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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Que deleite os teus lábios ternos”

Círculo Nacional D'Arte e Poesia

 

Antologia

 

Continuo com a divulgação, no Blogue, das Poesias publicadas na Antologia.

Neste Post Nº 317, a Poesia que abre a Antologia. Sem título, realcei-a pelo primeiro verso, “Que deleite os teus lábios ternos...”, como é costume nestes casos. Da autoria de Adelaide de Freitas, de Porto da Cruz, Madeira.

Com esta Poesia, sendo a primeira da Antologia, e sendo a última a ser divulgada online, acaba por ficar também em primeiro lugar na estrutura do Blogue.

Através dos links que coloco em cada um dos posts apresentados é possível navegar em toda a Antologia e ficar a conhecer pelo menos um dos Poemas, de cada um dos Antologiados.

E, igualmente, espraiar-se também pelas diversas temáticas versadas no Blogue.

Segue-se o Poema:

 

 

“Que deleite os teus lábios ternos

Salteando o meu corpo trémulo

Pelo choque delirante do amor

Que invade o meu corpo nu

 

Que delícia a tua nudez na minha

O teu suor a seduzir-me até à loucura

Com a tua língua lambes os meus seios

Caindo nas profundezas de doces prazeres

 

Que sabor doce, salgado, místico

Que brota das minhas loucas emoções

Onde me estendo ao comprido

No vaivém deste sonho lindo”

 

Adelaide de Freitas, Porto da Cruz (Madeira)

 

 

maja in. pt.wikipedia.org..jpg

 

Resolvi ilustrar este Poema com a reprodução de uma Pintura célebre de um Génio desta Arte, GOYA, de que já apresentei reproduções no Blogue, respeitantes à série “Hospital Real.

Com as ilustrações pretendo sempre valorizar ainda mais os textos. O que julgo terá acontecido sempre.

Qualquer reparo que alguém tenha a fazer, agradeço que me dê conhecimento, se fizer favor!

Não sei se ainda voltarei a apresentar um último post sobre a Antologia...

Aguardemos a minha disponibilidade!

“HOSPITAL REAL” - 16º Episódio!

“O Prometido é Devido”

 

Um Hipotético Episódio 16!

  

Algumas deixas para continuar uma nova temporada...

 

 

Quando escrevi no respeitante ao último episódio, durante a 1ª apresentação da série, em Setembro, ainda pensava que a série poderia ter uma outra temporada. Mas depois constatei que não!

Mas podia, que ficou tudo em aberto.

 

Daí não resisto a dar alguma continuidade possível ao enredo incompleto, dando largas à imaginação, nalguns aspetos, mais de acordo com o plausível, noutros sugestionando o inverosímel...

 

Museo del Prado Goya Caprichos El sueño de la razon... in wikipédia

 

O par romântico da série, Olalla e Daniel, foram-nos mostrados em apuros. Salvar-se-ão?! Pois claro que sim, que seria do enredo sem eles?

Olalla foi derrubada por Clara, estatelou-se no lajedo, magoou-se bastante, ficou com o rosto ferido, mas nada que não possa ser tratado, com curativos adequados e uns tempos de repouso.

Dom Daniel foi mais grave. O golpe foi profundo, mas não atingiu órgãos vitais, valeu-lhe o pronto socorro de Doutor Devesa, que apesar de assoberbado, com tantos feridos, conseguiu estancar-lhe a hemorragia, cosendo a ferida, com a ajuda da enfermeira Rosália, que não se foi embora do Hospital, nem podia ir num momento assim tão crítico. E Doutor Álvares de Castro também se conseguiu salvar! Embora ficasse também algum tempo de convalescença. Numa fase em que a sua ajuda era tão preciosa.

Mas chegaram entretanto reforços de médicos provenientes de Madrid e Salamanca, por Ordem Real, de modo a acudirem aos feridos do acidente. E chegaram enfermeiras salamantinas.

 

Vimos Olalla a velar um ferido totalmente desfigurado, como se fora o seu irmão Breixo. Como se fora, sim! Porque posteriormente vê-lo-íamos a esbarrar com Mendonza, que procurando-o, não o reconheceu.

Pois quem seria tal ferido tão traumatizado?! Também ouvimos alguém manifestar apreensão pelo não aparecimento do fiscal inquisidor, que, à hora da explosão, ter-se-ia dirigido para uma reunião na sede da Inquisição e passaria perto do local do rebentamento. Dona Úrsula esboçou um dos seus sorrisos seráficos.

Esse ferido gravíssimo faleceu, como seria de esperar.

Na hora de recolherem o corpo para sepultamento, como traidor, ao agarrarem numa das mãos, o frade que o recolhia reparou num anel em destaque num dos dedos carbonizados. Chamou a atenção de Rosália e esta chamou Dona Úrsula, que a mandou chamar a Dom Andrés. E todos constataram ser um anel religioso e mais propriamente o anel usado pelo fiscal inquisidor. Com surpresa de todos verificaram ser de facto Somoza, o que Doutor Devesa e Padre Bernardo também confirmaram.

Dona Úrsula sorriu novamente, pareceu aliviada, mas disfarçou, não sem que Dom Andrés se tenha apercebido. E não se escusou a comentar: “A Irmã parece aliviada...”

“- Pudera, iríamos enterrar como traidor, um Alto Dignitário da Igreja. Nem Deus nos perdoaria tal pecado...” E persignou-se! Para si guardou: “Escreve, Deus, Direito por linhas tortas!” E continuou na sua postura seráfica e imperturbável.

De facto, toda a gente ficou bastante mais aliviada.

Mas de todos, foi Olalla, em convalescença, quem mais se alegrou com tal descoberta, quando Rosália lhe foi contar a novidade.

“O meu coração dizia-me que o meu irmão não morrera”. Simultaneamente voltaram as inquietações por irem continuar a procurá-lo.

 

Já sabemos que Dona Úrsula tinha um estudante nos Dominicanos, com quem gastava imenso dinheiro na respetiva educação, muitas dessas verbas roubadas ao erário do Hospital, inclusive a falsificação do testamento do Padre Damião. Desse segredo só ela sabia, mas acabou por ser do conhecimento também de Alicia, de Duarte e do Inquisidor. Que, como ele próprio a informou, fez expulsar o estudante do Convento para bem longe de Compostela. E que seria o resultado de algum caso sentimental.

Só podia. E como?!

Ficaremos a saber.

Úrsula chamou Duarte a um espaço retirado do jardim, numa hora madrugadora de ausência de qualquer testemunha e novamente lhe entregou uma carta dirigida ao frade dos Dominicanos com quem ela sempre tratava dos assuntos do estudante. Que a levasse e lhe trouxesse uma resposta exata e precisa que ela queria saber qual fora o destino do rapaz. Que movesse montanhas...

