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“Nau dos Sonhos - Prémio Ivone Vairinho” - 2018

por Francisco Carita Mata, em 06.04.18

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA de POETAS – APP

2018

 

No decurso da Sessão Solene comemorativa do 33.º Aniversário da APP, realizada no dia 3 de Abril de 2018, ocorreu a proclamação dos trabalhos vencedores do concurso de “Poemas Ilustrados” e de “Poemas com Ilustração” -  “NAU DOS SONHOS - PRÉMIO IVONE VAIRINHO."

 

Na “Modalidade A – Poemas Ilustrados” o vencedor foi o “POEMA PSICADÉLICO”, de minha autoria.

 

Na “Modalidade B – Poemas com Ilustração”, o prémio foi entregue ex-aequo aos trabalhos “DO OUTRO LADO DOS SONHOS”, do associado CARLOS ALMEIDA, e ao trabalho “MARES”, do associado CASSIANO SANTOS CABRAL.

 

Anexo uma foto do trabalho que intitulei como “Poema Psicadélico”, para efeitos do concurso.

Este trabalho poético, integrado no conceito estético de “Poesia Visual”, é dos finais da década de oitenta, do século XX.

Faz parte de um conjunto de trabalhos que elaborei nessa época, enquadrados num contexto experimental de Poesia, integrada no âmbito da estética da corrente de escrita referida.

 

Tem na sua base um poema de 1979, que intitulei, à data em que foi escrito, como “Fuga… à Solidão!”

 

*******

 

FUGA… à SOLIDÃO!

 

Trombetas projectam raios laser

numa pintura estereofónica.

Então… um aroma poliédrico

enche o presente…

… De esferas, prismas, cubos;

Violetas, rosas, carmins;

Maresias, manhãs, névoas…

Em tudo esvoaça o Nada.

 

Numa memória espacial,

me recordo de lugares que não vivi,

Do tempo que não percorri.

 

E neste caminho me provo,

cheirando cinzento – escuro.

Escuto. E saibo a limão.

Olho-me, numa sinfonia aromática.

Sinto o colorido Rock. E percebo!

Era… ontem, ali…

 

Hoje, sinto amargos de boca,

náuseas de prazer.

 

E estou só.

Só, entre quatro paredes nuas.

E brancas.

 

Estou triste!

 

*******

 

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 Anexo também uma imagem dos três trabalhos premiados, a partir de fotografia das fotocópias afixadas em placard, na Sede da Associação.

 

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 (Original DAPL 2018.)

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Atrevo-me a terminar este post com a frase introdutória à Exposição O Prodígio da Experiência”: “…um olhar abrangente sobre a obra visual de Ana Hatherly…”, na Galeria Municipal de ArteAlmada:

 

 «A pintura é poesia muda, a poesia imagem que fala.»,

de Simónides de Keos (Séc. VI a. C.)

 

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publicado às 19:05

"Tertúlia Poética América Miranda” - Homenagem

por Francisco Carita Mata, em 04.02.18

Auditório Carlos Paredes

3 de Fevereiro de 2018 – 17h.

 

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Decorreu ontem, sábado, em Benfica, uma homenagem à distinta Poetisa, América Miranda.

Sendo igualmente sócia da Associação Portuguesa de Poetas – APP e do Círculo Nacional d’ Arte e Poesia CNAP, participámos nalgumas Antologias.

Da IX Antologia do CNAP, transcrevo o seguinte poema, também como uma minha singela Homenagem!

 

«QUEM SEREI EU?

 

Quando olho a natureza em meu redor

sinto-me mais perto de ti, meu Deus,

analiso meu coração tão sofredor

e tiro da alma os erros meus.

 

Procuro ser melhor do que os ateus

mas se peco, eu só peco por amor

pedindo perdão por esse amor aos céus

e por amor a Ti, meu Criador.

 

Já me sinto neste mundo tão perdida

rio com a boca e a alma ferida

tentando enganar o que é só meu.

 

Vivo o dia-a-dia por viver

gargalhando encubro o meu sofrer

e não sei, afinal, já quem sou eu!»

 

In. – IX ANTOLOGIA DO CÍRCULO NACIONAL D’ARTE E POESIA – 2006.

 

*******

E vou iniciar uma crónica sobre o acontecimento, avisando-o/a, caro/a Leitor/a que esta resenha é parcelar, incompleta, quiçá imprecisa nalguns aspetos, conforme poderá constatar após a leitura total e talvez a sua colaboração seja preciosa, no sentido de corrigir ou colmatar imprecisões ou faltas.

Obrigado, desde já!

 

Em tarde de jogo do “glorioso” Benfica, no seu Estádio da Luz, decorreu no Auditório Carlos Paredes, nome de insigne músico, uma Tertúlia, não menos gloriosa ou ilustre, homenageando a distinta Poetisa, América Miranda.

Um programa notável, dedicado à Poesia, ao Canto, ao Fado, à Música, no palco do auditório referido!

 

Na Abertura do evento, a gravação de um poema de autoria da homenageada, declamado pela própria.

Seguidamente, Frassino Machado iniciou a apresentação da Tertúlia, que passará a ostentar o nome da Poetisa, que figurará como presidente honorária da mesma, traçando uma breve resenha da sua intervenção cultural.

