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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Arte Efémera (I)

“Instalação Artística” ao Ar Livre!

Arte Efémera I Quintal de Cima Foto Original Out 22

Caro/a Leitor/a, ficará intrigado/a com este mostruário. Ademais com o atrevimento, certamente.

Ou curioso/a! Quererá saber onde poderá observar tal “ousadia ou picardia estética”!

Questionará. Serralves?! Centro de Arte Moderna?! …?! Noutro local ainda mais emblemático?!

Pois, lamento desiludi-lo/a, mas esta “Obra… talvez de Arte?!” encontra-se bem longe desses Grandes Centros de divulgação da Arte Moderna! E estará apenas muito brevemente em exposição. Por isso efémera.

Já tenho apresentado no blogue “Mostras de Arte”, resultantes de intervenção humana num contexto natural. As que mostrei resultaram de ações aleatórias. Esta também.

De que terá resultado?! (...)

Uma ação provocatória?! Iconoclasta?!

Arte Efémera I Quintal de Cima Foto Original Out 22

A roseira será o item que mais se queixará do atrevimento. Uma roseira que nos dá rosas tão lindas, por várias vezes figurando nos blogues, ser assim destratada.

Mas não será também o que muitas vezes acontece com os museus e certas obras que neles são apresentadas?!

Bem, deixemo-nos de especulações…

Onde está exposta?!

Pois, no meu “Quintal de Cima”! (Um dos poisos dos gatos. Hei-de escrever sobre os ditos.)

Saúde, paz e boa disposição. E boas visitas aos museus.

 

Despedidas do Verão?!

Açucenas ou Despedidas de Verão?!

Despedidas de Verão. Fonte do Salto. Foto Original.

Nós, melhor, eu gostaria de me despedir do Verão. O Verão é que não se quer despedir. Teima em prosseguir com este calor e eu, contrariado, terei de voltar a regar. Na realidade não me apetece muito. Preferia tempo mais fresco, mais outonal, com alguma chuva. E a Natureza, toda ela, precisa de chuva. De muita chuva, diga-se.

Bem, este postal serve para testemunhar a beleza destas lindas açucenas. Há quem assim lhes chame. Inclusive, numa povoação da Madeira, julgo que Campanário, fazem uma romaria, em que estas flores, designadas de açucenas, têm honras de altar.

Eu conheço-as por “Despedidas de Verão”. Só que o dito não se quer mesmo despedir. Fiquemos pelas açucenas.

Estas não estão no meu quintal. Estão perto da Fonte do Salto, num antigo hortejo, ou “canchoço”, mesmo junto à Ribeira. A pequeníssima propriedade, em ambas as margens da Ribeira, a montante da ponte, era pertença da Ti Raposinha. (Nome peculiar, Aquiliniano! Não sei se próprio, se anexim. )

Resquícios de tempos em que qualquer pedaço de terra era uma preciosidade. Para além do mais, com água da Ribeira, à mão de semear. Até aos anos sessenta era cultivado. Lembro-me de ver a senhora ir para a horta. Atualmente está tudo ao abandono. Mas ainda restam pedaços do tanque para acumular água e lavar roupa. E ficaram estas lindas açucenas, testemunhando esses tempos. Que no final de verão, inícios de outono, florescem em todo o seu esplendor.

E, falando na ponte da Ribeira do Salto, uma foto, como não a víamos há muito tempo.

Ponte da Ribeira do Salto. Aldeia da Mata. Foto original.

A Junta mandou limpar as árvores que lhe tapavam a visibilidade e, agora, podemos observar a respetiva arquitetura. Vista de montante, sensivelmente de Leste.

Voltarei a este assunto.

Saúde. Paz. Bons passeios. Visite a Fonte do Salto. A Ponte. A Ribeira.

A localidade?! Aldeia da Mata - Alto Alentejo.

Não deixe lixo, SFF!

(P. S. - As fotos são originais, mas não são de minha autoria. Parabéns à Autora. E, Obrigado.)

 

Descortiçamento: Árvores com História

 Ervedal - Aldeia da Mata

15/06/22

Sobreiros na carreteira. Foto original. 2022.06.15.jpg

Estes sobreiros, recentemente descortiçados, também podem fazer parte da série “Árvores com História”. Ou com histórias!

