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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Bloqueios de escrita... e guerra (s)!

Aquém-Tejo e Apeadeiro da Mata!

As escritas nos blogues têm andado muito bloqueadas. Dado o contexto, poderíamos dizer "blogueadas"!

Questões de natureza pessoal, outras de ordem logística e técnica.

Também temáticas...

A guerra, esta guerra absurda, atroz, atormenta-nos. Não se vislumbra um final próximo. Como, Quando,  ...conseguirão, ... Quem conseguirá... parar aquela figura inominável, aquele personagem execrável e seus sequazes, que desencadearam tal guerra e invasão de país soberano?! Que, por nenhumas razões plausíveis, lógicas, têm destruído todo um território, massacrado todo um povo inocente!? Que, permanentemente, ameaçam fazer ainda pior! Gente(?!) em que não se vislumbra um olhar, um sorriso, um sinal de Humanidade! 

Como, Quem, Quando, vai terminar essa guerra?!

E a Covid, acha que já acabou?!

Por decreto governamental?!

Votos de Saúde e de Paz!

 

Finalmente, voltou o Sol!

Fim do “Prenúncio de Inverno Nuclear”?!

Que saudades já tinha de ver o sol. Apesar da seca persistente. Que tarda e teima em não chover! Mas que podemos nós?! Não mandamos, não temos poder!

Nesta semana, houve dias que o sol nunca se viu. Parecíamos estar num “Inverno nuclear”! Desde segunda-feira, catorze de março, com especial incidência na terça e quarta-feira, quinze e dezasseis, uma concentração de persistentes poeiras, provindas do deserto do Saara, tapava completamente o céu. Não eram várias nuvens altas, era uma só nuvem, baixa, contínua, homogénea, impedindo-nos do acesso à visibilidade do azul celestial. Este adquiriu tons de castanho avermelhado, uma luz coada por esse manto de partículas contínuas, de pós, cobrindo casas, carros, territórios. O sol nunca se dignou mostrar aos olhos destes povos peninsulares. Melhor, não nos foi permitido vê-lo! Com maior incidência para o centro da Península, também no interior de Portugal o fenómeno terá sido mais marcante. Uma irritação respiratória constante, dores de garganta, expetoração, alergias…

Ontem quinta-feira, dezassete, ao aproximarmo-nos de Arraiolos, foi com alegria que observámos a luz poente, ainda coada por essa poalha castanho avermelhada, ilustrando o castelo, a escola secundária, o casario da Vila, as Ilhas.

Hoje, 6ª feira, dezoito, na Cidade de Régio, a luminosidade já nos permitiu observar o azul do céu, algumas escassas nuvens destacando-se, libertando-se da submersão desse manto de poeiras, agora já mais cinzentas, alertando-nos para a perigosidade de um “holocausto nuclear”.

Para quê provocar guerras, para quê invadir territórios de povos livres, para quê ameaçar com o botão nuclear, se, periodicamente, a Natureza faz valer as suas próprias leis naturais?!

…São os vulcões, os terramotos, os maremotos, os tsunamis, os ciclones, as cheias, as secas, os fogos naturais, as epidemias… outros tantos desastres, que periodicamente assolam a face da Terra, independentemente da vontade humana.

Para além dos desastres que a Humanidade provoca por desmazelo, inépcia, ganância!

Ainda provocar as guerras… De vez em quando, solta-se um louco do manicómio do poder e põe o mundo em polvorosa.  Prendam-no, a esse louco que quer abrir a caixa de pandora da guerra nuclear. Já basta que abrisse a da guerra!

O problema é prendê-lo!

 (Dirá o/a Caro/a Leitor/a)

Saúde e Paz!

 

 

Pedras… Pedras… Pedras… Pedras… (IV)

Intervenções Humanas!

Neste postal nº 977, apresento imagens de rochas que, de algum modo, foram sujeitas a intervenções do Homem.

A primeira tem os cinco círculos que observamos e que são por demais intrigantes.

