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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Amoreira da Barca D’Alva (I)

A Sabedoria da Natureza!

(Árvore com História?!)

Amoreira I. Foto Original. 2021.12.09.jpg

No último postal sobre a temática “Covid”, finalizei com uma foto de uma Amoreira. Que designo por “Amoreira da Barca D’Alva”. Precisamente porque é originária dessa localidade, no recôndito “Douro Interior”, quando o majestoso Rio entra completamente em terras portuguesas.

Já falei no blogue sobre esta região, o célebre comboio, a emblemática "Linha do Douro" que do Porto seguia até esta vila, prosseguindo por terras de Espanha até Salamanca. E daí para as mais diversas regiões espanholas e Franças e Araganças.

Amoreira plantada em pleno Alentejo!

Amoreira II. Foto original. 2021.10.05. jpg

E a viagem que ela fez?!

A razão de escolha da foto, com a Árvore despida de folhagem, quase, quase no Inverno, foi precisamente para testemunhar a “Sabedoria da Natureza”! Aproximando-se o Inverno, com os seus rigores previsíveis e habituais, a planta reduz a sua atividade aos mínimos possíveis. Que lhe permitam viver e sobreviver às inclemências do tempo. Não morre, mas protege-se.

(Foi também uma mensagem indireta e metafórica para os Humanos: que se resguardassem mais no Inverno!....)

Ressuscitará… a Amoreira, mal provenha a Primavera.

Amoreira III. Foto original. 2021.04.02.jpg

Atingirá a respetiva plenitude...

... em finais de Maio.

Amoreira V. Foto Original. 2021.05.22.jpg

(As diversas fotos documentam o facto.)

São também os meus votos para 2022! Para Si, Caro/a Leitor/a,

Para todo o Mundo:

Um Ano, de 2022, pleno de Realizações Positivas. De Felicidade! De Excelência e Otimismo!

A Primavera chegará, tal como esperamos também na Amoreira.

(Cuja saga continuará em próximo postal!)

Com muita Saúde!

 

COVID – Dezembro/21 – Pós-Natal!

Urgências: “Pílula do dia seguinte”?!

 

Sobre isto da Covid, alguma coisa sabemos, mas muito nos falta saber.

Se alguma certeza há, é que o “bicho” finta as mais sabedoras cabeças. Desenvolve estratégias, cria mutações, que nos deixam indefesos e perplexos. Já vai em não sei quantas variantes, cada uma com origens regionais diferentes, mas com capacidade para alastrar pelo Mundo. Daí o seu efeito pandémico.

Sabemos que o Ser Humano não tendo sido certamente o seu hospedeiro inicial, se tornou no hospedeiro proverbial e providencial para o dito cujo. É o Ser Humano que o transporta e leva aos mais recônditos lugares deste nosso Universo habitado.

Como combatê-lo, como minorá-lo, nenhuma estratégia se revelou, ainda, cem por cento eficaz!

Do pouco que sabemos e sendo o Humano a providenciar a respetiva propagação, também constatamos que, quando em épocas propícias à respetiva difusão, o Homem também pode e deve minorar essa propagação. Precisamente, reduzindo os seus contactos sociais.

Por muito que isso nos custe. Por muito que muitos neguem essa correlação causal.

Os últimos números de novos casos, estão aí para demonstrar essa relação causa – efeito! 17172 novos casos, 3ª feira, 28/12 - - 26867 novos casos, 4ª feira, 29/12!

(Todos sabemos as movimentações internas e externas inerentes ao Natal!)

Constatamos também que o Inverno é a estação mais propícia à respetiva difusão, como qualquer “gripe sazonal”. Mas esta é uma variável sobre a qual não podemos interferir, a das estações do ano. A não ser tomar medidas pessoais mais adequadas.

Não existem medicamentos curativos.

Existem as vacinas. Com alguma eficácia preventiva, mas reduzida. Não nego a importância de as tomarmos. Devemos fazê-lo! Todavia, deveremos consciencializarmo-nos que, per si, não nos resolvem o problema! Outras medidas deveremos tomar. Precavendo-nos.

Ninguém está acima da contingência de “apanhar o vírus”.

