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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

E que venha a Primavera!

Crónica de Outubro (II)

Crónica de Descontentamento (V)

E Desalento

 

Original DAPL. Hera. 2016.jpg

 

Ao escrever a crónica anterior, datada de 14/10/17, referi a possibilidade de eventualmente voltar a escrever mais alguma crónica ainda neste mês.

Mas estava a milhas de imaginar que ainda voltaria a abordar o tema dos incêndios. Pois quem haveria de supor vir ainda a acontecer tal tragédia!

Mais de quinhentas ignições de fogo, (523), praticamente em todos os distritos ao Norte do Rio Tejo, no domingo, dia 15 de Outubro! E 199, na 2ª feira, 16 de Outubro!

Números assombrosos!

E perdas de vidas humanas.

E também de animais.

Milhares e milhares de árvores incineradas.

Poluição atmosférica tremenda!

Milhões de prejuízos...

(…)

 

Como é possível acontecerem tantas ocorrências de incêndios?!

Não há efeito sem causa!

 

É caso para ser averiguado. O que ocorreu para tal ter acontecido?! Porque não houve por aí, trovoadas secas, ventos ciclónicos, descargas elétricas… arcos voltaicos!

É imperioso que um estudo seja feito sobre o assunto.

Que situações se desenvolveram para que, em tão diversos e diversificados locais, tenham acontecido tantos incêndios. Melhor, para ser mais preciso, tantas ignições.

Porque incêndios, dado o estado de sujeira em que está todo o País, é fácil acontecerem.

 

Mãos criminosas?!

Mãos descuidadas que iniciaram queimadas, na expectativa da vinda das chuvas?!

Lavouras, aceires mal feitos?! Limpezas e cortes de árvores secas com máquinas motorizadas?! Uso de motosserras?!

Desbaste e aceire de pastos com maquinetas elétricas ou a gasolina?!

(…)

 

Seria muito bom que de conjunto tão variado e disperso de incêndios se tentasse saber como foram iniciados. Porque foi uma calamidade!

 

Numa entrevista na SIC, durante o Jornal da Noite, de 2ª feira, 16/10, um senhor que o pivot do Jornal considerou grande especialista, reportou para o facto de esta enormidade de incêndios, ter ocorrido na véspera do dia anunciado para a vinda das chuvas!

Esta afirmação passou relativamente ao lado do jornalista, que não a explorou, porque, depreende-se, não a compreendeu.

(Que é o problema fundamental deste pessoal das Grandes Cidades e destes Mundos Eletrónicos. Estão perfeitamente a leste do Mundo Rural! Problema idêntico nos nossos políticos!)

 

Porque, é mais que certo, que se no meio destes incêndios terão havido mãos criminosas e muitos interesses pelo meio… também, certamente, uma parte significativa se deveu a descuido de intervenientes.

Previu-se chuva.

E vai daí, muitas pessoas terão iniciado trabalhos agrícolas ou florestais que, dadas as condições em que ainda está a Natureza, são ainda extremamente perigosos.

E continuarão a ser, enquanto não chover realmente a sério e as temperaturas não baixarem consideravelmente.

Entretanto foi o que aconteceu. Uma verdadeira tragédia Nacional.

 

E a atuação do Governo atual, enquanto representante do Estado?!

Nem faço comentários!

 

E não deverão tirar ilações políticas?!

Se por umas “bofetadas virtuais” foi o que foi… Mas adiante, que se faz tarde...

 

E sobre o discurso de Sua Excelência o Senhor Primeiro Ministro?!

Disse o que havia para dizer, mas…

 

Um plano concreto de ação?! (?!) (?!) (…)

Ainda haverá uma reunião extraordinária de Conselho de Ministros.

Sempre o protelar no futuro…

 

Peço imensíssima desculpa, mas Sua Excelência deveria fazer o favor de ler as recomendações que frisei sobre a Reforma das Florestas.

 

Tomo a liberdade de fazer um pedido a Vossa Excelência, sabendo de antemão que dificilmente irá lê-lo.

 

Em termos de ação prática e concreta,

Se Vossa Excelência providenciar ordens e meios para que se faça uma verdadeira limpeza em campos por todo o País, a começar agora, que já se iniciou realmente a chuva, veremos melhorias no futuro.

Nem é preciso criar legislação nova. Basta pôr em aplicação a que já vigora.

Que o Poder Central nas propriedades e locais onde tem essa competência, aja nesse sentido.