Como já referi anteriormente, foram semeados pelo meu Pai e por mim. Os que o meu Pai semeou são os melhores. A data da respetiva semeadura, pelo menos os que semeei, terá sido aí por meados ou segunda década de setenta. Ou inícios de oitenta, não tenho certezas. Terão cerca de cinquenta anos. Alguns já foram descortiçados pela segunda vez.

Os que semeei, que me lembre, cerca de oitocentos, fi-lo junto à carreteira, que atravessava a propriedade no sentido longitudinal, Sul /Norte ou vice-versa.

É essa a orientação das várias parcelas das várias propriedades do Ervedal, dos vários donos. Terá sido uma área relativamente extensa, dividida por diferentes proprietários, alguns familiares entre si.

A que nos pertence atualmente, já referi, foi herda, após as partilhas da minha Avó paterna, mas que a herdara do meu Avô Manuel. Não conheci este meu ascendente. Morreu tinha o meu Pai 16 anos. Certamente em 1942, em plena 2ª guerra mundial! Mas adiante… que andamos noutra guerra

A propriedade a Leste da nossa era de um Tio do meu Pai, de que me lembro muito bem dele, ainda nos idos de sessenta e setenta. Era conhecido por “Ti Cruzado”! Os herdeiros venderam-na. Já passou por mais que um proprietário.

(No respeitante às propriedades que circundam a Aldeia e outras localidades do concelho do Crato, intrigam-me os impactos da célebre extinção das Ordens Religiosas, em 1834, na alienação dos territórios que eram pertença dessas Ordens.

Como terá ocorrido? Quem os terá adquirido?)

Mas estou-me a perder do cerne da narrativa.

Dessas cerca de oito centenas de sobros, muitos não nasceram, outros foram medrando lentamente, o gado foi comendo vários. Muitos foram morrendo, entretanto. Algo que acontece a muitas árvores da família de “quercus”, sejam sobreiros, azinheiras ou carvalhos.

Alguns permitiram a retirada da cortiça. A foto inicial exemplifica alguns.

A terra onde os semeei, sempre no lado Oeste da carreteira, não era a melhor da propriedade, por isso o respetivo desenvolvimento foi sempre problemático.

Sobreiro do Pai. Foto original. 2022.06.15.jpg

Os que o meu Pai semeou, em melhores terras, também medraram melhor.

(A 2ª foto mostra um exemplar, com retirada de cortiça já secundina ou mesmo já na terceira tirada.)

Mas relativamente a esta tirada da cortiça, o/a Caro/a Leitor/a, há de pensar: “Mas que pipa de massa este gajo terá ganho!”

É legítimo esse pensamento, pois, habitualmente, no “nosso” Alentejo, faz-se ou fazia-se essa associação entre tirada de cortiça e umas brasas de notas.

Mas Caro/a Leitor/a vai desculpar-me, mas ainda não divulgo.

Fica para próximo postal.

Obrigado pela sua atenção. E paciência.

Saúde, Paz e bom Verão!

*******

P.S. – A propósito de Verão, hoje o dia amanheceu com um ar mais primaveril, que de veraneio. Chuviscou, inclusive, aqui pelo Norte Alentejano!

Também, hoje, sábado, 25/06/22, ouvi o “Gentes da Gente”, dedicado ao Colega e Amigo, Professor João Banheiro.

Parabéns ao entrevistado, ao entrevistador, Sr. César Azeitona, à Rádio Portalegre. Obrigado, também.

 

Uma Amendoeira, em Palmela!

Amendoeira em Palmela. Foto original. 2022.01.24.jpg

Não há outra como ela! 

Flor amendoeira. Foto original. 2022.01.24.jpg

“A flor da amendoeira

É a primeira do ano.

Também eu fui a primeira

A te dar o desengano”!

Amendoeira na falésia. Foto original. 2022.01.24.jpg

Fotos de uma Amendoeira na Vila de Palmela. Acompanhadas de uma quadra popular: “De altemira fiz um ramo”.

Numa falésia calcária, a Leste da Avenida dos Bombeiros.

