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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Despedidas de Verão!

Despedida de Verão. Foto Original. 2020. 09. jpg

Outono de Recomeços!

Este postal é dedicado especialmente a estas flores tão peculiares. Habitualmente, designo-as pelo nome em título.

Através do motor de busca, cheguei a outras designações: Beladona Bastarda” e ao nome científico “Amaryllis Belladonna”.

Despedidas de Verão. Foto Original. 2020. 09. jpg

(Não sabia que também são tóxicas e originárias da África do Sul! Vou ter em conta a questão da toxicidade e não plantar mais. Em todos os parques, avenidas, alamedas, sebes e jardins abundam variadas plantas tóxicas. O aloendro e a lantana são dois exemplos, por demais abundantes, pela efetiva beleza que proporcionam ao olhar.)

Despedidas de Verão. Foto original. 2020. 09. jpg

Nas primeiras semanas de Setembro, lá rebentam as “Beladonas”! Pequenos brotos, gomos que vão surgindo do solo, as hastes que vão crescendo, um a dois palmos e brotam as flores, iluminando o jardim. Ao crepúsculo, de coloração branco rosado ou rosa claro, parecem luzes, bordejando os muros do quintal onde se localizam. Também exalam um perfume suave e adocicado. Anunciam as primeiras chuvas, e a proximidade do Outono. Durante o Verão mal se dá por elas, sem folhas, que secaram. Encerradas nos bolbos, mal se veem, mas sabemos que estão logo à superfície. Após a floração no final do Estio, criam as sementes. Mais tarde, ressurgem as folhas, que, no Inverno, Primavera e início do Verão, dão cor verde escuro aos espaços que embelezam, com os seus tufos localizados, onde persistem os bolbos no solo.

Despedidas de Verão. Foto original. 2020. 09. jpg

E sobre as Beladonas, ficam as fotos. Originais!

Despedida de Verão. Foto Original. 2020. 09. jpg

 

“O Verão já terminou… Foi um sonho que findou.” Lembra-se ou conhece a canção?!

 

Mas recomeça outra estação… continua a Vida!

 

Recomeçaram as aulas. Inquietações acrescidas este ano, com a Covid sem retroceder. Pelo contrário! Todo o cuidado será pouco.

Anteontem, passei junto de uma das minhas Escolas. Miúdos no recreio, com máscaras, é certo, mas nas brincadeiras e convívios habituais e naturais nestas idades. Sem cumprirem regras de distanciamento físico. E será isso possível?!

Nas ruas, nas redondezas, mais próximos ainda, que o afeto e as saudades, nos recomeços, não se compadecem da falta de abraços… E sem máscaras!

 

O futebol também recomeçou, desde logo, coxo. Jogos adiados. Quantos mais acontecerão? E público?! O dinheiro faz muita falta, é certo. E quando os dirigentes dos clubes têm as orelhas grandes, megalomanias, a fazerem conta com o dinheiro das lotarias… E é comprar! E é vender! E são jogadores em saldos! E acha-se natural este vocabulário!...

 

E sobre despedidas, ainda… Vieira “despediu”, da sua “comissão de honra” os “ilustres políticos” que “não saíram pelo seu pé”! Estariam à espera do “lay off”?!

 

E, por agora, despeço-me. Aprecie a beleza das “Despedidas de Verão”. Mas, cuidado, que também são venenosas!

A Teia de Aranha

Cicuta? Foto original. 2019. 05. jpg

Futebolices… Politiquices… Séries… Spin Doctor!

Argoladas!

Este postal era para ter sido designado “A Estratégia da Aranha”, mas como o título não seria original, reportando-se ao célebre filme de B. Bertolluci, resolvi mudar para “Teia de Aranha”.

Rosa Loureira. Foto Original. 2020. 08. jpg

Volto ao tema do célebre triunvirato, agora tão falado, a propósito de uma comissão de honra, de uma candidatura à presidência de um celebérrimo e glorioso clube de futebol.

Discordo em absoluto das promiscuidades de futebol e política, que designo habitualmente por futebolices e politiquices. Andam demasiado interligados e precisam de ser separados.

 

Voltando aos triúnviros. Se eu tivesse jeito para elaborar um cartoon, gostaria de criar um sobre o assunto. Uma teia de aranha, em que no centro colocaria uma aranha e, presas na teia, duas moscas.