Pedra dos 5 círculos. Foto Original. 2021.10.09.jpg

Terão sido elaborados há milhares de anos? Supostamente sim! Por que povos? Com que finalidades? Com que instrumentos? Que utilidade teriam?! Muitas mais questões poderiam ser levantadas. As respostas seriam certamente escassas.

Ainda tentarei limpar a pedra, para visualizar melhor os círculos.

A 2ª foto é de um muro de uma propriedade.

Muro tradicional. Foto Original. 2021.10.09.jpg

Observe, S. F. F., o trabalho arquitetónico: a forma e a função / funções. O conjunto e as partes. As pedras e cada pedra, no respetivo lugar.

Na 3ª, umas escadinhas, para subir à pedra maior.

Escada de pedras. Foto Original. 2021.10. 09.jpg

Hei-de pedir ao proprietário para me deixar entrar no terreno, para observar e fotografar melhor. (Espero que não tenha cães bravos.) E, subir à pedra, se conseguir.

Na 4ª foto, também intervenção humana, no aproveitamento de um espaço natural para utilização funcional. Também trabalho antigo!

Pedras estruturadas. Foto Original. 2021.10.09.jpg

E este “corte”, nas pedras seguintes, terá resultado de intervenção humana?

Pedras cortadas. Foto Original. 2021.10.09.jpg

E estas pedras, aparentemente espalhadas a esmo, terão resultado de intervenções de humanos com vista a alguma utilização?

Pedras a esmo. Foto Original. 2021.10.09.jpg

Terão constituído alguma estrutura funcional? Terão sido desativadas dessa primitiva função? ... ?...?

E, a “Pedra da Cantareira”!

Pedra da Cantareira. Foto Original. 2021.10.09.jpg

Esta tem nome, que é designada, como mencionei. Tal como a propriedade que delimita. Não me pergunte porquê, que não sei!

Se visitar, respeite a Natureza! Não deixe lixo, SFF!

****

P. S. - O "Verão dos Marmelos" parece estar a terminar. Ontem, o céu esteve sempre coberto de nuvens. Hoje, um capacete cerrado de nuvens cobre completamente a Serra. Parece que chuviscou.

Saúde. Muita! E Obrigado!

 

“Fortitude” - Série Britânica - Episódios IX e X - Parte II

“Fortitude” - Episódios IX e X

Parte II

5ª e 6ª Feira – 01 e 02/10/2015

RTP2

Frank e Jules in tumvue.com

 

A Ciência ao serviço da Humanidade… e o desespero de Mãe!

 

 

CONTINUAÇÃO…

 

Neste retomar da narração, volto a debruçar-me sobre temas específicos de dois episódios, o nono e o décimo, uma vez que já foram ambos transmitidos.

 

Investigações e descobertas científicas!

 

investigação in avclub.com

 

Centremo-nos na investigação científica dos ataques. Sobre este assunto, os cientistas, Vincent e Natalie, concluíram que os ataques perpetrados por Liam e Shirley foram idênticos, há um padrão comportamental comum entre ambos os casos.

O que nós também pudemos observar, mas nós temos o privilégio de sermos espetadores.

Contudo, a senhora governadora, Hildur, que acompanha e encoraja as investigações, acha preferível que não se relacionem esses comportamentos comuns, para não se instalar o medo!

A sua autorização para o desenrolar das investigações é sempre condição sine qua non à sua operacionalização e ela pretende que tudo seja esclarecido, por isso as apoia e incentiva.

 

A investigação que estava em curso, antes dos crimes, e que fora o motivo principal da vinda do cientista Vincent, centrava-se nas alterações comportamentais dos ursos: ursus marítimus.

Paralelamente investigavam também o número crescente de nados mortos entre as renas e fizeram a surpreendente descoberta que, nesses seres, se desenvolviam paralelamente ovário e pénis, sendo hermafroditas. Segundo a tradição local isso acontecia quando um demónio vivia no meio da manada…

Relativamente aos ursos, os estudos centravam-se num urso adulto que matara outro urso adulto e o comera.