Previamente agradeceu a todos os espetadores, pela sua comparência e, antes de entregar a subsequente apresentação a Mário Valejo, agradeceu igualmente aos técnicos presentes na logística de apoio ao espetáculo.

 

Foram convidadas a testemunhar, pessoas que o quisessem fazer, tendo comparecido, em diferentes enquadramentos, diversas personalidades.

João Coelho dos Santos, que também leu um poema seu; Carlos Cardoso Luís, na qualidade de Presidente da Associação Portuguesa de Poetas; uma Senhora, que conviveu largos anos com América Miranda, de quem leu um texto e o irmão do Poeta Fernando Pinto Ribeiro, também já falecido.

 

A sequente apresentação coube a Mário Valejo, já mencionado, que, segundo julgo saber, é irmão da célebre fadista Maria Valejo.

Interessante mencionar que este cavalheiro, antes de se iniciar o espetáculo, foi interrogando alguns dos presentes sobre uma peculiar e primordial questão, procurando conhecer o respetivo parecer! Eu apenas lhe respondi que tivesse cuidado, que estava muito frio e se podia constipar!

 

E o evento iniciou-se propriamente, na sua função principal e com Fado.

Mário Rodrigues fadistou: “Quero e não quero…”, “Saudade vive em nós…” e “Tempo parado”, este, com letra de América Miranda.

 

Seguiu-se Poesia. E também Canções – Baladas e Música!

Armando David disse um poema de América e um poema humorístico, de sua autoria: “Primo Zé”.

Luís Alves disse poema seu “Entre a vida e a morte” e a celebérrima “Toada de Portalegre”.

Os “Jograis da APP” , iniciando com o Hino da APP, continuaram com: “Hoje é dia de Poesia” – Carlos Cardoso Luís, “Poeta quase louca” – Maria Melo, “Ser poeta” – São Santos, “Neste dia de Poesia” – Carlos Cardoso Luís, “O poeta” – Aline Rocha e finalizaram com poema de Maria Melo, versando a “Liberdade”.

 

Manuel Pereira e Ricardo Cardoso cantaram e tocaram: “Senhora, partem tão tristes…”, “Não há machado que corte…”, “A cidade…”.

 

Fernando Marinho disse “Meu lindo Tejo” e “Palhaço”.

Benjamim Falcão, ator, disse: “Força das palavras”, de América Miranda e “Jogos de luz e luar”, de Jaime Cortesão.

Maria José e Francisco Assis cantaram, tocaram e disseram poesia. “Barco do amor”, de América; um soneto acróstico, também dedicado à Poetisa homenageada e cantaram “Poeta não tem tempo” e “Hino do tempo novo”.

Mário Valejo disse um poema dedicado a Bocage.

Fátima Arnauth disse, também de América, “Já lá vem a alvorada” e de sua autoria, “Amor imortal”.

Maria Graça Melo disse poema dedicado a América, “Poeta e força magia” e “Modernices”.

 

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E tendo feito eu, um pequeno intervalo e quase a ausentar-me, porque já eram dezanove horas e o espetáculo já começara às dezassete e sem haver uma pausa, que será ou não necessária nestes eventos(?!)… Bem!

Ainda entrei no anfiteatro e já se iniciara outro interveniente, cujo nome não consegui apanhar, não sei se seria Fernando Silva…

Só sei que também disse poesia e também cantou: “Eu canto para ti o mês das giestas…”, de Adriano Correia de Oliveira; “A chuva”, de Jorge Fernando; (E a falta que a chuva faz!) e uma canção de Zeca Afonso.

E ausentei-me.

Ouvi que a seguir iria atuar, Luís Filipe Rodrigues

…   …   …

 

E ao sair do edifício… não é que estava mesmo a chover?! Pedido do cantor, já se vê! Pouco, poucochinho, é certo, mas que apanhou muita gente desprevenida, eu, incluído.

E até ao Metro…

E o jogo estaria ainda no começo da segunda parte e a goleada viria só mais para o final.

Gostaria de ter ouvido o eco de um golo no estádio, mas não tive essa satisfação.

Aliás, a minha saída pelas 19h., resultou do facto de não querer ir no Metro, na avalanche previsível da saída do estádio.

No Metro, junto às bilheteiras e entradas, já estavam vários polícias… Para o que desse e viesse… Mas julgo que correu tudo bem!

 

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O meu pedido de desculpas a todos os intervenientes no evento de homenagem de quem não pude apreciar a respetiva atuação. (Quem ficou a perder fui eu!)

 

E também lamento possíveis lacunas ou omissões, involuntárias, nesta crónica.

Caso queira ter a amabilidade de fazer sugestões, agradeço.

Obrigado!

(Com a devida vénia, o cartaz foi retirado da internet. In. Twitter.com/tertúliamiranda)

 

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publicado às 22:17

“Gomorra” - 3ª T. - 'Veneno que mata'

por Francisco Carita Mata, em 03.01.18

 

3ª Temporada

Séries Europeias

Série Italiana

Nápoles e Vesúvio in. pt.dreamstime.com

A RTP 2 inicia este novo ano de 2018, logo no segundo dia, com uma série que entra na sua 3ª temporada: Gomorra.

 

(No dia um, também apresentaram um excelente filme cuja ação também decorre em Nápoles: “Reality”. Também do realizador do filme “Gomorra”: Matteo Garrone.