Mas sou sincero. Não sei bem quem colocaria como aranha e quem colocaria como moscas.

 

Agora sobre séries, que subintitula o postal.

 

Se houve série que gostei de ver na RTP2, foi “Borgen”. Já passou várias vezes neste canal e também noutros. Foi este seriado que, de certo modo, me “enfeitiçou” no acompanhar das Séries RTP2 e também me agarrou na escrita sobre as mesmas. Que tenho continuado praticamente desde que iniciei o blogue, mas que não fora um tema previsto à partida. (A preferência dos/as leitores/as foi a motivação primeira. Obrigado!)

 

Em “Borgen” figurava um personagem designado por “spin doctor”. Um assessor da Primeira Ministra, que a ajudava, em múltiplas circunstâncias, para que não fossem cometidas gaffes, que a desprestigiariam.

Em Portugal não há assim uma figura personificada que ajude o Senhor Primeiro Ministro?!

Muito sinceramente, neste ano tão peculiar, e por isso mesmo, tenho acompanhado a atuação política com um pouco mais de atenção. Principalmente após a eclosão de Covid.

Inicialmente houve uma atuação muito assertiva. Mas principalmente com o designado “desconfinamento”, não sei se por Portugal ter sido tão gabado, muitas ações públicas caraterizaram-se pela desconexão, pela incongruência, por vezes desadequadas. Infelizes, em suma, se quiser ser simpático.

Esta última, total e completamente. Deveria ter havido discernimento para a separação das águas, principal e fundamentalmente pelo cargo desempenhado. Costuma-se dizer: Trabalho é trabalho, paisagem é paisagem.

 

Não haverá, por aí, algum Spin Doctor que ajude o Srº Drº António Costa, Excelentíssimo Senhor Primeiro Ministro?!

(…)

(As fotos?! Como nenhuma aranha me disponibilizou a respetiva teia, arranjei estas duas flores, terrivelmente enganadoras, porque venenosas. Cicuta, a primeira, embora não tenha a certeza. Rosa Loureira, a segunda, até no nome engana. Nem é rosa, nem loureiro. Alandro, aloendro, loendro, adelfa, tem mais nomes que eu sei lá!

Quem irá provar o veneno destas simbioses politiquices - futebolices?!)

 

Futebol - Covid - Politiquices - Cidadania

Política - Anda tudo ao molho… Jogatana de amigalhaços!

Figos Índia. Foto Original. 2019. 05. jpg

 

Quando os casos de Covid aumentam… No futebol jogos são suspensos, por haver contagiados nos plantéis, mas “o futebol não pode parar”… anunciam uma verdadeira futebolice ou futebolada: uma jogatana de amigalhaços.

A. Costa e F. Medina fazem parte da lista de honra de L. F. Vieira.

 

Isto só visto! Mas esta gente não se enxerga?! Não têm a noção dos cargos e funções que ocupam?! Que lá diz o aforismo: “À mulher de César…”

Há pouco tempo havia sido lá para o lado dos azuis. Agora dos encarnados. Até me custa acreditar!

Ainda há quem rejeite as Aulas de Cidadania. O que mais falta faz, a muito boa gente, é frequentar Aulas de Cidadania obrigatórias! Encarnados, azuis… Se calhar, de futuro, também verdes, todas as cores.

E como pode esta gente querer que se cumpram ordens de restrição das liberdades e garantias individuais, como as que sistematicamente impõem, quando dão exemplos destes?! (Para além dos que já deram.)

Misturam tudo. Confundem-se nos diversos papéis que representam, julgam-se acima de quaisquer críticas, não mostram coerência nas atitudes e comportamentos. Eu sei lá!

*******

A Foto?! - Original. Agora está no tempo de colher figos da Índia. Era o castigo que dava ao pessoal das politiquices e futebolices. Irem apanhar figos da Índia que, agora, já estão maduros.

(Sim! Alterei este postal. Quero organizar outro, com a temática de "Os Durrell". Obrigado pela atenção e o meu pedido de desculpas.)

O “meu não – momento” Eusébio!

Pior que fazer, ainda que errando, é não fazer!

 

Foto Original. Sesimbra. 2019. 04. jpg

 

Ao delinear o postal “O meu momento Amália”, que já vinha congeminando há algum tempo, pensara entrosá-lo juntamente com o “Não – momento Eusébio”.