Sobre a eficácia das vacinas, embora limitada, constatamos que defendem os respetivos tomadores. Veja-se, atualmente, a disseminação. Processa-se entre gente mais jovem, entre crianças, jovens alunos. Pessoal que não tomou qualquer vacina. Daí a necessidade de também as crianças e jovens serem vacinados.

É imprescindível, indispensável, alargar a vacinação a todo o Mundo. Enquanto nos países mais desenvolvidos já se fala na quarta dose, países menos desenvolvidos há, em que a maioria da população não tomou sequer primeira dose. Estas assimetrias, existentes nos mais diversos setores, têm de ser corrigidas.

O “bicho” não conhece fronteiras, não há muros, arames farpados que lhe resistam. É do mais “democrático” que há! Pode haver censura na divulgação de dados, mas mesmo nos países mais fechados, o bicho por lá andará.

Vem aí o Ano Novo. Que nos traga mais Esperança, melhores dias!

Quanto aos festejos de final de ano. Que sejam restringidos ao máximo, pelos mais diversos locais do mundo.

Muito boa e santa gente quer andar no laré, em festanças a abanar o capacete, por aqui e acolá. A encomendar testes e testes, para andarem no regabofe, ao laréu. Mas depois das festanças, como aconteceu nas natalícias, ao menor sintoma, lá vão a correr para as urgências, entupindo-as, como está acontecendo por todo o país!

(Acham que as urgências são assim uma espécie de pílula do dia seguinte!)

Pois! Restrinjam os contactos sociais, S.F.F.!

Amoreira Barca D'Alva. Foto original. 2021.12.01.jpg

Feliz 2022!

 

Começa, hoje, o Inverno.

Vistas de Sol Pôr! Ainda Outonais!

Pôr do Sol. Passadiço. Foto Original. 2021.12.15.jpg

O Pôr do Sol, na descida do “Passadiço”, provindo do “Miradouro”. Na “Cidade de Régio”.

Pôr do sol. Passadiço II. Foto original. 2021.12.15.jpg

No dia 15 de Dezembro, quase, quase Solstício de Inverno.

Pôr do sol. Passadiço III. Foto Original. 2021.12.15.jpg

E este a iniciar-se. Que será hoje.

Mas não começou, de facto, ontem, com a vinda da chuva?

(E a falta que ela fazia!)

Pois, Caro/a Leitor/a, contemple estas imagens "interessantes".

Bem sei que alguém sabedor, que pouco ou nada sei, com máquina fotográfica e não simples telemóvel, faria muitíssimo melhor que eu. Mas como se costuma dizer: “Quem dá o que tem…”

Renovados Votos de um Natal muito Feliz. Com muita e santa Saúde!

 

Tapada das Freiras – Imagens de Resistência(s)

Uma Passeata por um Alentejo especial. No Inverno!

E... Cabras e suas cabrioladas!

Aldeia. Vistas Tapada Freiras. Foto Original.2021.02.21.jpg

Hoje, apresento umas fotos de paisagens alentejanas. Pode parecer estranho a quem julgue que o Alentejo é uma extensa planura e quase sempre seco. Mas não é sempre assim. Agora, nesta fase de início de Outono e final de Verão, a secura ainda predomina. Mas, chovendo regularmente, como está acontecendo desde o final de Verão e continuando no Outono, os campos alentejanos adquirem muitas tonalidades de verdes. Que se prolongam pela Primavera. Atingindo a exuberância de cores garridas, marcantes em Abril e Maio.

As fotos que apresento são de 21 de Fevereiro deste ano. Andava a pandemia por aí à solta!

São vistas da Tapada das Freiras e do Chão da Pereira.

(Foi nestas Tapadas que decorreu, em 2017, parte do célebre evento designado de “O-Meeting: um “Encontro de Orientação”. Extraordinário acontecimento!)

A 1ª foto, que titula o postal, é da Aldeia e alguns dos seus ícones: a Igreja Matriz, a Araucária de Norfolk, os telhados da Rua Larga.

As fotos que a seguem são de Árvores, em contextos de resistência e sobrevivência em enquadramentos adversos. Adquirindo posturas peculiares, de modo a resistirem às condições difíceis em que estão inseridas.