E muito fora de si, exaltada, dirigiu-se a Duarte, olhando-o nos olhos:

Lembras-te, daquela noite de tempestade em que Santiago bravejava contra os mouros, de relâmpagos e trovões e tu, transido de medo, te acolheste ao meu quarto e eu te acolhi e aconcheguei no meu leito e dentro de mim te recebi, como se foras um relâmpago de fogo, que me trespassasse como seta a Teresa, Santa de Ávila?!

Duarte fez sinal que sim com a cabeça.

Pois, esse rapaz é filho dessa noite de Tempestade de Santiago!

E, nisto, Duarte, estupefacto, colhido de surpresa, soltou um Oh!, de espanto e balbuciou: Não sabia...

Quem ia caindo ao chão, não fora um tronco de olaia onde se tivesse apoiado, teria sido Dona Úrsula.

“Tu não és mudo. Tu falas!” E benzia-se, persignava-se e quase gritava “Milagre! Milagre!”, Não fora Duarte fazer-lhe sinal de silêncio com o indicador direito sobre os lábios. Rematando como final de conversa: “Esses são os nossos segredos, que guardaremos até ao túmulo!”

Rapidamente Úrsula ganhou a sua serenidade e compostura e frisou:

“- Melhor ainda que fales, que te vou encarregar de procurares, por tudo quanto é lugar de Compostela ou outro e me tragas esse rapaz, para o Convento de onde nunca houvera de ter saído. Que, agora, sabes dele tanto quanto eu!”

Duarte aquiesceu com a cabeça, afirmativamente se manifestou, mas soltando, ainda, uma última fala.

“- Antes, Alicia tem que regressar ao Hospital...”

“- Que sim, afinal ela não fez nada de mal, apenas também sabe do segredo e quem me roubou o rapaz foi o fiscal inquisidor, mas esse já pagou com a Morte, que Deus não dorme!”

E esse foi o próximo trabalho de Duarte, procurar Alicia pelas ruas de Santiago, o que não foi difícil, que não havia muito para onde ir, bem como mais fácil ainda foi convencê-la a regressar ao Hospital, onde sempre tinha um porto seguro.

E chegou com a mesma trouxa que levou e, paradoxalmente, Dona Úrsula recebeu-a e até lhe pediu perdão, que ela não tinha culpa. Mas que guardasse para si o tal segredo que conhecia.

Alicia agradeceu e é mais uma que guardará tal segredo até ao túmulo!

E foi ela a instalar-se e vermos Duarte abalar, com uma mochila e capa de peregrino, a procurar o tal rapaz.

Ausentar-se-á uns tempos da narrativa como convém, porque, mais tarde ou mais cedo, descobrirão as tramoias em que andou a fazer-se passar por Doutor Álvares de Castro.

Dona Úrsula fica ansiosa aguardando que ele regresse com novas do filho de ambos.

E deixamo-la ficar assim? Sem pagar todas as patifarias que fez?!

Isso vai depender de ser só um episódio ou haver nova temporada.

 

E quanto à situação do Hospital?!

Da estranha doença que nele grassava, cujo nome ignoravam, já vislumbramos haverem sinais de luzes, que se confirmaram. Grande parte das crianças inoculadas resistiu. Continuaram com esse procedimento, obtendo bastante sucesso. Descobriram e confirmaram o que ainda não havia sido descoberto.

Que por tentativa e erro e experimentando, a Ciência vai progredindo e dando saltos qualitativos.

A situação dos feridos da explosão foi muito problemática. Exigiu imensos recursos, nomeadamente humanos, mas o Hospital recebeu ajuda da Capital, diretamente através do Rei. Doutor Devesa esgotou-se a trabalhar, bem como Rosália e Cristobal, que não tinham mãos a medir, para mais que Olalla e Daniel também estavam impossibilitados de trabalhar.

 

Quanto ao romance interrompido de Rosália e Cristobal, mais tarde, será Alicia, que falando com Rosália, lhe irá sugerir que lhe perdoe.

 

Mendonza foi formalmente acusado dos assassinatos, comprovados pela presença da máscara na sua casa e da tentativa de assassinato de Doutor Daniel. Foi julgado e condenado, mas como era nobre, ainda que bastardo, foi-lhe definida a pena de degredo e exílio, para Nova Espanha, o atual México. Com a recomendação expressa de, dado o seu passado de assassínios, ser integrado na próxima novela mexicana, de faca e alguidar... (Não resisto a uma pitada de malagueta no pitéu!)

 

Doutor Devesa continuará o seu trabalho empenhado no Hospital sonhando transferir as suas competências para Doutor Daniel, médico jovem, logo que este se restabeleça. E ir usufruir de uns tempos de descanso numa quinta que tem nos arredores de Santiago. Mas os tempos não estão de remanso.

Juntamente com o Capelão, Padre Bernardo, agora liberto da bocarra venenosa da víbora Somoza, continuarão coadjuvando Dom Andrés na tarefa espinhosa de administração do Hospital.

Este, cada vez mais enredado nestas funções, continua ajudando a mulher, como pode. E esta situação, no conhecimento de quem já sabemos, agora ele também a deu a saber a Dona Irene e fará conhecer aos dois homens que com ele trabalham diretamente. Praticamente, no Hospital a situação passa a oficial. E ele dela também dará conhecimento pessoalmente ao próprio Arcebispo, a quem pede uma audiência para tal. Deste modo, o seu papel fica mais clarificado e deixa de ser sujeito a chantagens.

 

Continua com o problema da filha, Clara. A gravidez, naturalmente, prossegue, apesar de Clara nisso se manifestar cada vez menos interessada.

Dotando-a de todos os cuidados, o pai contratou-lhe uma ama experiente que a acompanha vinte e quatro horas diárias.

Mas os sinais subtis da doença da rapariga, que reapareceram, não passam despercebidos ao pai, cada vez mais preocupado.

Clara, inclusive, rejeitou o marido, mesmo após este ter recuperado da convalescença, exigindo que ele ficasse a viver no quarto onde convalescera, enquanto ela estivesse grávida.

E, chegado o tempo, Clara deu à luz. Um rapaz.

Que, como tudo indiciava, rejeitou. Houve que contratar uma ama-de-leite do Hospital para o amamentar e cuidar, juntamente com a antiga ama que já tratava de Clara.

 

Logo que pôde, mandou chamar a sogra, Dona Elvira e, pegando na criança, que nunca assumira como sua, lhe disse:

“-Tome, este filho que é seu! Foi delineado no seu palácio, concebido e gerado na sua alcova. É seu filho e filho de seu filho. Meu não é, que apenas servi de barriga de aluguer. Leve-o e crie-o no seu Palácio, para perpetuar a sua linhagem, ter direito às suas benesses e prerrogativas de Alta Nobreza. Que, como me disse, o sangue pouco importa. O que vale são os Títulos!”

E a Dona Elvira só intrigou a expressão “barriga de aluguer”, mas ficou toda contente. Avó fidalga, mulher dondoca, tomou a seu cargo a educação do neto – filho. Para mais Dom Andrés assumiu o pagamento dessa criação.