Mas algo que tenho aprendido nos blogues: limitar a narrativa a uma página. Sugestão até de conceituado Jornalista de “Delito de Opinião”, quando me convidou para escrever um postal – Pedro Correia. A partir daí, tenho procurado limitar-me a essa dimensão. Em vez de um postal, escrevo dois.

 

Curiosa associação: Amália – Eusébio.

 

Não me vou explanar nesta dualidade, que daria pano para mangas. Apenas afirmar que, atualmente, considerar-se que Amália e Eusébio são duas figuras incontornáveis da nossa Cultura, não só nacional, até universal, atrevo-me a dizer que será uma opinião consensual. Digo eu! Nem sempre foi assim. Também o digo!

 

Também nunca vi Eusébio jogar ao vivo. Nunca fui ver um jogo de futebol, em grande estádio, nem um jogo entre grandes. Nem tenho projetado ir, embora a Vida nos proporcione surpresas inimagináveis. Jogos ao vivo, apenas de amadores. Também nunca tive jeito para a bola.

 

Mas tenho admiração por Eusébio, desde miúdo. E quem não terá, da minha geração?! Eusébio proporcionou-nos, enquanto miúdos, no célebre Mundial de 66, momentos mágicos, de alegria, redenção, entusiasmo, sublimação da vida pacata, nesse recôndito Portugal de antanho, de subsistência, inverosímil aos olhos de hoje.

 

Ah! O “meu não – momento” Eusébio!

 

Já neste milénio, resolvemos ir passar uns dias a Sesimbra. Como estávamos perto e não lido muito bem com marcações vias nets e que tais, fomos à papo-seco, sem marcação de alojamento. Procuraríamos in loco.

Um dos hotéis que procurámos situa-se no centro da vila, na parte baixa, bem frente ao mar. Não me lembro do nome.

Entrei na receção, aproximei-me do balcão, para ver se estava rececionista, mas não estava ninguém. Junto do balcão, não pude deixar de reparar nuns documentos colocados e neles ler aquele nome tão conhecido: Eusébio da Silva Ferreira!

Fiquei estupefacto! O Eusébio!!! Disse para mim: o Eusébio está aqui neste hotel!!!!

 

Naquela visão lateral que todos temos, vislumbrei provindo do lado esquerdo, pessoas descendo as escadas para o átrio.

Olhei! Era o Eusébio, mais a esposa, que vinham descendo! Dirigiram-se ao rececionista, entretanto chegado, estiveram mesmo ao meu lado, à minha beirinha, trataram das papeladas, pertinho de mim, e saíram para a avenida.

 

E porquê o meu não momento?!

 

Porque gostaria de ter tido a lata que tivera com Amália e tê-lo cumprimentado, ter-lhe dito, como o admirava desde aquele celebérrimo Mundial. Daqueles jogos que nos empolaram, o mais que emocionante com a Coreia, o seu desempenho, o nosso embalar nas vitórias subsequentes, a criação de ilusões sobre a possível vitória final, a frustração da derrota face a Inglaterra, já na meia final, como chorámos com ele, como achámos injusto. Ainda assim, a superação, após a vitória perante a poderosa URSS e o inabalável Yashin.

 

Tudo isto lhe poderia ter dito, ter-lhe agradecido pelas alegrias que nos proporcionou, em tempos tão cinzentos, mesmo com a televisão a preto e branco. Poderia ter dito, mas não disse! Porque fui vencido pela minha proverbial timidez e vergonha.

 

Este é daqueles momentos de que me arrependo. Pior que fazer mal é não fazer!

 

Ao longo da Vida tenho tido momentos desses, que acabam por ser não momentos.

 

E também lhe poderia ter pedido um autógrafo!

“… Todo o mundo é seu!”

“Era uma uma vez... uma folha de couve. Veio uma ovelha e comeu-a.”

Foto Original. 2020. 05. jpg

 

 J. J. no Benfica! C. Ferreira na TVI!

 

Há dias que ando para escrever sobre as transferências mediáticas deste início de verão quente. Quentíssimo! Não gosto muito de escrever na berra do calor. Que é o que mais afronta. E porquê a relutância na escrita?!

 

Primeiro, porque considero que as pessoas são livres de escolher e aproveitar as melhores oportunidades que se lhes oferecem. Têm livre arbítrio para decidir, conforme os casos. É um direito que assiste a qualquer cidadão.