Que as Autarquias, Câmaras e Juntas de Freguesia, as verdadeiras forças que estão no terreno, atuem com essa finalidade

As Autoridades Civis, Militares e Paramilitares, segundo as suas competências e jurisdição, atuem no sentido de operacionalizar trabalho a ser feito, o fiscalizem ou imponham de ser executado.

 

Limpar bermas de estradas e autoestradas. (Mesmo dentro do perímetro territorial das autoestradas há verdadeiras matas, é só olhar e ver.)

Exigir cumprimento das normas de pelo menos dez metros para cada lado das vias, com corte absoluto de matos e vegetação combustível.

Corte de vegetação combustível e de matos até pelo menos cem a cento e cinquenta metros de casas e povoações.

Aceires devidamente feitos.

Limpezas de caminhos vicinais…

E é só nos campos?!

Basta olhar, com olhos de ver, mesmo nas cidades!

 

Se Vossa Excelência conseguir pôr em prática esta medida por todo o País, atuando, como Poder Central onde tem essa obrigação e delegando poderes e competências nas Entidades Locais, muitas situações de risco serão minimizadas.

Exigindo Trabalho.

Exigindo também dos particulares!

 

 E só falo destas medidas que têm que ser de curto prazo.

 

Se cumulativamente conseguisse criar estruturas, unidades fabris, por ex. que utilizassem todas essas matérias vegetais, arbustivas, lenhosas, herbáceas, para produção, por ex. de energia, para a compostagem, seria o coroar de um processo de êxito. (Estas ações já não seriam de curto prazo.)

 

E para falar só de medidas que têm que ser de curto prazo.

Agora, é prevenir também os efeitos das chuvas.

 

Que a chuva até tem vindo com muita calma! Chove bem, mas sem exageros, de noite. E, de dia, está quase sempre sol.

Assim permite que a água possa penetrar na terra, não escorra e o sol possibilita o nascimento rápido da erva nova.

A Natureza, ou a Divina Providência, ou Deus ou Quem coloca alguma organização no Universo, são Entidades muito mais sensatas que os Humanos.

Então que os “nossos” políticos nem se fala!

 

*******

 

Notas Finais:

 

Esta crónica começou a ser escrita na 3ª feira, 17/10, já após os discursos…

Entretanto logo após o discurso do Senhor Primeiro Ministro, 2 ª feira, 16/10, já perto das 23 horas, começou a chover!

É caso para dizer que sempre houve alguma ação. Não do governo, não dos homens, mas da Natureza.

Milagre?!

 

Não sei se na 4ª feira se ainda na 3ª, houve o pedido de demissão da Senhora Ministra.

Pecou por tardio?!

Rapidamente se resolveu a substituição.

Adequada? Dará algum resultado?! Valerá a pena?!

 

Outras demissões de outros órgãos ligados à problemática da gestão dos fogos também ocorreram…

Nem são para menos!

 

Entretanto também foi anunciada uma moção de censura ao governo.

Merecida?!

Sem dúvida. Apesar da demagogia, muita demagogia, associada.

 

E este governo deve continuar a ser sustentado pelos partidos que o têm amparado?

Deve?! Merece?!

É uma reflexão que deve ser feita por quem tem aguentado este governo.

Mas deverá este governo pagar por todo um conjunto de más politicas que já têm trinta anos?!

Mas tanta inação, tanto desgoverno, tanta falta de operacionalidade não é de sancionar?!

(...)

 

Reflita e tente responder por si, caro/a leitor/a!

 

Uma questão final.

 

E de todas estas últimas mudanças e alterações, o que foi mais importante?

As alterações políticas ou a chegada da abençoada chuva?!

 

E esta, vai continuar a vir de mansinho, ou, de repente, ganha senha de trovoada?

 

Sem dúvida que a chuva foi o mais importante.

 

Mas do que toda a gente vai continuar a perorar é sobre as alterações políticas.

Ah! E sobre o futebol!

 

(E prevê-se novamente tempo quente!

E as alterações climáticas?!)

(E como a foto, original DAPL - 2016, nos prenuncia: Haverá nova Primavera! Novas Primaveras!)

 

.(Até lá... tanto trabalho ainda a fazer!)

 

*******

P.S. -

Tem toda a razão caro/a leitor/a. O imediato, imediato, de curto prazo, agora, é resolver os problemas prementes de quem sofreu com os incêndios. Antes que chegue o Inverno.

Serão os incêndios inevitáveis?!

Serão uma fatalidade, um fado, a que não possamos fugir no Verão?!

Uma ocorrência catastrófica, mas natural, como um furacão, um tsunami, um terramoto, um ciclone?!