Nesse animal, que está no topo da cadeia alimentar, descobriram cem gramas de mercúrio acumulado no fígado. Revelação surpreendente que necessitou ser logo revelada a Hildur, a governadora, que estando em conversa amena com Morton, recebeu chamada para se deslocar, desde logo, ao laboratório, aonde disso foi informada, juntamente com Morton que a acompanhou.

Este lugar é perigoso! Não é seguro viver aqui!” Alguém disse, mas não me lembro quem. Talvez Morton.

Tudo isto se passou, obviamente, antes de Morton ter ido perseguir Henry e, supostamente, ter morrido.

 

Da observação dos ursos e perante a gravidade da descoberta, foi decidido observar também o cérebro de Shirley, procedimento efetuado por Vincent e Natalie, tendo esta revelado algum constrangimento na execução desta tarefa.

Dessa observação descobriram haver PFA no cérebro de Shirley e que não era simples coincidência essa constatação. Esta descoberta reforça a tese de que o padrão alimentar dos seres vivos da ilha conduz a esta situação.

Qualquer ser humano, tal como o urso, é um predador de topo, está no vértice da cadeia alimentar. Daí a acumulação de PFA em Shirley, tal como no urso.

PFA que não sei o que significa. Se alguém souber e me puder esclarecer…

 

Este assunto não é para brincar nem ironizar, porque sabemos que a alimentação está na base de múltiplas e variadas doenças da Humanidade. E, como diz o ditado, “pela boca é que morre o peixe”, embora este provérbio possa ter vários outros significados. Também alguns historiadores atribuem a degenerescência do Império Romano à utilização de chumbo nos mais variados utensílios de uso doméstico e alimentar, que posteriormente se incorporava nos próprios alimentos, e consequentemente, através da alimentação, nos seres humanos.

Mas no caso de Shirley, empregada no mini mercado; filha de Margaret, a médica; namorada de Markus, o professor, ela era mesmo uma verdadeira consumidora/predadora de topo. Situação reforçada e alimentada pelo próprio Markus, que lhe metia na boquinha, colherzinhas de comidas altamente energéticas. Uma verdadeira patologia, que lhe ditou a morte, no local e móbil do crime: o frigorífico recheado de comida.

 

Continuando a investigação científica e verificando-se um padrão comportamental comum em ambos os assassinatos, importava equacionar e testar se em Liam também haveria essa componente PFA, encontrada em Shirley.

 

Posta a questão como hipótese, seguir-se-ia a sua verificação experimental.

Questão complicada porque a experimentação tinha que ser feita numa pessoa com vida, para mais numa criança, Liam, criança tão sofrida e que já tanto sofrera, apesar do sofrimento que também provocara.

E era necessário que os pais autorizassem que fosse extraída medula óssea, operação delicada, complicada e dolorosa!

 

Chamados os pais à presença da governadora Hildur, esta lhes explicou, como boa política que é, o enquadramento e operacionalização da situação e da vantagem que daí poderia advir para Liam, caso se provasse a existência desse químico no seu cérebro, que lhe tivesse alterado o comportamento e levado ao ato por ele executado.

O que significaria que ele não fora culpado.

Concedida a autorização, passaram os cientistas à execução da tarefa de extraírem a medula, na presença dos pais, para angústia de Frank, que se ausentou momentaneamente, incapaz de presenciar o sofrimento do filho.

 

Só que tanto trabalho e sofrimento resultou inglório, pois que em Liam não foram detetados vestígios de PFA.

 

Desânimo entre os cientistas, Natalie e Vincent, mais da parte deste, que a cientista considerou que a hipótese que haviam formulado estava eliminada, mas havia que seguir em frente. E seguiu. Fez novas observações… e descobriu algo. Um vírus?

Recordou que Liam estivera doente e fora observado por Drª Margaret, mãe de Shirley.

E, se houvesse contágio da filha para a mãe e esta por sua vez tivesse sido o agente transmissor à criança?!

Alertada mais uma vez a governadora sobre esse vírus e a sua possibilidade de transmissão, que era relativamente fácil, Hildur questionou como poderia continuar a manter a ilha aberta, e aumentar a probabilidade do vírus sair de Fortitude.