Uma azinheira e um sobreiro entre duas pedras, parecendo um torpedo!

Azinheira e sobreiro. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Aroeiras também encasteladas entre pedregulhos

Aroeiras. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Oliveiras (Oliveira?), velhíssima(s), resiliente(s) a todas as intempéries da vida!

Oliveiras. Foto original. 2021.02.21.jpg

Uma azinheira, forçando a capacidade da rocha de granito onde teima em resistir! Há quanto tempo?! E por quanto tempo?!

Azinheira. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Fotos de cabras e suas cabrioladas. Atualmente, ausentes da Tapada, há algum tempo, onde pontificavam reinantes e chocalheiras. Uma verdadeira orquestra, quando se deslocavam na pastagem! Estas fazem-se à foto!

Cabras. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Uma cabrada: no que mais gostam. Trepar às árvores!

Cabrada. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Uma oliveira milenar, que adquiriu o molde artístico, que a foto documenta. No "Chão da Pereira".

Oliveira torcida. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Não resisto a publicar esta foto para terminar. Há sempre um final! 

Caveira Ovelha. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Já agora, Caro/a Leitor/a, saberá de que animal será esta caveira?!

 

A Senhora das Candeias

Bonfim. Foto original. 2021. 01. jpg

Dia Dois de Fevereiro (02/02/21)

 

“Senhora das Candeias a rir, o Inverno está para vir. Senhora das Candeias a chorar, o Inverno está para acabar.”

 

Este é um provérbio que relaciona a meteorologia do dia da Senhora das Candeias ou da Luz com a eventualidade da continuação ou não do tempo invernoso.

 

Este Inverno tem-se prezado bastante das condições atmosféricas que lhe são peculiares. Chuva, frio, geada, neve, mesmo no Alentejo.

Ontem, dia um de Fevereiro, o dia até esteve bonito. Deu para andar no campo, a passear e também a trabalhar.

Hoje, dia dois, o tempo tem estado sempre chocho. Chuviscos, frio, tempo encoberto, o sol nem se viu. Por aqui, pela Cidade de Régio.

Como caraterizar face ao adágio?!

Pela minha perceção, a Senhora não se esteve a rir. Esteve mais a chorar que outra coisa.

Então, se dermos razão ao ditado, dito popular, teremos o Inverno a acabar?! Isto é, virá o tempo risonho. Temos o “bom” tempo a chegar?

Bem, oxalá que assim seja. Já andamos um pouco aborrecidos do “mau” tempo.

Aguardemos. O futuro nos dirá, se o rifão falha ou não. (Que os provérbios valem o que valem. Funcionam como formas de conhecimento empírico. Modos de transmitir o saber, a sabedoria alicerçada na prática geracional, transmitida de pais para filhos.)

Que a Senhora das Candeias nos traga Luz!

 

Notas finais: Vale do Peso é uma povoação do Alto Alentejo de grande devoção da Senhora das Candeias ou Nossa Senhora da Luz.

A foto ilustrativa não é de hoje. É do mês passado. Hoje não deu para sair. O dia tem estado com pior aspeto.

 

Até próximo postal!

A Senhora das Candeias

Bonfim. Foto original. 2021. 01. jpg

Dia Dois de Fevereiro (02/02/21)

 

“Senhora das Candeias a rir, o Inverno está para vir. Senhora das Candeias a chorar, o Inverno está para acabar.”

 

Este é um provérbio que relaciona a meteorologia do dia da Senhora das Candeias ou da Luz com a eventualidade da continuação ou não do tempo invernoso.

 

Este Inverno tem-se prezado bastante das condições atmosféricas que lhe são peculiares. Chuva, frio, geada, neve, mesmo no Alentejo.

Ontem, dia um de Fevereiro, o dia até esteve bonito. Deu para andar no campo, a passear e também a trabalhar.

Hoje, dia dois, o tempo tem estado sempre chocho. Chuviscos, frio, tempo encoberto, o sol nem se viu. Por aqui, pela Cidade de Régio.

Como caraterizar face ao adágio?!

Pela minha perceção, a Senhora não se esteve a rir. Esteve mais a chorar que outra coisa.