Resistente, não imagino há quantos anos, embora estas árvores de caroço nunca sejam muito velhas. Mas esta já deverá ter umas décadas.

Aprecie, Caro/a Leitor/a. Palmela é uma Vila muito interessante. Haveremos de voltar, na realidade e no blogue.

Amendoeira. Foto original. 2022.01.25.jpg

Muita Saúde e boa disposição.

 

Eleições Antecipadas 30/01/22

Antevéspera, 28 de janeiro de 2022.

Laranjeira Limoeiro. Foto original. 2022.01.26.jpg

Sobre as eleições antecipadas já escrevi:

Debate...

Debates-da-pre-campanha...

Eleicões-antecipadas-30-de-janeiro...

Eleições-legislativas-antecipadas...

Por agora, não vou “mandar vir” mais sobre o assunto! O que desejo é que os resultados das eleições sejam esclarecedores e permitam formar um governo de estabilidade.

E que a Covid abrande, permitindo votar em segurança.

Limoeiro Laranjeiro. Foto Original. 2022.01.26.jpg

As fotos?! Uma Laranjeira -limoeiro ou Limoeiro – laranjeira! Que não sei qual é o porta-enxerto.

(Num quintal, em Palmela.)

Quem ficará com a Laranja?! Quem ficará com o Limão?!

Saúde, muita. E Obrigado!

Viagem de Comboio em 1990 (V)

Amendoeira de Palmela. Foto original. 2022.01.24.jpg

Respostas das Entidades (II)

Assembleia da República

Do PS, recebi carta manuscrita do Deputado Miranda Calha, datada de 27/3/90.

Excertos:

«Recebi, e agradeço… Infelizmente a realidade é tal como a conta.

Já me pronunciei diversas vezes na Assembleia sobre este assunto gravoso para o meu distrito e que o actual governo nunca respondeu às questões colocadas. Continuarei… a lutar para que no distrito de Portalegre existam melhores condições de deslocação – especialmente no sector respeitante à C.P. (…)

Os melhores cumprimentos

Júlio Miranda Calha»

*******

Por curiosidade, apresento foto da carta.

Fotocópia de carta. Foto Original. 2022.01.27.jpg

Fotocópia de carta. Foto Original. 2022.01.27.jpg

******

Do Grupo Parlamentar do PCP, responderam a 8 de Março de 1990, através do Gabinete de Apoio, em nome do Deputado Luís Roque, que agradece. Enviam uma “cópia de intervenção proferida em Plenário, sobre o assunto”.

É um texto de 4 páginas, da “Intervenção do Deputado Luís Roque – PCP, Sessão Plenária do Dia 9 de Janeiro de 1990 – PAOD”

Apresento alguns excertos da intervenção:

«Sr. Presidente

Srs. Deputados,

Resolveu o C.G. da CP encerrar ao tráfego de passageiros a partir de 1 de Janeiro de 1990 mais nove ramais ferroviários, a saber Valença/Monção, Vila Real/Chaves, Amarante/Arco de Baúlhe, Sernada/Viseu, Évora/Reguengos de Monsaraz, Évora/Estremoz/Vila Viçosa, Estremoz/Portalegre, Beja/Moura e o Ramal de Sines.

É de salientar que anteriormente já haviam sido encerrados a Linha do Dão e o troço Pocinho/Barca de Alva.

Esta decisão, concerteza concertada com o Ministério da Tutela, corta às regiões mais interiores o cordão umbilical que as ligava às regiões mais desenvolvidas do litoral, agravando mais ainda a assimetria litoral/interior, que hoje já é gritante.

(…)

…a CP e o Governo demonstram à saciedade quanto estão preocupados com o desenvolvimento económico e social do interior.

Em intervenção por mim aqui proferida em Maio de 88, aquando da implementação dos novos horários de Verão, prevíamos que o desajustamento dos mesmos em relação aos interesses dos utentes visava degradar a oferta com o fim de mais facilmente proceder aos encerramentos programados.

Para os incrédulos de então, aí está a resposta do Governo e da CP.

Estes planos visam o encerramento de 1000 Km de via e mais de 300 estações, ficando a rede ferroviária nacional reduzida ao eixo Braga/Lisboa/Faro, às ligações com Espanha e aos suburbanos de Lisboa, Porto e Coimbra.