Decidiu que anunciassem quarentena de raiva, para não inquietar tanto os habitantes com esse vírus desconhecido e suscetível de causar ainda mais medo e inquietação da que já se observava em Fortitude.

Estas conversas eram sempre com Dan, o seu xerife, que lhe lembrou haver centenas de civis armados na ilha. Que todos os adultos tinham que usar um rifle, por receio de ataques dos ursos.

 

 

E já que a narração nos leva por este caminho, por ele vamos seguir.

 

Seguidamente Hildur transmitiu a Jules os resultados negativos da experiência, no próprio hall da sede do governo, por insistência da jovem, que não quis ir para o gabinete, e na presença apreensiva e desconfiada de vários habitantes, alguns de rifle a tiracolo.

 

Jules transmitiria essa informação ao marido Frank, que ao ouvi-la interioriza-a como se fosse uma sentença condenatória de si mesmo, homem incapaz de defender a sua própria família. Lembremos que ele era militar, que de algum modo fora expulso da instituição castrense, que estivera no Afeganistão, isso logo num dos episódios iniciais o professor referira, apontando com o dedo para a testa, quem lhe diria, nessa altura, que haveria de conhecer a doideira desse ex-militar! Mas Jules também o conhecia e pudera observar, in loco, o que ele fora capaz de fazer ao professor e constatava como a sua situação se degenerava.

Convenceu-o a ir comprar os ingredientes para ela fazer o jantar, que jantariam os três, com Frank à cabeceira da mesa. E ele foi, que as mulheres, quando querem, convencem sempre os maridos e estes deixam-se convencer por elas, com ou sem querer!

Mas a ideia dela era outra. Lembrando-se também, digo eu, que na parede da casa grafitaram a palavra “monstro” e do perigo que o filho correria, arrumou o que pode para levar, pediu a colaboração do filho e levou Liam com ela para o aeroporto, para fugirem daquele pesadelo.

 

Aeroporto encerrado! Protocolo de raiva!

 

Jules não desiste, que vira um avião que iria partir.

 

“Não leve Liam!” Gritou-lhe a polícia.

 

“Dispare! Força!” Gritou-lhe Jules. E Liam também soltou um dos seus gritos profundos de ser ancestral.

 

Mas Jules não fugiu, não pode fugir, nem libertar-se do pesadelo em que vivia, desde que chegara àquelas terras de fim de mundo! Nem daquele marido, homem que a tomara ainda jovem, que ela fora mãe de Liam ainda aos dezassete anos!

E ficou chorando. Liam junto dela!

 Parte I

Locais Pitorescos do Alentejo II.

Recantos Mágicos de Aldeia!

 

E voltamos a visitar locais interessantes do nosso Alentejo, que merecem ficar registados numa imagem, caso tivéssemos talento para pintar ou desenhar, em pintura, ou como agora dispomos desta possibilidade de registar digitalmente… fotografamos com essa maravilha da técnica de guardar memórias e registos que são os telemóveis. Simples mas preciosos portáteis, de que já ninguém prescinde, num qualquer bolso das calças ou casaco.

 

Assim guardamos imagens e memórias de locais que muitas vezes nos passam despercebidos, desconhecidos de muitos de nós.

 

Hoje, neste post nº 200, voltamos à nossa Aldeia.

E retornamos a um lugar, aonde estivemos imensas vezes, muitos anos atrás, e que também já divulgámos neste blogue, com uma foto bem mais antiga, noutro tempo e com outro tempo.

E, neste documento apresentamos um registo fotográfico de um lugar mágico de Aldeia, agora visto pelos olhos e através do telemóvel de um Amigo: Marco Rego. Que não sendo propriamente de Aldeia, mas tendo aqui parte da ascendência; outro ramo, o paterno do saudoso Srº Agostinho, é de outro lugar também de grande magia, a linda cidade de Ponte de Lima, no Minho, sempre verdinho! Mas que embora não sendo, já é, de afeto e coração e também porque no concelho reside, no distrito trabalha, aqui constrói a sua Família e vive o seu dia-a-dia!