Clara, liberta do filho enjeitado, pediu para falar com o pai. E falando lhe explicou que não queria continuar a viver com ele, antes preferia ir coabitar com a mãe, compensando-a de tantos anos de afastamento.

E foi, agora que a situação até era cada vez mais pública. Embora ele continuasse a viver no hospital, mas era visita regular no palacete onde viviam mãe e filha.

Só nos falta batizarmos o rapaz.

E que nome acham que Dona Elvira atribuiu ao neto – filho?! (...)

Pois, só podia ser Leopoldo, como o marido!

 

Das personagens principais só nos falta dar um rumo a Dona Irene. Porque não nos podemos esquecer que ela matou, ainda que involuntariamente, o auxiliar do Oficial de Justiça. Na sequência de ter asilado um foragido, agora cumulativamente acusado da explosão no paiol da pólvora seca.

São crimes muito problemáticos, para mais em tempos de guerra.

Não sabemos como aliviar-lhe a corda ao pescoço!

 

Entretanto, já que falámos de Breixo Tabuada, registamos que ele resolveu cortar o cabelo e a barba, parece outro e assim pretende passar mais despercebido. Aguarda oportunidade para revisitar a irmã.

 

Quanto a Dona Irene informamos que foi julgada e condenada.

Contudo conseguiu livrar-se da forca.

Valeram-lhe para além das suas qualidades e do facto de ter sido involuntária a sua ação, as amizades que tinha. A intervenção de Dom Andrés, de Dom Sebastian Devesa, que era amigo pessoal do Rei, de quem fora médico, enquanto residira em Madrid, do Capelão Mor, Padre Bernardo, do próprio Arcebispo de Santiago e até Dona Úrsula, que em sede de conselho do Hospital, também votou favoravelmente uma recomendação dirigida ao Rei.

Nesses pedidos dirigidos diretamente a El-Rei, valorizavam o papel imprescindível da viúva, da importância do seu negócio para a Cidade e para o Hospital, de como ela salvara o abastecimento do Hospital, com base nos seus conhecimentos e que a morte duma mulher assim de valor, seria um prejuízo irreparável para todos.

E nestas coisas, já se sabe, também se prometia. E, caso Dona Irene não fosse condenada à morte, comprometia-se a pagar uma tença anual diretamente ao Rei e outra ao Hospital Real, abdicando de parte dos seus benefícios, continuando a operar no seu negócio tão necessário.

E ela seria julgada sim, não seria condenada à forca, estaria presa algum tempo e liberta começou nos pagamentos adiantados conforme prometidos.

E, deste modo, concluímos satisfatoriamente alguns finais para a Série neste 16º Episódio fictício.

 

Se quiser ter a amabilidade e caso ainda não tenha lido ou pretenda perceber melhor o desenlace final  da Série, pode também consultar, Se Faz Favor! 

15º Episódio - Parte I

15º Episódio - Parte II

15º Episódio - Parte III

15º Episódio - Parte IV

Hospital Real - Síntese

Ilustrei o post com uma imagem de uma gravura de Goya, da série "Los Caprichos"", de 1797, portanto muito próxima da época histórica em que a série se desenrolaria neste 16º Episódio: 1793/94.

“HOSPITAL REAL” (Reposição)

Algumas breves consideraçõs sobre os últimos Episódios

 

Pontos Prévios:

Por razões diversas, estive vários dias sem poder aceder à net. Tenho hoje essa possibilidade. Apesar de atrasados, não quero deixar de publicar alguns breves comentários que fui fazendo aos episódios da semana passada. Remeto, novamente e também, para os links sobre o que escrevi durante a 1ª apresentação da série.

E ainda penso publicar sobre o 16º Episódio!!!

Agora pretendo apenas explanar algumas ideais parcelares sobre cada um dos episódios.

 

Torre da Catedral In. Andarilho de Andanhos.gif

 

11º Episódio

2ª Feira 08/02/2016

Títulos e mais Títulos!

 

Sobre este décimo primeiro episódio...

Como intitulá-lo?!

 

Variados títulos poderia usar, em função dos diálogos estabelecidos entre as personagens, que a maioria da narrativa desenvolve-se nessa metodologia.

 

Para mim foi um prazer. Mas os prazeres não são de graça!”, palavras de Mendonza para Dona Elvira e que dão o mote para o próximo episódio.

 

Um salário para as Enfermeiras!” Que define bem a ação de Dona Irene, e o seu papel no Hospital e na Sociedade.

 

Ou então, só para terminar: “A Ronda da Noite!”, que traduz o rondar dos vários personagens, pelas noites do Hospital. O boticário à procura de Rosália; Daniel a fumar nos corredores; Bernardo dando entrada na prisão; Clara, vigilante, na cama, lendo, aparentemente indiferente, mas aguardando ansiosa a decisão do marido, Daniel, que, finalmente, concretizou a sua função de homem. Duarte, entrando sorrateiramente no quarto de Olalla, por momentos sugestionando-nos que iria dar azo à sua veia assassina, mas não! Apenas lhe cortou uma madeixa do cabelo, que guardou junto ao coração.

 

(...)   (...)

 

“...As mãos são o seu bem mais precioso.” Palavras e conselhos sábios de Doutor Devesa para o novel e exaltado Doutor Daniel.

 

 

 12º Episódio

3ª Feira, de Carnaval - 09/02/16

 

A urdidura das serpentes: Alcaide Mendonza, Dona Elvira e Dona Úrsula

(As suas pérfidas estratégias para conquistaram o Poder e darem xeque-mate a Dom Andrés, Rei Branco.)

Ou

Será que a sonsa da filha do Administrador, Clara, vai deixar-se apanhar nos laços do passarinheiro?!

 

Sugiro que faça favor de ler o resumo que escrevi na 1ª transmissão da série, em Setembro 2015.

 

E, como sempre, não abordei todos os assuntos tratados no episódio, nem irei abordar neste pequeno apontamento que inicio.

 

A urgente necessidade de abastecimento de víveres pelo Hospital. Devido à Guerra do Rossilhão e a outras guerras a ocorrerem no Império Otomano, não chegavam cereais russos, à Galiza, que isso Dona Irene explicou a Dom Andrés. E lhe sugeriu que se socorresse dos serviços do Alcaide Mendonza... O que aquele, contrariado e muito relutantemente acabou por ver-se obrigado a fazer.

Relativamente ao Alcaide e a sua fome de Poder, ressaltar o seu ressabiamento por não ser um verdadeiro nobre, dado que era apenas um filho bastardo do Conde de Altamira.

 

As peripécias da operação de Dona Úrsula..., que tanto precisava de ser operada, como se escusava a fazê-lo, por medo de ser recambiada para outra morada... A sua recusa em ser examinada na frente dos alunos de Doutor Devesa. “Não sou fenómeno de feira!”