Repare-se que no plano de modernização e reconversão dos caminhos de ferro (1988/1994), aprovado em Conselho de Ministros em Janeiro de 88, a rede secundária com 1076 Km absorve apenas 0,2% do total do investimento previsto no plano.

Este valor denuncia claramente quais são as intenções do Governo e da CP em relação a estas linhas, ou seja, encerrá-las.

O Governo com esta medida gravosa para as populações esquece um princípio que é aceite em todos os países comunitários, a função social do transporte de passageiros.   (…)»

*******

NOTAS Finais:

Os outros partidos da Assembleia não responderam.

Da Câmara Municipal de Portalegre também não recebi resposta.

O “Jornal Fonte Nova” publicou o texto.

O “Jornal Expresso” não fez referência ao assunto.

(Os negritos são de minha lavra.

Apresento os excertos que considerei mais relevantes.

Estes textos, traduzindo intervenções e tomadas de posição, mostram o posicionamento destes partidos face à situação.

São documentais. Fazem parte da nossa pequena história pessoal, pois vivemos esses tempos de viagens de comboio. Farão ou não parte da Grande História do nosso País. Para todos os efeitos os comboios fazem parte da História de Portugal.

Para se entender o historial dessa desativação dos comboios e subsequentes (re)utilizações ou abandonos, a leitura do livro já referido é fundamental.

Pelas Linhas da Nostalgia – Passeios a Pé nas Vias Férreas Abandonadas”, de Rui Cardoso e Mafalda César Machado, Edições Afrontamento, Novembro de 2008.

 E ainda haveremos de ir a Barca D'Alva?!

(A foto que titula o postal é de uma Amendoeira. Mas não de Barca D'Alva. Esta é de Palmela. Hei-de postar sobre ela!)

Boas Leituras! Muita Saúde. Boas Viagens, de Comboio. Muito Obrigado!

viagem-de-comboio-em-1990-iv

a-que-horas-parte-o-comboio-para-barca d'alva.

amoreira-da-barca-dalva-ii

Uma viagem de comboio em 1990 (II)

Na Linha do Leste: Peripécias e Avarias! 

Caminho para apeadeiro. Foto Original. 2021.12.01.jpg

«Chover no Molhado» (II)

«Lá arranca o dito na direcção Leste: V.N. da Barquinha… Stª Margarida, e… quase a chegarmos à estação do Tramagal, o comboio pára.

O que se passa? O que é? O que acontece? Perguntam-se os passageiros, questionam os funcionários em serviço (por sinal atenciosos), mas também estes, durante um certo tempo, pouco puderam explicar, pois entre o que se passava na máquina, onde certamente estava a avaria e se encontrava o maquinista e a carruagem, imediatamente a seguir, não havia qualquer meio de comunicação rádio. Só com a saída dum empregado, para falar com o maquinista, se soube que a máquina estava avariada. E como foi o contacto deste com a estação do Tramagal? A pé, até à estação, a comunicar a avaria, para que o chefe providenciasse a sua resolução.

Esteve-se mais de uma hora nisto, perto da estação do Tramagal, os ânimos exaltavam-se, os empregados atendiam o melhor que podiam e lá fora chovia, chovia no molhado…

Com um veículo amarelo, chamado “tractor” lá foi o comboio puxado para o Tramagal. Aí, ainda esperámos algum tempo (pouco, comparativamente com o que já esperáramos) pela vinda duma máquina do Entroncamento que, substituindo a outra, nos levaria para o resto da viagem em direcção a Badajoz. (No mesmo sentido que o nosso, mais atrás, seguia o da Beira Baixa e obviamente também atrasado e a atrasar-se, pois não podia ultrapassar-nos.)

Confiantes no nosso bom destino lá seguimos. Duas avarias na mesma viagem não é vulgar, mas… não há duas sem três.

Depois da Ponte de Sor, os sintomas que se verificaram antes do Tramagal reapareciam na máquina substituta: afrouxamento, quase a parar. A custo conseguiu chegar ao apeadeiro da Fazenda e a velocidade reduzida (20 à hora, comentava-se!) chegou-se a Torre das Vargens.

