o término da ação transcrita no romance. Fatalidades! Todavia… “… Não devemos perder a capacidade de nos rirmos de nós próprios…” p.115. Cito!

 

Faça favor de ler! (Contudo, atrevo-me a vaticinar que muitíssima boa gente torcerá o nariz ao livro.) Atreva-se! Ouse, que é inteligente! Irá divertir-se, tenho a certeza!

 

E o Chalet… ali ao pé!

Poesia e Arte – SCALA – Almada / Cova da Piedade

 

Chalet. Cova Piedade. Foto Original. 20181212. jpg

 

Volto ao blogue! E à frequência das atividades de Poesia! No passado mês, faltei a quase todas as atividades poéticas. Neste, pelo menos já consegui frequentar duas atividades da SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.

Atividades integradas em “Almada com vida”, em que “A SCALA participa e faz parte da organização deste acontecimento.”

 

Dia 6 - 5ª feira, na “Associação Almada Mundo” - Av. Capitães de Abril, Cova da Piedade, entre outras atividades a que não assisti, houve “Dizer Poesia”. E quem disse?! João Franco, um poema de Fernando Pessoa; Maria Gertrudes Novais “Aprender a crescer”, de sua autoria e este cronista: “Selfie  – Selfish”! É sempre um enorme prazer participar na divulgação de Poesia, em camaradagem com os Poetas, Poetisas, Dizedores, da SCALA. Tenho dito! E é sempre importantíssima a divulgação da Poesia. E, neste campo, que é o que melhor conheço, porque mais me toca, mas também noutros, a SCALA desenvolve um excelente trabalho. Friso!

 

Dia 7 – 6ª feira – Jardim da Cova da Piedade – Coreto: Poesia e Arte, Dança e Música. Parceria entre a USALMA e a SCALA.

 

Poesia, por Poetas da USALMA e da SCALA.

Rosa Lage – “Almada já és cidade”, de sua autoria.

Luís Alves – “Camões” e “Entre o tudo e o nada”, de sua autoria e “Toada de Portalegre”, José Régio.

Maria Gertrudes Novais – “Planície” e “Caminhada”, de sua autoria.

João Franco – “Cântico Negro”, José Régio e “Sou português aqui”, José Fanha.

 

Este cronista não participou, como previamente dera conhecimento. Mas fiz questão de estar presente, solidarizando-me com os valentes e destemidos que ousam “Dizer Poesia” na Rua!

Não sou especialmente adepto de dizer poesia na rua. Acho que há demasiados “ruídos” no processo de comunicação. (Já a 21 de Março, em Portalegre, participei no evento de “Momentos de Poesia, evocando José Régio, pelas ruas da cidade que o Poeta calcorreou, mas não disse poesia na rua. Disse, mas nos Cafés: Central e José Régio”, evocando o Poeta.)

Mas acho importante fazer a divulgação da Poesia! E o que penso não desvaloriza a ação, nem da SCALA nem dos Poetas! Muitíssimo pelo contrário! Reconheço-lhes o valor e o mérito e felicito-os pela iniciativa e participação. E, por demais, Obrigado, porque estou sempre aprendendo com outros Poetas e Poetisas!

 

Da USALMA, também houve atuação das Danças do Mundo, do Rancho e do Grupo de Concertinas.

E que bonitas foram as danças e o toque das concertinas!

E que bonita é a cooperação entre várias Entidades, Associações, Grupos Culturais de Almada!

Parabéns à SCALA, à Associação Almada Mundo, à USALMA!

 

Todas estas ações decorreram enquadradas numa feira, digamos de “antiguidades / vintage”, que acontece semanalmente no espaço referido.

Chalet Cova Piedade DAPL 2014.jpg

 

E as fotos do “Chalet”: A primeira, como está atualmente. Foto de 2018. A segunda, de 2014. Apresentei esta foto no blogue em dois posts anteriores: 07/06/2015 e 14/01/2016.

(A conclusão das obras do “Chalet” terá ocorrido em 2018, atual vereação, mas o seu início e tudo o que lhes é concernente, provem da vereação anterior. Atualmente, segundo me informaram, funcionam aí serviços da Presidência! Ironias do Destino! Dia 24 – Feriado Municipal estará aberto ao público!)

 

Tertúlia do C.N.A.P. – Maio 2018: Arte e Poesia!

Arte e Poesia em semana de Eurovisão!

 

O Círculo Nacional D’Arte e Poesia continua na sua meritória caminhada, há quase trinta anos, desde 1989, na divulgação da Arte e da Poesia.

 

No passado dia oito de Maio, como tem ocorrido nos últimos anos, graças à amabilidade da Direção do Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira, aí decorreu mais uma Tertúlia dedicada à Poesia, irmanada com uma bonita Exposição de Pintura.