 

Original DAPL 20170715.jpg

 

(Verão Escaldante!)

 

Volto a este assunto, porque, infelizmente, desde Junho que vivemos esta calamidade!

 

Este post anda para ser publicado desde Agosto. Mas tem-me sido difícil e doloroso escrevê-lo. Para além de outras questões, que me têm coartado a iniciativa de escrita. Mas tinha que ser escrito. E publicado! Em reforço ao que já escrevi anteriormente sobre o assunto.

 

Dada a forma e o conteúdo desta problemática e de como nos é ciclicamente apresentada, nomeada e muito especificamente pelos “media”, realce para as TVs, até parece que os incêndios são uma fatalidade, são uma inevitabilidade dos verões, dos verões de Portugal.

Mas serão?! Nomeadamente à escala e na dimensão em que, neste milénio, nos têm assolado?!

 

Na génese dos incêndios está, em muitos deles, quiçá na maioria, a malvadez humana de alguns, a cupidez e ganância de alguns outros e a inação de muitos.

(Há, obviamente, fatores naturais que são também causalidade, nalguns casos.)

Já me reportei a estes assuntos em vários posts e neles, caríssimo/a leitor/a, pode encontrar algumas das várias sugestões que apresento sobre o assunto e sobre a forma de minimizar este problema.

 

O que falta, o que tem faltado, é muito trabalho, muito trabalho de base, muito trabalho prévio, de prevenção; de prevenção, repito, a fazer-se anualmente, cada ano e ano, realço, por todas as entidades públicas e privadas e pelos cidadãos.

 

Original DAPL 20170715.jpg

 

Falta trabalho. Trabalho. E tanta gente que se queixa que não tem trabalho! E vontade de trabalhar?!

 

Impressiona-me que perante esta verdadeira catástrofe, que de tal se trata, se observe uma relativa indiferença das pessoas, em geral.

 

Nas grandes cidades, mesmo naquelas, que são a quase totalidade, igualmente suscetíveis de serem assoladas por tal fatalidade, anda tudo nos afazeres e prazeres, como se tal ocorresse num outro país, num outro mundo, numa outra realidade.

Aliás, nesse contexto, nesse âmbito espacial, tudo se processa como se os fogos fossem assim uma espécie de “realidade virtual”.

 

Que papel, que contributo, virão dando as televisões para esse adormecimento, para esse anestesiar das mentes?!

Durante estes trágicos meses de Junho, Julho e Agosto e Setembro (pasme-se!) em que o País tem sido assolado por essa vaga de incêndios, a abertura dos telejornais, nas várias televisões, tem sido focalizada nessa temática.

Mas será que a forma e o modo como esse assunto é veiculado, contribui para informar ou mais para deformar as perspetivas dos telespetadores?!

(Atente-se no termo: tele espetadores! Que é isso que somos frente à TV. Espetadores, não atores, à distância…

Veem-se imagens de fogos, a seguir de festivais e festivaleiros enfrascados, cenas de fogos virtuais da “Guerra dos Tronos”, outra publicidade qualquer, mais ou menos disfarçada, futebóis e futeboladas, milhões e milhões nas transferências… E, eis o telejornal, enquanto o pessoal janta ou almoça ou come umas tapas ou bebe um café à beira mar plantado… E que o País do Interior se prante…

E aquelas imagens trágicas e assim contextualizadas, informam ou deformam?!)

 

(Aliás, os telejornais têm o condão persistente de nos alertarem para a desgraça! A nossa e a alheia. Tanto, que anestesiam.)

 

Os Políticos do Poder Central envolvem-se em questões e explicações mais ou menos consistentes; em acusações mútuas, recíprocas, mais ou menos pertinentes; em causalidades com maior ou menor nexo com o real. Em questiúnculas… demasiadas vezes. Politiquices, tantas vezes!

Os Políticos do Poder Local andam todos numa fona pré eleitoral, que as Autárquicas se avizinham, há que constituir listas, agora já formadas, sabem-se lá os jogos de bastidores (?) e vão-se mostrando por festas e festarolas, festivais e festivalices. E foi assim todo o santo Verão. Enquanto os campos iam ardendo.

 

Impressiona-me, ainda mais, o distanciamento, mesmo nas localidades do Interior, aldeias, vilas, cidades, em que os efeitos dos incêndios ocorridos, a mais de uma centena de quilómetros, se manifestam sob diferentes aspetos, mas nem isso leva as pessoas a saírem da inação, da sua zona de conforto e comodidade.