Uma metáfora da vida real e de como um aspirante à participação no “Big Brother” italiano, “Gran Fratello”, de nome Luciano, frustrado pela sua não seleção, mas sempre convicto que iria participar mais tarde ou mais cedo, molda e adapta toda a sua vida segundo essa expectativa, a ponto de se alienar da realidade e viver em função dessa aspiração e sonho. Que, pelo que li, se baseia num facto real. Ironias do Destino em que a ficção e o mundo virtual comandam o real!)

 

Em Gomorra também realidade e ficção parecem não se distinguir.

Todo um veneno que corrói cada personagem. E é o veneno que os leva a matar mesmo os familiares mais chegados.

 

No final da 2ª temporada, Dom Pietro Savastano fora morto por Ciro de Marzio, a mando do filho daquele, Genaro Savastano, Genny, numa ação muito para além da assunção do controle do “território” do pai. O príncipe que quer o poder do rei, assumir o seu papel, um vinho envenenado bebido duma tragédia grega ou dum drama shakespeareano.

Personagens transfigurados, Ciro e Genny, aliados, vestidos de negro, barbas crescidas de luto por Dom Ciro, como corvos buscando carniça, irão dividir entre si o território dos negócios associados às drogas?

Ciro “agarrado” a Nápoles?

Genny, de visão mais alargada, prepara-se para se lançar em mais aventuras além de Roma.

Outros mais poderosos, que não sujarão tanto as mãos na carniça, Dom Anillo, acompanhado dos netos e Dom Eduardo Arenella, negoceiam com Genaro a divisão territorial.

Lembram a emergência do controle da zona norte de Nápoles, agora desguarnecida da autoridade de Dom Pietro e do seu clã: um exército dedicado ao crime, subitamente sem chefe.

Comentam os bairros mais rentáveis…

Todo um clã sediado num território que “governa” a seu bel-prazer, segundo leis e regras próprias, como se fossem os antigos príncipes dos reinos italianos.

 

Das autoridades estaduais, do Estado Italiano, nem vislumbre de ação!

 

Ambiente de ação da narrativa: os bairros degradados ou as modernas construções sem qualidade onde moram os cidadãos, todos vivendo à volta do mundo dos negócios ilícitos, consumidos no vício das várias drogas, que querem espalhar e alargar a outros horizontes.

De parte da população, pelo menos na série, não se percebe um qualquer contestar da situação. Pelo contrário, ainda agradecem quando os “Dons …” arranjam “trabalho” para os maridos ou filhos.

Aceitam como natural um modo de vida em que sempre se terão encontrado.

 

Os chefões da droga, pelo menos os que vivem em Nápoles fazem questão de viver nesses mesmos bairros, aonde também estão mais protegidos, como no seu feudo; em casas exteriormente tão ou mais degradadas que as dos seus soldados, clientes e apaniguados, mas interiormente extremamente luxuosas. De um luxo mais ou menos sofisticado ou cabotino, conforme a sua ascendência social e cultural.

 

Genaro faz questão de viver em Roma, também em luxuosa moradia, mas moderna, sofisticada e bem situada na capital. De onde controla os seus negócios, que pretende expandir e alargar, a partir do porto de Nápoles.

Agora, pai de um recém-nascido, aliás supremamente extremoso, marido exemplar, preocupado com a família e apaixonado, dialoga com a esposa sobre as suas ações, o ser mandante da morte do próprio pai. A mulher aceita com calma naturalidade a situação.

(A prisão do seu próprio pai, por denúncia de Genaro, o marido, já víramos que por ela também fora facilmente incorporada no seu modo de vida habitual. Como se fosse a coisa mais natural deste mundo.)

E responde-lhe a moça, que ainda não lhe fixei o nome: “Agora somos só nós, Genaro. É isso que importa!!”

 

E o que importa também realçar é que o seriado, pelos vistos, tem tido sucesso, que os produtores se arriscaram numa nova temporada. Estes enredos sobre crimes são quase sempre bastante apelativos!

 

Ainda e para terminar os comentários sobre o conteúdo genérico da trama, frisar a típica religiosidade dos personagens.

Uma prática supersticiosa, cheia de fausto e aparato, em que se destacam os funerais e as procissões. Estas são oportunidades para ver e ser-se visto, encenações de expiação pública dos pecados assumidos, de maceração dos corpos, mas também ocasião para ajustes de contas, trágicos e aterradores. Estes são lições, exemplos e mensagens, para a comunidade!

Sempre presente o Culto da Morte, oportunidade para exacerbar esse modo de cultivar a religião!

 

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Imagem - in. pt.dreamstime.com

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publicado às 18:11

Cenas Raras, Raríssimas!

por Francisco Carita Mata, em 17.12.17

Umas Gambas! Uns Vestidos!

 

Não acredito nisto

Que quase caia um ministro

por causa de umas gambas

Que isto não é: Caramba! Isto são: Carambas!

Como se umas gambas e uns vestidos

Roubassem pão a desvalidos!

Ou acabassem no Corte Inglês

Todas as roupas e trapos.

Sem esquecer o Chinês

Cheio de calças aos farrapos.

 

Não, não há gratidão neste país!