Estariam aí terminadas as peripécias desta viagem? De modo algum!

Nesta estação, houve que fazer transbordo para uma automotora Nohab, das que circulavam nos ramais de Portalegre e Évora, entretanto desactivados de circulação de passageiros. E que, este ano de 1990, passaram a fazer a ligação Torre das Vargens – Elvas e vice-versa, em certos horários, inclusivé nalguns bem movimentados de fim de semana, em que os passageiros vão à cunha, sem o mínimo de condições. O aquecimento sem funcionar, uma barulheira infernal na carruagem onde segue a máquina, muitos decibéis acima do que qualquer ouvido humano deve suportar e, no compartimento de 2ª classe,… bancos de pau. De pau, como nos velhos tempos do Oeste!

Finalmente, chegou-se! Com quase 3 horas de atraso, com todo o desconforto possível, desrespeito por quem paga bilhete e falta de comodidade e… SEGURANÇA. (…) »

Chegada a Aldeia. Foto Original. 2021.12.01.jpg

*******

Neste segundo excerto, relato as peripécias da viagem. Num terceiro, em próximo postal, explicitarei algumas questões que expús às Entidades a quem dirigi a missiva.

As fotos mostram o caminho na direção do Apeadeiro. A primeira no sentido de ida para a estação, para apanhar o comboio. A segunda, no sentido do regresso, proveniente do apeadeiro em direção à localidade: Aldeia da Mata. 

São 3Km, que percorri imensas vezes, sei lá quantas, indo ou provindo da viagem de comboio. À data, anos setenta e oitenta, demorava trinta minutos neste percurso, em passo acelerado.

Haja saúde e muito obrigado pela atenção!

 

Debate A. Costa versus A. Ventura!

Gato escondido. Foto Original. 2021.12.25.jpg

Questões pertinentes – Perguntas impertinentes!

Gato a saltar. Foto original. 2021.12.24.jpg

E mais alguns bitaites.

 

Vi o debate entre A. Costa e A. Ventura, no dia seis de Janeiro de 2022, 5ª feira. (Foi “Dia de Reis”, mas eles, de reis, não têm nada. São republicanos.)

Se gostei? Não, não gostei.

Se acho que valeu a pena? Não, não valeu. Face à finalidade de um debate.

Demasiados “ataques pessoais”, alguns sem muito sentido e até desenquadrados.

Os temas fundamentais, que foram aflorados, depressa foram enrolados na “discussão” perniciosa.

Essa disputa exaltada foi ganhando energia, culminando na interrupção “forçada” do debate, pelo limite de tempo.

Protagonistas e moderador ensurdeciam-se, na vozearia em que a “contenda” terminou.

Se irei continuar a ver debates? Não me parece que tal venha a acontecer. Talvez um ou outro excerto.

Se fazem sentido? Talvez façam. Há certamente quem goste. Quem aprenda. Quem tire proveito. Quem se decida, através deles. Não sei! Cada Pessoa é uma Pessoa!

Atentei na expressão facial / corporal dos candidatos. António Costa parecia que ia ao sacrifício.  André Ventura lembra aqueles miúdos no recreio sempre prontos para darem bicadas nos outros. Na sala de aula, à espera da melhor oportunidade, para confrontar o professor.

Posturas…

No que respeita a escolhas…

(Entre estes dois?... António Costa e o respetivo partido andam há dezenas de anos nestas lides. Toda a gente conhece. Para o bem e para o mal!

André Ventura, aparentemente, anda há pouco tempo nisto. Mas já sabe a música toda. Traz no ADN, a carga genética mais negativa da política, isto é, vem submerso em demagogia. Vale tudo e o seu contrário.)

Há muito por onde escolher. Pelo que contei, há quase uma dezena de candidatos a primeiro-ministro. Todavia, só um poderá ser. E, na prática, só dois eventualmente terão alguma hipótese.

Não gosto do discurso, à posteriori. Fulano ganhou. Beltrano perdeu.

E ainda menos deste tipo de discurso face aos resultados eleitorais. Quem vai para o exercício das funções políticas, deverá ir com o espírito de servir. De servir, friso. Com humildade. Esse espírito de “cantar vitória” deverá ser de outros contextos.