 

De entre os vários artistas, com obras expostas na improvisada galeria, estiveram presentes na inauguração (que piada eu acho à palavra “vernissage”!), digo, deram-nos a honra da sua comparência, D. Josefina Almeida, D. Fernanda de Carvalho, D. Maria Ivone Azevedo e D. Teresa Filipe. Autodidatas da arte de pintar, com alguns cursos de tempos livres, não académicos, mas nem por isso menos primorosas no seu labor!

Pintura original Josefina Almeida.jpg

 

D.Josefina apresenta-nos trabalhos paisagísticos, da sua região natal: Ponte Manuelina, na vila de Góis; Rio Ceira, na aldeia do Colmeal e “Cai neve”, em Viseu.

Pintura figurativa, em tons escuros, a que não são alheios os estados de alma e a tristeza vivida nas tragédias, ainda bem presentes, dos recentes incêndios que devastaram as áreas da “Zona do Pinhal” e das Beiras!

Mas o verde também sempre poeticamente presente, de esperança!

Pintura original Josefina Almeida. jpg

 

Essa nostálgica tristeza também se reflete em “Rio Turvo” “…meus desenganos…”, título e excerto de poema de sua autoria que nos deu a conhecer.

Já em “Mulher vais ser Mãe!”, “poema que escreveu há quase sessenta anos”, impregnado de realismo vivenciado, a que Mãe se referirá o sujeito poético?!

 

D. Fernanda de Carvalho opta por uma estética surrealista. Expõe duas peças artísticas. Uma “Sem Título”, que ela própria não consegue muito bem decifrar o que pretende mostrar-nos, segue o que o seu estro ordena, embora na obra vislumbre parte de mulher, uma pata de touro… Deixa-nos a nós, a capacidade e primazia de lermos o desenho e a pintura, segundo a nossa perspetiva de observadores.

Pintura original Fernanda Carvalho.jpg

Cores alegres, bem presentes também no sugestivo Rosinha dos Limões”. Lembrou-se deste título, pois veio-lhe à memória essa célebre canção, que eu desconhecia. (Mas vale-nos a net!) Na cara da “Rosinha” um lagarto pintado. (Lagarto pintado, quem te pintou?! A D. Fernanda que por aqui passou…)

Pintura original Fernanda Carvalho.jpg

Leu-nos poesia de índole pessoal. “…caminho passo a passo…”, ”Retalhos de uma Vida” e o sempre divertido, irónico, alegre: “Os meus namorados”.

 

Pintura original Maria Ivone Azevedo. jpg

D. Maria Ivone Azevedo, algarvia, traz-nos além de uma versão de “Girassóis” de Van Gogh, uma peculiar e icónica pintura do seu Algarve, com alguns elementos parcelares e temáticos desta província do sul de Portugal. Como se estivessem a ser visualizados a partir da estrutura de uma casa, envidraçada ou aberta à paisagem figurativa. A luz, a cor, as imagens… Os elementos marcantes do Sul: amendoeira, alfarroba, chaminé, moinho, o sol e a lua. E assim constrói a sua poesia!

Pintura original Maria Ivone Azevedo. jpg

 

D.Teresa Filipe apresenta-nos também uma pintura sobre uma paisagem, um ribeiro imaginário, correndo entre margens verdejantes. Não faz um plano prévio sobre o que pretende, vai inventando e dando largas à sua imaginação, à medida que vai construindo o quadro… também a sua forma de se expressar poeticamente!

(Desta pintora, não temos, por agora, imagem elucidativa. Lapsos do senhor fotógrafo! As novas tenologias permitir-nos-ão corrigir o problema, logo que possamos.)

 

Em termos picturais, está também exposto um quadro de Vitor Hugo: uma paisagem realista de Marvão, perspetivada a partir de uma das portas góticas.

Pintura original Vitor Hugo. jpg

 

De Elmanu: pintura no domínio do imaginário, atrevo-me a integrá-la também num conceito de surrealismo, bebido igualmente em Miró(?)

Pintura original  Elmanu. jpg

Tente o caro/a leitor/a expressar-se opinativamente!

 

Estão ainda expostos os seguintes sugestivos e festivos quadros.

O primeiro mais abstrato e algo impressionista.

Pintura original.jpg

 

E o segundo, um verdadeiro Hino à Primavera!

Pintura original. jpg

 (Autoria: Méli - Amélia Figueiredo.)

 

E refiro, aqui, como seria sempre importante a presença dos Artistas, que nos dessem um vislumbre pessoal da sua Arte!

 

E como no C.N.A.P. a Poesia é uma das vertentes primordiais, também esta Arte teve o seu papel.