Que uma excelente senhora,

Por um triz quase doutora,

Tu cá tu lá com a realeza,

Não sendo baroa ou baronesa,

Não se veste como pindérica

Nem se arma em histérica

Perante tostões e trocados.

 

Trocando isto por miúdos

Pra pequenos e graúdos:

É preciso paciência,

Sabedoria, ciência

Pra que filhos e maridos

Tenham tachos bem nutridos.

 

Que até reis tinham validos!

 

E por causa de umas gambas

Lembraram uns quantos galambas

Que achassem o tesoureiro

Cheirando o rasto ao dinheiro.

 

Será que o dinheiro se achou?!

Não Sei! Isto mal começou…

 

Não sei. E o que nos vale…

 

Tão só, e tão simplesmente

É que isto é cena rara

Mais que rara, é raríssima

Mas que nos sai cara, caríssima!

Isso é que é realmente.

 

E pra quê tanto alarido

Por uma gamba, um vestido

Ou um tacho pro marido?!

 

Gambas. in. http://news.certifee.com.br. jpg

 

O que importa e isto agora mesmo a sério…

É que para além deste despautério

Não se feche a porta a quem precisar

Que hajam Casas, Instituições

Gente séria e bons corações

À frente, a comandar!

 

Sem nunca esquecer que “A Deus o que é de Deus, a César o que é de César”!

E que “À mulher deste, César, não basta ser séria, também há que parecê-lo”!

 

(imagem, in: http://news.certifee.com.br.)

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/cronica-de-outubro-2017-152374

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publicado às 15:42

"Momentos de Poesia: Dar Voz aos Poetas"

por Francisco Carita Mata, em 08.12.17

"MOMENTOS DE POESIA"

PORTALEGRE

Dezembro de 2017

Há mais de dez anos a, regularmente, "Dar Voz Aos Poetas"

 

"Momentos de Poesia" - Cartaz Dez. 2017 Jpg.

É com grata satisfação que anuncio a realização do próximo evento poético de "MOMENTOS DE POESIA"!

Formulo votos de um bonito Sarau de Poesia, de Teatro, de convívio, conforme é apanágio da organização.

Pena tenho de não poder estar presente. Algum dia acontecerá essa possibilidade.

Aproveito para formular Votos de Bom Natal a todos os intervenientes, participantes na "Tertúlia!

 

(Cartaz de Autoria de Organização do Evento.)

 

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publicado às 15:34

Uma Equipa de Jovens… Com alguma Idade!

por Francisco Carita Mata, em 01.11.17

Associação Portuguesa de Poetas

 

Momentos Original Helena Cruz APP Out. 2017. jpg

 

Dinamismo. Trabalho. Competência.

Juventude!

 

Retorno à Poesia!

Também para falar da Associação Portuguesa de Poetas. E para continuar na divulgação dessa nobre Arte, a Poesia!.

 

A APP é uma Associação, com uma enorme vitalidade.

De certo modo, só faz sentido que assim seja, dado que está nos seus trinta e dois anos, mas esse facto também se deve ao dinamismo dos Associados e, obviamente, da respetiva Direção. Ao seu trabalho e competência.

 

Consultando as atividades mensais desenvolvidas e as previstas de realizar, verificamos uma grande azáfama, tanto da Associação, como dos Associados:

- Lançamentos de antologias coletivas, de livros individuais, de boletins culturais; organização de tertúlias variadas, eventos diversos de caráter cultural, por todo o Portugal e também no Brasil, centrados ou com a participação de sócios; prémios de poesia; reconhecimento do mérito e do trabalho de poetas e poetisas associados da APP, em ambos os Países irmãos, por diversas, diferentes e prestigiadas Instituições; programas de rádio, workshops poéticos, palestras, peças de teatro, blogues… artes plásticas, música, canto. Eu sei lá!

 

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Vou falar apenas e um pouco de três eventos a que assisti e/ou participei, no finado mês de Outubro.

 

A vinte e nove, (29/10), a habitual Tertúlia da APP, de final do mês, na sede da Associação: Rua Américo de Jesus Fernandes, nº 16 - A, aos Olivais, Lisboa.

 

Helena Cruz APP 2017.jpg

 

Integrada e inaugurada nesse contexto, uma bela Exposição de Pintura, “Momentos”, da associada, pintora Helena Cruz.

São de sua autoria, os quadros, que tomei a liberdade de enquadrar como ilustradores deste post.

Obrigado!

 

Também nesse enquadramento, foi apresentada a XXI Antologia, “A Nossa Antologia”, com 89 Autores. (Quase a bater o record da “V Antologia de Poesia Contemporânea”, organizada por Luís Filipe Soares, sócio nº 1 da APP, em 1988! Com 97 autores.)

 

XXI Antologia APP capa. Original Teresa Maia. jpg

 

Com uma sugestiva capa, ilustrada a partir de “Camões”, desenho a tinta-da-china, de Teresa Maia. (Composição e arranjo gráfico de João Luís.) Editor: Euedito.

 

No decurso da Tertúlia, todos os Poetas e Poetisas presentes, a maioria participantes da Antologia, tiveram oportunidade de ler/dizer/recitar/declamar um dos seus poemas. Alguns até nos demonstraram o seu estro de cantantes!

Obrigado a todos. Belos momentos vivenciados!