 

Todos temos dias em que acabamos perdidos nas trevas!”, mais um conselho/sugestão/desabafo de Doutor Devesa para Doutor Daniel, quando este se questionava enquanto homem e médico.

 

A despedida / não despedida, de Olalla e Ulloa, quando este abalou novamente para a Guerra. Cruzaram, uma última vez (?), os seus destinos no corredor do claustro do Hospital, cada um seguindo o seu Caminho. Bem explorado o assunto, ainda havia aqui romance...

 

(...)

 

 13º Episódio

“4ª Feira de Cinzas” - 10/02/16

 

Hospital Real: Centro de pesquisas científicas, na busca de cura para uma doença de origem misteriosa e simultaneamente laboratório de perfumistas. Ou como as ideias de uma mulher podem alterar o rumo da cabeça dos homens.

Enquanto se contrói uma “Teoria Miasmática”, o Hospital transforma-se numa “Corbeille des Fleurs”.

A intrepidez de Dona Elvira no antro da Inquisição: supostamente o local mais seguro de Compostela. O roubo do original do testamento do padre Damião.

Ou como Clara, de sua livre vontade, se foi lançar nas garras do passarinheiro! A espiar pecados alheios! Agora que Daniel lhe ia oferecer água de rosas.

 

 14º Episódio

5ª Feira - 11/02/16

 

Os Ideais da Revolução Francesa chegaram a Santiago, na boca do irmão da mocinha Olalla. Breixo Tabuada sonha pôr em prática: Liberdade, Igualdade, Fraternidade e causa rebuliço em Santiago e no Hospital.

 

Paralelamente, o Inquisidor, Somoza, lembra a Padre Bernardo que “são soldados de Cristo!” Só que o Capelão não puxa para o mesmo lado e a invocação do “Exército de Cristo”, já deu para muitas contendas... e mortandades.

 

As experiências científicas no Hospital prosseguem. Resta provar que uma mera casualidade pode ser uma causalidade. Ou a Vida está sempre nas mãos da Sorte! A experiência perfumista foi um êxito.

 

Clara continua na sua senda de dar um neto à sogra. E de sonsa passou a cínica!

 

Duarte mexe os cordelinhos da narrativa criando ainda mais intrigas e trocadilhos e não fora o Administrador ter fechado as portas do Hospital, a estas horas já Rosália calcorrearia caminhos de outra freguesia.

 

Dona Úrsula anuncia a morte do auxiliar do Oficial de Justiça e com isso conta que o Alcaide aperte a corda ao novel casal: Andrés e Irene, que, antes que seja tarde e não tenham mais oportunidades, se beijam apaixonadamente!

 

Enquanto isso, Alicia chora pelos cantos as mortes das criancinhas inocentes.

 

15º Episódio

6ª Feira - 12/02/16

 

E ocorreu o último episódio da série! Dom Andrés, angustiado e transtornado, correu todo o Hospital, observando o estado lastimoso a que este chegou na sequência da catástrofe ocorrida no paiol da pólvora seca. E gritou! Gritou com quantas forças tinha, um grito de impotência e desespero, que se ouviu por todo o Hospital e, para além dos muros deste, ecoou por Santiago, Cidade Santa Compostelana

E, como se estivera no Gólgota, poderia ter proferido: ”Meu Deus, Meu Deus! Porque me abandonaste?!”

E deste modo tão dramático terminou a Série!

 

Nota Final: A foto é original, cortesia de "Tâmara Júnior", in "Andarilho deAndanhos"

 

 Consulte, S.F.F.

 

 

 

Doença estranha no Hospital Real!

Grassa estranha doença no Hospital...

Também Goya, contemporâneo do tempo histórico da Série, contraiu uma grave doença em 1792, na sequência da qual ficaria surdo.

Não terá ido a Santiago?!

Se tivera ido talvez tivesse sido tratado por Doutor Devesa ou Doutor Daniel.

Talvez até tivesse tido os cuidados das enfermeiras Rosália e Olalla!

Goya doente in. medicineisart.blogsopt.pt

Se...

Tiver amabilidade e quiser fazer o favor, pode consultar:

14º Episódio

15º Episódio - Parte I

15º Episódio - Parte II

"Hospital Real"! Ainda?!

"HOSPITAL REAL"

Um Série Galega de grande gabarito, transmitida na RTP2

 

Bem, volto a organizar um post sobre esta série que passou na RTP2, em Setembro.

Ontem, recebi dois "comentários" sobre esta Série e sobre a forma "desarticulada", digo eu, como terminou. De visualizador "Desconhecido", mas que agradeço a amabilidade de recordar a série e ter enviado link no facebook, para acedermos a comentários feitos na Galiza sobre o finalizar da série, em que figuram também opiniões das "nossas conhecidas" "Dona Irene" - Maria Vásquez e "Irmã Úrsula" - Susana Dans.

Foi a partir desse link que obtive o conjunto de fotos em anexo, com imagens de vários dos artistas em cenas finais.

Artistas de "Hospital Real". In facebook.

 Pena que a Série tenha terminado. Assim, daquele modo tão inconclusivo, se não pretendem dar continuidade a nova temporada!

Porque, mesmo decorrendo a ação em 1793, ainda havia muito a desenvolver a curto prazo, com aquelas  e aqueles personagens.

Imagine-se prolongar no tempo a narrativa... Só por mais alguns anos.

Tempos tão ricos de História nos anos subsequentes.

Depois desta Série, a RTP2 tem transmitido outras, mas nenhuma terá alcançado as audiências que esta obteve. Digo eu, em função do que observo nas visualizações do blogue.

Mais uma vez, obrigado aos visitantes do blogue e visualizadores dos posts.

E obrigado a "visualizador desconhecido" pelas informações que nos transmite!

 

 

Mad Men – Homens Loucos?!

Mad Men – Os Homens de Madison (Avenue)

Série Americana na RTP 2

 7ª Temporada

 

Volto à escrita no blogue, após uma semana de ausência.

 

E voltamos ao local do crime ou ao lugar em que fomos felizes, isto é, retornamos à temática das séries.

 

mad men en. wikipedia.org..jpg

 

A RTP2 também retornou à série já apresentada em temporadas anteriores. “Mad Men”, agora na sétima, anunciada e prevista como última temporada. 7ª Temporada iniciada na pretérita 2ª feira, dia 19, no horário habitual, após as 22 horas.

 

Depois de, durante cerca de um ano, ter vindo a exibir projetos europeus, de televisões e países pouco divulgados, a RTP2 volta ao filão inesgotável das séries americanas, tanto qualitativa como quantitativamente. Neste caso compreende-se perfeitamente, concluir as temporadas desta aclamada e premiada série americana sobre o mundo da publicidade, atividade económica emergente nos anos sessenta do século XX.

 

Vi algumas das temporadas anteriores, mas agora esta recente não tenho tido sempre oportunidade de ver e também não me tem motivado excecionalmente!