Então, se dermos razão ao ditado, dito popular, teremos o Inverno a acabar?! Isto é, virá o tempo risonho. Temos o “bom” tempo a chegar?

Bem, oxalá que assim seja. Já andamos um pouco aborrecidos do “mau” tempo.

Aguardemos. O futuro nos dirá, se o rifão falha ou não. (Que os provérbios valem o que valem. Funcionam como formas de conhecimento empírico. Modos de transmitir o saber, a sabedoria alicerçada na prática geracional, transmitida de pais para filhos.)

Que a Senhora das Candeias nos traga Luz!

 

Notas finais: Vale do Peso é uma povoação do Alto Alentejo de grande devoção da Senhora das Candeias ou Nossa Senhora da Luz.

A foto ilustrativa não é de hoje. É do mês passado. Hoje não deu para sair. O dia tem estado com pior aspeto.

 

Até próximo postal!

“Mensageiro da Poesia”

Boletim Trimestral: Out. Nov. Dez. 2020 

Mensageiro.jpg

Hoje, volto à Poesia.

Ontem ainda nevou até ao sol posto, pouco, cada vez menos. Ao crepúsculo, vislumbravam-se os pinheirais da Serra, matizados de branco, mas de manhã já não havia sinais de neve. Derretera-se nas folhagens, que no chão nem sequer chegou a acumular. Pena nossa.

 

De Poesia e após ter reportado para Augusto Gil – Balada da Neve, e ter dado conhecimento da edição da XXIV Antologia da APP, hoje escrevo sobre Mensageiro da Poesia” – Associação Cultural Poética e o respetivo Boletim.

Boletim trimestral, o último, nº 155 – Out. Nov. Dez. 2020.

Com uma excelente apresentação gráfica e formato, capa e contracapa a cores, bem como páginas centrais.

Na capa, destaque para o 22º Aniversário da Associação e Poetisa do Mês: Emídia Guerreiro Salvador.

Na contracapa, o poema “Povo que lavas no rio”, de Pedro Homem de Melo, de que é traçado “Um breve olhar sobre a vida e obra”, na penúltima página. Vinte e oito no total.

Cinquenta e três participantes, com poesia e prosa. Cada Boletim acaba por funcionar como uma pequena Antologia.

Nota de Abertura, assinada pelo Diretor, Jorge Henrique Santos, subordinada ao tema “Natal sob Pandemia”.

Alguns avisos.

E Destaques: Cantinho do Escritor, Poemas a Concurso, Poeta em Destaque – Pedro Homem de Melo, Poetisa do Mês – Emídia Salvador, Premiados no Concurso de Poesia. Comemoração do 22º Aniversário.

E Poesia, múltipla e diversa.

Participei com “Poema em verso controverso”, a propósito desta sina de Covid.

Próximos temas: Paz, S. Valentim, Dia da Mulher; Dia do Pai, Dia Mundial da Poesia.

Contactos:

e-mail: mensageiropoesia@gmail.com

Rua dos Vidreiros, Loja 5 - Espaço Associativo de Amora – 2845 – 456 – AMORA.

Carvalhais e Bonfim. Foto original. 2021. 01. jpg

*******

Povo que lavas no rio

Que talhas com o teu machado

As tábuas do meu caixão

Povo que lavas no rio

Que talhas com o teu machado

As tábuas do meu caixão

Pode haver quem te defenda

Quem compre o teu chão sagrado,

Mas a tua vida não.

(…)

Do “Boi D’Água” ao Bonfim!

Sugestão de Percurso Pedestre.

Bonfim e Penha. Foto original. 2021. 01. jpg

Cai neve no Alentejo!

Cai “… leve, levemente…”

Hoje, desde cerca do meio dia, está a nevar na Cidade de Régio. Uns farrapitos, quase nada, vieram engrossando, uma dança de alvéolos flutuando. Vistos do quarto andar, ganham outra dimensão, pequenas plumas silenciosas e acrobáticas, logo se desfazem, mal tocando o chão. A continuarem, esperemos que sim, talvez, amanhã, pela manhã, tenhamos as encostas da Serra matizadas de branco. Que saudades! Há muito que não vejo os campos alentejanos cobertos de neve.

