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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

A Festa dos Jacarandás!

Indiferentes, alheados, das loucuras do Mundo...

Da insanidade dos seus dirigentes...

20250614_195626.jpg

Os Jacarandás continuam espalhando as suas pétalas, nas geometrias do Jardim.

No Jardim da Avenida da Liberdade...

Na Cidade de Régio!

20250614_122709.jpg

As Árvores majestosas adornam-se de vestimentas glamorosas d' Azul-Lilás!

***

Nem igual nem parecido

Espanto d' azul não há

De todos quantos eu lido

Igual ao Jacarandá!

***

Paz!

Apeadeiro...

Árvore peculiar: ainda no Outono!

Jacarandá...

...no Jardim da Avenida da Liberdade.

20250424_122712.jpg

(Na Cidade Branca! Cidade de Régio!)

Ainda no Outono!

Com um pé, melhor, uns ramos, ainda no Inverno

E, outros, ansiosos, a quererem entrar na Primavera!

Sobre esta característica Árvore, faça favor de ler, o seguinte soneto.

Para esclarecer melhor a filosofia deste ser vivo, tão emblemático!

***

Saúde! Paz! Poesia! E Viva a Liberdade!

 

Primavera em compasso de Metro!

Olaia florida, em fuga de Metro!

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Tília, ainda no Inverno!

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A Primavera vai chegando, em compasso...

Olaias já estão floridas. Nas Tílias ainda estão por rebentar os gomos das folhas. Os Jacarandás, muitos deles, ainda não deixaram cair as folhas do ano passado!

Os Carvalhos Robles já se vestiram do seu verde primaveril acetinado.

Cada coisa no seu lugar. Tempo e tempo!Tudo tem o seu próprio tempo!

 

1ª Viagem de transporte público, neste “Mundo Covid”

“Mundo Zombie, com máscara”

Passados os tempos de reclusão mais acentuada, só hoje voltei a andar de transporte público, que não andava para aí desde Fevereiro ou inícios de Março, quando começou esta coisa de Covid.

Reclusão forçada. Verão. Trabalho e foto originais. 2020.03.jpg

Voltei a locais aonde não ia há mais de um ano. Imensa gente. As aulas ainda a funcionar, logo muitos jovens em grupos. Pode-se dizer que anda toda a gente de máscara. O Metro cheio. Muito, muito trânsito automóvel. Muito movimento.

Julgava que tinha dois bilhetes num cartão. Aparentemente tinha, só que não eram daquele “servidor”.  Não sei de que transporte serão. Obriguei-me a sair na estação seguinte, comprar novo bilhete, aguardar novo metro e seguir. Claro, já cheguei atrasado à reunião. Também foi o primeiro convívio de grupo alargado em que participei. Tudo segundo os conformes da pandemia, regras gerais e específicas cumpridas.

 

De regresso, usei o mesmo bilhete, conforme estabelecido, o bilhete dá para uma hora. As carruagens ainda mais cheias. Regresso(s) múltiplos e diversos às periferias da periferia. Tudo de máscara.

 

Já a meio do percurso entram os vigilantes do metro. Entram, mas não atuam. Com o comboio tão cheio, cheio, é mais sensato não conferir bilhetes. Argúcia experienciada. Ultrapassada a estação mais central, aonde saíram, quiçá, dois terços dos passageiros, carruagens bem folgadas e livres, começaram então a verificar os títulos de transporte. É melhor assim, não vá o “diabo tecê-las”. E olhem que eles eram dois corpanzis, mas não quiseram arriscar o cabedal ou, no mínimo, foram sensatos.

 

Concluída a viagem, voltei à rotina: supermercado, que fica em caminho.

 

Conclusão desta viagem: Se já antes e muitas vezes nas multidões de gentes, eu achava que vivia num “mundo zombie”, agora julgo cada vez mais andar num “mundo zombie com máscara”.

 

Nota marcante: os jacarandás estão exuberantes! Mas não levei telemóvel, não tirei fotos.

 

A imagem?! Trabalho realizado no ano passado, Março, durante a “Reclusão forçada”. Faz parte de um conjunto de quatro, quatro estações(?), e este representará o Verão, quase, quase a chegar.

 

Jacarandás

 

Jacarandás

 

Foto2163. Foto de DAPL 2015 jpg

 

 

Florir em Junho ou Maio, conforme o mar

Ricamente adornados de azul – lilás

São beleza estonteante, d’encantar

Nas alamedas exultam jacarandás!

 

Ser vivo, planta duma outra latitude

Raiz e berço no hemisfério sul

Traz à cidade uma nova amplitude

Poema declamado a verde e azul!

 

No Outono é mais verde, verde ainda

Nova juventude recobre o seu manto

D’ estações trocadas, mesmo assim linda

Esta árvore, nas praças, é um espanto!

 

Em Março cai a folha, nasce por Abril

Cumpre-se, enfim, destino primaveril!

 

Foto2165. Foto de DAPL 2015 jpg

 

Publicado em “Mensageiro da Poesia” (Boletim Cultural) Nº 118, Maio/Junho 2013.

Boletim Cultural do CNAP - Nº 125 - Ano XXVII - Nov. 2016.

 

Cidades e Jacarandás!

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