Em todos estes meses, desde Junho, ainda anteontem, nove de Setembro, se observou, o Norte Alentejano, pelo final da tarde, mais acentuadamente próximo ao sol-pôr, é coberto por uma nuvem de fumo, direcionada de Noroeste, proveniente do Atlântico, passando pela “Zona do Pinhal”, concelhos do Centro de Portugal, abrangendo parte dos distritos de Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, onde têm ocorrido os trágicos incêndios, que tanto têm castigado as populações da Região.

Nalguns dias, em que o fumo se tornou mais intenso, o sol ocultou-se até mais cedo que o habitual, como se tivesse havido um eclipse.

E é o cheiro e o fumo que impregna e cobre as povoações, até em Espanha. Em Julho, no “Dia dos Avós”, pudemos observar esse facto em Valência de Alcântara. E, em Marvão, o vento impregnado de fumo, corria veloz, nas faldas da Serra, em direção aos campos da Meseta Estremenha!

E as casas e as árvores ficaram cobertas de um manto de cinza, restos de folhas e vegetais queimados, que o vento trazia dos locais dos incêndios.

 

Mas acha que estes factos, estas vivências diárias, durante estes meses, têm levado as pessoas à ação, ao trabalho de limpezas de campos, de caminhos vicinais, de estradas, de quintais, quintas e quintarolas, próximo e dentro das localidades?!

Ao aceire das bermas das estradas, dos campos circundantes, das serras e serranias, das encostas e terrenos junto e dentro de aldeias, vilas e cidades?!

 

E alguém ouve, apelos e sugestões, pedidos ou ordens, normativos ou posturas, dos Poderes Instituídos, Centrais e Locais, para que Cidadãos ponham as mãos ao trabalho?!

A começar pelas Juntas de Freguesias que deveriam ser as primeiras a agir?!

 

É só caminhar pelas localidades e redondezas. Viajar pelos concelhos limítrofes e olhar com olhos de ver!

Observe Caro/a Leitor/a, mesmo nas grandes Cidades.

 

Tudo se projeta para o futuro, mas entretanto, desde Junho, vivemos estas calamidades.

 

E os desgraçados que vivem e sofrem no meio destes incêndios!

Seja quem sofre os efeitos, que vive nos locais e quem acorre para apagar…

 

Situação a que a grande maioria deste País está sujeita! Dada a forma como todo este processo tem decorrido.

 

E os incendiários?!

Quando haverá uma ação direta e preventiva que impeça que esses indivíduos passem ao ato?!

Coartá-los de liberdade de movimentos nos meses críticos: Maio a Outubro.

Pô-los a trabalhar, a trabalhar no duro: na reflorestação, nas limpezas dos campos… (Durante o resto do ano.)

 

Legislar sobre estes assuntos é importante. Mas o fundamental é passar à ação. Em todos os campos possíveis.

E sem o trabalho de base não se obtêm resultados.

Operacionalizar agentes, em diversos enquadramentos funcionais, que se ponham a trabalhar, a trabalhar no terreno, nos terrenos, nos campos. Na Prevenção!

 

E a ação cívica dos cidadãos é imprescindível. Mais cuidado! Mais atenção aos lixos, que espalham por todo o País.

(Para algumas pessoas, o País, para além das portas e janelas da sua casa e do seu carro, é um vazadouro de lixo.)

E as beatas dos cigarros?!

 Trovoada-seca-mão-criminosa-descarga elétrica...

Incêndios...

*******

E quando vierem as primeiras chuvas?!

E a falta que a chuva nos faz.

*******

(Fotos Originais D.A.P.L. - 2017 - Julho)

Incêndios…

PREVENÇÃO!

 

Há assuntos sobre os quais desejaria, de todo, não mais falar. Todavia e apesar de já ter abordado estas temáticas no blogue, ainda me vejo na contingência de escrever sobre o mesmo.

 

Antes de mais, manifestar a minha solidariedade e as minhas condolências.

 

Houve, neste caso, um conjunto de situações externas e incontroláveis, que, segundo os especialistas, terão provocado tão terrível catástrofe.

Temperaturas elevadíssimas, e ainda estávamos na Primavera; ventos quase ciclónicos e trovoadas secas. (Alterações climáticas?)

Circunstâncias incontroláveis, à escala humana.

Mas o rastilho estava lá.

 

Preste atenção, caro(a) leitor(a) nas fotografias seguintes.

In. JSF  Global Imagens. jpg

 

 

A floresta, além de ser de monocultura, ademais de pinheiro bravo, presumo, está praticamente dentro da estrada.

