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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

“A Herança” – Série Dinamarquesa - T 2 – Ep. 6 - (16º Episódio)

Arvingerne” / “The Legacy”

 (25/03/16 – 6ª Feira)

The Legacy In. amazon.com

Retornando ao referido no último post, quem herdou o lado artístico da Matriarca Veronika foi Gro. Após a “descoberta” da célebre Obra, em que Signe está representada, de 1989, ano em que a Mãe “abandonou” a Filha, intitulada pelos peritos (Robert e Kim) como “Corpus”, Gro já delineou uma outra, a partir dos restos de coleção da Mãe: uma cabeça de peixe, com uns galhos na boca. Robert já se prepara para a certificar e atestar, preocupado inclusive com o nome a dar-lhe.

 

Então, e as medidas implementadas por Signe no sentido de ter alguma privacidade e independência no Solar?!

Acha que ela conseguiu?! Tiveram os resultados esperados?

 

Tomas Gro Emil In. dailymail.co.uk.jpg

 

Conhecendo as peças que constituem aquele jogo desconjuntado, de personagens destrambelhadas, já se vê que Signe não conseguiu alcançar os objetivos pretendidos.

Não só continuam a invadir-lhe a Casa, a torto-e-a-direito, como lhe tomam conta da própria Vida, fazem asneiras como crianças traquinas e ainda Signe assume a responsabilidade pelas parvoíces daquelas prendas.

Thomas, pai de Gro e de Melody, supostamente pessoa adulta é o mais irresponsável de todos. Não toma conta de si mesmo, nem da filha bebé, deixa Isa tomar álcool, e conduzir sob esse efeito e age com Emil, como se fossem dois adolescentes retardados, à descoberta do tempo perdido.

Tinha que dar bronca. Isa a conduzir, na tentativa de parar, enervada e bêbeda, espetou o carro de Emil no avião estacionado no átrio da Casa. Tomás teve que ser hospitalizado, meteu bombeiros e polícias, mas quem ficou como responsável e encobriu os factos, foi Signe.

Signe herdou o Solar, e aquela família desconjuntada, como os galhos que Gro colocou na boca do peixe, talvez a próxima obra de Veronika, “descoberta” por Gro, atestada por Robert e “comercializada” nos circuitos da “Alta Cultura”, por Kim.

E assim prossegue a saga desta Família.

Signe a tomar conta deles todos, mesmo das asneiras. Sem privacidade, quase sem vida própria, a casa devassada e novamente ocupada, indo ela viver para a barraca de Tomás, que este, convalescendo, foi ocupar o quarto de Veronika, por sugestão de Gro, que mexe os cordelinhos institucionais da Família.

 

Frederik está fora de toda esta trama.

Continua isolado e cada vez mais só.

Robert, entretanto, contou a Solveig do ataque de loucura que ele teve na Tailândia, em que estrangulara Gro, quase a matando, e para ela ter cuidado com os filhos.

Solveig matutou no assunto, proibiu-o de visitá-os, e deu-lhe conhecimento que se vai divorciar.

No final, vê-lo-emos, finalmente, a chegar ao Solar, estava Emil a consertar o automóvel e, muito pesaroso, quase a chorar, abraçado ao irmão e a queixar-se de que a mulher o proibira de ver os filhos.

Retornou ao Solar, a Gronnegaarden, porto de abrigo de todos aqueles náufragos, apesar de todos os contratempos e contrariedades, face ao espaço e tempo em que nele terá sido menos feliz!

Mas o Solar é um espaço referencial para todos eles, memória de um tempo mais ou menos gratificante para todos, como habitualmente é a Infância, sempre imbuída de algum sentido de segurança e felicidade, indispensáveis a qualquer Ser Humano!

 

Quem vemos nesta fase é Melody. Anda e ciranda de colo em colo, de braço em braço, de mão em mão, tal qual as “Pombinhas da Katrina”!

 

Isa resolveu fugir daquele ambiente, gente sempre em movimento e altercação, perturbante para uma pessoa frágil como ela. E levou a filha.

Sorte, Emil e Signe terem-se apercebido e impedido que ela levasse a criança.

Pois que seria da menina entregue aos cuidados daquela rapariga?!

E quem fica a tomar conta da miúda, cada vez mais engraçadinha?!

Signe, pois claro!

“A Herança” – Série Dinamarquesa T 2 – Ep. 4 e 5 (14º e 15º Episódios)

“Arvingerne” / “The Legacy”

 

 (22 e 23/03/16 – 3ª e 4ª Feira)

 

Depois de dois dias sem publicar, fiz como que uma espécie de luto, volto à Série!

 

Signe in. independent.co.uk.jpg

 

Mas, já estou como Signe. Farto daquela Família!

Que viver naquela e com aquela família é um verdadeiro pesadelo!

Diz ela: “Vivo com uma família que estraga tudo e não quer saber de mim!”