Segundo, porque não sendo nenhuma destas personalidades das minhas preferências, porque perorar sobre os ditos cujos?! Ademais tenho alguma antipatia, primária, reconheço, sobre os mesmos.

Relativamente a J. J., não gosto daquele ar enjoado, cumulativamente a mascar pastilha. Após a célebre ida para a concorrência leonina, fiquei a detestar. Pela atitude do próprio, não pelo clube, que aceito como qualquer outro, nada me move contra. Já as atitudes de dirigentes, de treinadores, de jogadores, dos balúrdios que os movem, das atitudes de muitos adeptos fanáticos, das claques, é outra coisa. De qualquer clube!

Quanto a C. Ferreira, detesto aquelas risadas sem jeito, antipatia também primária, aceito. Vejo pouca televisão, raramente a TVI ou a SIC, acho-as muito iguais, concorrem uma contra a outra, muitas vezes na estupidez. Mas são as preferidas da maioria dos telespetadores!

Ambos inundam as redes sociais, a comunicação social adora estas picardias.

 

(E os provérbios?! Alentejanos, talvez nacionais, não sei. “Era uma vez... uma folha de couve, veio uma ovelha e comeu-a.” “… Todo o mundo é seu.” Isto é, de quem não tem a dita folha de couve.)

 

Mas cá está a escrita. E porquê?

 

Pelo dinheiro que movimentam. Choca, quando falta tanto, em tantos locais. Poderia frisar na Saúde, mas já é um tema batido. Na casa de muito boa gente. Mas também poderá ser dito que será muito boa dessa gente que alimenta os egos destas vedetas, a concorrência destas televisões, a euforia dos futebóis. Das Futebolices!

E de onde provem toda essa dinheirama?! E como é que clubes, cheios de dívidas, ainda conseguem entrar nestas jogadas de contratações fabulosas?!

E onde vão TVIs e SICs buscá-lo?

E por aqui poderia ficar.

 

*****

Mas… Não posso deixar de frisar que acho deplorável que, em Portugal, ao mais Alto Nível dos Representantes Institucionais da Pátria Portuguesa, tenham andado, de gosto, a bajular estas personalidades. Lamentável!

 

*******

E para acabar, dois versos do Poeta dos Poetas, do livro que ando a reler, o exemplar velhinho do antigo 5º ano do Liceu!!! (Após “Tieta”)

 

«Ó glória de mandar, ó vã cobiça / Desta vaidade, a quem chamamos Fama! …»

In. Canto IV – 95 – Os Lusíadas – Luís de Camões – Porto Editora, Lda – 7ª Edição

 

*******

Ah! A foto…

Como O/A Caro/a Leitor/a pode ver, até na foto, a folha de couve mal se vê. Como se tivesse vergonha de se mostrar. Cumulativamente, ratada. Comida, picada, não sei se pelos pássaros, se pelos caracóis, ou outros animais, ou todos eles.

Destacável, em 1º plano, a açucena: pureza virginal. Também repetida em fundo. Entrelaçada com as folhas de uma amendoeira doce, muito nova. Ao lado direito, esporas de jardim, azuis. À esquerda e em terceiro plano, alecrins. Em último plano, acompanhando a parede cinzenta, murtas.

 

Covid: Portugal – Espanha – Inglaterra – Brasil

“Cada macaco no seu galho...”

 

Um postal com este título até parece que estamos num grupo do campeonato mundial de futebol. Que seria o “grupo da morte”, já se vê.

 

Voltamos ao blogue, que ando a adiar este postal há dias. Estou farto do Covid, por isso retardo em escrever. Espero que o faça de forma sintética. Tanta a coisa a dizer…

Figueira da Índia. 2019. 05.jpg

 

Caro/a Leitor/a, já sabe que eu sou contra estes desconfinamentos apressados, cujos resultados negativos estão bem à vista. Só não vê quem não quer ver!