Nestes casos, as árvores não deveriam estar a, pelo menos, dez metros das bermas da estrada?!

Seria o mínimo a ser exigido.

In. BBCQkQQ.jpg

 

 

Além da floresta estar, a bem dizer, na estrada, também está completamente dentro das povoações.

Uma distância mínima das habitações, de cem a cento e cinquenta metros, de árvores altamente combustíveis, como são os pinheiros e os eucaliptos, é uma regra imprescindível de ser cumprida.

 

Nem falo dos matos e pastos secos que circundariam essas estradas e povoações devastadas.

 

E estas situações repetem-se por dezenas, centenas, milhares de povoações deste País, cada vez mais à beira mar plantado, mas que é urgente replantar no interior.

Prioritariamente, replantando outros tipos e modos florestais e outras maneiras de agir perante os campos.

 

Que esta tragédia, mais uma das que este País, periodicamente, se vê mergulhado, sirva para alertar todos, mas Todos, para a urgente necessidade de medidas preventivas, neste contexto, como noutros domínios.

 

Reporto para o que já escrevi anteriormente.

Prevenção! Prevenção!

 

E finalizo, reiterando a minha solidariedade e expressão de condolências!

 

Grato às Fontes das Imagens:

Fotografias in. JSF / Global Imagens.

BBCQkQQ

 

“Consulta Pública sobre a Reforma das Florestas”

“Alteração ao Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios”

 

Algumas ideias / Algumas Sugestões

 

Este texto, que elaborei fundamentalmente para colaborar na temática em epígrafe, dimanada do XXI Governo Constitucional, baseia-se em reflexões que já teci sobre o assunto, nomeadamente publicadas no blogue.

Alguns subtemas, quiçá sugestões, estarão já consignados no projeto de Lei, outros poderão trazer algum novo contributo. É isso que espero e que me impeliu a organizar as ideias, que, aliás, já tinha idealizado estruturar e enviar para quem de direito. O que surge, agora, com propriedade.

Tenho a plena noção que é limitado e parcelar.

 

  • Sobre este assunto, a estratégia fundamental deverá assentar na PREVENÇÃO.
  • A Prevenção sempre, e em várias frentes.

 

I - Dotar, de meios e condições, as Instituições envolvidas no combate aos incêndios. Sim! Mas só, não basta. Há que agir antes de haver as ocorrências trágicas.

 

II - Envolver todas as Entidades, os Poderes Públicos: Governo Central, Governos Civis, Governos Regionais, Autarquias (Câmaras Municipais, Juntas de Freguesias).

Aliás, estas duas Entidades são as que têm que ser mais envolvidas, empenhadas e responsabilizadas, pois são as que estão no terreno e mais diretamente conhecedoras das situações, sob todos os aspetos.

As Autoridades, no terreno: GNR - Guarda Nacional Republicana; ANPC - Autoridade Nacional de Proteção Civil.

 

III - Envolver os Cidadãos, sempre. Têm uma enorme responsabilidade e, em última e primeira instância, os que mais sofrem com o ocorrido. Os que mais têm a ganhar com a Prevenção. A perder com as ocorrências trágicas.

 

IV - A Limpeza dos Terrenos é imprescindível.

1. - Dos campos, prioritariamente.

Obrigatória e coerciva, numa faixa definida (100 a 150 metros) das casas e das povoações.

Junto às localidades, especialmente as montanhosas e de zonas florestais, definir um perímetro em que terá que haver total erradicação de matos e árvores facilmente combustíveis.

Desmatação, aceiros, desbastes, cortes de matos.

 

A intervenção e fiscalização dos Poderes Locais é essencial.

Foto original DAPL 2016.jpg

 

2 - Mas não só nos campos. Nas cidades, nomeadamente nos designados “parques urbanos” é imperiosa. (Bastava ter-se visto como esteve Monsanto todo o Verão!)

3 -Terrenos baldios dentro dos perímetros urbanos. Tantos por limpar e com montureiras de lixos.

4 - As bermas das estradas e autoestradas: devidamente limpas, de raiz, não o arremedo de desbaste das ervas que é feito, ficando todo o substrato à mercê de uma ponta de cigarro.

5 - Os caminhos vicinais, nomeadamente os mais próximos das localidades, outrora muito utilizados, atualmente pouco usados, mas onde é sempre imprescindível limpeza: de ervas, de matos e de lixos.

 

Limpezas efetuadas como deve ser, a começar nas estradas e caminhos. Não esse arremedo de limpeza que se faz, em que se corta a erva maior, mas fica todo o substrato vegetal no solo.