Também li um dos meus poemas publicados: «Empresta-me um Sonho».

 

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No dia quinze, (15/10), reiniciou a APP a já tradicional “Tertúlia do VÁ VÁ”.

Evento já com história, dado que proveniente de anteriores Direções da Associação. Interrompido algum tempo, devido às obras no café – restaurante.

 

Oportunidade para a apresentação do livro de poemas de Alcina Viegas, “Versos Do Meu Sul”, Edições OZ, 2017.

A imagem de capa reproduz um óleo s/ tela, também da Autora. (A capa e paginação são de Paulo Reis e a revisão de Paula Oz.)

 

Deste livro, tomei a liberdade de transcrever o poema “Além do Tejo”, pag. 22.

 

«Para além do Tejo,

os campos que vejo

são de sol dourado…

Os verdes trigais

e o chão semeado

são pão amassado

com dores e com ais.

E os verdes fatais,

cor dos olivais

são belos poemas,

às moças morenas.

Tem de Florbela

a dor e a candura

são amores em chama,

de uma alma pura,

alma alentejana.»

 

(Já conhecia a poesia desta Autora do blogue “Rumo ao Sul”.)

 

(Neste evento, de sala cheia, com mais de quarenta pessoas, apenas assisti. Não participei na tertúlia.

Tenho a realçar que a sala, per si, é adequada. Mas é pena que a porta que dá para o café, tendo um bonito rendilhado na sua estrutura, este não esteja coberto com algum material, vidro, por ex., de que resulta que, mesmo estando fechada, é como se estivesse permanentemente aberta…

Mas lá diz o ditado: “ a cavalo dado…”)

 

A APP prevê continuar a realizar estas tertúlias, mensalmente, nos segundos domingos.

A próxima está prevista para 12, do corrente mês, pela 16h. 30’.

Café – restaurante "VÁ VÁ", Lisboa, cruzamento da Avenida de Roma, com a dos Estados Unidos da América!

 

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Ainda no domínio das tertúlias também a APP iniciou recentemente uma nova.

Em Almada, a “Tertúlia Almadam”: terceira 3ª feira de cada mês.

No Café “Le Bistrô”, Rua dos Espatários, 2.

(Junto da Igreja de S. Sebastião, bonita de visitar, diga-se e perto da paragem de Metro, precisamente de Almada.)

Tem coordenação de Maria Melo e responsabilidade de Maria Leonor Quaresma.

A próxima será dia vinte e um, (21/11), pelas 16 horas.

 

Participei, com muito gosto, na anterior, a segunda a ser realizada, no transato dia dezassete, (17/10/17).

 

Apresentei: “Aquém – Tejo” e “Retalhos do Alentejo”.

 

Participaram:

Felismina Mealha: “Lisboa, Sonho Contigo” e “Clara Mestre”.

Clara Mestre: “Jovem Senhora” e “Maria Campaniça”, de Manuel da Fonseca.

Maria Melo, de “Aldravias”: “Meu Verso” e “Estrela Guia”.

Maria Petronilho: “Frágil Força” e “Como gostaria de ser Poesia”.

Carlos Cardoso Luís: “Auto Apresentação em Verso” e “Viagem pela Cidade”.

Márcia Cabral da Rocha: “Nesse Instante” e “Bela é a dor no peito do Poeta”.

Mabel Cavalcanti: “Eu sou” e “Apolo e Atena”.

Su Sam: “Ganhar corpo” e “Acrobatas”.

 

Excelentes “dizedores” de Poesia. (Que me sinto pequenino!)

 

Oportunidade ainda para mostrarem outros talentos.

 

Clara Mestre leu e cantou o belíssimo poema de Maria Guinot, “Silêncio e Tanta Gente”, canção que venceu o Festival da Canção de 1984.

 

Mabel Cavalcanti também cantou uma canção sobre um pássaro da Amazónia, que, quando canta, todos os outros se calam, cujo nome não consegui fixar. Não sei se é “irapunu”!

 

E era tempo de eu calar-me também… Não fora que Mabel ainda cantou “Só nós dois é que sabemos”.

 

E Clara Mestre ainda leu uma engraçadíssima anedota alentejana.

 

Resumindo: uma tarde belissimamente passada. Uma Tertúlia Interessantíssima. E que promete!

 

Apareça: terceiras terças-feiras do mês, no local já referido!

 

E assim termino esta crónica sobre a APP.

 

E longa vida à Associação Portuguesa de Poetas!

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publicado às 17:06

Ação! Imbecilidades... E Raposices!

por Francisco Carita Mata, em 14.10.17

Crónica de Outubro I, em sete Pontos!

Algumas ações positivas – outras tantas imbecilidades

Crónica de Descontentamento(s) (IV)

E alguns Contentamentos

 

Intitulo esta crónica, de Outubro, desconhecendo se ainda virei a publicar mais alguma referente a este mês.

 

in. br.depositphotos.com

 

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(I)

 

Começo por uma ação de lado positivo, que observámos na passada 6ª feira, 13 de Outubro.

 

Na estrada de Estremoz – Vimieiro, constatámos algo de muito positivo.

Já perto da povoação do Vimieiro andavam técnicos a recolher o lixo, que os automobilistas “educados e asseados” atiram borda fora quando viajam pelas estradas deste nosso Portugal, que “muito boa e educada e asseada gente” insiste em transformar num enorme caixote de despejo das respetivas imundícies.