 

Esperemos que a televisão pública não esqueça as séries da Europa, especialmente as continentais, porque das britânicas, sempre fomos vendo várias, mercê desse domínio do áudio visual exercido pela cultura de matriz anglo-saxónica, em crescendo desde os anos sessenta, tempo em que precisamente decorre a ação do seriado referido.

 

Das apresentadas, as espanholas deixaram-nos de água na boca, fosse “El Princípe” e muito especialmente "Hospital Real”. Tivesse a “Television de Galícia” as condições das TVs americanas e como as temáticas de “Hospital Real” poderiam ser desenvolvidas, prolongando o tempo da narrativa para além de 1793. Foram tempos tão ricos e tão trágicos os que se seguiram em Espanha, bem como em Portugal e por toda a Europa…

E “El Princípe” situado no momento atual, com todas as problemáticas abordadas. E ficou tudo em aberto para outras temporadas…

 

E as séries francesas e a nossa querida capitã Laure Berthaud, de “Les Engrenages”, intitulada em português como “Crime e Castigo”! E de que ficou também tudo por concluir.

 

As condições europeias são muito diferentes das americanas, antes de tudo o mais, o mercado potencial de venda dos conteúdos. Para qualquer investimento, na ordem dos muitos milhões, é suposto prever-se um retorno financeiro com as vendas efetuadas. Que para estas séries referidas, em princípio existirá, porque conquistaram muitos mercados internacionais, mas têm sempre muito mais dificuldade, porque as multinacionais americanas têm toda uma rede estruturada com mais de meio século, envolvendo todos os setores e serviços a montante e jusante no escoamento do que produzem. Muitos produtos de muita qualidade, mas também muita coisa sem valor. E têm, à partida, todo o mercado mundial à disposição. Para isso contribuíram os “Madison Men”.

 

E voltamos a “Mad Men”, que aborda precisamente o mundo dos homens que em Madison Avenue, Nova York, se empenhavam e iniciavam na venda desse “sonho americano”, “american dream”, primeiramente nos Estados Unidos da América. E alicerçavam as bases para a exportação para o Mundo global.

 

Perante esta série, desde o início me intrigou o título.

Men, sabia o significado, Homens. Mas Mad?! Claro, fui aos dicionários, em suporte de papel. E mad, o que significa?! Qual o significado que encontrei? Pois, precisamente, louco, doido.

Mas então o título seria “Homens Loucos”?! Não fazia muito sentido, embora não pudesse ser totalmente desprovido de racionalidade.

 

Bem, mas agora temos a net e num site que cito (1) encontrei uma significação, mais ajustada à realidade.

Mad representa a abreviatura de Madison, de “Madison Avenue”, a Avenida onde a firma de publicidade “Sterling Cooper” estava sediada na cidade nova-iorquina.

E assim já fazia mais lógica: Mad MenOs Homens de Madison (Avenue).

 

E aí se poderia eventualmente basear, assentar, uma das funções didáticas e educativas do serviço público de televisão.

Neste caso, manter o título original da série, que é por demais elucidativo, sintético, global e globalizante, mas acrescentar um subtítulo em português. E até remeteriam, por analogia, para outro filme conhecido… Como fizeram na titulação de outras séries, nomeadamente nalgumas europeias.

 

E assim não teria andado tanto tempo às voltas sobre o significado do título.

 

Também me poderão questionar. Mas porque não foi logo à net?!

Bem, porque eu sou de outro tempo…

Em que se aprendia a escrever numa ardósia e se escrevia com caneta de aparo a molhar no tinteiro… e a fazer borrão!

A tecnologia atual e os meios agora disponíveis não surgiram ainda há muito tempo, bem pelo contrário, são recentíssimas, mas já tudo parece que aconteceu há uma enorme eternidade. Tal o salto evolutivo que testemunham.

Mas eu ainda não me habituei totalmente a estas modernidades!

 

E, por agora, ficamos por aqui!

 

 

(1) In: http://www.sabado.pt/cultura_gps.html

“CÓDICE” Television de Galicia Episódio II

“CÓDICE”

Episódio II

RTP2

5ª Feira 8/10/2015

 

Final de uma História Real!

 

Neste 2º episódio há que constatar que, nas informações sobre a mini série já corrigiram o nome errado "O Roubo do Cálice”, atribuindo-lhe o nome verdadeiro: “CÓDICE”.

 

Quanto ao conteúdo da série, como já referi, ela aborda uma situação verdadeira, a do roubo do “Códice Calistinus”, em 2011, tendo sido recuperado só passado um ano.

 

A ação decorre em Santiago de Compostela e situa-se maioritariamente nos espaços da Catedral; nos gabinetes da Polícia de investigação, não sei se é designada Judiciária; na sede do jornal, no café, casas particulares dos envolvidos; casa de Manolo, o eletricista, desempenhado pelo “nosso Alcaide Mendonza” e nalguns espaços de ar livre, ruas e jardins da cidade.

O tempo cronológico situa-se, inicialmente, nos finais de setenta do século XX e já no século XXI, 2006 e 2011, pelo menos lembro-me destas datas.

 

codice in www.formulatv.com.jpg

 

Os contextos e a narrativa centram-se na investigação, inicialmente do desaparecimento do Codex, mas logo se aperceberam que fora roubo. Equacionadas hipóteses de possíveis ladrões, face às pessoas que poderiam ter acesso ao Arquivo onde se guardava o Códice, e que eram muito poucas.

O organista da Catedral foi uma delas, mas após inquéritos preliminares foi descartado.

O próprio deão, diácono, Dom José Maria, “o nosso Drº Devesa”, estudioso e guardião do livro manuscrito, foi outra das pessoas inicial e possivelmente suspeitas, mas logo foi também descartado pelos investigadores. Embora ele seja uma das peças chave em todo o processo, mas não como criminoso!

 

Dom José Maria, deão, diácono da Catedral, esteve sujeito a chantagem e extorsão de um Fernando Miranda, que inicialmente os jornalistas e os investigadores supunham pudesse ser o recetador do Livro. E que foi o motivo da cena rocambolesca, despoletada pelo “nosso boticário, Cristobal”, agora investigador policial, no seu afã de apanhar o suposto recetador do livro manuscrito roubado, ocorrida no final do 1º episódio.

 

Este Fernando Miranda, não cheguei a perceber muito bem qual a sua função social, mas na narrativa figurava como extorsionista, chantagista. E foi nesse enquadramento que acabou por ser preso em flagrante, neste 2º episódio, quando se reunia com o Deão, num café, após tê-lo chantageado, exigindo vinte e cinco mil euros pelo seu silêncio. Cena que os jornalistas também documentavam fotograficamente, contrariamente às ordens do Juiz e às ameaças do próprio Fernandito.

Neste 2º episódio, o papel dos jornalistas resumiu-se fundamentalmente à ação do famigerado “Inquisidor, Somoza”, que era jornalista fotógrafo, free lancer, e da jornalista loura, de cabelos compridos, cujo nome não fixei na narrativa e por isso assim a designo na narração.