Bonfim e Penha. Foto original. 2021. 01. .jpg

Mesmo assim, já nevando e ainda antes da hora de confinamento, fiz parte do percurso do “Boi D’Água”. Não continuei na direção do Bonfim. Entre outras razões, havia gente a cortar lenha e a apanhar pinhas numa das propriedades. Provavelmente alguns dos proprietários. O caminho vicinal é público, apesar de estar vedado por portão. Mas, seguindo-o e desbravando-o, é possível chegar ao Bonfim, sempre por trajetos vicinais, alguns bem característicos de tempos antigos. É ver e olhar e observar.

Serra Penha. Foto original. 2021. 01. jpg

É um trajeto ótimo para um percurso pedonal. É as pessoas caminheiras quererem aventurar-se. Só não gostei da parte entre o Areeiro e o Bonfim, que se processa na estrada, que é muito movimentada e as bermas são muito, muito estreitas. De resto, proporciona excelentes vistas, algumas já apresentadas noutros postais, outras neste.

Caminho Serra. Foto original. 2021. 01. jpg

E ficou muito por explorar. Que existem algumas casas em ruínas e o que parece ser um fontanário antigo. Que a Serra é riquíssima em água e as quintas nas encostas todas têm e tinham bons mananciais para consumo dos proprietários e regas das hortas e pomares. E é por aí que correm os primórdios da Ribeira da Lixosa. (Que raio de nome!)

Mas, paradoxalmente, sempre se encontra algum lixo. Um improvável fogão velho, atirado borda fora do caminho, numa ribanceira. Ele há gente que faz da Natureza balde do lixo de casa!

Mato na Serra. Foto original. 2021. 01. jpg

E algo que me impressiona e atemoriza. As encostas têm uma floresta vasta de pinheiros, prontos a cortar, a desbastar, com imenso mato autóctone, caruma por todo o lado, troncos velhos e podres, pinhas, giestas secas. Um rastilho de pólvora em verões quentes, que nos atormentam todos os anos.

Pinheiros na Serra. Foto original. 2021. 01. jpg

Os terrenos não têm proprietários que mandem cortar os pinheiros? Desbastá-los? Uma limpeza a sério. Até renderá bom dinheiro, pois as árvores já são de grande porte. Muitos proprietários? Desconhecidos?

As entidades públicas, os serviços competentes nacionais ou municipais não têm capacidade ou poder de intervenção?!

Eucalipto na Serra. Foto original. 2021. 01. jpg

Uma pena e um perigo. Para as dezenas de moradores que têm quintas ou vivendas nas redondezas. Para as centenas de habitantes dos bairros nas proximidades. Para todos os habitantes da Cidade. Porque a ocorrer uma catástrofe, todos perdemos!

Cidade de Régio. Foto original. 2021. 01. jpg

Um pedido, um alerta, uma sugestão, a quem de direito.

 

E continua a cair: “… leve, levemente…”!

Fui ver. “A neve caía… tão leve… tão fria…”

Ramalhete de Questões: o 1º de 2021!

Há muito sem comentar algumas das ocorrências dos últimos tempos.

Sobre que discorrer?!

Bonfim Serra. Foto Original. 2021. 01. 08. jpg

As eleições presidenciais? Os respetivos debates? Os orçamentos dos candidatos? Que acho um desperdício a colocação de cartazes para irem apodrecendo nos “fora de portas / outdoors”, passados meses? Que o Vitorino até se revela bem sensato no meio dos outros todos? Que não seriam precisos tantos candidatos, mas que até ganham uma certa graça estes duelos de personalidades?

 

O aumento dos casos de Covid nos últimos dias? A possível correlação entre estes aumentos e o desregramento nas festas natalícias e subsequentes festejos de ano novo? As medidas quase sempre reativas das nossas governanças? As agora anunciadas, que não acrescentam nada de novo, mas mantêm as escolas em funcionamento? Percebemos o porquê, pois como seria fechar escolas e os reflexos nas vidas dos progenitores e encarregados de educação dos alunos? E irão conseguir manter o respetivo funcionamento?! E o frio e janelas abertas?!