 

Nas bermas da estrada, haviam cortado o pasto que prolifera nas valetas e espaço circundante do alcatrão até às lindas das propriedades particulares.

Um trabalho que é imprescindível e imperioso seja feito todos os anos pelas entidades competentes, nomeadamente as autarquias ou outros órgãos e agentes públicos que têm que interiorizar essa obrigação anual.

Como forma preventiva de Incêndios.

E que além do mais dá trabalho a muito pessoal. (Tanta gente que se queixa que não tem trabalho!)

 

Na sequência dessa limpeza, desse desbaste de ervas e matos, chamemos-lhe aceire, fica visível toda a quantidade de garrafas de plástico e de vidro, garrafões, embalagens, sacos de plástico e papel, de lixos diversos, eu sei lá, que variedade de porcarias que atiram pelas janelas… (Nem falo das beatas de cigarro acesas…)

Pois, vários funcionários, não me perguntem de que Entidade, andavam juntando esses detritos em sacos. Deduzo que os levarão para reciclagem… pelo menos retiram-nos das bermas e valetas, com todos os perigos que aí representam.

 

Ações meritórias, sem dúvida: Limpezas e aceires. E subsequente recolha de lixo.

Pena e deplorável é que neste lindo País, à beira mar plantado, ande tanta gente a conspurcá-lo. O País e o Mar!

 

Porque não há razão para se atirarem os lixos para qualquer lugar, com tantos meios de recolha adequada.

 

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(II)

 

Extrato de Notícia de “RR – Renascença in. Sapo.pt/”, de 12/10/17 – 13:02, de Eunice Lourenço, Paula Caeiro Varela

 

«Relatório da comissão independente entregue no Parlamento.»

(…)

«No que diz respeito à prevenção, apontam como “maior constrangimento” a falta de cumprimento das regras sobre vegetação (50 metros em volta das edificações, 10 metros para cada lado da rede viária e 100 metros à volta dos aglomerados populacionais). Ou seja, havia vegetação onde não devia haver.»

(…)

 

Refere-se esta notícia ao incêndio de Pedrógão.

Realço este excerto, porque é na concretização desta ação que tem que residir a base primária e permanente de toda a PREVENÇÃO.

Pode crer, caro/a leitor/a que a serem realizadas, anualmente, estas atividades de limpezas, de aceires, haverá um risco bastante menor de incêndios.

E trabalho que assim é possibilitado a tanta gente que se queixa que não tem emprego! (!!)

E o que se pouca em tantos milhões e milhões e perdas de vidas humanas, que não têm preço!

 

E já agora e novamente, reforço uma sugestão que já fiz em diferentes contextos.

Estruturem e criem “unidades fabris” que aproveitem toda essa matéria vegetal: lenhosa, arbustiva ou herbácea.

Implementem centrais de produção de energia ou de produção de compostagem, a partir de todos esses materiais. Situadas estrategicamente no Interior do País.

 

Haja vontade, vontades políticas para concretizar tais projetos.

Fica a sugestão. Ficam as ideias!

 

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Também tenho que cronicar algumas imbecilidades.

 

(III)

 

Na passada 5ª feira, 12 de Outubro, decorriam também na minha Cidade, na Cidade de Régio, as imbecilidades das praxes.

Da zona antiga da Cidade desaguaram no lago do Jardim do Tarro…

Quem observe e tenha capacidade crítica, pode avaliar quão negativas são as ações praticadas.

Uma verdadeira imbecilidade. (É o termo mais adequado para qualificar tais práticas.)

Quando é que as Autoridades, todas as Autoridades, desde o topo da Administração do Poder Central, até às Autoridades Locais, resolvem agir sobre atos de desrespeito do Ser Humano, ademais perpetrados na via pública?! (?!)

 

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(IV)

 

Paralelamente ou nem por isso, nesse mesmo dia, à noite, decorreu na Praça do Campo Pequeno mais uma “tourada à antiga portuguesa”.

Com direito a transmissão televisiva via RTP1.

Sem mais e sem comentários!

 

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(V)

 

Ainda na mesma onda e em rota igualmente paralela, dia 13 de Outubro, 6ª feira, (é caso para dizer, sexta feira treze!) o Parlamento Português aprovou a “…permissão de animais de companhia em estabelecimentos fechados de restauração…”

 

(Já aqui informara sobre os bebedoiros comuns!)

Também não são precisos comentários!

 

Só pergunto:

- Então, mas os nossos legisladores não têm mais com que se ocupar?!

(E praticamente não houve oposição. Raríssimas vozes isoladas! Abstenção do PSD.

Uns, a grande maioria, concordam inteiramente que “cães e gatos” comam à mesa dos restaurantes, outros tanto lhes faz!

Simplesmente, fico confuso com tantas modernidades!

E admiram-se que o pessoal nem vote.

Mas votar em quem?! Se todos afinam pelo mesmo diapasão!)

 

Supõe-se, tradicionalmente, estarem a referir-se a “cães e gatos”, a “comerem e beberem” à mesma mesa dos restaurantes…

Mas, como esta questão de “animais de estimação” é dúbia e não está definida em termos de objeto, mas apenas de sujeito…

E se um sujeito qualquer se lembra de levar para o restaurante qualquer outro “Animal”?!

