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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Santo Antão do Tojal: Fonte Monumental!

Santo Antão do Tojal é uma localidade do concelho de Loures, distrito de Lisboa – Estremadura, Portugal.

20250816_193316.jpg

É uma povoação ancestral e com alguns soberbos monumentos, reportados fundamentalmente ao século XVIII. Alguns de fundações anteriores.

Destaca-se o Aqueduto, que enquadra e condiciona todo o espaço da terra, abastecedor da preciosa água a Fonte Monumental, bem como ao Paço dos Patriarcas de Lisboa, que aí tinham a respetiva residência de Verão. Estes edificados enquadram uma Praça, também de alguma monumentalidade. Nos informes, registados em placas, referem que, à época, meados do séc. XVIII, só era suplantada pela do Terreiro do Paço.

(Não sei! Terão considerado a do Palácio de Vila Viçosa?! Não importa.)

Na mesma Praça, a Igreja Matriz, também de enorme realce.

(E outros elementos arquitetónicos, históricos, artísticos, pelo povoado.)

20250816_193725.jpg

(Se visitar, procure percorrer os vários espaços, com mais vagar do que eu. As fotos são de 16 de Agosto, ainda de bastante calor, embora a região saloia sempre seja batida pelos ventos do Atlântico.)

Fascina-me a imponência das várias obras. Associado a elas, o nome do arquiteto italiano António Canevari. E do primeiro patriarca de Lisboa, D. Tomás de Almeida. Já mencionámos meados do séc. XVIII, como tempo fundamental das construções.

Quantas cidades, por esse mundo afora, têm uma Fonte assim tão emblemática?!

Tão marcante, cenográfica, identitária de uma época, de um modo de vida, de gente poderosa que a mandou construir. Sinal de poder e de utilidade, num tempo esquecido e hoje facilitadíssimo no acesso a todos os bens primordiais.  

Não deveria ser mais valorizada? Posta a funcionar, com água a correr?!

E todos aqueles Monumentos emblemáticos mais destacados?!

*** * ***

Que venham melhores tempos, em que estimemos este nosso querido Portugal, nomeadamente os nossos campos. Última e ciclicamente entregues aos incêndios. Que friso, não são inevitáveis e podiam e deviam ser minorados nos seus impactos.

Falta o essencial: Prevenção, prevenção e prevenção!

É uma responsabilidade de todos. Todos nós!

 

Ocaso de realce... Infelizmente!

O pôr-do-sol no Vale de Baixo: Aldeia da Mata!

Ocaso. Foto original. 04.08.23.

A Estrada... e o pôr-do-sol!

Ocaso. Foto original. 04.08.23.

(Estrada? Caminho? Azinhaga?... Da Fonte das Pulhas!)

NoVale...

Ocaso. Foto original. 04.08.23.

(Recorte de oliveira... em fundo, choupo e freixos.)

No Vale de Baixo, ainda...

Ocaso. Foto original. 04.08.23.

(Recorte de oliveira e eucalipto.)

No Vale de Baixo, enquadramento de oliveira e eucalipto...

Ocaso. Foto original. 04.08.23.

(... e recorte de choupo negro.)

Foto tirada na Azinhaga da Fonte das Pulhas / Porcozunho.

Ocaso. Foto original. 04.08.23.

(Enquadramento com a catalpa.)

Foto tirada já na Azinhaga do Poço dos Cães, a caminho do Adro da Igreja.

Ocaso. Foto original. 04.08.23.

(Enquadramento de oliveiras.)

E...última foto: a origem da Nuvem!

Ocaso. Foto original. 04.08.23.

(Foto tirada já no Adro da Igreja Matriz.)

Ocaso de realce... infelizmente!

Infelizmente??!!...

(Ontem, o pôr-do-sol ocorreu cerca das 20h. 40'.)

 

Pôr do Sol na minha Aldeia!

Pôr do sol. Foto original. 30.07.23.

(30 de Julho de 2023)

Pôr do sol. Foto original. 30.07.23.