 

Pois comecemos por visualizar a primeira foto, original de Marco Rego.

Foto original de Marco Rego 2015.JPG

 

Conhece?! Reconhece?

Pois, trata-se do “Moinho do Ti Luís Belo”!

Moinho, porque moía os cereais, o trigo, o milho, o centeio, mas que, de facto, seria mais correto chamar-lhe Azenha. Que isto das palavras tem muito que se lhe diga.

Moinho é um conceito muito genérico, no sentido de “engenho ou máquina de moer grãos ou triturar determinadas substâncias” ou a “casa onde esse engenho ou máquina está instalada”(1). Neste contexto genérico inclui, portanto, as azenhas. E também os designados moinhos de vento, habitual e genericamente apenas designados de Moinhos.

Moinhos de Vento e Azenhas tinham a mesma função já enunciada, moer cereais. Só que a fonte energética era diferente. Nos Moinhos de vento, era essa a fonte de energia. Nas Azenhas, a fonte motriz era a água, ambas energias limpas de poluição e ambas renováveis. Portanto e pelo que dissemos, sendo antigas são muito modernas, pois que agora, e cada vez mais no futuro, a Humanidade se voltará para as energias não poluentes, por isso mesmo e, porque sendo renováveis, não se esgotam. Contrariamente às energias fosséis.

 

E continuamos com as fotos de Marco Rego.

Esta 2ª foto mostra-nos o canal adutor, condutor da água da represa para o rodízio, que fazia mover as mós na azenha, a casa ao fundo.

Foto original de Marco Rego 2015.JPG

 

 

A 3ª foto mostra-nos parte da parede do referido canal e o parapeito superior da represa.

20150922_122112.JPG

 

A 4ª foto apresenta o paredão que possibilita a represa da água. Quando a há! Que, neste ano de extrema secura, não se observa uma gotinha de água. As fotos foram tiradas ontem, 22 de Setembro, último dia de Verão, num ano excecionalmente seco, pois praticamente não choveu nada. O que se reflete na “Praia do Ti Luís Belo”, que não tem absolutamente nada de água. Nos campos circundantes também se pode observar a sequidão das plantas, espalhadas pelas escarpas graníticas. Esperemos que o Outono, que começa hoje, traga alguma chuva!

20150922_122148.JPG

A foto, como todas as fotos aliás, acaba por ser também um registo documental, de uma ocorrência no(s) tempo(s): cronológico e meteorológico.

Cabe-nos agradecer a colaboração de Marco Rego, que não sendo propriamente fotógrafo, também acaba por sê-lo. Obrigado! Voltaremos a cooperar.

Também gostaria de incluir neste post, em que se nomeia o “Moinho do Ti Luís Belo”, um texto que li, há tempos, no “Jornal A Mensagem”, sobre o mencionado moleiro “Ti Luís Belo”, mas terei que falar com quem de direito!

 

E abordando a questão de “direito”.

Não devemos esquecer que todas as fotos originais são exatamente isso: originais. Pelo que se alguém se interessar por elas e as retirar, utilizando-as noutro contexto, deverá fazê-lo tão só e apenas com motivos construtivos e altruístas. E citando sempre a respetiva fonte, o blogue, e a correspondente autoria.

O mesmo se reporta aos Textos. Bons ou maus, melhores ou piores, até ao momento têm só uma Autoria, que a serem utilizados, deve ser sempre citada e a correspondente fonte.

E quando não são de minha autoria, procuro sempre referir as fontes:

 

Nota Final - (1) - Citações de “Dicionário da Língua Portuguesa”, Porto Editora, 2011.

 

P.S. - E ainda, porque "... a César o que é de César" e já após ter publicado o post me lembrei, que o célebre "Moinho do Ti Luís Belo", continuo assim a nomeá-lo , porque sempre o ouvi assim chamar; que o dito Moinho já não é pertença do referido moleiro, que já faleceu há dezenas de anos. Agora, segundo julgo saber, é propriedade de um Srº, familar do Amigo Casimiro, e sobrinho dos saudosos Ti Marcelino e Srª D. Maria Águeda. De que hei-de saber o nome.