 

Relativamente à nossa Vizinha Espanha, que o digamos nós, aqui mesmo ao pé e bem que gostamos de dar um pulinho a Valência. Tal como “nuestros hermanos” gostam de vir a este lado. Estas visitas entre vizinhos serão frequentes por toda a raia, digo eu. Mas dadas as circunstâncias pandémicas em que vivemos, acho melhor que cada um no seu lado. Como diz o ditado: “Cada rato no seu buraco…”

Por isso não vejo o porquê de tanta celebração e regozijo pela (re)abertura das fronteiras terrestres com Espanha. Já basta os que por cá andam sem quaisquer cuidados. Digo eu! Que até gosto muito de Espanha.

 

Menos ainda vejo razão para o “despeito” face ao facto de o Reino Unido não ter incluído Portugal no corredor aéreo para acesso direto ao reino de Sua Majestade. (Eu nomeei Inglaterra propositadamente.)

Mas o que esperavam?!

Em Portugal, em certos círculos bem pensantes, acha-se que entre Portugal e Inglaterra há (?) a “Velha Aliança de Séculos” a ligar-nos à Velha Albion. Uma relação privilegiada?! (…)

Vindo para factos mais recentes. Já este mês, foi divulgada uma foto, em que o atual Primeiro Ministro britânico recebia o enfermeiro português e a enfermeira neo zelandesa, que o acompanharam no respetivo “covidamento”, os três numa risota pegada. Riso, talvez pela ironia do destino, de quem tanto desvalorizou o corona e de quem se serviu dos argumentos anti imigração, para levar os ingleses ao Brexit! E acabaram por ser imigrantes quem o ajudou. Digo eu! Que não decifro pensamentos de ninguém.

 

Quanto ao nosso “País Irmão” - Brasil, não vamos lá como quem vai à vizinha Espanha. Aliás nunca lá fui. Mas posso dizer que estou a reler “Tieta, hei-de escrevinhar sobre o romance.

Bem, nesse querido País, o respetivo “Manda Chuva”, isto foi ele que disse sobre o dito corona, que ele diz que o infetou e que é como se fosse uma chuva… O cara é um tratado para inventar ideias metafóricas, um poeta certamente, pois, para cúmulo de delírio, anunciou publicamente, ao modo e como só ele sabe, que está contagiado pelo Covid!

Para ser sincero, e até prova em contrário, não acredito!

O dito cujo “Manda Chuva” tem no nome Messias, mas julga-se MESSIAS! E mais não digo, nem falo.

 

E para finalizar, volto ao Rincão Natal.

Acham que os transportes públicos não contribuem para disseminação do vírus?!

Pois façam o favor de os frequentar nas horas de ponta. É ver pra crer!

 

E as rapaziadas e festas do covid?!

E as manifestações sem jeito nestes tempos que correm?!

 

Pois, mantenham-se resguardados, saiam para o que é realmente preciso. Protejam-se. Protejam os Outros.

E não nos façam a vida ainda mais cara, pois, para além da propagação… estão todas as despesas referentes a testes, internamentos, eu sei lá…

E quando a fatura nos for apresentada?!

Porque vai ser. E com juros. Não pense que é tudo de graça, como agora…

 

Todavia e para finalizar, friso, que percebo que é preciso desbloquear a Economia. Pôr o País a funcionar. Mas nas atividades realmente necessárias e importantes.

E é preciso reequacionar o País, para ser mais de produção do que prestação de serviços.

Veja-se o turismo, os alojamentos locais…

 

E a foto?!

É para dar umas palmatoadas ao pessoal que anda nas festanças e quejandos de covid e associados.

Umas palmadas de figueiras da índia, nesta época de calor… não lhe digo nem lhe conto!

 

Confinamentos e Mensagens Contraditórias!

Começou o Verão, no sábado passado, dia 20 de Junho. E o calor… e os fogos!

 

Continuamos com a Covid, que não há meio de nos largar.

 

Ontem, 2ª feira, dia 22, o Senhor Primeiro Ministro anunciou o retomar dos “confinamentos”, nalguns dos concelhos da Grande Lisboa, após reunião com os respetivos Autarcas: Lisboa, Sintra, Amadora, Loures, Odivelas.

Finalmente, diria eu!

 

Medida incongruente, que acaba por passar, novamente, uma mensagem dúbia e contraditória. Dado que se centra num contexto espacial, em zonas urbanas de grande densidade populacional e interligadas. Nalgumas regiões, numa rua ou avenida de um concelho “confinado”, segue-se imediatamente essa mesma rua ou avenida em concelho “não confinado”.  Basta dar dois passos e os normativos são completamente diferentes. Não faz sentido. Não há uma coerência comportamental, uma mensagem clara e precisa. Vai tudo continuar “ao molho e fé em Deus”!