Se futuramente a RTP2 continuar a transmitir séries galegas, que acho que valem bem a pena, irei fixar os nomes verdadeiros dos atores, pois revelam-nos excelentes desempenhos e merecem que os nomeie. Desta vez passa, pois nem chega a ser propriamente uma série.

 

Depois da trapalhada de “Cristobal” a investigação regressou à estaca zero.

A equipa ficou um pouco desorientada, mas a argúcia e serenidade da inspetora, a nossa conhecida “Dona Irene”, cujo nome de personagem não consegui reter, foi direcionando a investigação e os investigadores para os locais e pessoa certa: a Catedral, atenção aos pormenores que foram escapando na 1ª investigação, nomeadamente visualizando, de novo, todas as fitas de anos atrás; vistoriando novamente nos locais certos do templo. E foram sendo descobertos elementos aparentemente acessórios, provas documentais não valorizadas na 1ª investigação, mas que acabaram por tornar-se primordiais. Um resto de fita mal gravada em que o eletricista aparecia de costas, no arquivo. Uma caixa de chás, em que encontraram uma chave do arquivo, escondida num fundo falso e na etiqueta a letra manuscrita era também de Manolo.

E estes elementos foram conduzindo a investigação para o “nosso ex – Alcaide Mendonza”, cuja personagem se chamava, Manuel Carvalheiro, conhecido por Manolo.

A inquirição com a inspetora, “rei preto e rainha branca” frente a frente, foi um portento de jogo de xadrez tático estratégico entre dois adversários inteligentes, que às perguntas sábias da investigadora, Manolo respondia sempre capciosa e evasiva, mas certeiramente. Respostas que sendo respostas, acabavam por ser não respostas. O “rei”fugia como uma enguia entre as mãos da “rainha”. “Muchas gracias, senhor Carvalheiro!”, se despediu a dama, do rei!

Que uma das características mais valorizadoras destas séries galegas são os diálogos entre as personagens.

 

manolo in www.audiovisual.com.betafilm.jpg

 

A investigação prosseguiu em diferentes contextos e enquadramentos, mas já com uma certeza confirmada de que o autor do roubo fora o ex eletricista da Catedral, Manolo, que passara a vida a roubar, não só no Templo, mas inclusive até de contas bancárias de um suposto amigo(?). E que muito recentemente comprara dois apartamentos, a pronto pagamento, nas Rias Galegas.

Envolvendo também outros personagens, em que o Deão era uma peça chave, porque durante as dezenas de anos em que Manolo trabalhara na Catedral, tivera oportunidade de ir conhecendo o seu mau caráter, apesar de o ir protegendo, por que acreditava na sua redenção. Até que em 2006, tantas foram as falcatruas, desde os anos setenta do século XX, que resolveram despedi-lo, através do administrador, um leigo, Dom Pedro, que ao comunicar-lhe o despedimento nunca o olhou de frente! Tal seria o “medo” que este homem inspirava. Talvez resquícios de quando fora “Alcaide Mendonza”!

Mesmo depois de despedido, ele continuava a ir frequentemente à Catedral, a diferentes pretextos, nomeadamente enquanto fiel, mas também a massacrar o Deão para este o admitir no seu trabalho de eletricista na Catedral.

Entretanto foi preparando o golpe. E um dia, já em 2011, lhe aparecerá no próprio Arquivo onde não podia estar, nem era suposto ter chave para o fazer, continuou a insistir na sua readmissão e, com veemência, exigiu que, mesmo ali, o Deão o ouvisse em confissão, que foi uma forma de o silenciar sobre o que lhe contou, que terá sido sobre as falcatruas que fizera e o dinheiro que desviara.

E como Dom José Maria não o quisesse readmitir, ameaçou-o que ele, Manolo, perdia o seu lugar, mas o Deão também perderia o seu.

Mas o cerco foi-se apertando, como se uma caçada se realizasse, o criminoso foi sendo direcionado para o local onde poderia ser capturado, como se de animal acossado se tratasse. Que o receio era que ele pudesse destruir o “Codex”, peça de valor incalculável, no seu valor material, mas muito especialmente no plano imaterial, pelo seu valor documental, histórico, formativo e informativo, que ainda continua a ser estudado.

E que melhor local para apanhar o criminoso e presa, senão o local do crime?!

Conhecidas as suas rotinas, já cartografadas há muito, a Polícia foi apanhá-lo precisamente na Catedral de Santiago, local mítico na cultura ocidental cristã e quase berço, lar e casulo de Manolo, onde se movia como peixe na água, mas também onde estaria mais fragilizado emocionalmente.

Para esta estratégia psicológica, de o ir enredando nas teias da investigação e direcionando-o para ser capturado, muito contribuiu o papel da inspetora, a seu perspicácia, a sua intuição, o seu saber e conhecimento da alma humana.

E foi precisamente na Catedral e na missa celebrada por Dom José Maria que ele confessou à inspetora, que ao lado dele se juntara na bancada do Templo, a autoria do roubo e que não destruíra o livro, que não era um destruidor.

Na entrada da majestosa Igreja de Santiago, estavam os restantes policiais, nossos conhecidos, talvez com receio que ele fugisse.

E, à hora da comunhão ele saiu da bancada, mas dizendo a “Dona Irene”, desculpem-me voltar a este nome, mas continuamos nos mesmos espaços míticos de Compostela, dizendo à inspetora que não se ia embora.

E não foi! Foi simplesmente comungar, que Dom José Maria distribuía a comunhão e, com hesitação, dúvida, lhe deu o sacramento.

 

E a série terminaria, paralelamente com a prisão dos familiares de Manolo, que também estavam envolvidos, em maior ou menor grau, nos roubos efetuados.

E a localização do Códice resguardado e embrulhado, numa garagem, com as múltiplas tralhas que se guardam nas garagens e alguns objetos, de menor valor, que ele também trouxera do local de trabalho.

 

E, como é uma série que trata de casos reais, informaram-nos do prosseguimento da vida das pessoas, aqui representadas neste filme de dois episódios.

Os criminosos, após julgados, foram condenados, com diferentes condenações, que também a gravidade dos crimes praticados foi diversa.

Os investigadores continuaram a investigar; o Juiz, a julgar; os jornalistas terão continuado a pesquisar e informar; o diácono/deão retirou-se da Catedral e da Cidade de Compostela, que já atingira a idade de se reformar.

 

E nós também vamos terminar.

 

Só nos faltou sabermos e fora uma boa oportunidade de perguntar, se vão apresentar mais alguma temporada de “Hospital Real”, que ficou tanto por concluir.

 

E reforço o que já referi. Se voltarem a apresentar mais alguma série galega, com estes atores, vou tentar saber os respetivos nomes, ainda que possa sempre reportar-me ao “Hospital”, como referência e também com um pouco de fantasia! Que, no fundo, é sempre o que são as séries.

