Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Queríamos observar como se aguentaram as novas plantas, neste Verão escaldante.
À "pala", também chamada "Engawa", pouca gente já liga.
Faz boa sombra!
Quanto às plantas, recomendam-se. Também estão muitíssimo bem regadas. Raríssimas as que não terão sobrevivido, pesem embora as altíssimas temperaturas destes meses de Junho, Julho e Agosto, de 2025.
É reconfortante observar tantas, mas tantas plantas, árvores e arbustos autóctones. Do nosso universo mediterrânico. Plantas habituadíssimo a observar nos terrenos, nos matos da nossa charneca Alentejana. Nos terrenos da minha Aldeia.
Todavia, algumas extravasam estes considerandos.
A seguinte, não sei o que é. Mas também está muito bem integrada, entre murtas.
(Em todos os canteiros a densidade é muita. Mas, nalguns, surprende-me como plantaram tantas árvores que, embora atualmente pequenas, um dia crescerão, atingindo porte arbóreo!
Mas até lá, o tempo o dirá!
Que cá estejamos, daqui a alguns anos, para constatar.
Santo Antão do Tojal é uma localidade do concelho de Loures, distrito de Lisboa – Estremadura, Portugal.
É uma povoação ancestral e com alguns soberbos monumentos, reportados fundamentalmente ao século XVIII. Alguns de fundações anteriores.
Destaca-se o Aqueduto, que enquadra e condiciona todo o espaço da terra, abastecedor da preciosa água a Fonte Monumental, bem como ao Paço dos Patriarcas de Lisboa, que aí tinham a respetiva residência de Verão. Estes edificados enquadram uma Praça, também de alguma monumentalidade. Nos informes, registados em placas, referem que, à época, meados do séc. XVIII, só era suplantada pela do Terreiro do Paço.
(Não sei! Terão considerado a do Palácio de Vila Viçosa?! Não importa.)
Na mesma Praça, a Igreja Matriz, também de enorme realce.
(E outros elementos arquitetónicos, históricos, artísticos, pelo povoado.)
(Se visitar, procure percorrer os vários espaços, com mais vagar do que eu. As fotos são de 16 de Agosto, ainda de bastante calor, embora a região saloia sempre seja batida pelos ventos do Atlântico.)
Fascina-me a imponência das várias obras. Associado a elas, o nome do arquiteto italiano António Canevari. E do primeiro patriarca de Lisboa, D. Tomás de Almeida. Já mencionámos meados do séc. XVIII, como tempo fundamental das construções.
Quantas cidades, por esse mundo afora, têm uma Fonte assim tão emblemática?!
Tão marcante, cenográfica, identitária de uma época, de um modo de vida, de gente poderosa que a mandou construir. Sinal de poder e de utilidade, num tempo esquecido e hoje facilitadíssimo no acesso a todos os bens primordiais.
Não deveria ser mais valorizada? Posta a funcionar, com água a correr?!
E todos aqueles Monumentos emblemáticos mais destacados?!
*** * ***
Que venham melhores tempos, em que estimemos este nosso querido Portugal, nomeadamente os nossos campos. Última e ciclicamente entregues aos incêndios. Que friso, não são inevitáveis e podiam e deviam ser minorados nos seus impactos.
Falta o essencial: Prevenção, prevenção e prevenção!
Junto ao antigo prédio onde ficava a "Loja do Sr. Hermínio".
Agora, entaipado para obras.
Na foto anterior, da "Rua Direita", no lado direito, observam-se três prédios. No topo, entaipado, o que vai para obras. No meio, um edificado deveras interessante. Considero-o integrado no conceito da designada "Art Déco". Será?
(Nas minhas memórias, não sei se totalmente certas, era aí que morava o Dr. Renato, que era Professor de Inglês, quando eu era aluno do antigo Liceu Nacional.)
Na Alagoa, no Largo do Rossio, agora remodelado, fizeram mal em cortar as árvores. Eram bordos negundos, não autóctones, mas já eram adultas. Uma árvore demora a fazer-se. Aquelas já estavam feitas. (Até os pardais reclamam!)
Se voltarem a plantar, como está previsto, disponham autóctones.
*** * ***
As muralhas, quando "libertas", na Rua dos Muros de Baixo, após desobstruídas, não as atravanquem com outros monos quaisquer.
Na Rua do 1º de Maio, as muralhas desembaraçadas do casario que aí se encostava, visíveis desde longe, logo que nos aproximamos da Cidade, depressa taparam a vista com o "Business Center". Deveria ter menos andares. Também nos tapa a vista da Serra da Penha. E, na Cidade, as vistas valem tudo!
(Já agora, o piso em pedra é um desastre. Já referi o mesmo em relação à entrada na minha Aldeia. Solução?! Alcatrão ou coisa que lhe valha.)
Nessa zona, uma superfície comercial alargada, devidamente situada e enquadrada, dava jeito. Mas levaram tudo para a Zona Industrial!
Até já. Mais tarde farei as ligações, para outros postais.
Olaias já estão floridas. Nas Tílias ainda estão por rebentar os gomos das folhas. Os Jacarandás, muitos deles, ainda não deixaram cair as folhas do ano passado!
Os Carvalhos Robles já se vestiram do seu verde primaveril acetinado.
A última que me aconteceu foi “dizerem-me”, no início de Agosto, que não podia publicar mais fotografias. Atingira o limite máximo no “MEO Clouds”!
Já me haviam dito o mesmo, não sei se no ano passado – 2023 – se em 2022! Relativamente ao “SAPO blogs”. Também atingira o limite de fotos no espaço!
Ora, em muitos dos meus postais, as fotografias têm uma função documental. Atestam, mostram e provam sobre o que se refere nos textos. Noutros casos, embelezam!
Não são nada de especial, é certo. Mas também, nesse aspeto, depende de muitos fatores. E da perspetiva de cada um!
Bem, não importa!
Não podendo publicar fotos, o que fazer?!
Migrar para outra plataforma?! Já pensei aderir ao “Instagram”, para publicar. E escrever os textos no SAPO, reportando para outro espaço visual!!!??
Não sei!
Já estou muito habituado ao SAPO, apesar de os postais de “Aquém-Tejo” também não aparecerem nas “tags” habituais. (Estarão clandestinos?!)
Mas os blogues estão quase a “fazer anos”!
“Apeadeiro” fez anos no dia 10 deste mês de Setembro e até me esqueci, pensava que era no dia 21!!!! “Aquém-Tejo” fará 10 anos, no dia 8 de Outubro!
E tenho aprendido muito nesta plataforma. Há toda uma comunidade virtual a que nos ligámos.
No início de 2020, não só não tirava fotos, como nem lidava com estes telemóveis que tiram fotografias e que têm net. Este ano, 2024, já conseguia, inclusive, editar as fotografias diretamente nos blogues, pelo telemóvel, sem passar pelo computador. E até publicar postais diretamente através do celular!
Tudo isto poderá parecer trivial para quem trata estas tecnologias por tu: tu cá, tu lá…
Para mim, tem sido uma aprendizagem gradual, muitas vezes com ajuda preciosíssima, ultimamente, “desemburrando” por si.
É a Vida!
E, a propósito de Vida, têm sido também as vicissitudes da Vida, que também têm condicionado as escritas e estes interregnos nos blogues.