 

 

RTP2 - A Queda do Reich - Episódio 2

Setenta anos da II Guerra Mundial e a Crise atual dos Refugiados!

 

Passou ontem o 2º episódio da mini série “Rendição – A Queda do Reich”. 

Supostamente este documentário será para lembrar, para não esquecer, os efeitos devastadores da II Grande Guerra!

Que a memória dos homens é curta! A dos políticos nem se fala. Aliás, a facilidade com que alguns dos nossos mudam de opinião, preocupa-nos que sofram de amnésia.

 

Pois apesar de terem passado setenta anos do final da Guerra, talvez por isso mesmo, setenta anos são setenta anos, os políticos europeus demoraram tanto tempo a estenderem a mão aos refugiados que vêm, há anos, aportando às costas europeias...

Finalmente, e com muitas resistências, parecem fazer um grande favor... Não!

É uma obrigação moral da Humanidade ajudar parte dessa Humanidade que precisa.

 

E quando digo Europa, é Europa toda. Não apenas a U.E. A Rússia é também parte do problema "a montante", deverá também fazer parte da solução " a jusante".

Evidentemente, poderão questionar-me, “mas quem quererá ir para a Rússia e arriscar-se a ser deportado para a Sibéria ou ser recambiado para o seu país de origem, em guerra? Infelizmente não deixará de ser, hipoteticamente, verdadeira esta questão…

Mas todos os Países deverão ajudar.

Se não em termos de receber pessoas, sim porque são Pessoas, seres vivos que sofrem horrores… Se não desse modo, que seja em ajuda material ou outra.

Vaticano, riquíssimo!

Arábia Saudita e Países do Golfo Arábico, também riquíssimos, gastando biliões em megalomanias… Além de serem próximos, sob aspetos geográficos e culturais. Poderá levantar-se dúvida idêntica à reportada à Rússia, claro! Tal como o Irão… Iriam estes refugiados para lá?!

Além do mais, alguns destes países são também parte do problema, a montante. Os negócios do petróleo… Das armas… As multinacionais financeiras que tudo controlam…

Os E.U.A. também, que também são parte do problema “a montante”…

Os outros Países das Américas, Américas que já foram porto de abrigo e salvação para milhões de europeus ao longo de cinco séculos, nomeadamente no contexto das duas Grandes Guerras.

E a Austrália?! País rico, fracamente povoado, porquê negar-se a receber refugiados?! Não foi esse continente povoado com presos degredados do Reino Unido? Os autóctones terão sido auscultados?! Provavelmente via facebook e através dos likes. Ou chamadas SMS, de valor acrescentado. Talvez…

A China e a Índia, excessivamente povoadas, é certo; com desníveis de riqueza abissais entre diversos estratos populacionais, também; a China com uma estrutura política ditatorial, também… mas não terão nada a dizer?!

A China com excesso de liquidez, dado ser o Grande Fornecedor de mercadorias do Mundo Ocidental, não terá um papel importantíssimo a desempenhar neste âmbito?!

E o Japão e países ricos do Extremo Oriente?!

E Israel, que também é parte do problema "a montante", não terá também uma palavra a dizer "a jusante"?!

 De que precisam os povos de Abraão?

 

E estes são alguns dos Países, que me ocorrem, de momento, que têm obrigação moral de ajudar os refugiados!

Até porque, alguns destes países também são parte do problema, “a montante”. Isto é, estão na origem do problema destes refugiados, pois que estão na base das guerras travadas nos respetivos Países de Origem.

 

E as Empresas Multinacionais que tudo controlam em rede?!

As petrolíferas, as financeiras, as produtoras de armas e todas as que de forma legal ou ilegal mandam no mundo em que vivemos, não têm um papel a desempenhar na solução, “a jusante”, dado que têm um desempenho notável “a montante” do problema?!

Têm, também essa obrigação moral!

Este é, de facto um problema a nível mundial!

Vivemos num mundo global. Procura de soluções também à escala global!