Para ilustrar o conjunto de fotos que apresento, escrevi a quadra seguinte.

(E repito a segunda, que já divulgara anteriormente.)

Pôr do sol. Foto original. 30.07.23. 

Pôs-se Sol, nasceu a Lua!

Nas terras da minha Aldeia

Ficou p’ra sempre a Rua

Gravada na minha ideia!

 

Na Rua onde nasci

Já só mora Saudade

Que gente que conheci

Não tem tempo nem idade!

Rua Larga. Original. 03.07.23.

E última foto...

Igreja Matriz. Foto original. 30.07.23.

Aresta da vertente sudoeste, do exterior do corpo central da Igreja Matriz.

Esta imagem complementa o postal anterior em que me esqueci de apresentar esta foto, sobre esta estrutura construtiva, similar à que mostrei no referente ao palheiro do Chão da Atafona.

(Chamo a atenção para "Fotógrafo X".) 

 

Entrai pastores, entrai…

Feliz Natal!

Natal dos Pastores. Foto original. 20.12.22

“Entrai pastores, entrai

Por este portal sagrado

Vinde ver o Deus Menino

Numas palhinhas, deitado!”

Mãe e filhote. Foto Original. 20.12.22

*******

Para toda a Comunidade SAPO e muito especialmente para Si, Caro/a Leitor/a, que nos acompanha nestes postais, formulo Votos de um Santo e Feliz Natal!

*******

(Imagens sugestivas associadas à iconografia natalícia: ovelhas, faltam os pastores(!), mascimento, desvelos maternais... Faltam também os reis magos...)

 

Percurso Histórico: Flor da Rosa - Aldeia da Mata (II)

Início: Mosteiro de Flor da Rosa – Término: Anta do Tapadão

Túnel arbóreo Percurso Pedestre. Foto Original. 2022.05.18.jpg

No dia dezoito de Maio, na caminhada até à Horta do Carrasqueiro, utilizámos parte do mencionado Percurso Pedestre Histórico. Concretamente, a parte final, desde a Fonte da Bica até às Alminhas, temas que já abordámos nos blogues.

Neste excerto do percurso há uma verdadeira imersão com o espaço natural. A Natureza no seu esplendor! As hortas, espelho do trabalho humano. A Fonte, as respetivas funcionalidades e apetrechos de abastecimento.  A vegetação autóctone, a passarada em permanente chilreio, os gados. Elementos arquitetónicos remanescentes de antigos processos agrícolas: uma eira, um redondel. As vistas da Aldeia, lado Leste, sempre com os dois itens iconográficos: a torre sineira da Igreja Matriz e a araucária. Trabalhos nos lajedos de pedra granítica, para facilitar a caminhada, de quando este percurso seria uma das entradas na Aldeia, há séculos.

Mas voltando aos tempos presentes e sendo este trajeto parte de um “Percurso Pedestre” homologado oficialmente, ele necessita de ser mais bem tratado, preservado, conservado.

Isto é, precisa de ser limpo. E, à data, não estava.

Bem sei que quase ninguém liga a estas coisas. De caminhar, de andar a pé, de fazer percursos ancestrais, ademais fora dos circuitos da moda.

O pessoal gosta é de andar nas estradas, mesmo sem passeios, arriscando a própria vida, em vez de passear, caminhar por trilhos percorridos pelos nossos ascendentes, há séculos, há milénios. Carregados de História e de histórias. Que eles os calcorrearam a trabalhar!

(Que muito boa e santa gente nem isso faz. As passeatas são apenas nas esplanadas!)

Mas adiante…

 

Mas… se os caminhos estiverem, pelo menos devidamente limpos e minimamente transitáveis, tornam-se mais apetecíveis.

E é imprescindível que as entidades competentes os promovam e divulguem!

 

A foto, titulando o postal, ilustra parte do Percurso não devidamente arranjado, mas mesmo assim apelativo, formando um túnel arbóreo, de plantas autóctones.

 

Locais Pitorescos do Alentejo!