Os que fazendo parte daquela família alargada, ali vivem naquela Casa, Solar Gronnegaard, vive cada um a seu jeito, não querendo saber nada de Signe. Basicamente todos se aproveitam dela, da Casa, cirandando por ali, nos seus interesses, sem cuidar dos dela.

Thomas, sempre numa boa, tudo bem, que a passa ajuda muito, teve o desplante de semear cannabis por entre o cânhamo industrial. A fiscalização que, nestes aspetos é rigorosa, mandou cortar tudo e queimar. Lá se foi a produção agrícola. E Signe, que projetara ser agricultora, vê os seus sonhos serem consumidos pelo fogo.

 

O namoro com Martin, com um papel também relevante no Clube de Andebol, em que John é treinador, também se foi abaixo com o estatelamento de Martin, socado pelo Mister, pai da moça.

 

Decididamente a rapariga vai ficar para Tia!

 

Animal mitochondrion diagram In. wikipedia.png

 

Mas ela tem sangue de Verónica e, certamente, as respetivas mitocôndrias.

 

Tenta vender a Casa, prioritariamente a Frederik, cada vez mais alienado, vivendo isolado na casa de campo, com vista para braço de mar ou lago, que não observo sinais de marés. Abandonado pela mulher e filho, que é impossível viver com ele, dedica-se à pesca e abate de árvores centenárias. Acompanha-o a filha Hannah, mas mesmo esta será expulsa pelo pai, cada vez mais em perigo, para si mesmo e para os que o rodeiam.

Frederik não quer comprar.

Gro também não, exalta-se também com Signe, mas acaba por lhe oferecer um empréstimo de 200 mil, para ela continuar com o negócio agrícola e os seus Sonhos!

Signe não aceita.

 

Todavia, face aos fracassos: na venda do solar, no pretendido abandono da família alargada, na impossibilidade de voltar, ainda que temporariamente, à família de adoção, e a uma noite mal dormida no carro, à beira do porto, Signe retorna à sua Casa. O Solar Gronnegaard, seu, por Direito Familiar!

 

Começa por convidar a sair, melhor, expulsa o bando de artistas que Thomas, em mais uma das suas ideias luminosas dos anos sessenta, para aí levara, para formarem uma casa ou família comunitária, que não me lembro bem do termo exato.

Depois decide reunir todos os familiares que ali vivem: Tomás, Emil, Leone, Gro e Isa, entretanto também retornada com Melody.

E decide aceitar o empréstimo de Gro, impondo condições. E define regras e normas de conduta aos irmãos e Thomas, que são os que mais coabitam os espaços e deles usufruem.

Restringe e confina cada um deles a espaços específicos na Casa, proíbe-os de circularem livremente pela sua própria parte da Casa, fechando inclusivamente uma das entradas ao 1º andar.

Impõe-lhes uma renda pela utilização dos locais que lhes destinou, pois, de facto, tudo é sua propriedade. Aos que terão mais dificuldades financeiras, define-lhes trabalho na Casa, que há muito que fazer.

Ou seja, assumiu as rédeas da sua própria propriedade, de que eles usufruíam a seu bel prazer, sem pensarem nela.

Assumiu o Poder. Da sua própria Vida e Destino.

Interiorizou o papel de Matriarca, da matriarca Veronika, que, neste aspeto de Educação, deixara os filhos cada um para seu lado. Custa-me dizer, mas a palavra exata será que ela falhou na educação dos filhos, mais dedicada ao seu lado artístico.

Signe tomou esse papel de Educadora.

Impôs limites, regras, normas. Definiu quem manda ali. Quem é quem!

E, pelo menos aparentemente, todos aceitaram.

Isa até a elogiou: “És fantástica!”

 

No final, Robert regressou novamente cheio de amor por Gro.

Seguindo o seu conselho, fora a Hamburgo visitar os filhos, falar com a mulher Cláudia, mas voltou. Decidido a comprar um apartamento em comum, com quartos para os filhos os visitarem.

Por enquanto, regressaram ainda ao apartamento de Gro, em Copenhague, desejosos de renovarem os votos de amor eterno.

 

Mas quem tinham à espera, no corredor do andar?

 

Hannah, sobrinha de Gro, filha de Solveig e Frederik, que fora expulsa por este e de que não sabiam o paradeiro.

Aflita com o comportamento do pai, recorre à única ajuda, que julga possível.

A tia Gro, de certo modo também a Matriarca daquela Família!

 

Nota final:

Hoje decidi ilustrar o post com uma imagem diferente.

E o que será?!

Poderá ser o protótipo de uma nova instalação de Veronika, ainda não “descoberta” por Gro; também poderá ser o esboço de um berço ou porta bebés para Melody, mas também não.

E o que é?

É o desenho de uma “mitocôndria”, de que sabemos Signe será portadora das de Veronika.

E, hoje, ficamos por aqui, aguardando o desenrolar de próximos episódios, que não me admira que Signe ainda agarre a veia artística da Mãe biológica!

 

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