Ademais, pelo que li, essas ações de confinamentos contextualizam-se em freguesias! (?)

A mensagem deve centrar-se na possibilidade de contágio pelo corona, probabilidade de aumentar em função dos contactos estabelecidos.

Tem que haver muita, muitíssima responsabilidade das pessoas, de cada pessoa, a ação de cada um tem reflexos, consequências, nos outros.

 

Por isso, Caríssimos, mantenham-se calmos, não desconfinem demasiado.

Já basta o que temos que fazer impreterivelmente, o que não podemos adiar…

Quem tem que andar em transportes públicos, nomeadamente comboios e metros da Grande Lisboa, continua sardinha em lata, na hora de ponta?! (...)

 

Hoje, 23, é véspera de S. João. “S. João, S. João, dá-me um balão…”

Jogam Porto e Boavista…

Seja qual for o resultado… Não façam manifs!

Há que escolher o Caminho certo!

Foto original. Percurso pedestre. 20190520. jpg

 

 

Até logo… ainda gostaria de enviar outro postal, hoje.

 

Saúde para todos/as!

Futebol – “Champions”: Tapar o sol com a peneira!

Que viva o futebol! Isto é uma assombração! Futebol é arrebol: Areia para os olhos!

 

Que maravilha, princesa ervilha. A “Champions”, a final, em Portugal. Que bestial! É a salvação nacional. Não ligas a futebol?! É arrebol?! Não és bom português! Só tu não vês.

 

A Liga dos Campeões, a Taça dos Campeões Europeus, cá prós plebeus. Dá direito ao regozijo institucional, dos Altos Representantes da Nação. É quase uma assombração.

 

Em Lisboa! Que importa a Covid aumentar?! A Champions nos vai safar. A Grande Lisboa, o Corona a exportar?! Para locais improváveis?! São, da ciência, imponderáveis!

 

É, também, a irresponsabilidade das pessoas. É! A falta das zaragatoas. É! Culpa do Povinho, do Zé. Também é. Cada ação individual tem reflexos no geral. Porque tem! Mas não convém.

 

Festas e festarolas?! Manifs e manifs?! Venham os “bifes”. Turista está a vir. Fronteiras, abrir.

 

E os Bancos, aos solavancos?!

 

E o Algarve vai fechar?! E onde me vou banhar? Que o Verão vai chegar.

 

Que outros países nos ponham no vermelho?! Isso é dor de escaravelho. “Nós somos o melhor destino do mundo”. O resto é poço sem fundo.

 

E os das festas promotores vão ser indiciados? Isso é justo. São mais que culpados. E quem lá vai não é?! Quem paga é o Zé!

 

A situação está mais que controlada. Dizem os DDTs, para a manada!

 

*******

 

Hoje, deu-me para escrever assim. Tem sido uma semana muito stressante, apesar das coisas, por enquanto, terem corrido melhor do que temíamos.

 

Tenho alertado para as “desconfinaçõesapressadas e vejo coisas tão assombrosas! Surgir o “bichoonde nunca esperei ou imaginei.

 

E, esta do futebol, da “Champions” em Lisboa! É atirarem-nos areia para os olhos. Tapar o sol com a peneira!

O Poder instituído acaba por passar mensagens contraditórias!

 

Mas cada um de nós tem a obrigação de ser responsável. Ações individuais têm reflexo no coletivo.

 

Prémio aos profissionais de saúde”?! Mais trabalho e aumentarem-lhes os riscos, é que é.  

 

Saúde para quem está doente. Melhoras! Mas mantenham-se confinados, como é vosso dever!

Desconfinamento(s)?! ?!

Uma salganhada de Covid’s!

 

Não sei se estes desconfinamentos sucessivos, face à Covid 19, estão ou não correlacionados com o aumento de casos, principalmente na Grande Lisboa e mesmo noutras zonas, embora de forma menos expressiva. (Alguém saberá?!)

 

O que sabemos, todos, é que não há, atualmente e ainda, uma cura para esta doença, nem uma vacina que, à priori, a previna. E porque demora?!