 

A legendagem final deveria ser mais nítida, as letras muito pequeninas eram totalmente ilegíveis. Que eu gosto de ler o que posso, enquanto ouço a música.

 

 

“CÓDICE” - Série de Television de Galicia

“CÓDICE” 

“O Roubo do Cálice”

RTP2

ou melhor

“Roubo de Identidade de Objeto Roubado”

 

Códice, foi como designaram, na Television de Galicia, à mini série, de dois episódios, que aborda o roubo do “Códice Calistinus”  ou “Codex Calistinus”, em 5 de Julho de 2011 e que viria a ser encontrado em 4 de Julho de 2012. Enquadrando todo o contexto do roubo e a posterior demanda na sua busca e achamento, desse livro manuscrito e iluminado, do século XII, pertença da Catedral de Santiago de Compostela.

 

A RTP2 volta a exibir nova série galega! Mas por demais interessante, como titulam a série em português de Portugal, muitíssimo diverso do galego, como todos sabemos?!

Pois então! “O Roubo do Cálice”!

Um espanto, estas espantosas traduções. Como diz o ditado italiano, “tradutor é traidor”. Mas aqui não é apenas traição, é quase crime, ou assassinato.

Com uma diferença tão grande de nomenclatura, o mais certo é que, na versão portuguesa, nem achem o objeto desaparecido. Porque a perder-se um livro e procurar-se um cálice, vai uma grande diferença! Mas onde é que terão ido buscar esse título?! Analogia com alguma outra série ou algum best-seller?!

 

Ontem à noite, ainda divulguei um post sobre o assunto!

 

in. caminodesantiago.lavozdegalicia.com

 

Mas vamos aos finalmentes, que os entretantos nos retardam!

 

É muito agradável rever os “nossos amigos” da saudosa série “Hospital Real”, agora a desempenharem outros papéis.

 

Antes de mais, logo o nosso bom amigo “Drº Devesa”, a nossa torre branca, que de médico- cirurgião passou ao papel de clérigo, como deão, diácono da Catedral de Santiago, a cuja guarda estava o referido Códice, que o estudava, mostrava e explicava aos visitantes e estudiosos. Era uma das poucas pessoas que tinham acesso a tal documento.

 

Na equipa policial de investigação contracenam uma série de nossos conhecidos do “Hospital”.

A equipa da Judiciária local é chefiada pelo comissário, “Dom Leopoldo Alvarez”, o cavalo negro, que de fidalgo falido e trambiqueiro, mandante de assassinatos e também assassinado, morto e ressuscitado, agora coordena a equipa de investigação em Santiago.

Coadjuvado pelo seu assassino, primeiro à sua própria ordem, antes que sendo “criatura”, se ter voltado contra o seu “criador”. De quem falamos? Pois, de “Duarte”, o moço de fretes, “pau para toda a obra” do Hospital, “serial-killer”, que de assassino, ter-se-á regenerado e, agora, desempenha funções na polícia de investigação lá do sítio.

E o outro funcionário, quem é?! Pois nem mais nem menos que “Dom Cristobal”, o boticário, agora não investigando e pesquisando sobre plantas, mas sobre ladrões de livros antigos. E que continua a fazer das suas trapalhadas.

E, esta é a base da equipa de Santiago, mas que teve a ajuda e coordenação de um elemento exterior, proveniente de Madrid, em viagem de TGV. Não sei se é TGV, mas faz de conta, se não for.

E que elemento é esse?!

Pois, a nossa boa “Dona Irene”, a rainha branca, que finalmente viu satisfeitas as suas reivindicações feministas, passados mais de duzentos anos, de as mulheres poderem ascender a profissões livres, a estudos superiores, a igualdade de direitos e até coordenar e dirigir uma equipa de homens. Valeram as palestras que promoveu e o incentivo que deu às jovens da Cidade Compostelana. E ela que estava para ser presa! Mas deve ter sido libertada ou nem chegou a ir para a prisão, que o mundo dá muitas voltas em duzentos anos! Não nos trouxe novas de “Dom Andrés”, o rei branco!

Toda esta equipa trabalha interligada, interdependente, dependente, não sei bem o tipo de elo, com  um Juiz, como é de praxe, que já sabemos de “Crime e Castigo”. Mas como o senhor em causa, neste mini seriado, não participou em “Hospital Real” não sei quem é, nem vale a pena saber, que são apenas dois escassos episódios.

 

Paralelamente à equipa jurídico policial, os jornalistas do jornal local também fazem investigação, formando outra equipa, que procura também deslindar o caso, na perspetiva comunicacional; paralela e entrecruzada com a equipa da Judiciária, criando, estreitando, desenvolvendo até, laços de colaboração mútua, entreajudando-se.

Nesta equipa trabalham vários profissionais, uma jornalista parece-me que a conheço, mas não sei bem e há um profissional, julgo que free-lancer, que era o nosso mal-amado inquisidor, Somoza.

Ele que era um todo-poderoso, a jogar como bispo negro, aqui faz papel de peão, que até foi dispensado, comido, em linguagem de xadrez, porque deu em falar as verdades, que trabalhava e não lhe pagavam. Imagine-se no tempo da sua Inquisição, teria ido logo para a masmorra. Ele a reivindicar pagamento, quando votou contra o recebimento de salário pelas nossas boazinhas enfermeiras!

Da restante equipa redatorial, nomeadamente o diretor, um mal-humorado, nenhum fazia parte dos nossos conhecidos do “Hospital”. Logo, também não importam neste contexto em que só pretendo relacionar as duas séries, pelos personagens que conheço.

 

Das personagens aparentemente conhecidas, a rapariga que trabalha no café também parece uma cara familiar, mas não tenho a certeza de a identificar!

 

E resta-nos um personagem que não mudou de caráter! Refinou e adaptou-se aos novos tempos, já que não exerce funções superiores, é um subalterno que desempenha as funções de eletricista da Catedral, desde os finais de setenta, do século XX. Identifico anos 70, pelas roupas, que não me lembro de referiram datação, quando apresentaram as cenas iniciais. Foi sempre protegido de Dom José Maria, o deão, diácono da Catedral, o nosso bom “Drº Devesa”, mas ele “pintou a macaca” na Catedral, por mais de trinta anos.

Fazendo falcatruas de todo o tamanho e feitio, desde o início. Roubando nas esmolas, muitos dos intervenientes nas respetivas recolhas, roubam. Falsificando os contratos a seu favor. Ludibriando no material das instalações que fazia. Enganando sempre que podia!

Foi sendo descoberto, mas foi-se encobrindo e desculpando, manipulando… Até que o despediram já neste milénio! Mas foi sempre ficando pela Catedral a ver se o readmitiam…

Mas quem é mau caráter, uma vez sendo, é sempre!?

E quem era este personagem no “Hospital”?!