 

Que a Covid abrande, é o que mais desejamos. Assim como está… se a abstenção já é grande…

Faz-me alguma confusão que, havendo tantos casos, não haja alguma contenção das pessoas.

 

Anteontem ouvi comentários sobre nova sondagem. Será impressão minha, ou as sondagens e respetiva divulgação e escalpelização minuciosa, por comentadores encartados, funciona mais como condicionamento, manipulação, do que informação?!

 

E sobre abstenção. Quando reorganizam os cadernos eleitorais? Quando operacionalizam novas modalidades de votação?

 

Votos de muita Saúde. Livres da Covid!

 

Debates da Pré-Campanha das Legislativas de 30/01/22

Nalguns casos é mesmo só para “arrenegar” o adversário!

Gato no muro. Foto Original. 2021.12.01.jpg

Aproximam-se as legislativas antecipadas. Iniciou-se a pré-campanha eleitoral.

Considero estas eleições uma perfeita desnecessidade! Já o referi em postais anteriores, a um e a dez de Novembro de 2021.

Preocupassem-se os dirigentes partidários com os interesses do País e tinham-se esforçado por negociar, todos eles, sem exceção, a começar pelo defensor do orçamento, o partido no governo.

Abstinham-se os partidos não governantes, “deixando passar” o orçamento.

Que Sua Excelência o Senhor Presidente da República deveria ter tido outra atuação?! Sem dúvida. Ao começar a falar em dissolução do Parlamento, em eleições antecipadas, foi como se tivesse dado música aos partidos. Foi um cântico de sereia!

E a acontecer o que era previsível na Covid. Ontem quase chegou aos quarenta mil novos casos!

Mas como o que eu penso não conta nem desconta para o assunto…. Começou a pré-campanha eleitoral com os célebres debates televisivos.

Concordo com a realização de debates entre os vários candidatos a primeiro-ministro. Dois a dois, “como manda a lei”!

Se gosto de ver debates? Muito sinceramente, não tenho grande paciência. Mas já ouvi alguns excertos. E vou lendo as notícias…Dos que vi, nas questões “debatidas”, alguns candidatos focam-se em pormenores não muito relevantes. Andam ali à volta e as questões essenciais ficam por debater.

Seria fundamental que cada partido apresentasse as respetivas propostas fundamentais para o país em domínios essenciais das respetivas políticas que defendem. O que muitas vezes não acontece.

Alguns indivíduos vão para ali só mandar bitaites, para “arrenegar” o adversário, como dizíamos em crianças, uns para os outros. (É só para te arrenegar!) Há um tipo então que é especialista nisso. Adiante…  

Quando nos pomos a olhar para estes políticos atuais, deste século XXI, até temos saudades dos políticos a seguir ao vinte e cinco de Abril de 74, que ajudaram a criar, a consolidar, a estruturar a Democracia.

Podendo ou não concordar com eles, revendo-nos nós ou não nas respetivas políticas e ideologias, mereciam-nos admiração, ademais, agora, à distância. Independentemente dos respetivos quadrantes político-ideológicos!

Poderia citar nomes, mas não o faço. O Caro/a Leitor/a conhecerá tão bem ou melhor do que eu!

O que posso acentuar, isso sim, é que os atuais políticos bem se podiam mirar neles.

E lá teremos de ir votar. Esperemos que a Covid abrande!

E será que nós não teremos também a nossa quota-parte de ação no alcance desse objetivo?!

Gatos no muro. Foto Original. 2021.10.28.jpg

(Mais uma vez, os gatinhos do meu quintal servem de ilustração a um postal.)

Muita Saúde!

 

Amoreira da Barca D’Alva (II)

O Maná da Natureza!

Amoreira Barca D'Alva. Foto Original. 2021.05.22.jpg

(Árvore com História!)

Amoreira Barca D'Alva. Foto original. 2021.12.01.jpg

Nas fotos dos postais anteriores, e neste, pudemos e podemos observar as mudanças na fisionomia da Amoreira da Barca D’Alva. Na foto anterior, quase, quase no Inverno, a árvore está praticamente despida de folhagem. Agora, já em plena estação, estará completamente desprovida das folhas. Que estarão, maioritariamente, atapetando o chão, decompondo-se em matéria orgânica, carbono e outros elementos minerais, que as chuvas transportarão às raízes, nutrindo e abastecendo a planta.