 

O que nos dizem as entidades responsáveis, tanto nacionais como supranacionais, é que as ações preventivas e inibidoras da propagação do vírus, passam, entre outras, por higiene, muito especialmente das mãos, nas nossas atividades diárias; pela “contenção e distanciamento social”; pelo uso de máscara, em locais públicos, medida tornada obrigatória, desde que passou a havê-las disponíveis no mercado. (…)

 

Também sabemos que algumas das informações, que nos têm sido prestadas, têm variado um pouco. Conforme as circunstâncias, à medida das situações evolutivas, a partir do conhecimento que foi sendo adquirido, com o evoluir pandémico e os ensinamentos provenientes dos diferentes países e das respetivas ações face à situação. Uma aprendizagem um pouco por tentativa e erro, comum à maioria dos aprendizados humanos, em situações novas!

 

Por vezes, informações algo contraditórias. Apesar disso, prefiro acreditar nas informações oficiais. Precisamos todos de nos sentirmos seguros dessas informações.

 

Independentemente desse aspeto de confiança, tenho expressado a minha discordância de algumas das atitudes, decisões, sugestões, das nossas entidades superiores, apesar de, globalmente, pelo menos na fase inicial, ter concordado com as mesmas.

 

A minha maior discordância tem-se centrado no desconfinamento, que julgo apressado. De repente, tenho observado pelos mais diversos locais e localidades, que “anda tudo um pouco ao molhe e fé em Deus!”.

 

Todos temos plena consciência que é imperioso e urgente “reativar a economia”. Sim, mas muito especialmente nos setores fundamentais e sempre, mas sempre, com segurança, pessoal e dos outros. Cada um é responsável por si mesmo. Mas tem que pesar o reflexo das suas atitudes e comportamentos, face às outras pessoas.

 

Há ações, que neste enquadramento, deveriam pura e simplesmente não ser realizadas.

As manifestações, repito! Sem desconsiderar a respetiva relevância e motivações.

 

Não concordei com a forma como foram evocadas datas fundamentais: 25 de Abril, 1º de Maio, outras manifestações realizadas, umas com mais ordem e estruturação, outras mais desordenadas. Nem com algumas festas futuras (Avante, por ex.)

 

E que dizer da “atuação” dos nossos “Representantes Máximos”, em “ações pedagógicas”, fosse nas idas à praia, na degustação restaurativa, na fruição de atividades culturais, em locais icónicos e espetáculos na “moda”?!

Achei, sinceramente, atos supérfluos.

E que dizer dos convites oficiais, publicitados via TV, à vinda de pessoal para Aquém Tejo?!?!

 

Pese embora as intenções tivessem sido de passar uma mensagem de confiança, de abertura, uma certa pedagogia positiva na atuação geral das pessoas para o seu dia-a-dia… (Digo eu, que ninguém me encomendou sermão.)

Questiono, se toda estas ações e face à necessidade que todos sentíamos de sair do “confinamento”, não terão levado ao extravasar de saídas da população para tudo quanto é sítio, a este “desconfinamento” exagerado a que assistimos.

 

E o futebol?! Valeu a pena tanta pressão para a retoma?!

Tanta ganância! E logo na 1ª jornada, os “quatro grandes” meteram o pé na argola. Alguns ainda emendaram o perdido. Mas o Benfica! O Benfica…!

E depois aqueles incidentes… Que não são adeptos… são criminosos!

Uma melhor distribuição da riqueza gerada, dos prémios auferidos. Ordenados menos opulentos. Muitos clubes vivem numa bolha de dívidas astronómicas! E as ligações futebol / politica – política / futebol?! Politiquices!!!

 

E a saída do Senhor Ministro das Finanças?! Relacionada com a Covid?!?!

E todos estes dinheirames, que vão para aqui e para ali, que reflexos irão ter nas nossas vidas, já tão sobrecarregadas de alcavalas diversas e variadas?!

 

E os Bancos? Injeções monetárias, neste, naquele… Sem lucros?! Tantas comissões!!!

 

E deixem as fronteiras ainda em paz! E o turistame!

E as praias?! (…)

 

Se há algo que esta pandemia trouxe à superfície mediática, foram as profundas desigualdades existentes nas diversas sociedades e contextos!

 

Anda tudo de “pata alçada…”

Isto está tudo ligado: É pescadinha de rabo na boca! / Conversa é como cerejas!