Pois, Dom Mendonza, o Alcaide, o rei negro, que esteve quase a ser preso, não fora a temporada acabar… e que, pelos vistos, não o prenderam em “Hospital”, vêm prendê-lo no “Cálice”?! Melhor, no “Códice”!

 

Mas já me estou a adiantar no enredo!

 

E que mais a dizer?!

 

O decorrer da ação em Santiago de Compostela, na Catedral, na Biblioteca, nos corredores, sacristias, claustros, daqueles edifícios majestosos e carregados de História!

Alguns efeitos de encenação, montagens e remontagens, toques e retoques de fotoshopes, não sei!

 

Vamos ver o segundo e último episódio, embora já saibamos a autoria do roubo!

 

Também estou curioso em ver se mantêm o mesmo estúpido título em português, de Portugal!

 

 

 

 

FORTITUDE– Nova Série Europeia na RTP2

 

FORTITUDE

Episódio I - 2ª feira - 21/09/2015

 

Entrementes…

 

Rainha morta, Rainha posta, parafraseando o célebre provérbio!

Que isto das Séries é assim mesmo.

Terminada a excelente “Hospital Real”, a RTP2 aproveita o balanço e começa uma nova série europeia, esta britânica. Que eu por mim e fora eu a mandar, teria repetido o último episódio de “Hospital”. Mas a mania que tenho de fazer sugestões! Em saco roto…

Entretanto e voltando ao provérbio e à série galega, os reis e as rainhas continuarão a jogar a respetiva partida de xadrez, até próxima temporada.

 

Fortitude Elenco Foto Sky Atlantic.jpg

 

Entretantos…

 

Fortitude é o nome de uma povoação, não sei se é real se é ficção, situada numa ilha do arquipélago Svalbard, Noruega, para além do Circulo Polar Ártico, uma pequena comunidade de 800 pessoas, onde, apesar da presença evidente de autoridades policiais e protagonistas no enredo, não há crimes, pelo menos de início.

Aí trabalha uma comunidade internacional, em diferentes contextos, que na série é também representada por atores de diversos países europeus e americanos. Tal terão sido as filmagens com tantas línguas e sotaques pelo meio, nos bastidores, que as falas no filme são em inglês, “english”, de Sua Magestade!

Continuando, que vou fazer uma breve síntese do que consegui apanhar do enredo, que não vi o episódio completo. Azares…

Mas, mais adiante neste texto, remeto para sites onde poderá ficar com um conhecimento mais global, isto se for do seu agrado antecipar-se ao conhecimento e às surpresas que as séries nos podem despertar, que quando não havia internet nos deixavam a semana na expetativa, quando elas eram semanais.

 

Comunidade mineira, onde a mina existente está em risco de ser encerrada.

Dois mineiros, um deles chama-se Jason, protagonistas do enredo, sentem-se receosos com tal facto. Paralelamente a filha do outro protagonista, juntamente com outra criança, Liam, descobriram o fóssil de um mamute, animal extinto há milhares de anos.

Tentam negociar com o cientista a venda do mamute, já que precisam de dinheiro, estando a mina em risco, mas isso não é possível, pois como sabemos há leis internacionais sobre os achados.

Que as há, há, mas veja-se o que se passa no Iraque e na Síria…

 

Paisagens soberbas e belíssimas, clima inóspito, mas um estilo de vida com comodidades e conforto, próprios de um universo em que durante meses, no Inverno, não há luz natural, que o sol fugiu para outros horizontes. Quando regressa, há um clima de exaltação “glethi”, estado de espírito que todas as comunidades de Povos do Norte, conhecem!

Nós, por cá, temos as nossas belas praias cheias de sol, que nem no Inverno nos abandona!

Retornando à série, esta tem uma qualidade técnica invejável, a música excecional, bem como a fotografia e luminosidade.

 

A criança, Liam, é filha de um casal inter-racial, sendo o marido afrobritânico e responsável pelo salvamento de pessoas em perigo na ilha, “serviço de busca e resgate”.

Que é algo que está a acontecer com alguma frequência, pois os ursos polares deram em atacar as pessoas. E foram as primeiras imagens deste episódio, um urso a comer um ser humano, que um fotógrafo tentou salvar!

 

Fortitude in. el diariode un cinefilo classico.jpg

 

Henry, um velho fotógrafo de ursos no seu ambiente natural, é também um dos protagonistas, padecendo de um cancro, em fim de vida, vivendo um pouco isolado da comunidade.

A doença aqui também é tema do enredo, ligação com a série “Hospital” e também as doenças infantis.

Liam, doente, com febres altas, chamada a médica da comunidade, esta supôs primeiramente ser papeira, doença contagiosa. Inclusive questionou a mãe, Jules Suter, sobre se pensavam ainda ter mais filhos e se o pai já tivera essa doença, pergunta que a deixou admirada. Não saberia os efeitos colaterais que a papeira pode provocar…

Posteriormente já falou em pólio, poliomelite.

As crianças também serão protagonistas importantes.

 

A doença também é preocupação relativamente aos animais, nomeadamente as alterações comportamentais que se verificam nos ursos e alterações fisiológicas nas renas.

 

Outro grupo de protagonistas são os cientistas que aí estão sediados numa base de investigação. À equipa já em funcionamento chega um novo elemento, para investigar em que medida um produto que percebi ser “perfluarino”, mas de que não encontrei nada na net, em que medida poderá ser este o causador das alterações comportamentais nos animais.

 

Outra temática no enredo é a tentativa de criação de uma unidade de turismo ambiental, criar um “hotel” – refúgio no glaciar, para os amantes de turismo de natureza, em ambientes hostis e de alto risco. Projeto que precisa de ser muito bem equacionado e analisado, nomeadamente pelos cientistas.

 

Outro grupo de protagonistas são os policiais, que até ao início da série, pouco tinham para fazer, mas que após esta ter começado algo se vai transformar. Que também é para isso que as séries servem, dar trabalho aos polícias ou investigadores e entreter-nos a nós.

 

E há também a governadora da ilha e mais algumas personagens, que não sei bem, que não vi o episódio todo e não me quero socorrer dos sites que consultei.

 

Ah e para terminar! Sendo esta série atual e sobre a vida como ela é, e sem os pudores que havia nas séries clássicas, para mais de época, como a anterior, nesta são relativamente explícitos! E quando têm receio do que possa acontecer a um homem nu na sauna, ao ver uma bela mulher nua estender-se a seu lado, não podem fazer mais nada que remete-lo para outro compartimento da ação… que há que manter um certo pudor e recato, apesar de ser uma série moderna e atual.

 

E, com isto, vou realmente terminar e fazer os possíveis para visualizar o próximo episódio na totalidade.

Peço desculpa pelo discurso narrativo um pouco enviesado, mas para quem tenha dado continuidade a estas narrações, já sabe que sigo parafraseando um pouco o ditado, de que quem conta um conto ou acrescenta ou omite um ponto.

Até breve, e obrigado por me ter lido até aqui.

E pode também já ler mais para a frente!

 

 

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