 

*******

(VI)

 

E já que entrámos na onda das politiquices…

Também quero perorar algo sobre as Autárquicas.

Principalmente a inquinação futebolística da linguagem exacerbada sobre as mesmas, após os resultados:

“Ganhou… perdeu… grande vencedor… grande derrotado…, meteu autarcas…” Eu sei lá!

 

Importante será que todos venham a trabalhar para o Bem Comum, de todos os Cidadãos, das Comunidades.

Irão?!

 

*******

(VII)

 

E já que nesta crónica também falámos de Animais, não posso deixar de terminar com uma questão em jeito de fábula.

 

E como é possível que, para guarda de alguns “galinheiros”, até tenham concorrido “raposos” e para um até foi um declarado raposão que "ganhou"?!

 

(……..)

 

E termino. Que a crónica já vai longa e tem sete pontos.

E se acrescentasse outro seriam oito.

E bem que gostaria de falar sobre algumas questões internacionais. Prementes. Mas ainda não é desta!

Obrigado por ter lido até aqui!

(Imagem in. br.depositphotos.com)

 

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publicado às 21:14

“Praxes”: Setembro 2017

por Francisco Carita Mata, em 25.09.17

Crónica(s) de Descontentamento (I)

 

Setembro é sempre um tempo de recomeços. Começou o Outono, outro e um novo outono. É sempre tempo de retorno, de retornos. De inícios, de reinícios.

(Um outono que continua a vaga de secura que nos vem assolando. Nunca mais chove!

E quando chover?... E os campos serranos, da “Zona do Pinhal”, tisnados pelos fogos?!

…)

 

Os tempos outonais trazem-nos sempre um novo ano letivo, nomeadamente no ensino superior. (E como é agreste recomeçar com este calor!)

Para quem será agradável este recomeço, com sol e calor, será para os “praxados”! Será?!

 

Uma tristeza! Uma lástima, que estudantes (?), ademais universitários (?!) tanto se empenhem em práticas humilhantes e ainda as venham mostrar para as montras mais concorridas da cidade.

Lisboa, invadida (?) por turistas, uma verdadeira chusma de estrangeiros calcorreando a Baixa Lisboeta, vem cumulativamente sendo enxameada por hordas de jovens universitários, que em bandos, mais ou menos ajaezados, descem o Chiado, percorrem as mais concorridas artérias pombalinas, pousam em locais emblemáticos a testarem as capacidades de absorção alcoólica, desaguam no Rossio.

Sintomaticamente, nesta Praça, aos pés da estátua de Dom Pedro IV, paladino do Liberalismo, jovens (?), ajoelhados, em genuflexão perante outros de capa e batina, (a adoração que esta juventude atual tem por fardas!), num arrazoado de frases feitas e cantilenas, em palavras de ordem, mais ou menos chocalheiras, repetindo-as às ordens de comando de uns supostos “doutores”! (Na verdade, seus iguais, mas que se assumem como superiores…)

Paradoxalmente, numa Praça que já foi palco, de entre outros eventos de barbárie, numerosos autos de fé, em tempos que julgávamos ultrapassados, reeditam estes jovens universitários (!) atitudes e comportamentos de aviltamento da condição humana, rebaixando-se e rebaixando outros iguais, à condição de inferiores, de subespécie, de “bichos”.

Atos e ações não supostamente atribuíveis a Pessoas, jovens, estudantes, universitários.

 

Na passada 2ª feira, dezoito de Setembro, rapazes e raparigas, estas na maioria (!!!), de Medicina(!!) e da Nova(!), submetiam e submetiam-se a estas práticas junto ao pedestal, onde se diz estar representado o Rei Soldado, frente ao teatro Dona Maria II, aos olhos de Garrett!

Que dirão estes ideólogos da Liberdade, do ideário da Revolução Francesa, face a estes atos de aviltamento dos Direitos e Liberdades fundamentais?

 

E numa Praça que também tem sido palco de eventos de Liberdade, nomeadamente antes e depois do 25 de Abril de 74?!

 

Que nada!

As praxes, supostamente, estão para ficar.

(Tornaram-se um negócio, e tudo quanto envolve “money”…)

Também não haverá muitas hipóteses alternativas. Haverá?! E é urgente e imperioso que elas existam. Atividades construtivas de integração dos novos alunos, envolvendo todas as academias, em que todos se empenhem e se sintam participantes.

E que contribuam para a integração e companheirismo.

 

Todavia, no meio daquela chinfrinada “praxeira”, nem tudo é negativo.

As atuações das Tunas são e proporcionam momentos interessantes. Nesse mesmo dia, ao meio da tarde, ao cimo da Rua do Carmo, tivemos a oportunidade de presenciar uns momentos deveras interessantes, na atuação da Tuna da Faculdade de Belas Artes, frente a uma afamada gelataria.

Valeu o gelado, mas também os encores da Tuna. (Infiro que a respetiva atuação estivesse também incluída em presumíveis “praxes”. Teria estado?! Antes não estivesse.)

Neste caso, algo positivo. E que ainda rendeu pecúlio assinalável aos seus promotores, que eles estenderam a manta e os transeuntes, que pararam para assistir, na maioria turistas estrangeiros, não se fizeram rogados.