 

Mas e provavelmente, quem vão ser os principais auxiliadores vão ser “Países Pequenos” e “Pequenas Instituições”!

 

Mas é "a montante" que o problema também tem que ser resolvido. 

E, aí, também todos estes agentes têm uma palavra a dizer, um papel a desempenhar!

 

E tudo este “arrazoado de conversa”, na sequência de um documentário?!

Não! Já vinha delineando, mentalmente, a feitura de um post sobre o assunto. Esteve para ser em Agosto…

Digamos que o documentário permitiu associar os dois temas: 2ª Guerra e Refugiados Atuais!

 

No concernente ao Documentário, friso e repito.

Deveria ser transmitido em todos os canais generalistas, em horário nobre. E não apenas em Portugal, mas também e muito especificamente em toda a Europa!

Deveria fazer parte de visualização obrigatória por todos os políticos, de todos os quadrantes, pertencentes à União Europeia ou dos candidatos a cargos políticos de envergadura de qualquer país dessa Europa e desse Mundo fora!

Nunca é demais lembrar que um dos grandes objetivos dos criadores da "construção de uma Europa unida" foi evitar novas Guerras, na sequência dos horrores da Segunda.

Para não se esquecer!

Para não esquecer!

 

Porque se remete a visualização de documentos desta envergadura para horários recônditos, como se quisessem esconder, negar a Verdade, os horrores que aconteceram e que se continuam a repetir?!

 

Ver também, se faz favor! A Queda do Reich Episódio 1

A Morte ronda-me a porta

Continuo a divulgar poesia publicada em Antologias.

II Antologia Poesia Contemporânea.jpg

 

 

 

A Morte ronda-me a porta

                        Thánatos

220px-Column_temple_Artemis_Ephesos_BM_Sc1206_n3.j

 

Nascem-me raízes nos pés

O pensamento me gela

Do mastro até ao convés

Vou-me chegando até Ela.

 

Caminhando em três pernas

Vou-me arrastando a custo

Ouvindo as vozes mais ternas

Dos anjos pregando-me susto.

 

No coração corre-me a terra

De que nasci e a que pertenço.

Ao andar, subo uma serra.

 

Curvado, de espinha torta

A serra da vida venço.

Mas a Morte ronda-me a porta.

 

 

 

 

Escrito em 1983.

Publicado em II Antologia de Poesia Contemporânea, 1985.

ver também: http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/agua-mole-21360

 Imagem de "Thánatos", in wikipédia.

 

 

 

Tu, Cidade, que corres…

Introdução:

Volto a publicar Poesia.

Nos próximos "posts" irei concluindo a divulgação das poesias publicadas nas Antologias em que participei, apresentadas a 4 de Março. (ver aqui)

Março é o mês da Poesia!

 

 

 

Tu, Cidade, que corres…

 

A Cidade corre

    Corre apressada

        Na pressa de chegar

            A algum lugar.

 

Que nunca chega a lugar algum

    Apressada correndo, se corre

      Escorrendo, fluindo pelas ruas

        Líquido viscoso, sangue de vida, ou água

          Em direção ao rio…

 

Todo o rio é direção, sentido

    Seta dirigida ao mar

      Sempre eterno, sempre final, sempre meta

        Longe ou perto, sempre ao Longe.

 

Cada chegada é sempre fim

     E princípio

 De nova partida, recomeço

     Ida e vinda

Eternamente perseguida, repetida

     Repartida dia a dia

Na repetição de cada dia

     De cada noite e noite…

 

  Fluir incessante de rotina.

 

Sempre chegar, chegando

Sem chegar

Partir eterno, partindo

Sem partir

Cada homem, no Homem

Sempre homem.

 

Perseguindo, prosseguindo na senda

    No trilho dessa Humanidade

        Ideal, projeto de Existir

            Simplesmente existindo.

 

 

 

 

 

 

Escrito em 1999.

Publicado em:

- Boletim Cultural Nº55 de CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia – Out. 1999.

 - “Antologia Poética – Vol. III – Mensageiro da Poesia – Associação Cultural Poética – 2004.

 

 

 

 

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