Aí residiria o papel fundamental dos “cantoneiros”.

 

 

V - E nestas considerações, de que se depreende a intervenção dos Poderes instituídos, também se depreende a Ação Cívica dos Cidadãos.

Os Cidadãos têm muita ação a desempenhar na prevenção.

 

VI - No envolvimento dos Cidadãos é fundamental o papel dos “Media”.

  • Promoção de campanhas de sensibilização para as limpezas efetuadas ou a efetuar.
  • Envolver as pessoas na recolha dos lixos. Para terem atitudes cívicas face ao lixo.
  • Promoção da reciclagem seletiva.
  • Deposição do lixo nos locais adequados.
  • (Quanto lixo não é atirado borda fora, na berma das estradas, na beira do caminhos, nas margens de rios e ribeiras(?!).

Foto original DAPL 2016.jpg

 

Nas ruas e passeios. No meio dos campos e florestas. Com tantos contentores para todos os lixos: indiferenciados, embalagens, vidros, papelão, remédios, roupas e calçados, industriais, obras...)

 

VII - Neste aspeto, o papel dos meios de comunicação pode ser fundamental e também cívico.

  • Já que gostam de tanto “espetáculo”, que promovem na altura dos incêndios, melhor seria que atuassem preventiva e civicamente. É também um dever de cidadania que lhes assiste.
  • Ganharíamos todos, muito mais!
  • Incentivar os cidadãos para terem práticas ativas de respeito pelo meio ambiente, o que de todo não se verifica.
  • Basta ver como muitas pessoas lidam com o lixo e com os cigarros, cujas beatas atiram janela fora, em pleno Verão!

 

VIII - Envolver também os cidadãos nas ações práticas de limpeza de campos, matas, terrenos baldios, parques, ruas, estradas, caminhos, ribeiras e rios, caminhos vicinais…

  • Tanta gente desempregada.
  • Tanta gente a receber subsídios, podendo trabalhar.
  • Envolver, civicamente, toda essa população, que podendo trabalhar, recebe sem o fazer, sem retribuir nenhuma contrapartida à sociedade.
  • Neste campo, os media também podem ter uma ação pedagógica.
  • Estruturar profissionalmente agentes no terreno: guardas-florestais com funções fiscalizadoras, mas também com ação nas limpezas. E porque não recriar a profissão de cantoneiro com ação concreta de limpeza e “folha de serviço”?

 

 

IX - Envolver as Escolas em campanhas teóricas e práticas, na limpeza e remoção de lixos, na prevenção de fogos. Com concursos, com prémios. Estruturar ações, projetos, nesse sentido.

 

X - Envolver os Serviços militares – Forças Armadas, tanto em ações de prevenção, como cívicas, como na preparação para atuarem nas ocorrências de facto, nos fogos. Também na vigilância. Mas, sempre, e preferencialmente, na prevenção.

 

XI - Os serviços prisionais, os que pudessem agir nesse sentido.

 

XII - Outro campo em que tem que se agir preventivamente, refere-se aos incendiários conhecidos, alguns criminosos compulsivos, ainda que “doentes”.

Mantê-los vigiados, melhor, privados de liberdade de movimentos, acompanhá-los, de algum modo integrá-los em atividades socialmente úteis.

Durante as estações do Outono, do Inverno e na Primavera mantê-los “presos”, mas ocupados em atividades precisamente de limpezas e manutenção de campos, ou outras adequadas ao seu perfil.

No Verão, igualmente privados de liberdade, mas retidos em locais onde não seja suscetível de atear fogos.

 

XIII - Prevenção. Sim, é o fundamental. E trabalho, muito trabalho de campo.

Muito falta fazer. E neste aspeto não há grupos no Poder que se possam limpar uns aos outros, nem alijar responsabilidades, atirando para cima dos antecessores. Todos são, todos somos, corresponsáveis. Ou não?

Este é um dos assuntos/problemas deste País em que tem que haver uma unidade de esforços.

 

XIV - E não adianta defender que os fogos ateados, por mão criminosa, existem, independentemente da prevenção, porque, sendo essa afirmação verdadeira, apesar de tudo, havendo medidas preventivas os seus efeitos serão menos nefastos.

Prevenção, sim! Prevenção, como prioridade.

E a atuação sobre estes indivíduos também pode ser preventiva.

 

XV - E uma ideia que não é totalmente original no seu conteúdo, ainda que julgo sê-lo na sua metodologia.