Amoreira Barca D'Alva III. Foto original. 2021.05.15.jpg

Em Maio, em pleno e “maduro Maio”, chegará a vez de ser a Amoreira a alimentar outros seres vivos. Carregadinha de frutos, “amoras de pau”, é um maná para a passarada. Melros, vestidos de preto acetinado, bico amarelo, os machos; em voo rápido e fugaz, são um constante ir e vir, abastecendo-se dos saborosos frutos pretos. Estorninhos vão numa revoada, este passaredo em bandos, pousando nos ramos, debicando amoras. Outras aves, de menor porte, cujo nome desconheço, também visitam a secção da frutaria deste supermercado gratuito. Dá gosto ver! E ainda mais ouvir a chilreada. Ademais os rouxinóis com o seu melodioso cantar! (Gravei vídeos, mas ainda não sei transpô-los para o blogue! Adiante…)

E assim esta Árvore cumpre um dos seus papéis. Alimenta passarolos, passarinhos e passarocos, e estes também cumprirão a função que o vegetal lhes destina. Comendo as amoras, espalharão as sementes da árvore, nos mais diversos locais da campina.

Amoreira Barca D'Alva IV. Foto Original. 2021.10.05.jpg

Mas como chegou esta planta da Barca D’Alva ao Alentejo?!

Não veio por semente, não foram os passarolos que a trouxeram. Também não foram as cegonhas! Veio de comboio. Mas não como árvore completa, com tronco, raiz e folhas.

Veio apenas um pedaço de um ramo, aliás dois ou três pedaços de ramos, que abacelei no quintal, em 1979. Passados dois ou três anos, o ramo que vingou, criando raízes e folhas, transplantei-o para o “Vale de Baixo”, bem no início dos anos oitenta, do século XX. E aí está a Amoreira, provinda da Estação de comboio da Barca D’Alva, um clone de árvore que por lá estava à data. Ainda por lá haverá alguma Amoreira?!

Mas faltam fios no novelo desta história…

Em 1979, trabalhava no Norte de Portugal, bastante longe do meu Alentejo. Praticamente só vinha à terra com intervalos de meses. Nos fins de semana, quando tinha tempo, aproveitava para turistar. O Norte tem imenso para visitar.

No Carnaval, aproveitei para ir ver as “Amendoeiras floridas”, que formavam e certamente ainda formarão uma paisagem de incontornável beleza natural. Fazendo a viagem de comboio do Porto até à Barca D’Alva. Nessa data ainda havia comboio até esta estação e até seguiria para Espanha. Portugal ainda não fazia parte da CEE, nem a Espanha. Ambos os países haviam saído, há escassos anos, das ditaduras. Ainda não havia a liberdade de circulação hoje existente. (... Hoje?!)

Fiz a viagem de ida e aguardei por outro comboio para regressar ao Porto. Tive algum tempo de espera, não sei precisar quanto, mas foi suficiente para obter alguns ramos de uma amoreira que havia na estação. Terei pedido certamente a algum funcionário da CP. Naquele tempo, nas estações de comboio havia sempre moradores, funcionários, chefe de estação, guarda da passagem de nível, outros trabalhadores. Eram quase todas ajardinadas, arborizadas e relativamente bonitas.

De regresso, aos ramos obtidos, embrulhei-os em jornais embebidos em água, para os manter humedecidos. Ainda voltei ao Alentejo e então abacelei os ramos, dos quais um vingou. Esse é o clone de Amoreira que havia ou ainda haverá na Estação da Barca D’Alva. Término, à data, da lindíssima Linha do Douro.

Falam em reabrir os troços que fecharam na década de oitenta. Um crime?! Falta de visão e estratégia?! Aconteceu por todo o País.

Mas ali, no Douro!...

Mais tarde, já neste século, sobrevieram os reconhecimentos internacionais: Douro Vinhateiro - Gravuras de Foz Côa.

Por aqui me fico, que ainda faremos a visita de comboio.

Continuação de Excelente Ano Novo. Ano Bom!

 

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