 

Aqui está uma atividade que deverá ser fomentada na integração dos jovens estudantes.

 

O resto visível?! Na maioria e no mínimo, uma tristeza!

 

in. empregopelomundo.com

 (Imagem in. empregopelomundo.com)

 

 

Valerá alguma coisa apelar à rejeição das “praxes”?!

 

 

 

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publicado às 16:51

"Momentos de Poesia" - Setembro 2017

por Francisco Carita Mata, em 16.09.17

"MOMENTOS de POESIA"

Momentos de Poesia Setembro 2017.png 

Congratulamo-nos com o regresso de "Momentos de Poesia"!

Saudamos e felicitamos a Iniciativa e a Organização deste evento, que dignifica a Cidade.

Parabéns a todos os participantes. 

Viva a Poesia. E José Régio!

Foto original DAPL 2017.jpg

 (Fotografia: original D.A.P.L.)

 

Superando o muro da indiferença e o cinzentismo do dia-a-dia,

O colorido inebriante da Poesia!

Substanciado em lindas Rosas de Alexandria!

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publicado às 12:26

“O Gerente da Noite” - “The Night Manager”

por Francisco Carita Mata, em 11.09.17

Série Britânica

RTP 2

 

Night manager in. amc.com

(Imagem: in. amc.com) 

 

A RTP2 continua na senda de apresentação de boas séries.

 

A atual, “O Gerente da Noite”, uma mini série de raiz anglo-saxónica, igualmente enquadrada no mundo da espionagem atual.

Como a anterior: “Agência Clandestina”, série francesa, concluída 2ª feira, 04/09, a 3ª temporada. Com o lendário agente Malatrou / Paul Lefebvre que, mais uma vez, se escapou das redes das prisões em que se enredou, perdendo-se no nevoeiro de uma madrugada ainda por nascer, acompanhado apenas do seu cão, fiel amigo.

Reportando-nos, sugestionando-nos, uma 4ª temporada?

Antes, apresentara-nos também duas excelentes séries, essas alemãs: “Amor em Berlim” e “Irmãos e Rivais”.

 

Como tenho andado numa de pouco escrever, por variadas razões, não publiquei nada sobre elas.

Retorno, debitando sobre esta nova série, que promete.

Título original: The Night Manager”, baseada em novela de John le Carré. Com atores muito conceituados. E da BBC One (UK), em parceria com AMC (US).

 

Alguns personagens:

Mrº Pine, Jonathan, o gerente da noite, em hotéis super estrelados e locais internacionalmente relevantes. O herói. Antigo soldado no Iraque, onde presenciou horrores; atualmente, candidato a espião ao serviço de Sua Majestade (?), sob o disfarce de gerente da noite em hotéis de luxo. Ator: Tom Hiddleston.

Mrº Richard Roper, ator Hugh Laurie, no papel de um “senhor da guerra”, personagem representativa de figuras reais, que, na sombra e a coberto de capas impolutamente honestas, “vendem destruição, dor e morte”. “E gostam”.

 

Estas últimas palavras, realçadas, são da personagem Miss Sophie Alekam, de nome verdadeiro Samira, tragicamente assassinada no final do 1º episódio, por ter sábia e corajosamente denunciado o conluio entre o senhor das armas e os senhores do poder!

Atriz: Aure Atika, que, na série “Les Hommes de l’ombre”, representou o papel de secretária do Presidente francês.

 

Ação

Temporalmente, no 1º episódio, reportou-se a 2011.

No final do episódio, situou-nos quatro anos depois: 2015.

 

Espacialmente:

Para além de Inglaterra, Londres, a maioria das cenas ocorreram no Egipto, Cairo. Predominantemente no Hotel Nefertiti, onde Mrº Pine desempenhou as funções de gerente dos serviços noturnos, como convém a um candidato a espião. Um dos seus muitos eus, como lhe frisou Miss Sophie Alekam.

 

A narrativa contextualizou-se no âmbito da designada “Primavera Árabe”, na queda do regime de Mubarak, o povo lutando nas ruas da cidade.

(E no que deram as “primaveras árabes”?!)

 

Por detrás ou pela frente, sempre, os “senhores da guerra”, amancebados com os “senhores do poder”.

 

E, no final do episódio, quatro anos após, a ação já localizada na Suíça, Zermatt, hotel por demais luxuoso, Mrº Pine em funções noturnas. E para se hospedar, com adequada e certamente impoluta comitiva, Mrº Richard Roper.

 

“Sou Mrº Pine. Sou o gerente da noite!”

 

Mrº Roper franziu as sobrancelhas e a testa. Atestou! Que a memória terá começado a processar a informação…

 

(…)

 

A mini série promete! Já o disse.

 

*******

 

Promete e vale a pena, como temos observado nos episódios subsequentes.

 

(Este post era para ter sido publicado logo após o 1º episódio, mas questões técnicas impediram tal facto. Entretanto passaram os quatro primeiros episódios, não tendo visto o último.

O 2º e o 3º corresponderam plenamente às expectativas.

Mrº Pine, Pinheiro, está em vias de se infiltrar na comitiva e entourage de Mrº Roper.

Prossigamos na visualização…)

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publicado às 15:31


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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