Promover a criação de rebanhos de ovelhas e/ou de cabras ou mistos, que, num modelo ancestral, idêntico ao dos “rebanhos comunitários”, percorreriam terrenos abandonados, matas e matagais, caminhos antigos e vicinais, ribeiros e ribeiras, pastando, comendo os matos e, assim, de uma forma ecológica e amiga do ambiente, limpariam os terrenos e funcionariam preventivamente contra eventuais incêndios.

Um modelo que poderia ser organizado e gerido pelas Autarquias, com o apoio das populações locais, que poderiam ser cofinanciadoras dos projetos e, dessa forma, participarem na cogestão das atividades em todas as suas implicações.

Uma ação preventiva e fiscalizadora, suscetível de criar riqueza e trabalho.

 

XVI - Incentivar os particulares com rebanhos, especialmente de ovelhas, a desenvolverem essas práticas, que aliás alguns donos de gado já as implementam nos terrenos abandonados, nos caminhos, nas ribeiras.

 

XVII - Implementar a utilização de toda a matéria vegetal, obtida nas limpezas pelo País, na produção energética, incentivando precisamente as limpezas como fontes de rendimento, ao promover-se a venda do material lenhoso e vegetal a centrais energéticas ou outras finalidades, fertilizantes, estrumes, biomassa, etc.

Unidades industriais estrategicamente implantadas em zonas do Interior, onde é mais necessário criar riqueza, trabalho e fixar as populações.

 

!!! - E atenção aos negócios, aos negócios, aos negócios associados a estas questões dos fogos!

 

 

Prevenção! Prevenção! Prevenção é sempre imprescindível.

Feita como deve ser. E envolvendo toda a gente, todos os anos!

 

E, não esquecer!

Por mais legislação que possa haver, necessária é certo, mas se não houver ação concreta e preventiva no terreno, nada se conseguirá!

Tem que ser uma verdadeira luta.

 Nota Final: 

Tomei a liberdade de enviar este texto para os Senhores MInistros de:

- Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural;

- Administração Interna;

- Ambiente.

Incêndios » » » Enxurradas

Questões Pertinentes e Perguntas lmpertinentes, mais uma vez!

 

Este é um daqueles temas sobre que preferia não me debruçar.

Aliás, alguém gostará?

Por vezes nem sei. O excessivo mediatismo associado ao assunto… Haverá necessidade que os media, especialmente as TVs, tanto vibrem perante essas ocorrências?! Uma certa contenção informativa não seria muito mais formativa?!

Não sei. O que acha?

 

Agora que o “fogo” informativo já acalmou mais, gostaria de debitar alguns bitaites.

 

Antes de mais, lembrar, o que toda a gente com facilidade já saberá, é que, agora, de imediato, para além de remediar e resolver todos os desastres resultantes dos fogos, haverá que começar a prevenir, desde já, as eventuais e hipotéticas, e previsíveis, enxurradas.

Agir no sentido dessa eventualidade. Preparar essa possível ocorrência.

Muito especialmente na Madeira, dada a orografia do terreno e a forma como está implantada toda a estrutura demográfica.

Mas, com tantas questões para solucionar, se calhar esses aspetos vão ficar para um plano secundário.

Esperemos que não!

 

Sobre toda esta temática, incêndios e enxurradas, no ano passado, divulguei um post, há um ano, a partir de uma estória que escrevera anos atrás.

No essencial as questões principais, infelizmente, mantêm-se.

 

Prevenção. Sim, é o fundamental. Muito falta fazer. E neste aspeto não há grupos no Poder que se possam limpar uns aos outros, nem alijar responsabilidades, atirando para cima dos antecessores. Todos são, todos somos, corresponsáveis. Ou não?

Os cidadãos também podiam ou não agir com maior sentido de responsabilidade?!

As tricas, as trocas e baldrocas partidárias, neste campo, não fazem qualquer sentido.

Este é um dos assuntos/problemas deste País em que tem que haver uma unidade de esforços, independentemente das cores de cada um.

(Outro, sobre que falarei um dia, é o da reconstrução do casco antigo das nossas cidades, vilas e aldeias.)

 

E não adianta defender que os fogos ateados por mão criminosa existem, independentemente da prevenção, porque, sendo essa afirmação verdadeira, apesar de tudo, havendo medidas preventivas os seus efeitos serão menos nefastos.

Prevenção, sim! Prevenção, como prioridade.

E, mesmo no caso dos criminosos que pegam fogos, também se pode agir preventivamente.

 

Prevenção, envolvendo todos:

- Poder Central, Poderes regionais, Poderes locais.