D. Olívia Diniz Sampaio, a Alma-Mater do Círculo, trouxe-nos “Noctívago”, de Fernando Pinto Ribeiro e “Cântico e Súplica de Louvor a Deus”, de Amélia Figueiredo. Ambos figurando no recente Boletim Cultural (Nº 131 – Ano XXIX – Março 2018.)

 

Também de Pinto Ribeiro, o seu irmão, Carlos, presença habitual nestas tertúlias, assumindo quase a missão de divulgar a obra do irmão falecido, Fernando, nos leu o poema “Bendito Amor”, de canção gravada por José Mourão, com música de Jorge Fontes.

 

Igualmente do mesmo poeta, Drº Santos Silva também leu poemas do livro “O Cisne Submerso”: “… foi Deus quem de mim te raptou…”

E de Alberto de Serpa: “Há instantes tão longos…”, que também figura no citado Boletim nº 131 do CNAP.

 

Pela minha parte, desta vez, li a fábula “O HOJE e o Amanhã”.

E na sequência de Drº Santos Silva nos ter reportado para o JL e para um comentário de José Carlos Vasconcelos sobre o Facebook, acabei por dizer Meu Amor do Facebook!”. Que encerrou a Tertúlia!

 

Rolando Amado, que, de novo, colabora com as fotografias, a quem desde já agradeço, por esta vez não cantou! Reportou-nos, via telemóvel, para a audição do clássico: “Ninguém é de ninguém.” (Vantagens das novas tecnologias!)

Em contrapartida, tendo-nos enviado o seu último poema, é este que encerra esta crónica.

 

(Dir-me-á, caro/a leitor/a que estes são eventos culturais que passam quase despercebidos. E, infelizmente, é verdade!

Mas o que é que os nossos meios de comunicação divulgam?!

E a quem dão direito à palavra as nossas TVs?!

Há por aí uns quantos, que nem o bê-á-bá sabem soletrar, em que não há dia nem canal que não tenham direito de antena exclusivo!!!

É só estar atento, caro/a leitor/a.

E acha isso bem, estarmos a ouvir tantas calinadas diárias?!)

 

Bem, mas nem tudo é mau!

Esta crónica veio sendo escrita no contexto do espetáculo único que foi a realização do Festival da Eurovisão em Portugal!

E, na minha opinião, passe algumas futriquices de somenos importância, a realização portuguesa não ficou nada a dever às anteriores! Parabéns Portugal!

AH! A classificação da canção portuguesa… E o que posso eu dizer?! (…)   (…)

 

*******       *******       *******       *******       *******       *******       *******

 

«PORQUE AGORA É NOITE»

 

«Atravesso a noite e estremeço

Ainda temo essas sombras que sussurram,

O eco dos passos que produzo.

Porque a noite é longa,

Porque a noite é tudo.

A noite é ventre, é mãe, é princípio

É sonho, fuga, caos, turbilhão, redenção.

É a noite que nos agarra e devora

É ela que nos possui.

Embarco no navio da noite

À boleia de alguma tentação

Vestida de poesia sedutora

De pensamentos errantes

Porque sendo noite são memórias

De outras noites transformistas

De mil e uma noites eternas.

Atravesso a noite, densa, absoluta

Pelas ruas desertas de luzes tristes

E pintadas de sonhos dos sem-abrigo

Dos meus fantasmas e fantasias,

Que persistem.

É noite de bandidos e inocentes

De histórias intermináveis

De amores vendidos, de amores falsos

De sexo, amizade e ternura.

De navalhas em riste, crime e sangue

De vingança e de perdão

De grandes verdades e colossais mentiras.

É noite que transfigura,

De predadores e de santos

Dos animais das trevas, que nos miram

Expectantes, pelo medo que também sentem.

É noite, espelho de cada um

Que me abraça em seu mistério

Cada vez que navego em noite.

Do princípio e fim de tudo

Porque a noite é de ninguém

A noite é o sono da vida.»

 

ROLANDO AMADO RAIMUNDO

 

Versos semeados nas paredes (I): Fotografias

"Poesia na Rua"!

Lisboa – Olivais Velho – Calçadinha dos Olivais

 

Original FMCL. 20170414. jpg

 

Chegou, hoje, a oportunidade de divulgar as fotografias relativas ao graffiti "achado" nos Olivais Velho.

De quem será a autoria?!

(...)

Original FMCL. 20170414.jpg

 

 Consulte também o poema. SFF!

 

Original FMCL. 20170414.jpg

 

 Olivais Velho fica bem perto da sede da APP, que recentemente festejou o seu 32º Aniversário.

 

Original DAPL. 20170403. jpg

Viva a Poesia!

 

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