 

Abordar o caso do magistrado indicado para um cargo europeu e as incongruências associadas a essa nomeação? Manifestar a minha surpresa de como é possível que os nossos governantes e dirigentes achem que este país é um quintal da respetiva casa, onde podem colher laranjas a seu bel prazer? (Falo em laranjas, porque agora é o que mais abunda. Mas podiam ser nêsperas!)

 

Congratular-me com o início da vacinação? Desejar que continue sendo progressivamente alargada a todas as pessoas? Almejar o respetivo alcance aos recantos mais pobres de todos os países? Realçar o facto de que, com ajuda mútua, os povos conseguem encontrar soluções construtivas para a Humanidade, em tempo recorde? Admirar-me que tivesse pegado a moda de que, para serem vacinados num braço, seja necessário despirem-se da cintura para cima?! Imaginem se fosse numa nádega!

 

Escrever sobre o que se passou recentemente nos EUA? Que provaram do veneno de terem colocado um louco a dirigir os destinos da nação?! Que deveriam erradicá-lo da cadeira do poder, ainda antes do final do mandato? Antes que faça mais algum disparate? Que, aplicando a Lei, o deveriam submeter a julgamento?

 

Que me congratulo com o acordo entre EU e Reino Unido sobre a saída dos britânicos da União Europeia?? Que, todavia, considero o Brexit um ato de puro egoísmo dos ditos cujos?

 

E sobre que mais discorrer?! Haverá mais, mas, por agora, fico por aqui.

 

E por aqui, referir que hoje, apesar do frio, demos uma valente caminhada, percorrendo desde o “Boi D’Água” até ao Bonfim. O meu Pai dizia que fizemos uma “tapada”, pois concretizámos uma volta, a modos que circular, contornando todo um espaço territorial. “Matámos Saudades”, pois passámos junto às nossas Escolas!

Bom Fim Foto Original. 2021. 01. 08. jpg

Até próximo postal! E Excelente Ano de 2021 com muita Saúde!

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Sonata de Outono”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

No propósito que estabeleci de divulgar, em suporte digital, uma Poesia de cada um dos Poetas participantes na 13ª Antologia do CNAP, dá-se a conhecer, hoje, “Sonata de Outono”, de Manuela Machado, Aljustrel.

Não tive oportunidade de falar com todos os antologiados, mas com todos os que estabeleci contacto, nenhum se opôs a esta metodologia. Caso alguém se oponha, agradeço que me dê conhecimento e procederei em conformidade.

Também continuo a ilustrar cada poema com uma foto ou outro suporte de imagem sugestiva, preferencialmente original, no sentido de enquadrar o texto. Quando não disponho de nada pessoal, pesquiso na “net”. O procedimento mencionado no parágrafo anterior, também se aplica neste caso. Perante eventual discordância, agirei segundo o que me for sugerido. Na net, apesar de ficar sempre “rasto” do que se deixou, também se pode remover o que não se quer.

Algum erro que seja detetado, agradeço que me seja dado conhecimento.

E, efetuadas algumas considerações sobre “metodologias de trabalho”, segue-se o Poema.

 

“Sonata de Outono”

 

“Louvemos o Outono…

Que anuncia mudanças

Com o seu verde indefinível

A doce aragem

O seu céu azul lilás

O sol coado…

 

Que sejam boas as mudanças

Como sempre esperamos.

Assim, seguimos o delicado zéfiro

Confiantes, embriagados

Com os tons enganadores

De tão doces

O cheiro dos frutos

Das colheitas

As folhas que dançam no ar

Douradas

Ainda cheias dos reflexos do sol

Que já foi

 

Seguimos cegos de esperança

Nem calor nem frio

O regaço de Ceres transbordante

Em alegre dança sem euforia

Nem cuidados

 

Louvemos pois o Outono

Paragem ilusória, doce torpor

Que anuncia

Com delicadeza

A chegada

Do solene Inverno.”

 

Manuela Machado, Aljustrel.

 

 

Ilustra-se com uma foto original de F.M.C.L., 2014.

Árvore Outono. Foto original de F.M.C.L. 2014.jpg

 

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