- Cidadãos, Pessoas, Populações. Todos. Dos campos, mas também das cidades.

- Com tantos festivais e festivaleiros, festas, festarolas e festanças, seria bom que as pessoas, todas, tomassem consciência da ação cívica que lhes compete e que a sua não participação em ações concretas, quanto mais não seja pela falta de cuidado e civismo, tem consequências indiretas ou mesmo diretas no descalabro a que se chegou.

 

E a propósito de cidadãos. (Cidadãos?!)

Aqueles sujeitos que, de forma propositada, alguns de forma reiterada, ateiam fogos, como proceder com eles?

Prendê-los temporariamente e libertá-los pouco tempo depois?

Não terá, apesar de tudo, muito menos custos sociais e económicos, mantê-los vigiados, melhor, privados de liberdade de movimentos, acompanhá-los, de algum modo integrá-los em atividades socialmente úteis?

Durante as estações do Outono, do Inverno e na Primavera mantê-los presos, mas ocupados em atividades precisamente de limpezas e manutenção de campos, ou outras adequadas ao seu perfil.

No Verão, igualmente privados de liberdade, mas retidos em locais que não sejam suscetíveis de atear fogos.

 

Ainda e a propósito de cidadania ativa, porque não colocar o pessoal “desempregado” na limpeza e manutenção de matas, caminhos vicinais, estradas, “ressuscitando” até funções e serviços que eram desempenhados, por ex., por cantoneiros e guardas-florestais?

De certeza, que o exercício destas funcionalidades traria muito mais vantagens, a todos os níveis, que os modelos vigentes.

 

E os Jovens nas Escolas serem também despertos e envolvidos em ações práticas de limpeza do meio ambiente. Estruturar ações, projetos, nesse sentido.

 

E o exercício da “tropa” precisamente para essas funções? Que este trabalho de limpeza e manutenção de campos e matas tem que ser uma verdadeira “guerra” ao fogo.

 

E os presidiários? Porque não ocupá-los também nessas tarefas?

 

Para além de os cidadãos terem práticas ativas de respeito pelo meio ambiente, o que de todo não se verifica.

Basta ver como muitas pessoas lidam com o lixo e com os cigarros!

 

E uma ideia que não é totalmente original no seu conteúdo, ainda que julgo sê-lo na sua metodologia.

Porque não criar, por ex., rebanhos de ovelhas e/ou de cabras ou mistos, que, num modelo ancestral, idêntico ao dos “rebanhos comunitários”, percorreriam terrenos abandonados, matas e matagais, caminhos antigos e vicinais, ribeiros e ribeiras, pastando, comendo os matos e, assim, de uma forma ecológica e amiga do ambiente, limpariam os terrenos e funcionariam preventivamente contra eventuais incêndios?

Um modelo que poderia ser organizado e gerido pelas autarquias, com o apoio das populações locais, que poderiam ser cofinanciadoras dos projetos e, dessa forma, participarem na cogestão das atividades em todas as suas implicações.

Uma ação preventiva e fiscalizadora, suscetível de criar riqueza e trabalho.

 

E porque não utilizar toda a matéria vegetal na produção energética, incentivando precisamente as limpezas como fontes de rendimento ao promover-se a venda do material lenhoso e vegetal a centrais energéticas?

 

Caminhos vicinais. Foto original DAPL 2016

 

Limpezas efetuadas como deve ser, a começar nas estradas e caminhos. Não esse arremedo de limpeza que se faz, em que se corta a erva maior, mas fica todo o substrato vegetal no solo.

Aí residiria o papel fundamental dos cantoneiros.

E junto às localidades, especialmente as montanhosas e de zonas florestais, definir um perímetro em que terá que haver total erradicação de matos e árvores facilmente combustíveis.

 

E atenção aos negócios, aos negócios, aos negócios associados a estas questões dos fogos!

 

E será necessário transformar todas estas tragédias ambientais e humanas em espetáculos mediáticos?!

Será?

 

Prevenção! Prevenção! Prevenção é sempre imprescindível.

Feita como deve ser e envolvendo toda a gente, todos os anos!

 

Porque, no final há tanta verba, tantos milhões e é sempre tão apelativo ouvir-se falar em milhões, mas de onde provêm todas essas milionarices?!

 

Tantos impostos!... Quem paga, quando se bebe uma simples bica?!

Pense nisso caríssimo/a leitor/a.

 

(Nota Final: Foto original de D.A.P.L. 2016. - Caminho vicinal, bordejado de "rosas loureiras" e a habitual erva seca.)

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