Locais pitorescos de Aldeia da Mata

 

Foto original d D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 

E porque temos estado a “postar” sobre atividades campestres, ainda que em meio urbano, vamos apresentar alguns aspetos peculiares e extremamente interessantes sobre algumas paisagens rurais de Aldeia da Mata.

 

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015. jpg

 

Esta localidade do Norte Alentejano tem alguns monumentos e paisagens que merecem ser devidamente valorizados. As pessoas conhecedoras atribuir-lhes-ão o devido valor, mas muita gente não conhecerá…

Alguns monumentos serão mais destacáveis, nomeadamente dado o seu simbolismo e antiguidade, outros mais singelos e modestos, sem deixarem de ser interessantes. Uns serão mais significativos, no contexto atual, outros tê-lo-ão sido em tempos imemoriais.

De todos, num enquadramento cultural mais vasto, espacial e temporalmente, o mais significativo, também porque de maior antiguidade, será talvez a Anta do Tapadão.

A Igreja Matriz, num enquadramento cultural diverso e mais recente e, de entre os monumentos ainda em funcionamento, face aos objetivos para que foi fundada, também se destaca.

Todos estes aspetos se relativizam face ao contexto em que se inserem, no espaço e tempo próprios. Não se pretendem comparações com outros objetos de análise, de outras aldeias, vilas ou cidades. Falamos do que temos e como temos, tão somente!

 

De entre os monumentos que temos e também dos lugares e paisagens em que nos enquadramos, alguns são deveras interessantes.

 

Foto original de D.A.P.L.. Junho 2015jpg

 

Mais ou menos modestas, sem deixarem de ter interesse e valor, destacaria, por ex., o conjunto de fontes, de que algumas cumprem cabalmente a sua função debitando água agradável e fresca, todo o ano. Mesmo nos verões mais quentes e secos. Este ano não sei… Choveu quase nada!

Destas fontes uma se destaca entre todas. Primeiramente pela sua função primordial: a água. Será, indubitavelmente, a melhor água de entre a das diversas fontes.

 

Foto original de D.A.P.l. Junho 2015.jpg

 

Também é dotada de alguma relativa monumentalidade, na sua singeleza, de obra popular. Possui um evidente enquadramento paisagístico que a valoriza, de fráguas alcantiladas, de uma ribeira que a isola da povoação, mas a que uma ponte certamente centenária lhe permite aceder. Os penhascos, a vegetação autóctone, apesar da acácia australiana que teima em persistir e a ponte, talvez romana (?), talvez, tornam-na num passeio apetecível, apesar de atualmente pouco procurada.

 

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 

Pois falo precisamente da Fonte do Salto e da Ponte do Salto.

 

Foto original de D.A.P.L Junho 2015.jpg

 

Acede-se a ela por um caminho que durante séculos terá sido via de transporte importante para pessoas, mercadorias e animais. Atualmente até de carro.

Recentemente, por incumbência da Junta de Freguesia, foi valorizada pela limpeza da arca da água que tem na parte superior e embelezada, qual noiva, pela pintura a branco e amarelo oca, cores tão características e tradicionais na região.

Merece uma visita!

Um garrafão ou garrafa para trazer e beber água fresquinha e a caminho.

Arriba! Que se faz tarde!

E, a propósito de caminhar…

A organização de uma caminhada em que se proporcionasse a conterrâneos e forasteiros um passeio pelas fontes da Aldeia seria uma boa sugestão. Não propriamente no Verão, que está muito calor e tudo muito seco, mas na Primavera em que o enquadramento paisagístico é exemplar.

Quem fala em fontes, poderá sugestionar: “Por pontes, passadeiras e fontes…”

 

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 

Bem perto da Ribeira do Salto, outro excerto da Ribeira, também agradável, é a Ribeira da Lavandeira, onde existem umas artísticas passadeiras e a que se acede por uma calçada.

Também bastante antiga. 

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg 

 Nota Final:

As fotos são todas originais de D.A.P.L.

 Junho 2015.

 

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