 

Corona Connection 2020. 03.jpg

 

Neste fim de semana, de sábado para domingo, terminou o “Estado de Emergência”. Mas entrou em vigor o “Estado de Calamidade Pública”. Também no final de domingo, 3 de Maio, terminou a proibição de circular entre concelhos.

 

Mas 2ª e 3ª feira e hoje, quarta, parece que o pessoal, praticamente desconfinou de todo. Grupinhos nas bombas de gasolina, no Mac’s, nos bairros, nas tabernas... Os passeios com os caniches são prolongados, as cavaqueiras…

A modos que a interpretação do assunto se ficou pelo levantamento do “Estado de Emergência”.

Mas a “Emergência Sanitária” mantém-se. A Covid continua ativa!

(Mas “anda tudo de pata alçada!” para o passeio: Isto é, o pessoal e os caniches.)

A pressa de descomprimir é natural. Tantos dias confinados…

 

Algumas das mensagens implícitas também contribuíram para tal.

Oficialmente, a comemoração do 25 de Abril, da forma como foi feita não foi correta. A celebração do 1º de Maio, idem. (Não concordei! E que importa a minha opinião?!)

 

Curiosa, nestas sequências, a atitude da Senhora Ministra da Saúde praticamente a autorizar, até a incentivar, a celebração de Fátima, com pessoas: fiéis, peregrinos, remetendo essa decisão para as autoridades eclesiásticas. Surpreendente, no mínimo, não acha?!

Presente envenenado, achei eu!

As autoridades eclesiásticas, que já andam nestas lides há milénios, não aceitaram o presente. E fizeram muito bem!

 

Portugal tem tido uma atuação exemplar, no contexto da gestão da pandemia. Da parte das Autoridades, consonância entre os vários poderes, entre oposições. E a postura do Povo Português que aceitou confinar-se, sem grandes alardes.

Atualmente é necessário, de facto, começar a reativar a Vida, económica, social, etc. Mas nos setores económicos realmente importantes e fundamentais em termos da Vida das Pessoas. Com cautelas! “Cautelas e caldos de galinha não fazem mal a ninguém!”

 

Nalguns setores não vejo qualquer sentido. No futebol! Bem sei que anda ali muito dinheiro em jogo. Aliás, é precisamente aí que reside o busílis da questão. O “Money” que os clubes, os “Grandes”, querem auferir, para pagarem as despesas milionárias, as dívidas que contraíram. Houvesse um pouco de bom senso e pura e simplesmente o campeonato era dado como terminado. Sem subidas nem descidas, sem vencedores nem vencidos! Mas anda ali muita ganância… Porque se terminaram várias modalidades, outros escalões, porque persistir em recomeçar o futebol?

No jogo vão manter a distância social de dois metros? Quem não cumprir, é autuado?

Nos jogos, mesmo sem público, como evitar as concentrações e os atropelos dos fanáticos? Vão destacar forças de segurança para acompanhar esse pessoal pelo país? Vão decretar proibição de circulação nos dias dos jogos?!

E as equipas das Ilhas?! (…)

Senhores Decisores, tenham coragem e terminem o Campeonato e a Taça! Já!

 

E, futuramente, haja a moralidade de não pagar salários astronómicos, de dividir prémios entre todas as equipas do campeonato. Sim, porque os que ganham, por serem mais ricos, fazem-no à custa dos mais pobres, em quem “andam a bater” todo o campeonato.

 

E, meus Caros Senhores e Senhoras, sabem o que é andar nos comboios e metros da Grande Lisboa, atulhados de gente?!?!?!

 

Quanto ao recomeço das aulas presenciais e subsequentes exames também não fazem sentido. A respetiva operacionalização é verdadeira loucura!

 

Ah! E a praia! (…)

 

E mantenham as fronteiras fechadas ao “turistame”. Senão, espanholadas, inglesadas e francesadas invadem isto tudo, à procura da tranquilidade. Trazem euros, sim, mas se fosse só isso que trouxessem!

 

E os corredores de camiões e camiões, continuamente, Lisboa e porto seco de Badajoz?! Vias férreas indispensáveis. Reativação funcional de linhas por esse País, nomeadamente a de Leste e Ramal de Cáceres!

 

E tenho dito! Que já vai longo o texto… Qu’isto é tudo “pescadinha…” ou então como as cerejas…

(Foto e Desenho originais.)

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